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Brasil
16 set

Aliada da Fiocruz, Zenaide celebra 125 anos da instituição e exalta vacinas e remédios que salvam vidas

Aliada da Fiocruz, Zenaide celebra 125 anos da instituição e exalta vacinas e remédios que salvam vidas

Médica infectologista e parceira política da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) dentro do Congresso Nacional, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) celebrou, em sessão especial do Senado nesta terça-feira (16), os 125 anos da instituição. A estatal brasileira é referência em desenvolvimento de vacinas e médicos diagnósticos, além da produção de medicamentos.

“Nós estamos falando não só de uma das mais respeitadas instituições de pesquisa da América Latina, mas também do esforço gigantesco de centenas de profissionais que dedicaram uma vida inteira à pesquisa, à ciência. E tudo isso não pensando em lucro, mas unidos por um objetivo maior: salvar vidas, tratar, prevenir e curar doenças. A Fiocruz é como o nosso SUS, o Sistema Único de Saúde: pérola do Brasil, exemplo para o mundo”, frisou a parlamentar.

Para Zenaide, comemorar os 125 anos da Fiocruz exige valorizar, principalmente com recursos orçamentários e garantia de gestão técnica, uma instituição pública que projeta o Brasil no mundo como referência em saúde pública gratuita para toda a população.

“Vou além ao cobrar que o poder público, a começar por este Congresso, garanta orçamento todo ano para o pleno funcionamento e valorização da Fiocruz. Sem capacidade de investimento e de custeio, não temos como garantir condições mínimas de funcionamento para esta fundação que nos orgulha. O trabalho da Fiocruz é a prova de que é possível fazer ciência e salvar vidas de forma pública e de graça”, enfatizou a parlamentar.

Pandemia

Zenaide ainda deixou testemunho do papel da Fiocruz na pandemia de Covid-19 no Brasil, além de fazer votos de que a instituição, ligada ao governo federal, cresça como líder no combate e enfrentamento às emergências de saúde, produzindo imunizantes em território nacional e oferecendo suporte técnico às políticas públicas de saúde.

“Enfrentamos as trevas do negacionismo instalado em partes do Estado brasileiro naquele período, mas a Fiocruz foi um bastião de resistência contra desmandos que ignoravam a ciência. Combatemos inúmeros retrocessos na trincheira do Parlamento. Sim, nós conseguimos produzir vacinas apesar daquele cerco autoritário, graças à resiliência de órgãos técnicos como a Fiocruz, o Instituto Butantã, nossos centros de pesquisa avançados das universidades públicas, e muitos outros atores”, salientou a senadora.

Trabalhadores da ciência

A senadora também ressaltou o empenho de todos os funcionários e pesquisadores da Fiocruz: “Defendo não só investimentos maciços no orçamento da instituição, mas dedico aplausos a toda a equipe desta fundação, aos quais devemos nosso agradecimento como brasileiros. A Fiocruz foi, é e sempre será um farol iluminista que promove a saúde pública, a vida humana e as curas e prevenções que prologam e garantem qualidade de vida à nossa população. E hoje comemoramos mais de um século deste grande parque de pesquisa e desenvolvimento”.

Revolução na saúde

A fundação foi criada em 1900 como Instituto Soroterápico Federal, para fabricar soros e vacinas contra a peste bubônica. Em 1908, foi rebatizada em homenagem ao médico e pesquisador Oswaldo Cruz (1872-1917), que iniciou uma revolução sanitária, com iniciativas como a erradicação da febre amarela no Rio de Janeiro, o controle da peste bubônica e o combate à varíola

Entre outras personalidades, a solenidade teve a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e dos ex-ministros da pasta Nísia Trindade, Arthur Chioro e José Saraiva Felipe, além da médica e pesquisadora Margareth Dalcolmo.

Campo Forte
Brasil
16 set

Bolsonaro passa mal e é levado para hospital em Brasília

Bolsonaro passa mal e é levado para hospital em Brasília

O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a prisão domiciliar nesta terça-feira (16) para ir a um hospital após passar mal.

Ele foi levado ao Hospital DF Star, em Brasília, pelos policiais penais que fazem o monitoramento de sua residência. 

Pelas redes sociais, o senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) disse que o ex-presidente apresentou uma crise forte de soluço, vômito e pressão baixa.

Desde o dia 4 de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).  

Conforme a decisão do ministro, Bolsonaro pode ir ao hospital em caso de emergência, mas deve enviar ao STF um atestado médico no prazo de 24 horas após o atendimento.

No último domingo (16), Bolsonaro passou por um procedimento na pele e por exames que constataram quadro de anemia, segundo o boletim médico divulgado pelo hospital.

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Prisão domiciliar

A prisão domiciliar foi determinada no inquérito no qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, e o próprio Bolsonaro são investigados por atuarem junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo, entre elas, o cancelamento de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky. 

Condenação

Na semana passada, por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro e mais sete réus na ação penal da trama golpista pelos crimes de crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. 

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Currais Novos
16 set

R$ 48 milhões em movimentação e 120 mil pessoas circularam durante a Festa de Sant’Ana em Currais Novos 2025

R$ 48 milhões em movimentação e 120 mil pessoas circularam durante a Festa de Sant’Ana em Currais Novos 2025

Dados da edição 2025 foram apresentados nesta terça-feira (16), na CDL, pelo Sistema Fecomércio RN em parceria com o Sindivarejo

A edição 2025 da tradicional Festa de Sant’Ana de Currais Novos gerou uma movimentação econômica estimada em R$ 48 milhões e atraiu cerca de 120 mil pessoas ao município durante os dias de celebração. Os números fazem parte das pesquisas “Perfil dos Participantes” e “Percepção dos Empresários”, desenvolvidas pelo Sistema Fecomércio RN, por meio do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), em parceria com o Sindivarejo Currais Novos.

A apresentação oficial dos dados ocorreu nesta terça-feira, 16 de setembro de 2025, na sede da CDL de Currais Novos, reunindo autoridades municipais, representantes do governo estadual, lideranças do comércio local, empresários e membros da sociedade civil.

Estiveram presentes o prefeito Lucas Galvão, a vice-prefeita Milena Galvão, o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, representando a governadora Fátima Bezerra, o presidente da CDL Currais Novos, Gilson Bezerra, o diretor executivo de Comércio da Fecomércio RN, Laumir Barreto, além do pesquisador Luciano Kleiber, responsável pelo levantamento. Também participaram o delegado Dr. Paulo Ferreira, o pároco de Sant’Ana, Padre Cláudio Dantas, além de empresários e imprensa local.

Os dados revelam o impacto positivo da festa sobre a economia da cidade, destacando o aumento no fluxo de turistas, o volume de vendas no comércio, a taxa de ocupação em hotéis e pousadas, além da percepção dos empresários sobre o desempenho de seus negócios durante o evento.

“A Festa de Sant’Ana movimenta a economia, o turismo e a cultura de Currais Novos. Esses R$ 48 milhões representam oportunidades, empregos e renda para a população”, afirmou Laumir Barreto, diretor da Fecomércio RN.

O prefeito Lucas Galvão reforçou a importância de se planejar com base em dados concretos:

“Esses números nos ajudam a entender o alcance da festa e como podemos aprimorar ainda mais sua organização e estrutura para os próximos anos”.

A pesquisa também mostrou alto grau de satisfação dos visitantes e destacou o papel da festa como um evento que une tradição religiosa, atrações culturais e fomento ao comércio. Com os resultados em mãos, o município e as entidades parceiras poderão planejar ações estratégicas para que a Festa de Sant’Ana 2026 seja ainda mais exitosa.

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Brasil
16 set

Sete em cada 10 alunos do ensino médio usam IA generativa em pesquisas

Sete em cada 10 alunos do ensino médio usam IA generativa em pesquisas

Sete em cada dez estudantes brasileiros do ensino médio usuários da internet utilizam ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa, como o ChatGPT e o Gemini, para realizar pesquisas escolares. Apesar disso, poucos deles (apenas 32% do total) receberam alguma orientação nas escolas sobre como utilizar de forma segura e responsável essa tecnologia.

As informações fazem parte da 15ª edição da pesquisa TIC Educação, que foi divulgada na manhã de hoje (16) pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). O núcleo foi criado para implementar projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que é o responsável por coordenar e integrar as iniciativas e serviços da internet no país.

Nesta primeira coleta de dados, 37% dos estudantes de ensino fundamental e médio disseram usar esse tipo de ferramenta na busca de informações. Entre os alunos dos anos finais do ensino fundamental, a proporção sobe para 39% e entre os estudantes do ensino médio chega a 70%.

“O dado evidencia novas práticas de aprendizagem adotadas pelos adolescentes”, explicou Daniela Costa, coordenadora do estudo.

“Tais recursos requerem novas formas de lidar com a linguagem, de pensar a curadoria de conteúdos e de compreender a informação e o conhecimento”, ressaltou.

Segundo ela, as escolas já estão se adaptando a esse novo uso e passando a debater com os pais o uso de IA Generativa pelos alunos.

De acordo com dados da pesquisa, as regras sobre o uso de IA generativa por alunos e professores nas atividades escolares já é pauta de reuniões dos gestores com professores, pais, mães e responsáveis.

“68% dos gestores escolares dizem que realizaram reunião com professores e outros funcionários e 60% com pais, mães e responsáveis sobre o uso de tecnologias digitais nas escolas. Regras sobre o uso de celulares nas instituições foram uma das principais pautas desses encontros, mas regras sobre o uso de ferramentas de IA pelos alunos ou pelos professores são citadas por 40% dos gestores”, explicou.

Apesar de a maioria dos estudantes brasileiros de ensino médio já usar ferramentas de IA Generativa em seus trabalhos escolares, poucos deles (apenas 32% do total) receberam alguma orientação nas escolas sobre como utilizar essa tecnologia, o que seria extremamente importante, defendeu a coordenadora do estudo.

“O principal ponto é que essas práticas de busca de informações baseadas em IA trazem novas demandas para as escolas no que diz respeito a orientar os alunos sobre a integridade da informação, a autoria e sobre como avaliar fontes de informação”, destacou a coordenadora.

“Além disso, é importante também que os alunos saibam como se valer desses recursos para construir o próprio conhecimento e ampliar as suas estratégias de aprendizagem, além de receber uma resposta pronta e considerá-la como única resposta possível, a mais adequada ou a verdadeira”, disse, em entrevista à Agência Brasil.

Esta foi a primeira vez que a TIC Educação investigou os recursos adotados pelos estudantes na realização de pesquisas escolares. O levantamento foi feito entre agosto do ano passado e março deste ano por meio de entrevistas realizadas com 945 gestores e 864 coordenadores em 1.023 escolas públicas e privadas. A pesquisa também ouviu 1.462 professores e 7.476 alunos, tanto de escolas rurais quanto urbanas de todo o país. Os resultados estão disponíveis no site do levantamento.

Celulares

A pesquisa TIC Educação foi realizada enquanto estava sendo promulgada a Lei 15.100, de janeiro deste ano, que passou a restringir o uso de dispositivos móveis, como celulares nas escolas.

Apesar disso, a pesquisa já começou a demonstrar a mudança de uso nas regras de aparelhos celulares dentro das escolas. Em 2023, por exemplo, 28% das instituições proibiam o uso do telefone celular pelos alunos e 64% permitiam o uso apenas em alguns espaços e horários. Em 2024, a proporção de escolas que não permitem o uso do dispositivo aumentou para 39%, enquanto a permissão em alguns espaços e horários diminuiu para 56%.

“Os indicadores confirmam a tendência de redução de uso de telefones celulares pelos alunos, especialmente entre os estudantes de escolas localizadas em áreas rurais (de 47% para 30%), de escolas municipais (de 32% para 20%) e particulares (de 64% para 46%)”, explicou a coordenadora da pesquisa TIC Educação.

Segundo ela, essa mesma tendência é observada nas escolas particulares, que vêm diminuindo o uso de tecnologias digitais, inclusive nos espaços escolares. “A proporção de escolas particulares com disponibilidade de acesso à internet na sala de aula passou de 70% em 2020 para 52% em 2024”, disse Daniela à Agência Brasil.

Conectividade nas escolas

A pesquisa também apontou que quase a totalidade das escolas brasileiras (96% do total) possui acesso à internet. Esse acesso cresceu principalmente nas instituições municipais (que passaram de 71% de acesso em 2020 para 94% em 2024) e nas escolas rurais (que passou de 52% para 89% nesse mesmo período).

No entanto, embora a conectividade tenha crescido, as desigualdades nesse acesso permanecem presentes. Se nas escolas estaduais, 67% dos alunos utilizam a internet para fazer atividades solicitadas pelos professores, na rede municipal, a proporção é de apenas 27%.

No caso das instituições de educação básica municipais, por exemplo, 75% dispõem de, pelo menos, um espaço com conexão à Internet para uso dos alunos, mas apenas 51% delas têm computadores para atividades educacionais e 47% contam com acesso à Internet e dispositivos para os estudantes.

“O acesso à internet tem se disseminado entre as escolas de ensino fundamental e médio”, diz a coordenadora do estudo.

Em 2020, 52% das escolas rurais contavam com acesso à rede, proporção que passou para 89% na edição 2024.

“No entanto, a disponibilidade de dispositivos digitais, como computadores, ainda é um grande desafio para as instituições, especialmente nas escolas rurais e municipais de pequeno porte. Entre 2022 e 2024, a presença de ao menos um computador para uso dos alunos nas escolas rurais diminuiu, passando de 46% para 33%”, explicou.

Para ela, essas desigualdades só poderão ser reduzidas a partir de “melhor entendimento sobre o papel das tecnologias digitais nos processos de ensino e aprendizagem” e também com “iniciativas que permitam a equalização de oportunidades entre os estudantes de diferentes contextos”.

Formação docente

Além disso, a pesquisa revelou que, nos últimos anos, caiu o número de professores que participaram de formação voltada ao uso de tecnologia digital nos processos de ensino e de aprendizagem. Se em 2021, cerca de 65% dos professores dizia ter feito algum curso de formação sobre tecnologia digital, em 2024 esse número caiu para 54%. A queda foi ainda maior entre os professores da rede pública municipal, que passou de 62% em 2021 para apenas 43% no ano passado.

Para a coordenadora do estudo, o acesso dos professores a cursos de formação, apoio e atualização seria essencial, “especialmente em um contexto de mudanças nas formas de lidar com a aprendizagem, como a inserção de tecnologias emergentes – entre elas a IA, nas práticas pedagógicas”.

Essa formação também é importante porque permitiria que os professores orientassem melhor seus alunos para o uso seguro, crítico, responsável e criativo das tecnologias digitais. Segundo Daniela, esse foi um dado comprovado pela pesquisa: a maior parte dos docentes que realizaram desenvolvimento profissional (67% do total) mencionou que a atividade contribuiu para melhor orientar os alunos sobre o uso dessas tecnologias.

© Imagem criada pelo chatgpt para ilustrar matéria

Agência Brasil

Lojão do Real
Brasil
16 set

Cartão do SUS será unificado com dados de CPF do usuári

Cartão do SUS será unificado com dados de CPF do usuári

O novo Cartão Nacional de Saúde (CNS), a partir de agora, passa a exibir nome e CPF no lugar do antigo número. A mudança foi anunciada nesta terça-feira (16) pelos ministérios da Saúde e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI).

A previsão é que 111 milhões de cadastros sejam inativados até abril de 2026 – desde julho, 54 milhões já foram suspensos. Em entrevista coletiva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que pacientes sem CPF continuam sendo atendidos normalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Não estamos deixando ninguém para trás. As pessoas que não têm CPF ainda vão continuar a ser atendidas”, disse. “Não há sistema nacional de saúde público que tenha o volume, a diversidade e a complexidade dos dados que tem o SUS”, completou.

Higienização

Para tornar a unificação possível, a pasta iniciou uma espécie de limpeza da base de cadastros de usuários do SUS, conhecida como CadSUS. Desde então, os registros passaram de 340 milhões para 286,8 milhões de cadastros ativos.

Desse total, 246 milhões já estão vinculadas ao CPF, enquanto 40,8 milhões permanecem sem CPF, em fase de análise para inativação. O processo de higienização, de acordo com o ministério, alcança ainda cadastros inconsistentes ou duplicados.

“Estamos dando um passo muito decisivo para uma revolução tecnológica no Sistema Único de Saúde. Não é simples o que estamos fazendo”, avaliou Padilha, ao citar que o sistema nacional de saúde pública inglês, ao criar seu cartão de unificação, demorou 10 anos para conseguir implementar a ação.

Integração

A estimativa do governo é que 11 milhões de registros sejam inativados todos os meses, totalizando 111 milhões até abril de 2026. A meta é que, ao final da ação, a base de cadastros de usuários do SUS seja equivalente ao total de CPFs ativos na Receita Federal: 228,9 milhões.

O avanço, segundo o ministério, foi possível graças à interoperabilidade do CadSUS e da base de dados da Receita Federal, utilizando o CPF como identificador único do cidadão e viabilizando acesso a dados como histórico de vacinas e medicamentos garantidos no programa Farmácia Popular.

Usuários sem CPF

Em nota, a pasta informou ter estabelecido um cadastro temporário para cidadãos atendidos no SUS sem CPF, válido por um ano. A medida, de acordo com o comunicado, atende a situações em que a pessoa não consegue informar o CPF no momento do atendimento, como em casos de emergência.

“Após a alta ou regularização, é necessária a prova de vida e a inclusão do CPF”, destacou o ministério.

Populações que não utilizam CPF, como estrangeiros, indígenas e ribeirinhos, permanecem identificadas pelo Cadastro Nacional de Saúde, nomenclatura que vai substituir a expressão Cartão Nacional de Saúde “para reforçar que se trata de um registro secundário e complementar”, reforçou a pasta.

Bases de dados

O ministério informou que vai readequar todos os sistemas de informação do SUS para que passem a utilizar o CPF do paciente – a começar pelos mais utilizados por estados e municípios, como a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e o prontuário eletrônico da atenção primária.

O calendário, segundo Padilha, será pactuado com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). O prazo para conclusão é dezembro de 2026.

Ainda de acordo com a pasta, o CadSUS será integrado à Infraestrutura Nacional de Dados (IND), coordenada pelo MGI. “A medida permitirá receber informações de outros ministérios e órgão, como IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] e CadÚnico [Cadastro Único], e compartilhar dados de saúde de forma segura, sem transferência integral da base”.

“A ação vai melhorar o monitoramento, combater o desperdício e fortalecer a gestão pública”, concluiu o ministério na nota.

© Tânia Rêgo/Agência Brasil

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