Dia Mundial de Conscientização Sobre a Epilepsia é celebrado nesta quinta-feira (26)
Medina avança e melhora qualidade de vida de pacientes através de cirurgia
Nesta quinta-feira (26), como acontece todos os anos nesta data, as pessoas ao redor do mundo são convidadas a usar a cor roxa – é um dia de esforço internacional dedicado ao aumento da conscientização sobre a epilepsia. O Purple Day (Dia Roxo) foi criado em 2008, por Cassidy Megan, uma criança canadense com nove anos de idade na época. Com a ajuda da Associação de Epilepsia da Nova Escócia (EANS), Cassydi escolheu a cor roxa para representar a epilepsia, por achar que a flor de lavanda, frequentemente associada com a solidão, representava os sentimentos de isolamento que muitas pessoas com epilepsia sentem.
A epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Se ficarem restritos, a crise será chamada parcial; se envolverem os dois hemisférios cerebrais, generalizada. Por isso, algumas pessoas podem ter sintomas relativamente evidentes de epilepsia, não significando que o problema tenha menos importância se a crise não for tão aparente. O preconceito também é algo muito marcante para os pacientes que sofrem com a doença, pois muitas pessoas acham que pode haver contágio por pura ignorância.
Em torno de 50 milhões de pessoas no mundo possuem epilepsia. No Brasil, a epilepsia atinge 1,5% da população. Portanto em torno de 3 milhões de pessoas no país apresentam a doença. Desse número, aproximadamente 1 milhão de pessoas apresentam a forma refratária da doença, ou seja, fazem uso de 2 medicamentos antiepilépticos, mas não conseguem o controle adequado das crises. Quando isso acontece, o impacto na qualidade de vida, nas atividades laborativas, relações familiares e pessoais desses pacientes pode ser devastador, afirma o neurocirurgião Dr. Thiago Rocha (CRM 6233 RN – RQE 2222).
“Os pacientes que não respondem ao tratamento clínico, devem ser referenciados para uma avaliação pré-operatória de maneira precoce afim de evitar que os efeitos deletérios da doença prejudiquem a vida dessas pessoas. O objetivo da cirurgia de epilepsia é deixar os pacientes que são refratários livres de crises ou pelo menos reduzir a frequência dessas crises, melhorando assim a qualidade de vida e reduzindo o impacto trazido pela doença.” afirma o neurocirurgião, especialista em cirurgia de epilepsia, Dr. Thiago Rocha.
A seleção adequada de um paciente para a cirurgia de epilepsia inclui preceitos básicos que são a determinação da refratariedade clínica aos medicamentos antiepilépticos, a provável localização do foco epiléptico, que é a região cerebral onde ocorre a geração das crises epilépticas, o impacto da epilepsia na vida do paciente e a motivação do paciente para ser operado. “O objetivo da cirurgia não é a retirada dos medicamentos antiepilépticos, porém isso pode ocorrer, de maneira cautelosa, após 2 anos do pós-operatório, se o paciente durante esse período não apresentar novas crises e os eletroencefalogramas durante o acompanhamento apresentarem resultados normais” relata Dr. Thiago Rocha.
A técnica é realizada em 2 fases. Na primeira fase realizamos a implantação cirúrgica dos eletrodos em regiões cerebrais suspeitas. Na segunda fase, realizada no dia seguinte, o paciente é monitorizado por 5 a 10 dias por uma equipe de neurologistas com especialidade em neurofisiologia. “No final desse período, retiramos os eletrodos e diagnosticamos com precisão a região cerebral que está doente”, diz o médico.
“Posteriormente, programamos a remoção cirúrgica dessa área cerebral acometida pela doença. Isso permite uma melhora considerável do prognóstico e do controle das crises. Utilizamos esse recurso, quando os exames convencionais, como a ressonância de encéfalo e o vídeo-eletroencefalograma, deixarem dúvidas ou forem discordantes na localização do foco epiléptico. O SEEG é um método usado nesses casos mais específicos, dando mais segurança para remoção cirúrgica dessas áreas cerebrais doentes”, conclui o Neurocirurgião, especialista em cirurgia de epilepsia, Dr. Thiago Rocha.











