bannner-geraldo
Rio Grande do Norte
14 fev

UFRN inicia cultivo de cannabis para pesquisa científica

UFRN inicia cultivo de cannabis para pesquisa científica

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi a primeira instituição do país a conquistar a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para cultivo controlado e processamento da planta cannabis para fins de pesquisa científica. O laboratório do Instituto do Cérebro (ICe-UFRN) conduz os projetos de pesquisa para avaliação da eficácia e da segurança de combinações da substância.

Atualmente, o ICe-UFRN tem mudas plantadas, com séries diferentes de fitocanabinoides. O professor do ICe- UFRN, Claudio Queiroz, explicou que as plantas passam por diversas etapas durante o cultivo, que começa com a plantação, a realização de podas para clonagem do vegetal, a floração e, por fim, a extração dos fitocanabinoides, que serão analisados em pesquisas científicas, nos campos da epilepsia, zumbidos, autismo, sono e dor. 

Para o reitor Daniel Diniz, o início do cultivo controlado da cannabis simboliza um progresso na história da produção de conhecimento científico do país sobre o tema. “Após passarmos por um rigoroso processo junto à Anvisa, ver o início do cultivo da cannabis acontecendo no Instituto do Cérebro representa um passo importante para o avanço da pesquisa desenvolvida na UFRN e um marco histórico para a ciência brasileira”, considera o gestor.

Histórico

Em 2020, a UFRN iniciou o processo para liberação, junto à Anvisa, do cultivo controlado e processamento da planta cannabis para pesquisa científica. Do ponto de vista prático, o órgão de vigilância sanitária autorizou a UFRN a importar, armazenar e germinar sementes da planta cannabis, bem como cultivá-la, por meio de sistema controlado, na modalidade indoor (ambiente fechado). 

O ICe-UFRN conduz projetos de pesquisa pré-clínica para avaliação da eficácia e segurança de combinações de fitocanabinóides, no manejo de sinais e sintomas associados a distúrbios neurológicos e psiquiátricos.

Além dor reitor, a visita também contou com as participações da pró-reitora de Pesquisa (Propesq-UFRN), Silvana Zucolotto, e do diretor da Agência de Inovação (Agir-UFRN), Jefferson Oliveira, e a chefe de Gabinete da Reitoria, Magda Pinheiro.

Foto: Williane Silva/UFRN

Tribuna do Norte

CURRAIS-NOVOS-BLOG-NOVEMBRO-JEAN-SOUZA
Brasil
14 fev

BC registra primeiro incidente com chaves Pix em 2026

BC registra primeiro incidente com chaves Pix em 2026

O Banco Central divulgou nesta última sexta-feira (13) que 5.290 chaves Pix de clientes do Banco Agibank SA tiveram dados expostos. Foi o 21º incidente com dados do Pix desde o lançamento do sistema instantâneo de pagamentos, em novembro de 2020, e o primeiro em 2026.

Segundo o BC, a exposição ocorreu de 26 de dezembro de 2024 a 30 de janeiro de 2025 e abrangeu as seguintes informações: nome do usuário, CPF com máscara (CPF parcialmente coberto com asteriscos), instituição de relacionamento, agência, número e tipo da conta.

O incidente, apontou o BC, ocorreu por causa de falhas pontuais em sistemas da instituição de pagamento. O vazamento ocorreu em dados cadastrais, que não afetam a movimentação de dinheiro. Dados protegidos pelo sigilo bancário, como saldos, senhas e extratos, não foram expostos.

Embora o caso não precisasse ser comunicado por causa do baixo impacto potencial para os clientes, a autarquia esclareceu que decidiu divulgar o incidente em nome do “compromisso com a transparência”.

Todas as pessoas que tiveram informações expostas ou vazadas serão avisadas por meio do aplicativo ou do internet banking da instituição. O Banco Central ressaltou que esses serão os únicos meios de aviso para a exposição das chaves Pix e pediu para os clientes desconsiderarem comunicações como chamadas telefônicas, SMS e avisos por aplicativos de mensagens e por e-mail.

A exposição de dados não significa necessariamente que todas as informações tenham vazado, mas que ficaram visíveis para terceiros durante algum tempo e podem ter sido capturadas. O vazamento indica que alguém chegou a consultar os dados. O BC informou que o caso será investigado e que sanções poderão ser aplicadas. A legislação prevê multa, suspensão ou até exclusão do sistema do Pix, dependendo da gravidade do caso.

Em todos os 21 incidentes com chaves Pix registrados até agora, foram expostas informações cadastrais, sem a exposição de senhas e de saldos bancários. Por determinação da Lei Geral de Proteção de Dados, a autoridade monetária mantém uma página em que os cidadãos podem acompanhar incidentes relacionados com a chave Pix ou demais dados pessoais em poder do BC.

Agência Brasil tenta contato com o Agibank e incluirá a resposta da instituição assim que receber alguma manifestação.

Agência Brasil

Lojão do Real
Brasil
14 fev

Saiba como emitir alerta do aplicativo Celular Seguro em caso de roubo

Saiba como emitir alerta do aplicativo Celular Seguro em caso de roubo

Os brasileiros já estão em ritmo acelerado de carnaval nesta sexta-feira (13). Um verdadeiro mosaico de ritmos arrasta multidões em circuitos de Norte a Sul do país. Mas, justamente quando a folia e a identidade cultural brasileira têm a expressão máxima do ano de sua diversidade, cores e vibrações, os imprevistos podem acontecer, como ter um celular roubado ou perdido.

Para proteger os cidadãos e ajudá-los a comunicar de forma eficiente e ágil as ocorrências de roubos e furtos de aparelhos, o Ministério da Justiça e Segurança Pública disponibiliza o aplicativo Celular Seguro para dispositivos eletrônicos e a versão web, no site do Celular Seguro, que ajudam evitar golpes e prejuízos à vítima.

Com apenas um alerta, o dono do aparelho comunica o crime pela plataforma tecnológica e, ao mesmo tempo, decide o que bloquear, se o aparelho, a linha telefônica, os aplicativos bancários e as instituições financeiras. 

O usuário também pode registrar a ocorrência pelo Celular Seguro usando outro aparelho telefônico, tablet ou computador. Não é necessário ter registro prévio no aplicativo, nem informar o Imei (Identificação Internacional de Equipamento Móvel), que é a identidade única atribuída ao aparelho e tem de 15 a 17 dígitos. ​​

Se a vítima de furto ou roubo ainda não for cadastrada na plataforma, poderá cadastrar em até 15 dias após o ocorrido.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública orienta os cidadãos a baixar o aplicativo, fazer o cadastro com antecedência e aproveitar o carnaval com mais segurança e tranquilidade. 

Acompanhe o passo a passo de cadastro:

  •       acesse o site Celular Seguro ou instalar o aplicativo no seu aparelho celular;
  •       faça o login por meio da conta da plataforma Gov.br, usando o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e senha;
  •       concorde com os termos de uso;
  •       cadastre as pessoas de sua confiança. Ao acessar o aplicativo pela primeira vez, o usuário não terá nenhuma pessoa registrada. Para começar, clique na opção “Cadastrar Contato”. Essa pessoa passa a visualizar seu aparelho no perfil dela para que, caso aconteça algo com o seu celular, por meio do aplicativo ela emita um alerta em seu nome.

      registre o telefone ao clicar na opção Cadastrar Telefone e escolha a opção se é o titular da linha ou se não é. Caso não seja o titular, será necessária a autorização do responsável pela linha para concluir o cadastro.

O ministério destaca que não há limite de quantidade para o registro de dispositivos no aplicativo.

Alerta de roubo

Caso ocorra alguma situação de roubo, perda ou furto do aparelho, o próprio usuário ou a pessoa de confiança indicada poderá criar um alerta por meio do site ou aplicativo.

Quem fizer a tarefa deverá selecionar qual aparelho deseja emitir o alerta Meus telefones ou Telefones de Confiança. Em seguida, o internauta verá uma lista de todos os aparelhos cadastrados e deverá selecionar aquele que teve o problema e clicar no botão “Alerta” para emiti-lo. Assim que o alerta for emitido, será exibido um número de protocolo. É necessário guardar esse número, pois para atendimentos posteriores com as instituições parceiras, o usuário precisará fornecê-lo.

Celular Seguro

Criada em dezembro de 2023, a ferramenta de prevenção e resposta rápida em casos de roubo, furto ou perda de aparelhos móveis conta atualmente com 3,81 milhões de usuários cadastrados em todo o Brasil. Em 2025, foram registrados 98.786 alertas, representando um crescimento de cerca de 5,5%, em relação a 2024.

Para este ano, o governo federal planeja ampliar e melhorar o serviço por meio da integração com as polícias civis.

A medida permitirá que as polícias:

  •  emitam alertas de bloqueio de Imei, linhas telefônicas e contas em instituições parceiras;
  •  ativem alertas no modo recuperação, com envio de mensagens por WhatsApp e SMS para uma nova linha habilitada em aparelho com restrição;
  •  façam a criação automática de boletim de ocorrência, a partir da emissão do alerta no Celular Seguro.

Compra segura

Antes de comprar um celular usado, a pessoa também pode consultar se o aparelho tem restrições nas bases de dados do Celular Seguro e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A iniciativa faz parte de um esforço do governo federal para facilitar a devolução voluntária de celulares e reduzir crimes relacionados a dispositivos móveis. 

© MJSP/Divulgação

Agência Brasil

Potiguar
Brasil
14 fev

STF julga validade da aposentadoria especial para vigilantes

STF julga validade da aposentadoria especial para vigilantes

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir nesta sexta-feira (13) se vigilantes tem direito à aposentadoria especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)A questão será decidida durante julgamento virtual que será encerrado às 23h59. 

O plenário virtual da Corte julga um recurso do INSS para derrubar uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), instância inferior ao Supremo, que reconheceu o benefício. O instituto alega que o serviço de vigilância se enquadra como atividade perigosa, sem exposição aos agentes nocivos, e dá direito somente ao adicional de periculosidade.

Pelos cálculos da autarquia, o reconhecimento do benefício terá custo de R$ 154 bilhões, em 35 anos. 

O caso envolve a discussão sobre as mudanças promovidas pela reforma da Previdência de 2019, que passou a prever que a aposentadoria especial vale nos casos de atividades com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde. Com a entrada em vigor da norma, a periculosidade deixou de ser adotada para concessão do benefício.

Até o momento, o placar do julgamento está 5 votos a 4 contra a aposentadoria especial. Prevalece o voto do ministro Alexandre de Moraes. Segundo o ministro, a periculosidade não é inerente à atividade de vigilância, e a aposentadoria especial por atividade de risco não pode ser estendida aos profissionais. 

“A atividade de vigilante, com ou sem o uso de arma de fogo, não se caracteriza como especial”, disse o ministro.

O voto de Moraes foi seguido pelos ministros Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli e André Mendonça. 

O relator do caso, Nunes Marques, votou pelo reconhecimento da atividade especial dos vigilantes e entendeu que a atividade traz riscos à integridade física da categoria.

“É possível o reconhecimento da atividade de vigilante como especial, com ou sem o uso de arma de fogo, tendo em vista os prejuízos à saúde mental e os riscos à integridade física do trabalhador, tanto em período anterior quanto posterior à promulgação da Emenda Constitucional n. 103/2019”, afirmou o relator.

O voto do relator foi seguido pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Edson Fachin. 

O último a votar será o ministro Gilmar Mendes. 

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Brasil
14 fev

FGC antecipa até R$ 1 mil em garantias a clientes do Will Bank

FGC antecipa até R$ 1 mil em garantias a clientes do Will Bank

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) vai antecipar o pagamento de até R$ 1 mil para credores do Will Bank. A medida pode beneficiar cerca de 6 milhões de pessoas e será feita diretamente pelo aplicativo da instituição bancária.

O valor a ser antecipado corresponde a aproximadamente R$ 200 milhões e beneficiará correntistas principalmente de baixa renda, o público-alvo da instituição. Além da antecipação, há R$ 25 milhões de saldos em contas de pagamento, que também serão liberados no aplicativo do Will Bank.

A instituição, que integrava o conglomerado do Banco Master, teve a liquidação decretada pelo Banco Central (BC) em janeiro. Como a consolidação da lista completa de credores ainda não foi finalizada, o Fundo Garantidor de Créditos decidiu antecipar o pagamento para clientes com valores de até R$ 1 mil cobertos pela garantia.

Quem tem valores acima de R$ 1 mil ou investiu por meio de plataformas de investimentos deverá aguardar e pedir o ressarcimento pelo aplicativo do próprio FGC, após a conclusão da lista dos credores.

Balanço

O FGC também atualizou o balanço da liberação dos recursos das liquidações do Banco Master, da Master Investimento e do Letsbank. Até o momento, foram pagos R$ 37 bilhões em garantias a credores do conglomerado ao qual o Will Bank pertencia, o equivalente a 91% do total previsto. Ainda há cerca de 9% de investidores que não iniciaram o pedido de ressarcimento.

Contas de pagamento

O Will Bank não operava como banco tradicional com conta corrente. A instituição funcionava como financeira e instituição de pagamento, oferecendo contas de pagamento, modalidade em que o saldo do cliente deve ficar depositado numa conta específica no Banco Central.

Nessas contas, o dinheiro não pode ser usado pela instituição para conceder crédito ou realizar outras operações típicas de banco comercial. Parte dos valores aplicados pelos clientes era direcionada automaticamente para Certificados de Depósito Bancário (CDB), que contam com cobertura do FGC até o limite legal de R$ 250 mil por CPF.

Segundo o BC, os recursos das contas de pagamento ficam separados do patrimônio da instituição, o que garante o ressarcimento aos clientes.

Têm direito à antecipação:

  •     Clientes diretos do Will Bank;
  •     Com valores elegíveis à garantia do FGC;
  •     Limitados a até R$ 1 mil.

    O limite geral de cobertura do FGC é de até R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). 

Nessa fase, no entanto, a liberação é restrita ao teto de R$ 1 mil por cliente.

Passo a passo para pedir o ressarcimento

  • Acesse o aplicativo do Will Bank onde estará disponível a opção específica para a antecipação do pagamento.
  • Confirme seus dados cadastrais e o sistema fará a validação das informações pessoais.
  • Verifique o valor disponível, e após a validação será exibido o valor elegível à cobertura do FGC, limitado a R$ 1 mil.
  • Confirme o aceite digital. O pedido é formalizado por meio de confirmação eletrônica dentro do aplicativo.
  • Transfira o dinheiro. Depois da liberação, o cliente deverá transferir o valor para uma conta de mesma titularidade, para poder movimentar o dinheiro.

Atenção a golpes

O FGC e o Will Bank alertam que não fazem contato por telefone, mensagens ou redes sociais para pedir senhas, códigos ou dados pessoais.

Não há intermediários autorizados para “facilitar” ou “antecipar” pagamentos. Em caso de dúvida, o cliente deve buscar apenas os canais oficiais das instituições.

O que é o FGC

O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada em 1995 para proteger depositantes e investidores em caso de quebra de instituições financeiras autorizadas a funcionar no Brasil. A cobertura é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, respeitados os limites estabelecidos em regulamento.

© Marcello Casal JrAgência Brasil

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