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16 ago

RN tem 111 pedidos de registro para deputado federal; confira a lista completa

RN tem 111 pedidos de registro para deputado federal; confira a lista completa

Os candidatos a deputado federal no RN somam 111 pedidos de registro nas eleições de 2026, segundo consulta realizada pelo AGORA RN no sistema DivulgaCandContas e nos arquivos de dados abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Todos os 111 pedidos consultados na noite deste sábado (15) apareciam como “aguardando julgamento”. Isso significa que as candidaturas foram apresentadas à Justiça Eleitoral, mas ainda dependem da análise dos documentos e dos requisitos legais. A quantidade pode mudar em razão de decisões judiciais, renúncias, substituições ou atualizações no sistema.

Nas urnas, os eleitores potiguares escolherão oito representantes para a Câmara dos Deputados. Considerando apenas os pedidos apresentados, são aproximadamente 13,9 concorrentes por vaga.

Candidatos a deputado federal no RN: confira a lista

Os 111 pedidos para deputado federal estão distribuídos entre 19 partidos. PL, Novo, Missão, Mobiliza e PDT apresentaram nove nomes cada. PSB e Avante aparecem com oito candidatos cada, enquanto PSDB e Democracia Cristã registraram sete cada.

União Brasil, PSOL, PT e PRD têm cinco nomes cada. Solidariedade e PP apresentaram quatro candidatos por partido. UP, PV, Cidadania e PCdoB aparecem com dois pedidos cada.

Entre os candidatos à Câmara, 64 registros são do gênero masculino e 47 do gênero feminino. As mulheres representam, portanto, aproximadamente 42,3% dos pedidos para o cargo.

Na declaração de cor ou raça, 50 candidatos informaram ser brancos, 45 pardos, 14 pretos e dois indígenas. Quanto à escolaridade, 58 declararam ensino superior completo, 28 ensino médio completo e nove ensino superior incompleto. Os demais registros se distribuem por outras faixas de instrução informadas à Justiça Eleitoral.

Confira a lista dos candidatos a deputado federal pelo RN

A relação abaixo apresenta os 111 pedidos de registro por partido e em ordem numérica. O nome destacado é o que será exibido na urna. Clique no candidato para consultar a ficha oficial no DivulgaCandContas.

PP — número 11

PDT — número 12

PT — número 13

Missão — número 14

PL — número 22

Cidadania — número 23

PRD — número 25

DC — número 27

Novo — número 30

Mobiliza — número 33

PSB — número 40

PV — número 43

União Brasil — número 44

PSDB — número 45

PSOL — número 50

PCdoB — número 65

Avante — número 70

Solidariedade — número 77

UP — número 80

Os números representam as informações declaradas pelos próprios candidatos e disponibilizadas pela Justiça Eleitoral. Eles não constituem pesquisa de opinião nem indicam o desempenho eleitoral das candidaturas.

Eleição de deputados segue o sistema proporcional

Diferentemente das disputas para governador e senador, a eleição de deputados não é definida apenas pela ordem dos candidatos mais votados em todo o estado. O Brasil utiliza o sistema proporcional para distribuir as cadeiras da Câmara dos Deputados e das assembleias legislativas.

Nesse modelo, são considerados os votos recebidos pelos candidatos e pelas legendas. A distribuição das vagas começa pelo desempenho de cada partido ou federação, com a aplicação dos quocientes eleitoral e partidário e das regras para divisão das sobras. Depois, as cadeiras obtidas por cada agrupamento são ocupadas pelos candidatos mais votados de sua lista que cumprirem as exigências legais.

Por isso, um candidato com votação individual maior pode não ser eleito, enquanto outro com menos votos pode conquistar uma cadeira, dependendo do desempenho da legenda ou federação e das regras do sistema proporcional.

Na urna, o voto para deputado federal é feito com quatro dígitos. Para deputado estadual, são cinco dígitos. A votação ocorrerá no primeiro turno das eleições, em 4 de outubro.

Registros ainda podem sofrer alterações

O prazo de apresentação dos pedidos terminou neste sábado, mas a relação não deve ser tratada como definitiva. Os processos ainda serão analisados pela Justiça Eleitoral, e partidos, coligações, candidatos ou o Ministério Público Eleitoral podem apresentar questionamentos dentro dos prazos previstos.

O acompanhamento pode ser feito pelo DivulgaCandContas, que reúne nome de urna, número, partido, situação do registro, declaração de bens e prestação de contas. O Portal de Dados Abertos do TSE também disponibiliza arquivos para consulta e análise.

Fontes: DivulgaCandContas/TSE e Portal de Dados Abertos do TSE, consultados em 15 de agosto de 2026; Resoluções TSE nº 23.677/2021 e nº 23.748/2026.

Os candidatos a deputado federal no RN disputam oito vagas na Câmara. Veja também a lista de candidatos a deputado estadual no RN.

Agora RN

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16 ago

Mesmo inelegível até 2032, PRTB lança Pablo Marçal como candidato à Presidência

Mesmo inelegível até 2032, PRTB lança Pablo Marçal como candidato à Presidência

PRTB protocolou neste sábado (15) o pedido de registro da candidatura do empresário e influenciador Pablo Marçal à Presidência da República após uma decisão da Justiça Eleitoral autorizar sua filiação ao partido.

O presidente nacional da legenda, Leonardo Avalanche, que havia sido escolhido para encabeçar a chapa, agora será candidato a vice. O registro, no entanto, ainda precisa ser analisado e aprovado pela Justiça Eleitoral.

Marçal, contudo, segue inelegível até 2032. No dia 5 de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa do empresário e manteve a condenação que o tornou inelegível por oito anos por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024 (veja mais abaixo).

A mudança na composição da chapa ocorreu após uma liminar autorizar Marçal a deixar o União Brasil e retornar ao PRTB, seu antigo partido, conforme informou a assessoria do empresário.

Segundo a decisão, Marçal preencheu e assinou a ficha de filiação ao PRTB em 4 de abril de 2026, com o “devido deferimento pela presidência nacional da agremiação”.

G1

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16 ago

Propaganda eleitoral das Eleições 2026 começa neste domingo (16)

Propaganda eleitoral das Eleições 2026 começa neste domingo (16)

A campanha eleitoral para as Eleições Gerais de 2026 começa oficialmente neste domingo, 16 de agosto, conforme o calendário estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A partir desta data, candidatos, partidos políticos, federações e coligações estão autorizados a realizar propaganda eleitoral nas ruas, na internet e em outros meios previstos pela legislação eleitoral.

Propaganda na internet

Uma das principais mudanças a partir do início oficial da campanha é a liberação da propaganda eleitoral paga ou impulsionada na internet. A modalidade poderá ser utilizada pelos candidatos dentro do período estabelecido pelo calendário eleitoral, com encerramento previsto para 1º de outubro.

As campanhas também deverão seguir as regras determinadas pela legislação eleitoral para divulgação de conteúdos e publicidade nas plataformas digitais.

Lives também entram nas regras de campanha

O calendário eleitoral também traz novas regras para as transmissões ao vivo realizadas por candidatos.

A partir deste domingo, lives promovidas por candidatos com objetivo de promoção pessoal ou relacionadas a atos do mandato passam a ser consideradas atos de campanha, ficando sujeitas às regras da propaganda eleitoral.

Enquetes eleitorais ficam proibidas

Outra mudança importante é a proibição, a partir de 16 de agosto, da realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral.

A medida faz parte das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral para o período de campanha e busca estabelecer critérios para a divulgação de informações relacionadas à disputa eleitoral.

Com o início da propaganda eleitoral, candidatos e partidos passam a intensificar as atividades de campanha em todo o país, enquanto eleitores começam a acompanhar oficialmente as propostas e os candidatos que disputarão as Eleições Gerais de 2026.

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

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16 ago

RN dá salto nas exportações de ouro e alcança 6º lugar no ranking nacional

RN dá salto nas exportações de ouro e alcança 6º lugar no ranking nacional

Com US$ 157,5 milhões exportados apenas no 1º semestre de 2026, o ouro já representa 24,6% das exportações do RN e coloca o estado na 6ª posição entre os maiores exportadores do país, aponta levantamento do Sebrae-RN.

Entre 2020 e 2024, o Rio Grande do Norte exportou apenas US$ 5,5 milhões em ouro. Em 2026, apenas no acumulado de janeiro a junho, o valor saltou para US$ 157,5 milhões, impulsionado pela entrada em operação do projeto da Aura Minerals, em Currais Novos, a partir do ano passado. O resultado fez o ouro responder por 24,6% de toda a pauta exportadora potiguar no período. Além disso, o estado já figura como o sexto maior exportador de ouro do Brasil, com 3,4% do total nacional entre as unidades da federação declaradas — embora ainda distante dos gigantes Minas Gerais (49,7%) e Bahia (15,0%).

Os dados constam na Análise da Balança Comercial do RN – 2020 a 2026 (1º semestre), um levantamento elaborado pelo Sebrae-RN. O documento aponta que a partir de 2025, com a entrada em operação da Aura Minerals e o início do ramp-up do projeto Borborema, as exportações do metal saltaram para US$ 248,7 milhões no ano passado, enquanto a média mensal passou de US$ 0,12 milhão para US$ 13,8 milhões.

O avanço também pode ser observado no volume físico exportado. Em quatro anos, entre 2020 e 2024, foram pouco mais de 99 quilos de ouro exportados pelo Estado. Em apenas 18 meses, o volume ultrapassou 3 toneladas.

Desde 2025, o Canadá recebeu US$ 204,1 milhões em ouro exportado pelo RN, enquanto a Suíça aparece em segundo lugar, com US$ 44,6 milhões. Os dois países são importantes centros de refino, comercialização e negociação do metal.


Para Mário Tavares, presidente do Sindicato da Indústria da Extração de Minerais Básicos e de Minerais Não-Metálicos do RN (Sindminerais-RN), a chegada da Aura Minerals representa uma mudança no padrão da atividade mineradora no Estado, principalmente pelo uso de novas tecnologias.

Mário Tavares avalia que o projeto ainda tem espaço para ampliar a produção. “A Aura veio com tecnologia. Se você entra na mina da Aura, você vai ver que tudo é bem diferente das outras minas tradicionais. Estão explorando o ouro justamente por causa dessas tecnologias que eles trouxeram para cá. Coisa de inovação mesmo”, considera.

De acordo com ele, considerando as reservas já estudadas pela empresa, a mina tem potencial para aproximadamente 20 anos de atividade.

O presidente do Sindminerais também chama atenção para outras ocorrências de ouro no estado que ainda precisam ser estudadas para determinar se possuem viabilidade econômica. Ele cita áreas em São Fernando e no Alto Oeste como exemplos de regiões com ocorrências conhecidas, mas que ainda não passaram por estudos suficientes.

Para o geólogo Alexandre Rocha, o potencial aurífero do Seridó vai além do Projeto Borborema. Ele explica que a região reúne características geológicas favoráveis à formação de depósitos de ouro e que as mineralizações conhecidas fazem parte de um contexto mais amplo da Província Borborema.

Segundo ele, o depósito de Borborema está associado a uma zona de cisalhamento, estrutura geológica que pode se estender por dezenas de quilômetros e atuar como caminho para a circulação de fluidos responsáveis pela concentração de minerais. “Depósitos desse tipo raramente ocorrem isolados — costumam formar distritos, com repetição do mesmo controle estrutural ao longo de dezenas de quilômetros”, afirma.

Apesar do potencial, o geólogo ressalta que a existência de riquezas minerais não garante, por si só, desenvolvimento econômico de longo prazo. Para ele, a experiência histórica de Currais Novos com a xelita mostra os riscos de depender de um único ciclo de exploração. “A geologia entrega a oportunidade. Transformá-la em desenvolvimento duradouro é uma decisão política e social”, afirma.

O professor do Departamento de Economia da UFRN, William Pereira, avalia que o avanço da mineração de ouro tem potencial para iniciar um novo ciclo econômico no Seridó, mas isso não acontecerá automaticamente. “É fundamental o investimento em capital humano regional, investimento deliberado em formação técnica mineral nas instituições de ensino do Seridó, criando um ativo que sobreviva à exaustão da mina”, afirma.

Segundo o economista, sem uma política deliberada de diversificação, o ciclo econômico tende a acompanhar o período de funcionamento da própria mina.

Apesar do potencial econômico, o especialista alerta para os riscos da concentração em uma única commodity e empresa. Petróleo e ouro já responderam juntos por 71% das exportações do RN no primeiro semestre de 2026, deixando o Estado exposto às oscilações dos preços internacionais.

Uma queda no preço do ouro pode afetar diretamente a arrecadação da CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais), do ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação) e a atividade econômica de municípios dependentes da mineração.

Currais Novos concentra riqueza gerada pelo ouro

No primeiro semestre de 2026, o município de Currais Novos respondeu por US$ 157,4 milhões das exportações de ouro do Estado, praticamente a totalidade do valor registrado pelo RN. De acordo com David Narwith, secretário municipal de Turismo, Desenvolvimento Econômico e Inovação (Semturi), a mineração tem contribuído para ampliar a atividade empresarial e criar um cenário favorável a investimentos e geração de empregos.

Segundo o município, a movimentação aumentou em setores como alimentação, hospedagem, transporte, oficinas, manutenção, comércio varejista e prestação de serviços.

A prefeitura também aponta reflexos no mercado imobiliário, com maior procura por imóveis residenciais e comerciais e aumento da demanda por locações. “A chegada da Aura Minerals representa um marco importante para o desenvolvimento econômico de Currais Novos e de toda a região do Seridó”, disse.

A administração municipal afirma ainda que o empreendimento ampliou a demanda por profissionais e empresas locais, fortalecendo a cadeia de fornecedores e criando oportunidades para empreendedores do município.

A Prefeitura de Currais Novos ainda não apresentou dados consolidados sobre quanto a atividade mineradora acrescentou à arrecadação municipal. William Pereira avalia que a principal forma de transformar a riqueza gerada pela mineração em desenvolvimento é utilizar de maneira estratégica os recursos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).

A legislação já estabelece uma orientação para que os municípios utilizem os recursos da CFEM na construção de um desenvolvimento duradouro, que permaneça após o fim da exploração mineral. A Lei nº 13.540/2017 recomenda que, preferencialmente, 20% da arrecadação sejam destinados à diversificação econômica, ao desenvolvimento sustentável e ao desenvolvimento científico e tecnológico.

“O problema histórico no Brasil é que essa recomendação não é vinculante e, na prática, boa parte dos municípios mineradores usa o royalty para custeio corrente, não para formação de capital”, disse William Pereira .

O geólogo Alexandre Rocha explica que o avanço do ouro pode ser apenas o início de um novo ciclo de exploração mineral no Seridó. A região concentra, além do ouro, ocorrências de tungstênio, lítio, tântalo, nióbio, terras-raras e outros minerais associados à indústria tecnológica e à transição energética.

“O ciclo que se desenha não é o ciclo do ouro apenas, é um ciclo de minerais críticos, dos metais de que o mundo precisa para fazer a transição energética e para garantir sua segurança industrial e militar”, afirma o especialista.

Ouro embaixo da BR-226

Estudos realizados pela Aura Minerals apontaram a existência de novas áreas com potencial de exploração de ouro, incluindo uma região localizada sob o atual traçado da BR-226, que atravessa parte da Mina Borborema, em Currais Novos. Para permitir o acesso ao minério, está prevista a alteração do traçado da rodovia federal.

Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a empresa Cascar Brasil Mineração Ltda e o departamento celebraram, em março de 2026, um Acordo de Cooperação Técnica para viabilizar os estudos, projetos e obras necessários à alteração do trecho da BR-226/RN que atravessa a área de exploração mineral. O acordo prevê que a execução seja realizada sem ônus para o DNIT.

Atualmente, estão em andamento a elaboração dos projetos de engenharia e o processo de Declaração de Utilidade Pública (DUP), etapas necessárias para viabilizar a mudança do traçado. De acordo com o DNIT, as próximas fases dependem da conclusão e aprovação dos estudos e projetos. Ainda não há uma previsão para a execução da obra.

A mudança permitirá que a empresa tenha acesso à área identificada como de potencial mineral sem interferência do atual traçado da rodovia. O avanço do projeto, no entanto, dependerá da conclusão dos estudos técnicos e das demais etapas necessárias para viabilizar a alteração do traçado da rodovia.

Tribuna do Norte

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15 ago

Plataforma de jogos online é condenada por cancelar apostas vencedoras de usuária no RN

Plataforma de jogos online é condenada por cancelar apostas vencedoras de usuária no RN

Foto: Reprodução/TV Verdes Mares

A Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Rio Grande do Norte manteve a condenação de uma plataforma de apostas esportivas ao pagamento de R$ 9.683,53 a uma cliente após a empresa cancelar apostas vencedoras sem comprovar a existência de falha no sistema.

Segundo o processo, a consumidora realizou quatro apostas simples em um evento esportivo, em julho de 2025. O resultado da partida confirmou todos os palpites feitos por ela. Mesmo assim, a plataforma cancelou as apostas após o encerramento do jogo, devolvendo apenas os valores apostados.

A empresa alegou que as apostas foram afetadas por informações incorretas sobre o evento e restituiu R$ 14.592,61, mas deixou de pagar o lucro líquido de R$ 9.683,53, valor que seria devido pelas apostas vencedoras.

Em primeira instância, a Justiça determinou o pagamento da quantia à consumidora. A operadora recorreu da decisão, sustentando que as apostas teriam sido feitas após o término da partida, quando o resultado já seria conhecido, em razão de uma suposta falha momentânea do sistema.

Ao analisar o recurso, o relator, juiz Mádson Ottoni, entendeu que a empresa não apresentou provas suficientes para comprovar a irregularidade.

Segundo o magistrado, a simples alegação de erro sistêmico ou a previsão de cláusulas genéricas nos termos de uso da plataforma não são suficientes para justificar o cancelamento das apostas.

Na decisão, o relator destacou que não houve comprovação de falha no sistema, de cotações incorretas (odds) ou de que a apostadora tivesse conhecimento prévio do resultado da partida. Também observou que a plataforma manteve válida uma aposta desfavorável à consumidora no mesmo evento.

Com isso, os juízes da Turma Recursal negaram o recurso da empresa e mantiveram a sentença que determinou o pagamento de R$ 9.683,53 à cliente.

O colegiado, no entanto, manteve o entendimento da primeira instância de que o caso não gera indenização por danos morais, por considerar que houve apenas descumprimento contratual, sem violação a direitos da personalidade.

G1

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