Reencontro acontece no dia 5 de outubro, pela 2ª Divisão do Campeonato Potiguar
No próximo dia 5 de outubro, os clubes Potyguar Seridoense e Alecrim Futebol Clube voltarão a se enfrentar oficialmente após 12 anos de intervalo. O confronto acontecerá pela 2ª Divisão do Campeonato Potiguar, reacendendo uma rivalidade marcada por duelos históricos, reviravoltas e capítulos importantes na história do futebol do Rio Grande do Norte.
Do primeiro duelo à rivalidade estadual
O primeiro encontro entre Potyguar e Alecrim aconteceu em 1967, em um amistoso realizado em Currais Novos, durante os festejos da tradicional família Salustino. Na ocasião, o time da casa venceu por 4 a 1, sob o comando do técnico Roberto Rack.
Já o primeiro confronto oficial pelo Estadual ocorreu em 12 de março de 1976, no Estádio Castelão, em Natal. O Alecrim levou a melhor e venceu por 3 a 0. A primeira vitória do Potyguar no Campeonato Estadual diante do Alecrim veio apenas em 2 de novembro de 1980, quando bateu o Periquito por 2 a 0, em Currais Novos.
Confrontos nos anos 70 e 80
Durante as décadas de 70 e 80, Potyguar e Alecrim se enfrentaram diversas vezes, com um equilíbrio que foi se desenhando ao longo dos anos. Destaque para a sequência de confrontos em 1980 e 1981, quando os clubes duelaram oito vezes em menos de dois anos.
12/03/1976 – Alecrim 3×0 Potyguar
23/05/1976 – Potyguar 0x0 Alecrim
29/05/1977 – Potyguar 0x0 Alecrim
03/08/1977 – Alecrim 1×1 Potyguar
08/08/1978 – Alecrim 2×0 Potyguar
15/10/1978 – Potyguar 1×2 Alecrim
Em 1979 – Não se enfrentaram, o Potyguar participou no grupo do Interior com Macau e Caicó.
25/06/1980 – Alecrim 0x0 Potyguar
20/07/1980 – Potyguar 1×2 Alecrim
24/08/1980 – Potyguar 0x1 Alecrim
17/09/1980 – Alecrim 3×1 Potyguar
08/10/1980 – Alecrim 1×0 Potyguar
02/11/1980 – Potyguar 2×0 Alecrim
Janeiro de 1981 – Alecrim 0x1 Potyguar (amistoso)
14/06/1981 – Potyguar 2×0 Alecrim
02/08/1981 – Potyguar 3×4 Alecrim
19/09/1981 – Alecrim 0x2 Potyguar
08/11/1981 – Alecrim 2×1 Potyguar
25/04/1982 – Torneio Cidade do Natal – Alecrim 0x0 Potyguar
03/10/1982 – Alecrim 1×1 Potyguar
10/10/1982 – Alecrim 4×0 Potyguar
01/05/1982 – Torneio Início – Alecrim 0x0 Potyguar
19/06/1983 – Potyguar 1×4 Alecrim
31/07/1983 – Alecrim 4×2 Potyguar
30/10/1983 – Alecrim 3×0 Potyguar
29/04//1984 – Torneio Início – Alecrim 0x0 Potyguar
06/05/1984 – Potyguar 0x0 Alecrim
04/07/1984 – Alecrim 1×1 Potyguar
23/09/1984 – Alecrim 6×1 Potyguar (Beto 4x, Valter e Mário-Ale)
O Potyguar se licenciou em 1985 e só voltou em 1991 e 1992.
23/07/1991 – Potyguar 1×2 Alecrim
11/09/1991 – Alecrim 2×2 Potyguar
20/10/1991 – Potyguar 0x1 Alecrim
13/11/1991 – Alecrim 1×1 Potyguar
05/07/1992 – Torneio Início – Potyguar 1×0 Alecrim
19/07/1992 – Potyguar 1×1 Alecrim
08/1992 – Alecrim 2×2 Potyguar
*Potyguar e Baraúnas abandonaram a competição antes do início do 2º turno
Em 1993/94 e 95 o representante foi o Currais Novos.
Licenciamento e retorno
O Potyguar se licenciou das competições oficiais em 1985, retornando apenas em 1991 e 1992. Nesse período, foram realizados mais sete confrontos entre os clubes. Em 1993, 1994 e 1995, o representante de Currais Novos foi o Currais Novos EC.
Os confrontos mais recentes (2002 a 2013)
A partir de 2002, o confronto voltou a acontecer com regularidade na elite do futebol potiguar. O histórico recente mostra uma leve vantagem para o Alecrim.
Reencontro acontece no dia 5 de outubro, pela 2ª Divisão do Campeonato Potiguar
No próximo dia 5 de outubro, os clubes Potyguar Seridoense e Alecrim Futebol Clube voltarão a se enfrentar oficialmente após 12 anos de intervalo. O confronto acontecerá pela 2ª Divisão do Campeonato Potiguar, reacendendo uma rivalidade marcada por duelos históricos, reviravoltas e capítulos importantes na história do futebol do Rio Grande do Norte.
Do primeiro duelo à rivalidade estadual
O primeiro encontro entre Potyguar e Alecrim aconteceu em 1967, em um amistoso realizado em Currais Novos, durante os festejos da tradicional família Salustino. Na ocasião, o time da casa venceu por 4 a 1, sob o comando do técnico Roberto Rack.
Já o primeiro confronto oficial pelo Estadual ocorreu em 12 de março de 1976, no Estádio Castelão, em Natal. O Alecrim levou a melhor e venceu por 3 a 0. A primeira vitória do Potyguar no Campeonato Estadual diante do Alecrim veio apenas em 2 de novembro de 1980, quando bateu o Periquito por 2 a 0, em Currais Novos.
Confrontos nos anos 70 e 80
Durante as décadas de 70 e 80, Potyguar e Alecrim se enfrentaram diversas vezes, com um equilíbrio que foi se desenhando ao longo dos anos. Destaque para a sequência de confrontos em 1980 e 1981, quando os clubes duelaram oito vezes em menos de dois anos.
12/03/1976 – Alecrim 3×0 Potyguar
23/05/1976 – Potyguar 0x0 Alecrim
29/05/1977 – Potyguar 0x0 Alecrim
03/08/1977 – Alecrim 1×1 Potyguar
08/08/1978 – Alecrim 2×0 Potyguar
15/10/1978 – Potyguar 1×2 Alecrim
Em 1979 – Não se enfrentaram, o Potyguar participou no grupo do Interior com Macau e Caicó.
25/06/1980 – Alecrim 0x0 Potyguar
20/07/1980 – Potyguar 1×2 Alecrim
24/08/1980 – Potyguar 0x1 Alecrim
17/09/1980 – Alecrim 3×1 Potyguar
08/10/1980 – Alecrim 1×0 Potyguar
02/11/1980 – Potyguar 2×0 Alecrim
Janeiro de 1981 – Alecrim 0x1 Potyguar (amistoso)
14/06/1981 – Potyguar 2×0 Alecrim
02/08/1981 – Potyguar 3×4 Alecrim
19/09/1981 – Alecrim 0x2 Potyguar
08/11/1981 – Alecrim 2×1 Potyguar
25/04/1982 – Torneio Cidade do Natal – Alecrim 0x0 Potyguar
03/10/1982 – Alecrim 1×1 Potyguar
10/10/1982 – Alecrim 4×0 Potyguar
01/05/1982 – Torneio Início – Alecrim 0x0 Potyguar
19/06/1983 – Potyguar 1×4 Alecrim
31/07/1983 – Alecrim 4×2 Potyguar
30/10/1983 – Alecrim 3×0 Potyguar
29/04//1984 – Torneio Início – Alecrim 0x0 Potyguar
06/05/1984 – Potyguar 0x0 Alecrim
04/07/1984 – Alecrim 1×1 Potyguar
23/09/1984 – Alecrim 6×1 Potyguar (Beto 4x, Valter e Mário-Ale)
O Potyguar se licenciou em 1985 e só voltou em 1991 e 1992.
23/07/1991 – Potyguar 1×2 Alecrim
11/09/1991 – Alecrim 2×2 Potyguar
20/10/1991 – Potyguar 0x1 Alecrim
13/11/1991 – Alecrim 1×1 Potyguar
05/07/1992 – Torneio Início – Potyguar 1×0 Alecrim
19/07/1992 – Potyguar 1×1 Alecrim
08/1992 – Alecrim 2×2 Potyguar
*Potyguar e Baraúnas abandonaram a competição antes do início do 2º turno
Em 1993/94 e 95 o representante foi o Currais Novos.
Licenciamento e retorno
O Potyguar se licenciou das competições oficiais em 1985, retornando apenas em 1991 e 1992. Nesse período, foram realizados mais sete confrontos entre os clubes. Em 1993, 1994 e 1995, o representante de Currais Novos foi o Currais Novos EC.
Os confrontos mais recentes (2002 a 2013)
A partir de 2002, o confronto voltou a acontecer com regularidade na elite do futebol potiguar. O histórico recente mostra uma leve vantagem para o Alecrim.
O prefeito de Currais Novos, Lucas Galvão, e a vice-prefeita, Milena Galvão, cumprem nesta semana uma agenda inédita na capital federal. Pela primeira vez na história do município, prefeito e vice estarão juntos em Brasília com o objetivo de garantir novos recursos e investimentos para Currais Novos. Lucas já se encontra na capital desde este domingo (28), enquanto Milena desembarca na segunda-feira (29).
Na programação, os dois terão compromissos distintos em gabinetes e ministérios, mas com a mesma finalidade: viabilizar melhorias e projetos para o município. A boa sintonia administrativa entre Lucas e Milena tem sido destacada por analistas políticos, que ressaltam a força conjunta da dupla. A união dos dois líderes, cada um com seu peso político, tem gerado conquistas importantes e reforça a parceria em prol do desenvolvimento de Currais Novos.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou, durante um evento do PL neste sábado, 27, que não quer ser candidata a presidente da República e pediu aos correligionários que trabalhem para eleger Jair Bolsonaro para o cargo – o ex-presidente atualmente está inelegível e em prisão domiciliar
Michelle ainda fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que tem sido alvo de “humilhação” por ser submetida à revista policial durante o cumprimento da prisão domiciliar de Bolsonaro.
A ex-primeira-dama participou de um encontro do PL Mulher em Ji-Paraná, em Rondônia.
Em entrevista publicada na última quarta-feira, 24, concedida ao jornal britânico The Telegraph, Michelle havia admitido que poderia assumir uma candidatura caso fosse necessário para a defesa do legado de Jair Bolsonaro.
No evento deste sábado, ela afirmou que será “a voz” de Bolsonaro pelo Brasil e até no exterior.
“Nós precisamos eleger o maior número de deputados e senadores em 2026 e vamos trabalhar pra reeleger o nosso presidente Jair Bolsonaro. Porque eu não quero ser presidente, não, eu quero ser primeira-dama. E eu sei que a restituição de nossa nação virá”, discursou.
Ela fez críticas à tornozeleira eletrônica aplicada a Bolsonaro pelo ministro Alexandre de Moraes e reclamou da imposição de revista policial para as entradas e saídas de sua casa.
“Nem traficante e bandido tá tendo o tratamento que eu tô tendo hoje na minha casa. A minha filha presenciando essa humilhação, essa violação de direitos porque ela não tem culpa, e o carro dela tem que ser revistado na hora que ela sai e ela chega. Uma menina de 14 anos. O meu fusca foi revistado”, afirmou Michelle
Essas restrições foram impostas por Moraes após ter decretado a prisão domiciliar de Bolsonaro, no início de agosto, diante do descumprimento das medidas cautelares anteriores.
O quadro de servidores públicos do Rio Grande do Norte enfrenta um processo de envelhecimento e redução, provocado pelo crescimento das aposentadorias e pela limitação do Estado em contratar novos profissionais. A situação acende um alerta em setores estratégicos como segurança, saúde e educação, onde o déficit funcional já compromete o atendimento à população. Para a Secretaria Estadual de Administração (SEAD), o problema é, antes de tudo, demográfico e se reflete em graves dificuldades financeiras. A expectativa é de que, nos próximos dez anos, 16 mil servidores se aposentem.
Mas, para a SEAD, o vácuo deixado por eles poderá ser preenchido se as próximas gestões equilibrarem a reposição de quadros com responsabilidade fiscal e estímulo para que os servidores permaneçam em atividade. “Em um modelo ideal, deveríamos ter quatro servidores ativos para cada aposentado. Hoje, trabalhamos praticamente na proporção de um para um, o que é matematicamente insustentável”, explicou o titular da pasta, Pedro Lopes.
Os números mostram o crescimento acelerado da folha previdenciária. Em 2010, o Estado tinha 24.204 aposentados e 9.099 pensionistas, totalizando 33.303 beneficiários. Até agosto de 2025, já eram 47.637 aposentados e 12.977 pensionistas, num universo de 114.640 servidores. “Em 15 anos, quase dobramos esse contingente, com aumento de quase 24 mil aposentados e cerca de 4 mil pensionistas. Esse crescimento explica o aumento dos gastos, que não decorrem só de reajustes ou benefícios, mas principalmente do número de pessoas que passaram à inatividade”, observou.
Apesar do aumento, o secretário aponta que há sinais de estabilização, uma vez que o ritmo anual de novas aposentadorias caiu e hoje está na faixa de 1.800, quando já chegou a 2.500 entre 2010 e 2020. Além disso, em algumas categorias, o número de falecimentos já supera o de novas aposentadorias, o que pode indicar uma tendência de queda natural no total de beneficiários no decorrer dos próximos dez anos.
“Como o número de aposentadorias vem diminuindo, estimo que, no ciclo de 6 a 10 anos, a média deve cair para 1.500, podendo estimar 16 mil aposentadorias nos próximos 10 anos”, disse o secretário. Para ele, essa curva é positiva, pois tende a equilibrar gradualmente o sistema. “Nesse período, estatisticamente deveremos ter redução de ao menos o mesmo número de aposentadorias por óbitos, mantendo estável o quantitativo, com tendência de queda”, enfatiza.
Porém, enquanto um grande contingente de servidores deixa o serviço para se aposentar, o governo tem dificuldade de preencher a lacuna deixada por eles para manter os serviços. É aí que entra o comprometimento da Receita Corrente Líquida (RCL) com pessoal, que está em 55%, acima do limite legal de 49% previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que impede o governo de realizar novas contratações.
O secretário, no entanto, acredita que até 2030 será possível reduzir esse índice para dentro do limite, conforme previsto na Lei Complementar nº 173/2021. “Nosso governo recebeu o comprometimento de 63% e já baixou para 55%. A projeção é encerrar a gestão em 2026 entre 54% e 55%. Se essa política for mantida, em 2030 o RN pode chegar ao nível ideal”, afirmou.
Sindicatos estaduais temem colapso
O déficit de servidores públicos no Rio Grande do Norte preocupa sindicatos que representam trabalhadores na ponta do serviço público. Na saúde, a diretora do Sindsaúde/RN, Jamile Gibson, alerta que a situação, já crítica, tende a se agravar. “Calculamos que centenas de trabalhadores podem deixar a ativa nos próximos cinco anos, aumentando ainda mais o déficit. Muitos hospitais e unidades básicas funcionam no limite, com equipes reduzidas, escalas incompletas e jornadas extenuantes”, afirma.
Embora não haja levantamento preciso sobre o número de profissionais prestes a se aposentar, Jamile ressalta que a população será a mais afetada. “Menos trabalhadores significa filas mais longas, maior tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, além de atendimento menos humanizado. Quem sofre é a população que depende exclusivamente do SUS, especialmente a mais pobre”, destaca.
Na segurança pública, o cenário também é preocupante. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do RN (Sinpol), Nilton Arruda, lembra que a categoria convive há décadas com déficit funcional. “Chegamos a trabalhar com apenas 23% do efetivo previsto em lei. Hoje, estamos com apenas 34% dos cargos ocupados”, explica. Mesmo com convocações de aprovados em concursos, o problema persiste: cerca de 30% dos novos policiais pediram exoneração, e muitos estão aptos a se aposentar.
Nos próximos dois anos, segundo Nilton, 547 policiais civis poderão entrar para o quadro de inativos, impactando diretamente a segurança estadual se essas vagas não forem repostas. “Mais da metade dos crimes ficam sem investigação. Muitos homicídios ficam impunes, e crimes complexos tendem à impunidade, apesar do esforço dos policiais”, prevê. Apesar disso, Arruda acredita que não haverá um “apagão” no serviço público, mas alerta que, se o cenário não mudar nos próximos cinco anos, a sustentabilidade física e psicológica da categoria ficará comprometida.
O secretário de Administração, Pedro Lopes, reconhece que a reposição de servidores é necessária, mas avalia que mudanças demográficas e tecnológicas reduzem a necessidade de mão de obra em algumas áreas. “Na educação, por exemplo, a redução de nascimentos implica em menos alunos e menor demanda por professores e salas de aula nas próximas décadas”, diz.
No entanto, a educação enfrenta crescimento de professores temporários, que saltou de 548 em 2018 para 6.094 atualmente, aumento de cerca de 1.000%, segundo o Sistema Integrado de Gestão de Educação (Sigeduc), devido à falta de concursos na última década. O concurso mais recente ofereceu mais de 700 vagas, representando pouco mais de 11% do número de temporários. Atualmente, o Estado possui 15.828 professores efetivos.
Déficit pressiona previdência do estado
O desequilíbrio entre servidores ativos e aposentados no Rio Grande do Norte é um problema estrutural antigo. Segundo o presidente do Ipern, Nereu Linhares, “em 1965 já se falava sobre isso. Hoje, o número de ativos é menor que o de aposentados, e o déficit é inevitável”.
Nereu Linhares: “É preciso manter as contribuições”| Foto: arquivo tn
Linhares explica que a situação também impacta a Previdência estadual. “O governo precisa repor vagas na medida do possível, para manter contribuições, mas o número de inativos cresce e o Tesouro precisa suprir o déficit”, afirma. Ele defende revisão periódica da reforma previdenciária, sugerindo intervalos de cinco anos para manter a sustentabilidade do sistema, embora o governo não planeje mudanças imediatas.
A Lei de Responsabilidade Fiscal limita contratações, permitindo apenas reposição gradual em áreas essenciais. “O Estado vive no limite prudencial. Só contrata para serviços essenciais, pagando a conta de uma época em que havia excesso de contratações”, destaca Linhares.
Atualmente, está em elaboração um plano de ação junto aos demais poderes, conforme exigência do Tribunal de Contas. O documento deve incluir estudo atuarial, equacionamento do déficit, eventual aumento da contribuição patronal, uso legal de bens e imóveis e cronograma de aportes.
A idade média dos aposentados é de 69 anos e, considerando a expectativa de vida de 74 anos para homens e 79 para mulheres, eles permanecerão na folha por cerca de oito anos. Para reduzir o impacto das aposentadorias, o secretário de Administração, Pedro Lopes, cita políticas de estímulo para que servidores permaneçam na ativa, como o abono de permanência. “Em 2010, 1.754 servidores recebiam abono. Hoje, são 3.615, profissionais que poderiam ter se aposentado, mas seguiram trabalhando”, explica.
O desafio, segundo Lopes, é equilibrar reposição de quadros, responsabilidade fiscal e estímulo à permanência. “Não há solução a curto prazo, mas a tendência é de estabilização. É essencial que os próximos governos mantenham disciplina fiscal e políticas de estímulo positivas”, acrescenta.
Segundo dados do Ipern, o RN tem 114.640 servidores, dos quais 54.026 estão na ativa (47,13%) e 47.637 aposentados, com 12.977 pensionistas (52,87%). “Já temos mais aposentados que ativos. Se fosse para falar em apagão, ele já estaria acontecendo”, alerta Linhares.