Caso Zaira: Advogado pede medidas cautelares no lugar da prisão
A defesa do policial militar Pedro Inácio Araújo de Maria, acusado de estuprar e matar a jovem Zaira Cruz, solicitou à Justiça Estadual a substituição da prisão preventiva por “medida cautelar humanitária”. De acordo com o advogado do policial militar, o pedido tem como fundamento um laudo médico que atesta uma doença rara, progressiva e incompatível com o ambiente prisional (polineuropatia amiloidótica familiar). Ainda não há decisão sobre o pedido.
“Pedro está à beira de um colapso, depois de perder aproximadamente 30 quilos, desde a sua prisão”, diz nota assinada pelo advogado do réu nesta quarta-feira (30). O policial militar foi preso 13 dias depois da morte da vítima. Ele continua preso desde então.
“Não se busca privilégio, mas sim a aplicação da lei com humanidade e respeito à dignidade da pessoa. A defesa confia na Justiça para uma análise sensível e técnica do caso”, concluiu o advogado de defesa.
O caso
Zaira Cruz tinha 22 anos, quando foi encontrada morta no dia 2 de março de 2019, no sábado de Carnaval, no município de Caicó. O policial militar Pedro Inácio é acusado de estuprar e matar a vítima.
Inicialmente, o processo tramitou na 3ª Vara da Comarca de Caicó, mas a defesa solicitou e obteve o desaforamento para Natal, alegando dúvidas sobre a imparcialidade do júri na região do Seridó, devido à repercussão do caso. O processo conta com cerca de sete mil laudas.
O caso começou a ser julgado no último dia 2 de junho, no Fórum Miguel Seabra Fagundes. No entanto, o júri do Caso Zaira foi cancelado no dia seguinte, após a defesa do réu Pedro Inácio Araújo ter abandonado o Plenário do fórum. Com a saída da defesa, o Conselho de Sentença foi dissolvido e nova sessão do júri ainda não foi remarcada.
O assassinato gerou comoção na região do Seridó e nas redes sociais, principalmente devido à violência registrada na ocasião do crime.
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Tribuna do Norte