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05 jun

Reservas hídricas do RN fecham mês de maio de 2026 com 54,11% da capacidade total

Reservas hídricas do RN fecham mês de maio de 2026 com 54,11% da capacidade total

Foto: Paulo Cezar Filho/Igarn

As reservas hídricas do Rio Grande do Norte encerraram o mês de maio de 2026 com 54,11% da capacidade total de armazenamento, estimada em 5.295.422.524 de metros cúbicos. Dados divulgados pelo Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn), nesta terça-feira (2), apontam que os 69 reservatórios monitorados no estado acumulam atualmente 2.865.432.294 de metros cúbicos de água.

O volume representa uma significativa recuperação dos mananciais potiguares ao longo dos primeiros meses do ano, conforme avaliação do Igarn. Em janeiro de 2026, os reservatórios armazenavam 1.963.542.671 metros cúbicos de água, equivalente a 37,08% da capacidade total. Entre o mês de janeiro e o final de maio, houve um acréscimo superior a 901 milhões de metros cúbicos de água nas reservas estaduais.

De acordo com o Instituto, o levantamento considera os volumes registrados em 31 de maio e integra a série histórica utilizada pelo órgão para acompanhar a situação hídrica do estado. 

O cenário positivo reflete diretamente os efeitos das chuvas registradas em diversas regiões do RN durante o período chuvoso de 2026. Atualmente, 18 reservatórios encontram-se com 100% da capacidade e continuam vertendo água. Outros 15 mananciais apresentam volumes entre 70% e 99,9% da capacidade máxima de armazenamento.

Entre os principais reservatórios do estado, a barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, maior manancial do RN, acumula 1.053.101.428 de metros cúbicos de água, o equivalente a 44,38% da sua capacidade total.

Já o reservatório de Oiticica, segundo maior do estado, registra 561.487.789 de metros cúbicos armazenados, alcançando 75,61% da capacidade. A barragem Santa Cruz do Apodi aparece logo em seguida, com 449.617.600 de metros cúbicos, correspondentes a 74,97% do volume máximo.

Os reservatórios que atingiram 100% da capacidade e permanecem sangrando são:

  • Rodeador (Umarizal)
  • Marcelino Vieira
  • Lagoa do Boqueirão (Touros)
  • Lagoa de Extremoz
  • Apanha Peixe (Caraúbas)
  • Gangorra (Rafael Fernandes)
  • Riacho da Cruz II
  • Flechas (José da Penha)
  • Passagem (Rodolfo Fernandes)
  • Beldroega (Paraú)
  • Encanto
  • Corredor (Antônio Martins)
  • Riachão (Rodolfo Fernandes)
  • Tesoura (Francisco Dantas)
  • Inspetoria (Umarizal)
  • Sossego (Rodolfo Fernandes)
  • Lagoa do Jiqui (Parnamirim)

Apesar da recuperação observada em boa parte do estado, dez reservatórios ainda apresentam volumes inferiores a 10% da capacidade total, condição considerada de alerta para a gestão hídrica. Nesta condição estão:

  • Itans (0,70%)
  • Passagem das Traíras (0,13%)
  • Esguicho (7,85%)
  • Dourado (3,98%)
  • Jesus Maria José (1,44%)
  • Zangarelhas (5,22%)
  • Alecrim (3,74%)
  • 25 de Março (9,36%)
  • Totoró (2,64%)
  • Mundo Novo (2,65%)

Segundo o Igarn, o monitoramento permanente é considerado estratégico para o planejamento dos recursos hídricos no Rio Grande do Norte. As informações subsidiam ações voltadas ao abastecimento humano, irrigação, atividades produtivas e demais usos da água, além de contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas à segurança hídrica e ao desenvolvimento sustentável do estado.

Tribuna do Norte

Lojão do Real
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05 jun

RN enfrenta entraves para acabar com lixões, e 176 continuam ativos

RN enfrenta entraves para acabar com lixões, e 176 continuam ativos

O Rio Grande do Norte ainda possui 176 lixões ativos e 229 áreas mapeadas de descarte irregular de resíduos, de acordo com os dados do Painel de Resíduos Sólidos do RN, ferramenta do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) que monitora a situação da destinação de lixo no Estado.

A permanência dos lixões contraria o que está estabelecido na Lei nº 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A lei federal determinou o encerramento de todos os lixões no Brasil e a substituição por aterros sanitários adequados. Contudo, o prazo tem sido sucessivamente prorrogado devido a desafios financeiros e estruturais dos municípios.

A promotora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, Kaline de Andrade, enfatiza que a permanência dos lixões no Rio Grande do Norte está relacionada a diversos fatores. Entre eles, estão a insuficiência de estruturas adequadas para a destinação final dos resíduos, a ausência da cobrança efetiva da taxa ou tarifa de manejo de lixo e a interrupção de políticas públicas em razão das mudanças de gestão nos governos estadual e municipais.

Ela também cita a falta de capacitação técnica em algumas administrações municipais, além das limitações da infraestrutura rodoviária, que elevam os custos de transporte e operação dos serviços de limpeza urbana. Outro aspecto apontado é a baixa prioridade dada, ao longo dos anos, aos impactos sociais, ambientais e de saúde pública provocados pelos lixões, questão que, segundo a promotora, permaneceu por muito tempo fora do centro das políticas públicas.

Kaline explica que a preocupação com a destinação adequada é comum a todos munícipios. “Infelizmente, mesmo entre os municípios que já encaminham seus resíduos para aterros sanitários, muitos ainda utilizam os antigos lixões como estações de transbordo temporárias, para só depois despachar o material para os aterros”.

A promotora relata que atualmente há uma melhor distribuição de aterros sanitários licenciados no Estado, além de alguns localizados na Paraíba, que atendem munícipios potiguares. Ainda de acordo ela, a parte central do Estado, especialmente a região Seridó e o Vale do Açu, não possuem aterros licenciados em funcionamento nas proximidades, o que dificulta o encaminhamento devido dos resíduos.

A erradicação dos lixões no RN ainda está longe de se tornar realidade. Segundo a promotora, apesar dos avanços, ainda há um longo caminho pela frente. “Em nosso território, persistem muitos municípios que mantêm lixões como destinação final. Além disso, há aqueles que iniciam o descarte correto, mas não conseguem mantê-lo, seja por descontinuidade política, seja por questões financeiras e contratuais”.

Ela pontuou que o MPRN realiza o acompanhamento contínuo da implementação da política de resíduos através de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), Acordos de Não Persecução Penal (ANPP), além de fiscalizações constantes e do monitoramento mensal do volume de resíduos encaminhado aos aterros tanto no RN quanto da Paraíba.

“Dependendo da situação local e territorial de cada município, o Ministério Público pode acompanhar a implementação da Política de Resíduos Sólidos por diferentes vias: celebrando TAC, firmando ANPP ou, quando necessário, oferecendo denúncia por crime ambiental devido à manutenção do lixão”, explicou.

Segundo a promotora, o cumprimento integral da Política Nacional de Resíduos Sólidos no Rio Grande do Norte depende de uma série de ações coordenadas. Entre as medidas consideradas prioritárias, estão o encerramento definitivo dos lixões, com a destinação adequada dos rejeitos para aterros sanitários ou tecnologias licenciadas; a implantação efetiva da taxa ou tarifa de manejo de resíduos; o fortalecimento da educação ambiental; a ampliação da separação correta entre recicláveis e rejeitos em residências, empresas e órgãos públicos; a estruturação de um sistema eficiente de logística reversa; o mapeamento e a recuperação de áreas degradadas pela disposição irregular de resíduos; além do incentivo e valorização do trabalho desenvolvido por catadores e recicladores.

Femurn aponta obstáculos para municípios cumprirem lei
Apesar de ainda existirem dezenas de lixões ativos no Rio Grande do Norte, a Federação dos Municípios do Estado do RN (Femurn) avalia que o cenário está avançando e que a erradicação dessas áreas de descarte irregular pode ocorrer nos próximos anos. A entidade atribui a permanência do problema à falta de infraestrutura adequada para destinação final dos resíduos, aos altos custos operacionais e à ausência de sustentabilidade financeira dos serviços de manejo de lixo.

Segundo a Femurn, embora o painel de resíduos sólidos do Ministério Público aponte a existência de 176 lixões ativos no estado, esse número inclui municípios que possuem mais de uma área de disposição irregular. Dados atualizados pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Meio Ambiente (CAOP Meio Ambiente) indicam que 102 municípios já destinam seus resíduos para um dos três aterros sanitários em operação no RN — Braseco, CTR Potiguar e Oeste Ambiental — enquanto outros 10 utilizam aterros localizados na Paraíba. Com isso, a entidade afirma que atualmente 65 municípios ainda mantêm lixões ativos.

De acordo com a federação, um dos principais obstáculos para o encerramento definitivo dos lixões é a quantidade limitada de aterros sanitários licenciados no Estado. Algumas regiões continuam sem cobertura adequada, mesmo considerando um raio de até 100 quilômetros dos aterros em funcionamento. A Costa Branca é apontada como uma das áreas mais afetadas pela falta de alternativas para a destinação dos resíduos.

Outro desafio citado pela entidade é o custo elevado do transporte dos resíduos até os aterros sanitários e das tarifas cobradas para o tratamento do lixo. Segundo a Femurn, muitos municípios conseguem iniciar a destinação correta dos resíduos para atender às exigências legais e às recomendações do Ministério Público, mas acabam enfrentando dificuldades para manter o serviço por falta de recursos. Em alguns casos, isso resulta no retorno ao uso dos lixões ou na destinação parcial dos resíduos aos aterros.

A federação também destaca que a ausência de coleta seletiva agrava o problema. Sem a separação prévia dos materiais recicláveis, todo o volume de resíduos precisa ser transportado para os aterros, aumentando os custos operacionais dos municípios.

Na avaliação da Femurn, as exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos são difíceis de serem cumpridas por municípios de pequeno porte quando analisados individualmente. A entidade defende a regionalização dos serviços por meio de consórcios públicos, permitindo o compartilhamento de custos e infraestrutura. Entre as medidas consideradas necessárias estão a implantação de estações de transferência e transbordo para reduzir as despesas com transporte.

A federação afirma ainda que os municípios vêm buscando apoio dos governos estadual e federal desde a elaboração dos primeiros planos estaduais de resíduos sólidos, em 2009. No entanto, parte dos projetos planejados para ampliar a estrutura de destinação final ainda não foi executada. Entre as iniciativas aguardadas estão obras financiadas por convênios da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) para as regiões do Alto Oeste e Seridó, além de projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) voltados à coleta seletiva.

Mesmo diante dos desafios, a Femurn considera que o estado está próximo de superar o problema dos lixões. A expectativa é reforçada pela previsão de entrada em operação do aterro sanitário de Caicó e pelos processos de licenciamento para novos empreendimentos em Assú e Areia Branca. A entidade também cita o aumento da cobrança por parte do Ministério Público, que tem ampliado a atuação na esfera criminal e exigido a recuperação das áreas degradadas e a sustentabilidade financeira dos serviços de limpeza urbana.

Agora RN

Lojão do Real
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05 jun

Mais de 6 mil carros elétricos circulam no RN e reduzem impacto ambiental

Mais de 6 mil carros elétricos circulam no RN e reduzem impacto ambiental

O Rio Grande do Norte já conta com mais de 6 mil carros elétricos em circulação, segundo o Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran). Ao todo, são 6.089 veículos movidos exclusivamente por energia elétrica registrados no Estado, de acordo com a última atualização, divulgada nesta semana.

De acordo com o Detran, a maior parte da frota é composta por veículos elétricos com fonte externa de recarga, que somam 5.390 unidades. São aqueles veículos que precisam ser recarregados na tomada ou em eletropostos. O levantamento também registra 425 veículos elétricos classificados como de fonte interna (aqueles que geram a eletricidade a bordo, sem depender de tomada) e outros 274 enquadrados na categoria de elétricos (categoria genérica, normalmente atribuída a carros mais antigos).

O Estado contabiliza ainda 5.301 veículos híbridos em circulação, considerando diferentes tecnologias de motorização. Desse total, 2.391 são modelos movidos a gasolina e eletricidade, 1.664 utilizam sistema híbrido flex (gasolina, álcool e eletricidade), 697 são híbridos plug-in, que podem ser recarregados na tomada, 384 são classificados como híbridos convencionais (cuja bateria é recarregada internamente) e 165 combinam motores a diesel e elétrico.

O crescimento desse tipo de veículo acompanha uma tendência observada em todo o país. A ampliação da oferta de modelos, a entrada de novas montadoras no mercado brasileiro e a expansão gradual da infraestrutura de recarga têm contribuído para o aumento da presença desses veículos nas ruas, além da procura dos consumidores por economia, diante da alta do preço da gasolina.

Um carro 1.0 turbo a gasolina, com consumo médio de 12 km/l e combustível a R$ 7 por litro, gera um gasto mensal em torno de R$ 700. Já um veículo 100% elétrico compacto, com bateria de 38 kWh e autonomia próxima de 300 km, pode ter custo mensal de cerca de R$ 152 em recargas domésticas para percorrer a mesma distância, valor que pode ser ainda menor em residências com energia solar.

Nos híbridos plug-in, a combinação entre motor elétrico e combustão reduz o gasto mensal para aproximadamente R$ 354, quase metade do custo de um carro convencional. Apesar de ainda enfrentarem limitações em viagens longas, os veículos eletrificados ganham espaço pela economia no uso diário e já começam a competir com modelos a combustão também no preço de compra, especialmente nos segmentos compactos e médios.

Impacto reduzido
Do ponto de vista ambiental, especialistas apontam que os carros elétricos tendem a emitir menos carbono ao longo de sua vida útil quando comparados aos veículos movidos a combustão. Um levantamento citado pelo Conselho Internacional de Transporte Limpo indica que a emissão de carbono pode ser até 68% menor ao considerar todo o ciclo de vida do veículo, incluindo sua fabricação.

No entanto, estudos observam que a produção dos veículos elétricos, especialmente das baterias, exige maior consumo de energia e de minerais como lítio, níquel e cobalto. Isso faz com que o impacto ambiental inicial seja mais elevado do que o de um carro convencional. Os elétricos podem ser cerca de 30% menos ecológicos no momento da fabricação, mas essa diferença tende a ser compensada após alguns anos de uso devido à redução das emissões durante a circulação.

Outro fator considerado importante é a origem da eletricidade utilizada para abastecer os veículos. Quanto maior a participação de fontes renováveis na matriz energética, maior tende a ser o ganho ambiental proporcionado pelos carros elétricos. No caso do Rio Grande do Norte, que lidera a geração de energia eólica no país e possui forte expansão da energia solar, o contexto favorece uma eletrificação com menor pegada de carbono.

Pesquisas recentes também indicam que, mesmo levando em conta as emissões geradas na fabricação das baterias, os veículos elétricos apresentam menor emissão total de CO₂ ao longo da vida útil do que modelos a gasolina ou diesel. A principal diferença está no fato de que os carros elétricos concentram parte relevante das emissões na etapa de produção, enquanto os veículos a combustão continuam emitindo poluentes durante toda a operação.

Além dos efeitos sobre o clima, a eletrificação da frota é associada à redução da poluição urbana e a possíveis benefícios para a saúde pública. Estudos apontam que a diminuição da emissão de gases e partículas provenientes dos motores pode contribuir para a melhoria da qualidade do ar nas cidades.

IPVA
Os proprietários de veículos 100% elétricos no Rio Grande do Norte passaram a pagar uma alíquota maior de IPVA em 2026. A mudança decorre da Lei nº 12.206, sancionada pela governadora Fátima Bezerra (PT) no fim de 2024, que instituiu um escalonamento gradual da cobrança para esse tipo de veículo.

Após anos de isenção, os carros elétricos passaram a recolher IPVA com alíquota de 0,5% em 2025. Neste ano, o percentual foi elevado para 1%, o dobro do cobrado anteriormente. A legislação prevê uma nova alteração em 2027, quando a alíquota passará para 1,5%.

Segundo a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), a medida é aplicada exclusivamente aos veículos totalmente elétricos. Os modelos híbridos continuam enquadrados na mesma faixa tributária dos automóveis movidos a combustão, com alíquota de 3%.

Mesmo com o aumento gradual, os veículos elétricos continuarão recebendo tratamento tributário diferenciado. Ao final do período de transição, em 2027, a alíquota de 1,5% corresponderá à metade da cobrada sobre os demais veículos no estado, atualmente fixada em 3%.

Mudança em condomínios
A expansão da frota de veículos elétricos no Rio Grande do Norte tem impulsionado mudanças na legislação e nas normas de construção voltadas à adaptação da infraestrutura urbana. Nesse contexto, a Assembleia Legislativa vem discutindo um projeto de lei que garante aos proprietários o direito de instalar estações individuais de recarga para veículos elétricos em edificações residenciais e comerciais.

A proposta, de autoria do deputado estadual Neilton Diógenes (PP), busca assegurar a implantação de pontos de recarga em condomínios, acompanhando o avanço da mobilidade elétrica e a crescente demanda por estruturas adequadas para abastecimento desses veículos.

A iniciativa se soma a medidas já previstas na legislação municipal de Natal. O novo Código de Obras da capital, instituído pela Lei Complementar nº 258/2024, tornou obrigatória a previsão de soluções para recarga de veículos elétricos em empreendimentos residenciais multifamiliares e em edificações não residenciais de grande porte.

A exigência está prevista no artigo 142 da norma e tem como objetivo adequar novos projetos imobiliários à expansão da eletromobilidade. A regra, entretanto, não se aplica a programas habitacionais públicos ou empreendimentos subsidiados com recursos públicos.

agora rn

Lojão do Real
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05 jun

Classificação de PCC e Comando Vermelho como terroristas entra em vigor nos EUA nesta sexta

Classificação de PCC e Comando Vermelho como terroristas entra em vigor nos EUA nesta sexta

A classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos passa a valer a partir desta sexta-feira (5). A medida foi anunciada pelo governo norte-americano no fim de maio e tem gerado discussões sobre possíveis reflexos nas áreas de segurança, economia e relações diplomáticas entre os dois países.

Desde o anúncio, o governo brasileiro mantém interlocução com autoridades americanas na tentativa de reverter a decisão. Apesar das preocupações levantadas por especialistas, integrantes do governo federal avaliam que não há, neste momento, indicativos de operações militares dos Estados Unidos em território brasileiro.

Com a nova classificação, as duas facções deixam de ser tratadas exclusivamente como organizações ligadas ao narcotráfico e ao crime organizado pelas autoridades norte-americanas, passando a integrar a lista de grupos enquadrados na legislação antiterrorismo dos EUA. A mudança amplia os instrumentos legais disponíveis para investigação, monitoramento e aplicação de sanções.

A legislação americana prevê punições para pessoas físicas ou jurídicas que ofereçam qualquer tipo de apoio a organizações classificadas como terroristas. Entre as condutas passíveis de investigação estão repasses financeiros, prestação de serviços, suporte logístico e outras formas de assistência direta ou indireta.

A decisão também deve aumentar o nível de fiscalização sobre instituições financeiras e empresas que mantêm operações vinculadas ao sistema econômico dos Estados Unidos. Especialistas apontam que ativos localizados em território americano ou submetidos à legislação do país podem ficar sujeitos a bloqueios e outras medidas restritivas.

Outro efeito previsto envolve restrições migratórias. Pessoas eventualmente associadas aos grupos poderão enfrentar impedimentos para obtenção de vistos ou entrada em território norte-americano.

Apesar da mudança adotada pelos Estados Unidos, a legislação brasileira permanece inalterada. No Brasil, PCC e Comando Vermelho continuam sendo enquadrados como organizações criminosas, sem alteração em seu status jurídico.

Especialistas também alertam para possíveis impactos econômicos e diplomáticos. Segundo análises na área de relações internacionais, a medida pode ampliar riscos para empresas e instituições financeiras que atuam no mercado americano, além de gerar novos desafios na cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado.

Outro ponto observado é o compartilhamento de informações entre os dois países. Avaliações indicam que a nova classificação pode exigir ajustes nos mecanismos de cooperação entre órgãos de investigação e inteligência, que atualmente mantêm ações conjuntas voltadas ao enfrentamento das facções criminosas.

O governo brasileiro acompanha os desdobramentos da medida e seus possíveis efeitos sobre a relação bilateral, enquanto especialistas seguem monitorando os impactos práticos da nova política adotada pelos Estados Unidos.

Tribuna do Norte

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05 jun

Nunes Marques será relator no TSE de ações sobre Dark Horse

Nunes Marques será relator no TSE de ações sobre Dark Horse

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi sorteado relator de ações na Corte relacionadas ao filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A produção está no centro de uma polêmica após ser revelado que Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, financiou a obra a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

Um dos processos que Nunes Marques relatará foi movido pela pré-campanha de Flávio contra o instituto Atlas Intel. Os advogados do senador questionam a inclusão em uma pesquisa eleitoral de um áudio em que ele cobra de Vorcaro os recursos para o filme.

A fala foi reproduzida para os entrevistados no levantamento, que apontou queda de intenção de voto no filho de Bolsonaro.

Outra ação que terá Nunes Marques como relator foi movida pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, do grupo Prerrogativas, e pelo deputado Rogério Corrêa (PT-MG) para proibir a exibição do Dark Horse durante a campanha.

Os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) argumentam que se trata de propaganda eleitoral antecipada.

Nunes Marques também relatará ação do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) que pede investigação de suposto abuso de poder econômico no financiamento da cinebiografia de Bolsonaro por Vorcaro.

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