Saúde
05 mar

RN confirma segundo caso de superfungo Candida auris em hospital

RN confirma segundo caso de superfungo Candida auris em hospital

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte confirmou, nesta quinta-feira (5), o segundo caso de paciente contaminado com o superfungo Candida auris no Hospital da Polícia Militar, em Natal. O primeiro caso foi notificado em janeiro e confirmado em fevereiro.

A nova pessoa contaminada é uma mulher idosa, de 72 anos, que tem diabetes, hipertensão e é paciente renal crônica. Ela foi internada na unidade para passar por uma amputação.

O fungo gera preocupação das autoridades de saúde por ser resistente aos medicamentos usados neste tipo de tratamento. Ele se instala principalmente em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido no ambiente hospitalar.

O titular da pasta, Alexandre Motta, reconheceu que houve uma “falha na manutenção da assepsia” e afirmou que a contaminação ocorreu dentro do próprio hospital, visto que essa paciente estava internada desde dezembro, já havia passado por pelo menos três exames, e somente na última coleta foi constatada a contaminação.

“Significa dizer que a contaminação real aconteceu intrahospitalar. Isso implica que nós precisamos tomar algumas medidas a mais. Primeiro, aumento de equipe, de técnicos de enfermagem, e, segundo, aumento de profissionais higienistas, para que isso possa ser debelado pelo menos nos próximos 60 dias”, afirmou o secretário.

De acordo com Alexandre Motta, o primeiro paciente deu entrada no hospital para tratar outra condição de saúde, mas estava colonizado com o fungo. Apesar de ter sido isolado, houve uma contaminação – a Sesap ainda não sabe onde exatamente.

“Tanto é que passou para outro paciente, que não deveria ter passado”, afirmou.

Ainda de acordo com o secretário, a Sesap não considera a possibilidade de fechamento da unidade hospitalar.

“O correto é interdição de áreas, isolamento daquele paciente, isolamento dos ambientes e fazer as desinfecções terminais necessárias. Já tem material suficiente e agora um aporte de profissionais de enfermageme e higienização”, afirmou Motta.

 Foto: Stephany Souza/Inter TV Cabugi

G1

 Foto: Stephany Souza/Inter TV Cabugi

Saúde
03 mar

Rede de ortopedia do RN acumula 107 mil cirurgias em cinco anos

Rede de ortopedia do RN acumula 107 mil cirurgias em cinco anos

A rede estadual de ortopedia do Rio Grande do Norte ultrapassou a marca de 100 mil cirurgias realizadas entre 2021 e 2025. De acordo com dados do Governo do Estado, foram contabilizados 107.157 procedimentos no período, considerando cirurgias de urgência e eletivas realizadas em 12 unidades de saúde que integram a linha de cuidado.

Em 2021, primeiro ano da reorganização da rede, foram realizadas 15.520 cirurgias ortopédicas. Em 2025, o total anual chegou a 26.834 procedimentos, crescimento de 72,89% em relação ao início da série, segundo o Governo do RN. As cirurgias de urgência, que anteriormente se concentravam em Natal, no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, e em Mossoró, no Hospital Regional Tarcísio Maia, passaram a ser realizadas também em unidades de Pau dos Ferros, Caicó, Parnamirim, Macaíba e Assu.

No interior do estado, o volume de cirurgias saiu de 2.646 procedimentos em 2021 para 5.725 em 2024, aumento de 116,36% no período. Segundo os dados apresentados, o total acumulado no interior chegou a 24,9 mil cirurgias ao longo desses anos.

Em relação às cirurgias eletivas, os procedimentos passaram a ser ofertados em hospitais regionais de Assu, Mossoró e Pau dos Ferros, com previsão de ampliação para Caicó. Na Região Metropolitana, o Hospital Deoclécio Marques de Lucena passou a realizar cirurgias eletivas, enquanto a chamada barreira ortopédica em Macaíba registrou mais de 9 mil atendimentos em um ano.

Os dados incluem ainda o atendimento de 524 idosos submetidos a cirurgias de fêmur em até 24 horas em 2025, dentro do fluxo específico adotado pela rede estadual, com procedimentos realizados no Hospital Memorial, Hospital Paulo Gurgel e Hospital Deoclécio Marques de Lucena.

Foto: Assessoria Sesap-RN

Saúde
26 fev

RN realiza Dia D de vacinação neste sábado 28

RN realiza Dia D de vacinação neste sábado 28

O próximo sábado 28 será de mobilização em todo o Rio Grande do Norte para mais um Dia “D” de Vacinação, dentro do Projeto Verão Protegido 2026. A iniciativa é uma recomendação da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) aos municípios para intensificar a atualização da caderneta vacinal da população.

Estarão disponíveis vacinas do Calendário Nacional de Imunização, com destaque para covid-19, influenza, HPV e a vacina contra a dengue, nos municípios contemplados. A Sesap orienta que a população procure o ponto de vacinação mais próximo, com documento oficial e cartão de vacina.

Durante o Dia “D”, os municípios deverão adotar estratégias para facilitar o acesso da população às vacinas, incluindo ampliação do funcionamento das salas de vacinação, instalação de postos volantes em locais de grande circulação, como praias, praças e feiras livres, além de ações educativas para combate ao mosquito da dengue e doenças de transmissão hídrica e alimentar.

A ação marca o encerramento do projeto Verão Protegido 2026 e busca ampliar as coberturas vacinais, além de reduzir o risco de doenças imunopreveníveis, especialmente no período de maior circulação de pessoas durante o verão. A mobilização ocorre em contexto de alerta para a dengue na Região Nordeste, com orientação sobre vacinação e medidas de controle do mosquito.

A campanha Verão Protegido 2026 teve início em 17 de janeiro, em esforço conjunto entre estado e municípios, com ações de vacinação em praias, parques e praças, além de atividades educativas sobre vacinação, prevenção da dengue e outras doenças.

Saúde
25 fev

Paciente de 19 anos está isolada por suspeita de monkeypox em Mossoró

Paciente de 19 anos está isolada por suspeita de monkeypox em Mossoró

Uma jovem de 19 anos encontra-se isolada sob suspeita de monkeypox em Mossoró. A Prefeitura local informou na terça-feira (24) que não há casos confirmados da doença no município e que a paciente está sendo atendida conforme os protocolos do Ministério da Saúde.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a paciente deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento na sexta-feira (20) e está em observação desde então. Ela permanece em isolamento em um leito clínico, apresentando quadro estável.

Os exames laboratoriais foram colhidos e enviados para análise em Natal, com previsão de resultado para esta quinta-feira (26). A paciente segue monitorada pela Secretaria de Saúde de Mossoró e aguarda um leito no Hospital Rafael Fernandes, onde continuará sob observação.

Monkeypox, também chamada mpox, é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato direto com lesões, secreções ou materiais contaminados. No Brasil, os casos são acompanhados por meio de vigilância epidemiológica, em que há notificação obrigatória, testagem laboratorial e isolamento dos pacientes suspeitos ou confirmados, conforme instruções do Ministério da Saúde.

Os sintomas costumam incluir febre, mal-estar e lesões na pele, com evolução geralmente leve. Autoridades de saúde ressaltam a importância da detecção precoce e do acompanhamento médico para reduzir a propagação e garantir o tratamento adequado dos casos suspeitos.

O Ministério da Saúde recomenda a notificação imediata dos casos suspeitos, isolamento do paciente, coleta de amostras para exames laboratoriais e acompanhamento clínico até a confirmação ou descarte do diagnóstico.

Também é indicado evitar contato direto com lesões ou objetos contaminados, reforçar a higiene das mãos e procurar atendimento médico ao surgir sintomas como febre, mal-estar e erupções cutâneas, visando diminuir o risco de transmissão e assegurar o manejo correto dos casos.

Créditos: Tribuna do Norte

Saúde
21 fev

Brasil confirma 48 casos de mpox nos primeiros meses de 2026

Brasil confirma 48 casos de mpox nos primeiros meses de 2026

O Brasil confirmou 48 casos de mpox em 2026, segundo dados atualizados do Ministério da Saúde. A maior parte está concentrada em São Paulo, com 41 ocorrências. Também foram registrados casos no Rio de Janeiro (3), Distrito Federal (1), Rondônia (1), Santa Catarina (1) e Rio Grande do Sul (1). Não há registro de mortes. De acordo com a pasta, predominam quadros leves ou moderados.

Durante todo o ano de 2025, o país contabilizou 1.079 casos e dois óbitos. O Ministério da Saúde afirma que o país mantém vigilância ativa e que o SUS (Sistema Único de Saúde) está preparado para diagnóstico e manejo clínico dos pacientes, com rastreamento de contatos por 14 dias para interromper cadeias de transmissão.

A recomendação é que pessoas com erupções cutâneas, febre e linfonodos inchados procurem atendimento médico e, se possível, mantenham isolamento social até avaliação.

Em São Paulo, estado com o maior número de casos, o painel de consulta pública do Nies (Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde) aponta 44 casos confirmados neste ano, três a mais do que o total informado pelo governo federal. Pelo Nies, foram registradas 185 notificações em 2026. Dessas, 71 seguem como suspeitas, 57 descartadas e uma é classificada como provável.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo afirma, em nota, que “monitora de forma contínua o cenário epidemiológico da mpox no estado e mantém articulação permanente com as secretarias municipais de saúde e com a rede assistencial. Os serviços de saúde realizam a identificação precoce, a notificação e a investigação de casos suspeitos, com testagem e acompanhamento clínico, além do rastreamento e monitoramento de contactantes, conforme protocolos técnicos.”

A pasta diz que, neste ano, foram registrados 44 casos da doença até quinta-feira (19), comparado a 126 casos nos meses de janeiro e fevereiro de 2025.

O que é a mpox

A mpox era anteriormente conhecida como “monkeypox” (varíola dos macacos, em português). Segundo a infectologista Flávia Falci, do Grupo Santa Joana, é uma infecção causada pelo vírus Mpox, que pertence à família do gênero orthopoxvirus, o mesmo da varíola.

Os sintomas iniciais são febre, dor de cabeça, dor no corpo, cansaço e aumento dos linfonodos. Depois, pode evoluir para a chamada fase eruptiva, explica a médica, que é quando apresentam-se lesões na pele que são progressivas: começam avermelhadas, viram uma vesícula, mais amareladas e depois se tornam crustas. Elas podem ocorrer em face, região genital, perianal, palmas de mão e do pé e mucosa; casos graves podem evoluir com manifestações neurológicas e oculares.

A mpox existe há décadas em países da África, principalmente na República Democrática do Congo. Mas foi a partir de 2022 que ela se tornou mundialmente conhecida, com o início do surto global que segue até hoje, diz o infectologista Dyemison Pinheiro, mestre em saúde coletiva e assistente no pronto-socorro do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Foto: Freepik/Reprodução

Agora RN

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