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26 maio

Desastres climáticos causaram R$ 785,4 bilhões em prejuízos no Brasil desde 2013

Desastres climáticos causaram R$ 785,4 bilhões em prejuízos no Brasil desde 2013

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Secas, estiagens e chuvas intensas provocaram R$ 785,4 bilhões em prejuízos aos municípios brasileiros entre 2013 e 2025. Os dados são de um levantamento divulgado nesta segunda-feira (25) pela Confederação Nacional de Municípios.

Segundo o estudo, os eventos climáticos extremos têm se tornado mais frequentes e intensos no país nos últimos anos. Os maiores impactos foram registrados nos setores de infraestrutura pública, agropecuária e habitação, conforme a tabela abaixo.

A seca e a estiagem responderam pela maior parte das perdas: R$ 458,3 bilhões ao longo dos últimos 13 anos. A região Nordeste concentrou 48% desse total, com R$ 270,6 bilhões em prejuízos. Em seguida aparecem as regiões Sul, com 27,6%, Sudeste, com 16,8%, Centro-Oeste, com 6,6%, e Norte, com 1%.

O levantamento considera registros entre 1º de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2025. Nesse período, 95,1% dos municípios brasileiros foram atingidos ao menos uma vez por algum tipo de desastre.

Seca e chuvas 

A seca, a estiagem e o excesso de chuvas estão entre os eventos climáticos com maior impacto sobre os municípios brasileiros no período analisado.

Entre 2013 e 2025, seca e estiagem geraram cerca de 30 mil decretos de situação de emergência ou calamidade pública. Já os eventos relacionados ao excesso de chuvas somaram 22,8 mil registros.

As duas categorias juntas representam aproximadamente 70% das 74.745 decretações registradas no país desde 2013, com um total de 52,8 mil ocorrências.

Os demais desastres ligados a processos biológicos, climatológicos e tecnológicos somaram 21.867 registros, o equivalente a 29,3% do total.

As chuvas intensas também estiveram associadas a episódios de inundação, alagamentos, enxurradas, tempestades e deslizamentos. Os estados mais afetados por esses eventos foram Santa Catarina, responsável por 21,4% dos registros nacionais, Rio Grande do Sul, com 15,9%, e Minas Gerais, com 13,1%.

Mais de 3,2 mil mortes

Entre janeiro de 2013 e dezembro de 2025, os desastres registrados no Brasil causaram 3.221 mortes.

O ano de 2022 teve o maior número de vítimas, com 607 óbitos — o equivalente a 18,8% do total. Em seguida aparecem 2013, com 414 mortes (12,9%), 2019, com 368 (11,4%), e 2024, com 311 mortes (9,7%).

Ao longo dos 13 anos analisados, os desastres afetaram mais de 493,8 milhões de pessoas em todo o país.

Os impactos também provocaram deslocamentos em larga escala. Somadas as diferentes categorias relacionadas a desalojamento e desabrigo, cerca de 6,4 milhões de pessoas precisaram deixar suas casas.

A Região Norte concentrou o maior número de pessoas desabrigadas, com 369.882 registros, o equivalente a 33,85% do total nacional. O Nordeste aparece em seguida, com 32,42%, seguido pelo Sul, com 22,62%, Sudeste, com 10,10%, e Centro-Oeste, com 1% dos registros.

Fonte: Brasil 61

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26 maio

ELEIÇÕES 2026: cenário de 2° turno entre Lula e Flávio Bolsonaro apresenta oscilação; confira resultado da pesquisa BTG/Nexus

ELEIÇÕES 2026: cenário de 2° turno entre Lula e Flávio Bolsonaro apresenta oscilação; confira resultado da pesquisa BTG/Nexus

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Levantamento BTG/Nexus divulgado nesta última segunda-feira (25) aponta oscilação nas intenções de voto para um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. 

O atual presidente passou de 46% para 47%, enquanto o senador variou de 45% para 43%. Com isso, a diferença entre os dois chegou a quatro pontos percentuais.

Nos cenários de primeiro turno, as oscilações ficaram dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

O levantamento também indica mudança nos índices de rejeição. Para Flávio Bolsonaro, houve alta de 48% para 50%, enquanto a de Lula variou de 48% para 47%.

Sobre a pesquisa

As entrevistas foram realizadas entre os dias 22 e 24 de maio, após a divulgação do áudio enviado por Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso em Brasília, e da notícia sobre a visita do senador ao empresário em um apartamento em São Paulo, quando ele ainda cumpria prisão domiciliar.

Segundo a pesquisa, os episódios tiveram impacto nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro, embora a variação registrada até o momento tenha sido limitada.

Além dos cenários eleitorais, o levantamento reúne informações sobre perfil político-ideológico do eleitorado, percepção da economia, nível de endividamento e possíveis efeitos de medidas do governo, como o Desenrola 2.0 e o fim da chamada “taxa das blusinhas”.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04193/2026. Foram entrevistados 2.045 eleitores em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Fonte: Brasil 61

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26 maio

Novo Desenrola Brasil: saiba como renegociar dívidas com FGTS e descontos de até 90%

Novo Desenrola Brasil: saiba como renegociar dívidas com FGTS e descontos de até 90%

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Famílias, estudantes, aposentados, pensionistas e micro e pequenas empresas de todas as regiões do país ganham fôlego financeiro. O governo federal instituiu o Novo Desenrola Brasil por meio da Medida Provisória (MP) n° 1.355/2026.

Uma das novidades é que 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) poderá ser usado ou até R$ 1 mil – o que for maior – para pagar parcial ou integralmente as dívidas.

A previsão também é de que os beneficiários do programa terão o CPF bloqueado por 12 meses para participação em apostas online autorizadas no país. Com a medida, o objetivo do governo é evitar o agravamento da situação financeira durante o período de renegociação das dívidas.

Desenrola Famílias

Entre as iniciativas está o Desenrola Famílias, com descontos e crédito mais barato para dívidas em atraso. Podem usufruir da iniciativa pessoas que ganham até 5 salários mínimos (R$ 8.105) e que tenham dívidas no cartão de crédito, cheque especial ou crédito pessoal (CDC) contratadas até 31 de janeiro de 2026. As dívidas devem, ainda, estar em atraso há, no mínimo, 90 dias e, no máximo, 2 anos.

Para participar, os interessados devem acionar diretamente os bancos e instituições financeiras onde possuem dívidas. A dívida antiga terá desconto de 30% a 90%, a depender do tipo de pendência e do tempo de atraso.

Os juros do novo crédito serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com prazo de até 48 meses. Já a primeira parcela deve ser paga em até 30 dias.

  • Valor mínimo das parcelas: R$ 50. 
  • Valor máximo máximo do novo crédito disponibilizado: até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira.

Também compõem o Desenrola Famílias melhorias no crédito consignado para servidores públicos, aposentados e pensionistas; a renegociação de débitos do Fies; o Desenrola Empresas, voltado à reestruturação financeira de micro e pequenos negócios; e o Desenrola Rural, direcionado à regularização de dívidas de agricultores familiares.

Servidores públicos federais, aposentados e pensionistas do INSS

Conforme o governo, as mudanças no consignado do INSS e dos Servidores Públicos Federais dentro do Desenrola vão ajudar aposentados, pensionistas e servidores públicos federais que precisem de crédito. 

Confira as medidas:

  • Fim da reserva obrigatória de 10% da margem exclusiva para cartão consignado e de benefícios;
  • Limite de consignação total passa a ser de 40%;
  • Participação do cartão consignado e de benefícios a no máximo 5% cada. 

Para aposentados e pensionistas do INSS, o prazo máximo das operações será ampliado de 96 para 108 meses, com possibilidade de carência de até 3 meses, além de simplificação do acesso por biometria e redução gradual dos limites a partir de 2027. Já o prazo para servidores públicos federais será ampliado de 90 para 120 dias, com carência de até 3 meses.

Produtores Rurais

O Desenrola Rural é voltado aos agricultores familiares e conta com ampliação de prazo para a renegociação de dívidas até 20 de dezembro de 2026. Conforme o governo, já beneficiou cerca de 507 mil produtores e agora poderá chegar a mais 800 mil agricultores.

FIES

O programa também engloba a a renegociação de dívidas do Fies, com condições diferenciadas de acordo com o tempo de atraso e o perfil do estudante. Confira:

  • Dívidas vencidas e não pagas entre 90 e 360 dias: possibilidade de desconto de 100% dos juros e das multas. 
  • Pagamento à vista: redução de 12% sobre o valor principal. 
  • Parcelamento: em até 150 vezes, mantendo o abatimento total de juros e multas. 

Já em contratos com atraso superior a 360 dias, os Estudantes fora do CadÚnico poderão obter desconto de até 77% do valor total da dívida. Já os estudantes inscritos no CadÚnico poderão ter desconto de até 99% do valor total da dívida – também para quitação integral.

Micro e Pequenas Empresas

A iniciativa visa permitir que micro e pequenas empresas substituam dívidas por linhas com melhores condições, com vistas a reduzir o custo financeiro e melhorar o fluxo de caixa, por meio de melhorias nas linhas do ProCred e do Pronampe. A estrutura prevê a ampliação de prazos, aumento dos limites de crédito e maior tempo de carência.

Na prática, empresas que antes recorreram a financiamentos mais caros — devido aos tetos então vigentes — poderão reestruturar o perfil de suas dívidas e migrar para linhas garantidas e mais acessíveis, segundo o governo.

Confira as condições para empresas com faturamento anual de até R$ 360 mil:

  • Melhorias no ProCred 360;
  • Ampliação da carência de 12 para 24 meses; 
  • Aumento do prazo total de pagamento de 72 para 96 meses; 
  • Crédito de inadimplência passa de 14 para 90 dias; 
  • Ampliação do limite de crédito de 30% para 50% do faturamento, podendo chegar a 60% no caso de empresas lideradas por mulheres. 

Confira as condições para empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões:

  • Ampliação da carência de 12 para 24 meses; 
  • Aumento do prazo total de pagamento de 72 para 96 meses; 
  • Crédito de inadimplência passa de 14 para 90 dias; 
  • Aumento do limite total de crédito de R$ 250 mil para R$ 500 mil.

Fonte: Brasil 61

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26 maio

Pacote bilionário para resgate de produtores rurais deve ser votado nesta terça (26)

Pacote bilionário para resgate de produtores rurais deve ser votado nesta terça (26)

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve votar nesta terça-feira (26) o Projeto de Lei 5.122/2023, que cria uma linha especial de crédito para renegociação de dívidas de produtores rurais com recursos do Fundo Social do Pré-Sal. A proposta é uma prioridade da bancada do agronegócio, enquanto o governo federal negocia com integrantes do Congresso Nacional meios para aprovar a medida com responsabilidade fiscal.

A votação estava prevista para a semana passada, mas acabou adiada após pedido do Ministério da Fazenda para ajustes. A intenção da equipe econômica é oferecer o benefício apenas para produtores inadimplentes, sob o risco de causar um colapso no sistema financeiro se incluir as demais dívidas agrícolas. Historicamente na casa dos 2%, a inadimplência atual do setor agropecuário está em torno de 6% das operações, maior patamar já registrado, impulsionado por juros elevados, perdas decorrentes de eventos climáticos, altas dos custos de produção devido a conflitos geopolíticos e retração do crédito.

Entre os principais pontos da proposta estão:

  • Uso de R$ 30 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal para financiar produtores rurais;
  • Renegociação de dívidas agrícolas consideradas “estressadas”;
  • Inclusão de produtores afetados por crises climáticas e econômicas;
  • Prazo de até 10 anos para pagamento;
  • Carência de até 2 anos;
  • Possibilidade de criação de um fundo garantidor para o agronegócio;
  • Ampliação do acesso ao crédito rural em momentos de crise.

Custo

O principal impasse envolve o custo da proposta. A equipe econômica calcula que o projeto, do jeito que está redigido, poderia atingir uma carteira de até R$ 1,4 trilhão em dívidas rurais e gerar impacto fiscal de R$ 817 bilhões em 13 anos.

Parlamentares discordam. A estimativa do Legislativo é que o texto trata apenas de uma carteira de aproximadamente R$ 180 bilhões em créditos problemáticos, com impacto estimado em R$ 100 bilhões ao longo de dez anos.

O texto original enviado pelo governo previa ajuda apenas para produtores afetados por eventos climáticos extremos, como secas e enchentes. No Senado, porém, o projeto foi ampliado para incluir produtores rurais com dívidas consideradas “estressadas”, categoria que engloba contratos inadimplentes, renegociados ou prorrogados. As negociações para chegar num consenso são encabeçadas pelo ministro da Fazenda, Dário Durigan, e o relator da proposta, senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Avanços

Apesar do adiamento, a proposta já avançou nos últimos dias. O governo concordou em ampliar o prazo de pagamento das dívidas de seis para até dez anos e elevar o período de carência de um para até dois anos, desde que haja pagamento de juros desde o início do contrato.

Também está em discussão a criação de um fundo garantidor para o agronegócio, financiado com dinheiro privado, para dar mais segurança às operações de crédito rural em períodos de inadimplência e crise econômica.

Pré-Sal

O Fundo Social do Pré-Sal é abastecido com as receitas da exploração do petróleo e financia projetos e programas em áreas como educação, saúde pública, meio ambiente e adaptação às mudanças climáticas.

Segundo o projeto, receitas correntes do Fundo Social do ano passado, deste ano e do superávit financeiro apurado nos últimos dois anos fiscais poderão ser usadas para a nova linha especial de financiamento.

Fonte: Brasil 61

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26 maio

Nova pesquisa mostra que Dra. Zenaide caminha para reeleição ao Senado

Nova pesquisa mostra que Dra. Zenaide caminha para reeleição ao Senado

A mais recente pesquisa eleitoral divulgada nesta segunda-feira (25) é mais uma que aponta para a reeleição da senadora Zenaide Maia (PSD). Ela aparece como reeleita em todos os cenários.

Na pesquisa espontânea, o resultado evidencia a forte lembrança do eleitorado potiguar em relação ao nome da parlamentar.
Dra. Zenaide teve 6,3% das citações. Atrás apenas de Styvenson Valentim (11,6%) e com quase o triplo da terceira colocada, Samanda Alves (2,2%).

Na consolidação geral da pesquisa estimulada — somando primeiro e segundo votos — Zenaide se encontra eleita com 26,2% dos votos. Ficando atrás apenas de Styvenson Valentim (33,1%). O terceiro colocado, Rafael Motta, tem pouco mais da metade da pontuação da senadora (13,4%).

O levantamento realizada pela Data Census Ltda foi feito entre os dias 20 e 23 de maio de 2026, ouvindo 2 mil eleitores em todas as regiões do estado. A pesquisa foi contratada pelo Mega Portal RN e registrada sob o número RN-05857/2026.

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