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19 out

Só uma a cada 3.300 revistas íntimas encontra objetos ilícitos; STF formou maioria contra ‘prática vexatória’

Maioria dos submetidos a revista íntima são mulheres — Foto: Sejus

Dados da Rede Justiça Criminal indicam que em apenas 0,03% — ou um a cada 3.300, aproximadamente — dos procedimentos de revista íntima são encontrados objetos ilícitos. Nesta sexta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria pela proibição da prática, mas um pedido de destaque do ministro Alexandre de Moraes fará com que o tema volta a ser apreciado pela Corte

Ainda segundo a Rede Justiça Criminal, 75% dos visitantes submetidos ao procedimento são mulheres, e o número de crianças (17%) chega a ser o dobro do de homens (8%). No relatório “Revista Vexatória, uma prática constante”, de 2021, feito por sete instituições ligadas à defesa dos direitos humanos e à segurança pública, familiares de detentos relataram que seus filhos também passaram pela prática.

— A esmagadora maioria são mulheres. Mães, esposas, companheiras e namoradas dos detentos. Em geral, são negras e de áreas periféricas — diz a pesquisadora Bruna Diniz — A presunção de culpabilidade cai somente em cima das famílias. Policiais penais e advogados não passam por isso.

O ministro Gilmar Mendes chegou a apresentar uma divergência e sugeriu que a decisão do STF só valha para o futuro. A ideia é dar um prazo de 24 meses para que os estados comprem aparelhos de scanner corporal.

A medida já foi adotada em alguns estados, caso de São Paulo. No entanto, na avaliação da pesquisadora Sofia Fromer, coordenadora de comunicação da JUSTA, plataforma especializada na gestão do Sistema Judiciário, a simples instalação desses equipamentos não é suficiente para acabar com possíveis abusos.

— Há diversas denúncias de que a prática continua. Em São Paulo,  a maioria dos presídios tem scanners corporais, mas são operados por agentes sem conhecimento, não são técnicos em radiologia, por exemplo. Eles confundem um gás no corpo, uma bexiga muito cheia, com um objeto estranho — diz a pesquisadora, que entrevistou familiares de detentos.

Com isso, relata Fromer, as visitantes acabam obrigadas a se submeter a uma revista íntima no local ou serem encaminhadas a uma unidade de saúde para serem examinadas. Por temerem ter visitas futuras negadas, elas aceitam uma das duas opções.

— Mesmo no estado no qual se tem o scanner enfrenta-se o problema da manutenção. Esses aparelhos ficam fora do ar e a revista vexatória volta. É algo bastante comum a nível nacional — completa a pesquisadora Bruna Rachel de Paula Diniz, doutora em Direito Penal e Criminologia pela USP e autora de um livro sobre o tema.

O julgamento no plenário virtual havia sido retomado nesta sexta-feira, com o voto do ministro Cristiano Zanin, e o placar a favor da proibição estava em seis votos a quatro. Mas com o pedido de destaque de Moraes, o julgamento será reiniciado no presencial, mantendo os votos dos ministros aposentados. Neste caso, apenas o voto de Rosa Weber pela impossibilidade da revista vexatória será mantido.

Fonte: O Globo

PAX
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19 out

Costa Rica é o país com mais bullying no mundo, revela levantamento; Brasil fica em 16º lugar

A Costa Rica é o país com mais bullying no mundo, de acordo com dados de 2022 do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA, na sigla em inglês). 44% dos estudantes do país dizem já ter sofrido bullying em algum momento na escola. E os efeitos disso são bastante preocupantes.

“Tive três tentativas de suicídio. A mais forte foi a segunda, e me arrependo de ter tentado a terceira porque, a partir da segunda, entendi que isso era muito egoísta”, diz Deiran Campos, estudante da Costa Rica. “Isso me deixou com muitos problemas de confiança, acho difícil confiar nas pessoas ao meu redor”, afirma outro estudante.

O bullying é caracterizado por agressões verbais, físicas e psicológicas que se repetem por algum período e podem ter danos de longo prazo – como a depressão, por exemplo. Mas o fato de a Costa Rica estar no topo da lista do bullying chama a atenção, porque o país possui bons indicadores de desenvolvimento. As autoridades dizem que isso se deve a uma maior conscientização e disposição para denunciar, e ao fato de as escolas estarem se esforçando para combater a violência.

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19 out

Anvisa suspende venda e propaganda de “chips da beleza”

Foto: Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a manipulação, comercialização, propaganda e uso de implantes hormonais manipulados, também conhecidos como chips da beleza, e vendidos por farmácias de manipulação em todo o país. A decisão consta em uma nova resolução da agência, que será publicada no Diário Oficial da União (DOU), e tem força de lei.

Segundo a Anvisa, a medida é preventiva e foi adotada após denúncias apresentadas por entidades médicas, entre elas a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, que apontam um crescimento do atendimento de pacientes com problemas devido ao uso de implantes que misturam diversos hormônios, em formato implantável, inclusive de substâncias que não possuem avaliação de segurança para a forma implantável.

Desde o ano passado, a prescrição de terapias hormonais para fins estéticos, como ganho de massa muscular e melhora no desempenho esportivo, está proibida por outra resolução, aprovada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Os “chips da beleza” são implantes largamente usados como estratégia para emagrecimento, tratamento da menopausa, antienvelhecimento, redução da gordura corporal, aumento da libido e da massa muscular. Segundo especialistas, eles podem conter inúmeras substâncias, embora normalmente sejam compostos por testosterona ou por gestrinona, um progestágeno com efeito androgênico. Combinações contendo estradiol, oxandrolona, metformina, ocitocina, outros hormônios e NADH também são produzidas. Entidades médicas vinham alertando as autoridades sanitárias contra o uso abusivo desses implantes.

Com a nova resolução, a Anvisa pede aos pacientes que fazem uso destes produtos a procurarem seus médicos para orientação em relação ao tratamento. Qualquer paciente que venha a ter reações pelo uso deste tipo de produto, deve fazer uma notificação ao órgão. Os chips da beleza nunca foram submetidos à avaliação da Anvisa.

Alerta

A área de monitoramento da agência reguladora também já publicou um alerta em que destaca que implantes hormonais para fins estéticos e de desempenho podem ser prejudiciais à saúde, além de não haver comprovação de segurança e eficácia para essas finalidades.

Dentre as complicações de quem faz uso indevido desses produtos estão: elevação de colesterol e triglicerídeos no sangue (dislipidemia), hipertensão arterial, acidente vascular cerebral e arritmia cardíaca.

Além disso, pode ocorrer crescimento excessivo de pelos em mulheres (hirsutismo), queda de cabelo (alopecia), acnes, alteração na voz (disfonia) insônia e agitação.

Fonte: Agência Brasil

Campo Forte
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19 out

Brasil registrou 338 casos de violência política na campanha de 2024, diz levantamento

Foto: Divulgação Policia Militar

A campanha eleitoral de 2024 registrou um número recorde de casos de violência política no Brasil: foram ao menos 338 entre julho e setembro deste ano, segundo levantamento do Grupo de Investigação Eleitoral da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Giel/Unirio).

Mais da metade dos casos foi de violência física, como o que vitimou o prefeito de Taboão da Serra (SP), José Aprígio da Silva (Podemos), atingido por ataque a tiros quando estava dentro de um carro nesta sexta-feira (18). Internado no hospital Albert Einstein, ele tinha estado de saúde estável à noite.

Dentre os casos de violência política registrados pelo grupo da Unirio, 88 constituem atentados, com 55 casos em que o alvo sobreviveu e 33 em que foi morto pelo agressor.

O levantamento, registrado no 19° Boletim do Observatório da Violência Política e Eleitoral, considera episódios de violência cometidos contra políticos com e sem mandato. Neste grupo, estão incluídos vereadores, prefeitos, secretários, governadores, candidatos e ex-ocupantes de cargos públicos. Casos de violência contra eleitores não são contabilizados.

Lideranças sem cargo representam a maior parte (166) dos alvos na campanha de 2024. E os grupos mais atingidos, segundo o levantamento, são homens (71%), pessoas entre 40 e 59 anos (52%) e com ensino superior (61%).

Folha de S. Paulo

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