A paralisação das merendeiras das escolas estaduais do RN nesta semana impactou de forma direta a logística das escolas em Currais Novos. A greve, liderada pelo Sindhoteleiros, sindicato que representa a categoria, afetou diversas redes de ensino do município.
A insatisfação das merendeiras, contratadas através da empresa, não se restringe apenas ao salário pendente. Segundo o sindicato, há também atrasos significativos no recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), no pagamento do auxílio-alimentação, auxílio-transporte e outros direitos trabalhistas garantidos por lei, como as férias.
Sem as merendeiras, professores e gestores tentam garantir o lanche aos alunos e as escolas reduziram atividades para apenas um turno. A Secretaria de Educação afirma ter repassado o pagamento à empresa, que prometeu regularizar os salários ainda nesta quinta-feira (20).
A paralisação das merendeiras das escolas estaduais do RN nesta semana impactou de forma direta a logística das escolas em Currais Novos. A greve, liderada pelo Sindhoteleiros, sindicato que representa a categoria, afetou diversas redes de ensino do município.
A insatisfação das merendeiras, contratadas através da empresa, não se restringe apenas ao salário pendente. Segundo o sindicato, há também atrasos significativos no recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), no pagamento do auxílio-alimentação, auxílio-transporte e outros direitos trabalhistas garantidos por lei, como as férias.
Sem as merendeiras, professores e gestores tentam garantir o lanche aos alunos e as escolas reduziram atividades para apenas um turno. A Secretaria de Educação afirma ter repassado o pagamento à empresa, que prometeu regularizar os salários ainda nesta quinta-feira (20).
O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), em parceria com a Secretaria do Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH), abriu inscrições para 840 vagas em cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) em 13 municípios do Rio Grande do Norte. Em Currais Novos, 90 vagas serão disponibilizadas, distribuídas em três cursos profissionalizantes.
Os cursos oferecidos no município são gratuitos voltados para candidatos com idade entre 16 e 35 anos, que tenham concluído o ensino fundamental. As inscrições já começaram e corre até o dia 19 de março.
Os interessados podem escolher entre as seguintes formações:
Montador e reparador de computadores – 30 vagas | 200h | Noturno
Auxiliar de Cozinha – 30 vagas | 220h | Noturno
Condutor de turismo em unidades de conservação ambiental local – 30 vagas | 200h | Noturno
Às aulas terão início em abril, com previsão de conclusão no segundo semestre do ano de 2025.
Para se inscrever, é necessário preencher um formulário eletrônico no portal do Jovem Potiguar, informando dados pessoais. Além disso, será preciso declarar a conclusão do ensino fundamento e, se aplicável informar o número do CadÚnico.
Essa é uma grande oportunidade para qualificar e profissionalizar os jovens de Currais Novos.
Policial civil está em formação para pilotar um dos dois helicópteros do grupamento – Foto: Sandro Menezes/Assecom
A policial civil Paula Alessandra Medeiros Cardoso, de 40 anos, é a primeira mulher a integrar o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), unidade vinculada à Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed). Ela está em formação para pilotar um dos dois helicópteros do grupamento, que atua em operações de segurança, salvamento e resgate em todo o Rio Grande do Norte.
Incorporada à Polícia Civil na turma de 2022, Paula Alessandra se voluntariou para o Ciopaer no ano passado, acompanhando ações da Operação Verão. Ela é a primeira mulher a integrar o grupamento, que existe desde 2002.
“Sempre tive vontade de trabalhar com resgate e, na Polícia Civil, encontrei essa oportunidade de ingressar no comando de aeronave. Participei da Operação Verão no ano passado, o que me deu mais experiência. Agora, estou aqui, me preparando para essa nova missão”, contou a policial civil.
Por iniciativa própria, Paula iniciou um curso de formação como piloto civil de helicóptero no ano passado, tendo concluído a etapa teórica. Agora, deve ingressar na formação prática. A expectativa é que, em até cinco anos, assuma o comando de uma das aeronaves da unidade. “Nesse período, vou atuar como copiloto, mas já estou integrada às atividades de resgate”, explicou.
Além dela, o policial civil Eduardo Costa Neves também foi incorporado à equipe. Ele possui experiência como Cadete Aviador na Academia da Força Aérea. Outros dois novos integrantes devem ser adicionados ao efetivo da unidade em breve.
Atualmente, o Ciopaer conta com 42 profissionais especializados em operações aéreas. A equipe é formada por integrantes da Polícia Civil, Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. A unidade possui cinco comandantes de aeronaves, cinco copilotos e 32 tripulantes responsáveis por ações de manutenção e de salvamento.
A frota conta com duas aeronaves. O Potiguar 01 e um helicóptero francês AS-350-B2, modelo Esquilo. Já o Potiguar 02 é uma aeronave italiana AW119kx, modelo “Koala”, fabricada em 2023, com capacidade para dois pilotos e seis passageiros.
Segundo o subdiretor do Ciopaer, major William Danilo Fernandes Pires, o centro realiza patrulhamento, buscas, resgates e transporte médico para captação de órgãos. Recentemente, firmou um convênio para transporte de órgãos, ampliando sua atuação.
No dia 26 de novembro do ano passado, um dos helicópteros resgatou dois funcionários de uma usina eólica que ficaram presos no topo de uma torre em chamas. A operação, inédita no Brasil, destacou o nível técnico da equipe potiguar.
“Em janeiro deste ano, registramos um número recorde de atendimentos a afogamentos para o mês. Além disso, atendemos diversos incêndios. Temos um convênio forte com a Secretaria de Saúde para transporte de órgãos e transporte inter-hospitalar, além de estarmos à disposição das demais secretarias dentro das nossas possibilidades”, encerrou o major William.
A reunião contou com a presença da delegada-geral da Polícia Civil, Ana Claudia Saraiva, da secretária estadual das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Júlia Arruda, e da controladora-geral do Estado, Luciana Daltro.
A Brava Energia, antiga 3R Petroleum, reduziu os preços da gasolina e do diesel comercializados na refinaria potiguar Clara Camarão, em Guamaré, nesta quinta-feira (20). A mudança ocorre depois de duas semanas com valores estáveis.
O Óleo Diesel A S500 caiu de R$ 3,716 para R$ 3,646, que representa uma redução de 7 centavos. Já a Gasolina A saiu de R$ 3,184 para R$ 3,154, ou uma queda de 3 centavos. Apesar da diminuição, os preços seguem mais caros do que os praticados pela Petrobras.
No terminal da estatal em Cabedelo, na Paraíba, diesel e gasolina são vendidos a R$ 3,526 e R$ 2,909, respectivamente. Ou seja, a Petrobras vende o diesel 12 centavos mais barato e a gasolina 24 centavos mais em conta.
Segundo a defesa, esse é o mesmo número de dias que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, teve para escrever a denúncia. Os advogados invocaram o princípio da paridade de armas no processo criminal para requerer o mesmo que a acusação teve para analisar as provas.
O pedido foi direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que nesta quarta-feira (19) abriu prazo de 15 dias para que as defesas se manifestem contra a denúncia, que fora tornada pública no dia anterior. No mesmo despacho, ele determinou a retirada do sigilo sobre a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, que embasou a denúncia.
Caso Moraes não aceite os 83 dias solicitados, os advogados pedem a concessão de prazo em dobro, de 30 dias, para que Bolsonaro possa se defender, diante da grande quantidade de documentos e provas a serem analisados. “De fato, não só estamos diante de feito amplo e complexo, mas também de processo que conta com diversos réus e autos ainda físicos”, argumentou a defesa.
Lacunas
Os advogados Paulo Cunha Bueno, Celso Vilardi e Daniel Tesser apontaram ainda o que seriam lacunas no material probatório passado à defesa. No HD entregue aos defensores não constam, por exemplo, o espelhamento do aparelho celular do próprio Bolsonaro, tampouco os diálogos encontrados no celular do coronel Mauro Fernandes, cujos trechos foram citados na denúncia.
“Afinal, é mesmo evidente que, ao contrário do que está sendo presumido, não existe aqui ‘amplo acesso a todos os elementos probatórios’”, afirmaram os advogados.
Outro ponto questionado pela defesa foi o fato de Moraes ter aberto o mesmo prazo de 15 dias para todos os denunciados, simultaneamente, incluindo o delator. A lei sobre colaboração premiada dá o direito de o réu se manifestar por último, depois do colaborador. O ministro disse, contudo, que tal direito não se aplica à fase de defesa prévia, em que os advogados contestam uma denúncia.
Os advogados discordaram no ponto, alegando que a lei é clara ao determinar que o réu tem o direito de se manifestar após o delator “em todas as fases processuais”, de modo a permitir o contraditório.
Denúncia
Bolsonaro foi denunciado na terça-feira (18) pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes. Outras 33 pessoas também foram denunciadas, incluindo Mauro Cid.
O ex-presidente ainda foi denunciado como sendo líder de uma organização criminosa armada, formada em grande parte por militares da reserva e da ativa, que estaria preparada para romper a ordem constitucional e usar a violência para manter o ex-presidente no poder.
Outros crimes imputados aos denunciados foram os de dano qualificado, agravado pelo uso de violência e grave ameaça ao patrimônio da União, e a deterioração de patrimônio tombado. Estes ilícitos estão relacionados aos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.