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11 mar

Hospital da PM tem área bloqueada após superfungo

Hospital da PM tem área bloqueada após superfungo

A confirmação de casos de contaminação por Candida auris no Hospital Central Coronel Pedro Germano (Hospital da PM), em Natal, levou ao bloqueio de parte da área de internação da unidade, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). A pasta disse que a direção do hospital, em conjunto com a própria Sesap, a Anvisa e o Ministério da Saúde, “avalia as condições para desbloquear a área de internação cirúrgica na próxima semana”. Questionada se, em função disso, as cirurgias estão suspensas no Coronel Pedro Germano, a Secretaria respondeu apenas que “a demanda está sendo absorvida por outros hospitais da rede, a depender do caso clínico”.

Ainda segundo a Sesap, “as internações estão normais na área utilizada pela linha de cuidado vascular, que tem o Hospital Central Coronel Pedro Germano como uma das referências”. A reportagem procurou a unidade por meio da assessoria de imprensa, mas não houve retorno até o fechamento desta edição. Na semana passada, durante coletiva de imprensa, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, disse que o Governo do Estado descartou a possibilidade de interdição total do hospital. A estratégia adotada, segundo ele, seria o isolamento de áreas e a intensificação dos processos de desinfecção.

“A gente não está trabalhando com isso, porque se for interditar, a princípio eu teria que parar todas as atividades, teria que limpar absolutamente tudo. O correto é interdição de áreas, isolamento daquele paciente, isolamento dos ambientes e fazer as desinfecções terminais necessárias”, declarou Motta. Até o momento, foram identificados dois casos de contaminação por C. auris – no primeiro deles, o paciente deu entrada no hospital para tratar outra condição de saúde, mas estava colonizado com o fungo. O segundo, por sua vez, teria se contaminado dentro da unidade.

A Sesap informou nesta terça-feira (10) à TRIBUNA DO NORTE que os dois seguem internados, em isolamento, sem manifestação de sintomas relacionados ao fungo. Também na semana passada, a Secretaria anunciou uma investigação para apurar uma possível falha nos processos de limpeza e higienização do local. A apuração das informações, de acordo com a pasta, “segue em curso”. A confirmação dos casos suscitou discussões sobre os riscos de disseminação do superfungo, como é costumeiramente chamado.

Segundo a infectologista Gisele Borba, o C. auris tem facilidade maior em provocar surtos hospitalares. De acordo com ela, o fungo tem uma característica de persistência em superfícies incomum aos demais e também uma capacidade de resistência aumentada em relação às outras espécies. “Essa resistência varia de acordo com o clado (‘tipo’ de Candida auris). O tipo que temos visto no Brasil, felizmente, mantém sensibilidade à maioria dos antifúngicos usados para tratamento”, afirma Borba, que atua no Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), da UFRN/Ebserh.

Segundo a médica, em razão da característica de persistência em superfícies, o Candida auris tem facilidade maior em provocar surtos hospitalares, com contaminação de outros pacientes. “Essa contaminação pode resultar em infecção quando o paciente adoece em decorrência da presença do fungo no próprio organismo, ou em colonização, quando ele está presente no paciente, porém sem causar doença. Na maioria dos casos, o que se vê é a colonização”, frisa.

Ela aponta que a Candida auris afeta uma população bastante específica: pacientes com hospitalização prolongada, imunossuprimidos ou submetidos a múltiplos procedimentos e tratados com antibióticos de amplo espectro. “Não há riscos para a saúde de profissionais nem dos familiares do paciente após a alta. Como coloniza a pele, o Candida auris contamina superfícies hospitalares diversas pelo contato direto com o paciente portador. Assim, se não houver limpeza e desinfecção adequadas das superfícies e equipamentos, outros pacientes que têm contato com aquele mesmo objeto podem se contaminar também”, afirma a médica.

Gisele Borba alerta que a disseminação ocorre, ainda, por meio das mãos de profissionais de saúde, quando não higienizadas. “Portanto, é de extrema importância essa higienização, sempre com água e sabão ou com álcool em gel”, orienta a infectologista. O tratamento para C. auris é feito com antifúngico, escolhido de acordo com o local da infecção (sangue, urina ou outros) e com o antifungigrama, que é um exame de detecção da sensibilidade do fungo.

Tribuna do Norte

Foto: Arquivo TN

Campo Forte
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11 mar

Projeção aponta reajuste de 6,37% na conta de energia no RN em 2026

Projeção aponta reajuste de 6,37% na conta de energia no RN em 2026

A tarifa de energia deve ter um aumento de 6,37% no Rio Grande do Norte neste ano, segundo estimativa realizada pela empresa Thymos Energia, consultoria especializada em energia no Brasil. O levantamento aponta que o percentual corresponde ao segundo menor entre os estados da região Nordeste, além de estar abaixo da média regional de 9,77%, e ocupa a 11º posição dos maiores reajustes no país. A previsão é de que os impactos sejam sentidos principalmente por consumidores residenciais.

O reajuste previsto para o Rio Grande do Norte, entre os estados da região Nordeste, é maior apenas que o previsto para o Piauí (0,68%). Já os maiores reajustes foram projetados para os estados de Pernambuco (13,46%), Ceará (12,40%) e Sergipe (12,97%).

A nível nacional, o Nordeste deve registrar a maior alta percentual, com avanço médio de 9,77%, impulsionado principalmente pela elevação dos preços da energia adquirida pelas distribuidoras e da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). No Sudeste, a variação atingirá 5,45%. No Norte, a projeção aponta crescimento de 4,52% na conta de luz, enquanto o Sul indica avanço de 3,61%. No Centro-Oeste, a variação deve ser de 0,08% em relação ao ano passado.

A head de Utilities e Regulação Econômica da empresa, Ana Paula Ferme, explica que a projeção tem como base o Procedimento de Regulação Tarifária (Proret) realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mudanças regulatórias no setor, índices macroeconômicos, estrutura tarifária de cada distribuidora do país, projeções de mercado e de risco hidrológico.

Outro componente importante é o encargo da CDE, fundo setorial financiado com recursos de subsídios privados, ou cruzados, e subsídios públicos. Entre as principais políticas da iniciativa, estão os descontos tarifários, a Tarifa Social de Energia Elétrica e o Programa Luz para Todos.

No ano passado, de acordo com Ana Paula Ferme, o orçamento previsto na CDE sofreu dois reajustes após o mês de abril, quando a Cosern e outras distribuidoras aplicaram o reajuste na tarifa de energia. Isso significa que os valores ficaram acumulados e não foram incorporados ao valor da tarifa no ano passado, devendo incidir neste ano.

Ana Paula reforça que o acúmulo do encargo foi o principal responsável pelo maior reajuste no Rio Grande do Norte e no Nordeste. “Pode haver algum ajuste financeiro por parte da Aneel, mas não acredito que deve ser muito mais baixo do que isso [6, 37%]. Deve ficar mais alto mesmo por conta desse acúmulo de reajuste da CDE”, explica a head de Utilities e Regulação Econômica da empresa.

A reportagem da TRIBUNA DO NORTE procurou a Cosern para uma avaliação sobre projeção da Thymos Energia e quais fatores devem incidir no reajuste tarifário da conta de energia no Estado. Em resposta, a Companhia frisou que as definições são de responsabilidade da Aneel.

“A Neoenergia Cosern esclarece que a definição dos percentuais de reajuste das tarifas para os clientes das distribuidoras de energia é uma atribuição da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável pela regulamentação do setor elétrico no país. O índice é calculado com base nas regras estabelecidas no contrato de concessão e nas metodologias vigentes sobre cálculos tarifários”, disse.

Números

  • Pernambuco – 13,46%
  • Sergipe – 12,97%
  • Ceará – 12,40%
  • Bahia – 10,04%
  • Alagoas – 9,89%
  • Rio De Janeiro – 9,09%
  • Amapá – 8,75%
  • Maranhão – 8,29%
  • Tocantins – 8,29%
  • Paraíba – 7,89%
  • Rio Grande Do Norte – 6,37%
  • São Paulo – 5,73%
  • Mato Grosso Do Sul – 5,29%
  • Rondônia – 5,05%
  • Pará – 4,91%
  • Acre – 4,81%
  • Rio Grande Do Sul- 3,70%
  • Paraná – 3,59%
  • Santa Catarina – 3,51%
  • Minas Gerais – 2,54%
  • Mato Grosso – 2,50%
  • Espírito Santo – 1,62%
  • Piauí – 0,68%
  • Amazonas – 0,18%
  • Goiás – -2,45%
  • Distrito Federal – -2,67%

Tribuna do Norte

Foto: Adriano Abreu

Campo Forte
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11 mar

Declaração do IR 2026 começa na próxima semana; veja os documentos para se preparar

Declaração do IR 2026 começa na próxima semana; veja os documentos para se preparar

A Receita Federal vai anunciar as novas regras do Imposto de Renda 2026 na próxima segunda-feira (16). O prazo de entrega da declaração deverá ser entre 18 de março e 29 de maio, mas ainda será confirmado.

No último exercício, foram entregues 43,3 milhões de declarações até o prazo final. A expectativa neste ano é de crescimento no volume, reforçando a importância de organização prévia para evitar inconsistências, atrasos e o risco de cair na malha fina.

“Sempre recomendamos que as pessoas se antecipem. Mas o primeiro passo começa com o próprio contribuinte, que precisa separar o quanto antes os documentos e informações que servirão de base para o preenchimento”, alerta Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil.

Nos dias que antecedem a abertura do prazo, é importante reunir documentos e solicitar segundas vias do que estiver faltando. Também é preciso verificar se os informes de rendimentos das fontes pagadoras, instituições financeiras e demais comprovantes necessários foram enviados.

Domingos listou a seguir os principais documentos e informações necessários para o Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025), considerando titular, dependentes, cônjuge ou companheiro.

Informes de Rendimentos

  • Bancos e instituições financeiras, inclusive corretoras de valores
  • Salários
  • Pró-labore
  • Distribuição de lucros
  • Pensão
  • Aposentadoria
  • Aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos
  • Programas fiscais como Nota Fiscal Paulista e similares
  • Juros sobre Capital Próprio
  • Previdência privada

Comprovantes e controles de recebimentos

  • Doações
  • Heranças
  • Livro Caixa e DARFs de Carnê-Leão
  • Resgate de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
  • Seguro de vida
  • Indenizações
  • Acordos com redução de dívidas

Informes de pagamentos

  • Assistência médica
  • Assistência odontológica
  • Seguro saúde (médico e odontológico)
  • Reembolsos realizados por seguro saúde e/ou odontológico
  • Despesas com educação (creche, pré-escola, ensino fundamental, médio, superior, pós-graduação, mestrado, doutorado etc.)
  • Previdência privada

Na ausência dos informes, será necessário reunir todos os comprovantes de pagamento, como notas fiscais, recibos e boletos.

Comprovantes de pagamentos e deduções efetuadas

  • Comprovante de pagamento de previdência social
  • Recibos de doações efetuadas
  • Recibos de pagamentos realizados a prestadores de serviços, pessoas físicas ou jurídicas
  • Comprovantes de gastos com profissionais da área da saúde: médicos de qualquer especialidade, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos
  • Exames laboratoriais e radiológicos
  • Aparelhos e próteses ortopédicas
  • Próteses dentárias
  • Cadeiras de rodas e andadores ortopédicos
  • Despesas com internações e cirurgias, inclusive estéticas

Comprovantes de bens e direitos

  • Notas fiscais ou recibos de venda, compra e permuta de bens como automóveis, motocicletas, aeronaves, embarcações e imóveis
  • Documentos que comprovem construção, reforma ou ampliação de bens
  • Contratos de empréstimos concedidos a terceiros com saldo em 31/12/2024 e 31/12/2025
  • Demonstrativo de saldo de ações por ativo em 31/12/2025 apurados a custo médio
  • Demonstrativo de saldo de criptoativos por ativo em 31/12/2025 apurados a custo médio
  • Demonstrativo de saldo de ETFs por ativo em 31/12/2025 apurados a custo médio
  • Demonstrativo de saldo de moedas estrangeiras por moeda em 31/12/2025 apurados a custo médio

Dívidas e ônus

  • Documentos comprobatórios da aquisição de dívidas e ônus com indicação do saldo em 31/12/2024 e 31/12/2025

Apuração de ganho de capital e renda variável

  • Operações comuns em mercado à vista, opções e derivativos
  • Operações day trade
  • Memória de cálculo do Imposto de Renda sobre renda variável
  • Operações com fundos imobiliários
  • Memória de cálculo do imposto referente a fundos imobiliários

Informações gerais

  • Nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentes
  • Endereço atualizado
  • Cópia completa da última Declaração de Imposto de Renda entregue
  • Dados bancários para restituição ou débito das cotas do imposto
  • Atividade profissional exercida atualmente

Mudanças

Segundo as expectativas, não devem ter mudanças significativas em relação ao ano passado. Em 2025, era obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888.

As medidas aprovadas em 2025, como a ampliação da faixa de isenção para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil e os descontos para quem ganha até R$ 7.350, só passarão a valer na declaração de 2027, porque a entrega de 2026 é referente aos rendimentos obtidos em 2025.

As regras do ano passado

  • Em 2025, era obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888
  • Aquele que recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 200.000
  • Contribuinte que obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do Imposto
  • Realizou operações de alienação em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas, em que a soma foi superior a R$ 40.000,00 e com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto
  • Contribuintes que obtiveram a receita bruta em valor superior a R$ 169.440 em atividades rurais

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Brasil
11 mar

Fies 2026: pré-selecionados têm quarta para completar cadastro

Fies 2026: pré-selecionados têm quarta para completar cadastro

Os estudantes pré-selecionados, por meio da lista de espera, para vagas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o primeiro semestre de 2026, devem fazer a complementação da inscrição na página do programa até as 23h59 desta quarta-feira (11), no horário de Brasília.

O Fies oferece financiamento a estudantes de baixa renda em cursos de graduação em instituições privadas de ensino superior. O Ministério da Educação (MEC) fez uma nova convocação de estudantes no sábado (7) e os nomes dos pré-selecionados podem ser conferidos no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na aba do Fies, por meio do login na plataforma Gov.br.

A complementação do cadastro é uma fase obrigatória para seguir no processo de contratação do financiamento estudantil.

Informações complementares

Os interessados selecionados devem complementar informações que não foram solicitadas na inscrição inicial, como por exemplo a confirmação do endereço e contatos de e-mail telefone, além da composição do grupo familiar. Também são solicitados dados relacionados ao curso pretendido, como o semestre de ingresso na faculdade e o valor da mensalidade, além do banco onde formalizará o contrato; percentual do financiamento estudantil, entre outros. 

De acordo com o edital do Fies 2026, o pré-selecionado à vaga do Fies Social também poderá solicitar a contratação de financiamento integral, com a cobertura de até 100% dos encargos educacionais cobrados pela faculdade privada.

Essa modalidade beneficia estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 810,50, em 2026) e com inscrição ativa no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Próximas fases

Após a etapa da complementação online da inscrição, o estudante deve comprovar as informações declaradas, de forma física ou digital, diretamente na instituição de ensino em que foi pré-selecionado no prazo de até cinco dias úteis.

Após a aprovação da Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da faculdade, em até 10 dias úteis, o próprio estudante deve validar no banco a documentação exigida.

Os prazos de todas as etapas listadas em edital, até a conclusão do processo com a assinatura do contrato de financiamento, devem ser rigorosamente observados para evitar a perda da vaga.

Convocação da lista

Todos os inscritos não selecionados na chamada regular foram incluídos, automaticamente, na lista de espera.

Todos os participantes desta lista devem consultar periodicamente a página do Fies para acompanhar as próximas convocações, que serão realizadas até 10 de abril.

Vagas

Em 2026, o total de vagas ofertadas para o Fies será de 112.168. O MEC já ofertou 67.301 vagas em 1.421 instituições de ensino superior, distribuídas por 19.834 cursos e turnos.

As vagas não ocupadas após todas as convocações desta edição serão ofertadas no processo seletivo do segundo semestre.

© José Cruz/Agência Brasil

Campo Forte
Brasil
11 mar

Governo pede ao Cade para investigar aumento dos combustíveis

Governo pede ao Cade para investigar aumento dos combustíveis

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, encaminhou nesta última terça (10) um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que investigue os recentes aumentos nos preços dos combustíveis que foram registrados em postos na Bahia, no Rio Grande do Norte, em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

O pedido foi encaminhado após representantes de sindicatos reclamarem que distribuidoras desses quatro estados brasileiros e do Distrito Federal estavam elevando os preços de venda dos combustíveis, embora a Petrobras não tenha anunciado aumento nos preços praticados em suas refinarias. Esse aumento, disseram os sindicalistas, estaria sendo justificado pela alta no preço internacional do petróleo, associado aos ataques que vem ocorrendo no Oriente Médio.

“Diante desse cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado, e que podem indicar tentativa de influência à adoção de conduta comercial uniforme ou combinada entre concorrentes”, diz a Senacon, em nota.

Por meio de nota divulgada em suas redes sociais, o SindiCombustíveis da Bahia disse que está preocupado com os efeitos do cenário internacional sobre o mercado de combustíveis no estado. “O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem pressionado as cotações do petróleo no mercado internacional e já provoca reflexos no Brasil”, escreveu.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados Petróleo do Rio Grande do Norte (Sindipostos RN), também em suas redes sociais, escreveu na semana passada que o conflito “já começa a refletir na alta do preço do petróleo no mercado internacional, acendendo um sinal de atenção para o setor de combustíveis no Brasil”.

O Minaspreto alertou que a defasagem no preço do diesel já atinge mais de R$ 2 e, na gasolina, quase R$ 1.

“As companhias estão restringindo a venda e praticando preços exorbitantes, principalmente para os revendedores marca própria. Já há relatos de postos totalmente secos em Minas Gerais. O Minaspetro está monitorando a situação e irá acionar os órgãos reguladores para mitigar o risco de desabastecimento”, escreveu o sindicato, em suas redes sociais.

Em São Paulo, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de São Paulo (Sincopetro), entidade que representa o comércio varejista de derivados de petróleo  também vem observando aumento no preço dos combustíveis. Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Sincopetro, José Alberto Gouveia, disse que a investigação do Cade será importante para o setor.

“O que não pode é o dono do posto levar a culpa como estão tentando fazer. Ele não aumentou porque ele quis, ele aumentou porque aumentou o preço para ele também. Então essa explicação para nós é muito importante”, disse ele.

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Lojão do Real
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