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02 abr

Greve na saúde trava atendimentos no RN e pacientes ficam sem consultas e exames

Greve na saúde trava atendimentos no RN e pacientes ficam sem consultas e exames

Foto: Magnus Nascimento

A greve de servidores vinculados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares já provoca impactos diretos no atendimento em hospitais universitários do Rio Grande do Norte. A paralisação, iniciada na última segunda-feira (30), atinge consultas, exames e cirurgias eletivas, que passaram a funcionar de forma parcial.

No estado, o movimento afeta unidades importantes como o Hospital Universitário Onofre Lopes, a Maternidade Escola Januário Cicco e o Hospital Universitário Ana Bezerra. Apesar da paralisação, os trabalhadores mantêm equipes mínimas para garantir serviços essenciais, como UTIs.

A greve tem caráter nacional e foi aprovada em assembleias realizadas em mais de 45 hospitais da rede. Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial, reposição de perdas acumuladas — estimadas em cerca de 25% —, além de melhorias em benefícios como vale-alimentação.

Na prática, pacientes já sentem os efeitos. Consultas e exames estão sendo remarcados, em alguns casos com previsão de meses de espera. Usuários do SUS relatam dificuldades para dar continuidade a tratamentos, principalmente aqueles que dependem exclusivamente da rede pública.

Segundo representantes do movimento, a paralisação ocorre após dois anos de negociações sem avanços. A categoria rejeitou proposta apresentada com base apenas na inflação e cobra valorização diante do desgaste enfrentado, especialmente durante a pandemia. Enquanto isso, a retomada total dos atendimentos segue sem previsão.

Com informações da Tribuna do Norte

BG

Campo Forte
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02 abr

PM relata ao STF troca do carregador da tornozeleira de Bolsonaro

PM relata ao STF troca do carregador da tornozeleira de Bolsonaro

© Tiago Stille/Gov. Ceará

A Polícia Militar do Distrito Federal informou nesta última quarta-feira (1°) ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ocorrência de troca do carregador da tornozeleira eletrônica de monitoramento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar de 90 dias e deve permanecer com o equipamento carregado 24 horas por dia.

O motivo da troca do carregador não foi informado pela PM, que é responsável pela vigilância da casa de Bolsonaro.

De acordo com as informações enviadas ao Supremo, o carregador foi trocado na madrugada de domingo (29), de 00h34 às 01h03.

A policial penal Rita de Cassia Gaio foi responsável pela troca do componente. A servidora ficou conhecida, no ano passado, por ter entrado na residência de Bolsonaro após o ex-presidente ter tentado violar a tornozeleira com um ferro de solda.

A partir das informações prestadas pela PM, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, poderá solicitar mais esclarecimentos sobre os motivos que levaram à troca do carregador. 

Bolsonaro cumpre pena definitiva de 27 anos e três meses de prisão pela condenação na ação penal da trama golpista. 

Agência Brasil

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02 abr

Procura por ovos na Quaresma impulsiona alta de até 20% nos preços

Procura por ovos na Quaresma impulsiona alta de até 20% nos preços

Foto: Adriano Abreu

O preço dos ovos de galinha voltou a subir em todo o país desde fevereiro, com altas de até 20%, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O movimento é impulsionado pela maior demanda durante a Quaresma e a Páscoa, período em que cristãos católicos substituem a carne por ovos e frango, sendo o ovo uma das alternativas mais requisitadas.

Para o economista Arthur Néo, vice-presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-RN), o ovo é um item indispensável na alimentação. Na economia, é classificado como um “bem substituto”, por ser mais acessível. Néo explica que houve um aumento significativo no preço do milho e do trigo, bases da ração das aves; contudo, a logística também é determinante para o valor final. “As granjas mais próximas do local de consumo conseguem ter um custo logístico menor do que aquelas que transportam de distâncias maiores. Por isso, é importante que o consumidor priorize os produtores locais”, afirma.

O especialista destaca estratégias práticas para enfrentar a alta: optar por ovos de categorias menores (médios ou pequenos), comprar bandejas maiores (que reduzem o preço por unidade), pesquisar valores entre mercados e feiras e avaliar marcas locais.

Ele lembra ainda que o ovo é insumo essencial para diversos outros produtos, como salgados e doces. “São períodos sazonais; isso sempre ocorre próximo à Quaresma. Além da alta na ração, o aumento nos combustíveis impacta o transporte. Somado a isso, o calor do verão faz com que as galinhas produzam menos ovos”, ressalta o economista.

Para a advogada Catarina Freitas, de 44 anos, a diferença no bolso é evidente. “O ovo teve uma subida significativa. Há três semanas, comprávamos uma cartela com 30 ovos grandes por R$ 14. Hoje, o valor varia entre R$ 17 e R$ 24. É um aumento absurdo”, relata. Para driblar os preços, Catarina tem optado por ovos de codorna ou por tamanhos menores da versão de galinha.

Feijão também registra alta nos preços

O preço do feijão carioca acumulou uma alta de 19,7% nos últimos 12 meses, de acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). A safra atual é a menor dos últimos quatro anos, afetada por problemas climáticos, como chuvas excessivas durante a colheita em estados produtores, o que reduziu a oferta e a qualidade. O cenário também é reflexo do plantio reduzido, já que muitos produtores desanimaram com a baixa rentabilidade do ano anterior.

Para a aposentada Maria do Socorro de Souza Araújo, de 70 anos, a insatisfação cresce a cada ida ao supermercado. “Tudo está muito caro. Antes, minha feira custava R$ 600; hoje, sai por R$ 900. Não vejo redução, apenas aumento”, lamenta.

Arthur Néo reforça que, historicamente, um bom período de chuvas aumenta a oferta de feijão, especialmente por meio de pequenos agricultores. “Infelizmente, estamos passando por um período de chuvas irregulares, o que impediu que o preço seguisse a tendência de queda para a época. Como os custos de transporte e insumos subiram, esse valor acaba sendo repassado ao consumidor final”, conclui.

Tribuna do Norte

PAX
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02 abr

Diretriz contraindica tratamento farmacológico isolado para obesidade

Diretriz contraindica tratamento farmacológico isolado para obesidade

© Cristian Camilo/Divulgação

Nova diretriz da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) recomenda que o tratamento farmacológico não usado isoladamente, mas sempre associado a mudanças de estilo de vida, com aconselhamento nutricional e estímulo à atividade física. 

A orientação faz parte de documento que reúne 32 recomendações para o cuidado com a obesidade

O documento define como principais critérios para indicação da remédios o Índice de Massa Corporal (IMC) maior ou igual a 30 kg/m² ou IMC maior ou igual a 27 kg/m² em pessoas com complicações relacionadas à adiposidade. O IMC pode ser calculado no site da associação.

Em situações específicas, o texto ainda admite considerar tratamento mesmo independentemente do IMC, quando há aumento da circunferência da cintura ou da relação cintura-altura associado a complicações.

“O médico passou a lidar com um cenário terapêutico mais amplo e com decisões que exigem avaliação cada vez mais individualizada. Esta diretriz transforma esse avanço científico em orientação prática, oferecendo mais subsídio para a conduta clínica e mais segurança para o cuidado dos pacientes”, ressaltou o presidente da Abeso, Fábio Trujilho.

A nova diretriz foi elaborada por um grupo multidisciplinar formado por endocrinologistas, clínicos gerais e nutricionistas e traz as orientações organizadas por classes de recomendação e níveis de evidência.

“O documento traz direcionamentos para cenários como risco cardiovascular, pré-diabetes, doença hepática gordurosa, osteoartrite, câncer, deficiência de testosterona masculina, apneia do sono, perda de massa magra e muscular, o que aproxima a recomendação científica das perguntas reais do consultório”, destacou um dos coordenadores da nova diretriz, Fernando Gerchman.

As novas diretrizes reforçam ainda os alertas sobre quando um medicamento não é indicado e chama a atenção para o uso de substâncias sem evidências robustas de eficácia e segurança demonstradas em ensaios clínicos, fórmulas magistrais e produtos manipulados para o tratamento da obesidade, incluindo formulações com diuréticos, hormônios tireoidianos, esteroides anabolizantes, implantes hormonais ou gonadotrofina coriônica humana (hCG).

A íntegra das novas diretrizes pode ser lida aqui.

Agência Brasil

PAX
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02 abr

Inmet alerta para acumulados de chuva de até 150 mm no Norte e Nordeste

Inmet alerta para acumulados de chuva de até 150 mm no Norte e Nordeste

Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta para acumulados expressivos de chuva em diversas regiões do país entre os dias 30 de março e 6 de abril de 2026. Segundo o órgão, os maiores volumes são esperados nas regiões Norte e Nordeste, além da faixa litorânea do Sul e Sudeste.

Na Região Norte, os destaques são para Amazonas, oeste de Roraima, noroeste e centro-leste do Pará e norte do Tocantins, onde os acumulados podem ultrapassar 80 mm, chegando a mais de 150 mm em pontos isolados. As chuvas tendem a ser mais persistentes em Roraima e no oeste do Amazonas.

No Nordeste, os maiores volumes são previstos para o centro-norte do Maranhão e do Piauí, além do sul do Ceará, com acumulados em torno de 80 mm e picos de até 150 mm. No sul da Bahia e no Maranhão, os volumes variam entre 50 e 80 mm. Já no restante do litoral nordestino, os acumulados ficam entre 20 e 50 mm, com chuvas mais fracas nas demais áreas.

No Centro-Oeste, as precipitações se concentram no norte de Mato Grosso, com até 70 mm, podendo ultrapassar 80 mm em áreas isoladas. No Distrito Federal, centro-sul de Mato Grosso e noroeste de Goiás, os volumes variam entre 20 e 40 mm.

No Sudeste, a previsão indica chuvas persistentes no litoral de São Paulo, Vale do Paraíba e litoral sul do Rio de Janeiro, com acumulados acima de 50 mm e picos de até 80 mm. Em outras áreas da região, os volumes ficam entre 20 e 50 mm.

Já no Sul, os maiores acumulados são esperados no litoral do Paraná e de Santa Catarina, com volumes acima de 50 mm e possibilidade de atingir 80 mm. Nas demais áreas, a tendência é de chuvas fracas e baixos acumulados.

O alerta é voltado principalmente para gestores municipais e Defesas Civis, devido ao risco de transtornos em áreas mais vulneráveis.

Fonte: Brasil 61

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