Inverno aumenta chances de crises asmáticas
A chegada do inverno representa um desafio para o controle da asma, uma doença inflamatória que atinge as vias aéreas e acomete aproximadamente 20 milhões de pessoas no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Isso porque, de acordo com o pneumologista Thiago Dantas, da Unidade de Terapia Intensiva Adulto do HUOL, a oscilação climática, que traz junto o acúmulo de chuvas, provoca o aumento da presença de fatores como mofo, por exemplo, que levam à manifestação da doença.
A asma não tem cura, sendo o controle feito por meio do uso de medicamentos como as famosas bombinhas, e o combate aos fatores de exposição, como ácaros, fungos e fumaça. O contato com animais de estimação também deve ser evitado.
Para Thiago Dantas, a presença maior de chuvas no inverno provoca infiltrações em residências, o que leva ao acúmulo de mofo, um dos chamados gatilhos para a doença. “Também no inverno, tem a situação em que as pessoas ficam mais aglomeradas por conta das chuvas, sem falar nas fogueiras juninas, que a gente considera a pior inimiga para a asma”, afirma o médico. Ele chama atenção para o fato de que outras infecções respiratórias costumam aparecer com maior frequência neste período e que ajudam a desencadear crises asmáticas. “A gripe é a mais comum, mas também temos o rinovírus e o vírus sincicial respiratório (VSR). E não podemos nos esquecer de que a covid-19 agora está entre nós”, afirma Thiago Dantas.
O pneumologista explica que a asma é uma doença inflamatória que afeta os brônquios, os responsáveis por transportar o ar para dentro e fora dos pulmões. “Pessoas asmáticas têm um estreitamento do diâmetro dos brônquios, e isso provoca dificuldade para a saída do ar que entrou nos pulmões. Por consequência, vem a sensação de falta de ar”, diz o médico. Os sintomas são tosse, chiado no peito e cansaço. Os impactos vão além, prejudicando a qualidade de vida, especialmente, o sono.
Foto: Reprodução
Tribuna do Norte
