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14 jan

A decisão está tomada: MDB rompe com o PT e fecha com Allyson Bezerra

A decisão está tomada: MDB rompe com o PT e fecha com Allyson Bezerra

Quando João Maia anunciou o “combinado” entre o MDB e a Federação PP/União Brasil, aquele foi o primeiro sinal concreto da aliança entre Walter Alves e Allyson Bezerra. Em entrevista concedida nesta terça-feira à jornalista Carol Ribeiro, do Diário do RN, João Maia utilizou um novo termo, ainda mais categórico: “Isso já está decidido”.

Diante disso, não restam mais dúvidas. João Maia tem peso político suficiente para afirmar o que afirmou e, até agora, não foi desmentido pelo vice-governador. Nas análises que fiz ao longo desse imbróglio, cheguei a concluir que o MDB permaneceria aliado ao PT, em razão de uma pressão que viria de Brasília para o Rio Grande do Norte. Mas não foi esse o desfecho.

Allyson Bezerra e Walter Alves conversaram, alinharam posições e fecharam todos os detalhes. A aliança será anunciada oficialmente nos próximos dias.

Na verdade, havia um sinalizador aceso desde dezembro, que não foi interpretado com a devida atenção. No dia 11, durante uma sessão solene na Assembleia Legislativa, Walter afirmou que “não era de esquerda, nem de direita, era de centro”. Ali estava, de forma clara, a definição política já tomada.

Nos próximos dias, Walter Alves deve anunciar oficialmente que não assumirá o Governo do Estado, que será candidato a deputado estadual, que rompe politicamente com o PT e que apoiará Allyson Bezerra na disputa pelo Governo.

As bases do acordo entre o MDB e Allyson não passam pela presidência da Assembleia Legislativa. Envolvem, sim, a indicação do vice na chapa e apoio na formação da nominata.

Restam, porém, algumas dúvidas sobre os desdobramentos dessa decisão. A primeira delas diz respeito à extensa lista de cargos ocupados pelo MDB no Governo: quatro secretarias, a Caern e dezenas de postos no segundo e terceiro escalões. Ainda não está claro se Walter pedirá a exoneração imediata de seus indicados ou se deixará essa tarefa a cargo do próprio Governo. Nessa conta, entram também os cargos federais, incluindo o DNIT.

A segunda grande dúvida é se o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, acompanhará Walter nesse rompimento. Como já destaquei anteriormente, Ezequiel permanece em silêncio. Sua última declaração política relevante foi a de que estaria alinhado com o MDB. Walter, por sua vez, tem dito a interlocutores que continua tomando decisões sempre ouvindo o presidente da Assembleia. Caso Ezequiel concorde com o rompimento, o debate sobre a entrega dos cargos volta ao centro da cena.

Aos poucos, as indefinições vão sendo resolvidas. A relação entre MDB e PT era, talvez, a maior incógnita que alimentava análises e especulações no jornalismo político potiguar. A guinada de Walter Alves ainda renderá muitos comentários. Afinal, na política, viradas, rompimentos e infidelidades sempre dão muito pano pra manga.

BLOG DO NETO QUEIROZ

Potiguar

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