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13 jan

Apesar de contrato milionário, órgãos federais não reconhecem atuação de Viviane Barci

Apesar de contrato milionário, órgãos federais não reconhecem atuação de Viviane Barci

Três dos quatro órgãos públicos listados no contrato milionário firmado entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, negam ter qualquer registro da presença da advogada em suas instalações. A jornalista Malu Gaspar publicou as informações nesta terça-feira, 13, em sua coluna no jornal O Globo.

Desde janeiro de 2024, quando o contrato entrou em vigor, Banco Central (BC), Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirmaram não ter identificado qualquer registro de entrada de Viviane em suas dependências.

“As Procuradorias Regionais da Fazenda Nacional também foram consultadas e informaram que, após consulta às suas unidades regionais, inclusive seccionais e escritórios de representações, não foi detectada nenhuma reunião, audiência e ou entrada física da Sra. Viviane Barci de Moraes, no período de 16 de janeiro de 2024 até a presente data”, respondeu a O Globo a PGFN, órgão vinculado à Advocacia-Geral da União (AGU).

O contrato assinado entre o Master e o escritório de Viviane previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões. Uma das cláusulas determinava a criação de “cinco núcleos de atuação” perante o Judiciário, Legislativo e quatro órgãos do Executivo: BC, PGNF, Cade e Receita Federal.

O valor total estimado do acordo, caso fosse cumprido até 2027, chegaria aos R$ 130 milhões. O último ano de vigência coincidiria com o período em que Alexandre de Moraes assumirá a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). Viviane ainda não se manifestou.

As relações entre Alexandre de Moraes e o BC também chamaram atenção. Segundo apurou a reportagem de O Globo, o ministro fez pelo menos quatro contatos com Gabriel Galípolo, presidente da autarquia, para tratar dos interesses do Master.

Três ligações e pelo menos uma reunião presencial teriam ocorrido durante o processo de avaliação da compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB)

O Cade, por sua vez, aprovou a aquisição sem restrições em junho passado. Já o BC vetou a operação depois de identificar fraudes relacionadas à venda de créditos do Master ao BRB.

Revista Oeste

Foto: Reprodução

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