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21 jan

Brasil registra 4 vítimas de feminicídio por dia e tem recorde em 2025

Brasil registra 4 vítimas de feminicídio por dia e tem recorde em 2025

O Brasil bateu um novo recorde de feminicídios em 2025, mesmo com os dados de dezembro ainda incompletos, segundo balanço do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

– Foram 1.470 casos no período, o equivalente a quatro vítimas por dia. O número, mesmo que parcial, já é superior às 1.464 ocorrências contabilizadas em 2024.

Ainda não foram incluídos no balanço os feminicídios ocorridos em dezembro em Alagoas, Paraíba, Pernambuco e São Paulo, que costuma liderar as estatísticas. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão.

Além do alto número, a brutalidade dos crimes tem chocado. Tainara Santos, de 31 anos, morreu na véspera do Natal após ser atropelada e arrastada por um quilômetro na zona norte de São Paulo. Antes, ela precisou ter as duas pernas amputadas.

Segundo investigações, o autor -Douglas Silva – manteve relacionamento anterior com a vítima e, ao vê-la com outro em um bar, avançou com o veículo contra ela. A defesa diz que ele é réu confesso, mas nega envolvimento com Tainara.

Os dados compilados pelo Ministério da Justiça apontam que, desde 2015, com a tipificação do feminicídio, foram 13.448 crimes do tipo no Brasil. São Paulo é o Estado com maior número de casos nesse período (1.774), seguido por Minas Gerais (1.641) e Rio Grande do Sul (1.019).

No retrato do ano passado, São Paulo também lidera lista de casos, com 233 ocorrências. Em Minas, foram 139 ocorrências, enquanto o Rio de Janeiro vem em terceiro, com 104 registros.

Em entrevista ao Estadão, o novo titular da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, delegado Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que vai priorizar o combate aos crimes contra as mulheres, em alta sobretudo na capital paulista. “É um crime muito difícil de ser combatido, porque ocorre dentro de casa”, disse.

As ações anunciadas pelo secretário da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) incluem a ampliação das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) que funcionam em regime 24 horas, que passariam de 18 para 78.

Diário do Pernanbuco

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