A CBF divulgou a criação de um canal exclusivo voltado para receber denúncias de manipulações em competições esportivas no Brasil. O anúncio aconteceu na noite desta sexta-feira e a ideia é assegurar a credibilidade das disputas protegendo essas competições contra práticas irregulares.
O programa já está ativo e o canal pode ser utilizado em todo o Brasil através do site da entidade que comanda o futebol nacional. De acordo com a CBF, o denunciante tem o anonimato garantido e qualquer pessoa física pode fazer a denúncia.
Estão incluídos neste comunicado, os mais variados segmentos de profissionais ligados ao esporte que vão desde atletas, treinadores, árbitros, assistentes e profissionais da área médica, bem como intermediários, organizadores de partidas, clubes e federações.
Esta relação abrange ainda colaboradores da CBF, clientes, fornecedores, parceiros comerciais e torcedores. Qualquer pessoal que exerça cargo ou função no futebol também pode auxiliar com alguma informação sobre qualquer suspeita de manipulação.
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Foto: CPRE
O número de idosos dirigindo sobre efeito de bebidas alcoólicas representou cerca de 20% das autuações realizadas durante as blitzen da Lei Seca, em Natal, no mês de dezembro. O dado foi apurado pelo Ponta Negra News, junto ao coordenador da Lei Seca, o Major César Fagundes.
“Durante as operações de fiscalização lei seca neste mês de dezembro, 57 condutores receberam voz de prisão ou se encontrarem dirigindo o estado de embriagues, sendo nove deles, idosos, o que representa quase 20% de todos os flagrantes registrados pela operação lei seca em Natal”.
O Major ressaltou ainda sobre a preocupação com os dados. “O fato tem causado muita preocupação, pois, além de dirigirem embriagados, os idosos, devido à sua condição peculiar de saúde, muitas vezes têm, por exemplo, diminuição na capacidade de resposta, de reação, dentre outros fatores, o que aumenta ainda mais os riscos causados pela mistura do álcool e direção”.
Ainda segundo o coordenador, acidentes também tem sido provocados por esse público, que em muitos casos resistem as abordagens dos agentes.
“Muitos acidentes têm sido registrados por parte destes idosos. São pessoas que de uma forma geral tendem a resistir mais ao processo de mudança comportamental. A Lei Seca vai continuar diuturnamente nas ruas, retirando essas pessoas de circulação e os conduzindo até a delegacia, a fim de serem enquadrados também na esfera criminal” disse.
As fiscalizações tem contribuído para uma redução de 100% nos óbitos por acidentes de trânsito com fator alcoolemia em Natal/RN nos últimos vinte e um meses. Os dados são referenciados pelos setores de estatística do CPRE e da STTU e homologados pelo Conselho Estadual de Trânsito (CETRAN- RN).
O último óbito envolvendo veículos automotores com fator álcool registado na capital do Estado ocorreu no dia 16 de dezembro de 2022, na zona oeste, quando um idoso foi vitimado por condutor em estado de embriaguez.
O alto número de condutores presos, devidamente encaminhados à delegacia; o incremento das operações e a montagem das blitzen também dentro dos bairros são apontados como os principais fatores que ensejaram na estatística positiva.
Ponta Negra News
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Foto: Azamat Sarsenbayev/AP
A caixa-preta do avião da Embraer que caiu no Cazaquistão na última quarta-feira, 25, supostamente abatido por uma linha de defesa antiaérea da Rússia, será enviada ao Brasil para análise da Força Aérea Brasileira (FAB). Segundo autoridades do Cazaquistão, o material será analisado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que é ligado à FAB.
O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, afirmou neste domingo que o avião da Azerbaijan Airlines foi atingido por “disparos” provenientes do território russo e acusou Moscou de querer esconder as causas da tragédia.
“Assim que as gravações de voo forem examinadas e informações mais detalhadas forem obtidas, será publicada uma informação completa sobre o que ocorreu”, prometeu Ilham Aliyev.
De acordo com as autoridades cazaques, 17 especialistas de várias nacionalidades estão participando da investigação, incluindo dois russos e vários brasileiros. A Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) também participará das investigações.
Desde o dia do acidente, quando o avião caiu após não conseguir pousar em Grozny, no sul da Rússia, aumentaram as suspeitas de que um disparo da força antiaérea russa tenha atingido a aeronave. Os depoimentos dos 29 sobreviventes do incidente e as imagens da cauda do avião, cheia de perfurações, apoiam essa hipótese.
Segundo um comunicado do Kremlin, o presidente russo, Vladimir Putin, se desculpou no sábado com Ilham Aliyev pelo “trágico acidente”, que deixou 38 mortos.
No entanto, Putin não mencionou a possibilidade de que o sistema de defesa antiaérea russo tenha atingido a aeronave, uma hipótese apontada por especialistas dos Estados Unidos e de outros países ocidentais. O presidente russo também afirmou que a região estava sob ataque de drones ucranianos.
De acordo com Aliyev, o avião, um Embraer 190, foi “danificado externamente em território russo, perto da cidade de Grozny”, capital da Chechênia, para onde se dirigia, vindo de Baku.
O avião “quase perdeu o controle” devido a sistemas “militares de interferência eletrônica”, explicou Aliyev em uma entrevista na televisão.
O presidente azerbaijano apontou a “culpa” da Rússia, embora insistisse que “o avião foi atingido acidentalmente”.
Estadão Conteúdo
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Reprodução
Os governadores do Consórcio Nordeste publicaram neste domingo (29.dez.2024) uma nota em apoio ao decreto 12.341 de 2024 assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 24 de dezembro, que restringe o uso de armas por policiais durante as abordagens.
A nota afirma que o decreto “não altera a autonomia dos Estados nem as normativas já estabelecidas. Ao contrário, ele reafirma a centralidade da prudência, do equilíbrio e do bom senso no exercício da atividade policial”.
A manifestação assinada pelos 9 governadores do Consórcio Nordeste, Fátima Bezerra (PT), Paulo Dantas (MDB), Rafael Fonteles (PT), Jerônimo Rodrigues (PT), Raquel Lyra (PSDB), Elmano de Freitas (PT), João Azevedo (PSB), Carlos Brandão (PSB) e Fábio Mitidieri (PSD), rebate as críticas feitas pelos chefes do Executivo do Cosud (Consórcio de Integração Sul e Sudeste) que disse que a medida “beneficia o crime organizado”.
O governo federal publicou o decreto no DOU (Diário Oficial da União) na 3ª feira (24.dez). De acordo com o documento, armas de fogo devem ser utilizadas como “medida de último recurso” e o nível da força empregado deve ser compatível com a gravidade da situação.
O texto foi assinado pelo presidente Lula e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. Eis a íntegra do decreto. (PDF – 193 kB).
Leia a íntegra da nota do Consórcio Nordeste:
NOTA OFICIAL DOS GOVERNADORES DO NORDESTE
“1. Os governadores dos Estados do Nordeste reafirmam o compromisso com o aprimoramento contínuo da segurança pública, pautado no profissionalismo, na transparência e na confiança da sociedade. As Forças Policiais e de Bombeiros que atuam na região têm sido fortalecidas por meio de investimentos em formação, capacitação contínua e modernização de suas práticas operacionais.
“2. A orientação nas nossas forças de segurança é clara: o uso da força letal deve ser reservado como último recurso, exclusivamente em situações de legítima defesa, para proteger vidas –sejam de profissionais ou de terceiros. Essa diretriz, já consolidada na prática das nossas corporações, está plenamente alinhada ao Decreto do Governo Federal, que reforça princípios internacionais sobre o Uso Diferenciado da Força, adotados pelas mais avançadas organizações policiais ao redor do mundo.
“3. É importante destacar que o Decreto 12.432/2024 [o número correto do decreto é 12.341 de 2024] não altera a autonomia dos Estados nem as normativas já estabelecidas. Ao contrário, ele reafirma a centralidade da prudência, do equilíbrio e do bom senso no exercício da atividade policial. Além disso, sublinha a necessidade de constante modernização das técnicas de atuação, promovendo mais segurança tanto para os profissionais quanto para a sociedade, sempre com a preservação da vida como prioridade absoluta.
“4. Os avanços também incluem investimentos estratégicos em inteligência, tecnologia e no uso de instrumentos de menor potencial ofensivo, que ampliam a eficiência das operações, minimizam efeitos colaterais e fortalecem a confiança da população.
“5. Adicionalmente, iniciativas como o Escuta SUSP, em parceria com o Governo Federal, têm garantido suporte psicológico aos agentes de segurança, reconhecendo os desafios enfrentados no combate ao crime organizado e valorizando sua integridade física e emocional.
“6. Por fim, reiteramos que todas as mortes decorrentes de confrontos com agentes de segurança pública são rigorosamente investigadas, assegurando transparência e justiça. Tanto em casos de legítima defesa quanto em ações consideradas ilegais, os profissionais envolvidos são submetidos a apurações criteriosas e responsabilizados conforme a lei
“7. O Consórcio Nordeste reafirma que não há qualquer prejuízo à autonomia dos Estados. Seguimos plenamente comprometidos com uma política de segurança pública mais moderna, eficiente e humana, onde a proteção da vida é o eixo central de todas as nossas ações. Nordeste do Brasil, 29 de dezembro de 2024.”
FÁTIMA BEZERRA
Presidenta – Consórcio Nordeste
Governadora do Estado do Rio Grande do Norte
Poder 360
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Gabriel Cabral/Folhapress
Apesar de o dólar continuar longe do recorde histórico real (considerando a inflação), a moeda já está mais cara do que no pico atingido durante a crise de 2015 e 2016 que culminou no impeachment de Dilma Rousseff (PT).
Em setembro de 2015, o dólar chegou a R$ 4,1450 em termos nominais. Corrigido pela inflação americana (CPI) e pela brasileira (IPCA), esse valor corresponde a atuais R$ 5,08, R$ 1,11 abaixo da cotação atual, de R$ 6,19 segundo o fechamento da última sexta (27). Em janeiro de 2016, o pico nominal foi de R$ 4,1660, o que equivale a atuais R$ 4,92.
A valorização da moeda norte-americana, no entanto, foi bem maior naquele período, quando teve um ganho de 62% de janeiro de 2015 a janeiro de 2016. Em 2024, a alta é de 25%.
“O câmbio nominal e o real refletem a situação da economia, se ela está bem ou se está mal. Ele é quase um espelho da nossa dificuldade fiscal, apesar de esta não ser uma relação direta”, diz Sergio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados.
“Infelizmente, nos últimos anos, estamos quase num cenário de contínua piora na dívida pública, mas em 2016 a situação fiscal era menos pior que hoje.”
Entre 2015 e 2016, o Brasil teve sua pior recessão, com quedas anuais do PIB (Produto Interno Bruto) de 3,8% e 3,6%, respectivamente. Já em 2023, o PIB brasileiro subiu 3,2% e em 2024 a expectativa é que tenha crescido 3,49%, segundo a pesquisa Focus.
No entanto, a dívida pública bruta cresceu mais do que a economia. Ao fim de 2016, a relação dívida/PIB era de 69,8%, um salto de 13,6 pontos percentuais em relação a 2014.
Em outubro de 2024, dívida bruta/PIB estava a 77,8% do PIB e a projeção do IFI (Instituição Fiscal Independente, do Senado) é que o indicador termine 2026 a 84,1%. Neste caso, seria uma piora de 12,4 pontos percentuais no terceiro governo Lula.
Para Adriana Dupita, economista-sênior da Bloomberg Economics, tal comparação requer ressalvas. “Muita coisa daquela época não entreva na conta oficialmente, e o resultado primário hoje está melhor. Outro diferencial é que na época da Dilma não havia regra fiscal e hoje temos o arcabouço. Ele não é perfeito, mas está aí”, diz.
Para a economista, o dólar mais caro em termos reais atualmente que na crise da década passada é um indicativo de estresse no mercado.
“Essa conta demonstra o tamanho da irracionalidade da alta do dólar. Há dez anos que estamos assim [com aumento da dívida]. Não acho que a situação esteja pior do que no governo Dilma. Este câmbio me parece um absolutamente descolado dos fundamentos”, afirma Adriana.
Nicholas McCarthy, diretor da área de Estratégias de Investimentos do Itaú Unibanco, vê o atual cenário semelhante ao vivido em 2015, mas com um cenário externo pior atualmente.
“[Naquela época] tínhamos um cenário mundial um pouco mais favorável ao Brasil. A China estava crescendo cerca de 10% ao ano, o que gerou uma alta de commodities bastante pujante. Então, nossas contas externas estavam bastante equilibradas”, diz McCarthy.
Agora, além da piora doméstica, o dólar está mais forte no mundo todo. Com base em dados do Fed, o Itaú calcula que o dólar esteja no seu segundo maior valor global da história, atrás apenas dos anos 1980, quando os juros americanos chegaram a 20% ao ano.
“O fato de os Estados Unidos estarem crescendo tanto e a expectativa de que eles vão crescer mais ainda e de que os juros fiquem altos está mantendo o dólar americano muito valorizado. Qualquer moeda que você pegue está desvalorizada”, diz Gina Baccelli, economista-chefe da área de Estratégia de Investimentos do Itaú Unibanco.
Gina cita como exemplo o euro, que equivale a US$ 1,04, menor valor desde 2022. Em setembro, um euro valia US$ 1,12.
Além da resiliência da economia americana, outro fator que impulsiona o dólar é a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA. A expectativa é que seu governo impulsione a atividade e gere inflação, o que gera juros mais altos e um dólar mais forte. O Deutsche Bank é uma das instituições que prevê que no próximo ano o dólar atinja a paridade com o euro.
Em 2024, o índice DXY que mede a força do dólar ante as principais moedas do mundo, subiu 6,5%.
“O real é uma das moedas mais líquidas dos mercados emergentes, então é um veículo de apostas. Nem todas as vezes em que houve grandes variações no câmbio brasileiro foi por fatores domésticos”, diz Adriana, da Bloomberg.
Em 2020, no primeiro ano da pandemia da Covid-19, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), o dólar também sofreu uma forte alta: em termos reais, foi de R$ 5,65 em janeiro daquele ano para R$ 6,21 em outubro.
Mas maior desvalorização do real aconteceu assim que o câmbio passou a ser flutuante. Em janeiro de 1999, após a reeleição de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), chegou ao fim a política de paridade cambial. Nos primeiros dez pregões da nova dinâmica, o dólar ficou R$ 0,56 mais caro, ultrapassando os R$ 2 pela primeira vez.
Antes, o Banco Central atuava para garantir que R$ 1 ficasse próximo de US$ 1.
“Era um plano de contenção à inflação, mas congelar o câmbio não é ideal para nenhum país, pois ele ajuda a absorver choques externos”, afirma Adriana.
Se o câmbio é fixo, os juros acabam por absorver os movimentos do mercado. Em 1998, por exemplo, a Selic chegou a 45% ao ano.
Dessa forma, o governo de FHC foi o que teve a maior desvalorização do real. Entre 1995 e 2002, o dólar subiu 320,5%. O momento de maior estresse foi durante as eleições que levaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência pela primeira vez. Em 10 de outubro de 2002, entre o primeiro e o segundo turno do pleito, a cotação foi a então inéditos R$ 4, mas fechou o dia a R$ 3,99.
Corrigidos pela inflação americana e brasileira esses valores correspondem hoje a R$ 8,48 e a R$ 8,46. Ou seja, para bater o recorde de maior valor desde o Plano Real, o dólar teria que subir mais 37%.
Após assumir, Lula dispersou receios de investidores, com a manutenção de medidas econômicas do antecessor e responsabilidade fiscal, e o real passou a se valorizar.
“Quando o dólar cai é porque há entrada de dinheiro no país e expansão da economia com dívida publica em queda e resultado primário positivo”, diz Vale, da MB Associados.
Durante seus dois primeiros governos, o dólar caiu ante o real, acumulando um recuo de 53%.
Em meio ao bom momento econômico e uma posição fiscal mais robusta que hoje, o Brasil recebeu grau de investimento, o que ampliou a entrada de investimento estrangeiro (e dólares) no país.
“Quando o Lula fez uma política pró-mercado, ele sustentou o real, o que foi fundamental para o bom momento econômico daquele período. A arrecadação subiu também, possibilitando os gastos públicos sem comprometer a dívida”, diz Adriana.
Para McCarthy, do Itaú, o atual período pede uma ação semelhante à Carta ao Povo Brasileiro, na qual Lula se comprometeu com a sustentabilidade fiscal do país.
“Estamos em um ciclo vicioso negativo que precisa ser revertido. Precisamos de um choque de confiança, um choque de credibilidade fiscal. No passado, Lula fez um compromisso com a sociedade e coisas voaram no governo”, afirma o estrategista.
A projeção do mercado é que o dólar permaneça acima de R$ 6 se não houver um corte de gastos significativo. O BTG Pactual afirma, inclusive, que o patamar de R$ 7 é plausível.
“Ações do governo que contornem o Orçamento, intensifiquem mecanismos parafiscais, minem a
credibilidade da política monetária ou envolvam intervenções no mercado cambial teriam potencial de levar o câmbio a ultrapassar a barreira de R$ 7 no próximo ano”, disseram os economistas do banco em relatório a clientes, em 12 de dezembro.
Adriana vai no sentido contrário. “Há quem ache que R$ 6,20 é pouco. Eu discordo, mas só o tempo dirá quem está certo.”
Folha de São Paulo
Foto: Polícia Civil/Divulgação
A Divisão de Proteção e Combate ao Extremismo Violento da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), criada do final de novembro em resposta ao atentado na Praça dos Três Poderes, realizou sua primeira prisão neste domingo, 29. A operação deste fim de semana deteve um homem que anunciou em perfil pessoal nas redes sociais que iria a Brasília realizar ataques violentos.
Segundo informações da Polícia Civil, a operação começou já no sábado, 28, após o recebimento de uma denúncia anônima apontando que esse homem, de 30 anos e morador de Fortaleza (CE), fez publicações nas redes sociais anunciando intenções violentas na capital federal.
Nas postagens, ele escreveu que, para o que pretendia, seria necessário que as autoridades aumentassem a segurança de Brasília “em 100 vezes” e iria “terminar a missão” para então partir para “os céus”.
A polícia passou a monitorar as redes sociais do suspeito até prendê-lo, neste domingo. Ele foi encontrado na Bahia pegando carona em um caminhão que seguia rumo à capital federal, em uma operação que contou com o suporte estratégico da Divisão de Operações Aéreas da Polícia Civil do Distrito Federal.
O preso agora está sob custódia e à disposição da Justiça enquanto as investigações continuam. A reportagem não localizou advogados ou representantes do suspeito.
Essa é a quarta investigação conduzida pela Divisão de Combate ao Extremismo Violento da PCDF em pouco menos de um mês de trabalho e a primeira prisão efetuada. O grupo foi criado por decreto do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, no dia 21 de novembro, em resposta ao ataque realizado oito dias antes por Francisco Wanderley Luiz, conhecido como Tiü França, na frente do Supremo Tribunal Federal (STF).
Depois de lançar bombas contra a sede do Poder Judiciário, Francisco Luiz acabou morrendo após acionar um dos próprios explosivos. O autor do ataque anunciou suas intenções violentas em publicações em seu perfil nas redes sociais e, horas antes, visitou a Câmara dos Deputados. Ele também deixou bombas em um carro estacionado em um dos anexos da Casa.
“Temos que aperfeiçoar nossos instrumentos de segurança diante desse novo momento de radicalismo”, disse o governador ao Estadão, neste domingo.
Um outro incidente ocorrido neste sábado, 28, chamou a atenção em Brasília. Um homem passou pelo Quartel do Comando Geral da Polícia Militar (PMDF) dizendo que estava com explosivos e ameaçando detoná-los contra as sedes do Comando da PM e da Polícia Federal (PF). Ele foi preso. Não foram encontrados explosivos nem com o suspeito nem no carro que ele usava.
Policiais que acompanharam o caso afirmam que o homem aparentava estar em surto psicótico e, por isso, foi encaminhado a um hospital psiquiátrico. As autoridades descartam relação entre os dois casos.
Estadão Conteúdo
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A CAIXA paga, nesta segunda-feira, 30 de dezembro, nova parcela do Programa Pé-de-Meia para os estudantes do Ensino Médio Regular e Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos, a EJA, nascidos nos meses de novembro e dezembro.
O incentivo será creditado em conta Poupança CAIXA Tem e os valores podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem.
O estudante pode fazer transferências, PIX e pagar contas, direto no aplicativo do celular.
Além disso, o aluno pode movimentar os valores com o cartão do programa, fazendo compras e pagamentos.
O Programa Pé-de-Meia apoia a permanência e a conclusão escolar dos estudantes matriculados no Ensino Médio e na Educação de Jovens e Adultos da rede pública.
Para mais informações sobre os pagamentos do Pé-de-Meia, acesse: www.caixa.gov.br.
Fonte: Brasil 61
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Cerca de 40% das plantas do bioma são endêmicas e se desenvolvem exclusivamente na localização. Especialistas alertam para a necessidade de manejo correto do fogo – (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Árvores retorcidas de casca grossa e raízes profundas testemunham a resistência do Cerrado frente ao tempo e à ação humana. Entre a vegetação rasteira, animais de todos os portes encontram abrigo, e rios cristalinos nascem como artérias, distribuindo água para grande parte do Brasil. Considerada berço das principais bacias hidrográficas do país, a vegetação encarou em 2024 queimadas em ritmo acelerado que ameaçaram tornar pó um dos maiores pontos de diversidade de todo o planeta.
Especialistas alertam que os incêndios criminosos já comprometem a capacidade de recuperação da região, colocando em risco não apenas a biodiversidade, mas também a segurança hídrica e climática de todo o país. Os alertas se tornam ainda mais urgentes para 2025 e sem ações imediatas o segundo maior bioma do país corre sério risco.
De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), o Cerrado enfrentou um ano devastador, as queimadas atingiram cerca de 9,6 milhões de hectares — maior área já registrada desde o início do monitoramento pelo MapBiomas Fogo, em 2019. Ane Alencar, diretora do instituto, ressalta que esse número é 93% superior ao registrado em 2023, quando 4,9 milhões de hectares foram consumidos pelo fogo.
O dado mais alarmante é que grande parte das áreas queimadas correspondem à vegetação nativa do bioma, considerada a mais rica em diversidade: “Grande parte do que queimou no bioma foi vegetação nativa, principalmente as áreas que a gente considera no mato biomas como vegetação tipo savana, que são essas áreas de cerrado, stricto sensu, que tem ali o componente de gramínea, um componente de arbustos e de árvores”, explica.
Segundo levantamentos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), um dos órgãos responsáveis pelo cuidado e o manejo do fogo no Cerrado, as queimadas no bioma têm diferentes origens. A única causa natural ocorre por raios, geralmente no início da estação chuvosa. Já na época seca, a maioria dos incêndios é provocada por ação humana, seja por descuido em atividades agrícolas, queima de resíduos ou limpeza de terrenos, quando o fogo foge do controle, seja de forma intencional, como em queimadas ilegais para expansão de terras ou por retaliação.
Também há incêndios causados por acidentes com linhas de transmissão, maquinário agrícola ou veículos. Entretanto, Alencar explica que, embora o fogo seja frequentemente associado à destruição, ele tem um papel único no Cerrado. “Nem todo fogo no Cerrado é ruim. Muitas espécies são resistentes, adaptadas e até dependem do fogo para seu ciclo de vida. O impacto depende da intensidade, frequência, intervalo e período em que ocorre”, explica Ane.
Sarah Fontoura, pesquisadora em ecologia e coordenação de manejo integrado do fogo do ICMBio, afirma que o bioma tem uma grande capacidade de recuperação natural devido à alta resiliência da sua vegetação e fauna. No entanto, “em alguns lugares, esse distúrbio e degradação foram tão intensos que a natureza por si só, não consegue se recuperar sozinha”.
Assim, práticas de recuperação são necessárias para restaurar áreas degradadas e garantir que os serviços ecossistêmicos perdidos sejam restabelecidos. Fontoura também alerta para os impactos hídricos causados pela destruição do Cerrado, que afetam não apenas a área local, mas toda a bacia hidrográfica. “Esses impactos hídricos não são sofridos só no local, mas ao longo de toda a bacia hidrográfica”, diz. Segundo ela, a vegetação associada aos cursos de água é mais sensível ao fogo, pois “não evoluiu com a presença do distúrbio e, por isso, não desenvolveu adaptações ao fogo”.
Pouca visibilidade
Sarah Fontoura explica ainda que, historicamente, ecossistemas florestais recebem mais visibilidade e valorização, enquanto ambientes abertos, como as savanas e o Cerrado, são muitas vezes considerados apenas como degradação de florestas. Expressões como “savanização de florestas” são usadas para se referir a florestas degradadas, refletindo essa visão distorcida. Ela explica que essa falta de reconhecimento da importância do Cerrado traz consequências significativas, como o aumento da pressão de exploração sobre o bioma.
Além disso, a facilidade de cultivo no Cerrado, devido ao relevo mais plano e ao acesso facilitado por maquinários e infraestrutura, torna o bioma mais vulnerável. “Quando você não enxerga a importância devida daquele bioma, você acaba tendo uma maior pressão de exploração sobre o cerrado”, avalia Fontoura.
O Cerrado é considerado um dos 35 hotspots (locais que concentram alta biodiversidade) do mundo, devido à sua grande variedade de espécies e ao fato de muitas delas serem exclusivas do bioma. Isabel Schmidt, coordenadora do Rede Biota Cerrado, afirma que muitas espécies do Cerrado já foram extintas, enquanto outras sequer foram registradas.
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Cerca de 40% das plantas do bioma são endêmicas, espécies que se desenvolvem exclusivamente em uma determinada região geográfica. Schmidt destaca que, devido à alta diversidade e ao elevado endemismo do Cerrado, a devastação do bioma é ainda mais preocupante. “Dependendo da área que você desmata no Cerrado, você pode simplesmente extinguir uma espécie inteira”, diz.
Apesar do bioma ter sido o segundo mais degradado do país em 2024, o Cerrado ainda é pouco estudado em comparação com biomas como a Amazônia e a Mata Atlântica. A escassez de estudos está relacionada à “pouca pesquisa e poucas instituições nessas áreas tropicais, muitas vezes localizadas em regiões mais pobres”, conforme destaca a pesquisadora.
Schmidt enfatiza que, ao perdermos a vegetação nativa, também “perdemos diversidade”: “Se alguma dessas áreas não estudadas tinha algum potencial, por exemplo, farmacêutico, que pudesse nos ajudar a curar uma doença e coisa assim, a gente perdeu sem nem saber. Quando a gente tem uma grande perda de vegetação nativa, a gente tem grande perda de diversidade”, explica a especialista.
Agronegócio e o futuro
É inegável como o agronegócio no Cerrado brasileiro é essencial para a economia, sendo responsável por cerca de 60% da produção agrícola, com destaque para a soja, que ocupa 48% da área plantada no país. Contudo, a expansão agrícola é um dos principais vetores de impactos ambientais, como o desmatamento e a conversão de terras, afetando ecossistemas e a qualidade da água, principalmente no Cerrado. Isso compromete a produtividade, como evidenciado pela perda de 11,9 milhões de toneladas de soja na safra 2023/24.
Isabel Schmidt acredita que para 2025, o Cerrado precisa apostar em um agronegócio responsável. A atividade agropecuária é considerada uma das principais responsáveis pelas mudanças climáticas. Entretanto, a especialista alerta que quanto mais o bioma se degrada, mais difícil as condições para o agronegócio ficam. “Então, ao mesmo tempo que o agronegócio é vilão do desmatamento e é vilão das mudanças climáticas, é também uma das primeiras vítimas”, afirma.
Maurício Macron, do ICMBio, destaca a evolução no entendimento sobre o uso do fogo no Cerrado, enfatizando a necessidade de um manejo integrado. Ele explica que, ao invés de ver o fogo como um inimigo, é essencial compreender seu papel nas necessidades tanto da sociedade quanto do bioma.
“Estamos em um país com um avanço da história do manejo integrado, então não olhamos mais o fogo como um inimigo. A sociedade tem suas necessidades e o cerrado tem sua necessidade também do fogo no manejo”, diz.
Para Macron, o fogo controlado, quando bem regulado, pode ser benéfico, e é importante garantir que os agricultores que utilizam essa prática o façam dentro de um sistema legal e seguro. “O fogo é permitido e vai continuar sendo feito por muitos sujeitos do campo nessa situação, então discriminar essa história toda é uma coisa que ajuda bastante”, avalia.
Ele enfatiza que os órgãos públicos devem garantir as condições adequadas para que o uso do fogo controlado seja seguro e autorizado quando necessário. “Para isso, os órgãos públicos condições de darem a devida autorização quando ela é possível de ser feita”, complementa.
Na avaliação de Isabel Schmidt, se o Brasil deseja manter sua relevância no mercado global, é fundamental preservar as vegetações naturais, que são responsáveis por recursos vitais como água, solo fértil e controle de pragas.
“O agronegócio brasileiro se orgulha de ser importante para a balança comercial brasileira, porque a gente exporta muita commodity, basicamente soja, milho e algodão. A gente vai deixar de ter essa importância mundial se a gente não cuidar das nossas vegetações naturais, que são quem nos dão água, quem nos dão solo fértil, quem nos dão controle de pragas agrícolas por meio de bichos nativos”, destaca.
*Estagiária sob a supervisão de Rafaela Gonçalves
Fonte: Correio Braziliense
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Praias de Fortaleza. Com feriados prolongados, opções por um banho de mar podem se tornar uma realidade –
Diferente deste ano, a maioria dos feriados em 2025 vai cair em dias de semana. Ao todo, serão 12 dias de descanso ao longo do próximo ano. Deste montante, oito cairão em dias de semana e outros quatro estão distribuídos entre sábados e domingos.
Confira os dias de feriados nacionais:
As primeiras 24 horas do ano, nesta quarta-feira (1º/1), marcarão o feriado de Dia da Confraternização Universal.
Não haverá feriados nacionais
Carnaval será feriado nacional em duas datas: 3 e 4 de março. Em dias na semana, o feriado da festa de momo cairá na segunda e terça-feira, respectivamente.
O primeiro feriado nacional no quarto mês do ano será o da Semana Santa, celebrado em uma sexta-feira, dia 18. Após a data festiva católica, será o momento de o trabalhador e o estudante brasileiro folgar no feriado de Tiradentes, que será celebrado em uma segunda-feira, no dia 21.
A celebração do líder da Inconfidência Mineira será realizada em uma segunda-feira após o final um sábado e domingo que sucedeu a Semana Santa. Isso significa que a junção das duas datas pode gerar um feriadão!
O último feriado do primeiro semestre de 2025 será o Dia do Trabalho, em 1º de maio, uma quinta-feira.
Setembro é o mês da celebração da Independência do Brasil, com feriado no dia 7 de setembro deste ano, um domingo.
Os feriados nacionais de 2025 continuam com a Dia de Nossa Senhora Aparecida, que será celebrada no dia 12 de outubro, um domingo.
Assim como os feriados de Independência e de Nossa Senhora Aparecida, o dia de Finados cairá em um domingo, no dia 2 de novembro. O penúltimo mês do ano também terá o Dia da Proclamação da República, no dia 15, um domingo; e o Dia da Consciência Negra, previsto para 20 de novembro, uma quinta-feira.
Então é natal! Para fechar o calendário de feriados nacionais de 2025, o Papai Noel chegará com a magia de natal para celebrar, nas religiões cristãs, o nascimento de Jesus, no dia 25 de dezembro, uma quinta-feira.
Fonte: Correio Braziliense
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Foto: ASSECOM RN
O volume de água acumulado nos reservatórios públicos do Rio Grande do Norte chega ao final de 2024 com o melhor resultado desde 2011, quando a barragem Armando Ribeiro transbordou pela última vez. A informação consta de relatório divulgado na sexta-feira (27) pelo Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn).
Segundo o instituto, as reservas hídricas superficiais totais do estado, nos últimos dias de 2024, somam 2,85 bilhões de metros cúbicos, o que representa 62,82% da capacidade total, que é de 4,54 bilhões. No mesmo período de 2023, as reservas hídricas acumulavam 2,25 bilhões ou 52,03% da capacidade total.
Maior reservatório do RN, a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, na bacia hidrográfica Piranhas/Açu, acumula 1,61 bilhão de metros cúbicos, correspondentes a 67,97% da capacidade. O percentual é 13,5% superior ao apresentado no final de 2023, quando o manancial acumulava 1,29 bilhão.
A segunda maior barragem do estado, Santa Cruz do Apodi, acumula 429,2 mil metros cúbicos (71,58%). O volume atual é 12,46% superior ao de 2023. Já a Barragem Umari, localizada em Upanema, está com 228,6 mil m³, ou 78,09% da capacidade.
Popularmente conhecida como Gargalheiras, a Barragem Marechal Dutra, que em 03 de abril atingiu o nível de sangria depois de 13 anos, acumula 33,19 milhões de metros cúbicos, volume que garante o abastecimento de Acari e de Currais Novos por mais dois anos, mesmo que não haja recarga em 2025.
Atualmente, oito reservatórios apresentam volumes inferiores a 10% da capacidade, entre eles a Barragem Sabugi, em São João do Sabugi; Esguicho, em Ouro Branco; Carnaúba, em São João do Sabugi; Jesus Maria José, em Tenente Ananias; Tourão, em Patu; Brejo, em Olho d’Água do Borges; e Mundo Novo, em Caicó.
O Itans, que durante muito tempo foi o principal reservatório do Seridó e que assegurou o fornecimento de água para o sistema de abastecimento de Caicó de 1936 a 1999, está com menos de 1% da capacidade, que é de 81,7 milhões de metros cúbicos.
Para 2025, o Rio Grande do Norte ganhará dois importantes reforços no quesito segurança hídrica: as barragens Oiticica, em Jucurutu, e a Passagem das Traíras, em São José do Seridó. Com a entrega desses dois equipamentos, o estado superará a marca de 5 bilhões de metros cúbicos, o que representa um avanço significativo na capacidade de armazenamento e gestão dos recursos hídricos, assegurando água para alimentar o complexo de adutoras do Seridó pelos próximos 50 anos.
Portal da Tropical
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