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05 jun

Nunes Marques será relator no TSE de ações sobre Dark Horse

Nunes Marques será relator no TSE de ações sobre Dark Horse

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi sorteado relator de ações na Corte relacionadas ao filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A produção está no centro de uma polêmica após ser revelado que Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, financiou a obra a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

Um dos processos que Nunes Marques relatará foi movido pela pré-campanha de Flávio contra o instituto Atlas Intel. Os advogados do senador questionam a inclusão em uma pesquisa eleitoral de um áudio em que ele cobra de Vorcaro os recursos para o filme.

A fala foi reproduzida para os entrevistados no levantamento, que apontou queda de intenção de voto no filho de Bolsonaro.

Outra ação que terá Nunes Marques como relator foi movida pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, do grupo Prerrogativas, e pelo deputado Rogério Corrêa (PT-MG) para proibir a exibição do Dark Horse durante a campanha.

Os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) argumentam que se trata de propaganda eleitoral antecipada.

Nunes Marques também relatará ação do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) que pede investigação de suposto abuso de poder econômico no financiamento da cinebiografia de Bolsonaro por Vorcaro.

sbt

Lojão do Real
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05 jun

Flávio Bolsonaro nega ‘climão’ em dividir espaço com ministro de Lula na Marcha para Jesus

Flávio Bolsonaro nega ‘climão’ em dividir espaço com ministro de Lula na Marcha para Jesus

Marcha para Jesus ocorreu na capital paulista| Foto: Reprodução Youtube

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou existir “climão” no trio elétrico reservado para autoridades na Marcha para Jesus, em São Paulo. Flávio divide o trio elétrico com o advogado-geral da União do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ministro Jorge Messias.

“Isso aqui não é um movimento político, estou aqui porque sou um cristão evangélico. (…) Não tem ‘climão’ nenhum aqui, estamos aqui no meu propósito que é Deus no comando”, disse.

Em uma rápida fala para jornalistas, Flávio voltou a dizer que a família dele é vítima de uma perseguição e que isso estaria sendo vivido pelos brasileiros. Ao acusar o governo de suposta censura, o senador afirmou que a Marcha para Jesus, que concentra fiéis na zona norte da capital paulista, estaria “irritando muita gente do lado de lá”.

Flávio também foi questionado sobre o impacto dos diálogos revelados no mês passado pelo The Intercept, que mostram ele pedindo R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, que homenageia o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador disse ser “uma pessoa correta” e desviou do assunto atacando o governo Lula e a cúpula do PT na Bahia.

“Eu sou uma pessoa correta, a gente fez de tudo para fazer um filme em homenagem ao meu pai, que é um cara que merece ter a sua história contada em uma grande produção que vai ficar pronta e, em breve, todos verão. Agora, o governo Lula tem que explicar muito ainda por que fez reuniões secretas para tentar beneficiar alguém. Em especial, a Bahia tem muito a explicar porque foi lá onde tudo começou”, afirmou.

Flávio foi perguntado também sobre seu relacionamento com o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e afirmou que o político é seu “aliado e amigo”. “É um grande governador”, complementou. Ao ser perguntado sobre ter tido a oportunidade de conversar com o aliado, ele afirmou que sua vinda nesta quinta a São Paulo foi a primeira oportunidade de estar com o governador e o prefeito Ricardo Nunes.

Flávio participa da 34ª edição da Marcha para Jesus, na capital paulista. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça também está presente. Segundo a organização do evento, foram inscritas 23 mil caravanas para participar do evento, que contará com 8 trios elétricos.

Participam ainda do evento o deputado federal Sostenes Cavalcante, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, André do Prado, e o deputado estadual Lucas Bove.

Estadão Conteúdo

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05 jun

Em 10 anos, SUS atendeu 457 mil pacientes com mesmo tipo de câncer que Lula

Em 10 anos, SUS atendeu 457 mil pacientes com mesmo tipo de câncer que Lula

Ricardo Stuckert / PR 

Nos últimos dez anos, o SUS atendeu 457.277 casos classificados com o mesmo CID do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — “neoplasias malignas da pele”. Ele iniciou radioterapia preventiva no fim do mês passado após retirar uma lesão basocelular do couro cabeludo.

Os dados levantados pelo R7 Planalto na plataforma do DataSUS, vinculada ao Ministério da Saúde, no entanto, demonstram lacuna nas informações: 71% dos casos não detalham o tempo de espera para o tratamento do câncer de pele.

Dos casos em que há detalhamento, cerca de seis em cada dez pacientes conseguem iniciar o tratamento em até 30 dias, conforme previsto em legislação (67,3%). Segundo os dados do painel de monitoramento consultados pela coluna, 85 mil pessoas iniciaram o tratamento no mesmo dia do diagnóstico.

Outros 24,7% — cerca de 32.320 pacientes ao longo do período —, no entanto, tiveram que esperar mais de 60 dias para iniciar a intervenção adequada. Desses, quase cinco mil (4.996) iniciaram uma intervenção médica dois anos depois do diagnóstico.

Questionado sobre os casos em que o tempo de espera ultrapassa 30 dias, o Ministério da Saúde disse que “o agendamento e a gestão das filas são responsabilidade de estados e municípios”.

“Ao governo federal cabe definir políticas e diretrizes nacionais, além de repassar recursos para financiar a assistência”, informou.

R7

Lojão do Real
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05 jun

Decisão do STF sobre aposentadoria especial tensiona Congresso e ameaça metas

Decisão do STF sobre aposentadoria especial tensiona Congresso e ameaça metas

Elza Fiúza/Agência Brasil – Arquivo

Analistas ouvidos pelo R7 veem STF como ‘ator permanente’ em reformas e alertam para impacto de R$ 497 bilhões

A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de derrubar a idade mínima para a aposentadoria especial deve tensionar a relação com o Congresso Nacional e dificultar o cumprimento das metas fiscais, segundo analistas ouvidos pelo R7. Especialistas avaliam que o julgamento altera uma regra central da Reforma da Previdência, transformando o Judiciário em um ator permanente na definição de políticas públicas.

O cientista político Gabriel Amaral afirma que a decisão evidencia que as reformas estruturais não se encerram na votação parlamentar. Para ele, o processo de formulação de políticas tornou-se compartilhado, onde a estabilidade das leis passa a depender tanto do Congresso quanto do aval do Supremo.

“A Reforma da Previdência foi aprovada pelo Congresso após uma ampla coalizão política construída em torno da necessidade de ajuste fiscal, mas o STF manteve para si a prerrogativa de definir os limites constitucionais de sua implementação. O resultado demonstra que reformas estruturais não se encerram no momento da votação parlamentar, permanecendo sujeitas a revisões interpretativas ao longo do tempo”, explica.

Segundo ele, do ponto de vista institucional, o julgamento reforça a percepção de que o Supremo exerce papel cada vez mais relevante na definição dos contornos finais das grandes reformas nacionais.

“Isso não representa necessariamente uma ruptura entre os Poderes, mas evidencia um modelo de governança no qual a estabilidade das políticas públicas depende simultaneamente da maioria política construída no Congresso e da legitimidade constitucional reconhecida pelo Judiciário”, acrescenta.

O advogado constitucionalista Daniel Ângelo Luiz da Silva avalia que a derrubada da idade mínima tensiona a relação entre os Poderes, uma vez que a regra havia sido fruto de “amplo debate político no Congresso Nacional”.

Segundo ele, do ponto de vista constitucional, o STF atua como guardião da Constituição e, por isso, possui competência para exercer o controle de constitucionalidade inclusive sobre emendas constitucionais, quando há possível violação de cláusulas pétreas, como os direitos fundamentais.

“Nesse contexto, a Corte pode entender que determinadas restrições impostas à aposentadoria especial comprometem a proteção à saúde e à dignidade do trabalhador submetido a condições nocivas”, ressalta.

Por outro lado, o advogado ressalta que a decisão também pode ser interpretada como um avanço sobre a esfera de atuação do Legislativo. “Há uma leitura crítica de que a decisão representa interferência em uma política pública complexa e de elevado impacto orçamentário. Isso reabre o debate sobre os limites do chamado ativismo judicial.”

Segundo ele, o julgamento também tende a fortalecer pressões corporativas e setoriais por novas revisões das regras previdenciárias, ampliando a judicialização do tema. “No plano fiscal, o impacto bilionário potencial pode afetar a credibilidade do país perante investidores e dificultar o cumprimento das metas de resultado primário, especialmente em um cenário de rigidez orçamentária”, acrescenta.

Reflexos da decisão

Para Amaral, o principal efeito político da decisão é reacender a tensão entre proteção social e sustentabilidade fiscal. “A Reforma da Previdência de 2019 foi construída sob o argumento de que o envelhecimento populacional exigia mecanismos de contenção das despesas obrigatórias. Quando uma decisão judicial altera parte dessa arquitetura, o debate deixa de ser exclusivamente jurídico e passa a produzir efeitos sobre as expectativas de investidores, formuladores de política econômica e agentes políticos”, afirma.

Segundo ele, o desafio do governo não está na autoria da decisão, mas na administração de seus efeitos.

“A tendência é que o tema seja incorporado ao debate mais amplo sobre trajetória da dívida pública, crescimento das despesas previdenciárias e necessidade de preservação do arcabouço fiscal. Ao mesmo tempo, a decisão possui forte legitimidade social por envolver trabalhadores submetidos a atividades de risco. Essa dupla dimensão transforma o tema em um dos exemplos mais claros da disputa permanente entre racionalidade fiscal e proteção de direitos no Brasil contemporâneo”, avalia.

Na mesma linha, Daniel Ângelo afirma que a decisão pode gerar desgaste para o governo federal caso resulte em aumento expressivo das despesas previdenciárias. “A Reforma da Previdência foi estruturada justamente para conter o crescimento do gasto público, e qualquer flexibilização relevante pode comprometer as projeções fiscais”, diz.

Racha na Corte

Por seis votos a cinco, o STF declarou inconstitucional a exigência de idade mínima para a aposentadoria especial de trabalhadores expostos a agentes nocivos. A maioria seguiu o voto do ministro André Mendonça, que considerou a regra prejudicial à saúde por obrigar o trabalhador a permanecer mais tempo em atividades de risco.

O relator, Luís Roberto Barroso, votou pela manutenção da regra, mas foi vencido.

Para Gabriel Amaral, o placar apertado revela que a divergência ultrapassa a discussão sobre aposentadoria especial e alcança diferentes concepções de Estado presentes dentro da própria Corte. “Os votos refletem distintas interpretações sobre a relação entre direitos fundamentais, equilíbrio atuarial e respeito às escolhas realizadas pelo legislador constituinte derivado durante a Reforma da Previdência”, afirma.

Segundo ele, mais do que uma divisão circunstancial, o julgamento evidencia correntes jurídicas que atribuem pesos distintos à proteção social e à preservação das regras de sustentabilidade fiscal aprovadas pelo Congresso.

“O julgamento sinaliza que futuras controvérsias envolvendo reformas estruturais continuarão encontrando no STF um espaço de disputa interpretativa sofisticada e longe de consensos automáticos”, diz.

Para Daniel Ângelo, o resultado demonstra uma Corte dividida sobre o papel do STF em temas de alta complexidade econômica e social.“De um lado, estão ministros que defendem uma atuação mais protetiva dos direitos fundamentais, mesmo que isso implique rever escolhas legislativas. De outro, ministros que adotam postura mais deferente ao Legislativo, especialmente em matérias técnicas como a Previdência”, afirma.

Sistema previdenciário

Gabriel Amaral avalia que o aspecto mais relevante não é o impacto isolado da decisão, mas o efeito acumulado de eventuais revisões judiciais sobre outros dispositivos da reforma. “Caso se consolide um conjunto de decisões capaz de alterar significativamente as projeções atuariais do sistema, o debate sobre novos ajustes previdenciários retornará naturalmente à agenda política. A Previdência permanece sendo uma das poucas áreas em que questões jurídicas, fiscais, demográficas e eleitorais convergem simultaneamente”, afirma.

Daniel Ângelo acredita que o cenário pode estimular a busca por soluções intermediárias, como critérios mais rigorosos para caracterização da atividade especial ou mecanismos compensatórios.

“Em síntese, a decisão do STF não se esgota no plano jurídico. Ela projeta efeitos relevantes sobre o equilíbrio entre os Poderes, a sustentabilidade fiscal e a dinâmica institucional do país, exigindo resposta coordenada e responsável dos atores políticos”, conclui.

R7

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05 jun

Inscrições para o Enem 2026 terminam nesta sexta-feira

Inscrições para o Enem 2026 terminam nesta sexta-feira

Processo deve ser feito na Página do Participante, no portal do Inep; exame será aplicado nos dias 8 e 15 de novembro

O prazo de inscrições para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2026 termina nesta sexta-feira (5). Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, na Página do Participante, no portal do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

O prazo vale também para os candidatos que querem pedir o tratamento pelo nome social em todas as fases do exame. A medida é destinada às pessoas que desejam ser reconhecidas socialmente pela sua identidade de gênero.

Pedido de atendimento

Os participantes que necessitam de atendimento especializado devem fazer a solicitação no momento da inscrição. Neste ano, o Inep incluiu no edital do Enem novas condições de pessoas com transtornos mentais, como ansiedade e TOC.

Outras condições específicas dos candidatos para pedir o atendimento especializado são: baixa visão, cegueira, deficiência física, auditiva, intelectual, dislexia, TEA (transtorno do espectro autista), gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e estudantes em classe hospitalar, portadores de fibromialgia.

Taxa de inscrição

Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU (Guia de Recolhimento da União) no valor de R$ 85. O pagamento da taxa de inscrição deve ser feito entre 25 de maio e 10 de junho.

As opções de pagamento são via Pix, cartão de crédito, débito ou boleto. A quitação poderá ser feita em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários. A inscrição somente será confirmada após o processamento do pagamento da taxa de inscrição.

Para os estudantes que concluíram o ensino médio em escolas públicas, a inscrição é automática. No entanto, estudantes isentos precisam confirmar sua participação no sistema de inscrição, escolher a opção de prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol) e indicar, se for o caso, a necessidade de recursos de acessibilidade ou se desejam ser tratados pelo nome social.

O Inep lembra que deverá se inscrever o candidato que teve seu pedido de isenção negado em definitivo ou que teve a justificativa de ausência reprovada — conforme as regras do edital do exame. Para ter a inscrição confirmada, eles devem pagar o valor da taxa.

Mais locais de provas

Neste ano, a aplicação das provas do Enem está agendada para os domingos 8 e 15 de novembro. Nesta edição, o Inep quer ampliar o número de locais de aplicação do exame para cerca de 10 mil em todo o país.

De acordo com estimativas do Inep, aproximadamente 80% dos concluintes da rede pública devem fazer as provas dos dois dias do Enem na própria escola em que estudam. A medida tem o objetivo de facilitar o acesso ao exame e reduzir deslocamentos.

Para os estudantes que precisarem realizar a prova em outro município, o MEC divulgou que também estuda alternativas de apoio logístico para transporte intermunicipal.

Enem

O Enem, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como o Sisu (Sistema de Seleção Unificada), o Prouni (Programa Universidade para Todos) e o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

R7

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