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01 out

WhatsApp lança regras para controle parental no Brasil; saiba como

WhatsApp lança regras para controle parental no Brasil; saiba como

A empresa Meta, dona do WhatsApp, anunciou nesta última quarta-feira (30) uma série de recursos para que pais, mães e responsáveis possam ter mais controle sobre como os adolescentes usam o aplicativo.

Os responsáveis vão definir quem poderá ver a foto de perfil do adolescente e quem pode adicioná-lo a um grupo. Também receberá uma mensagem para avisar com quem o jovem está conversando, quando ele for adicionado ou sair de um grupo e quando um grupo do qual ele faz parte adicionar vários novos integrantes.

Os pais também poderão escolher qual o tipo de experiência de Inteligência Artificial da Meta os adolescentes terão acesso: a configuração padrão, para maiores de 13 anos, ou uma opção mais rigorosa, com conteúdo limitado.

Todas essas configurações só podem ser modificadas por meio de PIN, definido pelo responsável.

Apesar do controle, o conteúdo das conversas e ligações continuará privado e protegido por criptografia ponta a ponta. Ao anunciar a mudança, a Meta informou ainda que trabalha em novos controles parentais baseados em pedidos feitos pelas famílias.

Criado há um ano, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente estabeleceu uma série de normas para proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais como redes sociais, jogos e aplicativos.

Entre as regras, está o controle parental obrigatório como monitoramento das atividades pelos pais através de vinculação de contas.

As empresas ficam obrigadas a criar mecanismos de controle para averiguar a idade do usuário e bloquear conteúdos impróprios. A lei também proíbe as empresas de tecnologia de coletar dados excessivos de menores e rastrear comportamentos para sugerir produtos e serviços.

Como habilitar o controle parental no WhatsApp

A configuração precisa ser feita primeiro no celular do adolescente:

  • Baixe o WhatsApp, escolha o idioma, aperte “concordar e continuar” e depois em “mais opções”
  • Selecione a opção “criar uma conta gerenciada por pai, mãe ou responsável”
  • Cadastre o número de telefone, data de nascimento e idade
  • Clique em “continuar” para conectar com a conta do responsável

No celular do responsável:

  • Aponte a câmera do celular para o QR code exibido no aparelho do adolescente e toque no link que aparecer
  • Abra o WhatsApp, toque em “concordar e continuar” e confirme que você é um adulto
  • Crie um PIN de seis dígitos, confirme e toque em “avançar” e depois em “ok”
  • Agora conclua a configuração no celular do adolescente

Agência Brasil

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Lojão do Real
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01 out

Pix por aproximação terá novas regras em outubro; entenda o que muda

Pix por aproximação terá novas regras em outubro; entenda o que muda

O Pix por aproximação passa a ter novas regras a partir desta quarta-feira (1º). O Banco Central retirou o teto fixo de R$ 500 para transações realizadas por essa modalidade. Com a mudança, pagamentos acima desse valor poderão ser feitos por aproximação, desde que respeitados os limites definidos para cada conta e os mecanismos de segurança das instituições financeiras.

Até então, mesmo que o cliente tivesse um limite de Pix superior a R$ 500, as transações feitas por aproximação estavam sujeitas ao teto específico da modalidade. A partir da mudança, esse limite deixa de ser uma trava geral.

Na prática, o usuário poderá realizar pagamentos de valor superior a R$ 500 por aproximação caso o limite de sua conta permita. Os valores máximos por transação e por dia continuam sendo definidos pelas instituições financeiras, de acordo com as regras e os recursos de gerenciamento disponibilizados aos clientes.

A mudança também se aplica aos pagamentos iniciados pela chamada Jornada Sem Redirecionamento (JSR) no Open Finance, modalidade que permite iniciar uma operação de pagamento em um ambiente digital sem a necessidade de abrir o aplicativo da instituição financeira onde a conta está mantida.

Segurança

Com a possibilidade de realizar pagamentos de maior valor por aproximação, o Banco Central mantém os mecanismos de controle e segurança da modalidade.

Os usuários podem verificar e, quando permitido pela instituição, alterar os limites de transação e de movimentação diária pelos canais digitais do banco.

Também permanecem importantes medidas como senha ou biometria no aparelho, bloqueio remoto em caso de perda ou roubo e acompanhamento das notificações de transações.

A alteração faz parte da ampliação das possibilidades de uso do Pix por aproximação, aproximando as regras da modalidade das demais formas de utilização do sistema de pagamentos instantâneos.

TRIBUNA DO NORTE

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01 out

Robério Paulino, do PSOL, retira candidatura ao Governo do RN

Robério Paulino, do PSOL, retira candidatura ao Governo do RN

O cenário da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte teve uma mudança nesta quarta-feira (30). O diretório estadual do PSOL decidiu retirar a candidatura do professor Robério Paulino e apoiar Cadu de Lula, candidato do PT.

A definição ocorreu durante uma reunião do colegiado estadual, que contou com a presença de Robério Paulino. O próprio professor se posicionou favoravelmente à decisão.

A mudança acontece na reta final da campanha eleitoral, a apenas quatro dias do primeiro turno, marcado para domingo, 4 de outubro.

Segue nota divulgada para a imprensa:

Por decisão do seu Diretório Estadual, nesta noite de 30/09/2026, o PSOL RN resolveu, por amplíssima maioria, retirar as candidaturas do Professor Robério Paulino e Lenny Grilo ao governo do estado, com apoio destes, decidindo passar a apoiar a candidatura de Cadú de Lula, como forma de evitar ter duas candidaturas de direita no segundo turno, que crie um palanque para Flávio Bolsonaro em um possível segundo turno nacional. Em pouco tempo a resolução mais completa será enviada a toda imprensa.

tv ponta negra

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Lojão do Real
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01 out

Evangélicos são alvo de disputa, mas rejeitam uso eleitoral de igrejas

Evangélicos são alvo de disputa, mas rejeitam uso eleitoral de igrejas

“O voto deveria ser do cidadão e não da religião”, afirma o pastor Lucas Oliveira, 30 anos, que atua em uma igreja batista de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A frase do pregador evangélico, em conversa com a Agência Brasil, sintetiza uma das principais contradições reveladas pela pesquisa nacional Religião e Vida Pública no Brasil, realizada pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser), em parceria com a Quaest Pesquisa e Consultoria, divulgada na semana passada.

Embora evangélicos e cristãos em geral, incluindo católicos, estejam no centro da disputa política nas eleições de 2026, como também estiveram em pleitos anteriores, a maioria rejeita que igrejas sejam transformadas em espaços de campanha ou que lideranças religiosas indiquem em quem os fiéis devem votar. Segundo a pesquisa, 83% dos entrevistados são contrários à indicação de voto por pastores e padres, enquanto 82% rejeitam a discussão política durante cultos e missas e 90% são contra campanhas eleitorais dentro dos espaços religiosos.

Isso, porém, não significa que a religião esteja afastada da política. Para a pesquisadora Lívia Reis, do Iser, a influência, atualmente, ocorre menos pela transferência direta de votos e mais pela formação de valores, identidades e pertencimentos. “É mais correto falar em mediação religiosa do voto do que em transferência de votos”, aponta.

Segundo a pesquisadora, a politização dos templos, que se tornou comum nas eleições legislativas desde os anos 1990 e se intensificou nas eleições presidenciais a partir de 2018, gerou fortes divisões nas comunidades. Os fiéis passaram a entender que podem formar sua opinião política sem uma influência direta por parte das lideranças.

“A presença forte de lideranças no debate eleitoral não contradiz esse dado. Ela mostra que essas lideranças atuam para além do templo: na mídia, nas redes, no Parlamento. Além disso, a indicação de voto não é uniforme. Ela se concentra em algumas denominações, como a Universal, a Quadrangular e as assembleias de Deus. O que a pesquisa mostra é a distância entre o protagonismo público de certas lideranças e o que a base dos fiéis considera legítimo dentro do espaço religioso”, analisa.

Pastor Lucas Oliveira. Foto: Lucas Oliveira/Arquivo Pessoal

Pastor Lucas Oliveira – Foto: Lucas Oliveira/Arquivo Pessoal

O pastor Lucas vem observando esse fenômeno nos últimos anos, e fala do trauma sofrido nas comunidades religiosas por causa do impacto do discurso eleitoral e da divisão interna que isso causou.

“Conheço pastor que lá em 2018 estava fervorosamente apoiando candidaturas, mas que hoje não quer nem tocar nesse assunto, quer esquecer que um dia fez campanha política. Porque com isso ele perdeu um número expressivo [de fiéis] da igreja. E o número não volta. Eu recebi muita gente. Nesse período, eu dialoguei com muita gente que estava machucada. Então, a igreja hoje, quando o assunto é política, se tornou um lugar de pessoas machucadas”, relata.

O pastor Moisés Blanco, 46 anos, da Igreja Batista Peregrina, em Natal, identifica uma reação dentro do campo evangélico à politização dos espaços religiosos. Ele participa da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, que reúne religiosos de todo o país contrários e preocupados com uso político dos templos.

Pastor Moisés Blanco. Foto: Pastor Moisés Blanco/Arquivo Pessoal

Pastor Moisés Blanco – Foto: Pastor Moisés Blanco/Arquivo Pessoal

“Essa consciência faz parte da gênese da maioria dos protestantes, da maioria dos evangélicos”, afirma. Blanco relaciona essa preocupação à tradição protestante de defesa da liberdade de consciência, posteriormente desenvolvida por correntes que passaram a defender de forma explícita a separação entre Igreja e Estado.

“Era a luta contra o absolutismo, contra justamente essa unificação de Estado e rei e uma religião que era reflexo do próprio Estado”, afirma Blanco ao se referir ao legado histórico do protestantismo, e que agora é negado por segmentos evangélicos que tentam, segundo ele, impor uma agenda religiosa sobre o ambiente público.

Radiografia cristã

A pesquisa Iser/Quaest foi realizada por meio de 15 mil entrevistas presenciais em 412 municípios brasileiros, em janeiro e fevereiro deste ano, incluindo todas as 27 capitais. Com margem de erro de 1%, constitui a mais abrangente e detalhada radiografia sobre como a fé e as mudanças no pertencimento religioso se entrelaçam com valores morais e a política na sociedade brasileira contemporânea.

Entre os principais dados, o levantamento mostra que o segmento evangélico é heterogêneo e corresponde hoje a 29% da população brasileira. No interior desse grande grupo social, sete em cada dez são pentecostais (70%), mas há parcelas relevantes de protestantes (17%) e os chamados evangélicos sem igreja (10%).

A denominação Assembleia de Deus segue sendo a maior do país, concentrando 32% dos fiéis evangélicos, seguida por 28% dos fiéis que declaram pertencer a milhares de outras denominações pequenas e médias. Já evangélicos sem igreja e batistas aparecem com 10% cada. Congregação Cristã, Igreja Universal e Igreja do Evangelho Quadrangular representam respectivamente 7%, 5% e 4% dos evangélicos, de acordo com a pesquisa Iser/Quaest.

Já o catolicismo representa 50% da população, mas a pesquisa distingue praticantes (31%) de não praticantes (19%). Os católicos praticantes apresentam níveis de engajamento semanal e hábitos de oração comparáveis aos dos evangélicos. Além disso, a pesquisa também mostra a adaptação das práticas católicas ao consumo de entretenimento religioso e às novas tecnologias.

Ambiente digital da fé

Se por um lado a pesquisa apontou que o fiel rejeita a politização do templo, a religião e os valores a ela associados continuam presentes nas redes, nos grupos e nas relações de confiança fora da igreja, mas influenciando o comportamento político dos cristãos no ambiente digital.

Entre os dados coletados, por exemplo, 66% dos entrevistados afirmaram utilizar o WhatsApp como espaço de articulação de comunidades e grupos religiosos online.

“As redes sociais e o WhatsApp permitem que a religião esteja na política sem passar pelo púlpito. A mensagem política chega pelo grupo da igreja, pelo influenciador religioso ou pelo vídeo compartilhado pela família, sem a formalidade de uma indicação no culto. Assim, a mediação religiosa se desloca do templo para um ambiente digital mais difuso, mas igualmente ancorado em relações de confiança”, afirma a pesquisadora Lívia Reis.

No segmento católico, de acordo com o levantamento, há forte concentração em lideranças clericais de grande alcance, como Frei Gilson e outros padres que atuam nas mídias. No campo evangélico, a liderança digital aparece pulverizada em uma ampla lista de nomes, com Bispo Deive Leonardo à frente, junto com influenciadores e figuras do campo político que também são vistos como religiosos. No campo político, os evangélicos declaram se informar sobre política mais pelo WhatsApp, enquanto os católicos recorrem mais à televisão.

A religião também transborda para o consumo cultural: 73% dizem ter a Bíblia ou seus versículos como fonte de ensinamentos para a vida e 67% consomem música gospel. Um percentual de 59% diz consumir filmes e séries religiosas. Esse tipo de conteúdo alcança inclusive pessoas de outras religiões não cristãs e sem religião.

Como a religião determina o voto

Se a religião não determina automaticamente o voto, ela participa de sua construção por meio de valores, identidades e redes de pertencimento, mostra a pesquisa Iser/Quaest. Apesar de evitar ou até rejeitar uma orientação eleitoral pronta de sua liderança, o fiel elabora sua posição a partir de repertórios religiosos que se combinam a experiências de classe, raça, gênero, território, escolaridade e outros fatores.

Entre católicos brancos, por exemplo, há equilíbrio de preferências, enquanto entre católicos negros (pretos e pardos) a vantagem de candidatos de esquerda é mais expressiva, indica o levantamento. Entre evangélicos com ensino fundamental incompleto, o apoio às candidaturas de esquerda se aproxima das candidaturas de direita.

Pesquisadora Lívia Reis, do Instituto de Estudos da Religião (Iser). Foto: Cristian Maciel/Divulgação

Pesquisadora Lívia Reis, do Instituto de Estudos da Religião (Iser) –  Foto: Cristian Maciel/Divulgação

“A pesquisa mostra onde a religião faz diferença nas opiniões. Ela pesa em temas morais, como a aceitação da diversidade sexual, a ideia de que o Estado deveria defender valores cristãos e o ensino religioso cristão nas escolas públicas. Mas pesa pouco em políticas públicas. Vacinação, educação sexual como prevenção ao abuso, rejeição ao homeschooling e apoio a políticas sociais têm alta concordância em todos os grupos religiosos”, explica Lívia Reis.

Dos 54% que se declaram conservadores, 75% apoiam o Bolsa Família e 66% são a favor da taxação dos mais ricos. Como a pesquisa não mede diretamente o que define o voto de cada pessoa, não dá para cravar que as pautas morais são prioritárias.

Outros números revelados na pesquisa também desafiam a associação automática entre identidade evangélica e posições conservadoras em determinados temas morais. Entre os evangélicos, 79% apoiam a educação sexual nas escolas, 80% são favoráveis ao uso de métodos contraceptivos e cerca de 90% rejeitam o homeschooling. Na questão do aborto, a divisão é ainda mais evidente: 47% são favoráveis à punição e 45%, contrários, com diferenças que variam não apenas segundo a religião, mas também de acordo com renda e escolaridade.

“Dizem que eu sou muito progressista para o espaço que entendem como conservador e muito conservador para um espaço progressista. Mas eu me identifico hoje como um cristão”, aponta o pastor Lucas, de Nova Iguaçu. “Essa diferença entre conservador e progressista se trata de duas faces da mesma moeda”, acrescenta.

Para Lívia Reis, os dados sugerem que as pautas morais funcionam como marcadores de identidade e de pertencimento, mobilizando mais o debate público, mas que elas convivem com posições bem menos polarizadas sobre temas concretos da vida social.

Um episódio recente envolvendo Nossa Senhora Aparecida mostrou como esse debate pode ganhar força fora dos espaços religiosos. O caso veio à tona após surgirem, na semana passada, informações segundo as quais grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro defendiam a destituição de Nossa Senhora Aparecida do título de Padroeira do Brasil. O candidato do PL nega.

Flávio Bolsonaro então acionou a Justiça Eleitoral com a alegação de que o fato era “inverídico” e trazia “discurso de ódio e imputação de crime”. Ele obteve uma liminar favorável do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou centenas de remoções de conteúdos na internet.

No entanto, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a decisão de Mendonça para liberar a postagem do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida. Mas, nessa terça-feira (29), uma terceira decisão, desta vez do ministro Luiz Fux, restabeleceu a suspensão das postagens sobre o caso.

Nesta quarta-feira (30), o TSE começou a julgar se mantém a decisão do ministro André Mendonça que ordenou a retirada de postagens sobre Nossa Senhora Aparecida. Até o momento, somente o próprio Mendonça votou no julgamento, no sentido de manter a decisão pela derrubada das publicações. A sessão virtual está marcada para durar até as 23h59 desta quarta.

© Paulo Pinto/Agencia Brasil

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01 out

Institutos pedem ao TSE transição para novas regras

Institutos pedem ao TSE transição para novas regras

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir um período de transição na aplicação das novas exigências para o registro de pesquisas eleitorais. A entidade defende que o preenchimento dos campos adicionais seja opcional durante outubro, quando ocorrerão os dois turnos das eleições.

A associação, que representa empresas como Datafolha, Quaest, Kantar Ibope e Ipsos-Ipec, também solicita que informações ausentes, incompletas ou divergências metodológicas não impeçam o registro e a divulgação dos levantamentos. Pede ainda que essas situações não gerem punições além das previstas na regulamentação vigente. A ação foi distribuída à ministra Estela Aranha.

As alterações no sistema de registro de pesquisas, encampadas pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, entrarão em vigor em 5 de outubro, um dia após o primeiro turno. Os institutos criticam a implementação durante a disputa eleitoral.

Um ofício assinado pelo ministro em 17 de setembro determina o preenchimento de um questionário de nove páginas. Entre as exigências estão a identificação dos municípios pesquisados e o registro exato das datas e dos horários de início e término das entrevistas. Também deverão ser informadas a base utilizada, possíveis limitações de cobertura e a presença de áudio, vídeo ou imagens no questionário.

Em nota, a Abep afirmou que não contesta a ampliação da transparência, mas a forma de implementação. Para a entidade, o detalhamento adicional não pode criar “novas obrigações ou consequências jurídicas” sem que as medidas sejam incorporadas às normas eleitorais.

A associação defende que as mudanças deveriam ter sido discutidas com o setor e deliberadas pelo tribunal. Representantes dos institutos se reuniram com Kassio em Brasília, em julho, mas não integraram o grupo de trabalho responsável pelo parecer técnico sobre o tema.

Agora RN

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