prefeitura outubro
Notícia
31 out

Flávio Bolsonaro fala em “novas eleições” antes de 2030 e nega fraqueza por deixar o Brasil

Flávio Bolsonaro fala em “novas eleições” antes de 2030 e nega fraqueza por deixar o Brasil

Foto: Redes Sociais


O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa presidencial, falou nesta sexta-feira (30), durante transmissão ao vivo realizada nos Estados Unidos, em possibilidade de novas eleições antes de 2030, ano previsto para o próximo pleito geral. O parlamentar fugiu do Brasil após a confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no último domingo (25).

“Infelizmente, o Brasil está fadado a quebrar, e eu acho que esse é um dos fatores que vai acabar derrubando o atual presidente da República muito antes do que muita gente imagina”, disse.

A declaração ocorre dois dias após a divulgação de uma carta na qual o senador questionou o resultado das urnas. Durante a transmissão no Instagram, Flávio afirmou que a decisão de viajar ao exterior não representa recuo político e declarou ter definido a viagem em conjunto com a esposa, Fernanda Bolsonaro.

“Falei que eu não me submeteria a isso. Isso não é nenhum sinal de fraqueza não, gente. Eu posso ser tudo menos burro. Eu soube fazer análise de cenário e entendi onde é que eles chegariam e rápido, mais rápido do que eu imaginava”, disse o parlamentar.

Tribuna do Norte

Clique no banner

Notícia
31 out

Advogado Willer Tomaz tem outras cinco casas em ilhas de Angra além da disputada com Richarlison

Advogado Willer Tomaz tem outras cinco casas em ilhas de Angra além da disputada com Richarlison

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O advogado Willer Tomaz, investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) junto com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suspeitas de lavagem de dinheiro, tem outras cinco casas em ilhas de Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro, além da que virou alvo de disputa com o jogador Richarlison.

Com exceção de uma, as casas foram compradas entre 2021 e 2022, na mesma época em que Flávio apresentou ao Senado Federal um projeto de lei para estimular empreendimentos em Angra, permitindo a municipalização das unidades de conservação federais e estaduais.

O objetivo do projeto é flexibilizar as regras para a exploração econômica da área.

Também no mesmo período, Flávio foi o relator da PEC das Praias no Senado. O texto propõe permitir a privatização das ilhas marítimas do país, hoje pertencentes à União. Os dois projetos continuam em tramitação (leia mais sobre as propostas abaixo).

Os planos para a Costa Verde do Rio vêm desde o governo de Jair Bolsonaro. Em maio de 2019, o então presidente afirmou que queria fazer de Angra “uma nova Cancún”.

“O nosso estado merece ter uma Cancún. E nós poderemos tê-la. E estamos trabalhando para a região de Angra. Depende de um decreto presidencial. Porque a Estação Ecológica de Tamoios está demais. Não preserva absolutamente nada e faz de uma área rica, que pode trazer bilhões de reais, por ano, em turismo, parada por falta de uma visão mais objetiva, mais progressista nessa questão”, declarou Jair à época.

🔎 Pela Constituição Federal, as ilhas são bens da União. Empresas e indivíduos podem ocupá-las, mediante processos de aforamento ou de ocupação registrados junto à Secretaria de Patrimônio da União (SPU), órgão responsável pela gestão das ilhas. Essas ocupações podem ser revistas pela SPU.

Questionado sobre eventuais projetos comerciais previstos para suas ilhas e sobre sua relação com as propostas legislativas elaboradas por Flávio Bolsonaro, Willer Tomaz não se manifestou. O senador não foi localizado pela reportagem.

Tomaz se mudou para os Estados Unidos em agosto deste ano, depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal. Flávio fugiu para a Flórida dois dias após ser derrotado no segundo turno da eleição presidencial por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As casas compradas por empresas de Willer Tomaz em Angra são localizadas na:

  • Ilha Comprida: em um terreno de 175,2 mil m², comprada pela empresa WT Administração de Imóveis e Bens, em setembro de 2021. Valor patrimonial registrado de R$ 5,7 milhões;
  • Ilha Comprida: em um terreno de 32,8 mil m², comprada pela empresa WT Administração de Imóveis e Bens, em setembro de 2021. Valor patrimonial registrado de R$ 2,1 milhões;
  • Ilha Comprida: em um terreno de 181,8 mil m², comprada pela empresa WT Administração de Imóveis e Bens, em setembro de 2021. Valor patrimonial registrado de R$ 6 milhões;
  • Ilha Comprida: em um terreno de 2,1 mil m², comprada pela empresa WT Administração de Imóveis e Bens, em julho de 2022. Valor patrimonial registrado de R$ 2,9 milhões (imóvel disputado com Richarlison);
  • Ilha do José André: em um terreno de 57,3 mil m², comprada pela empresa Friponor Brasil Turismo, Empreendimentos e Participações, em 2008. Valor patrimonial registrado de R$ 23,7 milhões.

Os dados são de um levantamento feito nos sistemas da SPU e em registros de cartório.

Tomaz é dono, também, de cotas de uma sexta casa em Angra, na Ilha do Jorge, registrada em nome da empresa Real Estate Duo 4, pertencente ao grupo Prime You.

🔎 A Prime You é uma companhia especializada em administrar bens de luxo compartilhados por milionários, como aviões, barcos e mansões. O banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, foi sócio da Prime You de setembro de 2021 a setembro de 2025. Vorcaro também costumava usar uma casa na Ilha do Jorge próxima da de Tomaz, como revelou o UOL.

Ao portal, Tomaz afirmou que adquiriu participação de 25% na casa da Prime You em 2022 e que nunca teve “qualquer relação pessoal, comercial ou societária” com Vorcaro.

Disputa com Richarlison

O episódio que jogou luz sobre os investimentos de Willer Tomaz em Angra foi a disputa por uma das casas com Richarlison de Andrade, atacante do Tottenham e que já jogou pela Seleção Brasileira.

O jogador publicou vídeos em 17 e 21 de outubro acusando Flávio Bolsonaro de envolvimento na briga pelo imóvel de luxo. Os vídeos tiveram milhões de visualizações em meio ao processo eleitoral. No debate da Globo, Lula questionou Flávio sobre o caso, e o então candidato respondeu que a Justiça já havia decidido a favor de Tomaz. Na véspera do segundo turno, o petista disse que ia brigar para devolver a Richarlison o direito de ocupação.

O atacante disse nos vídeos que ocupava a casa na Ilha Comprida desde 2020 e que investiu R$ 10 milhões no local, por meio de uma empresa da qual é sócio, a Sport 70.

Segundo Richarlison, Flávio visitou sua ilha e demonstrou interesse na propriedade — que tem uma cachoeira que deságua no mar —, mas o jogador se recusou a vendê-la. Na visão do atacante, o senador se aliou a Tomaz, de quem é amigo, para conseguir os direitos sobre o imóvel.

O g1 analisou os processos da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) envolvendo a casa. A empresa Sport 70, de Richarlison, pediu à SPU para regularizar sua utilização do imóvel em 20 de setembro de 2021. O processo administrativo não teve andamento.

Do lado de Willer Tomaz, o processo de regularização da utilização começou em 5 de maio de 2022. Nessa data, uma empresa de terceiros, a M Locadora de Veículos, solicitou à SPU a regularização de sua situação de ocupante, algo que remontava à década de 1980. O processo teve andamento célere e favorável no órgão.

Em 11 de julho de 2022, a M Locadora de Veículos pediu à SPU para emitir uma Certidão de Autorização para Transferência (CAT), documento necessário para vender o direito de ocupação. O pedido foi feito às 11h33 e foi atendido pela SPU às 13h13 do mesmo dia.

Em seguida, a M Locadora passou o imóvel para a WT Administração de Imóveis e Bens, de Willer Tomaz.

De acordo com um servidor ouvido pela reportagem, a celeridade da tramitação em um caso e a ausência de análise da SPU, em outro, é o ponto mais controverso da disputa no âmbito administrativo. Em 2022, a SPU estava subordinada ao governo de Jair Bolsonaro.

A poucos dias do segundo turno da eleição presidencial, dois parlamentares adversários de Flávio — Rogério Correia (PT-MG) e Pedro Uczai (PT-SC) — pediram ao STF para investigar o caso da ilha de Richarlison no mesmo inquérito que já apura as relações entre o senador e Willer Tomaz. O relator é o ministro Alexandre de Moraes.

Tomaz e Flávio confirmam que são amigos, mas negam ter negócios juntos.

Sobre a disputa com Richarlison, Tomaz sustenta que o jogador “pagou a posseiros” quando comprou a casa, “e não à proprietária de direito”.

O advogado apresenta escritura registrada do imóvel, certidão da SPU e decisões favoráveis na Justiça, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Projeto de resort

Na Ilha do José André, localizada dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Tamoios, o plano de Tomaz era construir um resort de luxo com piscinas, beach club, spa, restaurante, área para eventos, hangar e heliponto, como revelou o RJ2.

Para expandir a área construída na ilha, o advogado apresentou um pedido ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio de Janeiro em 20 de março de 2026, no mesmo dia em que o então governador Cláudio Castro publicou um decreto que revogava planos de manejo de áreas de proteção ambiental.

O decreto de Castro acabou sendo posteriormente derrubado pelo desembargador Ricardo Couto, que assumiu o governo do estado. O empreendimento de Tomaz não avançou.

Cláudio Castro afirmou que não discutiu previamente o conteúdo do decreto com Willer Tomaz e não recebeu nenhum pedido para editar a medida. Segundo o ex-governador, o decreto tinha caráter geral e técnico. Willer informou ao RJ2 que não comentaria esse caso.

Propostas legislativas

O senador Flávio Bolsonaro apresentou, em 13 de outubro de 2021, o projeto para formar uma Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento Sustentável (Rides) com os municípios de Angra dos Reis, Mangaratiba e Paraty.

O objetivo seria estimular o turismo, a economia e a preservação ambiental. O texto do Projeto de Lei Complementar n° 157/2021 também autoriza municipalizar as unidades de conservação federais e estaduais.

Em 28 de setembro, Tomaz havia adquirido três casas na Ilha Comprida.

“Esse cenário paradisíaco não deixa nada a desejar em relação aos destinos turísticos similares mais procurados do mundo, como por exemplo Tailândia, Filipinas, Cancun, Grécia, Jamaica, Bahamas, Fiji ou República Dominicana”, escreveu Flávio na justificativa do projeto.

O senador afirmou também que as prefeituras “aguardam com grande expectativa” a aprovação do projeto. O texto está para ser analisado na Comissão de Meio Ambiente do Senado desde abril de 2025.

Já a PEC das Praias foi apresentada inicialmente na Câmara dos Deputados, em 2011. A proposta foi aprovada pelos deputados no plenário somente em fevereiro de 2022, quando seguiu para o Senado, onde aguarda análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Em abril de 2022, Flávio foi designado relator. Ele elaborou dois relatórios para a CCJ prevendo excluir da lista de bens da União os chamados “terrenos de marinha”, incluindo as ilhas. Na prática, elas poderão ser privatizadas pelos ocupantes.

No atual regime, as ilhas podem ser usadas por pessoas ou empresas, mas essa ocupação pode ser revista pela SPU.

Em setembro de 2024, já no governo de Lula, a SPU fez uma nota técnica manifestando-se contrária à aprovação da PEC das Praias. Para o órgão, o texto “favorece amplamente as condições jurídicas para a grilagem de toda costa brasileira em favor da população mais abastada do país”.

g1

Clique no banner

Notícia
31 out

Feriado de Finados deve movimentar mais de 2 milhões de passageiros em aeroportos do Brasil

Feriado de Finados deve movimentar mais de 2 milhões de passageiros em aeroportos do Brasil

Foto: José Aldenir

Mais de 2 milhões de passageiros devem passar pelos aeroportos brasileiros entre 30 de outubro e 3 de novembro, durante o feriado prolongado de Finados, celebrado na segunda-feira 2. A estimativa do Ministério do Turismo (MTur) aponta a realização de mais de 10,3 mil voos no período, com base em informações de operadoras e concessionárias dos principais terminais do país.

O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, deve concentrar a maior movimentação, com aproximadamente 824 mil passageiros e 4,5 mil voos previstos. O volume de viajantes representa um crescimento de 3,6% em relação ao feriado de Finados de 2025.

Segundo o levantamento, o terminal paulista deverá responder por 43,6% das operações aéreas estimadas para o período em todo o Brasil.

A previsão também aponta aumento de 9,4% no movimento de embarques e desembarques em aeroportos de capitais como Belo Horizonte, Curitiba e Goiânia, na comparação com o mesmo período do ano passado. Juntas, essas cidades devem receber mais de 255,2 mil passageiros.

Nas regiões Sul e Nordeste, os aeroportos de Porto Alegre e Fortaleza devem registrar, somados, quase 200 mil passageiros e 1.374 voos domésticos durante o feriado.

Entre os destinos mais procurados pelos brasileiros estão São Paulo e Rio de Janeiro, além de capitais nordestinas como Recife, Salvador, Fortaleza e Maceió. Porto Alegre, Curitiba, Foz do Iguaçu e Belo Horizonte também aparecem entre as cidades procuradas para viagens no período.

De acordo com o Ministério do Turismo, o movimento de passageiros durante os feriados contribui para a atividade econômica nos destinos turísticos, incluindo pequenos empreendedores e estabelecimentos que atendem aos visitantes.

A expectativa do governo federal é que o deslocamento de viajantes durante o feriado de Finados gere oportunidades para o setor turístico em diferentes regiões do país.

Agora RN

Clique no banner

Notícia
31 out

Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008

Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro encerrou outubro sob forte pressão, com disparada do dólar e queda acentuada da bolsa de valores. Nesta sexta-feira 30, a moeda estadunidense avançou cerca de 1% e fechou perto de R$ 5,45, enquanto o Ibovespa recuou 0,75%, aos 167,9 mil pontos.Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008

Na semana, o dólar acumulou valorização superior a 9%, a maior desde a crise financeira de 2008. O principal índice da B3 registrou a pior queda semanal desde março de 2020, no início da pandemia de covid-19.

No plano nacional, o desempenho dos ativos foi marcado pelos ajustes do mercado após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelas incertezas sobre a política fiscal brasileira. No cenário internacional, a forte queda de ações de empresas tecnológicas e de inteligência artificial pressionou o dólar e as bolsas de outros países.

Números do dia

  • Dólar à vista: R$ 5,446 (+1,09%);
  • Máxima do dólar no dia: R$ 5,463, por volta das 16h;
  • Ibovespa: 167.921,80 pontos (-0,75%);
  • Dólar na semana: +9,15%;
  • Ibovespa na semana: -18,12%;
  • Dólar em outubro: +5,27%;
  • Ibovespa em outubro: -9,88%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sexta-feira em alta de 1,09%, cotado a R$ 5,446, no maior valor de fechamento de 2026. Durante a sessão, a moeda chegou a R$ 5,463, antes de reduzir parte dos ganhos.

Na semana posterior ao segundo turno das eleições presidenciais, o dólar acumulou alta de 9,15%, movimento que representa a maior valorização semanal desde outubro de 2008, durante a crise financeira internacional.

Em outubro, a moeda estadunidense avançou 5,27%. Com isso, passou a acumular valorização de 0,81% no ano.

Parte da volatilidade registrada na primeira metade do pregão esteve relacionada à formação da Ptax de fim de mês, taxa calculada pelo Banco Central e utilizada como referência para a liquidação de contratos futuros de câmbio.

A pressão sobre o real também foi influenciada pela reavaliação das posições dos investidores após o resultado eleitoral. A expectativa pela definição da equipe econômica do próximo governo e pela apresentação de medidas relacionadas às contas públicas manteve o mercado atento aos rumos da política fiscal brasileira.

Outro fator foi a procura por proteção cambial antes do fim de semana prolongado pelo feriado de Finados, na segunda-feira (2). No mercado internacional, a moeda estadunidense voltou a subir, perante moedas de países emergentes, num dia marcado por turbulências ligadas a empresas de tecnologia.

Bolsa acumula perdas

O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira com queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos. O resultado representou o quinto pregão consecutivo de baixa do principal índice da Bolsa brasileira.

Na semana, o indicador acumulou desvalorização de 18,12%, a maior desde março de 2020, quando havia recuado 18,88% em meio aos impactos iniciais da pandemia de covid-19.

O desempenho mensal também foi negativo. Em outubro, o Ibovespa caiu 9,88%, o pior resultado desde junho de 2022, quando a perda havia sido de 11,5%.

A pressão sobre as ações brasileiras ganhou força após a reeleição de Lula. No primeiro pregão depois do resultado eleitoral, na segunda-feira (26), a queda do índice acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações diante de perdas expressivas.

Ao longo da semana, a saída de recursos estrangeiros também contribuiu para a pressão sobre os ativos. Dados da B3 apontaram retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações nos três primeiros pregões da semana.

Cenário externo

Além das incertezas domésticas, o mercado brasileiro acompanhou um ambiente internacional desfavorável, marcado pela cautela dos investidores em relação às empresas de tecnologia dos Estados Unidos e às perspectivas para a inflação e os juros globais.

Em Nova York, o índice S&P 500 encerrou a sessão com queda de 1,82%, refletindo parte das preocupações relacionadas aos resultados de grandes empresas de tecnologia e aos investimentos em inteligência artificial.

No mercado de câmbio, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda estadunidense diante de uma cesta de seis divisas fortes, registrava alta de 0,01%, aos 101,890 pontos, às 17h31.

Agora RN

Clique no banner

Notícia
31 out

Senado vota PEC da Segurança na terça sob disputa por redução da maioridade penal

Senado vota PEC da Segurança na terça sob disputa por redução da maioridade penal

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para terça-feira 3 a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que prevê o endurecimento penal contra integrantes de facções criminosas, a possibilidade de criação de polícias municipais e mudanças nas competências da União e dos Estados. A votação ocorre em meio a uma disputa entre governo e oposição sobre a tentativa de reduzir a maioridade penal de 18 para 14 anos em casos de crimes hediondos.

A proposta é uma das prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste fim de ano. Lula tem afirmado que pretende criar o Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC. O texto também amplia as atribuições das forças policiais e altera a organização das políticas de segurança no país.

O principal impasse envolve a tentativa da oposição de incluir na proposta a redução da idade de imputabilidade penal, atualmente fixada em 18 anos. A articulação começou ainda durante a tramitação da matéria na Câmara dos Deputados e voltou a provocar divergências no Senado.

No dia 15 de outubro, Alcolumbre retirou a PEC da pauta após um impasse dentro do próprio governo. O Palácio do Planalto negociava uma alternativa para impedir o avanço da proposta apoiada por parlamentares bolsonaristas, mas integrantes do PT não chegaram a um acordo sobre o texto.

A preocupação do governo é que, sem uma alternativa, a oposição consiga aprovar a redução da maioridade penal para 14 anos em crimes hediondos. A medida conta com apoio popular, mas enfrenta resistência de partidos de esquerda e de setores religiosos.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota criticando a negociação sobre o tema. Dentro do PT, também há divergências. O senador Camilo Santana (PT) apresentou uma proposta própria para tentar impedir a aprovação da emenda da oposição, mas não conseguiu consenso entre os integrantes do partido.

Discussão começou na Câmara

A redução da maioridade penal já havia provocado impasse durante a tramitação da PEC na Câmara dos Deputados. Em março, um acordo entre o relator, Mendonça Filho (União-PE), e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), retirou do texto a possibilidade de diminuir a idade penal de 18 para 16 anos.

A previsão de um referendo sobre o assunto não fazia parte da proposta original do governo federal e havia sido acrescentada pelo relator em seu parecer. Após a pressão das bancadas de esquerda, que ameaçavam impedir a votação, Motta negociou a retirada do dispositivo.

Mudanças nas forças policiais

Além das regras penais, a PEC prevê ampliação das competências da Polícia Federal e autoriza a Polícia Rodoviária Federal a atuar em rodovias, ferrovias e hidrovias federais.

O texto também permite a criação de polícias municipais e inclui o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição Federal.

Outra medida é o endurecimento penal contra integrantes e líderes de organizações criminosas, facções, milícias privadas e grupos paramilitares.

Autonomia dos Estados

A redação em discussão no Senado apresenta diferenças em relação à proposta original elaborada pelo então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski.

Enquanto a versão inicial buscava ampliar o papel da União na segurança pública, o texto atual preserva a autonomia dos Estados na definição das políticas do setor e retira da União a competência privativa sobre segurança pública e defesa social.

O governo federal mantém essa exclusividade apenas para legislar sobre atividades de inteligência. A PEC também substitui a atribuição de manter a segurança pública pela responsabilidade de prover os meios necessários à sua manutenção, direcionando a atuação federal para o financiamento.

Pela proposta, cada ente federativo terá seus próprios conselhos e políticas de segurança pública. Os Estados também poderão criar forças-tarefas e organizar seus sistemas socioeducativos sem a participação da União.

O texto ainda amplia a participação dos parlamentares nas decisões relacionadas ao setor em comparação com os demais Poderes. A votação está prevista para terça-feira 3, com a disputa sobre a maioridade penal ainda no centro das negociações.

Agora RN

Clique no banner

WhatsApp ⌃