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08 set

Colisão entre carro e moto deixa um morto e uma mulher em estado grave na BR-406, em João Câmara

Colisão entre carro e moto deixa um morto e uma mulher em estado grave na BR-406, em João Câmara

Um homem de 54 anos morreu e uma mulher ficou gravemente ferida após uma colisão entre uma motocicleta e um automóvel na noite de segunda-feira 7, na BR-406, em João Câmara, no Rio Grande do Norte. O acidente ocorreu por volta das 18h, no km 105 da rodovia, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

De acordo com a PRF, a ocorrência envolveu uma motocicleta e um automóvel, que não foi identificado. O condutor da moto morreu em decorrência da colisão ainda no local.

A passageira da motocicleta, esposa da vítima, foi socorrida em estado grave. Até a publicação desta reportagem, não havia informações atualizadas sobre o estado de saúde dela.

Equipes da Polícia Rodoviária Federal, do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) e da Polícia Civil estiveram no local para atender à ocorrência, realizar a perícia e dar início aos procedimentos de investigação.

Segundo a PRF, as circunstâncias do acidente serão apuradas pelas autoridades competentes.

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08 set

Bancários do RN entram em greve por tempo indeterminado nesta terça-feira

Bancários do RN entram em greve por tempo indeterminado nesta terça-feira

Os bancários do Rio Grande do Norte iniciam nesta terça-feira (8) uma greve por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada após a categoria rejeitar a proposta de reajuste de 0,6% apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de até 5%, aumento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e valorização de benefícios, como o vale-alimentação.

Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do RN, Alexandre Candido, serviços como venda de seguros e empréstimos serão suspensos durante a greve. A categoria afirma que há espaço para uma proposta melhor e cita como exemplo o acordo firmado no Banco do Estado do Pará (Banpará), com reajustes e benefícios superiores.

BG

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08 set

Economia do RN cresce acima da média nacional, mas avanço vai perdendo força

Economia do RN cresce acima da média nacional, mas avanço vai perdendo força

A economia do Rio Grande do Norte chegou ao fim do primeiro semestre de 2026 crescendo acima da média brasileira, mas sem acompanhar o ritmo do Nordeste. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC) acumulou expansão de 1,7% no Estado nos 12 meses encerrados em junho, ante 1,5% no País e 2,4% na região.

Entre os Estados nordestinos acompanhados pelo indicador, o RN teve o terceiro maior avanço, atrás de Pernambuco, com 3,1%, e Maranhão, com 2,2%. Os números fazem parte de estudo do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), área de pesquisa do Banco do Nordeste, e mostram uma economia potiguar relativamente estável ao longo dos primeiros seis meses do ano. Ceará, com 1,6%, e Bahia, com 1,5%, ficaram abaixo do RN.

O desempenho potiguar ocorre em um cenário no qual a economia nordestina conseguiu preservar uma diferença positiva em relação ao País. Em cinco dos seis primeiros meses de 2026, a taxa acumulada em 12 meses da região ficou acima da nacional. Em janeiro, Nordeste e Brasil estavam empatados em 2,2%. Em fevereiro, os índices passaram a 2,4% e 1,8%, respectivamente; em março, a diferença aumentou para 2,8% contra 1,8%; e, em abril, chegou a 2,8% contra 1,6%. Em maio, foram 2,6% e 1,4%, até chegar a junho em 2,4% e 1,5%.

Apesar da vantagem regional, a trajetória dos indicadores também aponta perda de velocidade. A expansão nordestina, que chegou a 2,8% em março e abril, recuou em 12 meses até junho, para 2,6% em maio e 2,4% em junho. No País, a desaceleração foi mais prolongada: a taxa acumulada em 12 meses estava em 2,2% em janeiro e terminou junho em 1,5%. O quadro coloca o RN entre duas tendências: cresce um pouco mais que o conjunto brasileiro, mas permanece 0,7 ponto percentual abaixo da média nordestina.

O indicador utilizado no levantamento é acompanhado mensalmente pelo Banco Central e funciona como uma sinalização mais rápida da evolução da atividade. Ele não substitui o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo IBGE, mas permite acompanhar a direção da economia antes da divulgação das Contas Nacionais e Regionais. No caso do indicador regional, o próprio Banco Central o define como uma medida mensal do nível da atividade econômica.

Para o pesquisador do Etene e autor do estudo, Biagio de Oliveira Mendes Junior, os dados disponíveis não permitem apontar diretamente quais setores respondem pelos 1,7% de crescimento potiguar. “Isto devido à escassez de dados e de demora na análise”, explica. A leitura de outros indicadores, entretanto, permite identificar atividades que vêm apresentando resultados positivos no Estado.

Comércio sobe 5,9% e ajuda a sustentar atividade potiguar

É no comércio que aparece um dos sinais mais favoráveis da economia do Rio Grande do Norte. O volume de vendas do varejo potiguar avançou 5,9% no acumulado de 12 meses encerrados em junho, enquanto a média brasileira ficou em 1,6%. O resultado colocou o RN com o segundo maior crescimento entre os Estados nordestinos nesse recorte, atrás apenas de Pernambuco, com 6,1%.

A leitura do período de 12 meses, porém, convive com sinais de moderação no curto prazo. Dados da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE mostram que, em junho, o varejo potiguar recuou 0,1% ante maio, já descontados os efeitos sazonais, na terceira queda mensal consecutiva. Ainda assim, no primeiro semestre, entre janeiro e junho, o setor acumulava crescimento de 4,5% frente ao mesmo intervalo de 2025.

O desempenho acumulado mostra que a expansão construída nos meses anteriores ainda sustenta uma taxa anual elevada, mesmo com o enfraquecimento recente. No cenário nacional analisado pelo Etene para o comércio, aparecem em terreno positivo atividades como artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos, com avanço de 4,4%; equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com 3,7%; veículos, motocicletas, partes e peças, com 3,3%; e móveis e eletrodomésticos, com 2,4%. Tecidos, vestuário e calçados recuaram 1,4%, enquanto materiais de construção tiveram queda de 0,1%.

A capacidade de o consumo manter esse desempenho passa a ser uma das variáveis para os próximos meses. Crédito mais caro tende a afetar especialmente compras financiadas e de maior valor, enquanto a evolução do emprego e da renda será determinante para as atividades mais ligadas ao consumo corrente das famílias.

Indústria é o caminho para ampliar bases do crescimento

No Rio Grande do Norte, a discussão passa pela capacidade de transformar a expansão atual em crescimento distribuído entre um número maior de atividades. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), Roberto Serquiz, avalia que a indústria de transformação e setores ligados aos recursos naturais do Estado podem ampliar essa base.

“A indústria de transformação vem apresentando um crescimento gradual e, quando olhamos para o potencial dos nossos recursos naturais, destacamos as energias renováveis, o petróleo, a mineração, a pesca, a fruticultura e o sal”, afirma Serquiz.

A lista reúne cadeias com características diferentes, mas que têm participação relevante na estrutura produtiva potiguar. Energia, petróleo e mineração são atividades intensivas em capital e dependentes de investimentos de longo prazo, enquanto fruticultura, pesca e indústria de transformação têm maior potencial de espalhamento por cadeias de fornecedores, processamento, logística e mercado de trabalho.

Para Serquiz, a expansão dessas atividades não depende somente da decisão das empresas de investir. “O desenvolvimento desses setores depende também da capacidade do Estado de atender às suas demandas e criar as condições necessárias para que possam avançar”, afirma.

O presidente da Fiern coloca segurança jurídica, funcionamento das instituições e capacidade de resposta do poder público entre as condições necessárias para sustentar novos investimentos. “Para que o crescimento seja estável, é preciso compreender que essa condição não depende apenas do setor privado”, diz. Segundo Serquiz, são necessários “apoio, segurança jurídica, agilidade e cumprimento de suas responsabilidades institucionais”.

A ampliação da indústria também ajudaria a reduzir a dependência de setores mais sensíveis ao consumo e ao ciclo dos juros. No cenário nacional, a indústria cresceu apenas 0,7% no acumulado de 12 meses até junho, desempenho inferior ao dos serviços e da agropecuária, segundo o levantamento do Etene.

Os números do primeiro semestre colocam, portanto, a economia potiguar em uma posição intermediária. O RN preserva crescimento de 1,7%, supera os 1,5% do Brasil e aparece em terceiro lugar entre os cinco Estados nordestinos analisados, mas ainda fica distante dos 2,4% registrados pelo Nordeste e dos 3,1% de Pernambuco. Ao mesmo tempo, o avanço de 5,9% do varejo mostra que há segmentos com desempenho mais forte do que o indicador agregado.

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Lojão do Real
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08 set

Mendonça afasta Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal 

Mendonça afasta Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal 

O ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (8) afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de suas funções. 

Mendonça também afastou preventivamente o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. 

O ministro justificou a urgência da medida diante do que disse ser a “superlativa gravidade” e “ilicitude” da divulgação de “relatórios de inteligência” da PF pelo ministro Alexandre de Moraes, também do Supremo. 

O movimento ocorre após Moraes ter tornado público, na semana passada, um relatório da PF em que se sugere um possível direcionamento das investigações do caso Master contra desafetos políticos de Mendonça. O documento, contudo, não é assinado nem possui o cabeçalho da PF. 

“[O episódio] impõe a adoção de providências imediatas para evitar que as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo vilipendiadas”, escreveu Mendonça. 

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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08 set

Anatel autoriza venda da telefonia fixa da Oi

Anatel autoriza venda da telefonia fixa da Oi

O conselho diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) autorizou a transferência do controle da Oi Serviços Telefônicos para a Método Telecomunicações, mas impôs condições para a conclusão do negócio.

O tema foi discutido em reunião extraordinária na última quinta-feira e aprovado de forma unânime. O voto foi proferido pelo conselheiro Edson Holanda, e acompanhado pelos demais conselheiros.

Em julho, antes de a falência ser decretada, a Oi fechou um contrato com a Método para venda da unidade de serviços telefônicos por R$ 60,1 milhões.

A unidade carrega as atividades remanescentes da antiga concessão de telefonia fixa, como as linhas de chamadas de voz, as ligações tridígito (190, 192, 193, entre outros), orelhões, torres e outros ativos.

“Minha análise conclui que a transferência do controle só pode ser aprovada mediante a assunção formal de compromissos pela Método”, disse Holanda, na reunião.

Entre as condições está a apresentação de garantias financeiras pela Método para assegurar sua capacidade de prestar os serviços, além de um termo firmando o compromisso pela adquirente de que tais operações não serão desligadas, dado o seu caráter essencial.

“Essa exigência ganha relevância dada a situação econômica da Oi e para garantir que os compromissos sejam plenamente executados após a mudança de controle”, defendeu Holanda.

O conselho diretor também cobrou a apresentação de um plano de transferência das operações da Oi para a Método, a fim de evitar eventuais interrupções nos serviços essenciais. E exigiu também que sejam mantidas as condições para fiscalização desses serviços pela agência reguladora.

Fim
A concessão de telefonia fixa da Oi foi encerrada há dois anos, com a mudança no regime da prestação do serviço para o modelo de “autorização”. Isso ocorreu mediante o termo de autocomposição firmado entre Oi, Anatel e o TCU (Tribunal de Contas da União), em 2024.

Com isso, a operadora foi autorizada a desmobilizar a rede e vender cabos de cobre e imóveis de estações telefônicas antigas. O objetivo era livrar a tele de despesas pesadas de manutenção de um serviço obsoleto que já não gerava receitas suficientes.

Em contrapartida, a Oi assumiu o compromisso de manter a telefonia fixa funcionando até 2028 em cerca de 7,5 mil localidades onde é a única operadora, além de realizar investimentos em infraestrutura de telecomunicações e políticas públicas de internet.

Na reunião, a Anatel determinou que os compromissos de manutenção do serviços devem ser assumidos pela Método. Para isso, será necessário adotar um aditivo ao “termo de autocomposição”.

Já os investimentos em infraestrutura não serão repassados para a Método, decidiu o conselho diretor. Eles ficarão com a Oi e com a V.tal, empresa controlada pelo BTG Pactual.

Esses investimentos eram de, no mínimo, R$ 5,8 bilhões, podendo chegar a R$ 10,2 bilhões, caso a Oi recebesse o dinheiro esperado com a arbitragem movida contra a Anatel na qual cobra prejuízos sofridos durante a concessão.

Quando o termo de autocomposição foi assinado, a Oi já tinha pouco dinheiro em caixa e fechou uma parceria com a V.tal para dividir a conta, cedendo os recursos esperados com a arbitragem – cujo desfecho permanece em aberto.

CNN

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