A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro. O índice representa o menor valor para o trimestre desde o início da série histórica, iniciada em 2012. Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A pesquisa mostra que 5,6 milhões de brasileiros estavam sem emprego até o mês passado. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, houve queda de 6,9%, o equivalente a aproximadamente 417 mil pessoas.
📌Segundo o IBGE, o desemprego se refere às pessoas com idade para trabalhar (acima de 14 anos) que não estão trabalhando, mas estão disponíveis e tentam encontrar trabalho. Assim, para alguém ser considerado desempregado, não basta não possuir um emprego.
A população ocupada também é a maior na série histórica, com 103,6 milhões de pessoas no intervalo considerado — com alta de 0,6% no trimestre e aumento de 1,2% no ano.
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro. O índice representa o menor valor para o trimestre desde o início da série histórica, iniciada em 2012. Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A pesquisa mostra que 5,6 milhões de brasileiros estavam sem emprego até o mês passado. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, houve queda de 6,9%, o equivalente a aproximadamente 417 mil pessoas.
📌Segundo o IBGE, o desemprego se refere às pessoas com idade para trabalhar (acima de 14 anos) que não estão trabalhando, mas estão disponíveis e tentam encontrar trabalho. Assim, para alguém ser considerado desempregado, não basta não possuir um emprego.
A população ocupada também é a maior na série histórica, com 103,6 milhões de pessoas no intervalo considerado — com alta de 0,6% no trimestre e aumento de 1,2% no ano.
O Brasil convive hoje com a maior taxa de juro real do mundo, segundo ranking com 40 países analisados pela fintech MoneYou. Maior que a de países em guerra como a Rússia ou em crise como a Argentina. Isso dificulta investimentos e faz o endividamento explodir. Atrelado à necessidade de equilibrar as contas públicas, o tema está entre os maiores desafios econômicos do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O tamanho dos juros A taxa básica de juros do país, a Selic, está hoje em 13,75% ao ano. Definida pelo BC (Banco Central), ela é uma espécie de piso dos juros e está em patamar elevado — acima de 10% ao ano — desde 2022. “Esse é o piso. Os juros que os consumidores e empresários encontram quando vão tomar crédito são bem mais altos. Então, a Selic no nível atual inibe bastante a atividade econômica”, diz Alexandre Andrade, diretor do IFI (Instituto Fiscal Independente).
Isso coloca o Brasil no topo do ranking mundial dos juros. Temos o maior juro real do mundo, com 8,45% ao ano, segundo levantamento da MoneYou divulgado em setembro. A conta considera a taxa de juros praticada no país, menos a inflação prevista para os próximos 12 meses. Em segundo lugar está a Rússia, com juros reais de 6,79% ao ano. A Argentina aparece em sétimo lugar no ranking, com juro real de 2,69% ao ano. Lá, a taxa de juros praticada é de 29% ao ano, mas a inflação projetada supera os 20%. O levantamento considera um grupo de 40 países.
O quadrinista mossoroense Luckas Iohanathan conquistou, pela segunda vez, o Prêmio Jabuti na categoria Histórias em Quadrinhos. Ele venceu a 68ª edição da premiação, anunciada na terça-feira (27), com a obra “Ouroboros”, publicada pela editora Comix Zone. O artista já havia recebido o troféu em 2024, com “Como Pedra”.
A obra vencedora acompanha a trajetória de Kesler, um policial que, após passar por um episódio traumático, decide retornar à casa onde cresceu. No local, ele precisa revisitar lembranças do passado e lidar com as marcas de sua relação conturbada com a mãe. A narrativa aborda temas como memória, culpa, conflitos familiares e ciclos que se repetem.
A vitória coloca Luckas entre os quadrinistas que conquistaram o Jabuti mais de uma vez. Com o novo reconhecimento, o artista potiguar repete o feito dois anos após sua primeira premiação, também na categoria de quadrinhos.
Trajetória nos quadrinhos
Aos 32 anos, Luckas mora na Argentina desde 2021. Sua trajetória começou com a publicação de “O monstro debaixo da minha cama”, lançada na internet em 2020. A obra foi indicada ao Troféu HQ Mix no ano seguinte e recebeu o 2º Prêmio Geek de Literatura em 2023.
Em 2024, o quadrinista lançou “Como Pedra”, seu primeiro romance gráfico impresso pela Comix Zone, com o qual conquistou o primeiro Jabuti. Dois anos depois, voltou à premiação com “Ouroboros” e venceu novamente.
Outro potiguar também esteve entre os finalistas do Jabuti 2026. O fotógrafo, artista visual e antropólogo Pablo Pinheiro concorreu em duas categorias com o livro “Vaqueiro de Gibão”, publicado pela editora Deu na Telha.
Segundo a empresa, uma investigação inicial indica que o computador pode ter sido usado para acessar um de seus sistemas e fazer saques não autorizados. O ataque é considerado por especialistas o maior roubo de moedas digitais já registrado.
“Nossa equipe de segurança está rastreando todo o caminho do ataque através do computador comprometido, que pode ser o ponto de entrada do incidente”, afirmou a Binance. Mais tarde, a empresa informou ter identificado outros pontos de invasão.
Mark Karpeles, ex-chefe da corretora de bitcoin Mt Gox, disse à agência Reuters que os invasores provavelmente acessaram as chaves privadas de pelo menos duas carteiras da Binance. Sediada em Tóquio, a Mt Gox encerrou suas atividades há 12 anos, após o roubo de US$ 500 milhões em bitcoin.
“A Binance parece ter dividido seus ativos em vários sistemas, garantindo que um ataque só possa afetar parte dos ativos, mas mesmo assim um único ataque é uma grande perda”, afirmou Karpeles.
Foto: Matt Slocum/AP
Segundo a agência de notícias AFP, a empresa de análise de blockchain TRM Labs afirmou na quinta-feira ter “alta confiança” de que o ataque foi realizado pelo TraderTraitor, um grupo de hackers ligado à Coreia do Norte. A empresa citou “informações robustas dentro e fora da blockchain”.
“Várias características do ataque coincidem com roubos anteriores vinculados à Coreia do Norte”, afirmou a TRM.
Analistas acreditam que o TraderTraitor faça parte do Grupo Lazarus, que ganhou notoriedade em 2014, quando foi acusado de invadir os sistemas da Sony Pictures em represália a “A Entrevista”, filme que satirizava o líder norte-coreano Kim Jong-un.
Ainda segundo analistas, o ataque na Binance pode ter consequências mais amplas para o setor de criptomoedas, que já enfrentava a pressão dos juros mais altos nos Estados Unidos e da queda na demanda de compradores de fundos negociados em bolsa.
O episódio também abriu espaço para movimentações políticas de olho nas eleições de 2030. Aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), avaliam que o desgaste de Flávio pode favorecer uma reorganização da direita em torno do nome do governador.
Na quarta-feira (28), já nos Estados Unidos, Flávio publicou uma carta em que se declarou “presidente eleito do Brasil”. Posteriormente, alterou o documento e passou a se apresentar como “líder” do país. Flávio, no entanto, manteve os trechos em que não reconhecia o resultado do pleito e afirmava que as eleições foram roubadas.
A declaração provocou desconforto até mesmo entre integrantes do PL. O presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira (29) que não gostou do conteúdo da carta e disse que nem mesmo o ex-presidente Jair Bolsonaro sabia da viagem do filho para os Estados Unidos.
“[Ele] passou uma situação difícil, nós compreendemos, mas não aprovamos”, declarou Valdemar.
Levantamento do g1 mostra que apenas um dos 15 aliados que acompanharam Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no discurso após a derrota eleitoral compartilhou a carta publicada pelo senador. José Medeiros (PL-MT) divulgou e ainda mantém nas redes a versão em que Flávio se declara “presidente eleito”. Nikolas Ferreira (PL-MG) comentou apenas a repercussão do termo.
Nos bastidores, integrantes do PL ouvidos pela reportagem sob reserva avaliam que o episódio pode aprofundar o desgaste político do bolsonarismo e atingir outras lideranças do grupo, entre elas o próprio Rogério Marinho, que pretende disputar a Presidência do Senado.
Desgaste de Flávio abre espaço para Tarcísio
Em meio à repercussão negativa da carta e da saída de Flávio do país, aliados de Tarcísio de Freitas enxergam uma oportunidade para que o governador assuma maior protagonismo na direita e construa uma candidatura à Presidência da República em 2030.
Segundo interlocutores do governador, desde a viagem de Flávio para os Estados Unidos, Tarcísio tem recebido telefonemas de governadores, senadores, empresários e representantes do agronegócio com manifestações de apoio.
A avaliação entre pessoas próximas ao governador é que a decisão de deixar o Brasil e a contestação do resultado eleitoral enfraquecem politicamente Flávio Bolsonaro e abrem espaço para outras lideranças do campo conservador.
O próprio Tarcísio afirmou, em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, na quarta-feira (28), a possibilidade de disputar a Presidência em 2030.
“Terminando bem o segundo mandato, obviamente abre uma possibilidade. Mas isso é uma coisa que você avalia em grupo, não sozinho”, afirmou.
Tarcísio foi um dos aliados que aconselharam Flávio a não deixar o Brasil. Publicamente, o governador declarou compreender a decisão do senador, mas que não concordava com ela.
Um integrante da cúpula do governo paulista afirmou que ainda é cedo para discutir a eleição presidencial de 2030, mas reconheceu que a contestação do resultado das urnas e a autodeclaração de Flávio como presidente foram erros políticos de grandes proporções.
“Se ele [Flávio] é contra reeleição e se declarou presidente, a candidatura morre antes de nascer”, ironizou um interlocutor do governador, em referência à proposta de acabar com a reeleição defendida pelo senador durante a campanha presidencial.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) também é apontada por aliados do governador como uma liderança que pode ganhar espaço com o afastamento de Flávio.
A boa relação entre Michelle e Tarcísio alimenta, nos bastidores, a possibilidade de uma chapa presidencial em 2030, com o governador como candidato e a ex-primeira-dama como vice.
A articulação, porém, enfrenta obstáculos dentro do próprio bolsonarismo. Aliados avaliam que Michelle encontra resistência entre integrantes da ala mais fiel à família Bolsonaro, especialmente entre os filhos do ex-presidente.
Bolsonaristas resistem a nova liderança
Apesar das movimentações em torno de Tarcísio, integrantes da ala mais próxima de Jair Bolsonaro resistem à possibilidade de uma nova liderança assumir o comando da direita.
Questionado sobre as articulações políticas enquanto Flávio permanece nos Estados Unidos, o vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo, indicado ao cargo por Jair Bolsonaro, defendeu a autoridade do ex-presidente sobre o grupo.
“Nosso maior líder está preso. Ele indicou seu filho para concorrer nas eleições. Estes que pensam que podem assumir assim não vão prosperar”, afirmou.
Mello Araújo não citou Tarcísio nominalmente, mas ressaltou que a liderança política não pode ser construída apenas por articulações.
“Ela é nata, não se cria, não se faz”, declarou.
A resistência mostra que, embora aliados de Tarcísio vejam uma oportunidade política no desgaste de Flávio, uma eventual candidatura presidencial do governador ainda dependeria de negociações com diferentes setores da direita, incluindo o grupo mais fiel à família Bolsonaro.
Esquerda repudia carta; Lula deve evitar manifestações
Do lado do governo, a orientação entre aliados próximos ao presidente Lula é evitar que o petista entre diretamente na controvérsia provocada por Flávio Bolsonaro.
Segundo um interlocutor do presidente, Lula não pretende se manifestar sobre a saída do senador do Brasil nem sobre sua autodeclaração como presidente eleito.
A avaliação é que uma manifestação oficial só seria necessária caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passasse a apoiar a narrativa apresentada por Flávio.
Enquanto o presidente evita declarações públicas, partidos de esquerda e aliados do governo reagiram de forma conjunta.
Em nota divulgada na quarta-feira (28), PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT repudiaram a contestação do resultado da eleição presidencial e alertaram contra uma eventual interferência estrangeira no processo democrático brasileiro.
“O Brasil não aceita interferência estrangeira em seu processo democrático”, afirmaram as siglas.
No documento, os partidos também rebateram um dos argumentos utilizados por Flávio Bolsonaro para questionar o resultado eleitoral: a prorrogação do horário de votação.
Segundo as legendas, a medida foi solicitada pelas duas campanhas presidenciais em razão de restrições no transporte público e de fortes chuvas. A extensão do horário, afirmaram, foi concedida de maneira isonômica em todo o país.
Os partidos ressaltaram ainda que a legalidade da eleição foi atestada pela Justiça Eleitoral, pelas próprias legendas, incluindo o PL, e por observadores internacionais independentes.
“O Brasil não é quintal de ninguém, e a vontade soberana do povo brasileiro será respeitada”, concluíram os partidos.