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02 jun

Simulador Desenrola 2.0: como calcular o desconto na sua dívida antes de fechar o acordo

Simulador Desenrola 2.0: como calcular o desconto na sua dívida antes de fechar o acordo

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

O governo federal lançou uma calculadora oficial que permite que os brasileiros simulem a renegociação de dívidas no programa Novo Desenrola Brasil – Famílias, conhecido como Desenrola 2.0. Os consumidores endividados podem estimar descontos, parcelas e até o uso do FGTS na renegociação – antes de procurar o banco para fechar um acordo. A ferramenta apresenta valores estimados com base nas regras do programa.

Segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa foi criada para ajudar pessoas com renda de até 5 salários mínimos – o equivalente a R$ 8.105 – a renegociar dívidas em melhores condições.

A ferramenta já pode ser testada e está disponível no site do Ministério da Fazenda, em: simuladordesenrola.fazenda.gov.br. Para calcular previamente as condições de renegociação antes de procurar uma instituição financeira é necessário seguir alguns critérios, como:

  • Ter dívidas contratadas antes de 31 de janeiro de 2026.
  • Ter dívidas atrasadas há, no mínimo, 91 dias e, no máximo, 2 anos.

O que é o simulador do Desenrola 2.0?

A calculadora foi criada pelo Ministério da Fazenda para que pessoas endividadas consigam prever as condições de renegociação antes de aderir ao programa. A ferramenta calcula estimativas com base nas regras oficiais do Desenrola 2.0, considerando fatores como:

  • Valor da dívida;
  • Tempo de atraso;
  • Descontos mínimos exigidos.
  • Possibilidade de uso do FGTS.

Pela tecnologia, há como simular o uso do FGTS na renegociação. Pelas regras do programa, até 20% do saldo disponível no fundo ou R$ 1 mil pode ser utilizado  –  o que for maior. A possibilidade de utilização do FGTS precisa ser consultada com o banco da pessoa física.

A ferramenta deve ser utilizada apenas para simular a renegociação das dívidas. Os valores apresentados são estimativas e não contemplam tarifas adicionais ou impostos. 

A Fazenda alerta que os acordos definitivos devem ser fechados diretamente com as instituições financeiras credoras.

A simulação considera a taxa de juros máxima de 1,99% ao mês. O programa prevê descontos de até 90%, juros reduzidos e parcelamento de 12 até 48 meses.

Por que simular antes de aderir? 

Conforme o governo, a iniciativa busca ampliar o acesso à informação, a segurança para tomada de decisão e, ainda, facilitar a organização financeira das famílias.

Fazer a simulação antes de fechar o acordo pode ajudar o consumidor a entender quanto realmente pode economizar, comparar parcelamentos, verificar se a parcela cabe no orçamento e, ainda, avaliar o uso do FGTS para reduzir a dívida.

Passo a passo: como usar o simulador

  • Acesse a plataforma oficial em simuladordesenrola.fazenda.gov.br;
  • Informe os dados da dívida, como valor, entre outras informações solicitadas;
  • Escolha o número de parcelas;
  • Simule o uso do FGTS.

A Fazenda reitera, em nota, que as condições finais de renegociação devem ser confirmadas diretamente com as instituições financeiras participantes do programa.

Fonte: Brasil 61

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02 jun

Brasil perde quase 40% da água tratada antes de ela chegar aos consumidores

Brasil perde quase 40% da água tratada antes de ela chegar aos consumidores

Foto: Marcelo Casal/Agência Brasil

Enquanto cerca de 33 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água potável, o país perde 39,53% da água tratada durante o processo de distribuição. Isso significa que quase quatro em cada dez litros produzidos não chegam aos consumidores. 

Os dados fazem parte do “Estudo de Perdas de Água 2026 (SINISA, 2024): Desafios na Eficiência do Saneamento Básico no Brasil”, elaborado pelo Instituto Trata Brasil (ITB) em parceria com a consultoria GO Associados. 

Segundo o levantamento, divulgado nesta terça-feira (2), as perdas físicas registradas em 2024 alcançaram aproximadamente 4,4 bilhões de metros cúbicos de água. O volume equivale ao desperdício diário de 4,8 mil piscinas olímpicas. 

Em outra comparação, representa 16,2 milhões de caixas d’água suficientes para abastecer uma família de cinco pessoas por dia ou, ainda, 4,5 vezes o volume do Sistema Cantareira ao longo de um ano.

Durante o abastecimento, a água pode ser perdida por diferentes fatores, entre eles vazamentos nas redes, falhas de medição e consumos não autorizados.

Considerando apenas as perdas físicas, como os vazamentos, o volume desperdiçado seria suficiente para abastecer cerca de 77 milhões de brasileiros durante um ano.

O número corresponde a mais de um quarto da população do país em 2024 e supera em mais de duas vezes o contingente de pessoas sem acesso à água tratada, estimado em cerca de 33 milhões de habitantes.

O estudo também aponta que o mesmo volume poderia garantir abastecimento por dois anos aos 17,2 milhões de brasileiros que vivem em comunidades vulneráveis. Do ponto de vista ambiental, a redução dessas perdas permitiria ampliar a disponibilidade de recursos hídricos sem a necessidade de captar água em novos mananciais.

Redução avança lentamente

Apesar de uma leve melhora nos últimos anos, os índices de perdas seguem distantes da meta nacional de 25%. Em 2020, o percentual era de 40,14%. Em 2024, chegou a 39,53%.

Para a presidente do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, a evolução ocorre em ritmo insuficiente diante dos desafios enfrentados pelo país.

“No ano passado tínhamos uma perda de 40,3%, mas esse número tem reduzido numa velocidade muito lenta, o que demonstra que a gente precisa ser mais eficiente e priorizar mais esse tema da redução de perdas de água, principalmente num cenário onde a gente tem crise hídrica, onde a gente tem ondas de calores, secas cada vez mais recorrentes”, considera.

As diferenças regionais continuam expressivas. O estudo mostra que as regiões Norte e Nordeste concentram os maiores desafios tanto na redução das perdas quanto nos indicadores de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto.

Entre 2020 e 2024, a região Nordeste registrou a maior piora, com aumento de 0,46 ponto percentual. Já a região Norte apresentou a maior redução no período, com queda de 1,79 ponto percentual.

Segundo Luana Pretto, o combate às perdas gera benefícios que vão além da preservação dos recursos hídricos.

“Quando a gente reduz a perda, por exemplo, física, a gente capta menos água no rio, a gente usa menos produto químico para o tratamento, a gente usa menos energia elétrica para esse bombeamento da água, o que faz com que haja uma redução no custo operacional e uma melhor tarifa também paga pelo cidadão”, destaca.

Diferenças entre os estados

A comparação entre os estados evidencia desigualdades regionais e estruturais nos sistemas de abastecimento.

Os maiores índices de perdas estão concentrados principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Alagoas lidera o ranking, com 66,90%, seguida por Roraima (65,97%), Pará (57,33%), Maranhão (56,68%), Acre (56,48%) e Sergipe (55,10%). Todos os percentuais estão bem acima da média nacional de 39,53%.

Na outra ponta aparecem estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O menor índice do país foi registrado no Piauí, com 24,61%. Em seguida aparecem Goiás (27,13%), Mato Grosso do Sul (30,60%), Distrito Federal (31,55%), Tocantins (31,58%), São Paulo (32,15%) e Paraná (33,40%).

Ranking dos estados por perdas na distribuição

  • Piauí (24,61%)
  • Goiás (27,13%)
  • Mato Grosso do Sul (30,60%)
  • Distrito Federal (31,55%)
  • Tocantins (31,58%)
  • São Paulo (32,15%)
  • Paraná (33,40%)
  • Santa Catarina (34,97%)
  • Minas Gerais (35,29%)
  • Rio Grande do Sul (39,25%)
  • Amapá (39,27%)
  • Mato Grosso (40,01%)
  • Espírito Santo (40,64%)
  • Bahia (41,14%)
  • Amazonas (43,17%)
  • Pernambuco (43,44%)
  • Paraíba (44,00%)
  • Ceará (45,22%)
  • Rondônia (45,29%)
  • Rio Grande do Norte (47,06%)
  • Rio de Janeiro (50,53%)
  • Sergipe (55,10%)
  • Acre (56,48%)
  • Maranhão (56,68%)
  • Pará (57,33%)
  • Roraima (65,97%)
  • Alagoas (66,90%)

Situação dos municípios

Entre os municípios analisados, o índice médio de perdas foi de 35,56% em 2024, acima dos 31,09% registrados em 2023. Dos 99 municípios considerados, apenas 20 apresentaram perdas inferiores a 25%, enquanto 14 registraram índices superiores a 50%.

Os melhores resultados concentram-se principalmente no Sudeste, que reúne 12 dos 20 municípios com menores perdas na distribuição. Suzano, em São Paulo, registrou apenas 1,27%, enquanto Santos ficou em 5,35%, ambos muito abaixo da média nacional.

Já entre os piores desempenhos predominam cidades das regiões Norte e Nordeste. O destaque negativo é Parauapebas (PA), com 70,68%, seguida por Maceió, com 64,05%. Outras cidades também registram índices elevados, como Belo Horizonte (68,29%) e Várzea Grande (MT), com 59,03%.

O levantamento mostra ainda que apenas 12 dos 100 municípios mais populosos do país cumpriam simultaneamente, em 2024, as metas estabelecidas pela Portaria 788/2024 para redução de perdas. São eles:

  • Campinas (SP)
  • Campo Grande (MS)
  • Franca (SP)
  • Goiânia (GO)
  • Limeira (SP)
  • Maringá (PR)
  • Petrópolis (RJ)
  • Santos (SP)
  • São José do Rio Preto (SP)
  • Suzano (SP)
  • Taubaté (SP)
  • Teresina (PI)

Entre as capitais brasileiras, apenas quatro ficaram abaixo da meta de 25% definida pela Portaria 788/2024: Goiânia, São Paulo, Campo Grande e Teresina. A média das 27 capitais foi de 39,30%.

Fonte: Brasil 61

Campo Forte
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02 jun

Previsão indica mais chuva para estados do Nordeste em junho

Previsão indica mais chuva para estados do Nordeste em junho

O mês de junho deve registrar chuvas acima da média em parte do Nordeste brasileiro, segundo previsão divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). O destaque fica para áreas da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte, que devem ter maior volume de precipitações durante o período.

Além das chuvas, a previsão também aponta temperaturas acima da média em diversos estados da região, principalmente em áreas do MATOPIBA, além de Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

De acordo com o prognóstico climático, os maiores acumulados de chuva no Nordeste devem ocorrer no norte do Maranhão e Piauí, além de grande parte do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Nas demais áreas da região, os volumes devem permanecer próximos da média histórica para o mês.

Já em relação às temperaturas, o INMET prevê marcas até 1°C acima da média em boa parte do Nordeste. No entanto, estados como Ceará e Rio Grande do Norte devem registrar temperaturas dentro da normalidade para o período.

O cenário climático também deve impactar diretamente a agricultura nordestina. Segundo o instituto, as chuvas dentro ou acima da média podem beneficiar o desenvolvimento das lavouras de milho segunda safra, especialmente no Maranhão.

Na região do SEALBA, formada por Sergipe, Alagoas e Bahia, as condições climáticas devem favorecer o avanço do plantio do feijão e do milho terceira safra.

A manutenção da umidade do solo na faixa litorânea também deve beneficiar a fruticultura, reduzindo a necessidade de irrigação e os custos de produção.

Por outro lado, no interior do Nordeste, principalmente no MATOPIBA, a combinação entre temperaturas elevadas e chuvas próximas da média pode aumentar a evapotranspiração e trazer riscos para lavouras de milho semeadas mais tardiamente.

O INMET também alerta para possíveis impactos nas pastagens cultivadas da região. A entrada do período seco, associada às temperaturas mais altas, pode reduzir o crescimento das forrageiras e comprometer a qualidade da alimentação animal.

No restante do país, a previsão indica chuvas acima da média em áreas das regiões Norte e Sul, enquanto parte do Sudeste deve registrar precipitações abaixo da média histórica.

As temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte do Brasil, principalmente na porção central do país.

Campo Forte
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02 jun

Governo do RN institui o Plano Estadual das Juventudes

Governo do RN institui o Plano Estadual das Juventudes

O Governo do Rio Grande do Norte institui o Plano Estadual das Juventudes (PEJ/RN) para o decênio 2026-2036, um marco legal voltado ao desenvolvimento integral e à proteção dos direitos dos jovens potiguares.

No ato  de abertura do Seminário “As Juventudes Construindo Políticas Públicas: um legado de várias gerações” nesta sexta-feira, 29, a governadora Fátima Bezerra assinou o decreto que estabelece as normas do Plano elaborado de forma participativa a partir de demandas da Conferência Estadual de Juventude e do conselho da categoria (CEJUV/RN). O documento consolida diretrizes e metas integradas entre áreas como educação, trabalho, saúde e cidadania.

O PEJ/RN está estruturado em 12 eixos orientadores e prioriza a profissionalização, a saúde mental e o fortalecimento da participação política juvenil. A iniciativa destaca-se pelo enfoque na igualdade e no respeito à diversidade, estabelecendo ações específicas para as populações negra, indígena, quilombola e LGBTQIA+, visando mitigar desigualdades históricas e ampliar o acesso desse público às políticas públicas estaduais.

“Nosso Governo dá atenção à juventude. Estamos assinando este decreto para dar condições à emancipação social e política a nossa juventude. Além disso, as medidas possíveis vão contribuir para a redução da violência. Serão medidas que se somam a outras já realizadas como, por exemplo, criação dos Ierns — que proporcionam educação de qualidade -, às reformas e estruturação das escolas estaduais com melhores condições físicas, internet com Wi-fi e climatização. Ampliamos o atendimento a alunos especiais, passando de cinco mil para mais de dez mil. Investimos mais de R$ 150 milhões. Tudo isso para dar condições à emancipação social e política à juventude”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.

Para a secretária nacional da Juventude da Presidência da República, Vitória Genuíno, “o governo do RN demonstra compromisso com a juventude do estado. Aqui, hoje, estamos assinando ações importantes, iniciativas que dialogam com a política nacional e que irão contribuir muito para o fortalecimento da atenção aos nossos jovens”. A secretária de Estado da Mulher, Juventude, Igualdade e Direitos Humanos (Semjidh), Júlia Arruda, pontuou que a gestão está construindo políticas públicas para a juventude em todos os segmentos da sociedade, “com a finalidade de priorizar ações para que os jovens do RN não tenham sonhos interrompidos pela falta de oportunidades e pela desigualdade social”.

Representando a Câmara dos Deputados, Fernando Mineiro destacou que o Governo do RN junto com o Governo Federal “definem políticas para juventude e este evento mostra isso com a evolução de construções muito importantes”.  A Assembleia Legislativa foi representada pelas deputadas estaduais Isolda Dantas e Divaneide Basílio. Isolda enfatizou que a política pública apoia o respeito aos direitos da juventude e sua ousadia e coragem”. Divaneide considerou “o somatório de esforços para a execução de ações em prol da valorização da juventude”.

PARCERIAS

A solenidade contou ainda com a assinatura da formalização de parcerias institucionais com o IFRN, Ministério de Justiça e com o Organismo Internacional de Juventude para Iberoamérica (OIJ). Entre os destaques está o Plano Estadual das Juventudes, o anúncio da atualização da Lei da Meia Entrada no Rio Grande do Norte e o Selo Empresa Parceira da Juventude, que visa incentivar o setor privado a apoiar a empregabilidade e projetos.

REPRESENTAÇÃO

O evento de abertura do seminário contou ainda com a participação dos secretários de Estado Socorro Batista (Seec), Luciano Santos (Relações Institucionais), Mary Land Brito (Secult), presidente da Fundação José Augusto, Gilson Matias, subsecretário da Juventude da Semjidh, Arthur Henrique. Leonardo Pinho representou o Ministério da Justiça e Cidadania. Jaciele Valentim, Presidente do Conselho Estadual da Juventude, reitora em exercício do IFRN, Samira Delgado, Gabriel Medeiros, representante do Organismo Internacional da Juventude no Brasil, Miller Franco, coordenador do Projeto CAIS Juventude. As vereadoras Samanda Alves e Brisa Brachi representaram a Câmara Municipal de Natal. Os vereadores Matson Ranier  e Anderson Aguiar representaram, respectivamente, as Câmaras Municipais de Currais Novos e de Jandaíra.

Os segmentos dos movimentos sociais e estudantis foram representados por Bianca Borges (Presidente da UNE), Naiana Mirelle (Presidente da UJS), Lilian Mirelle (Presidente da UEE), POP RUA (Meiry Silva, Renata Melo e Vamberto Medeiros), Ana Lívia (Marcha Mundial das Mulheres), Danilo (Coletivo PARATODOS) e lideranças dos Diretórios Centrais dos Estudantes, como Alisson Cauã (DCE UFRN), Natália Nale (DCE Estácio) e Carlos Vinícius (DCE UNP) e alunos da Escola Tiradentes.

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02 jun

Declaração do IR pode passar a ser automática em até três anos

Declaração do IR pode passar a ser automática em até três anos

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que em dois ou três anos não será mais necessário aos contribuintes brasileiros fazer a declaração do Imposto de Renda. A novidade, caso se confirme, se deve às mudanças que vêm sendo implementadas pelo governo federal, no sentido de automatizar procedimentos.

Em março, Durigan já havia acenado com essa possibilidade, após ter demandado à Receita Federal o desenvolvimento de um sistema automatizado capaz de reunir informações financeiras dos contribuintes, o que dispensaria o preenchimento manual da declaração.

Nesta segunda-feira (1º), durante entrevista à Rádio CBN, o ministro informou que a mudança deverá ocorrer em dois ou três anos.

“Não é possível que, com todo mundo já tendo declarado no dia a dia suas obrigações para a Receita, nós ainda vamos obrigar o contribuinte a parar, gastar tempo útil da sua vida – seja de trabalho, seja de descanso – para prestar informações que, muitas vezes, a gente já tem”,  afirmou.

“Então veja, no ano que vem eu quero aumentar essa desobrigação; esse alívio para as pessoas. Espero que em dois ou três anos todo mundo fique sem [a necessidade de fazer a] declaração de Imposto de Renda”, acrescentou.

Sistema automático

A demanda apresentada pelo ministro à Receita Federal prevê a integração de dados já disponíveis em bases oficiais e privadas, como informações bancárias, registros de empresas e dados de planos de saúde.

Com isso, o contribuinte passaria apenas a revisar e validar os dados apresentados pelo sistema.

O modelo seria uma evolução da declaração pré-preenchida, que tem sido ampliada nos últimos anos e, segundo estimativas do Fisco, deve alcançar cerca de 60% dos contribuintes.

“Como a gente tem um país informatizado, essas informações vão sendo colocadas no sistema, e a pessoa precisa validar simplesmente”, disse, em março, o ministro da Fazenda.

Mudança gradual

Atualmente, a declaração pré-preenchida já reúne dados como rendimentos, bens, investimentos e deduções.

Ainda assim, a Receita Federal orienta os contribuintes a conferirem as informações, já que os dados são fornecidos por terceiros.

A proposta do governo é ampliar gradualmente esse modelo até que o envio manual deixe de ser necessário.

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