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07 maio

Currais Novos é contemplado com micro-ônibus do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde

Currais Novos é contemplado com micro-ônibus do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde

Novo transporte vai garantir mais agilidade nos atendimentos especializados para a população

O Município de Currais Novos foi contemplado com um micro-ônibus destinado ao transporte de pacientes da rede pública de saúde. A conquista aconteceu por meio de articulação do Deputado Federal Fernando Mineiro (PT/RN), junto ao Ministério da Saúde.

A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, que tem como objetivo ampliar o acesso da população a consultas, exames, cirurgias e tratamentos contínuos, como oncologia e hemodiálise, aos pacientes que necessitam de atendimento especializado.

O prefeito Lucas Galvão destacou a importância do novo veículo para a melhoria do atendimento à população.

Esse micro-ônibus vai melhorar o atendimento dos nossos pacientes, principalmente aqueles que precisam se deslocar para tratamentos contínuos e especializados. É uma conquista importante para Currais Novos, pois vai oferecer mais agilidade no atendimento para a nossa população”, afirmou o prefeito.

A ação faz parte do Novo PAC Saúde e, em todo o país, prevê a entrega de 3,3 mil veículos, com investimento total de R$ 1,4 bilhão.

Lojão do Real
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07 maio

Acidentes de moto levam Walfredo Gurgel ao limite: uma vítima a cada três horas

Acidentes de moto levam Walfredo Gurgel ao limite: uma vítima a cada três horas

Entre janeiro de 2025 e abril deste ano, 4.035 pacientes foram internados no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, vítimas de acidentes de moto. O número indica que a média de atendimento por esse tipo de acidente na unidade hospitalar é de 58,04 pacientes, ou, uma vítima a cada três horas. Os dados constam no Relatório de Análise: Internações por Trauma de Moto (HMWG), divulgados recentemente pelo “Observatório de vigilância sobre violência no trânsito”, do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN). O levantamento revela que o maior hospital de traumas do estado “opera no limite crítico de sua capacidade”.

A direção do Walfredo Gurgel e a Secretaria Estadual da Saúde Pública (Sesap/RN) foram procuradas pela TRIBUNA DO NORTE, mas não comentaram os números até o fechamento desta edição. A pasta, no entanto, já recebeu o documento do LAIS. O objetivo é que o Estado norteie políticas, juntamente com os municípios, para combater a violência no trânsito.

Também há a intenção de auxiliar o hospital Walfredo Gurgel no planejamento ao atendimento das vítimas. “Os dados são importantes para o próprio Walfredo no sentido de planejar, olhando o que está acontecendo na semana, a aquisição de materiais e insumos, e de organizar as equipes de saúde para que os pacientes tenham um atendimento oportuno”, afirma o pesquisador do LAIS Ricardo Valentim, um dos autores do relatório.

Ele explica que a violência no trânsito, grande responsável pelos altos números de acidentados, precisa estar na agenda de saúde, de modo que os agentes compreendam que o problema não se resolve a partir de um único ente. “É um problema que envolve os municípios de Natal e Região Metropolitana, Mossoró e Governo do Estado, especialmente. A gente espera que esses dados melhorem a condução de políticas para transportes por aplicativo, motoentregadores e outros motociclistas”, aponta Valentim.

Segundo o relatório, a média semanal de aproximadamente 58 pacientes revela que o hospital Walfredo Gurgel “opera no limite crítico de sua capacidade” porque, na prática, qualquer variação acima da média rompe a chamada Barreira dos 60 (que é a aproximação dos atendimentos semanais a quase 60 vítimas). Quando chega a esse nível, “sobrecarrega instantaneamente as salas de cirurgia e as equipes de ortopedia”.

O levantamento aponta que a “cadência do trauma” é o mais alarmante, visto que “a cada 180 minutos, o sistema é acionado para um novo motociclista”, impedindo que o hospital respire. Como conclusão, o documento recomenda que “a manutenção do estoque de órteses, próteses e materiais especiais (OPME) deve ser calculada para atender a Barreira dos 60, garantindo que, mesmo em semanas de desvio padrão positivo (picos de 65+ pacientes), o tempo de resposta cirúrgica não seja comprometido”.


O relatório integra um trabalho de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Gestão e Inovação em Saúde da UFRN e é uma ferramenta adicionada ao sistema Protocolo Eletrônico do Paciente (PEP Mais RN). O trabalho será apresentado ainda esta semana na universidade. Após isso, outros dados que constam na pesquisa poderão ser divulgados, como as regiões onde os acidentes são mais frequentes. O levantamento apresentará, ainda, informações relativas a acidentes com carros, ônibus e caminhão, bem como um levantamento por idade e sexo.

Após queda, férias devem aumentar número de acidentes

De acordo com o relatório do LAIS, na análise feita entre 2025 e os quatro primeiros meses deste ano, dezembro do ano passado foi o que registrou maior número de internações por acidentes de moto no Walfredo: 304.

Desde então, os dados têm demonstrado redução: 247 em janeiro, 245 em fevereiro, 227 em março e 211 em abril. As projeções feitas pelo estudo apontam para manutenção dos números em maio (entre 208 e 218 internações), e junho (entre 205 e 2015) e leve repique em julho, quando o hospital deverá registrar entre 212 e 222 internações por acidentes de moto). “Esse leve repique deve ocorrer por conta do período de férias”, explica Ricardo Valentim.


Neste caso, será mais comum ocorrerem acidentes como o da manhã desta quarta-feira (6), que mudou os planos de Isabela Maurício. Em vez de ir ao trabalho como faz todos os dias, ela teve que acompanhar o marido, o vigilante José Antônio, ao Hospital Walfredo Gurgel, após ele ser atingido por um carro enquanto trafegava de moto pela BR-101, em Parnamirim. “A moça do veículo trancou e ele caiu”, contou Isabela.

O vigilante foi socorrido pelo Serviço Móvel de Urgência e encaminhado ao hospital. “Ele está com ferimentos na perna esquerda e sente muita dor no pescoço. Aparentemente, não teve fratura, mas somente um exame de raio-x é quem vai confirmar realmente”, falou Isabela antes do atendimento na unidade. Ela contou que o esposo se acidentou enquanto vinha de casa, em Nísia Floresta, para o trabalho.

Números
Vítimas de acidentes com motos no Walfredo Gurgel

4.035
é o número de vítimas de acidentes de motos atendidas no hospital


58,04
é a média semanal de vítimas atendidas

1
é o número de vítimas atendidas a cada três horas

304
foi o pico mensal de atendimentos ocorrido em dezembro de 2025

211
foi o menor número de atendimentos registrado em abril de 2026

Fonte: LAIS/UFRN – Tribuna do Norte

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07 maio

RN tem mais de 151 mil ofertas de renegociação no Desenrola

RN tem mais de 151 mil ofertas de renegociação no Desenrola

O Rio Grande do Norte soma 151.568 ofertas de negociação de dívidas disponíveis dentro do programa Desenrola Brasil na plataforma da Serasa. O número integra o total nacional de 7.702.238 ofertas já liberadas no chamado “Desenrola 2.0”, lançado pelo Governo Federal com foco na redução da inadimplência no país.

Dados da pesquisa de inadimplência apontam que no Rio Grande do Norte 51,33% da população possui algum tipo de dívida. Em março, 32% das dívidas dos inadimplentes estavam relacionadas a bancos e cartões. Os dados foram apresentados na última terça-feira (5), durante coletiva da Serasa, que também detalhou o cenário atual de endividamento e as perspectivas para os próximos meses.


Segundo a empresa, 45% dos brasileiros afirmam que se sentiriam mais confiantes se conseguissem negociar suas dívidas — um indicativo do impacto direto que programas como o Desenrola podem ter na retomada do crédito.

No Brasil, os bancos seguem como principal segmento das dívidas, representando 27% de todos os débitos no país, conforme dados do “Mapa da Inadimplência”, divulgado pela Serasa.


O Desenrola Brasil é uma iniciativa do Governo Federal criada para ajudar brasileiros a quitar dívidas em atraso e voltar ao mercado de crédito. O programa reúne bancos e empresas em uma plataforma digital que oferece descontos que podem chegar a até 90%, além de prazos ampliados e juros reduzidos para pagamento.


Com duração limitada, a proposta é facilitar a negociação, principalmente para pessoas de baixa renda, permitindo que regularizem a situação financeira de forma mais acessível e organizada.

De acordo com Aline Maciel, diretora da Serasa, o público das classes D e E tem papel central nesse contexto. “É uma classe que passa a ter acesso ao crédito de forma digital. É um público menos letrado financeiramente e usa o salário como um complemento do salário”, afirmou.


A Serasa reforça que atua como intermediadora nesse processo. “Quando o consumidor acessa nosso canal, ele está falando direto com os bancos. A ideia é pulverizar as ideias a partir do Desenrola”, explicou Maciel.


Ainda segundo a empresa, o aplicativo sinaliza quais débitos estão dentro das regras do programa, facilitando a adesão dos consumidores. No total, são 7,7 milhões de ofertas vinculadas ao novo Desenrola, e 691 milhões de propostas disponíveis na plataforma Serasa Limpa Nome, que reúne mais de 2 milhões de empresas parceiras.

O “Mapa da Inadimplência” mostra que o Brasil registra atualmente 8,2 milhões de inadimplentes, um aumento de 1,35% em relação a fevereiro de 2026. O valor médio das dívidas por pessoa chega a R$ 6.728,51, com alta de 1,9% no mesmo período.


Já o valor médio por dívida é de R$ 1.647. “Quando olha o valor médio de cada dívida, a gente está falando de um valor maior que o salário mínimo, então é um cenário realmente desafiador”, destacou Fernando Gambaro, gerente de comunicação da Serasa.


O volume total das dívidas inadimplentes soma R$ 338,2 milhões, mas, segundo Gambaro, esse número representa apenas parte do problema. “Aqui são só dívidas inadimplentes, a gente sabe que o cenário de dívidas é muito maior”, pontuou.


Para Gambaro, a solução passa pela educação financeira. “A gente percebe que os fatores estão atrelados à educação financeira e podem ser minimizados com letramento”, afirmou.

Tribuna do Norte

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07 maio

Assinatura digital do Gov.br alcança marco de 500 milhões de usos

Assinatura digital do Gov.br alcança marco de 500 milhões de usos

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O serviço de assinatura eletrônica do Gov.br alcançou no início de maio o marco histórico de mais de 500 milhões de assinaturas eletrônicas, garantindo custo zero aos usuários, além da redução de deslocamentos e filas em cartórios. 

Organizada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a ferramenta permite que as pessoas assinem documentos em meio digital quando têm conta Prata ou Ouro na plataforma do governo do Brasil.

O uso da Assinatura Gov.br cresceu a partir de 2023, quando triplicou os acessos em relação ao ano anterior. De lá até agora, os números cresceram exponencialmente: mais de 100 milhões em 2024, mais de 200 milhões em 2025 e uma projeção, se mantida a média atual, superior a 280 milhões em 2026.

Para o secretário da Secretaria de Governo Digital do MGI, Rogério Mascarenhas,  isso se deve a facilidade que o instrumento proporciona para a população brasileira.

“Essa solução possibilita que você assine um documento com validade jurídica do seu celular, em qualquer lugar. Isso simplifica a vida das pessoas, pois é um serviço acessível e fácil de ser utilizado, além de eliminar o custo com cartório”, afirmou o secretário. 

A Assinatura GOV.BR é um entre os mais de 13 mil serviços disponíveis na plataforma Gov.br, sendo mais de 4,6 mil serviços digitais do governo do Brasil e outros mais de oito mil de estados e municípios. Atualmente, a plataforma possui mais de 176 milhões de usuários.

Agência Brasil

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07 maio

Enfrentamento à violência é desafio para 71,7% dos gestores de escolas

Enfrentamento à violência é desafio para 71,7% dos gestores de escolas

© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Sete em cada dez gestores de escolas públicas (71,7%) relatam dificuldade em dialogar no ambiente escolar sobre o enfrentamento às violências, como bullying, racismo e capacitismo (preconceito contra pessoas com deficiência).

Esse é o maior desafio observado por uma pesquisa sobre clima escolar realizada com 136 gestores de 105 escolas públicas, sendo 59 municipais e 46 estaduais.

O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (6), foi realizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC), uma instituição sem fins lucrativo, em parceria com o Ministério da Educação (MEC).

O objetivo do estudo é coletar informações para fundamentar o novo Guia de Clima Escolar Positivo para Equipes Gestoras, uma iniciativa do governo federal, que será lançado nesta quinta-feira (7), pelo canal de YouTube do MEC.

Ambiente contra violência

Coordenador do estudo, o pesquisador Adriano Moro, do Departamento de Pesquisas Educacionais da FCC, considera que lidar com situações de violências é uma questão complexa e que exige preparo, apoio e ações bem planejadas.

Uma dificuldade específica, cita ele, é a naturalização da violência.

“Em alguns casos, adultos da escola veem agressões como ‘brincadeiras’. Isso diminui a gravidade das situações e pode levar à omissão, justamente quando os estudantes mais precisam de apoio e intervenção”, diz em entrevista à Agência Brasil.

O coordenador contextualiza ainda que muitas escolas estão em contextos marcados por violência “fora de seus muros”. Além disso, completa, “há dificuldades em envolver as famílias e a comunidade, o que aumenta a pressão sobre a escola para lidar sozinha com esses desafios”.

Bullying

Adriano Moro relata ainda que outra dificuldade é o uso genérico do termo bullying.

“É um fenômeno com suas especificidades, é uma violência grave, precisa de atenção. Contudo, ao não ser nomeada corretamente, a violência vivenciada acaba escondendo problemas específicos, como racismo, capacitismo, xenofobia ou violência de gênero.”

bullying é uma palavra originada na língua inglesa e define uma forma de violência física ou psicológica, geralmente de forma repetida, causando danos físicos, sociais e emocionais ao estudante vítima. Um ou mais agressores fazem uso de xingamentos, apelidos pejorativos e outras formas de intimidação, humilhação, agressão ou discriminação.

Para o representante da FCC, o clima escolar positivo contribui diretamente para enfrentar as violências, porque cria as condições para que a escola deixe de atuar apenas de forma reativa e passe a agir de maneira mais preventiva, intencional e colaborativa.

“Quando há confiança, respeito e escuta entre estudantes e adultos, fica mais fácil identificar problemas, nomear corretamente as violências e agir com mais responsabilidade e justiça”, destaca.

Mais constatações

Na busca por entender como é o gerenciamento do clima entre alunos, profissionais de ensino e famílias, a pesquisa constatou que:

  • 67,9% dos gestores entrevistados relatam desafios na aproximação entre escola, famílias e comunidade;
  • 64,1% indicam entraves na construção de bons relacionamentos entre estudantes;
  • 60,3% mencionam dificuldades para desenvolver o sentimento de pertencimento dos alunos;
  • 60,3% reconhecem entraves na relação estudantes–professores;
  • 49% apontam desafios ligados à promoção do sentimento de segurança entre estudantes.

Os pesquisadores procuraram saber como é a organização da unidade de ensino para chegar a um ambiente escolar positivo.

O levantamento revela que mais da metade delas (54,8%) nunca realizaram diagnóstico estruturado do clima escolar.

Para os responsáveis pela pesquisa, o diagnóstico é “etapa essencial para orientar políticas de convivência e aprendizagem”.

Foi identificado ainda que mais de dois terços (67,6%) das unidades de ensino possuem equipe responsável por ações de melhoria do clima escolar.

Nas 32,4% que não contam com essa equipe, as ações ficam sob responsabilidade direta da gestão.

Adriano Moro pontua que muitas escolas vivenciam sobrecarga dos profissionais.

“A gestão escolar costuma lidar com muitas urgências ao mesmo tempo”, aponta. Dessa forma, as equipes atuam mais para resolver problemas imediatos do que para preveni-los de forma planejada.

Clima e aprendizagem

O pesquisador classifica como “muito forte” a relação entre clima escolar positivo e desempenho pedagógico.

Segundo ele, o clima nos colégios influencia diretamente tanto o bem-estar das pessoas quanto o processo de ensinar e aprender.

“Para que a aprendizagem aconteça com qualidade e equidade, é fundamental que os estudantes se sintam acolhidos”, diz.

“Quando os estudantes se sentem respeitados e não têm medo de errar, eles aprendem melhor e desenvolvem suas habilidades com mais confiança”, sustenta.

Grupo de trabalho

A pesquisa da FCC ouviu escolas em dez estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo, de março a julho de 2025.

O levantamento da FCC e do MEC é divulgado na mesma semana em que o governo federal recriou grupo de trabalho (GT) para subsidiar política de combate ao bullying e ao preconceito na educação.

O GT é formado por áreas técnicas do MEC e tem prazo inicial de 120 dias para apresentar um relatório com as conclusões e propostas elaboradas.

Agência Brasil

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