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17 jul

Vendas crescem no RN, apesar de retração em maio

Vendas crescem no RN, apesar de retração em maio

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE, revela um cenário de contrastes para o varejo potiguar. Embora o setor mantenha desempenho positivo no acumulado do ano, os dados de maio apontam sinais de desaceleração. O Rio Grande do Norte registrou a maior retração mensal do Nordeste, com queda de 1,3% frente a abril. Na comparação com maio de 2025, porém, o comércio avançou 1,4%, desempenho que coloca o estado na terceira melhor posição da região.

O desempenho é ainda mais expressivo no acumulado de 2026, com alta de 5%, colocando o RN na quinta posição nacional, enquanto o avanço de 6,1% nos últimos 12 meses representa o melhor resultado do país. “O comércio do RN continua crescendo pelo 14º mês consecutivo. Isso demonstra que a economia do Estado continua crescendo, estimulando a geração de emprego e renda e, por consequência, o comércio”, avalia o consultor de Economia da Fecomércio RN, William Figueiredo.

Segundo ele, a expectativa é de que esse movimento continue no segundo semestre, acompanhando a projeção de crescimento da economia potiguar. Ele observa, porém, que o comportamento do consumidor mudou. “As pessoas continuam consumindo, mas estão priorizando bens de uso cotidiano, como alimentos e combustíveis. Os produtos de maior valor, que dependem de crédito, continuam sendo menos procurados por causa dos juros elevados”, explica.

Essa percepção é compartilhada por empresários do varejo. “A gente percebe abril, maio e junho bem diferentes do ano passado, infelizmente no sentido negativo. Houve enfraquecimento da procura pelos produtos e isso reflete diretamente no dia a dia das empresas”, relata o empresário Derneval Júnior.

Segundo ele, a queda no faturamento tem variado entre 15% e 20%, levando os comerciantes a intensificar promoções e ações para estimular o consumo. “A expectativa é que o aquecimento aconteça apenas no fim do ano, com a Black Friday e o Natal.”

Enquanto parte do varejo relata dificuldades, segmentos específicos apresentam desempenho diferente. É o caso do setor de eletrodomésticos. Leandro Alexandre, gerente de uma loja do segmento, afirma que as vendas da empresa já cresceram cerca de 20% em relação ao ano passado. “Tivemos um aumento significativo este ano. Geladeiras, fogões e televisores foram os produtos mais procurados, principalmente nos períodos promocionais”, disse o gerente, destacando que mantém expectativa positiva para os próximos meses.

Tribuna do Norte

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17 jul

Pesca industrial do RN inicia retomada de fôlego após alívio tarifário dos EUA

Pesca industrial do RN inicia retomada de fôlego após alívio tarifário dos EUA

A indústria da pesca oceânica do Rio Grande do Norte voltou a enxergar perspectiva de recuperação após quase um ano marcado por incertezas, paralisações e perda de competitividade no principal mercado consumidor de seus produtos. Com a exclusão de atum, lagosta e outros pescados da lista de produtos atingidos pela nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos, o setor espera retomar as exportações aos padrões anteriores ao tarifaço imposto pelo governo do presidente Donald Trump. A expectativa do Sindicato da Indústria da Pesca do Rio Grande do Norte (Sindipesca-RN) é embarcar cerca de US$ 30 milhões em pescado para o mercado americano ainda em 2026, recuperando parte das perdas acumuladas desde o início da disputa comercial entre os dois países.

Para o presidente do Sindipesca-RN, Arimar França Filho, o alívio representa a possibilidade de reconstrução de uma cadeia produtiva que sofreu uma das maiores crises de sua história recente. Segundo ele, a sequência de tarifas elevadas tornou inviável boa parte das operações voltadas aos Estados Unidos, principal destino do atum fresco produzido no Estado. “Depois de um longo período de negociações, voltaremos praticamente ao cenário anterior ao tarifaço. É um alívio para toda a cadeia produtiva. Nossa expectativa é exportar cerca de US$ 30 milhões este ano e iniciar um processo de recuperação da atividade”, afirma. Hoje, a indústria da pesca gera aproximadamente 1.500 empregos formais no Rio Grande do Norte, além de milhares de ocupações indiretas ligadas à captura, beneficiamento, transporte e logística.

A crise começou em abril de 2025, quando o governo Trump instituiu uma tarifa adicional de 10% sobre produtos brasileiros. Nos meses seguintes, a escalada comercial levou à aplicação de sobretaxas que chegaram a elevar a carga tarifária para 50% sobre diversos produtos exportados pelo Brasil. Embora parte dos setores tenha sido posteriormente contemplada com exceções, a pesca oceânica permaneceu entre as atividades mais afetadas durante boa parte do período. O resultado foi imediato: embarcações deixaram de sair para o mar, contratos de exportação foram cancelados e empresas passaram a reduzir suas operações diante da perda de competitividade frente a fornecedores de outros países.

O impacto foi particularmente severo sobre a pesca do atum, produto cuja cadeia exportadora depende quase integralmente do mercado norte-americano. Sem alternativa comercial de curto prazo — já que o mercado europeu permanece restrito por questões sanitárias desde 2018 e o transporte de pescado fresco para a Ásia é economicamente mais complexo —, empresários foram obrigados a interromper parte da frota. Segundo Arimar França Filho, aproximadamente 30% das embarcações deixaram de operar durante o período mais crítico da crise, provocando redução da atividade econômica e perda de centenas de postos de trabalho. Em determinados momentos, apenas oito dos cerca de 30 barcos que tradicionalmente saíam para o mar permaneceram em operação.

“A pesca oceânica praticamente perdeu sua competitividade nos Estados Unidos. Tivemos embarcações paradas, redução de produção e um ambiente de enorme insegurança para empresários e trabalhadores. Muitos empregos foram perdidos ao longo desse período”, afirma Arimar. Segundo ele, a retomada das exportações permitirá que parte da frota volte gradualmente à atividade. “Ainda não voltaremos imediatamente ao nível máximo de operação, mas agora temos condições de reconstruir essa capacidade.”

Durante o período mais difícil da crise, a indústria buscou alternativas para manter parte da produção. Empresas intensificaram negociações com compradores no Reino Unido, Ásia e outros mercados, enquanto entidades representativas passaram a defender linhas emergenciais de crédito, apoio financeiro às exportações e a eliminação de barreiras sanitárias que impedem o retorno do pescado brasileiro ao mercado europeu. O setor também contou com apoio institucional da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Ministério da Pesca e Aquicultura e do Governo Federal, que incluiu a cadeia pesqueira entre os segmentos contemplados pelo Plano Brasil Soberano, voltado à mitigação dos efeitos do tarifaço americano.

No âmbito estadual, o Governo do Rio Grande do Norte participou das articulações com representantes do setor produtivo e do governo federal, buscando preservar uma atividade considerada estratégica para a economia potiguar. As discussões envolveram medidas de apoio financeiro, manutenção da atividade industrial e preservação dos empregos, além de iniciativas voltadas à abertura de novos mercados internacionais. Paralelamente, o Ministério da Pesca também estruturou mecanismos para facilitar a emissão de certificações exigidas pelas autoridades norte-americanas, adequando o setor às novas exigências sanitárias impostas pelos Estados Unidos.

A retirada dos pescados da nova lista de produtos submetidos à sobretaxa de 25% representa uma mudança significativa para a indústria potiguar. Embora outros segmentos brasileiros continuem sujeitos às novas tarifas americanas, atum, lagosta e diversos pescados permaneceram entre as exceções anunciadas pelo governo dos Estados Unidos, preservando a competitividade da produção nacional no principal mercado consumidor. Para o Sindipesca-RN, essa decisão elimina um dos principais obstáculos enfrentados pelas empresas desde o início da guerra comercial.

Segundo Arimar França Filho, o momento agora é de reorganização da cadeia produtiva. “Vamos trabalhar para recuperar clientes, recompor parte da frota e retomar investimentos que precisaram ser adiados. O mercado americano continua sendo fundamental para a pesca oceânica do Rio Grande do Norte.” O dirigente ressalta, contudo, que a experiência recente reforçou a necessidade de ampliar a diversificação dos destinos das exportações para reduzir a dependência de um único comprador internacional.

A expectativa do setor é que a normalização das exportações permita uma recuperação gradual do faturamento ao longo dos próximos meses. Antes do início da crise tarifária, os Estados Unidos concentravam a maior parte das vendas externas do atum potiguar, produto que figura entre as principais exportações da indústria pesqueira do Estado. Com a retomada desse fluxo comercial, empresários esperam recuperar parte dos investimentos interrompidos e iniciar um novo ciclo de crescimento, agora sustentado tanto pela reabertura do mercado americano quanto pelo esforço de ampliação de novos destinos para o pescado produzido no Rio Grande do Norte.

Agora RN

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17 jul

Carnaxelita 2026 será lançado oficialmente nesta sexta-feira em Currais Novos

Carnaxelita 2026 será lançado oficialmente nesta sexta-feira em Currais Novos


A contagem regressiva para um dos eventos mais aguardados do calendário festivo de Currais Novos começa oficialmente nesta sexta-feira (17).

A Diretoria do Carnaxelita realizará a coletiva de imprensa de lançamento oficial do Carnaxelita 2026, oportunidade em que serão apresentadas todas as novidades da próxima edição da micareta.

Durante o encontro, serão divulgadas as atrações artísticas, a estrutura do evento e as parcerias firmadas para a realização da festa, que promete movimentar a economia, fortalecer o turismo e reunir foliões de toda a região.

A coletiva acontecerá às 9h, no Palácio Raul Macedo, reunindo imprensa, autoridades, patrocinadores e convidados.O Carnaxelita é um dos maiores eventos do calendário festivo de Currais Novos e, a cada edição, atrai um grande público, consolidando-se como uma das principais micaretas do interior do Rio Grande do Norte.

A expectativa é de que a programação de 2026 mantenha a tradição de grandes shows, organização e muita animação.

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17 jul

Festival da Cachaça movimenta a programação da Festa de Sant’Ana nesta sexta-feira (17)

Festival da Cachaça movimenta a programação da Festa de Sant’Ana nesta sexta-feira (17)


A programação cultural da 218ª Festa de Sant’Ana de Currais Novos segue nesta sexta-feira, 17 de julho, com mais uma edição do tradicional Festival da Cachaça, reunindo música, cultura e valorização das tradições nordestinas.

O evento terá início às 19h e contará com apresentações de Taunga, Léo Tavares e Messias, prometendo animar o público com muito forró e sucessos que fazem parte da identidade cultural da região.

O Festival da Cachaça integra a programação oficial da Festa de Sant’Ana 2026 e é realizado com apoio da Prefeitura de Currais Novos, Programa Cultural Câmara Cascudo, Secretaria de Estado da Cultura, Ministério do Turismo, Câmara Municipal de Currais Novos e Diretoria Criativa.

A expectativa é de mais uma grande noite de confraternização, reunindo moradores e visitantes em um dos eventos mais aguardados da programação festiva.

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17 jul

13º BPM registra tentativa de homicídio em Florânia e outras ocorrências na região do Seridó

13º BPM registra tentativa de homicídio em Florânia e outras ocorrências na região do Seridó

O 13º Batalhão de Polícia Militar divulgou o balanço das ocorrências registradas entre os dias 16 e 17 de julho de 2026 na sua área de atuação, abrangendo municípios da região do Seridó.

Em Currais Novos, foram contabilizadas uma ocorrência de outras assistências à mulher, criança ou idoso – vítima, uma de ameaça e uma de averiguação.

No município de Acari, a Polícia Militar atendeu uma ocorrência de acidente de trânsito com danos materiais e registrou uma infração por trafegar em velocidade incompatível com a via, conforme o artigo 311 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

A ocorrência de maior gravidade foi registrada em Florânia, onde houve uma tentativa de homicídio. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a identidade da vítima, suspeitos ou a motivação do crime.

Em Lagoa Nova, foi registrada uma ocorrência de averiguação.Já os municípios de São Vicente, Tenente Laurentino Cruz, Bodó e Cerro Corá não registraram ocorrências no período, conforme o relatório do 13º BPM.

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