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08 jun

Lula e Flávio Bolsonaro enfrentam impasses para montar palanques nos maiores colégios eleitorais do país

Lula e Flávio Bolsonaro enfrentam impasses para montar palanques nos maiores colégios eleitorais do país

A cerca de dois meses do início oficial do período eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda enfrentam indefinições na formação de palanques nos oito maiores colégios eleitorais do país. Juntos, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará somam mais de 100 milhões de eleitores, o equivalente a quase 70% do eleitorado brasileiro.

Nos estados considerados prioritários pelas campanhas, questões relacionadas à definição de candidaturas, alianças e composição de chapas ainda permanecem em aberto.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, com 31,2 milhões de eleitores, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) buscará a reeleição e deverá liderar o palanque de Flávio Bolsonaro. Do lado de Lula, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) é o nome escolhido para disputar o governo estadual.

No campo governista, a principal indefinição está nas vagas para o Senado. A composição considerada mais competitiva reúne Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), mas Márcio França (PSB) também reivindica espaço na chapa. Outra discussão envolve a escolha do candidato a vice-governador.

“Precisa resolver a questão da vice do Haddad e tem uma sobreposição, vamos chamar assim, de candidatos ao Senado que precisa resolver. É um problema? É, mas é um problema bom”, afirmou o deputado federal Jilmar Tatto (PT), coordenador do grupo de trabalho eleitoral do partido.

Pelo lado do PL, Tarcísio terá como candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). Apesar de apoiar Flávio Bolsonaro, o governador tem mantido distância da pré-campanha presidencial após a divulgação de informações relacionadas ao Banco Master.

“Como eu falei, eu acho que tem muitas questões que ele mesmo precisa explicar. A população está vendo esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Isso deixa a sociedade em alerta e aí tudo tem que ser muito bem explicado”, declarou Tarcísio em entrevista coletiva no dia 26 de maio.

Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, com 16,7 milhões de eleitores, tanto Lula quanto Flávio enfrentam dificuldades para consolidar seus palanques.

A principal aposta do PT para disputar o governo mineiro era o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que anunciou no fim de maio que deixará a vida pública.

“Tenho uma vida plenamente realizada e é sempre o momento da gente avaliar ciclos. Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido”, afirmou.

Com a desistência de Pacheco, surgiram alternativas como o empresário Josué Gomes da Silva (PSB), o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT).

No campo da oposição, o cenário também permanece indefinido. O grupo político do governador Romeu Zema (Novo) lançou Mateus Simões (PSD) ao governo, enquanto o PL avalia o nome de Flávio Roscoe. O senador Cleitinho (Republicanos), que lidera pesquisas de intenção de voto, ainda não definiu se será candidato.

“Isso [candidatura] eu só vou definir e falar depois de julho”, declarou.

No Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro enfrenta incertezas após a desistência do ex-governador Cláudio Castro de disputar o Senado. A vaga passou a ser disputada por nomes como Sóstenes Cavalcante (PL), Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL).

Já Lula terá como principal aliado o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo estadual, além da deputada Benedita da Silva (PT) para o Senado.

Na Bahia, onde Lula recebeu 72% dos votos em 2022, o presidente terá um palanque formado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição, e pelos petistas Jaques Wagner e Rui Costa na disputa ao Senado.

Já Flávio Bolsonaro conta com o apoio do PL na chapa de ACM Neto (União Brasil), mas o ex-prefeito de Salvador ainda não declarou apoio à candidatura presidencial do senador.

No Paraná, Flávio Bolsonaro terá como principal aliado o senador Sergio Moro (PL), candidato ao governo do estado. Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL) disputarão as vagas ao Senado.

Lula apoiará Roberto Requião Filho (PDT) para o governo e Gleisi Hoffmann (PT) para o Senado. A avaliação do PT é que a disputa entre grupos da direita pode favorecer o crescimento de sua candidatura no estado.

No Rio Grande do Sul, os dois grupos já possuem palanques definidos. Lula apoiará Juliana Brizola (PDT) ao governo estadual, tendo Edegar Pretto (PT) como vice. Flávio Bolsonaro terá Luciano Zucco (PL) como candidato ao governo, além de Marcel Van Hattem (Novo) e Sanderson (PL) para o Senado.

Em Pernambuco, Lula trabalha para construir um palanque duplo envolvendo a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que disputam o governo estadual.

A campanha petista busca manter o apoio das duas lideranças, enquanto Raquel Lyra ainda não declarou apoio formal ao presidente.

Já Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades para encontrar um candidato competitivo ao governo pernambucano após a desistência de Eduardo Moura (Novo). O deputado Mendonça Filho (PL), candidato ao Senado, tornou-se uma das principais referências do grupo no estado.

No Ceará, Lula tem um cenário definido com o governador Elmano de Freitas (PT) buscando a reeleição, acompanhado por Cid Gomes (PDT) e Eunício Oliveira (MDB) na disputa ao Senado.

“Pro Lula, o palanque está bom. O compromisso nosso é com Eunício e Cid”, afirmou Jilmar Tatto.

Para Flávio Bolsonaro, o cenário é mais instável. O PL estadual fechou apoio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo, decisão que gerou divergências dentro do campo conservador. O senador Eduardo Girão (Novo) criticou o acordo.

“O PL no Ceará é centrão. Fez acordo político com o Ciro Gomes para eleger senador o pai do deputado. Quem é de direita de verdade está comigo”, afirmou Girão.

Com o início oficial da campanha se aproximando, PT e PL intensificam as negociações para consolidar alianças e fortalecer seus palanques nos estados que concentram a maior parcela do eleitorado brasileiro.

As informações são do g1.

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08 jun

PL e PT lideram assinaturas para CPI do Banco Master

PL e PT lideram assinaturas para CPI do Banco Master

PL e PT são os partidos que mais apoiam a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso do Banco Master, segundo levantamento da CNN Brasil. As duas siglas, que protagonizam a disputa política no Congresso Nacional, também buscam liderar uma eventual investigação sobre as suspeitas envolvendo a instituição financeira de Daniel Vorcaro. 

Na Câmara dos Deputados, o PL registrou a maior adesão aos pedidos de CPI e CPMI. Dos 97 parlamentares da bancada, 86 assinaram requerimentos de investigação. No Senado, todos os 16 senadores da legenda apoiaram a iniciativa.

O PT também apresentou forte mobilização. Dos 65 deputados federais do partido, 64 assinaram pedidos de investigação. No Senado, os 10 senadores petistas aderiram aos requerimentos apresentados no Congresso.

Atualmente, o Congresso acumula oito pedidos de CPI e CPMI relacionados ao Banco Master, apresentados por parlamentares de diferentes partidos e correntes políticas. A disputa entre governo e oposição envolve não apenas a instalação da comissão, mas também o comando dos trabalhos. A presidência e a relatoria de uma CPI são consideradas estratégicas, já que definem o andamento das investigações, convocação de testemunhas e elaboração do relatório final.

Apesar da pressão de parlamentares de ambos os lados, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ainda não deu andamento aos pedidos. Ele argumenta que o caso já está sendo investigado por órgãos como a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça, e afirmou que uma CPMI poderia se transformar em um espaço de disputa política e eleitoral.

Outros partidos também demonstraram apoio à investigação. O União Brasil teve 32 dos 50 deputados favoráveis aos pedidos, enquanto o PSD registrou adesão de 27 dos 48 deputados da bancada. Já o PP contou com o apoio de 22 dos seus 47 parlamentares. Entre os partidos menores, PSOL, PDT, Novo, Cidadania e Missão tiveram adesão total de seus integrantes.

Enquanto a instalação da CPI segue indefinida, PL e PT continuam disputando protagonismo no caso e trocando acusações sobre possíveis vínculos políticos com o Banco Master. A expectativa agora é sobre uma eventual decisão da cúpula do Congresso quanto ao avanço ou não das investigações parlamentares.

Com informações da CNN.

Campo Forte
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08 jun

Polícia Militar divulga balanço das ocorrências registradas na área do 13º BPM

Polícia Militar divulga balanço das ocorrências registradas na área do 13º BPM

A Polícia Militar divulgou o relatório das ocorrências atendidas entre os dias 07 e 08 de junho de 2026 na área de atuação do 13º Batalhão de Polícia Militar (13º BPM), abrangendo municípios da região Seridó.
Em Currais Novos, foram registradas quatro ocorrências, sendo uma averiguação, uma averiguação em veículo, um caso de condução de veículo sob efeito de álcool ou drogas e um apoio prestado ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Na área da 2ª Companhia de Polícia Militar, em Acari, foi registrada uma ocorrência de furto em residência. Já em Florânia, a PM atendeu uma ocorrência por entregar a direção de veículo a pessoa não habilitada. Nos municípios de São Vicente e Santana do Matos não houve registro de ocorrências relevantes durante o período.

Na área da 3ª Companhia, em Lagoa Nova, foi registrada uma ocorrência de tentativa de estupro. Em Cerro Corá, os policiais atenderam uma averiguação e realizaram uma captura/resgate de animal. Já nos municípios de Bodó e Tenente Laurentino Cruz não foram registradas ocorrências.
A Polícia Militar reforça seu compromisso com a segurança da população e segue atuando de forma preventiva e ostensiva em toda a região.


POLÍCIA MILITAR – SERVIR E PROTEGER!

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08 jun

Entidades repudiam prisão de jornalista perseguido por Zambelli

Entidades repudiam prisão de jornalista perseguido por Zambelli

© Reprodução vídeo/ Facebook

Entidades ligadas ao jornalismo manifestaram repúdio à decisão do Juizado Especial Criminal do Foro de Barra Funda, em São Paulo (SP), de determinar a prisão, em regime aberto, do profissional Luan Araújo. Em outubro de 2022, ele foi alvo de uma perseguição a mão armada por parte da então deputada federal Carla Zambelli.

A prisão foi uma decisão do juiz José Fernando Steinberg. Ele argumentou que o “condenado, apesar de devidamente intimado, não cumpriu a prestação pecuniária imposta”. Araújo, que está desempregado, precisava pagar uma indenização de R$ 2,2 mil em vista da condenação por “difamação”. Ele foi considerado culpado por ter publicado um texto com críticas a Carla Zambelli.

Luan Araújo escreveu, na ocasião, que Zambelli integrava uma “seita de doentes de extrema direita que a segue incondicionalmente e segue cometendo atrocidades”.

Em nota, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-SP) do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial da Federação Nacional dos Jornalistas (Conajira/Fenaj) criticaram a punição ao jornalista.

“[As entidades] vêm a público repudiar a decisão da Justiça paulista que determinou a prisão, em regime aberto, do jornalista Luan Araújo em razão do não pagamento de R$ 2.216,30 decorrentes de uma condenação por difamação em ação movida pela ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP)”, diz a nota.

“Estou triste”

A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial divulgou ainda um posicionamento de Luan Araújo, que prevê um período complicado pela frente. “Estou triste com toda essa repercussão, mas também feliz por ver o acolhimento das pessoas.”

Segundo a comissão, ele tem pedido apoio diante do cenário que tem enfrentado. “Estou sem emprego e tentando buscar uma oportunidade de trabalho”, afirmou.

Depois da condenação, Luan Araújo publicou nota nas redes sociais em que considera “injusta” a condenação. “Problemas psicológicos, desemprego, falta de oportunidades, uma condenação na justiça por um texto que escrevi, onde a justiça quer que eu pague um dinheiro que eu não tenho para pagar uma condenação que eu considero injusta”, disse.

Ainda nas redes, Araújo lamentou que a ex-deputada federal teve o pedido de extradição rejeitado pela Justiça da Itália.  “Apesar da condenação dela no STF, ela não precisará cumprir lá na Europa, solta. Enquanto isso, tô tendo que fazer uma vaquinha para conseguir entrar com um processo por danos morais contra ela.”

Ele se considerou “desesperançoso”. “Não vou deixar de lutar, mas tenho muito menos armas que ela.”

O caso

No dia 29 de outubro de 2022, antes do segundo turno da eleição presidencial de 2022, Zambelli e Araújo tiveram um bate-boca e a então deputada sacou um revólver. Imagens divulgadas à época mostram Zambelli perseguindo o jornalista pelas ruas de São Paulo e dentro de uma lanchonete.

Em agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Zambelli a cinco anos e três meses de prisão em razão do episódio. Ela foi considerada culpada pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.

O Brasil pediu a extradição de Zambelli, que chegou a ser concedida pelas primeiras instâncias da Justiça italiana, mas acabou sendo cassada em maio pela Corte de Apelação de Roma.

Agêncio Brasil

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08 jun

Wesley é cortado da Seleção Brasileira por lesão em amistoso

Wesley é cortado da Seleção Brasileira por lesão em amistoso

O lateral-direito Wesley foi cortado do grupo da seleção brasileira na manhã deste domingo (7). Após sair lesionado na perna esquerda ainda no primeiro tempo do amistoso deste sábado (6), em Cleveland, contra o Egito, o atleta da Roma (Itália) fez testes nesta manhã e foi diagnosticado o problema na coxa do jogador. 

Dessa forma, ele não faz mais parte do grupo brasileiro e está fora da Copa do Mundo.

Para a vaga deixada pelo ex-atleta do Flamengo, o treinador Carlo Ancelotti escolheu o volante Éderson, da Atalanta (Itália). O jogador já havia sido chamado por técnico na primeira lista dele no comando da seleção no ano passado.

No Brasil, Éderson, de 26 anos, passou por Cruzeiro, Corinthians e Fortaleza. E está fora do Brasil desde 2022. 

A Seleção Brasileira estreia na Copa do Mundo no sábado (13) contra Marrocos às 19h (Brasília) em Nova Jersey.

Agência Brasil

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