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06 nov

Mulheres defendem articulação em rede para ampliar participação

Mulheres defendem articulação em rede para ampliar participação

© Valter Campanato/Agência Brasil

Na conferência internacional “Mulheres que movem a justiça”, realizada até sexta-feira (6) em Brasília, comunicadoras defenderam a articulação de redes de apoio entre mulheres como estratégia para combater o machismo e ampliar a participação feminina nos espaços de poder. O evento promove debates sobre uma justiça mais igualitária no Brasil.

Segundo as participantes, os profissionais que trabalham com produção de informação também devem atuar no combate a mensagens misóginas e à desinformação. A presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pellegrino, contextualizou hoje (5), em mesa de debates, que a união feminina foi capaz de grandes feitos históricos, como as conquistas garantidas pelas parlamentares que participaram do que ficou conhecido como “lobby do batom”. 

Foi uma aliança suprapartidária formada por deputadas federais e senadoras durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988. “Um grupo que se organizou para agir politicamente. O resultado do que elas fizeram foi absolutamente extraordinário porque boa parte dos direitos que nós temos até hoje foi garantido por essas poucas mulheres”, observou.

Antonia Pellegrino aproveitou para citar a informação que pelo menos 40% dos cargos vitalícios serão nomeados na próxima década, o que abriria uma possibilidade de serem ocupados por mulheres no Judiciário. 
 

Nesse sentido, as profissionais da área, segundo acredita, devem se fortalecer. “Trabalhar em rede é algo que nós, mulheres, sabemos fazer há séculos. Atuar em rede, para quem é mulher, é estratégia de sobrevivência”, apontou. 

Atuar em redes de apoio, por exemplo, são antídotos para conter a desinformação, que se apresenta no Brasil e no mundo em estratégias articuladas por grupos radicais. “A comunicação pública tem sido alvo frequente de governos extremistas”, ressaltou.

Também no evento, a advogada e influenciadora Sara Gabriela, que mantém a página “Seja a princesa que salva a si mesma”, entende que é necessário reconhecer o machismo como elemento cultural a ser enfrentado. 

Ela defende que o ordenamento jurídico brasileiro é avançado e fundamental, mas que se torna fundamental atuar com objetividade e com informações concretas para atacar a misoginia.  “Eu entendo que a informação não deve ser suavizada”, pontua.

O projeto que ela coordena nasceu em 2019 a partir da experiência dela no atendimento de clientes vítimas de violência em comunidades no Estado de Goiás. “Eu precisava me comunicar e tinha plena consciência que essa mudança só pode vir através de uma mudança cultural”. 

A advogada e influenciadora Miriane Ferreira também participou do debate. Em sua página no Instagram, com mais de dois milhões de seguidores, ela faz vídeos para descomplicar temas jurídicos em um canal voltado para que mulheres reconheçam seus direitos. 

Ela chama a atenção para o fato de que muitas mulheres deixam de reivindicar direitos sobre o patrimônio construído durante o casamento por não terem exercido atividade profissional fora de casa, embora tenham se dedicado ao trabalho doméstico e aos cuidados da família. Ela ensina questões, por exemplo, fundamentais de direitos para o caso de divórcio. 

“Recomendo também saber o direito fundamental e saber também da sua força do seu trabalho. As mulheres precisam dessa solidariedade uma das outras para mostrar o poder que têm. Nós mulheres somos muito desacreditadas”

Outra participante na mesa de discussão foi a advogada Mayra Cotta, que foi produtora e criadora da série “Afiadas”, exibida na TV Brasil. A produção conta a história de uma manicures em Brasília que registram em vídeo a rotina do local de trabalho. As conversas tratam sobre temas do cotidiano das mulheres, como política e cuidados dos filhos. 

Mayra Cotta vê o momento importante para que as mulheres atuem em rede para ocupar espaços de poder. “As mulheres estão denunciando mais (as violações que são vítimas), mas estão sendo massacradas pelo Judiciário”. 

Ela avalia que não basta também ter mais representantes mulheres se não houver conscientização de mais respeito com a forma que denúncias, por exemplo, são recebidas.  “Tem juízes passando pano para assediadores e abusadores todos os dias”, lamenta.

A fundadora da plataforma “Elas trabalham”, a jornalista Thayse Xavier, ressaltou que a página busca estimular que as mulheres se envolvam para ocupar espaços de poder. Ela exemplificou que, no mês passado, atuou com mensagens permanentes para que as mulheres fossem votar. “Mulheres fora do espaço de poder devem apoiar mulheres que estão nesses lugares”.

Na mesa, a cineasta carioca Fernanda Amim acrescentou que considera primordial abrir espaços por intermédio de histórias. Ela foi diretora do documentário “Reconhecidos”, que aborda o racismo estrutural e institucional com as graves falhas do sistema de justiça criminal a partir do uso do reconhecimento fotográfico de suspeitos.

Fonte: Agência Brasil

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06 nov

Enem: 90 itens, redação e 5h30 de duração; conheça estrutura da prova

Enem: 90 itens, redação e 5h30 de duração; conheça estrutura da prova

Os mais de 5 milhões de candidatos que participarão no domingo (8) do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026 enfrentarão uma verdadeira maratona, com cinco horas e meia de duração. Conhecer o tempo de prova e a estrutura do exame ajuda o candidato a se programar melhor para não deixar itens em branco.

Neste primeiro dia de provas, os participantes responderão a 90 questões objetivas de linguagens e ciências humanas, todas de múltipla escolha, além de desenvolver uma redação. Os conteúdos cobrados no primeiro dia de provas englobam as seguintes disciplinas:

Já o texto da redação deve seguir o modelo dissertativo-argumentativo e ter, no máximo, 30 linhas. O candidato deve elaborar a redação a partir da frase temática proposta, dos textos motivadores e dos próprios conhecimentos sobre o assunto.

Não há um limite pré-estabelecido de quanto tempo o candidato deve gastar em cada item. Por isso, é importante realizar simulados e treinar com antecedência. Dessa forma, é possível estabelecer uma média para cada questão, dentro de um “orçamento de tempo”.

Se você travar em uma questão, a recomendação é marcá-la, avançar e voltar para respondê-la depois. Lembre-se de reservar o tempo para escrever a redação com caneta preta na Folha de Redação e para preencher o Cartão-Resposta.

No Enem, diferentemente de outras seleções, não são utilizados pesos de cada questão para o cálculo das notas. Ou, tampouco, a regra de que uma questão errada anula uma certa, adotada por algumas bancas. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI).

O modelo matemático considera para o cálculo da nota a coerência das respostas corretas do participante. Ou seja: ele identifica a consistência da resposta, segundo o grau de dificuldade de cada questão.

A metodologia pontua os acertos dos candidatos considerando as características de cada questões, ou parâmetros.

Cada item leva em conta três variáveis, chamadas parâmetros, no cálculo total da nota:

Dessa forma, na atribuição de pontos, a nota não leva em consideração apenas a quantidade bruta de erros e de acertos. Isso significa que duas pessoas com a mesma quantidade de acertos e de erros podem ter notas diferentes, pois tudo depende de quais foram as questões acertadas ou erradas.

Cada redação será corrigida por dois avaliadores, que atribuirão uma nota de 0 a 200 pontos em cada uma das cinco competências avaliadas. São elas:

A soma desses pontos compõe a nota total atribuída por cada avaliador, que pode chegar a 1.000 pontos.

Entre as situações que podem levar à nota zero ou anulação estão:

Fonte: Agência Brasil

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06 nov

Idoso é preso e três armas são apreendidas durante investigação de homicídio em Pendências, no RN

Idoso é preso e três armas são apreendidas durante investigação de homicídio em Pendências, no RN

Foto: Divulgação/PCRN

Um homem de 69 anos foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo durante buscas da Polícia Civil do Rio Grande do Norte em Pendências, na quinta-feira 5. Os policiais apreenderam três armas de fogo e munições de diferentes calibres.

As diligências fazem parte da investigação de um homicídio ocorrido na região. Ao todo, os policiais cumpriram três mandados de busca e apreensão. Após os procedimentos legais, o homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

A Polícia Civil segue com a investigação para esclarecer as circunstâncias do homicídio e identificar outros possíveis envolvidos. Informações que possam ajudar na apuração podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.

Agora RN

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06 nov

PM resgata mulher feita refém dentro do próprio carro em Parnamirim

PM resgata mulher feita refém dentro do próprio carro em Parnamirim

Foto: Reprodução/ TV Tropical

Uma mulher foi resgatada pela Polícia Militar após ser feita refém dentro do próprio carro em Parnamirim, na Grande Natal. Imagens exibidas durante uma transmissão ao vivo mostram o momento da abordagem. Segundo a repórter Roberta Trindade, a vítima foi levada do local onde estava e saiu ilesa após a PM interceptar o veículo.

A mulher estava dentro do carro, que estava parado, quando dois homens se aproximaram em uma motocicleta. “Dois homens em uma moto se aproximam, um entra no banco de trás, e eles acabam levando a mulher do local onde ela estava”, relatou Roberta.

A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram acionadas. A PM interceptou o carro e resgatou a vítima. Segundo as informações preliminares divulgadas na transmissão, os suspeitos teriam fugido.

A Guarda Municipal recuperou o carro da vítima. O veículo, de cor vermelha, ficou com danos. A transmissão não informou para onde a mulher foi levada nem em que ponto a PM interceptou o automóvel.

Agora RN

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Lojão do Real
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06 nov

Prefeita em exercício cobra repasses do Governo do RN e aponta falta de diálogo com Natal

Prefeita em exercício cobra repasses do Governo do RN e aponta falta de diálogo com Natal

A prefeita em exercício de Natal, Joanna Guerra (PL), criticou a falta de diálogo entre a Prefeitura e o Governo do Rio Grande do Norte e cobrou maior transparência e regularidade nos repasses de recursos estaduais aos municípios. Durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Natal (93,5 FM), nesta sexta-feira (6), a gestora classificou como grave a diferença de R$ 34,3 milhões identificada pela administração municipal entre os valores de IPVA informados pelo Estado e os depósitos efetivamente recebidos pela capital.

A declaração ocorreu após a TRIBUNA DO NORTE publicar, nesta sexta-feira, um levantamento da Secretaria Municipal de Finanças (Sefin) sobre divergências nos repasses do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) entre 2024 e 2026. Segundo a Prefeitura, a diferença estimada é de R$ 2,46 milhões em 2024, R$ 8,10 milhões em 2025 e R$ 23,75 milhões em 2026. Parte dos valores referentes a este ano foi calculada por estimativa, diante da ausência de dados estaduais completos.

“É uma situação muito grave. Como é que você institucionalmente, formalmente transmite dados que na prática não condizem com aquilo que efetivamente a cidade recebeu? O município tem um sistema de controle de informação muito grande. Muito transparente. Talvez esteja faltando isso para o governo do Estado”, questionou Joanna Guerra.

A prefeita em exercício afirmou que a falta de previsibilidade nas transferências compromete o planejamento financeiro dos municípios e pode afetar a manutenção dos serviços públicos. Ela também mencionou atrasos em repasses de outras receitas, como o ICMS, e recursos destinados à saúde e à educação.

Joanna citou ainda uma disputa judicial envolvendo recursos estaduais para a saúde municipal. “O município judicializa também. A gente, inclusive, judicializou nos últimos tempos a dívida da saúde. Houve bloqueios em contas do Estado”, declarou. Segundo ela, o Município recorreu à Justiça para cobrar uma dívida que ultrapassava R$ 100 milhões, valor que teria sido reduzido após bloqueios em contas do Estado.

A gestora defendeu que a regularização das transferências seja incluída entre as prioridades da transição governamental. Para Joanna, além de quitar eventuais pendências, o Estado precisa estabelecer um cronograma que permita aos municípios planejar suas despesas.

“O que a gente percebe é uma ausência de diálogo. Uma ausência de diálogo que eu acredito que deve melhorar. Até porque a gente está falando da capital do Estado, a gente está falando da cidade que mais movimenta a economia na nossa cidade”, considerou.

Segundo Joanna Guerra, a ausência de diálogo entre as administrações dificulta a realização de ações conjuntas e a manutenção de estruturas sob responsabilidade estadual na capital. A prefeita em exercício mencionou as avenidas João Medeiros Filho e das Fronteiras como exemplos de vias estaduais em Natal que, segundo sua avaliação, necessitam de melhorias.

Apesar das críticas, Joanna afirmou que espera uma mudança na relação institucional com o próximo governo. “A gente espera […] que ele seja um governador aberto ao diálogo, ele seja um governador municipalista, porque os municípios estão carentes do apoio do governo do Estado”, afirmou.

Prefeita nega rompimento entre Paulinho Freire e Álvaro Dias

Questionada sobre a relação entre o prefeito Paulinho Freire e o ex-prefeito Álvaro Dias, Joanna Guerra negou ter conhecimento de qualquer rompimento político entre os dois grupos.

A declaração foi dada após questionamentos sobre exonerações de ocupantes de cargos comissionados indicados pelo ex-prefeito na administração municipal. “Até onde eu sei, não há estremecimento nenhum, muito pelo contrário, há um entendimento de que esse grupo deve permanecer unido pelo bem de Natal e é assim que a gente deve permanecer”, afirmou.

Joanna também relatou que Paulinho Freire e Álvaro Dias se encontraram e conversaram pouco antes da viagem internacional do atual prefeito.

Segundo a gestora, as mudanças nos cargos da administração fazem parte da dinâmica do governo e, até onde tem conhecimento, ocorrem mediante diálogo entre os envolvidos. Ela reforçou que permanece politicamente alinhada aos dois gestores e defendeu a continuidade da união do grupo até o fim do atual mandato, em 2028.

Ao ser questionada sobre seu futuro político, Joanna evitou antecipar possíveis candidaturas. “Eu entendo que os próximos dois anos são anos de muito trabalho, de muita entrega. A gente tem compromissos com a população natalense, a gente quer tirar do papel os nossos projetos, a gente quer efetivar outros que já estão em andamento. Então o meu foco está realmente no trabalho”, declarou.

Tribuna do Norte

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