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28 set

Detran/RN permite parcelamento de taxas e multas em até 12 vezes

Detran/RN permite parcelamento de taxas e multas em até 12 vezes

Proprietários de veículos no Rio Grande do Norte podem parcelar taxas, multas e outros débitos veiculares em até 12 vezes no cartão de crédito. A opção permite distribuir o valor da dívida em parcelas, conforme as condições oferecidas pela empresa responsável pela operação.

O pagamento por cartão de crédito para taxas e multas de competência do Detran/RN já possui previsão na legislação estadual. A norma também estabelece que a aprovação e a efetivação do pagamento ou parcelamento podem liberar o licenciamento do veículo, desde que não exista outro impedimento.

Como funciona o parcelamento

Atualmente, empresas credenciadas oferecem serviços para consulta e pagamento de débitos de veículos registrados no Rio Grande do Norte. Entre as opções disponíveis está o parcelamento em até 12 vezes no cartão de crédito.

Para utilizar o serviço, o proprietário deve consultar os débitos vinculados ao veículo e selecionar aqueles que deseja quitar. Em seguida, pode escolher o pagamento parcelado, de acordo com as condições apresentadas no momento da operação.

Além das multas, os serviços disponíveis também podem contemplar outros débitos relacionados ao veículo, como IPVA e licenciamento. As condições, taxas e eventuais encargos dependem da empresa responsável pelo parcelamento.

Parcelamento no cartão

O parcelamento permite que o proprietário não precise quitar todo o débito de uma única vez. No entanto, é importante verificar as condições apresentadas antes de confirmar a operação, especialmente os juros e demais custos envolvidos.

De acordo com informações disponíveis nos serviços de pagamento, após a aprovação da operação, os débitos são encaminhados para quitação junto à rede bancária. Depois disso, o Detran realiza a atualização dos registros conforme os procedimentos necessários.

Atenção às condições

Embora o parcelamento facilite a quitação dos débitos, o proprietário deve conferir o valor final da operação antes de concluir o pagamento. Isso porque o parcelamento no cartão pode envolver custos adicionais, conforme a modalidade escolhida e as condições da empresa credenciada.

Além disso, o pagamento dos débitos não elimina outros possíveis impedimentos que possam existir no veículo. Por isso, é necessário verificar a situação completa antes de considerar o veículo regularizado.

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28 set

Bets colocam mais de R$ 1 bilhão em patrocínio na Série A, e 14 clubes serão afetados com proibição

Bets colocam mais de R$ 1 bilhão em patrocínio na Série A, e 14 clubes serão afetados com proibição

Com o anúncio, nesta sexta-feira, da medida provisória do Governo Federal que proíbe as atividades das bets, os clubes brasileiros já tentam calcular o tamanho do prejuízo financeiro. Dos 20 representantes da Série A, 14 têm contratos de patrocínio master com empresas do setor, que podem ser rompidos quando a proibição entrar em vigor.

O mercado de apostas movimentará cerca de R$ 1,1 bilhão no futebol brasileiro em 2026, mesmo patamar da última temporada. Em 2024, 18 dos 20 times da primeira divisão tinham marcas do segmento estampadas nos uniformes, em um mercado que movimentou cerca de R$ 523 milhões naquele ano. Além disso, casas de apostas passaram a ocupar os naming rights dos principais campeonatos nacionais.

Por outro lado, levantamento do GLOBO mostra que nenhum contrato envolvendo bets representa mais do que 13% de algum orçamento de participante do campeonato. E os clubes da Série A têm apenas cerca de 7% das receitas oriundas de patrocínio de bets.

Para chegar aos dados a seguir, foram levados em conta as receitas brutas apresentadas pelos clubes em seus orçamentos de 2025, e os valores fixos pagos acertados pelas bets com os mesmos, sem levar em considerações bônus contratuais.

Corinthians (10,6%) e São Paulo (10,5%) são os únicos outros dois clubes que veem esta faixa de representatividade acima dos 10% de seus orçamentos brutos. Os paulistas também estão no clube quase exclusivo daqueles que ganham acima de nove dígitos: a Superbet paga R$ 113 milhões fixos por ano ao tricolor, e a Esportes da Sorte paga R$ 103 milhões ao alvinegro.

A instituição que mais “depende” da sua patrocinadora máster é o Flamengo, mas que também é o dono do maior contrato da História do futebol brasileiro — a Betano paga R$ 268,5 milhões por temporada — e do maior faturamento já registrado no país — foram R$ 2,08 bilhões de receita bruta em 2025. Assim, a fatia representa 12,85% do último orçamento.

Orçamento bruto x Valor fixo do contrato com bet (2025)

ClubeEmpresaFatia do orçamentoReceita bruta totalValor fixo pago por bet
FlamengoBetano12,85%R$ 2,089 bilhõesR$ 268,5 milhões
CorinthiansEsportes da Sorte10,6%R$ 971,1 milhõesR$ 103 milhões
São PauloSuperbet10,5%R$ 1,074 bilhõesR$ 113 milhões
Atlético-MGH2bet7,8%R$ 768 milhõesR$ 60 milhões
SantosBlaze/7K*7,7%R$ 678,5 milhõesR$ 52,5 milhões
BahiaViva Sorte Bet**7,1%R$ 562,2 milhõesR$ 40 milhões
VascoBetfair*6,8%R$ 683 milhõesR$ 47 milhões
GrêmioAlfa**6,7%R$ 736,8 milhõesR$ 50 milhões
InternacionalAlfa**6,4%R$ 775,7 milhõesR$ 50 milhões
Vitória7K6,1%R$ 259 milhõesR$ 16 milhões
CruzeiroBetfair*5,9%R$ 677,2 milhõesR$ 40 milhões
PalmeirasSportingbet5,6%R$ 1,783 bilhãoR$ 100 milhões
FluminenseSuperbet5%R$ 1,022 bilhãoR$ 52 milhões
BotafogoVbet3,8%R$ 1,44 bilhãoR$ 55 milhões
RemoObaBet*3,6%R$ 82,9 milhõesR$ 3 milhões
Athletico-PRViva Sorte Bet** R$ 512,6 milhõesValor não informado
CoritibaReals** R$ 138,9 milhõesValor não informado
ChapecoenseZero Um R$ 79,9 milhõesValor não informado
BragantinoBetfast** R$ 554,2 milhõesValor não informado
Mirassol7K** R$ 180 milhõesValor não informado

* Trocaram de patrocínio em 2026: Santos (Novibet), Vasco (Sportingbet), Cruzeiro (Betnacional), Remo (VaideBet) ** Cancelaram o patrocínio em 2026

Porém, no caso do Palmeiras, que fatura R$ 100 milhões fixos por ano com a Sportingbet, a dependência do contrato despenca para apenas 5,6% do orçamento. Afinal, o alviverde teve a segunda maior receita bruta do futebol brasileiro em 2025: R$ 1,78 bilhão.

Com exceção de Flamengo, Corinthians e São Paulo, nenhum clube do futebol brasileiro teve o contrato de bet representando mais que 8% de sua receita bruta em 2025. Entre aqueles que têm acordos com casas de apostas, Botafogo (3,8%) e Remo (3,6%) são os que menos dependem atualmente.

Neste ano, clubes como Bahia, Grêmio e Internacional ainda perderam estas receitas por terem rompido com as antigas patrocinadoras máster. O tricolor gaúcho, porém, fechou contrato recente com a Pitaco (R$ 43 milhões por ano). Athletico-PR e Coritiba também deixaram de ser patrocinados pelas casas de apostas que o acompanharam na Série B em 2025. Já Bragantino e Mirassol são exemplos de equipes que estampas empresas de bebidas em suas camisas.

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28 set

Abertura de MEIs cresce 10,6% no Rio Grande do Norte e saldo de novos negócios supera 12 mil

Abertura de MEIs cresce 10,6% no Rio Grande do Norte e saldo de novos negócios supera 12 mil

Entre janeiro e julho de 2026, o Rio Grande do Norte registrou a abertura de 27,3 mil Microempreendedores Individuais (MEIs), um crescimento de 10,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com esse avanço, o estado alcançou a marca de 154.594 MEIs ativos, segundo dados do Mapa de Empresas do Governo Federal. No mesmo período, 14.698 empresas foram extintas — alta de 11,2% nos encerramentos —, mas o saldo estadual permaneceu positivo em 12.651 novos negócios.

A maior parte dos novos registros concentrou-se na região metropolitana da capital. Natal liderou com 9.373 formalizações (34% do total do estado), seguida por Parnamirim, com 3.588, e Mossoró, com 2.523.

Juntas, as três cidades responderam por 57% das novas aberturas no período, sinalizando que o crescimento econômico do interior ainda avança em ritmo inferior ao da grande Natal.

Embora a simplificação do MEI facilite a emissão de notas fiscais e o acesso ao mercado formal, especialistas apontam que o principal desafio após o registro é garantir a sustentabilidade do negócio.

No comércio varejista, setor de forte destaque entre os pequenos empreendedores do RN, a separação entre finanças pessoais e empresariais e o controle rigoroso do fluxo de caixa são cruciais.

A demanda por apoio financeiro acompanhou esse movimento: a carteira de crédito do Sicredi para empresas varejistas no estado atingiu R$ 179,22 milhões em julho de 2026, registrando uma expansão de 22,9% em 12 meses.

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28 set

Estudo indica que bets prejudicam 2 milhões de estudantes universitários no ensino privado

Estudo indica que bets prejudicam 2 milhões de estudantes universitários no ensino privado

O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.

O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.

Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.

Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.

Quando o comprometimento da renda chega à graduação

As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o F undo de Financiamento Estudantil (Fies).

O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.

Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.

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28 set

Abstenção eleitoral pode ser decisiva em disputa acirrada

Abstenção eleitoral pode ser decisiva em disputa acirrada

A abstenção eleitoral pode ganhar importância em uma disputa presidencial apertada nas Eleições 2026. Em um cenário de diferença reduzida entre os candidatos, a participação do eleitorado pode influenciar a composição dos votos válidos que definirá o resultado.

O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Caso seja necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 158.765.543 eleitoras e eleitores estão aptos a votar neste ano.

Além disso, o histórico recente mostra que uma parcela significativa do eleitorado deixou de comparecer às urnas. No primeiro turno de 2022, 32,77 milhões de eleitores não votaram, o equivalente a 20,95% do eleitorado apto. No segundo turno, a abstenção ficou em 20,59%, com 32,2 milhões de ausentes.

Abstenção eleitoral não é voto nulo

A ausência do eleitor e o voto nulo são situações diferentes. Conforme explica o TSE, a abstenção ocorre quando a pessoa apta a votar não comparece à seção eleitoral para participar da votação.

O voto nulo exige o comparecimento à urna. Nesse caso, o eleitor registra uma opção que não corresponde a uma candidatura válida e confirma a escolha. Tanto os votos nulos quanto os votos em branco ficam fora da contabilização dos votos válidos.

Essa diferença é importante porque a eleição para presidente considera os votos válidos. A legislação eleitoral estabelece que, no primeiro turno, caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos, os dois mais votados disputam um segundo turno. No segundo turno, vence quem obtiver a maioria dos votos válidos.

Comparecimento pode ter peso em cenário apertado

Em uma eleição com margem estreita entre os candidatos, portanto, o comportamento do eleitorado pode adquirir relevância. Isso ocorre porque a ausência não se distribui necessariamente de forma uniforme entre todos os grupos sociais, regiões e faixas do eleitorado.

O cientista político Leandro Gabiati destaca justamente esse aspecto. Segundo ele, se a ausência fosse distribuída de maneira uniforme entre todos os segmentos, o efeito proporcional sobre os candidatos seria semelhante. No entanto, diferentes grupos podem apresentar taxas distintas de comparecimento.

Por isso, as campanhas também costumam concentrar esforços, especialmente na reta final, em estimular seus apoiadores a comparecer às urnas. A mobilização do eleitorado, nesse contexto, pode se tornar parte importante da estratégia eleitoral.

Em 2026, as seções eleitorais funcionarão das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, tanto no primeiro turno quanto em eventual segundo turno.

Embora a abstenção não seja um voto direcionado a qualquer candidato, o nível de comparecimento pode alterar o universo efetivamente considerado na definição do resultado. A diferença entre faltar à votação, votar em branco ou votar nulo, portanto, precisa ser observada para compreender como funciona a apuração presidencial.

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