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02 nov

Carro derruba poste e incêndio atinge vegetação em Extremoz

Carro derruba poste e incêndio atinge vegetação em Extremoz

Foto: Reprodução

Um carro colidiu contra um poste na noite deste domingo 1º, na região de Pedrinhas, próximo à entrada do Sport Clube, em Extremoz, na Região Metropolitana de Natal. Com o impacto, a estrutura caiu e deixou moradores da região sem energia elétrica.

Após a queda da fiação, um incêndio atingiu a vegetação nas proximidades. As chamas e os fios caídos provocaram preocupação entre as pessoas que passavam pelo local.

O trecho ficou completamente intransitável, dificultando a circulação de veículos.

Até o momento, não há informações sobre possíveis feridos nem sobre as circunstâncias da colisão.

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02 nov

Lula amplia opções para escolha de novo ministro da Casa Civil

Lula amplia opções para escolha de novo ministro da Casa Civil

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu ampliar as possibilidades para a escolha do próximo ministro da Casa Civil, segundo informações de fontes próximas ao governo. A pasta é responsável pela articulação entre os ministérios e pela coordenação de ações do governo federal.

Após a vitória nas eleições, a disputa pelo cargo era concentrada nos ex-ministros Fernando Haddad (PT) e Camilo Santana (PT). Haddad era apontado como favorito antes do pleito, enquanto Camilo ganhou força após entrar no núcleo da campanha durante o segundo turno.

De acordo com interlocutores, Lula avalia que a escolha de um dos dois para a Casa Civil poderia ser interpretada como uma indicação antecipada de seu sucessor político. O presidente pretende evitar essa discussão neste momento e está disposto a considerar outros nomes.

Entre as possibilidades mencionadas por aliados está a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT), que não conseguiu se eleger senadora pelo Paraná e está sem mandato.

Outra discussão envolve a possibilidade de acomodar Haddad e Camilo em outras funções de destaque no governo. Entre as alternativas citadas por auxiliares estão os ministérios da Segurança Pública e da Educação.

A criação do Ministério da Segurança Pública depende da aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o reforço das atribuições federais na área. Já o Ministério da Educação deverá ficar responsável por iniciativas como a ampliação da oferta de escolas em tempo integral e o Pé-de-Meia Universitário.

A escolha para a Casa Civil também tem peso político por causa do papel que a pasta desempenhou em governos anteriores. No segundo mandato de Lula, Dilma Rousseff ocupou o cargo entre 2005 e 2010 e ganhou projeção nacional ao coordenar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

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02 nov

2 de novembro: entenda por que o Dia de Finados é feriado no Brasil

2 de novembro: entenda por que o Dia de Finados é feriado no Brasil

Foto: Reprodução

O dia 2 de novembro é marcado pelo Dia de Finados, data dedicada à memória das pessoas que já morreram. No Brasil, a ocasião é considerada feriado nacional e costuma ser lembrada por visitas a cemitérios, homenagens, celebrações religiosas e momentos de reflexão em família.

A data tem origem na tradição cristã, especialmente na Igreja Católica, que instituiu um dia específico para a oração e a lembrança dos fiéis falecidos. A celebração ocorre anualmente em 2 de novembro, um dia depois do Dia de Todos os Santos, comemorado em 1º de novembro.

A escolha da data está relacionada à tradição medieval da Igreja, que passou a dedicar um momento coletivo à memória dos mortos. Com o passar dos séculos, o costume se espalhou por diferentes países e ganhou manifestações culturais próprias.

Por que 2 de novembro é feriado?

O Dia de Finados é feriado nacional no Brasil por determinação da legislação federal. A data está prevista na Lei nº 662, de 6 de abril de 1949, que estabeleceu os feriados nacionais. A legislação foi posteriormente atualizada pela Lei nº 10.607, de 19 de dezembro de 2002.

Por isso, o dia 2 de novembro integra o calendário oficial de feriados nacionais, e não depende de decretos estaduais ou municipais para ser reconhecido como feriado.

Como a data é celebrada?

Uma das tradições mais comuns do Dia de Finados é a visita aos cemitérios. Muitas pessoas levam flores, acendem velas e fazem orações nos túmulos de familiares e amigos que morreram.

Na tradição católica, também são realizadas missas em memória dos falecidos. A data, no entanto, ultrapassa o aspecto religioso e representa, para muitas famílias, uma oportunidade de recordar histórias, preservar lembranças e prestar homenagens a pessoas queridas.

Qual é a diferença entre Finados e Dia de Todos os Santos?

Apesar de serem datas próximas, as celebrações têm significados diferentes. O Dia de Todos os Santos, em 1º de novembro, é dedicado à celebração de todos os santos, conhecidos ou não. Já o Dia de Finados, em 2 de novembro, é voltado à memória das pessoas falecidas e à oração por elas.

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02 nov

Midterms nos EUA: eleições podem mudar planos de Trump e mexer com dólar e juros no Brasil

Midterms nos EUA: eleições podem mudar planos de Trump e mexer com dólar e juros no Brasil

Foto: REUTERS/Umit Bektas

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para esta terça-feira (3), podem mudar os rumos da política econômica do presidente Donald Trump — com possíveis reflexos também para o Brasil.

A disputa pelo controle do Congresso americano pode determinar o espaço que o governo terá para aprovar medidas sobre gastos públicos, impostos e regulação. Essas decisões também influenciam as expectativas dos investidores e podem afetar os juros e o dólar no mercado internacional.

Conhecidas como “midterms”, as eleições renovam todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Os deputados têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores permanecem no cargo por seis.

As projeções disponíveis apontam vantagem dos democratas, principalmente na Câmara, enquanto a disputa pelo controle do Senado aparece mais equilibrada.

O cenário ocorre em meio à queda de popularidade de Trump: 66% dos americanos desaprovam sua gestão, o maior índice já registrado pela pesquisa Reuters/Ipsos.

Na mesma direção, as projeções reunidas pelo BTG Pactual apontam dificuldades para os republicanos, sobretudo na disputa pela Câmara dos Representantes.

Entre os principais cenários estão:

  • 🏛️ Câmara dos Representantes: o modelo estatístico do “The Economist”, adotado pelo BTG como referência, projeta que os democratas terão 239 das 435 cadeiras após a eleição, contra 196 dos republicanos. Nesse cenário, a probabilidade de maioria democrata é de 96%. Já o Polymarket, plataforma que negocia contratos baseados em previsões sobre eventos futuros, atribuía 92% de chance à vitória do partido na disputa pela Câmara.
  • 🏛️ Senado: diferentemente da Câmara, a disputa é mais apertada. O cenário-base do modelo próprio do BTG prevê que, após a eleição, os democratas terão 51 das 100 cadeiras, contra 49 dos republicanos. Para chegar a essa estimativa, o banco considera 91 vagas como praticamente definidas e calcula o resultado das nove disputas mais acirradas. A probabilidade de maioria democrata varia de 65%, segundo as cotações do Polymarket, a 72%, de acordo com o modelo quantitativo do próprio BTG.

O que uma ‘onda azul’ muda para a agenda de Trump?

Uma possível “onda azul” — expressão usada para descrever a conquista do controle das duas Casas do Congresso pelos democratas — poderia reduzir o espaço de Trump para aprovar medidas e ampliar a fiscalização sobre o governo. Essa é a avaliação de Andressa Durão, economista do ASA.

“As apostas de mercado para as eleições de meio de mandato dos EUA vêm se deslocando a favor de uma onda democrata. Um enfraquecimento do Partido Republicano reduziria o poder do presidente para aprovar determinadas medidas e ampliaria a fiscalização sobre o governo.”

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, relaciona o desgaste do presidente à insatisfação dos eleitores com o custo de vida, especialmente com os preços dos combustíveis nos EUA.

Ele lembra que a gasolina está acima de US$ 4 (R$ 21,77) por galão e o diesel, de US$ 6 (R$ 32,66). Para o economista, a retomada de ao menos uma das Casas pelos democratas já seria suficiente para dificultar a agenda legislativa de Trump.

O alcance desse bloqueio, porém, dependerá do resultado em cada Casa:

  • 🔵🔵 Se os democratas conquistarem as duas, terão o controle da pauta legislativa e das comissões responsáveis por fiscalizar o Executivo. O Senado também teria maior influência sobre a confirmação de indicados pelo presidente para cargos do governo e instituições como o Federal Reserve (Fed), banco central americano, e a Suprema Corte.
  • 🔵🔴 Se a oposição vencer apenas na Câmara, poderá dificultar a aprovação de projetos e a liberação de recursos, mas os republicanos continuarão controlando o Senado e, com isso, terão influência sobre as nomeações. Trump, por sua vez, manterá o poder de veto a projetos aprovados pelo Congresso.

Sung também vê riscos para os mercados caso os democratas conquistem as duas Casas.

“O mercado financeiro ainda não considerou plenamente a possibilidade de os democratas conquistarem o controle das duas Casas do Congresso. Se isso acontecer, o impasse entre o governo e o Legislativo e o avanço de pautas de confronto, como discussões sobre um possível impeachment, devem aumentar a volatilidade nos mercados globais”, acrescenta.

Como as midterms dos EUA afetam o Brasil?

Para o Brasil, os efeitos das eleições americanas podem chegar principalmente por dois caminhos: os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e a cotação do dólar.

As decisões do Congresso sobre gastos e impostos influenciam as expectativas dos investidores sobre as contas públicas americanas. Se houver perspectiva de que as despesas do governo aumentem mais do que a arrecadação, por exemplo, os juros pagos pelos títulos do Tesouro podem subir.

  • 🤔 Isso importa porque esses títulos são considerados uma referência para aplicações financeiras no mundo todo. Quando oferecem rendimentos maiores, investir nos EUA fica mais atraente e pode levar investidores a retirar recursos de países emergentes, como o Brasil.
  • 📊 Com menos dinheiro entrando no país, o dólar tende a subir frente ao real. As taxas de juros negociadas para períodos futuros no Brasil também podem aumentar, elevando o custo de financiamento para empresas e consumidores e influenciando as expectativas sobre os próximos passos do Banco Central em relação à taxa básica de juros da economia, a Selic.

Marcos Praça, diretor de Análise da ZERO Markets Brasil, avalia que uma vitória republicana nas duas Casas daria a Trump mais espaço para avançar com cortes de impostos, desregulamentação e políticas comerciais mais duras.

Se essas medidas ampliarem o déficit público, poderão pressionar a inflação e os juros de longo prazo nos EUA.

“Isso tende a pressionar o dólar para cima frente ao real, elevar os juros futuros brasileiros e dificultar o desempenho da bolsa — especialmente de empresas mais endividadas e de setores sensíveis ao crédito, como varejo e construção.”

Uma vitória democrata, por outro lado, poderia reduzir o espaço para novas iniciativas de expansão dos gastos e aliviar a pressão sobre os juros americanos.

Na avaliação de Praça, a oposição também teria mais poder para “fiscalizar o governo” e influenciar a confirmação de indicados para cargos importantes.

Com menos espaço para aprovar medidas de estímulo à economia, a pressão sobre os juros americanos poderia diminuir. Isso tornaria os mercados emergentes mais atraentes para investidores, favorecendo a entrada de recursos no Brasil, o fortalecimento do real e a queda das taxas de juros futuras.

Esse efeito, porém, dependeria também do ambiente político nos EUA. Disputas em torno do orçamento e conflitos entre o governo e o Congresso poderiam gerar insegurança entre os investidores e provocar novas oscilações nos mercados.

“Na bolsa, seria desigual: exportadoras podem se beneficiar de um dólar mais alto, mas perder se houver queda das commodities ou da demanda mundial”, diz Praça.

Lula e Trump também preocupam investidores

A relação entre os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) surge como mais um fator de incerteza para os investidores e pode influenciar a confiança no Brasil.

Após a vitória do petista no último domingo, especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que o mercado passou a considerar a possibilidade de uma relação mais difícil entre os dois presidentes.

A perspectiva aumenta a preocupação com novos atritos políticos e econômicos entre os países, como os registrados com o tarifaço e a aplicação da Lei Magnitsky. Para Praça, o resultado das eleições de meio de mandato nos EUA também pode influenciar a continuidade dessas medidas.

“Com a reeleição de Lula, podemos esperar mais atritos como esses, caso os Republicanos vençam, ou um veto mais rápido caso os Democratas vençam. Atualmente quem tem derrubado tais ações é o Supremo dos EUA, porém por um processo mais moroso”, avalia Praça.

Uma mudança na composição do Congresso americano, porém, não significaria necessariamente o fim das tarifas adotadas por Trump. O presidente pode recorrer a diferentes dispositivos da legislação comercial dos EUA para impor taxas sobre produtos importados.

A possibilidade de impor tarifas, no entanto, também está sujeita a limites legais. Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas impostas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).

No entanto, a decisão não alcançou as medidas fundamentadas nas Seções 232 e 301, que têm bases legais diferentes.

Ainda assim, o impacto das eleições americanas sobre o Brasil pode se somar aos fatores internos na formação do preço do dólar. Depois das oscilações registradas no período eleitoral brasileiro, a cotação da moeda voltou para a casa dos R$ 5,40.

Segundo Sung, o movimento ocorre em um cenário de fortalecimento global do dólar, impulsionado pelas expectativas de alta dos juros nos EUA.

Essa valorização do dólar tem feito moedas de diversos países emergentes perderem valor em relação à moeda americana. O real, porém, seguiu um caminho diferente.

“O Brasil estava na contramão após o primeiro turno das nossas eleições. Com a vitória do presidente Lula e a frustração das apostas do mercado, o dólar voltou a subir”, aponta.

g1

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01 nov

Marco Rubio diz que governo dos EUA não facilitou entrada de Flávio Bolsonaro no país

Foto: Michael Vadon

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado (31) que o governo norte-americano não participou diretamente das articulações para a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) no país, após sua derrota nas eleições presidenciais brasileiras. Segundo ele, a autorização foi uma decisão pessoal do presidente Donald Trump.

“Nós não facilitamos em nada. Soubemos que ele chegou aos Estados Unidos. Ele já tinha um visto garantido e o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país”, declarou Rubio durante uma coletiva de imprensa publicada pela CNN Brasil.

O secretário afirmou que Trump autorizou pessoalmente a entrada do senador e garantiu que ele seria recebido caso chegasse a um posto de controle migratório nos Estados Unidos.

“O governo dos Estados Unidos não esteve envolvido diretamente em qualquer um dos movimentos que foram feitos, mas o presidente deixou claro que, se ele chegasse a uma alfândega dos Estados Unidos, receberia uma parole para entrar no país, e ele recebeu”, acrescentou.

Autorização para permanecer por um ano

Flávio Bolsonaro e familiares chegaram aos Estados Unidos na quarta-feira (28) e receberam autorização condicional para permanecer no país por um ano.

Registros da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) indicam que o senador, sua esposa e pelo menos uma de suas filhas receberam autorização na categoria “DT” durante os procedimentos de entrada em Miami.

A classificação corresponde à Discretionary Parole, uma permissão temporária concedida pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), após análise individual de cada caso.

A autorização permite a entrada e a permanência temporária no território norte-americano, mas não equivale a um visto nem representa admissão formal no sistema de imigração dos Estados Unidos.

98 FM

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