Notícia
04 set

VigIndústria Brasil: saúde dos trabalhadores da indústria acende alerta para sedentarismo e estresse

VigIndústria Brasil: saúde dos trabalhadores da indústria acende alerta para sedentarismo e estresse

Quase metade dos trabalhadores da indústria brasileira não pratica atividade física nos momentos de lazer. Além disso, um em cada cinco profissionais relata nível elevado de estresse. É o que revela o VigIndústria Brasil – levantamento do Serviço Social da Indústria (SESI) divulgado na terça-feira (1º), durante o Conecta Saúde 2026, em São Paulo.

O estudo também aponta que 71% dos trabalhadores consomem poucas frutas e hortaliças. Entre os entrevistados, cerca de 34% passam três horas ou mais por dia em computadores, tablets ou celulares durante o tempo de lazer, seja para acessar redes sociais, assistir a filmes ou jogar. Entre os trabalhadores com menos de 30 anos, esse percentual chega a 48%.

A especialista em saúde integral do SESI, Georgia Matos, chama atenção para os efeitos da exposição prolongada às telas entre os trabalhadores mais jovens. Segundo ela, as consequências podem ir além da falta de descanso adequado.

“O que a gente percebeu é que os trabalhadores jovens, principalmente, têm apresentado indicadores de risco relacionados à hiper conexão, com muito tempo de tela. Isso tem interferido no sono, na qualidade dos relacionamentos e no nível de estresse. É algo que chamou atenção, e acho que as indústrias precisam ficar muito atentas”, considera.  

O VigIndústria é realizado em parceria entre o SESI, o Conselho Nacional do SESI (CN-SESI) e o Ministério da Saúde. O levantamento busca identificar fatores de risco e diferentes necessidades dos trabalhadores para orientar empresas na definição de prioridades e no planejamento de ações de promoção da saúde e prevenção de doenças crônicas.

Ainda segundo Georgia Matos, os dados podem ser usados pelas empresas para direcionar ações a grupos com necessidades específicas.

“Os dados precisam chegar à tomada de decisão. Se identificamos, por exemplo, uma concentração maior de determinado fator de risco em uma população, essa informação deve ajudar a orientar programas, campanhas, acompanhamento e ações específicas para aquele grupo”, afirma.

Estresse está entre os pontos de atenção

Além do nível elevado de estresse, relatado por 20,3% dos trabalhadores, 18,7% afirmaram ter dificuldade para relaxar e aproveitar o tempo de lazer. Entre os menores de 30 anos, a proporção chega a 21%.

Por meio de nota, o diretor administrativo adjunto da Associação Nacional de medicina do Trabalho (ANAMT) Ricardo de Almeida Sebba, afirmou que os dados da pesquisa revelam um acúmulo preocupante de fatores de risco. Para ele, inatividade física, alimentação inadequada, excesso de peso, estresse persistente, sono de má qualidade e uso excessivo de telas não atuam isoladamente, já que se somam e potencializam seus efeitos ao longo dos anos.

“Esse conjunto aumenta a probabilidade de obesidade, hipertensão arterial, alterações do colesterol, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral e alguns tipos de câncer. Também favorece perda de condicionamento físico, redução de força muscular, dores e limitações osteomusculares. No campo da saúde mental, pode contribuir para distúrbios do sono, ansiedade, depressão e esgotamento profissional”, explica.

“No ambiente profissional, as consequências podem aparecer como fadiga, menor capacidade de concentração e tomada de decisão, queda da capacidade para o trabalho, presenteísmo, aumento do absenteísmo, afastamentos prolongados e incapacidade precoce”, complementa Sebba.

Obesidade lidera entre as doenças crônicas

A obesidade aparece como a condição crônica mais frequente entre as investigadas pelo VigIndústria e está presente em 22,7% dos trabalhadores. Na sequência estão os problemas crônicos de coluna, relatados por 19%, o colesterol alto, com 17%, e a hipertensão, com 16%.

Clique aqui para ter acesso à íntegra do estudo 

O levantamento também mostra aumento da prevalência de algumas doenças conforme a idade avança. É o caso do diabetes, identificado em 5,7% do total de entrevistados. O percentual passa de 3% entre os trabalhadores com menos de 30 anos para 8% na faixa de 40 a 59 anos e chega a 22% entre aqueles com 60 anos ou mais.

Ricardo de Almeida Sebba reforça que uma vida saudável não exige que todos se tornem atletas, mas requer regularidade e compromisso com hábitos sustentáveis.

“O primeiro passo é incorporar o movimento à rotina. Para adultos, recomenda-se acumular entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física moderada ou entre 75 e 150 minutos de atividade vigorosa, além de exercícios de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias da semana”, orienta. Por fim, não é tecnicamente correto atribuir toda a responsabilidade ao trabalhador. As empresas também precisam criar condições reais para escolhas saudáveis”, pontua.

Para o presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Junior, os resultados podem contribuir para orientar a gestão da saúde dos trabalhadores de acordo com as necessidades identificadas em diferentes regiões.

“Nesse processo, o SESI desempenha um papel complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), conforme previsto na Constituição e na legislação. Pela sua capilaridade e presença no mundo do trabalho, pode somar esforços e ampliar o alcance das ações de promoção, prevenção e cuidado junto aos trabalhadores da indústria. Essa articulação entre governo, Sistema Indústria e empresas é fundamental para transformar conhecimento em melhores condições de saúde e qualidade de vida”, destaca.

Maioria considera segurança uma prioridade no trabalho

O levantamento também avaliou como os trabalhadores percebem a segurança no ambiente profissional. Para 84% dos entrevistados, a segurança é importante para a empresa. Mais de sete em cada dez também afirmam que a organização prioriza a prevenção e consideram o ambiente de trabalho seguro.

Há diferenças, porém, quando o levantamento considera o treinamento para situações de emergência e prevenção de acidentes conforme o porte das empresas. Entre trabalhadores de micro e pequenas indústrias, 56% afirmam receber esse tipo de treinamento. Nas médias e grandes empresas, o percentual sobe para 68%.

VigIndústria

O levantamento foi realizado entre julho e dezembro de 2025 e ouviu 57.952 trabalhadores de 825 empresas. Ao todo, foram analisados 33 indicadores, distribuídos em seis dimensões: sociodemográfica; comportamentos de risco; bem-estar mental; morbidade referida; percepção de saúde e autocuidado; e cultura de segurança.

A proposta é reunir informações sobre fatores de risco e necessidades dos profissionais para subsidiar a definição de prioridades e o planejamento de medidas de promoção da saúde e prevenção de doenças.

Fonte: Brasil 61

Clique no banner

Campo Forte
Notícia
04 set

El Niño muito forte tem 90% de chance de ocorrer entre setembro e novembro

El Niño muito forte tem 90% de chance de ocorrer entre setembro e novembro

De setembro a novembro, o Brasil tem 90% de probabilidade de enfrentar um episódio de El Niño muito forte. A previsão é do Centro de Previsão Climática, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (CPC/NOAA), divulgado no início de agosto de 2026. Segundo boletim divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em parceria com outras instituições, a previsão indica temperaturas acima da média em quase todo o país. 

Há possibilidade de chuvas que superem a média histórica na Região Sul e de um trimestre mais seco nas regiões Norte e Nordeste.

O Boletim nº 3 do Painel El Niño 2026-2027 aponta que a combinação de calor e estiagem prolongada nas regiões Central e Norte do país pode implicar em um problema adicional: as queimadas. Conforme o boletim, o cenário aumenta o potencial de propagação de queimadas, especialmente se o início da estação chuvosa atrasar – o que, segundo o Inmet, já é considerado provável.

A publicação é realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em parceria com o Inmet, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

El Niño intenso pode atrasar chuvas 

O boletim também informa que, geralmente, o trimestre  marca a transição da seca para o período chuvoso na Amazônia Legal e no Pantanal. No entanto, diante de um El Niño mais intenso e prolongado, pode existir atraso neste processo. 

Segundo o instituto, projeções do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) indicam chuvas abaixo da média em nove estados, sendo: Amapá, Roraima, Pará, Maranhão, Amazonas, Acre, norte de Mato Grosso e nas porções norte e central do Tocantins e Rondônia. O fenômeno também deve impactar as temperaturas, que devem ficar acima da média em toda a região.

Na prática, isso pode prolongar as condições típicas de estiagem durante parte da primavera, mantendo o solo mais seco e a vegetação mais suscetível ao fogo por mais tempo do que o habitual.

O alerta dos pesquisadores da NOAA é de que, historicamente, eventos de El Niño mais intensos não significam automaticamente impactos mais severos. Mas aumentam a probabilidade de que ocorram.

Em nota, o Inmet reforçou a necessidade de monitoramento contínuo das condições meteorológicas nas próximas semanas, tanto em escala de curto prazo quanto sazonal, com o objetivo de identificar as áreas mais vulneráveis a secas, ondas de calor e episódios de chuva intensa com antecedência.

Fonte: Brasil 61

Clique no banner

Campo Forte
Notícia
04 set

Brasil apresenta 41 projetos para atrair US$ 7,3 bilhões em investimentos no setor mineral

Brasil apresenta 41 projetos para atrair US$ 7,3 bilhões em investimentos no setor mineral

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou um portfólio com 41 oportunidades de investimento no setor mineral brasileiro voltadas a investidores estrangeiros. Com capital estimado em US$ 7,3 bilhões, a publicação reúne projetos de 29 empresas e proponentes distribuídos por 11 estados, com foco em minerais estratégicos para a transição energética.

As oportunidades abrangem diferentes estágios de desenvolvimento, desde a pesquisa até o processamento e a transformação de minerais. A proposta é permitir que investidores identifiquem projetos de acordo com o nível de maturidade, volume de capital e modelo de investimento de seu interesse

Entre os minerais contemplados estão terras raras, grafita natural, níquel, cobre, cobalto, lítio, nióbio, titânio e vanádio. O portfólio também inclui projetos de bauxita, potássio, areias minerais pesadas e manganês

Minas Gerais concentra o maior número de oportunidades, com 19 projetos. Em seguida aparece a Bahia, com oito projetos, estado que se destaca como um dos principais polos brasileiros de minerais estratégicos para a transição energética. Também há oportunidades no Pará, Mato Grosso, Tocantins, Paraná, Goiás, Piauí, Pernambuco, Sergipe e São Paulo

Segundo a ApexBrasil, o objetivo da publicação é ampliar a visibilidade internacional das oportunidades do setor mineral brasileiro e facilitar a conexão entre investidores estrangeiros e responsáveis pelos projetos, estimulando a entrada de capital e a formação de novas parcerias.

Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, o potencial brasileiro vai além da produção de minerais estratégicos e inclui a possibilidade de ampliar a agregação de valor no país

“O objetivo é trazer investimentos para aumentar a atividade de mineração no Brasil, mas, principalmente, para a gente agregar valor nessa cadeia dos minerais raros, tão importantes para a nova indústria e para a transição energética”, afirma.

Oportunidades em diferentes estágios

Para orientar a análise dos investidores, o portfólio divide as oportunidades em três categorias: 

  • Projetos em estágio inicial: reúne 14 perfis que demandam capital para atividades como perfuração, certificação de recursos minerais e elaboração de estudos técnicos. 
  • Processamento mineral: são 11 perfis com rotas de beneficiamento e processamento já definidas. Os projetos estão em diferentes fases, incluindo licenciamento, construção e operação. 
  • Exploração mineral avançada: são 16 perfis com recursos minerais já definidos. Os projetos buscam diferentes modalidades de capital, como participação societária (equity), financiamento de projetos (project finance), entrada de parceiros estratégicos e acordos de compra da produção (offtake). 

Transformação mineral busca agregar valor à produção

O portfólio também contempla oportunidades de investimento em etapas de transformação mineral, incluindo beneficiamento físico, processamento químico e refino. Segundo a ApexBrasil, essas atividades permitem ampliar a agregação de valor aos minerais produzidos no país e avançar na cadeia produtiva. 

Na cadeia de níquel e cobalto, por exemplo, as oportunidades vão desde projetos de mineração até a retomada de uma refinaria localizada em São Paulo. 

O Portfólio de Projetos no Setor Mineral está disponível para download no portal da ApexBrasil.

Fonte: Brasil 61

Clique no banner

Lojão do Real
Notícia
03 set

Urânio no RN: falta de estudos impede confirmar potencial

Urânio no RN: falta de estudos impede confirmar potencial

Foto: Alex Régis

O Rio Grande do Norte está entre os oito estados do país onde há ocorrência e indícios de urânio, elemento identificado em diferentes áreas do estado. Apesar disso, ainda não há estudos suficientes para determinar se o mineral apresenta capacidade econômica para exploração. Segundo especialistas do setor, a ausência de pesquisas durante décadas deixou lacunas sobre a dimensão e a viabilidade das reservas potiguares.O Governo Federal discute ampliar a produção brasileira de urânio por meio de parcerias com a iniciativa privada. Em maio, BNDES, ENBPar e INB firmaram contrato para estruturar modelos de parceria em cinco áreas de mineração no país.

Em julho, o Ministério de Minas e Energia (MME) criou um grupo de trabalho para avaliar recursos e reservas e o potencial de produção de urânio, minério que serve para diversos fins, entre eles a produção de energia, propulsão naval e produção de armas nucleares.Segundo a INB, o Brasil está entre os dez países com maiores recursos de urânio do mundo, com cerca de 295 mil toneladas conhecidas em oito estados, incluindo o Rio Grande do Norte. Embora o RN não esteja entre as áreas inicialmente incluídas nas parcerias, o estado possui ocorrências e indícios de minerais radioativos que ainda precisam ser mais estudados.

O geólogo Alexandre Rocha afirma que existe um depósito de urânio na região próxima à divisa entre o RN e a Paraíba, além de indícios do mineral em rochas pegmatíticas encontradas no estado. “Lá tem uma ocorrência histórica e tem potencial e recursos de urânio”, informa.Conforme o geólogo, a pesquisa de urânio ficou estagnada durante anos devido ao monopólio estatal sobre o mineral, que desestimulava empresas privadas a investir na prospecção.Segundo ele, a presença de urânio em pegmatitos não significa, necessariamente, que exista quantidade suficiente para a instalação de uma mina. “Talvez não tenha potencial para virar mina, mas tem indícios. Inclusive, quando você produz mineral de lítio, você é obrigado a fazer um laudo de urânio”, disse.

O urânio é um elemento químico naturalmente radioativo, encontrado em pequenas concentrações nas rochas e no solo. Segundo o geólogo Alexandre Rocha, na natureza o mineral costuma estar disseminado nas rochas, e a preocupação com a radioatividade aumenta quando ele é concentrado durante processos de extração e beneficiamento. Por isso, atividades de exploração de urânio exigem controle dos radionuclídeos presentes no material.A falta de pesquisas específicas, segundo Alexandre Rocha, também impede que seja conhecido o potencial de outras áreas do RN. Para o especialista, o estado pode ter outras áreas com presença de urânio que ainda não foram identificadas.A investigação, segundo ele, pode ser ampliada por meio de levantamentos aerogeofísicos realizados com equipamentos capazes de detectar sinais relacionados à presença de minerais radioativos. “Se o pessoal começar a usar esses levantamentos aéreos geofísicos, tenha certeza de que o Brasil vai descobrir outros depósitos”, afirmou.

Comissão realizou estudos em Currais Novos

presidente do Sindicato das Indústrias de Mineração (Sindminerais-RN), Mário Tavares, afirma que o estado possui áreas com incidência de minerais radioativos, incluindo regiões de pegmatitos e rochas ígneas.Para ele, estudos sobre a presença desses minerais já foram realizados em áreas do interior potiguar, mas ainda não há informações suficientes para determinar se existe volume capaz de sustentar uma exploração economicamente viável.Entre as áreas citadas pelo dirigente está a região de Pau Pedra, em Currais Novos, próxima a áreas de mineração de xelita, onde, segundo ele, a antiga Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) realizou estudos sobre minerais radioativos.

Para Mário Tavares, a falta de pesquisa é um dos principais entraves para avaliar o potencial do urânio no estado. “A maioria dos nossos empresários não quer investir na pesquisa, já quer investir na produção. Em alguns casos, não é possível você fazer isso, você tem que estudar para ver a viabilidade”, destaca.O presidente do sindicato também aponta a possibilidade de aproveitamento de minerais radioativos como subproduto de outras atividades. A Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que não identificou, no Rio Grande do Norte, registros relacionados à exploração de urânio.

Tribuna do Norte

Clique no banner

olisun-full
Notícia
03 set

Casa de advogada é alvo de vários disparos em Mossoró; Polícia Civil investiga caso

Casa de advogada é alvo de vários disparos em Mossoró; Polícia Civil investiga caso

A residência de uma advogada foi atingida por diversos disparos durante a madrugada desta quinta-feira (3) em Mossoró, cidade da região Oeste do Rio Grande do Norte. A Polícia Civil informou que ela registrou um boletim de ocorrência. O caso está em investigação.

A ocorrência foi registrada no bairro Nova Betânia. Informações apuradas pela Polícia Civil apontam que pelo menos quatro criminosos se aproximaram do local em um carro de cor escura e efeturaram vários disparos contra a casa. O tamanho dos projetéis indicam que o grupo utilizou um fuzil calibre 556 e uma pistola calibre .380

Os disparos atravessaram o portão, mas ninguém ficou ferido. O caso deverá ser investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), visto que foi identificada uma tentativa de homicídio. As motivações para o crime não foram confirmadas.

Até a publicação desta matéria, nenhum suspeito de cometer o crime foi preso.

Tribuna do Norte

Clique no banner

Campo Forte
WhatsApp