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03 set

Prouni: candidatos já podem consultar selecionados em lista de espera 

Prouni: candidatos já podem consultar selecionados em lista de espera 

Os participantes do processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) para o segundo semestre de 2026 já podem consultar o resultado da lista de espera. Para saber se foi selecionado, o estudante que manifestou interesse nesta fase do programa deve acessar o site do Prouni, por meio da conta Gov.br.  

A lista de espera é a última etapa no preenchimento das vagas não ocupadas ao longo da primeira e da segunda chamadas do programa. Os selecionados têm até 14 de setembro para entregar a documentação comprobatória junto às instituições de ensino superior.  

A comprovação dos dados deve ser realizada diretamente na instituição privada para a qual o estudante foi pré-selecionado. Cada faculdade define o formato de recebimento dos documentos, que pode ser presencial ou por meio de plataforma online. 

Confira a lista de documentos necessários: 

  • Comprovante de residência atualizado; 
  • Comprovantes de rendimento bruto mensal de todos os integrantes do grupo familiar; 
  • Comprovante de conclusão do ensino médio em escola da rede pública ou em instituição privada, conforme declarado na inscrição.  

Sobre o ProUni 

Criado em 2005, o programa oferece bolsas de estudo, parciais e integrais, a estudantes de baixa renda que tenham concluído o ensino médio preferencialmente em instituições públicas, ou em colégios privados na condição de bolsista. 

Os processos seletivos ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.   

A classificação para a seleção das bolsas do Prouni considera as notas obtidas pelos candidatos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

© Juca Varella/Agência Brasil

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03 set

TSE aprova registros de seis candidatos à Presidência da República

TSE aprova registros de seis candidatos à Presidência da República

© Luiz Roberto/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta quarta-feira (2) o registro de seis chapas de candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro.

Por unanimidade, foram aceitos os registros das seguintes chapas, que são formadas pelos candidatos e seus respectivos vices:

  • Edmilson Costa e Cleusa Santos (PCB);
  • Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar (PL);
  • Hertz Dias e Vanessa Portugal (PSTU);
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB);
  • Romeu Zema e Eduardo Girão (Novo);
  • Samara Martins e Raquel Brício (UP).

A deliberação do TSE ocorreu durante sessão virtual, na qual os ministros registram os votos no sistema da Corte e não há votação presencial.

Por unanimidade, os sete ministros concluíram que os candidatos apresentaram os documentos necessários e estão aptos a disputar o pleito. 

No total, o tribunal recebeu 13 pedidos de registros de candidaturas. Ainda serão julgados os registros de sete candidatos e seus respectivos vices:

  • Augusto Cury e Júlio Delgado (Avante);
  • Clariana Barão e Fabiana Torquato (DC);
  • Pablo Marçal e Leonardo Avalanche (PRTB);
  • Renan Santos e Coronel Medina (Missão);
  • Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab (PSD);
  • Rui Costa Pimenta e Antônio Carlos (PCO);
  • Wilson Grassi e Suêd Haidar (Democrata).

No caso de Pablo Marçal, o TSE já determinou que o candidato deve ficar proibido temporariamente de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV.

Os ministros aceitaram um pedido de liminar protocolado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) para suspender a campanha de Marçal até que o TSE julgue de forma definitiva o registro de candidatura. 

O MPE afirmou ao tribunal que Pablo Marçal está inelegível até 2032 por ter sido condenado pela Justiça Eleitoral de São Paulo por ofertar gravações de vídeos para vereadores e prefeitos em troca de doações em dinheiro. O episódio ocorreu nas eleições municipais de 2024.

Eleições

O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

AGência Brasil

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03 set

Senado: oposição obstrui e fim da escala 6×1 não vai a plenário

Senado: oposição obstrui e fim da escala 6×1 não vai a plenário

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Sem ter segurança sobre os votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho, a base do governo no Senado Federal decidiu não arriscar uma apreciação em plenário nesta quarta-feira (2). Com isso, a proposta só deve ser votada após o 1º turno das eleições, em outubro.

“Hoje, houve um movimento bem sucedido da oposição”, afirmou o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AC), referindo-se ao esvaziamento do plenário e à consequente impossibilidade de votação.  

Em entrevista à imprensa, Randolfe atribuiu a uma “ação coordenada” de oposicionistas – com participação direta dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente da República, e do líder da oposição, o também senador Rogério Marinho (PL-RN) – para desmobilizar a presença dos parlamentares para uma possível votação. “A oposição ao nosso governo é contra o fim da escala 6×1. Ponto”, disse.

O líder do governo afirmou que a oposição já havia demonstrado resistência na CCJ, onde houve quatro votos contrários à proposta.

Dos 27 senadores presentes na comissão, quatro registraram votos contrários: Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).

Apesar do registro dos votos, a aprovação da PEC no colegiado se deu de forma simbólicaA última etapa para a aprovação da matéria é justamente a votação no plenário do Senado, em dois turnos, com o mínimo de 49 votos favoráveis, o que corresponde a 60% do apoio dos 81 senadores.

A PEC 221/2019 prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.  

A CCJ chegou a aprovar um calendário especial para acelerar a tramitação da proposta, eliminando intervalos regimentais (chamados de interstícios) e permitindo que a matéria pudesse ser votada ainda nesta semana no plenário, em regime de urgência. A inclusão na pauta do plenário depende do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).  

Ao ser perguntado sobre isso, o líder do governo explicou que Alcolumbre questionou os governistas se havia segurança quanto ao número de votos. Diante da resposta negativa, governo e presidente do Senado consideraram mais prudente não submeter a PEC, que poderia ser derrotada, principalmente por uma provável ausência de senadores para votá-la, o que impediria o alcance do piso mínimo de apoio.

Randolfe Rodrigues afirmou que o governo estimava ter 53 ou 54 votos favoráveis, mas que essa margem não oferecia segurança suficiente para colocar a PEC em votação. O próximo esforço concentrado de votações no Congresso Nacional está previsto para a segunda semana de outubro. 

Agência Brasil entrou em contato com o senador Rogério Marinho, líder da oposição, para obter uma posição sobre o fato de a PEC não ter sido incluída na votação, mas ainda não teve retorno. Contrário à PEC, Marinho apresentou uma proposta alternativa que mantém a escala 6×1 e a jornada semanal máxima de 44 horas, com a possibilidade de diferentes jornadas de trabalho em negociação direta entre trabalhadores e empregadores. A iniciativa prevê que a remuneração seja calculada de acordo com as horas trabalhadas.

A reportagem também procurou Flávio Bolsonaro para comentar as declarações de Randolfe. Integrante da CCJ, ele estava ausente quando a PEC foi aprovada no colegiado. Nos últimos dias, ele também defendeu a proposta de pagamento por hora trabalhada e evitou dizer como votaria no texto que prevê o fim da escala 6×1. O espaço para manifestação segue aberto. 

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02 set

Setembro Amarelo reforça a importância do diálogo e da valorização da vida

Setembro Amarelo reforça a importância do diálogo e da valorização da vida

O mês de setembro começa marcado por uma importante campanha de conscientização: o Setembro Amarelo, movimento que chama a atenção da sociedade para a prevenção do suicídio, os cuidados com a saúde mental e, principalmente, a valorização da vida.

Durante todo o mês, instituições públicas e privadas, escolas, unidades de saúde, igrejas e organizações sociais realizam ações para estimular o diálogo e combater o preconceito em torno dos problemas emocionais.

A campanha reforça que falar sobre sofrimento emocional é necessário. Pessoas que enfrentam momentos de tristeza profunda, ansiedade, solidão ou desesperança podem precisar de apoio e acompanhamento profissional. Por isso, familiares e amigos têm papel importante na identificação de sinais de sofrimento e no acolhimento.

Mais do que uma campanha de um mês, o Setembro Amarelo busca incentivar uma mudança de comportamento durante todo o ano: escutar mais, julgar menos e estar presente para quem precisa.

Em situações de sofrimento emocional ou pensamentos relacionados à morte, é importante procurar ajuda.

Neste Setembro Amarelo, a principal mensagem é de esperança: você não precisa enfrentar seus problemas sozinho. Pedir ajuda é um ato de coragem, e valorizar a vida é uma responsabilidade de todos.

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Campo Forte
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02 set

Bolsa Família não deve ter aumento, e reajuste de servidores será limitado em 2027

Bolsa Família não deve ter aumento, e reajuste de servidores será limitado em 2027

© Shutterstock

O Bolsa Família não deve ter reajuste em 2027. Conforme proposta de Orçamento apresentada pelo governo federal na segunda-feira (31), serão direcionados R$ 157,1 bilhões ao benefício. O valor fica abaixo dos R$ 158,6 milhões previstos no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) para 2026.

A previsão, no entanto, pode não representar o valor efetivamente empenhado. Em 2026, por exemplo, o prognóstico do governo foi reduzido ao longo do ano. O relatório do segundo bimestre previa R$ 156,6 bilhões empenhados no Bolsa Família. No terceiro bimestre, o valor foi reduzido para R$ 155,8 bilhões.

Desde o restabelecimento do programa de transferência de renda pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), houve redução na provisão orçamentária e no número de famílias abarcadas pela política. Entre março de 2023 e julho deste ano, por exemplo, 2 milhões de famílias deixaram a lista de benefíciários.

No PLOA enviado ao Congresso Nacional também está prevista a contenção do reajuste salarial dos servidores públicos federais. Um gatilho estabelecido pelo arcabouço fiscal limita o aumento de despesas com pessoal a 0,6% acima da inflação em caso de déficit nas contas do governo.

Com isso, remuneração e encargos direcionados aos funcionários da União representam R$ 361,5 bilhões, 3,2% acima dos R$ 350,4 bilhões reservados no Orçamento deste ano. A proposta fica abaixo dos 5,4% possíveis, mesmo se considerado o teto estabelecido pelo gatilho.

Segundo Luis Genova, secretário-geral do Sindsef (Sindicato dos trabalhadores no serviço público federal) de São Paulo, a proposta mantém um padrão de ataques aos servidores e aos serviços públicos pelo governo e não surpreende a categoria.

“Nós estamos acumulando perdas desde lá de trás. Os concursos públicos feitos nesses últimos anos são aquém do necessário. Muita gente faleceu, se aposentou e não foi reposta”, afirma. Para o sindicalista, a política econômica do governo Lula é muito semelhante à da gestão Jair Bolsonaro (PL).

Para Genova, mobilizar os servidores federais para protestar contra a medida não é fácil neste momento. Os principais motivos apresentados por ele são o período eleitoral e a simpatia de setores sindicais ao governo.

Reduzir a provisão de verbas para o Bolsa Família e conter o reajuste dos servidores são medidas indicadas pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Em evento do BTG Pactual realizado na segunda, Durigan prometeu superávit primário para 2027 e defendeu a redução do ritmo de expansão das despesas obrigatórias do Executivo.

A agenda fiscal do governo deve, segundo o ministro, se apoiar em sete frentes. Dentre essas frentes estão o cumprimento das metas de resultado primário, o fortalecimento do arcabouço fiscal, o controle do gasto obrigatório e a revisão de benefícios tributários.

Segundo Durigan, o governo trabalha para que o gasto obrigatório cresça menos que o limite geral de despesas. Para avançar mais nesta direção, ele diz ser favorável à utilização de gatilhos, desde que ofereçam previsibilidade para que gestores públicos possam fazer ajustes orçamentários.

Outra possibilidade indicada pelo ministro é a retirada de determinados benefícios da lógica de direito automático e submissão destes a um controle de fluxo, permitindo ao gestor o acompanhamento contínuo de pessoas elegíveis ao benefício.

O objetivo, afirma Durigan, não é reduzir a política social, mas aumentar sua eficiência. Ele citou o programa como exemplo de política pública que deve funcionar também como porta de saída para o mercado de trabalho.

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