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22 ago

30% dizem que votam em candidato para evitar que outro seja eleito, aponta Datafolha

30% dizem que votam em candidato para evitar que outro seja eleito, aponta Datafolha

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Evitar que outro postulante seja eleito é o que leva 30% dos eleitores a votar em seu candidato escolhido para presidente nas eleições de 2026, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21).

Já 61% falam que vão votar no escolhido por considerar que ele tem as melhores propostas e é o mais preparado. Deram outras respostas para a pergunta estimulada 7%. Não sabem 2%.

O levantamento foi realizado entre terça (18) e quarta (19), com 2.058 entrevistas no Brasil, distribuídas em 128 municípios, com a população de 16 anos ou mais. A margem de erro máxima para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-04496/2026 e foi encomendada pela TV Globo e pela Folha.

Entre eleitores do presidente Lula (PT), que lidera as intenções de voto, 23% dizem que o objetivo principal é derrotar outro candidato. Nesse segmento, a margem de erro é de três pontos percentuais. Já 68% dos eleitores que disseram votar nele o fariam por entender que ele tem as melhores propostas. Deram outras respostas 8%, e 1% não soube responder.

Já quando se leva em conta apenas o eleitorado de Flávio Bolsonaro (PL), a taxa dos que querem derrotar outro postulante vai a 35%. A margem de erro é de quatro pontos percentuais.

No caso de Flávio Bolsonaro, 56% disseram que votariam nele por considerá-lo o mais preparado, 7% deram outras respostas e 2% não souberam.

O objetivo de evitar que outro candidato seja eleito é maior numericamente entre os eleitores que escolheram Romeu Zema (Novo), com 37% deles falando que votariam no mineiro por esse motivo. A margem de erro para a base das respostas de Zema, porém, é de 13 pontos percentuais

Fica também numericamente acima de 30% a taxa de Ronaldo Caiado, presidenciável do PSD, com 31% dos eleitores votando no goiano para evitar que outro seja eleito. Nesse caso, a margem de erro é de nove pontos percentuais.

Já Renan Santos, do Missão, seria votado por esse motivo por 24% dos eleitores, com margem de erro de 12 pontos percentuais.

No geral, o alto índice daqueles que dizem votar em um concorrente para impedir que outro seja eleito sugere reflexo da polarização entre Lula e candidatos da direita, que se opõem ao petista.

Enquanto Flávio, primogênito de Jair Bolsonaro, é vendido pela campanha do PL como a principal opção daqueles contrários a Lula, outros candidatos desse campo político tentam sinalizar ao eleitor que também são medida viável para evitar a reeleição do petista.

Ronaldo Caiado, por exemplo, tem dito ao eleitor que é “direita raiz” e ressaltado seu histórico contra a esquerda desde que fundou, em 1985, a UDR (União Democrática Ruralista), entidade defensora da propriedade rural.

Já Lula, sem concorrentes de peso à esquerda, é identificado por parcela do eleitorado como aquele que pode evitar o retorno dos Bolsonaros ao poder, ainda que por meio de Flávio, uma vez que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está em prisão domiciliar por ter tentado um golpe de Estado e segue inelegível.

DECISÃO DO VOTO

O Datafolha também questionou os entrevistados a respeito da decisão sobre o voto para presidente. Disseram que estão totalmente decididos em relação a seu voto 72% dos entrevistados. Outros 27% afirmaram que seu voto ainda pode mudar. Não soube responder 1%.

Entre os eleitores de Lula, os totalmente decididos são 82%. Já entre eleitores de Flávio Bolsonaro deram essa resposta 78%.

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22 ago

Lulinha processa Flávio Bolsonaro por vídeo sobre suspeita de desvios no INSS

Lulinha processa Flávio Bolsonaro por vídeo sobre suspeita de desvios no INSS

© Divulgação/PT

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, acionou a Justiça para derrubar um vídeo publicado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) que liga o filho do presidente da República às suspeitas de desvio do INSS.

Lulinha afirma que o candidato à Presidência divulgou um vídeo feito por ferramenta de inteligência artificial para “atribuir fato falso, de inequívoca conotação criminosa e finalidade difamatória”.

A publicação feita no começo de julho simula Flávio pilotando uma aeronave durante uma missão para localizar o filho de Lula. O vídeo chama Lulinha de “suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil”. Em outro trecho, diz que “o roubo dos velhinhos do INSS não pode ficar impune”.

Lulinha pede à Justiça que conceda uma decisão liminar, ou seja, antes do julgamento final do caso, para retirada das publicações feitas nos perfis do senador no X e no Instagram em até 24 horas, e que Flávio não volte a divulgar as imagens.

O empresário também pede que Flávio pague R$ 10 mil por danos morais e para a Justiça reconhecer que houve um “abuso de direito” na divulgação das imagens e no uso da IA “para veicular imputações falsas e difamatórias”.

A ação foi protocolada na terça-feira (18), mesma data em que Lulinha abriu processo similar contra outro candidato a presidente, Romeu Zema (Novo), e pede retirada de vídeo produzido por IA que mostra o filho de Lula dentro de uma plantação de maconha e o chama de “Messi da impunidade”.

Os dois casos tramitam na Justiça de São Paulo. Na ação contra Zema, o juiz Marcelo Augusto Oliveira negou o pedido inicial para a remoção do vídeo.

“O vídeo impugnado aparenta inserir-se no contexto de sátira e manifestação crítica, não sendo possível concluir, de plano, pela ocorrência de abuso manifesto ou conteúdo evidentemente ilícito, apto a justificar a excepcional remoção imediata do material”, afirmou o juiz.

Lulinha é alvo de três inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre suspeitas de tráfico de influência. As apurações conduzidas pela Polícia Federal miram negócios envolvendo o filho do presidente da República, a empresária Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

Na ação contra o vídeo publicado por Flávio, Lulinha diz que as imagens permitem compreender que a missão é fictícia, mas que não há “qualquer indicação de que também seria falsa a afirmação segundo a qual o autor é suspeito de ter ‘roubado milhões de idosos'”.

Lulinha também afirma que é de conhecimento público que ele é filho do presidente da República. Ele argumenta que essa circunstância não o equipara a agente público.

“Ainda que seja pessoa conhecida, o autor não ocupa a posição funcional ou eleitoral que fundamenta a especial amplitude reconhecida pela jurisprudência à crítica dirigida a governantes, agentes públicos e candidatos”, diz a ação.

Lulinha também afirma que o vídeo usa a “relação familiar” como um instrumento “para atingir politicamente terceiro”.

“Não existe contra o autor investigação, indiciamento, denúncia ou sequer hipótese acusatória de participação nas fraudes praticadas contra beneficiários do INSS. O procedimento em que seu nome foi mencionado possui objeto distinto e não lhe atribui participação nos crimes originários que produziram os valores posteriormente submetidos a investigação”, afirma ainda a ação.

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22 ago

PEC que acaba com a escala 6×1 chega à CCJ, e governo Lula emplaca aliado na relatoria

PEC que acaba com a escala 6×1 chega à CCJ, e governo Lula emplaca aliado na relatoria

As PECs (Propostas de Emenda à Constituição) do fim da escala 6×1 e da Segurança Pública chegaram nesta sexta-feira (21) à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. O governo Lula (PT) conseguiu emplacar relatores aliados, facilitando seu objetivo de votá-las na primeira semana de setembro, antes da eleição.

O relator da PEC que acaba com a escala 6×1 será o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a relatoria da proposta que amplia a competência federal na área da segurança pública será Rogério Carvalho (PT-SE).

“O Brasil espera por esses avanços, e o Senado está dando passos importantes para concretizá-los. As PECs do fim da jornada 6×1 e da Segurança Pública, prioridades absolutas do presidente Lula, avançam como resultado do diálogo institucional e de um intenso trabalho de articulação”, afirmou a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).

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Inicialmente, o governo articulou para que o próprio presidente da CCJ, o senador Otto Alencar (PSD-BA), avocasse a relatoria da PEC do fim da escala 6×1. O parlamentar, porém, avisou que não gostaria de fazer uso dessa prerrogativa.

Omar Aziz, então, surgiu como uma possibilidade que agrada Lula. A ideia de colocar um aliado de centro, e não um petista, para relatar o texto é para facilitar sua tramitação. A ideia do governo é tentar aprovar a PEC sem alterações com relação ao texto aprovado pela Câmara em maio.

Se a proposta for alterada, volta para análise dos deputados, o que atrasaria sua tramitação e dificultaria ainda mais a promulgação antes da eleição. O governo tem pressa porque, devido à campanha eleitoral, o Congresso só terá uma semana de votações, entre 31 de agosto e 4 de setembro, até o pleito.

Lula tem repetido a aliados que planeja fazer do fim da escala 6×1 uma bandeira de campanha. Seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tem postura divergente e defende a criação de um regime de pagamentos por hora trabalhada.

Entidades do empresariado começavam a definir nesta semana as estratégias para evitar que o texto seja aprovado antes da eleição. O pleito de outubro é visto como um fator de pressão sobre os senadores, que ficariam constrangidos em votar contrariamente à proposta. Segundo pesquisa Datafolha de março, 71% dos brasileiros defendem a redução na escala de trabalho.

O avanço da 6×1 ocorreu após Lula retomar a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Eles estavam rompidos desde abril, quando a Casa rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Alcolumbre, então, passou a represar pautas de interesse do governo. Além do fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública, ele segurou o projeto que cria a política nacional dos minerais críticos, as chamadas terras raras, que é tratado por Lula como “um novo pré-sal”.

Lula e Alcolumbre se encontraram no início de agosto, num primeiro gesto de reaproximação, após insistência de aliados do petista. A campanha pela bandeira branca contou com a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, o ministro José Guimarães (Relações Institucionais) e o líder do PT, Camilo Santana (CE).

“Desde que assumi a liderança do Governo, tenho atuado para construir os entendimentos necessários e fazer com que pautas tão importantes para a vida dos brasileiros avancem”, afirmou Teresa Leitão. Agora, o governo considera que há chance de votar todas as propostas do seu interesse.

Há um novo encontro previsto entre Lula e Alcolumbre para a próxima quarta-feira (26), também com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O assunto oficial é a MP (Medida Provisória) que acaba com a chamada “taxa das blusinhas”, que precisa ser votada até o dia 8 de setembro para evitar a volta do imposto sobre compras internacionais de até US$ 50.

Extraoficialmente, aliados indicam que já pode ser construído um acordo para votação do fim da escala 6×1 e para a PEC da Segurança Pública nas duas Casas, num cenário de alteração dos textos pelos senadores. Questionado, o ministro José Guimarães apenas afirmou que a intenção do governo é “votar tudo”.

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22 ago

Psicólogo alerta para os efeitos emocionais das canetas emagrecedoras

Psicólogo alerta para os efeitos emocionais das canetas emagrecedoras

As chamadas “canetas emagrecedoras” têm provocado uma transformação que vai muito além da perda de peso. Popularizadas por medicamentos utilizados no tratamento da obesidade e do diabetes, elas também despertam a atenção para seus possíveis impactos psicológicos. Para o psicólogo Paulo Zago Neto, a mudança na relação com a fome e com a comida, somada ao emagrecimento muitas vezes acelerado, pode influenciar diretamente a autoestima, a imagem corporal e o comportamento emocional dos pacientes. 

Um dos efeitos percebidos por muitas pessoas é a redução dos pensamentos constantes sobre fome e impulso alimentar. Para quem viveu durante anos em uma relação de ansiedade, culpa ou sensação de perda de controle diante da comida, essa mudança pode representar um grande alívio. No entanto, é importante compreender que reduzir o apetite não significa, necessariamente, resolver as questões emocionais que estavam por trás do comportamento alimentar.

Segundo o psicólogo, a comida frequentemente ocupa um papel que vai além da nutrição. Ela pode ser utilizada como mecanismo para lidar com ansiedade, estresse, solidão, frustração e tristeza. Quando o medicamento diminui a vontade ou a capacidade de comer em excesso, a emoção que levava aquela pessoa a buscar a comida pode continuar existindo. Por isso, em alguns casos, é necessário desenvolver outras formas de lidar com os sentimentos e compreender o que estava por trás daquela relação com a alimentação. 

“Um ponto muito importante de atenção é a velocidade com que o corpo pode mudar. Embora a perda de peso possa contribuir para o aumento da autoestima e da satisfação com a própria imagem, o reconhecimento externo também pode exercer uma forte influência psicológica. Quando a pessoa começa a receber mais elogios, atenção e validação após emagrecer, ela pode, inconscientemente, associar seu valor pessoal ao novo corpo. O risco está em acreditar que só será aceita, desejada ou reconhecida enquanto mantiver determinado peso. É preciso observar quando o cuidado com o corpo deixa de ser uma busca por saúde e passa a ser uma tentativa de encontrar aceitação, controle ou valor pessoal”, diz Paulo.

As canetas podem ser uma importante ferramenta dentro de um tratamento médico, quando corretamente indicada, mas não deve ser encarada como uma solução isolada. O emagrecimento também passa pela compreensão dos hábitos, das emoções, da autoestima e da relação que cada pessoa construiu com a comida e com o próprio corpo. Por isso, é importante o acompanhamento multidisciplinar, especialmente quando há histórico de compulsão alimentar, transtornos alimentares, ansiedade, depressão ou uma relação muito conflituosa com o peso.

Atualmente, a mudança na forma de como as pessoas emagrecem é muito importante. Para o Paulo, a discussão sobre as canetas emagrecedoras precisa ir além dos números da balança e das transformações estéticas exibidas nas redes sociais. É necessário entender como essas pessoas se sentem, o que estão buscando emocionalmente e como lidam com o próprio corpo durante e depois desse processo. Emagrecer pode transformar o corpo, mas também pode mexer profundamente com a identidade e com a forma como se exergam no mundo.

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22 ago

TJRN aumenta multa e determina desconto de dias parados na greve dos professores em Natal

TJRN aumenta multa e determina desconto de dias parados na greve dos professores em Natal

Foto: Aléx Régis

O desembargador Glauber Rêgo, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), decidiu nesta sexta-feira (21) aumentar de R$ 10 mil para R$ 50 mil o valor da multa diária aplicada ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte/RN) por descumprimento de decisão judicial que determinou a suspensão da greve na rede municipal de ensino de Natal.

Sob coordenação do Sindicato, a categoria manteve o movimento grevista mesmo após o desembargador ter estabelecido a sua suspensão, há uma semana.

O Sinte alegou que cabia agravo à decisão anterior e que parte da categoria permanecia em atividade. O desembargador, porém, entendeu que a interposição do recurso não suspende automaticamente os efeitos do seu despacho e considerou configurado o descumprimento.

Com o fato constatado, o magistrado classificou a multa anterior como insuficiente para atender a sua função coercitiva. Além de aumentar a multa diária de R$ 10 mil para R$ 50 mil, a nova decisão ainda determina o desconto dos dias não trabalhados pelos professores que aderiram à greve.

Tribuna do Norte

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