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01 abr

Carlos Eduardo se filia ao União Brasil e pode disputar Senado ou Assembleia

Carlos Eduardo se filia ao União Brasil e pode disputar Senado ou Assembleia

Foto: José Aldenir/Agora RN

Após passar quase três anos no PSD, o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves se filiou ao União Brasil e pode ser candidato ao Senado na chapa encabeçada pela candidatura do ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União) ao Governo do Estado.

A informação foi confirmada ao AGORA RN nesta terça-feira 31 pelo presidente estadual da sigla, ex-senador José Agripino Maia. “Procede. Uma alternativa que reputo exitosa, que reputo digna de apreciação”, disse Agripino, sobre a possibilidade de o ex-prefeito de Natal concorrer ao Senado.

Em 2026, serão eleitos dois senadores por estado. Até agora, porém, a chapa encabeçada pelo União Brasil só apresentou a candidatura à reeleição da senadora Zenaide Maia (PSD) — de modo que resta uma vaga em aberto.

A filiação, segundo Agripino, ocorreu dias atrás. Depois de assinar a ficha do União Brasil, Carlos Eduardo seguiu para viagem de férias ao exterior.

Ao AGORA RN, Agripino afirmou que o ex-prefeito de Natal é cogitado para o Senado, mas pode ser também candidato a deputado estadual. “Ele tem as conveniências dele, mas deixou a ficha assinada, porque, em qualquer circunstância, mostra que ele pretende estar próximo do nosso grupo”, afirmou o ex-senador.

Carlos Eduardo está sem mandato desde 2018, quando renunciou à Prefeitura do Natal para concorrer ao Governo do Estado. Naquele ano, foi derrotado por Fátima Bezerra (PT). Quatro anos depois, ele foi candidato ao Senado pelo PDT, com apoio do PT, e ficou em 2º lugar, perdendo para Rogério Marinho (PL). Em 2024, já filiado ao PSD, ele foi candidato à Prefeitura do Natal. Terminou a disputa em 3º lugar, ficando fora do segundo turno.

O nome do ex-prefeito de Natal voltou a ser especulado para o Senado diante da negativa do empresário Flávio Rocha, que chegou a ser sondado. “Conversei com Flávio há quatro semanas, depois mais não. Somos amigos, ele disse das conveniências dele e eu não insisti”, declarou Agripino.

Líder do União Brasil no RN, José Agripino está em Brasília para uma série de reuniões com a direção nacional da legenda. O ex-senador esteve com o presidente nacional do partido, Antônio Rueda, para discutir a construção das chapas para deputado estadual e federal e para tratar do repasse de verbas para o diretório potiguar. Allyson Bezerra acompanha a agenda.

Agora RN

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01 abr

Governo do RN convoca mais de 150 profissionais de saúde aprovados em concurso

Governo do RN convoca mais de 150 profissionais de saúde aprovados em concurso

Foto: Reprodução

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte, convocou nesta terça-feira 31, 158 profissionais de saúde aprovados no concurso de 2025. A publicação ocorreu em edição extra do Diário Oficial do Estado.

Os novos servidores vão atuar no Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes, em Natal, e no Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró. Em Natal, foram convocados 14 técnicos em enfermagem, 3 fonoaudiólogos, 7 fisioterapeutas, 8 enfermeiros, 7 pediatras, 3 neonatologistas e 4 intensivistas (2 neonatal e 2 pediátricos), totalizando 46 profissionais. Em Mossoró, foram chamados 10 fisioterapeutas, 15 enfermeiros, 24 técnicos em farmácia, 56 técnicos em enfermagem e 7 profissionais de dietética e nutrição, somando 112 servidores.

A Sesap informou que os profissionais contribuirão para a recomposição das equipes assistenciais, ampliando a capacidade de atendimento e fortalecendo a assistência nas unidades.

Com esta convocação, já são 2.046 profissionais chamados desde a homologação do concurso, em agosto de 2025. Apenas em dezembro do ano passado, foram realizadas 1.888 convocações.

Agora

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01 abr

A Paixão de Cristo do Monte do Galo chega a 48ª edição

A Paixão de Cristo do Monte do Galo chega a 48ª edição

 Foto: Divulgação

O maior espetáculo religioso do Rio Grande do Norte está em Carnaúba dos Dantas, a 244 km de Natal. A Paixão de Cristo do Monte do Galo chega a sua 48ª edição, se consolidando como a maior encenação sacra a céu aberto do estado, com apresentações nestes dias 02 e 03 (quinta e sexta), no Santuário de Nossa Senhora das Vitórias, aos pés do Monte do Galo. Um dos destaques é a atriz pernambucana Hermila Guedes, que participou do filme “O Agente Secreto”, e vai interpretar Maria, pelo segundo ano consecutivo.

Em cena, mais de 100 artistas, entre atores e equipe técnica. A produção envolve toda a comunidade no processo criativo do espetáculo, resultando em uma encenação marcada pela intensidade dramática, pela beleza cênica e pela forte participação de moradores. A cada dia o espetáculo deve apresentar novidades nas projeções mapeadas, e nas canções autorais preparadas para a encenação.

Hermila destacou a responsabilidade e a intensidade de interpretar a mãe de Jesus, pelo segundo ano consecutivo. “Volto pra refazer esse espetáculo, agora como cidadã carnaubense. Estou muito feliz em poder voltar ao projeto e participar novamente como Maria. Estamos construindo um espetáculo lindo, e fico feliz em perceber que a cada ano, ele se torna ainda maior”, disse.


Para encenar o papel de Jesus Cristo, o ator carnaubense Wagner Cortês foi escolhido para protagonizar o espetáculo. Wagner já participou de 16 edições da Paixão de Cristo interpretando diversos personagens, e esse ano vai fazer sua estreia como protagonista da encenação.

“Fazer Jesus Cristo na minha cidade, representa um momento importante que coroa ainda mais a minha trajetória”, enfatizou.
Todas as noites, o Santuário de Nossa Senhora das Vitórias recebeu atores, atrizes e bailarinos. Já a produção dos figurinos estão sendo realizados com apoio dos moradores, que preparam os adereços e as roupas que serão utilizadas em cena. A expectativa é que o espetáculo volte a reunir cerca de duas mil pessoas por noite de apresentação.

Serviço:
A Paixão de Cristo do Monte do Galo – 48ª edição. Dias 02 e 03 (quinta e sexta), em Carnaúba dos Dantas. Ingressos no site Outgo.com e biblioteca da cidade. Entrada: R$10 (inteira).

Tribuna do Norte

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01 abr

Famílias do RN comprometem 76,9% da renda mesmo com alta nos ganhos

Famílias do RN comprometem 76,9% da renda mesmo com alta nos ganhos

Foto: ANDERSON

O comprometimento médio da renda das famílias do Rio Grande do Norte foi de 76,9% entre 2022 e 2025, segundo levantamento da Serasa Experian. No período, o indicador apresentou queda gradual, passando de 77,9% em 2022 para 76,3% em 2025. A trajetória de redução pode ser observada ao longo dos anos: 77,9% (2022), 77,1% (2023), 76,6% (2024) e 76,3% (2025). Com os resultados, o Rio Grande do Norte permanece abaixo da média do Nordeste, região que tem 78% da renda comprometida, segundo a Serasa.

A renda média no estado registrou crescimento gradual, saindo de R$ 2.868 em 2022 para R$ 2.969 em 2025. Entretanto, essa elevação não foi suficiente para aliviar de forma significativa o orçamento das famílias.

“Mesmo com o aumento da renda média desde 2022, os dados mostram que as despesas financeiras evoluíram praticamente no mesmo ritmo, o que manteve o comprometimento em patamares elevados. Isso indica que o ganho de renda não se traduziu, necessariamente, em maior folga no orçamento das famílias”, analisa Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian.


De acordo com a Serasa, o indicador utilizado no estudo considera um conjunto amplo de despesas, incluindo gastos básicos e financeiros, como contas de consumo, crédito e outras obrigações recorrentes. “O que significa que, embora a renda tenha crescido, a estrutura de gastos das famílias permaneceu pressionada, limitando a recomposição da margem disponível no orçamento”, acrescentou Abdelmalack.

O Nordeste está entre as regiões com maior pressão no orçamento das famílias, com cerca de 78% da renda comprometida. Em seguida aparece o Centro-Oeste, com 74,7%. Já o Sudeste (72,7%) e o Sul registram os menores níveis, indicando maior fôlego relativo no orçamento das casas.


O comprometimento de renda indica a porcentagem da receita mensal destinada ao pagamento de dívidas e despesas fixas, como aluguel, empréstimos, parcelas de financiamentos e contas essenciais. Quanto maior esse percentual, menor a margem para gastos supérfluos ou poupança, impactando a capacidade das famílias de lidar com imprevistos e manter equilíbrio financeiro.


No RN, onde a renda média é mais baixa em comparação a outras regiões do país, as famílias acabam destinando uma parcela maior dos ganhos para despesas básicas e financeiras. “O peso relativo das despesas tende a ser maior em relação à renda disponível”, aponta a economista-chefe da Serasa Experian.

Essa diferença também se reflete na renda média. O Sudeste lidera, com R$ 4.448, seguido pelo Sul (R$ 4.308) e pelo Centro-Oeste (R$ 4.296). Já o Norte tem renda média de R$ 3.018, enquanto o Nordeste apresenta o menor valor do país, com R$ 2.821 — uma diferença de R$1.627 em relação à maior média regional.


Mesmo com a melhora da renda média nos últimos anos, especialistas alertam que o percentual do RN ainda é alto. Na prática, isso dificulta lidar com imprevistos, planejar compras maiores e até acessar crédito em condições mais favoráveis.

NE tem menor renda per capita do País


Para o economista Helder Cavalcanti, o maior comprometimento da renda é resultado de fatores estruturais históricos e sociais. “A região (Nordeste) apresenta, em média, menor renda per capita e maior informalidade no mercado de trabalho, o que torna a renda mais instável. Além disso, os gastos com itens essenciais consomem uma parcela maior do orçamento, deixando pouca margem para ajuste”, comenta.
Apesar do avanço da renda nos últimos anos, o alívio financeiro não ocorreu na mesma proporção. Segundo o economista, isso se deve a uma combinação de fatores econômicos e comportamentais.

“Do ponto de vista econômico, a inflação — especialmente em itens essenciais como alimentos, energia e serviços — reduziu o ganho real. Ao mesmo tempo, a ampliação do crédito facilitou o consumo imediato, na grande maioria das vezes sem o mínimo planejamento”, pondera Cavalcanti.


Ele também destaca o chamado “efeito adaptação”, em que o aumento da renda é rapidamente incorporado ao padrão de consumo. “Ao ganhar mais, o indivíduo rapidamente ajusta seu padrão de consumo, incorporando novos gastos como se fossem indispensáveis. Soma-se a isso o viés do presente, que leva à priorização do consumo imediato em detrimento da saúde financeira futura”, pondera.


No curto prazo, o aumento do consumo sustentado por crédito pode dar a impressão de dinamismo econômico. “No entanto, esse movimento tende a ser insustentável. O endividamento e a inadimplência reduz a capacidade de consumo futuro das famílias, que passam a direcionar renda para o pagamento de dívidas”, disse Helder Cavalcanti.

Outro ponto relevante é a expansão recente do crédito entre a população de menor renda, muitas vezes utilizada para consumo básico e não para investimento, o que aumenta a vulnerabilidade financeira. Do ponto de vista comportamental, a chamada “mentalidade de escassez” leva a decisões mais focadas no curto prazo, dificultando o planejamento.

Organização financeira


A recuperação do equilíbrio financeiro depende menos do aumento da renda e mais de organização e disciplina, segundo o economista Helder Cavalcanti. Entre as recomendações, estão estabelecer um limite de gastos — o ideal é entre 70% e 80% da renda —, priorizar a quitação de dívidas com juros elevados, como o cartão de crédito, e evitar compras por impulso, avaliando a real necessidade antes de consumir. Também é importante criar o hábito de poupar regularmente, mesmo que com valores pequenos.

“É fundamental envolver toda a família na gestão financeira, promovendo transparência e responsabilidade compartilhada. Além disso, mecanismos práticos, como a automatização da poupança e a redução do acesso fácil ao crédito ajudam a evitar decisões impulsivas”, conclui Helder Cavalcanti.

Tribuna do Norte

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01 abr

RN tem 2º pior resultado do País na geração de empregos em fevereiro

RN tem 2º pior resultado do País na geração de empregos em fevereiro

Foto: Junior Santos/arquivo tn

O Rio Grande do Norte foi o segundo estado com maior perda de postos de trabalho formais em fevereiro de 2026, com saldo de -2.221 empregos, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados nesta última terça-feira (31). O resultado representa uma queda de 184% em relação a fevereiro de 2025, quando o RN havia criado 2.638 novas vagas, indicando uma reversão no mercado de trabalho, que passou de geração para fechamento de vagas.

Apenas três estados tiveram saldo negativo na geração de emprego em fevereiro deste ano: RN, Alagoas (-3.023) e Paraíba (-1.186). O saldo registrado no RN em fevereiro foi resultado de 19.084 admissões e 21.305 desligamentos.

Três dos cinco grupamentos de atividades econômicas tiveram resultado negativo no estado em fevereiro de 2026: agropecuária (-2.152), indústria (-1.012) e construção (-92). Por outro lado, os outros dois setores evitaram um resultado ainda pior: comércio criou 175 novas vagas, e serviços registrou saldo positivo de 861 postos de trabalho.


O resultado do RN na geração de empregos em fevereiro de 2026 contrasta significativamente com o do mesmo mês do ano passado, quando o saldo potiguar foi positivo, com geração de 2.638 vagas (23.044 admissões e 20.406 desligamentos) e desempenho positivo em três setores, com destaque para o de Serviços, que terminou o mês com um saldo de 2.489 vagas. Na sequência, vêm Construção (733) e Comércio (586). Os setores de Indústria e Agricultura apresentaram saldo negativo, com menos 122 e 1.048 vagas, respectivamente.

O salário médio real de admissão no estado em fevereiro de 2026 foi de R$ 2.010,22. O saldo de empregos formais no RN foi positivo no mês de janeiro passado, com criação de 1.281 vagas. Nesse caso, a queda no saldo de empregos foi de 273% entre janeiro e fevereiro de 2026, com o mercado passando de geração para fechamento de vagas. No acumulado do ano, o saldo também é negativo (-940), com 40.143 admissões e 41.083 desligamentos.


Os dados foram divulgados pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. O Brasil teve um mês de fevereiro positivo, com 255.321 novas vagas de trabalho com carteira assinada. A criação de empregos caiu 42% em comparação a fevereiro do ano passado (440.432), pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia.

Sedec: Resultado do RN é movimento conjuntural

Na avaliação da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (Sedec-RN), os dados refletem “um movimento conjuntural que acompanha oscilações típicas do início do ano em determinados segmentos produtivos”.


“Esse comportamento é historicamente observado após o período de maior dinamismo econômico do fim de ano, quando parte das atividades realiza ajustes sazonais em seus quadros, especialmente nos setores industrial e agropecuário, que apresentaram retração no período”, diz a pasta.


Ainda segundo a Sedec-RN, no caso da agropecuária, o resultado reflete a dinâmica própria dos ciclos produtivos. Há menos contratações entre etapas da safra, sendo o fenômeno recorrente e esperado.

Já na indústria, o movimento reflete ajustes pontuais de produção e recomposição de estoques. A pasta destaca o desempenho do setor de serviços, o principal vetor de geração de empregos no estado no período analisado.

Dados por porte de empresa


O Boletim de Emprego, elaborado pelo Sebrae-RN (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio Grande do Norte) aponta que, em relação ao porte de empresas, as microempresas foram as que tiveram maior saldo de vagas (885).


Pequenas empresas registraram leve queda (-30 postos); médias empresas tiveram desempenho mais retraído, com -1.314 vagas; e grandes empresas tiveram o pior desempenho por porte, com o fechamento de -1.762 postos de trabalho.

Municípios com mais ganhos e perdas


Já em relação aos municípios potiguares, o boletim aponta que Natal liderou a geração de postos de trabalho (+550). Houve concentração de ganhos na região metropolitana de Natal e perdas acentuadas em municípios do interior e litoral sul.


Parnamirim teve saldo de 291 vagas; Ipanguaçu registrou 235 novas vagas; Extremoz teve 91 vagas; e Serra Negra do Norte teve 77 vagas. Na outra ponta, Baía Formosa liderou o déficit de vagas, com -897 postos; Apodi teve saldo negativo de -415 vagas; Mossoró: -400 postos; Goianinha: -286 vagas; e Arês: -258 postos.

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