Notícia
11 jun

Copa 2026 começa com dois jogos pelo Grupo A

Copa 2026 começa com dois jogos pelo Grupo A

Duas partidas válidas pelo Grupo A inauguram a Copa do Mundo de 2026 nesta quinta-feira (11). A primeira será disputada entre o México e a África do Sul, às 16h, no Estádio Azteca, na Cidade do México.

A segunda partida será às 23h, entre Coreia do Sul e República Tcheca. O jogo será no Estádio Akron, em Guadalajara – também no México.

Das quatro seleções que integram o Grupo A, a apontada como favorita é a do México, em função de disputar as partidas em casa.

Diferentes escolas

México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca têm características próprias de jogo, fazendo dos confrontos do Grupo A uma verdadeira competição entre escolas futebolísticas.

A equipe mexicana costuma valorizar a posse de bola. A expectativa é de que jogue de forma mais intensa e avançada, uma vez que vai atuar com o apoio da torcida.

A África do Sul tem um futebol físico e veloz, de transições rápidas, jogadas pelos lados do campo e muita marcação.

A Coreia do Sul é conhecida pela disciplina tática e velocidade. Costuma jogar com forte marcação e saídas rápidas de contra-ataque.

A República Tcheca segue o padrão da escola europeia. É organizada defensivamente e apresenta um jogo mais direto que valoriza força física, cruzamentos e bolas paradas.

Agência Brasil

Notícia
11 jun

Butantan mantém estudo sobre vacina da dengue em idosos

Butantan mantém estudo sobre vacina da dengue em idosos

© Walterson Rosa/MS

O Instituto Butantan reiterou que manterá em andamento o estudo clínico sobre a vacina contra a dengue conduzido desde janeiro em quatro centros de pesquisa na Região Sul do país. A informação já havia sido levantada na segunda-feira (8), durante entrevista coletiva do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que anunciou a suspensão da imunização com a vacina produzida pelo instituto. 

O estudo clínico pretende investigar como populações que não tiveram contato com a dengue reagem à vacinação, com foco nos idosos, avaliando a segurança e comparando a resposta imunológica por meio de testes laboratoriais. Um dos objetivos é entender se a produção de anticorpos dos participantes idosos é semelhante à do grupo adulto, alvo de estudos anteriores com o imunizante.

A Região Sul do país foi escolhida pela baixa incidência da doença. A maior parte das vagas para voluntários é para pessoas entre 60 e 79 anos. Os testes clínicos serão realizados ao longo de um ano, em Porto Alegre e Pelotas, no Rio Grande do Sul, e em Curitiba.

O imunizante teve suspensão de sua aplicação na população, para estudo de casos pontuais em que houve reações adversas graves, com dois óbitos.

“A gente tem de entender a natureza dessa investigação. A vacinação poderá ser retomada e isso depende desse processo de discussão. A gente é confiante que a vacina é uma importante arma no combate à dengue e devemos basear essa retomada em dados muito rigorosos e criteriosos, e em metodologia científica”, declarou o médico Ésper Kallas, diretor do Instituto Butantan, à AgênciaSP, agência estadual de notícias paulista.

R7

Notícia
11 jun

STF pode barrar medidas do Congresso para aumentar gastos, diz Gilmar

STF pode barrar medidas do Congresso para aumentar gastos, diz Gilmar

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta última quarta-feira (10) que a aprovação de gastos pelo Congresso Nacional pode ser considerada inconstitucional pela Corte.

Em uma postagem nas redes sociais, o decano do Supremo defendeu a responsabilidade fiscal e disse que a jurisprudência da Corte exige que despesas ou renúncias de receitas devem levar em conta o impacto econômico das medidas. O ministro não citou um caso específico.

“Toda proposição legislativa que crie ou altere despesa obrigatória ou renúncia de receita deve vir acompanhada da estimativa do seu impacto orçamentário e financeiro. Ou seja, o Congresso precisa demonstrar quanto custa e de onde sai o dinheiro previamente à aprovação de novos gastos”, afirmou.

Mendes acrescentou que a ausência de estudos prévios de impacto financeiro pode gerar a anulação das medidas legislativas.

“É preciso, pois, ter responsabilidade fiscal e fidelidade à Constituição, evitando-se a criação de despesas casuísticas em inobservância às regras postas, o que pode gerar a invalidação da medida e, portanto, sua ineficácia”, completou.

Mais cedo, o Senado aprovou um projeto que autoriza a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos e geopolíticos, como a guerra no Irã. A medida pode ter grande impacto nas contas do governo federal. 

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o impacto da aprovação pode chegar a R$ 140 bilhões. 

Agência Brasil

Notícia
11 jun

Recreio e intervalo podem integrar jornada de trabalho do professor

Recreio e intervalo podem integrar jornada de trabalho do professor

O que durante décadas foi tratado apenas como “pausa” dentro da rotina escolar agora ganhou definição jurídica do Supremo Tribunal Federal (STF). Em julgamento concluído em 13 de novembro de 2025, na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 1058, a Corte firmou entendimento de que o recreio escolar, na educação básica, e os intervalos entre aulas, no ensino superior, podem integrar a jornada de trabalho dos professores quando não houver descanso efetivo.

A decisão reacendeu discussões em todo o país sobre horas extras, remuneração de períodos intrajornada e condições de trabalho enfrentadas por docentes das redes pública e privada de ensino.

Segundo a advogada Mylena Leite Ângelo, especialista em Direito do Servidor Público e fundadora do escritório Mylena Leite Advocacia, o entendimento representa um marco histórico para profissionais da educação que permanecem à disposição das instituições de ensino mesmo durante os intervalos.

“O Supremo consolidou o que os professores vivenciam diariamente. Em muitos casos, o intervalo não é descanso real. O docente continua corrigindo provas, organizando material, atendendo alunos, preparando aulas e resolvendo demandas administrativas. A decisão reconhece justamente essa realidade prática”, afirma.

A tese firmada pelo STF estabelece que cabe à instituição de ensino comprovar eventual descanso efetivo do profissional, afastando a presunção automática de que o recreio corresponde necessariamente a período de repouso.

O impacto da decisão ganha dimensão nacional em um país que reúne cerca de 2,4 milhões de professores na educação básica, segundo dados do Censo Escolar 2025 divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O número reforça o alcance social e econômico da discussão envolvendo jornada docente e direitos trabalhistas da categoria.

“Estamos falando de uma realidade histórica presente em grande parte das instituições de ensino brasileiras. O entendimento do STF não cria um novo direito. Ele reconhece uma situação que já vinha sendo vivenciada pelos professores há muitos anos”, explica Mylena Leite Ângelo.

No Rio Grande do Norte, a discussão também se conecta diretamente à Lei Complementar nº 322/2006, que institui o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração do Magistério Público Estadual e estabelece parâmetros relacionados à jornada dos profissionais da educação.

Segundo a advogada, a decisão também deve provocar revisões administrativas em redes estaduais, municipais e instituições privadas de ensino, especialmente em relação às escalas, registros de jornada e organização dos intervalos escolares.

“A tendência é que escolas e administrações públicas passem a observar com mais atenção a forma como esses intervalos acontecem na prática. Ignorar essa discussão pode gerar impactos administrativos e financeiros relevantes nos próximos anos”, destaca.

Além do aspecto remuneratório, especialistas apontam impactos diretos na saúde física e emocional dos profissionais da educação. Estudos da área de saúde ocupacional associam ausência de descanso intrajornada adequado ao aumento de estresse, ansiedade, esgotamento profissional e adoecimento mental entre docentes.

Do ponto de vista jurídico, a discussão também envolve o artigo 7º, inciso XVI, da Constituição Federal, que assegura remuneração do serviço extraordinário superior ao trabalho ordinário, além de princípios constitucionais ligados à dignidade da pessoa humana, valorização do trabalho e valorização do magistério público.

Para acompanhar conteúdos sobre direitos dos servidores públicos e profissionais da educação, siga o Instagram: @mylenaleiteadvocacia

Sobre a especialista

Dra. Mylena Leite Ângelo (OAB/RN 9.860) é advogada especialista em Direito do Servidor Público e fundadora do escritório Mylena Leite Advocacia. Sediado em Natal/RN e com atuação em todo o território nacional, o escritório, fundado em 2012, reúne mais de 40 colaboradores, atende mais de 15 mil clientes e já assegurou mais de R$ 100 milhões em direitos para servidores públicos e profissionais da saúde. A atuação da Dra. Mylena concentra-se em progressão funcional, isenção de imposto de renda por moléstia grave, conversão de licença-prêmio em pecúnia, piso salarial do magistério, abono de permanência e execução de precatórios e RPVs.

Notícia
11 jun

INSS acelera adaptação de segurados com entrega de próteses e reabilitação profissional

INSS acelera adaptação de segurados com entrega de próteses e reabilitação profissional

A vida do segurado mineiro Wanderlei Junio Egidio Pereira vem sendo transformada com o processo de Reabilitação Profissional do INSS. Depois de perder as duas pernas em um acidente de carro, em 2014, no Anel Rodoviário de Belo Horizonte (MG), Wanderlei vem conquistando progressos desde que recebeu as próteses, e se prepara para retomar as atividades profissionais, além de sua rotina com a esposa e dois filhos.

Wanderlei é um dos segurados da Reabilitação Profissional que tem acompanhamento do curso de Fisioterapia da PUC Minas, na capital mineira, resultado de uma parceria com o programa de Reabilitação da Regional do INSS Sudeste II (MG e ES). Em vigor desde o segundo semestre de 2025, o Acordo de Cooperação Técnica (ACT), que tem vigência até 2030, possibilita o atendimento especializado em fisioterapia para beneficiários amputados que estão em fase de reabilitação. São dez segurados ingressos, por semestre, atendidos pelo programa na abrangência das Gerências Executivas do INSS em BH e Contagem.

Conforme descreve a professora da Fisioterapia da PUC Minas, Magda Rocha, o segurado tem sido acompanhado em exercícios específicos voltados para que possa ‘reprender a andar’ com segurança, usando a prótese bilateral, fornecida pelo INSS. “A gente acredita que, depois da fisioterapia, recebendo alta, o Wanderlei vai ter muitos retornos”, afirma Magda, com expectativas positivas. Uma das ações da parceria é proporcionar o aprendizado prático para os alunos do curso. A estudante de Fisioterapia da PUC, Gabrielle Lessa, reforça a importância dos exercícios de equilíbrio, de fortalecimento de membros inferiores e superiores, alongamentos e treino de marcha.

WhatsApp