Saldanha não descarta disputar mandato-tampão
Embora tenha negado qualquer convite formal até o momento para ser o candidato situacionista numa eventual eleição indireta – para o “mandato tampão” de governador do Rio Grande do Norte, o secretário estadual da Agricultura, Pecuária e da Pesca, Guilherme Moraes Saldanha, não afasta essa possibilidade de gerir o Estado entre abril e dezembro de 2026. “De concreto não houve nenhuma sondagem”, declarou ao “Jornal da Manhã”, na rádio Jovem Pan News Natal”, FM 93.5, na quarta-feira (25).
Mas Guilherme Saldanha admitiu que “se chegar e depender de qual seja essa conjuntura, quais serão as responsabilidades, o que é que eu penso e o que é que eu vou conseguir fazer, a gente vai estudar com carinho”.
Nos bastidores da política, o nome de Guilherme Saldanha pode ganhar força, porque mesmo integrando o primeiro escalão do governo Fátima Bezerra (PT), é tido como pessoa de centro, indicada para integrar a gestão estadual pelo presidente do seu partido – o PSDB e da Assembleia Legislativa, deputado estadual Ezequiel Ferreira.
Nos bastidores, é visto como um nome capaz de unir grupos antagônicos e já conseguiu apoio inclusive de parlamentares oposicionistas, como Tomba Farias (PL).
A avaliação é que, em um eventual cenário de eleição indireta, a oposição não teria hoje um nome competitivo com maioria consolidada, o que reforça o peso de um articulador com capacidade de construir consensos.
Pela fala calculada de Guilherme Saldanha, ele não se lança, mas também não fecha a porta, abrindo espaço para ser candidato de consenso, vez que a própria governadora Fátima Bezerra já disse em entrevistas, que mesmo o governo não tendo maioria na Assembleia Legislativa, está trabalhando para eleger um sucessor alinhado politica administrativa da atual gestão.
Saldanha seria uma alternativa a uma pré-candidatura indireta do secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, que é filiado ao PT e ainda desponta como seu candidato a governador às eleições de outubro deste ano.
Perfil de gestor
Engenheiro agrônomo gradual na Universidade Federal Rural do semiárido (Ufersa)), Guilherme Saldanha foi auxiliar do primeiro governo Wilma de Faria (2003/2006), tendo atuado como Coordenador de Agricultura Irrigada da Sape, depois foi consultor do Sebrae/RN no Programa de Qualidade Total da Fruticultura Irrigada, de 2006 a 2007.
Antes, presidiu o Distrito de Irrigação do Projeto Baixo-Açu no governo Garibaldi Filho (1997/2000) e nos governos Rosalba Ciarlini (2011/2014) e por dois anos no governo Robinson Faria (2015/2016).
Membro do comitê técnico do Programa Nacional da Agricultura Irrigada e da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária, também atual como empresário no setor de agricultura irrigada desde 1998. Saldanha é titular da Sape desde 13 de maio de 2016.
Renúncia de Walter provoca eleição indireta
A hipótese de uma eleição indireta para o governo estadual na Assembleia Legislativa começou a ganhar força depois que o vice-governador Walter Alves (MDB) anunciou, oficialmente, que não assumirá a chefia do Executivo no caso de renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT), que pretende voltar a ocupar cadeira de senadora no Congresso Nacional.
O vice-governador Walter Alves comunicou que não assumiria o Governo do Rio Grande do Norte em 19 de janeiro de 2026, em matéria da TRIBUNA DO NORTE.
Alves informava que seria pré-candidato a deputado estadual e que, por isso, abriria mão de assumir o governo em um eventual afastamento de Fátima Bezerra, apesar de continuar apoiando a reeleição do presidente Lula (PT).
Na ocasião, Alves também declarava apoio formal à pré-candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), numa aliança do MDB com o PP e PSD, que é presidido no Estado pela senadora Zenaide Maia.
Tribuna do Norte
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