O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) vai sediar o Dia C de Capacitação no próximo dia 2 de setembro. A atividade ocorrerá no auditório da sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Natal. A mobilização educacional acontecerá simultaneamente nas 27 capitais do país e em 79 cidades do interior.
O evento presencial em Natal terá carga horária de 6 horas-aula, com atividades nos turnos da manhã e da tarde. A programação também terá transmissão ao vivo pelo canal do Ministério Público do Rio Grande do Norte no YouTube.
As inscrições seguem abertas até as 23h59 desta sexta-feira, dia 28 de agosto, pelo horário de Brasília. O cadastro deve ser feito pela internet por meio do endereço https://dia-c-de-capacitacao.lovable.app/ ou pelo formulário do Google.
Público-alvo
O público-alvo da capacitação reúne polícias civis, militares e penais, corpos de bombeiros militares, guardas municipais e perícias oficiais. O evento também busca alcançar gestores de fundos de segurança e integrantes das Forças Armadas. A prioridade de vagas é para servidores que atuam fora de delegacias especializadas.
A capacitação já conta com quase 5 mil inscrições realizadas em todo o país. Quem concluir a jornada receberá certificação oficial emitida pela Escola Nacional de Segurança Pública. Os temas abordados incluem a perspectiva de gênero na segurança pública, o atendimento sem revitimização e as medidas protetivas de urgência.
As aulas serão ministradas de forma compartilhada por membros do Ministério Público do Rio Grande do Norte e por profissionais indicados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública. A realização é uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Secretaria Nacional de Segurança Pública, o Ministério das Mulheres, o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais, a Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e a Escola Nacional de Segurança Pública.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) vai sediar o Dia C de Capacitação no próximo dia 2 de setembro. A atividade ocorrerá no auditório da sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Natal. A mobilização educacional acontecerá simultaneamente nas 27 capitais do país e em 79 cidades do interior.
O evento presencial em Natal terá carga horária de 6 horas-aula, com atividades nos turnos da manhã e da tarde. A programação também terá transmissão ao vivo pelo canal do Ministério Público do Rio Grande do Norte no YouTube.
As inscrições seguem abertas até as 23h59 desta sexta-feira, dia 28 de agosto, pelo horário de Brasília. O cadastro deve ser feito pela internet por meio do endereço https://dia-c-de-capacitacao.lovable.app/ ou pelo formulário do Google.
Público-alvo
O público-alvo da capacitação reúne polícias civis, militares e penais, corpos de bombeiros militares, guardas municipais e perícias oficiais. O evento também busca alcançar gestores de fundos de segurança e integrantes das Forças Armadas. A prioridade de vagas é para servidores que atuam fora de delegacias especializadas.
A capacitação já conta com quase 5 mil inscrições realizadas em todo o país. Quem concluir a jornada receberá certificação oficial emitida pela Escola Nacional de Segurança Pública. Os temas abordados incluem a perspectiva de gênero na segurança pública, o atendimento sem revitimização e as medidas protetivas de urgência.
As aulas serão ministradas de forma compartilhada por membros do Ministério Público do Rio Grande do Norte e por profissionais indicados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública. A realização é uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Secretaria Nacional de Segurança Pública, o Ministério das Mulheres, o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais, a Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e a Escola Nacional de Segurança Pública.
A CAIXA paga, nesta sexta-feira, 28 de agosto, nova parcela do Programa Pé-de-Meia para os estudantes do Ensino Médio regular e Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos, a EJA, nascidos nos meses de setembro e outubro. Além da parcela mensal, estudantes da modalidade EJA aprovados no primeiro semestre de 2026 também recebem a parcela do Incentivo Conclusão.
O incentivo será creditado na conta Poupança CAIXA Tem e os valores podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem.
O estudante pode pagar contas, fazer transferências e PIX, direto no aplicativo.
Além disso, pode movimentar os valores com o cartão do programa, fazendo compras e pagamentos.
Para consultar as demais datas de pagamento do programa Pé-de-Meia, acesse o site da CAIXA em www.caixa.gov.br/pedemeia.
O que é o Pé-de-Meia
O Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional do Governo Federal para estudantes do ensino médio público inscritos no CadÚnico. Ele funciona como uma poupança para manter a frequência e estimular a conclusão do ensino médio, reduzindo desigualdades e promovendo inclusão e mobilidade social.
Quem tem direito ao pagamento
Estudantes matriculados no ensino médio público e beneficiários do CadÚnico.
Vale para ensino regular e para EJA (Educação de Jovens e Adultos), com regras de pagamento específicas.
Como funciona o pagamento do Pé-de-Meia
O MEC usa dados enviados pelas redes de ensino (federal, estadual, distrital ou municipal) para identificar quem cumpre os requisitos de matrícula e frequência.
Com as informações validadas, o MEC autoriza as folhas de pagamento e envia à Caixa Econômica Federal, que abre as contas e realiza os pagamentos.
Valores do pagamento (ensino regular)
R$ 200/mês de incentivo pela frequência (saque a qualquer momento).
R$ 1.000 ao final de cada ano concluído (fica bloqueado e só pode ser sacado após a formatura no ensino médio).
Bônus de R$ 200 pela participação no ENEM.
Total potencial ao longo do curso: até R$ 9.200 por aluno, somando parcelas mensais, depósitos anuais e o adicional do ENEM.
Valores do pagamento (EJA)
R$ 200 por comprovação de matrícula (saque imediato).
R$ 225 por frequência (saque imediato).
Mantêm-se os depósitos anuais de R$ 1.000 ao concluir cada etapa do ensino médio, com saque após a formatura.
Calendário e processamento do pagamento
As folhas de pagamento são geradas pelo MEC com base na matrícula e frequência informadas pelas redes de ensino.
A Caixa processa e efetiva o pagamento nas contas abertas para os beneficiários.
O estudante acompanha no app “Jornada do Estudante” quando o pagamento for liberado.
Como consultar e sacar o pagamento do Pé-de-Meia
Consulta: pelo aplicativo Jornada do Estudante (informações de elegibilidade, parcelas e status).
Saque: valores mensais (R$ 200 no regular; R$ 200 + R$ 225 no EJA) podem ser sacados a qualquer momento.
Depósitos anuais (R$ 1.000) ficam retidos e só podem ser sacados após a conclusão do ensino médio.
Perguntas rápidas sobre o pagamento Pé-de-Meia
Preciso comprovar frequência? Sim. A liberação do pagamento depende da matrícula e da frequência informadas pela rede de ensino.
Posso sacar tudo? Não. As parcelas mensais podem ser sacadas; os R$ 1.000 anuais ficam disponíveis apenas após a formatura.
O ENEM é obrigatório para receber o bônus? Para o adicional de R$ 200, é necessário participar do ENEM.
Onde vejo se caiu o pagamento? No app Jornada do Estudante.
Quem resolve erros no pagamento? A rede de ensino precisa corrigir dados de matrícula/frequência; a Caixa executa o pagamento após o envio correto das folhas pelo MEC.
O fim da chamada “taxa das blusinhas” pode provocar a perda de 109 mil empregos e reduzir em cerca de R$ 21,8 bilhões a produção doméstica. O alerta é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), destacado em nota técnica que analisa os efeitos da retirada do Imposto de Importação sobre o volume e o valor das compras internacionais de até US$ 50.
Segundo o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, antes da retirada do imposto, parte do consumo que hoje é destinado a compras internacionais, por meio do Programa Remessa Conforme (PRC), seria direcionada a produtos e serviços produzidos no Brasil.
“A retirada do Imposto de Importação sobre o Programa Remessa Conforme, a ‘taxa das blusinhas’, acelera o aumento do volume importado pelo programa. Esse crescimento já vinha acontecendo: um número maior de compras de pequeno valor vem sendo importado e mais dinheiro é enviado para fora. Com a retirada do imposto, esse movimento é acelerado”, afirma.
Azevedo destaca ainda que os produtos nacionais estão sujeitos a uma carga tributária maior do que os importados, o que amplia a diferença de competitividade entre eles. Na avaliação do economista, a “taxa das blusinhas” contribui para reduzir parte dessa assimetria.
“Por isso, a retirada do imposto torna ainda mais explícita essa diferença entre a taxação imposta aos produtos nacionais e aquela incidente sobre os importados. Sem isso, há um incentivo maior à compra de produtos importados — em razão dessa diferença de tributos e, consequentemente, de preços, que muitas vezes é considerável. Isso contribui para o crescimento cada vez maior do volume de importações pelo Programa Remessa Conforme”, explica.
O superintendente de Economia da CNI, Marcio Guerra, também alerta para os impactos da aprovação da Medida Provisória 1.357/2026, que prevê o fim da cobrança do imposto sobre compras internacionais de até US$ 50.
“Zerar o imposto sobre produtos de até US$ 50 estabelece um tratamento tributário diferenciado para as importações. Isso prejudica o mercado interno, viola a isonomia, a livre concorrência e o preceito constitucional de proteção do mercado interno como patrimônio nacional. A retomada da cobrança do imposto é fundamental para que a indústria brasileira recupere a competitividade”, avalia.
Fim do imposto deve elevar importações
Segundo projeções da CNI, cerca de 249,5 milhões de encomendas de pequeno valor devem entrar no país por meio do Programa Remessa Conformeneste ano, alta de 56,3% em relação a 2025. Em valor, as importações devem somar US$ 4,6 bilhões, aumento de 65,7% na comparação anual.
No entanto, esse crescimento seria menor caso o Imposto de Importação sobre compras de até US$ 50 fosse mantido. Nesse cenário, parte dos consumidores teria maior incentivo para adquirir produtos no mercado nacional, em vez de realizar compras internacionais.
Com a manutenção da tributação, a CNI projeta 194,9 milhões de remessas e US$ 3,2 bilhões em valor importado em 2026. Os números representariam altas de 22,1% na quantidade de encomendas e de 16,2% no valor importado em relação a 2025.
Portanto, na comparação entre os dois cenários projetados pela CNI, o fim da “taxa das blusinhas” deve elevar em 28% o número de remessas e em 42,6% o valor importado em relação ao que seria registrado caso a tributação sobre compras de até US$ 50 fosse mantida.
Indústria de transformação será a mais afetada
De acordo com o levantamento, para cada R$ 1 importado por meio do Programa Remessa Conforme, deixam de ser gerados R$ 3,11 ao longo das cadeias produtivas no país.
O impacto se concentra principalmente na indústria de transformação. Como boa parte dos produtos adquiridos pelo programa — como eletrônicos, vestuário e outros bens de consumo — concorre diretamente com itens fabricados no Brasil, cerca de dois terços do efeito total recaem sobre o segmento.
Segundo a CNI, o fim da “taxa das blusinhas” pode provocar a perda de 70 mil empregos na indústria de transformação e reduzir em R$ 15,5 bilhões a produção do setor.
A CAIXA inicia nesta sexta-feira (28), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de agosto para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 9.
Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.
O valor também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.
Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.
O que é Bolsa Família
O Programa Bolsa Família é a transferência mensal de renda do maior programa social do Brasil, reconhecido por tirar milhões de famílias da fome. O modelo atual considera tamanho e características do núcleo familiar: lares com três ou mais pessoas tendem a receber valores maiores do que famílias unipessoais, reforçando a proteção social.
Pagamento do Bolsa Família: objetivos do programa
Além da renda, o Bolsa Família integra políticas públicas para ampliar acesso a saúde, educação e assistência social. O foco é promover dignidade e cidadania, articulando ações complementares (esporte, ciência, trabalho) para a superação da pobreza e a transformação social.
Quem tem direito ao pagamento do Bolsa Família
Para ter direito ao pagamento do Bolsa Família, a renda por pessoa da família deve ser de até R$ 218/mês.
Exemplo: 1 pessoa com salário mínimo (R$ 1.518) em família de 7 integrantes → renda per capita de R$ 216,85. Como está abaixo de R$ 218, a família é elegível ao benefício.
Como receber o pagamento do Bolsa Família (passo a passo)
Inscrição no CadÚnico: mantenha dados corretos e atualizados.
Onde se cadastrar: procure o CRAS ou postos municipais de assistência social.
Documentos: CPF ou título de eleitor.
Seleção mensal automatizada: estar no CadÚnico não garante entrada imediata. Todos os meses o programa identifica e inclui novas famílias que passam a receber o pagamento Bolsa Família.
Quando começa o pagamento Bolsa Família após o cadastro?
Mesmo inscrita no CadÚnico, a família só recebe quando for selecionada pelo sistema do programa. A inclusão é contínua e mensal, de forma automatizada, conforme os critérios de elegibilidade e a atualização cadastral.
Dicas para manter o pagamento do Bolsa Família em dia
Atualize o CadÚnico sempre que houver mudança (endereço, renda, composição familiar).
Acompanhe o calendário oficial de pagamento e as comunicações do município/CRAS.
Guarde seus comprovantes e verifique regularmente a situação do benefício nos canais oficiais.
Bolsa Família: perguntas rápidas (FAQ)
Preciso estar no CadÚnico? Sim, é obrigatório para concorrer ao pagamento do Bolsa Família.
O valor é igual para todos? Não. O modelo considera o tamanho e o perfil familiar, podendo variar.
Cadastro feito = pagamento imediato? Não. A seleção é mensal e automatizada; a família começa a receber quando é incluída.
Onde tirar dúvidas? Procure o CRAS do seu município ou os canais oficiais do programa.
Cerca de um quarto dos pacientes com esclerose múltipla chega a demorar mais de cinco anos para receber o diagnóstico, o que favorece a progressão da doença. O alerta foi feito por uma pesquisa da HSR Health, em parceria com a Roche Farma, divulgada pela Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) nesta sexta-feira (28).
Lançado durante o Agosto Laranja, mês de conscientização contra a doença, o estudo ouviu 368 pessoas em tratamento contra esclerose múltipla no Brasil.
Mais da metade dos entrevistados (56,8%) recebeu um diagnóstico incorreto antes da confirmação da esclerose múltipla. Além disso, 26,6% esperaram mais de cinco anos pelo diagnóstico definitivo, e 14,1% levaram uma década ou mais entre os primeiros sintomas e a confirmação da doença.
De acordo com o neurologista Rodrigo Kleinpaul, coordenador do Ambulatório de Neuroimunologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a agilidade no diagnóstico é importante para retardar danos permanentes que possam ser causados pela doença.
“Chega o momento em que esse dano no cérebro ou na medula vai diminuindo a reserva que o paciente tem, aquela reserva funcional. E começa o que a gente chama de progressão de incapacidade e isso pode levar o paciente a ficar com incapacidade definitiva”, disse.
“A gente viu que o paciente passa, mais ou menos, por até quatro médicos diferentes e demora, em média, três anos para ter o diagnóstico correto”.
Segundo a pesquisa, para 36% dos entrevistados, a principal barreira até o diagnóstico são os médicos e profissionais de saúde e, para 23%, são exames e investigações, como a ressonância magnética, que é um eprocedimento de custo mais alto.
Outros 18% apontaram a própria demora do diagnóstico, enquanto 12% indicaram os custos no acesso ao diagnóstico correto.
Doença inflamatória crônica
Cerca de 40 mil brasileiros convivem com a esclerose múltipla, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM). A doença acomete principalmente mulheres jovens, na faixa etária de 20 a 40 anos, em sua fase mais produtiva.
Inflamatória, crônica e autoimune, a enfermidade faz com que o sistema imunológico ataque a mielina, estrutura que reveste e protege as fibras nervosas, prejudicando a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo.
A consequência são impactos na mobilidade, trabalho, rotina, saúde mental e autonomia. A esclerose múltipla é a causa mais comum de incapacidade por doenças neurológicas em pacientes jovens, excluindo causas traumáticas.
Como os sintomas são parecidos com os de outras doenças, isso gera dificuldade diagnóstica, explica Kleinpaul. Embaçamento visual, por exemplo, pode ser interpretado como um problema de vista. O mesmo acontece com dor, dormência, formigamento. Além disso, esses sintomas iniciais tendem a melhorar sozinhos.
“Não é incomum uma mulher jovem chegar ao pronto-socorro com queixa de formigamento e dormência e receber o diagnóstico de ansiedade. Então, isso também gera atraso de diagnóstico”, afirmou o especialista.
“Não conseguia respirar”
Desde os primeiros sintomas, a educadora física Lucimara de Lima Santana, de 44 anos, percorreu consultórios de médicos especialistas em São Paulo por quatro anos até descobrir a doença.
“Se eu tinha problema de visão, eu ia no oftalmologista; dificuldade para andar, ia no ortopedista; e como eu tenho colangite biliar primária [inflamação com fibrose progressiva dos dutos biliares no fígado], achava que a fadiga intensa era da colangite”.
Entre 2023 e 2024, a situação se tornou insustentável para Lucimara, que passou a sentir sintomas mais pesados.
“Eu não conseguia respirar direito por causa da fadiga, era muita dor. Fiquei sem trabalhar um tempo, porque não sabia o que era, não conseguia sair da cama. Os médicos diziam que podia ser dengue e outras doenças”.
A paciente com esclerose múltipla, Lucimara Santana. Foto: Lucimara Santana/Arquivo pessoal
Quando se consultou com um ortopedista, ele pediu ressonância magnética do crânio e da cervical, e o resultado acusou uma doença paralisante.
Em seguida, um neurologista especialista solicitou outra ressonância do crânio e de toda a coluna, desde a cervical até a lombar. Lucimara fez também coleta do líquor (líquido cefalorraquidiano). Todos esses exames deram positivo para esclerose múltipla (EM).
Professora de educação física concursada na Prefeitura de Taboão da Serra, município da Região Metropolitana de São Paulo, Lucimara não consegue mais ficar em pé no mesmo lugar durante muito tempo, por conta da fadiga e também do calor.
Para continuar a trabalhar, precisou se adaptar. Como já era instrutora de Pilates desde 2014, ela aprendeu a dar aulas online desse método de exercício físico durante a pandemia da Covid-19.
Atualmente, ela tem dois alunos e está à procura de novos. Uma vez por semana, ela atende presencialmente 25 alunos em uma academia e integra também o movimento Minha Voz Importa, no qual ensina o benefício do exercício no tratamento das pessoas com esclerose múltipla.
Tratamento evoluiu
Segundo a pesquisa, a maior parte dos pacientes ouvidos tem a esclerose múltipla sob controle: 48% estão estáveis ou em remissão. Além disso, 39% são economicamente ativos atualmente.
A doença não tem cura, mas o neurologista ressalta que houve um avanço no controle de sua progressão.
“Dez anos atrás, uma mulher jovem diagnosticada com 20 anos de idade, aos 40 anos já estaria em uma cadeira de rodas. Hoje, a gente consegue evitar que isso aconteça”, disse Rodrigo Kleinpaul.
“A gente impede que esse paciente vá para uma cadeira de rodas, use uma bengala, tenha dificuldade de enxergar. Estamos falando de pessoas de idade economicamente ativa que, às vezes, por incapacidade, podem estar fora do mercado de trabalho, podem não estar constituindo uma família”.
O acesso ao tratamento, porém, também pode ser um desafio: 41,2% relataram ter deixado de realizá-lo ou tiveram que remarcá-lo por dificuldades de acesso, como burocracia dos planos de saúde ou falta de medicação.
Mesmo com o tratamento, a rotina dos pacientes continua sendo marcada por obstáculos. O levantamento mostra que 73,4% deixaram de realizar uma série de atividades que gostariam por problemas emocionais; e 41,6% evitam encontros sociais com frequência.
A doença também afeta a vida profissional: 72,8% relatam prejuízos na renda ou nas oportunidades de crescimento, enquanto 32,6% afirmam ter escondido o diagnóstico no ambiente de trabalho por medo de preconceito ou demissão. Além disso, 85,6% convivem com gastos mensais extras relacionados à doença.
O mais comum, segundo indicou o neurologista, são problemas de ansiedade e depressão. “A gente costuma dizer que depois do diagnóstico de uma doença crônica, tem a fase do luto. O paciente tem revolta, negação, tristeza, depressão, até a aceitação”.
Rodrigo Kleinpaul reconheceu que, ao mesmo tempo que existe uma preocupação dos pacientes com a vida futura, falta acolhimento em sua jornada.
É necessário maior esclarecimento das pessoas que estão em torno desses pacientes, afirma para que saibam que muitos sintomas são invisíveis e que há um dia em que o paciente vai estar bem, mas em outro ele vai estar mais comprometido.