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12 jun

Crença no hexa cresce, mas maioria dos brasileiros não aposta no título da Seleção

Crença no hexa cresce, mas maioria dos brasileiros não aposta no título da Seleção

Jogadores da Seleção Brasileira. Foto: Sam Robles.

A confiança dos brasileiros na conquista do hexacampeonato mundial voltou a crescer às vésperas da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (11) aponta que 35% dos entrevistados acreditam que o Brasil conquistará o título, um aumento de 10 pontos percentuais em relação ao levantamento realizado em abril, quando o índice era de 25%.

Apesar do avanço no otimismo, a maioria dos brasileiros ainda não acredita no hexa. Segundo a pesquisa, 56% dos entrevistados afirmaram que a Seleção não será campeã do mundo, contra 68% registrados no levantamento anterior. Outros 9% não souberam ou preferiram não responder.

Entre aqueles que não apostam no título, 23% acreditam que o Brasil será eliminado nas quartas de final, enquanto 8% projetam uma queda na semifinal. Apenas 3% acreditam que a equipe chegará à decisão e terminará com o vice-campeonato. Outros 10% veem a Seleção sendo eliminada nas oitavas de final e 7% apostam em uma despedida ainda na fase de grupos.

O levantamento também mostra crescimento na aprovação do trabalho do técnico Carlo Ancelotti. Atualmente, 58% dos entrevistados aprovam o comandante italiano, contra 41% registrados em abril. A desaprovação caiu de 29% para 14%. Já a convocação de Neymar também recebeu avaliação positiva da maioria dos brasileiros. Segundo a pesquisa, 53% aprovam a presença do camisa 10 na Copa do Mundo, enquanto 38% desaprovam sua convocação.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre os dias 5 e 8 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi realizado às vésperas do início da Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.

Anota Bahia

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12 jun

Especialistas dizem que El Niño pode elevar sensação térmica em até 1,5ºC no RN

Especialistas dizem que El Niño pode elevar sensação térmica em até 1,5ºC no RN

Foto: Alex Régis

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos divulgou um relatório nesta quinta-feira (11) informando que o El Niño já começou. A expectativa de especialistas é de que o fenômeno possa se intensificar até o final do ano. O meteorologista Gilmar Bristot, da Emparn, avalia que, por enquanto, não existem impactos do fenômeno no RN, mas eles poderão ser sentidos a partir de setembro, com aumento da sensação térmica em até 1,5ºC.

No início desta semana, o Inmet emitiu uma nota alertando para o fortalecimento do El Niño no país, uma vez que as “condições para o desenvolvimento de um novo episódio” do fenômeno estão se desenvolvendo. As condições dizem respeito à manutenção da chamada anomalia mensal média da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) na região do Niño 3.4 (a área que mais pode provocar influências no Nordeste), que segue acima de 0,5ºC nas últimas quatro semanas. De acordo com o Inmet, um evento de El Niño é definido quando o Índice Oceânico Niño Relativo (RONI) permanece igual ou superior a 0,5 °C por, pelo menos, cinco trimestres.


O meteorologista Gilmar Bristot afirma que a expectativa é de que o El Niño eleve em até 2ºC a temperatura do Oceano Pacífico. De acordo com ele, o fenômeno deverá ter como principal efeito no Rio Grande do Norte a diminuição dos ventos e a elevação das temperaturas, o que, por enquanto, não tem ocorrido por aqui. “Esses efeitos ainda não são observados no estado. Temos atualmente a ocorrência de chuvas na região Leste com presença de ventos fortes, inclusive. Então, por ora, o El Niño não vai ter influência no RN. Ele só deverá chegar ao estado entre setembro e novembro”, pontua.

“O impacto será na diminuição desses ventos e, consequentemente, na sensação térmica, que poderá registrar aumento de algo em torno de 1,5ºC. Lembrando que, no período em que esses efeitos chegarão ao estado, as temperaturas giram, historicamente, em torno de 38ºC a 39ºC em algumas regiões do interior. E, embora o El Niño tenha como característica a escassez de chuvas no Nordeste, o Rio Grande do Norte não será afetado nesse sentido, uma vez que entre setembro e novembro praticamente não chove por aqui”, detalha o meteorologista.


No entanto, aponta, se após esse período o Pacífico continuar quente, pode haver bons índices de chuvas em janeiro e fevereiro de 2027, mas com o comprometimento do inverno de um modo geral ao longo do próximo ano. De acordo com a nota do Inmet publicada esta semana, com base nos dados observados no mês de maio e as projeções dos modelos de previsão, é possível inferir que o primeiro trimestre a atingir o limiar característico do El Niño será abril-maio-junho.


“A anomalia mensal média da Temperatura da Superfície do Mar na região do Niño 3.4 ficou próxima de superar as condições de neutralidade, revertendo o sinal negativo registrado em abril (–0,03 °C) para um patamar positivo de 0,49 °C em maio”, informou o Inmet na nota divulgada esta semana. Gilmar Bristot explica que a região do Niño 3.4 a que se refere o texto do Instituto de Meteorologia é a área que mais influencia o clima no Nordeste brasileiro.

“O Niño 3.4 é uma região que fica na parte central do Pacífico, por isso, tem uma correlação com o Nordeste e com a América do Sul de um modo geral. Os dados do Inmet divulgados na última nota mostram que essa região está 0,7ºC mais quente do que a média para a época analisada”, afirma o meteorologista. Segundo o Instituto de Meteorologia, esse cenário sinaliza condições altamente favoráveis ao desenvolvimento e consolidação de um episódio de El Niño, com a persistência da tendência de aquecimento.


A TRIBUNA DO NORTE procurou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para comentar o início do fenômeno, mas o órgão informou apenas que divulgará, nos próximos dias, uma nota técnica atualizada sobre o assunto.

Tribuan do Norte

Campo Forte
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12 jun

Enem 2026: prazo de inscrições termina nesta sexta-feira

Enem 2026: prazo de inscrições termina nesta sexta-feira

Foto: Divulgação

O prazo prorrogado de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 termina às 23 horas e 59 minutos desta sexta-feira (12), no horário de Brasília.

Os interessados em participar do exame devem fazer a inscrição exclusivamente na internet no link da Página do Participante no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O prazo vale para todos os participantes. Os candidatos isentos da taxa de inscrição também devem se inscrever no exame.


Para os concluintes do ensino médio de escolas públicas, a inscrição é automática, pela primeira vez. Nesse caso, o estudante precisará apenas confirmar sua participação no sistema de inscrição, fazer a opção de prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol) e indicar, se for o caso, a necessidade de recursos de acessibilidade ou se quer ser tratado pelo nome social.

A solicitação de tratamento pelo nome social em todas as fases do exame também teve o prazo alterado, podendo ser feita até esta sexta-feira (12).


A opção é destinada às pessoas trans, que se identificam e querem ser reconhecidos socialmente pela sua identidade de gênero. A sinalização deve ser marcada no momento da inscrição.


O prazo de 12 de junho vale também para os candidatos que necessitam de atendimento especializado.
Neste ano do Enem 2026 novas condições de pessoas com fibromialgia e transtornos mentais, como ansiedade, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), estão entre as situações possíveis para solicitar atendimento especializado.

Entre outras condições específicas para pedir o atendimento especializado estão: baixa visão, cegueira, deficiência física, auditiva, intelectual, dislexia, transtorno do espectro autista (TEA), gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e estudantes em classe hospitalar, entre outras condições.


A resposta preliminar à solicitação de atendimento especializado e ao tratamento pelo nome social sairá em 26 de junho.

Taxa de inscrição

Campo Forte
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12 jun

Endividamento sobe a recorde de 81,6% das famílias, diz CNC; inadimplência avança a 29,9%

Endividamento sobe a recorde de 81,6% das famílias, diz CNC; inadimplência avança a 29,9%

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Os brasileiros ficaram mais endividados na passagem de abril para maio, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A proporção de famílias com dívidas subiu de 80,9% em abril para um novo recorde de 81,6% em maio, o quinto mês consecutivo de avanço. Em maio de 2025, esse porcentual era de 78,2%. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

O levantamento considera como dívidas as contas a vencer nas modalidades cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.

A fatia de famílias inadimplentes avançou ligeiramente de 29,7% em abril para 29,9% em maio. Essa proporção era de 29,5% em maio de 2025.

Além disso, a fatia de famílias brasileiras afirmando que não terão condições de pagar suas dívidas em atraso, ou seja, que permanecerão inadimplentes, ficou estável em 12,3% em maio, mesma proporção vista em abril. Em maio de 2025, essa fatia era de 12,5%.

Segundo a CNC, o cartão de crédito permanece como a modalidade de dívida mais utilizada, mencionada por 84,6% das famílias endividadas.

“O dado reforça o alerta vermelho na economia pelo fato de o cartão carregar a taxa de juros mais elevada do mercado: 428,3% ao ano no crédito rotativo. A inadimplência entre as famílias que recebem até 3 salários mínimos disparou 1,7 ponto porcentual em termos mensais, atingindo a marca crítica de 38,6% em maio”, frisou a entidade, em relatório.

A proporção de famílias que se consideram “muito endividadas” subiu para 17,0% em maio, maior nível desde junho de 2024.

“A configuração de curto prazo no orçamento doméstico empurrou a inadimplência geral para 29,9% em maio. Como as taxas de juros ao consumidor final reagem de forma lenta à redução da taxa Selic, o custo de carregar essas dívidas consome o poder de compra. Ainda mais, levando em conta o comportamento recente da inflação, aumentando, assim, a percepção de risco das famílias”, avaliou o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, em nota.

Por outro lado, houve ampliação dos prazos de pagamento, com 33 3% das famílias possuindo dívidas por mais de um ano, e uma redução do porcentual médio de comprometimento da renda para 29 3%, disse a entidade.

Entre os inadimplentes, 49,3% relataram terem débitos vencidos há mais de 90 dias, menor fatia para este ano. O tempo médio de atraso nas contas dos inadimplentes caiu para 65 dias.

“Diante das projeções da CNC que apontam novas altas do endividamento bruto nos próximos meses, as expectativas do mercado se voltam para o recém-lançado Desenrola 2.0. O programa federal traz a expectativa de repetir a desaceleração de indicadores, observada na primeira versão do programa, em 2023”, apontou a CNC.

Estadão Conteúdo

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12 jun

Estudantes do RN acumulam mais de R$ 1,2 bilhão em dívidas do Fies

Estudantes do RN acumulam mais de R$ 1,2 bilhão em dívidas do Fies

Foto: Alex Régis

Segundo o Ministério da Educação (MEC), o não pagamento das parcelas do Fies compromete a sustentabilidade do programa. Cerca de 31,6 mil contratos do Fies, firmados até 2017, estão em atraso.

O acesso ao ensino superior abriu portas para milhares de potiguares nas últimas décadas. No entanto, para uma parcela significativa desses estudantes, a obtenção do diploma foi acompanhada pela contratação de financiamentos estudantis que resultaram em elevados níveis de endividamento, impondo um impacto financeiro de longo prazo. No Rio Grande do Norte, cerca de 31,6 mil contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), firmados até 2017, estão em atraso, somando um saldo devedor que ultrapassa R$ 1,2 bilhão.

Os dados mais recentes do Ministério da Educação repassados A TRIBUNA DO NORTE reforçam a dimensão do problema: o estoque total da dívida no Rio Grande do Norte supera R$ 1,26 bilhão, com valor médio de cerca de R$ 40 mil por beneficiário. Trata-se de um compromisso de longo prazo que acompanha os estudantes por mais de uma década.

Criado para ampliar o acesso à educação superior privada, o programa se consolidou como uma das principais portas de entrada para jovens de baixa e média renda. Contudo, a dificuldade de inserção no mercado de trabalho após o recebimento do diploma e o descompasso entre renda e valor das parcelas têm elevado os índices de inadimplência.

Esse cenário se agrava ao observar o perfil dos beneficiários: mais de 72% têm até 30 anos, e 62% dos contratos são de mulheres. Ou seja: são pessoas no início da vida profissional, com poucas oportunidades no mercado de trabalho e com renda instável.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), o não pagamento das parcelas do Fies compromete a sustentabilidade do programa. “O pagamento regular constitui uma importante fonte de receita para o Fundo”, informou a pasta. O desafio se intensifica porque a dívida se estende por anos: em média, são 15 anos até a quitação.

Para o economista e consultor financeiro Janduir Nóbrega, o volume bilionário de dívidas afeta diretamente a economia local. “Se essa dívida tivesse sido quitada no tempo devido, teria gerado circulação de recursos, emprego e consumo”, afirma.

Por sua vez, o economista William Pereira reforça que, embora o valor seja expressivo, o impacto ocorre de forma gradual. “Esse mais de R$ 1 bilhão não entra de uma vez na economia. Mas, ao renegociar e começar a pagar, você passa a ter milhões circulando mensalmente”, explica.

Ainda segundo ele, o efeito também se distribui entre consumo e pagamento de dívidas: “Quando a pessoa começa a quitar o débito, ela reduz gastos no dia a dia. Parte do consumo é direcionada para o pagamento da dívida”, acrescenta.

Para Janduir Nóbrega, esse cenário cria um efeito em cadeia: “Quem está negativado passa a ter limitações. Isso leva a um consumo mais seletivo e restringe o acesso ao crédito”.

William complementa que o impacto na economia varia conforme o perfil de consumo. “O efeito aparece nos setores onde esses jovens costumam consumir”, pondera.

Potiguares relatam dificuldades de honrar as parcelas

O impacto dessas dívidas faz parte da trajetória de muitos potiguares formados com o auxílio do Fies. É o caso, por exemplo, da nutricionista Jéssica Nascimento, 28, que conseguiu concluir a graduação graças ao programa, mas não conseguiu se inserir de forma imediata no mercado de trabalho.

“Foi a oportunidade de ingressar na faculdade”, conta, sobre o fato de ter aderido ao programa. Como demorou para conseguir trabalho na área, Jéssica passou a acumular uma dívida enquanto procurava uma oportunidade de emprego: “Me vi em um beco sem saída: uma dívida alta para pouca oportunidade”, conta.

O caso dela reflete o perfil predominante dos beneficiários: jovens ainda em fase de consolidação profissional que precisam lidar com um financiamento de duração média de 15 anos.

O débito da nutricionaista ultrapassava R$ 49 mil, mas foi quitado através de uma negociação: “Paguei cerca de R$ 15 mil. Meu salário era quase todo destinado a isso”, lembra.Hoje, sem a dívida, a realidade mudou: “consegui financiar minha casa e ter acesso a crédito”, comemora.

Já Amanda Carolinne, 33, formada em enfermagem também com o auxílio do Fies, vive uma situação diferente. Ela consegue pagar o financiamento, mas reclama do peso que a dívida representa no orçamento mensal. “Quero terminar de pagar, mas parece que não tem fim”, declara. Com uma dívida que atualmente gira em torno de R$ 24 mil, ela afirma: “no início ajudou muito. Hoje é um fardo”.

O volume de contratos em atraso levanta questionamentos sobre o modelo do programa, mas o economista William Pereira opina que o principal problema não está no Fies em si, mas sim nas dificuldades do mercado de trabalho.

“Não é falha do programa. O problema é o mercado de trabalho, que não gera renda suficiente para esses jovens pagarem suas dívidas”, avalia.

O economista Janduir Nóbrega concorda com este ponto de vista: “o mercado do RN ainda é limitado, com salários mais baixos”, analisa

Pereira também destaca que o contexto econômico recente do Brasil contribuiu para o cenário de endividamento dos beneficiários do Fies. “Tivemos crise econômica, pandemia e crescimento com salários baixos. Isso dificultou a capacidade de pagamento desses estudantes.”, afirma.

Além disso, ele pondera que o endividamento pode afetar decisões importantes. “Pode atrasar a saída da casa dos pais e outros planos. Ao mesmo tempo, renegociar permite reorganizar a vida financeira”, diz William Pereira.

Desenrola Fies abre caminho para renegociação

Diante do cenário, o governo federal lançou o Desenrola Fies, que permite renegociar dívidas com condições facilitadas. A adesão pode ser feita até 31 de dezembro deste ano pelos canais do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. As condições incluem parcelamento e descontos que variam conforme cada perfil. De acordo com dados repassados pelo Banco do Brasil à TRIBUNA DO NORTE, mais de 25 mil contratos já foram renegociados no país, somando cerca de R$ 1,4 bilhão.

Para William Pereira, o programa de renegociação de dívidas tem impacto direto na vida financeira dos estudantes. “O Desenrola permite que o jovem saia da inadimplência e volte a ter acesso ao crédito, reorganizando sua vida financeira”, afirma.

William aconselha que, se possível, a melhor opção é pagar o débito à vista. “Se tiver recurso, é mais vantajoso pagar à vista. Caso contrário, o parcelamento já é uma boa solução”.

Diferente do perfil de estudantes que conseguiram concluir o curso, há também casos de pessoas que interromperam a graduação, mas que mantiveram a dívida, que se arrasta por anos. É o caso de Moab Ferreira, 32, que hoje trabalha como assessor parlamentar: “tranquei a faculdade em 2014, mas não o Fies. A dívida continuou correndo”, conta. Anos depois, ele descobriu o valor acumulado: cerca de R$ 27 mil. Agora, busca renegociar através do Desenrola Fies.

“Eu já fui ao banco para negociar através do desenrola, já estou correndo atrás. Me deram um desconto muito bom”, relatou Moab, que enxerga o programa como uma oportunidade de conseguir se inserir novamente no mercado: “Quero quitar essa dívida e limpar meu nome”.

Para o economista William Pereira, histórias como esta são comuns. “Muitos jovens ficaram inadimplentes por falta de renda ou informação. O programa ajuda a corrigir isso”, diz o economista.

Mais do que aliviar dívidas, a iniciativa pode recolocar esses jovens de volta ao mercado consumidor, permitindo desde o consumo básico até os de longo prazo. Ainda assim, especialistas alertam que a renegociação exige planejamento para evitar novos ciclos de endividamento.

Tribuna do Norte

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