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06 ago

TSE afirma que sistemas das urnas ficam imutáveis após cerimônia de lacração eleitoral

TSE afirma que sistemas das urnas ficam imutáveis após cerimônia de lacração eleitoral

A cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais impede qualquer alteração nos programas utilizados pelas urnas eletrônicas após sua conclusão, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação da Corte, Júlio Valente, nem mesmo o próprio tribunal pode modificar os sistemas depois dessa etapa.

Qualquer mudança só poderia ocorrer com a realização de uma nova cerimônia pública de assinatura digital e lacração, com a presença das entidades responsáveis pela fiscalização do processo eleitoral.

Realizada entre agosto e setembro, a cerimônia marca o encerramento do desenvolvimento dos sistemas que serão usados nas eleições. Durante o evento, representantes das instituições fiscalizadoras e o presidente do TSE assinam digitalmente os programas, que passam a ser considerados definitivos.

“Depois dessa assinatura, mesmo que a Justiça Eleitoral deseje, mesmo que o TSE queira, não é mais possível mexer nos sistemas”, afirmou Valente.

Segundo o secretário, o procedimento tem como objetivo garantir que os programas instalados nas urnas permaneçam os mesmos até o dia da votação. A segurança do processo também envolve outras etapas de fiscalização, com a participação de partidos políticos e entidades autorizadas.

Na preparação das urnas, por exemplo, os fiscalizadores podem conferir se os programas instalados correspondem aos sistemas previamente lacrados. A verificação também ocorre nas seções eleitorais antes do início da votação, quando a Justiça Eleitoral confirma a autenticidade dos softwares utilizados nos equipamentos.

Além disso, os sistemas responsáveis pela transmissão dos boletins de urna e aqueles instalados no próprio TSE passam por procedimentos de conferência.

Teste de Integridade

Outro mecanismo de auditoria citado pelo secretário é o Teste de Integridade das urnas eletrônicas, realizado desde 2002. O procedimento ocorre na véspera da eleição, quando urnas são sorteadas em evento público e retiradas das seções eleitorais para uma simulação controlada.

No dia da votação, os equipamentos recebem votos previamente definidos, enquanto todo o processo é acompanhado por uma empresa de auditoria. Ao final, os resultados apresentados pelas urnas são comparados com os votos registrados durante o teste.

Segundo Júlio Valente, em mais de 20 anos de realização do procedimento, não houve registro de divergência entre os votos inseridos na simulação e os resultados apresentados pelos equipamentos. Para o secretário, o teste reforça a confiabilidade do sistema eleitoral eletrônico brasileiro.

*Com informações Agência Brasil

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06 ago

Vices das chapas presidenciais começam a ser definidos para 2026; veja os nomes confirmados

Vices das chapas presidenciais começam a ser definidos para 2026; veja os nomes confirmados

Com a aproximação do fim do prazo das convenções partidárias, os partidos começaram a definir os nomes que vão disputar a Vice-Presidência da República nas eleições de 2026. Os escolhidos terão papel importante na composição das chapas, que passam agora pela fase de registro de candidaturas e preparação para a campanha.

Mais do que substituir o presidente em casos de viagem, licença, renúncia ou impedimento, o vice-presidente participa de articulações políticas, representa o governo em agendas oficiais e pode assumir a chefia do Executivo de forma temporária ou definitiva, conforme prevê a Constituição.

Confira quem são os vices já anunciados:

Geraldo Alckmin (PSB) — vice de Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O atual vice-presidente da República vai repetir a parceria com Lula na disputa de 2026. A chapa entre PT e PSB mantém a aliança formada na eleição presidencial de 2022.

Alfredo Gaspar (União Brasil) — vice de Flávio Bolsonaro (PL)
O promotor de Justiça e deputado federal por Alagoas foi anunciado como candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro. A escolha reforça a aproximação entre o PL e setores ligados à segurança pública e ao campo conservador.

Gilberto Kassab (PSD) — vice de Ronaldo Caiado (PSD)
Presidente nacional do PSD, Kassab será o companheiro de chapa do governador de Goiás. A composição mantém uma chapa formada exclusivamente por integrantes da legenda.

Aroldo Medina — vice de Renan Santos (Missão)
Militar da reserva, Medina foi escolhido para integrar a chapa do ativista político e líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos.

Eduardo Girão (Novo) — vice de Romeu Zema (Novo)
O senador pelo Ceará foi indicado para compor a chapa do ex-governador de Minas Gerais. A escolha reforça a presença do partido na disputa nacional.

Tenente Dalma — vice de Leonardo Avalanche (PRTB)
Policial militar veterana, Dalma foi escolhida para formar uma chapa própria do PRTB ao Palácio do Planalto.

Cleusa Santos — vice de Edmilson Dias (PCB)
A militante integra a chapa do professor e economista Edmilson Dias, candidato pelo Partido Comunista Brasileiro.

Vanessa Portugal — vice de Hertz Dias (PSTU)
Professora da rede pública de Belo Horizonte e militante de movimentos sociais, Vanessa compõe a chapa do professor maranhense Hertz Dias.

Raquel Brício — vice de Samara Martins (UP)
Guarda-portuária, Raquel foi escolhida para integrar a chapa da dentista Samara Martins, formando uma composição totalmente feminina pela Unidade Popular.

Vices ainda não definidos
Algumas candidaturas ainda não anunciaram oficialmente seus companheiros de chapa. Entre elas estão Augusto Cury (Avante) e Wilson Grassi (Democrata).

Prazo para registro continua aberto

Apesar da conclusão das convenções partidárias, a oficialização das candidaturas ainda depende do registro junto à Justiça Eleitoral. Os partidos têm até as 19h do dia 15 de agosto para apresentar a documentação necessária.

O procedimento é realizado de forma eletrônica. As candidaturas à Presidência da República são registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto as candidaturas aos demais cargos são encaminhadas aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

Após o recebimento dos pedidos, a Justiça Eleitoral verifica se cada candidato atende aos requisitos estabelecidos pela legislação. Entre os critérios analisados estão a idade mínima exigida para o cargo, a nacionalidade, a filiação partidária, os direitos políticos e demais condições de elegibilidade.

Somente após essa análise as candidaturas poderão ser confirmadas definitivamente, permitindo que as chapas participem oficialmente da campanha eleitoral.

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06 ago

Pesquisa Data Capital: Lula tem vantagem contra Flávio Bolsonaro no RN

Pesquisa Data Capital: Lula tem vantagem contra Flávio Bolsonaro no RN

A Rede Tropical de Comunicação divulgou quarta-feira (5) nesta pesquisa de intenção de voto para as eleições 2026. O levantamento foi realizado pela Data Capital Pesquisa. Na disputa para presidente, Luiz Inácio Lula da Silva aparece em primeiro lugar com 37% das perspectivas no cenário espontâneo, aquele em que os eleitores indicam em quem pretendem voltar sem que apresentem opções de voto.

Ele é seguido por Flávio Bolsonaro com 28%. O senador Rogério Marinho aparece com 12% de interesse de voto, enquanto Michelle Bolsonaro tem 8%. Ronaldo Caiado e Romeu Zema aparecem empatados com 3% das intenções de voto. Além disso, brancos e nulos somam 5%. Não soubemos ou não respondemos somam 4%.

Na pesquisa estimulada, quando são apresentadas as opções de candidatos, o presidente Lula aparece com 40%. O candidato Flávio Bolsonaro está com 33%, seguido por Ronaldo Caiada com 6%. Romeu Zema tem 5%, enquanto Augusto Cury aparece com 3%. Renan Santos e Cabo Daciolo estão empatados com 2%. Os votos brancos e nulos somam 5%, além disso não souberam ou não responderam são 4%.

A pesquisa reuniu 2.050 participantes em 70 municípios do Rio Grande do Norte, entre os dias 25 e 28 de julho. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RN-06579/2026. A margem de erro é de 2,2%, com nível de confiança de 95%.

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06 ago

Agosto Lilás reforça combate à violência contra a mulher em todo o Brasil

Agosto Lilás reforça combate à violência contra a mulher em todo o Brasil

Agosto Lilás mobiliza instituições públicas, organizações da sociedade civil e a população para conscientizar sobre o combate à violência contra a mulher. Durante todo o mês, a campanha promove ações educativas, amplia a divulgação dos canais de denúncia e fortalece a rede de proteção às vítimas.

A mobilização acontece em agosto porque o mês marca o aniversário da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), considerada um dos principais instrumentos de proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Além disso, a campanha busca incentivar denúncias e ampliar o acesso à informação sobre os direitos das vítimas.

O que é o Agosto Lilás?

O Agosto Lilás é uma campanha nacional de conscientização criada para ampliar o debate sobre a violência de gênero e estimular ações de prevenção. A iniciativa foi oficializada pela Lei nº 14.448/2022, que instituiu agosto como o mês de proteção à mulher.

Além disso, governos, prefeituras, tribunais, ministérios públicos, escolas e entidades promovem palestras, campanhas educativas, atendimentos especializados e atividades voltadas ao fortalecimento da rede de apoio às mulheres.

Lei Maria da Penha completa mais um ano

A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 e representou um marco no enfrentamento à violência doméstica no Brasil. Desde então, a legislação ampliou as medidas protetivas, endureceu punições e garantiu mais instrumentos para proteger mulheres em situação de risco.

Entretanto, especialistas destacam que a legislação, por si só, não elimina o problema. Por isso, campanhas como o Agosto Lilás incentivam a prevenção, a informação e o rompimento do ciclo da violência.

Como denunciar casos de violência

Mulheres em situação de violência podem buscar ajuda por diferentes canais. O principal deles é o Ligue 180, serviço gratuito que funciona em todo o país, oferece orientação e recebe denúncias.

Além disso, em situações de emergência, qualquer pessoa pode acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Também é possível procurar Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), Centros de Referência e serviços da rede municipal e estadual de assistência.

Violência contra a mulher exige ação coletiva

O Agosto Lilás reforça que o enfrentamento à violência doméstica depende da participação de toda a sociedade. Familiares, vizinhos, amigos e colegas de trabalho podem identificar sinais de abuso e contribuir para que as vítimas recebam apoio.

Da mesma forma, especialistas alertam que denunciar pode salvar vidas. Por isso, a campanha incentiva a população a conhecer os direitos das mulheres, divulgar os canais de atendimento e fortalecer a cultura do respeito e da igualdade.

Canais de ajuda

  • Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher.
  • 190 – Polícia Militar, para casos de emergência.
  • Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs).
  • Centros de Referência de Atendimento à Mulher em estados e municípios.

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06 ago

SUS terá 100 mil teleatendimentos mensais para vício em bets

SUS terá 100 mil teleatendimentos mensais para vício em bets

O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou para até 100 mil o número de teleatendimentos mensais a pessoas que enfrentam problemas relacionados a jogos e apostas online. A iniciativa passa a valer nesta terça-feira (4).

O serviço começou a ser ofertado em março, com uma média de 600 teleatendimentos mensais. A expansão, de acordo com o Ministério da Saúde, se fez necessária em razão da alta procura.

A ferramenta é oferecida por meio do aplicativo Meu SUS Digital, em parceria com o Ministério da Fazenda e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

Com atendimento remoto, sigiloso e acolhedor, o serviço oferece orientação e acompanhamento profissional, funcionando como uma porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

Dados da pasta indicam que mais de 1 milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão do CPF de sites e aplicativos de apostas por meio da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, ferramenta do Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas.

Os números mostram ainda que 35% das pessoas acionaram a autoexclusão em razão da perda de controle sobre as apostas.

Dentre os sinais de alerta listados pelo ministério estão:

  • mudanças no sono, na alimentação ou no humor;
  • mentir para familiares e amigos sobre apostas;
  • sentimento de vergonha e culpa relacionados a apostas;
  • ansiedade, irritabilidade e inquietação quando não estão jogando;
  • uso do jogo como forma de lidar com o estresse ou frustração;
  • dificuldade de diminuir ou parar de jogar;
  • comprometimento das relações pessoais e profissionais;
  • uso intensificado de álcool e outras drogas; e
  • comprometimento do orçamento pessoal ou familiar devido aos gastos em apostas.

Já os fatores de risco listados pela pasta incluem:

  • exposição precoce a jogos de aposta;
  • facilidade de acesso a jogos online;
  • busca por alívio emocional ou fuga de problemas;
  • histórico de transtorno mentais como depressão e ansiedade;
  • impulsividade e busca por recompensas imediatas;
  • influências sociais e culturais que romantizam o jogo;
  • solidão e isolamento social; e
  • vulnerabilidade social.

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