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03 set

Anvisa interrompe fabricação de produtos de limpeza da Unilever

Anvisa interrompe fabricação de produtos de limpeza da Unilever

© Divulgação: Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu, nesta quarta-feira (2), a fabricação de produtos de limpeza na unidade da empresa Unilever, em Vinhedo, São Paulo. 

De acordo com a agência reguladora, o objetivo é assegurar que futuros lotes dos produtos da empresa disponibilizados à população não ofereçam risco à saúde pública. Na unidade são produzidos sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido para roupas, entre outros.

A determinação está na Resolução 3.443/2026 publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira.

A ação é preventiva e foi adotada após inspeção na fábrica de saneantes entre os dias 24 e 28 de agosto em conjunto com o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e a Vigilância Sanitária do Município de Vinhedo.

Foram identificadas falhas nas Boas Práticas de Fabricação (BPF), que são requisitos que as empresas devem cumprir para assegurar que a produção conte com sistemas de controle de qualidade adequados.

Entre os problemas percebidos na unidade da multinacional, estão falhas nos controles realizados durante a fabricação e antes da liberação dos produtos e deficiências no monitoramento da água usada na produção. Também foram apontadas fragilidades na investigação e correção de problemas identificados pela própria empresa.

Produtos

A Anvisa esclarece que até o momento não há indicação de contaminação microbiológica ou outros problemas sobre os lotes produzidos na fábrica, e por esse motivo não determinou a suspensão da comercialização, da distribuição ou do uso dos produtos já fabricados e disponíveis no mercado, nem seu recolhimento.

Fabricante

Em comunicado à população, a Unilever Brasil esclarece que a inspeção resultou “em oportunidades de melhorias em processos de documentação e controle relacionadas às linhas de sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido para roupas”.

A empresa informa que todas as ações determinadas pela Anvisa foram prontamente iniciadas, com a suspensão temporária da produção desses itens, que já estão sendo implementadas as correções e que as demais linhas de produção da unidade seguem operando normalmente dos produtos de cuidados com a casa.

A indústria disse que continua atuando em colaboração com a Anvisa. “[A Unilever] considera os apontamentos parte importante para a evolução contínua de seus processos produtivos e de todo o setor”, conclui a nota institucional.

Fiscalização

A agência reguladora esclarece que essa vistoria faz parte de outras ações integradas de fiscalização sanitária de empresas fabricantes de saneantes, categoria que inclui produtos destinados à limpeza, desinfecção e conservação de ambientes.

Este ano, já foram realizadas sete inspeções em fabricantes, incluindo quatro dos maiores fabricantes do Brasil, conforme contabilizou a Anvisa.

Agência Brasil

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03 set

BB passa a usar tecnologia de origem verificada em ligações

BB passa a usar tecnologia de origem verificada em ligações

Os clientes do Banco do Brasil (BB) contam com um novo recurso de segurança para evitar falsas ligações telefônicas. O banco passou a utilizar a tecnologia de origem verificada para identificar chamadas telefônicas feitas pela instituição.

O recurso, com validação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e das operadoras, permite que clientes reconheçam, na tela do celular, que determinada ligação foi realmente originada pelo banco.

A solução é aplicada às chamadas pelo número 4003-3001, usado por agências, escritórios de negócios, Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), centrais de relacionamento e outras áreas de atendimento do BB.

Segurança

Desenvolvida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a tecnologia valida, em tempo real, a autenticidade dos números usados em ligações telefônicas.

O sistema usa uma assinatura digital associada ao número do banco. Antes de a chamada chegar ao cliente, a operadora verifica essa assinatura. Quando a autenticação é concluída, o celular pode exibir uma identificação indicando que a ligação foi feita pelo Banco do Brasil.

A iniciativa busca contribuir para o combate a fraudes telefônicas e às chamadas automatizadas indevidas, conhecidas como robocalls.

Atendimentos

O telefone continua sendo um dos principais canais de relacionamento entre o banco e seus clientes.

Segundo o BB, em 2025 foram registradas, em média, 2,3 milhões de chamadas receptivas por mês, feitas por clientes ao banco. Além disso, o BB fez 1,5 milhão de chamadas ativas mensais a clientes.

Durante os testes da tecnologia de origem verificada, a identificação das chamadas contribuiu para um aumento de aproximadamente 30% na taxa de atendimento.

Funcionamento

O recurso é gratuito e não exige a instalação de aplicativos. Para o funcionamento completo da tecnologia, o BB recomenda que o celular esteja conectado a uma rede 4G ou 5G.

A forma como as informações aparecem na tela pode variar conforme o modelo do aparelho e a operadora utilizada pelo cliente.

Golpes

Apesar da identificação das chamadas, o banco reforça que os clientes devem permanecer atentos a possíveis tentativas de fraude.

Durante ligações telefônicas, o Banco do Brasil não solicita:

  •     instalação de aplicativos;
  •     acesso a sites externos;
  •     senhas;
  •     códigos de autenticação;
  •     dados pessoais;
  •     acesso remoto ao celular.

Em caso de dúvida sobre a autenticidade de uma ligação, a orientação é encerrar o contato e procurar os canais oficiais da instituição.

Canais oficiais

O BB orienta os clientes a utilizarem os seguintes números para atendimento:

  •     4004-0001 — capitais e regiões metropolitanas;
  •     0800 729 0001 — demais localidades.

banco destaca ainda que o 4004-0001 é usado apenas para receber chamadas. Portanto, se esse número aparecer como originador de uma ligação, a recomendação é desconfiar e encerrar o contato.

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

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03 set

Prouni: candidatos já podem consultar selecionados em lista de espera 

Prouni: candidatos já podem consultar selecionados em lista de espera 

Os participantes do processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) para o segundo semestre de 2026 já podem consultar o resultado da lista de espera. Para saber se foi selecionado, o estudante que manifestou interesse nesta fase do programa deve acessar o site do Prouni, por meio da conta Gov.br.  

A lista de espera é a última etapa no preenchimento das vagas não ocupadas ao longo da primeira e da segunda chamadas do programa. Os selecionados têm até 14 de setembro para entregar a documentação comprobatória junto às instituições de ensino superior.  

A comprovação dos dados deve ser realizada diretamente na instituição privada para a qual o estudante foi pré-selecionado. Cada faculdade define o formato de recebimento dos documentos, que pode ser presencial ou por meio de plataforma online. 

Confira a lista de documentos necessários: 

  • Comprovante de residência atualizado; 
  • Comprovantes de rendimento bruto mensal de todos os integrantes do grupo familiar; 
  • Comprovante de conclusão do ensino médio em escola da rede pública ou em instituição privada, conforme declarado na inscrição.  

Sobre o ProUni 

Criado em 2005, o programa oferece bolsas de estudo, parciais e integrais, a estudantes de baixa renda que tenham concluído o ensino médio preferencialmente em instituições públicas, ou em colégios privados na condição de bolsista. 

Os processos seletivos ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.   

A classificação para a seleção das bolsas do Prouni considera as notas obtidas pelos candidatos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

© Juca Varella/Agência Brasil

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03 set

TSE aprova registros de seis candidatos à Presidência da República

TSE aprova registros de seis candidatos à Presidência da República

© Luiz Roberto/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta quarta-feira (2) o registro de seis chapas de candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro.

Por unanimidade, foram aceitos os registros das seguintes chapas, que são formadas pelos candidatos e seus respectivos vices:

  • Edmilson Costa e Cleusa Santos (PCB);
  • Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar (PL);
  • Hertz Dias e Vanessa Portugal (PSTU);
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB);
  • Romeu Zema e Eduardo Girão (Novo);
  • Samara Martins e Raquel Brício (UP).

A deliberação do TSE ocorreu durante sessão virtual, na qual os ministros registram os votos no sistema da Corte e não há votação presencial.

Por unanimidade, os sete ministros concluíram que os candidatos apresentaram os documentos necessários e estão aptos a disputar o pleito. 

No total, o tribunal recebeu 13 pedidos de registros de candidaturas. Ainda serão julgados os registros de sete candidatos e seus respectivos vices:

  • Augusto Cury e Júlio Delgado (Avante);
  • Clariana Barão e Fabiana Torquato (DC);
  • Pablo Marçal e Leonardo Avalanche (PRTB);
  • Renan Santos e Coronel Medina (Missão);
  • Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab (PSD);
  • Rui Costa Pimenta e Antônio Carlos (PCO);
  • Wilson Grassi e Suêd Haidar (Democrata).

No caso de Pablo Marçal, o TSE já determinou que o candidato deve ficar proibido temporariamente de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV.

Os ministros aceitaram um pedido de liminar protocolado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) para suspender a campanha de Marçal até que o TSE julgue de forma definitiva o registro de candidatura. 

O MPE afirmou ao tribunal que Pablo Marçal está inelegível até 2032 por ter sido condenado pela Justiça Eleitoral de São Paulo por ofertar gravações de vídeos para vereadores e prefeitos em troca de doações em dinheiro. O episódio ocorreu nas eleições municipais de 2024.

Eleições

O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

AGência Brasil

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03 set

Senado: oposição obstrui e fim da escala 6×1 não vai a plenário

Senado: oposição obstrui e fim da escala 6×1 não vai a plenário

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Sem ter segurança sobre os votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho, a base do governo no Senado Federal decidiu não arriscar uma apreciação em plenário nesta quarta-feira (2). Com isso, a proposta só deve ser votada após o 1º turno das eleições, em outubro.

“Hoje, houve um movimento bem sucedido da oposição”, afirmou o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AC), referindo-se ao esvaziamento do plenário e à consequente impossibilidade de votação.  

Em entrevista à imprensa, Randolfe atribuiu a uma “ação coordenada” de oposicionistas – com participação direta dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente da República, e do líder da oposição, o também senador Rogério Marinho (PL-RN) – para desmobilizar a presença dos parlamentares para uma possível votação. “A oposição ao nosso governo é contra o fim da escala 6×1. Ponto”, disse.

O líder do governo afirmou que a oposição já havia demonstrado resistência na CCJ, onde houve quatro votos contrários à proposta.

Dos 27 senadores presentes na comissão, quatro registraram votos contrários: Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).

Apesar do registro dos votos, a aprovação da PEC no colegiado se deu de forma simbólicaA última etapa para a aprovação da matéria é justamente a votação no plenário do Senado, em dois turnos, com o mínimo de 49 votos favoráveis, o que corresponde a 60% do apoio dos 81 senadores.

A PEC 221/2019 prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.  

A CCJ chegou a aprovar um calendário especial para acelerar a tramitação da proposta, eliminando intervalos regimentais (chamados de interstícios) e permitindo que a matéria pudesse ser votada ainda nesta semana no plenário, em regime de urgência. A inclusão na pauta do plenário depende do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).  

Ao ser perguntado sobre isso, o líder do governo explicou que Alcolumbre questionou os governistas se havia segurança quanto ao número de votos. Diante da resposta negativa, governo e presidente do Senado consideraram mais prudente não submeter a PEC, que poderia ser derrotada, principalmente por uma provável ausência de senadores para votá-la, o que impediria o alcance do piso mínimo de apoio.

Randolfe Rodrigues afirmou que o governo estimava ter 53 ou 54 votos favoráveis, mas que essa margem não oferecia segurança suficiente para colocar a PEC em votação. O próximo esforço concentrado de votações no Congresso Nacional está previsto para a segunda semana de outubro. 

Agência Brasil entrou em contato com o senador Rogério Marinho, líder da oposição, para obter uma posição sobre o fato de a PEC não ter sido incluída na votação, mas ainda não teve retorno. Contrário à PEC, Marinho apresentou uma proposta alternativa que mantém a escala 6×1 e a jornada semanal máxima de 44 horas, com a possibilidade de diferentes jornadas de trabalho em negociação direta entre trabalhadores e empregadores. A iniciativa prevê que a remuneração seja calculada de acordo com as horas trabalhadas.

A reportagem também procurou Flávio Bolsonaro para comentar as declarações de Randolfe. Integrante da CCJ, ele estava ausente quando a PEC foi aprovada no colegiado. Nos últimos dias, ele também defendeu a proposta de pagamento por hora trabalhada e evitou dizer como votaria no texto que prevê o fim da escala 6×1. O espaço para manifestação segue aberto. 

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