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16 set

Dia Mundial do Doador de Medula Óssea: Hemocentro de Currais Novos lembra importância de salvar vidas

Dia Mundial do Doador de Medula Óssea: Hemocentro de Currais Novos lembra importância de salvar vidas

Neste sábado (19), é celebrado o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, uma data dedicada a homenagear os doadores e reforçar a importância do cadastro de voluntários.

O Hemocentro de Currais Novos lembra que um simples gesto de solidariedade pode representar uma nova esperança para pacientes que aguardam por um transplante de medula óssea.

A medula óssea é responsável pela produção das células do sangue e o transplante pode ser indicado para o tratamento de diversas doenças hematológicas, entre elas leucemias, linfomas e algumas anemias graves.

No Brasil, os voluntários são cadastrados no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Quando existe compatibilidade com um paciente, o doador pode ser chamado para realizar a doação.

Doar medula óssea é oferecer esperança, solidariedade e a possibilidade de um novo começo.

Neste Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, o Hemocentro de Currais Novos reforça a importância da conscientização e do compromisso de todos com a vida.

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Lojão do Real
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16 set

Preso vestido de mulher, homem diz ter matado 80 pessoas na Paraíba

Preso vestido de mulher, homem diz ter matado 80 pessoas na Paraíba

© Polícia Civil da Paraíba

Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, foi capturado após cerca de 48 horas de buscas usando vestido, peruca e uma criança no colo. Ele afirmou à polícia ter cometido cerca de 80 homicídios, mas investigadores dizem ter, até agora, elementos mais sólidos em 16 casos.

Vestido, peruca, sandálias femininas, óculos escuros, unhas pintadas e uma criança de aproximadamente dois anos no colo. Foi assim que Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, tentou escapar de um cerco policial em Mulungu, na Paraíba, no domingo (13).

O disfarce, segundo a Polícia Civil, fazia parte de uma tentativa de não ser reconhecido depois de cerca de 48 horas de buscas. A estratégia fracassou quando policiais perceberam uma tatuagem do suspeito. Jorlan foi preso e passou a ser investigado por uma sequência de homicídios ocorridos principalmente na região do Vale do Mamanguape.

O que veio depois chamou ainda mais a atenção dos investigadores. Durante o interrogatório, Jorlan afirmou ter cometido cerca de 80 homicídios ao longo da vida e disse que o primeiro teria ocorrido quando tinha apenas 13 anos.

O número, porém, não está comprovado. A Polícia Civil trabalha para confrontar o relato do preso com inquéritos, perícias, depoimentos e registros de mortes ocorridas nos últimos anos. Até agora, investigadores dizem reunir elementos considerados consistentes que o relacionam a 16 assassinatos cometidos em um intervalo de aproximadamente três meses.

Polícia tenta descobrir quantas mortes podem ser atribuídas ao suspeito
A declaração sobre 80 vítimas é tratada com cautela pelos investigadores.

Segundo o delegado Douglas Garcia, responsável por parte das apurações, o número é muito elevado e ainda precisa ser confirmado individualmente. A polícia, no entanto, considera que o histórico atribuído ao preso torna necessária uma revisão de crimes antigos que possam ter ligação com ele.

Jorlan teria contado aos investigadores que cometeu o primeiro homicídio aos 13 anos. Hoje, aos 33, teria passado apenas cerca de cinco ou seis anos preso ao longo da vida, de acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil.

Ele havia deixado o sistema prisional no fim de maio deste ano. A partir desse período, a investigação afirma ter reunido provas técnicas, confissões e outros indícios que o relacionam a 16 homicídios no Vale do Mamanguape.

A Polícia Civil também investiga se a dinâmica e a quantidade de crimes podem caracterizar a atuação de um assassino em série. Essa classificação, no entanto, ainda depende da confirmação dos casos atribuídos a ele.

Duplo homicídio está entre os casos investigados

Entre os assassinatos que entraram no radar da investigação está a morte de dois comerciantes, em 1º de agosto, no município de Rio Tinto, no Litoral Norte paraibano.

Segundo a polícia, Jorlan teria participado do duplo homicídio com outros quatro homens.

Outro caso investigado envolve a morte de uma jovem. De acordo com o relato do delegado responsável pelo caso, o corpo foi encontrado depois que o próprio suspeito indicou aos policiais o local onde a vítima estaria enterrada.

A informação fornecida por Jorlan passou a ser usada pelos investigadores como mais um elemento para verificar a veracidade das declarações feitas durante o interrogatório.

Mata era usada como esconderijo

Localizar o suspeito vinha sendo uma dificuldade para as forças de segurança.

De acordo com a Polícia Civil, Jorlan tinha o hábito de permanecer em áreas de mata, que utilizava para se esconder depois dos crimes e escapar das operações policiais.

Cerca de 20 dias antes da prisão, uma ação em Rio Tinto terminou em confronto entre policiais e Jorlan e outros suspeitos. Ele conseguiu escapar e voltou a se esconder.

Depois dessa fuga, a investigação passou a acompanhar seus deslocamentos. Os policiais chegaram à informação de que ele teria se refugiado em uma comunidade de Cabedelo, na Grande João Pessoa, e posteriormente seguido em direção a Mulungu.

O trabalho de inteligência envolveu policiais civis e militares, além de informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e apoio do Centro Integrado de Comando e Controle.

Disfarce com vestido, peruca e criança no colo

A prisão ocorreu no fim da operação.

Segundo a Polícia Civil, Jorlan chegou a passar por policiais usando roupas femininas. Ele estava de vestido e peruca, usava óculos escuros e sandálias e carregava no colo uma criança de aproximadamente dois anos.

A criança não era filha nem parente do suspeito, segundo as informações divulgadas pela polícia. As circunstâncias em que ela foi parar com Jorlan passaram a ser investigadas separadamente. Reportagens posteriores informaram que a criança foi localizada e passava bem.

Em determinado momento, ainda de acordo com a versão policial, Jorlan voltou ao imóvel onde estava escondido, deixou a criança e pegou um revólver.

Quando saiu novamente, parte do vestido teria se deslocado e deixado à mostra uma tatuagem conhecida pelos agentes. Foi o detalhe que permitiu a identificação e encerrou a fuga.

Outros dois homens foram presos

Jorlan não foi o único detido durante a operação. Outros dois homens foram presos na mesma região.

A Polícia Civil investiga se os três atuavam juntos e se pertenciam a uma organização criminosa com participação em homicídios no Litoral Norte e no Agreste da Paraíba. Segundo o delegado Marcos Paulo Sales, há suspeita de ligação do grupo com uma facção de origem no Rio de Janeiro que também atua no estado.

Jorlan, porém, teria negado em declarações posteriores fazer parte de uma facção. Essa versão ainda é confrontada com informações reunidas pelos investigadores.

Cinco mandados de prisão

Reportagens locais baseadas em informações da Polícia Civil apontam que Jorlan era alvo de cinco mandados de prisão, quatro relacionados a homicídios e outro ligado à execução de uma condenação anterior por roubo.

Após a captura, a prisão foi analisada em audiência de custódia e convertida em preventiva. Inicialmente, ele foi encaminhado à Cadeia Pública de Alagoinha. Posteriormente, a Polícia Civil informou que o preso foi transferido para o Presídio Sílvio Porto, em João Pessoa, na terça-feira (15).

A Defensoria Pública representou Jorlan durante a audiência de custódia. Até as reportagens consultadas, não havia manifestação pública da defesa sobre a declaração em que ele atribuiu a si próprio cerca de 80 homicídios.

Confissão de 80 mortes ainda precisa ser provada

Apesar da repercussão do caso, a diferença entre o que Jorlan afirma ter feito e o que a polícia consegue provar é central para a investigação.

A cifra de 80 homicídios parte de uma declaração do próprio preso e, por enquanto, não pode ser tratada como um número confirmado de vítimas.

O trabalho dos investigadores agora é identificar datas, locais e vítimas citados por Jorlan e comparar as informações com homicídios solucionados e casos ainda sem autoria definida.

Nos 16 crimes mais recentes, a Polícia Civil diz já dispor de elementos mais concretos, incluindo provas técnicas e confissões. Nos demais, a apuração ainda está em andamento.

A investigação também tenta esclarecer quem foram as vítimas, quais teriam sido as motivações dos crimes, a eventual participação de comparsas e até que ponto a suposta ligação de Jorlan com uma organização criminosa teria influenciado a sequência de assassinatos.

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16 set

Messi volta à seleção para último jogo com a camisa da Argentina

Messi volta à seleção para último jogo com a camisa da Argentina

© Getty Images

Capitão argentino voltará à seleção exclusivamente para o amistoso contra Benín, em 6 de outubro, em Buenos Aires. AFA prepara homenagens e convidou os campeões do mundo de 2022 e seus familiares para acompanhar a última partida de Messi com a camisa albiceleste

Lionel Messi vai vestir a camisa da Argentina uma última vez. Pouco mais de um mês depois de anunciar a aposentadoria da seleção, o camisa 10 aceitou o convite da Associação do Futebol Argentino (AFA) para disputar um jogo de despedida diante da torcida. A partida será contra Benín, em 6 de outubro, no Estádio Monumental, em Buenos Aires.

A presença de Messi foi confirmada nesta terça-feira (15) pelo presidente da AFA, Claudio “Chiqui” Tapia. O dirigente contou que a entidade, em acordo com o técnico Lionel Scaloni, convidou o atacante para receber uma homenagem à altura da história construída ao longo de mais de duas décadas com a seleção.

“Convidamos o melhor jogador do mundo, o emblema da nossa seleção, nosso capitão Lionel Andrés Messi, para que possa ter a despedida que realmente merece no dia 6 de outubro, aqui na Argentina”, afirmou Tapia ao anunciar a decisão.

Messi só participará do último dos três amistosos

A Argentina fará três partidas em casa na próxima Data Fifa, as primeiras desde a Copa do Mundo de 2026.

A equipe de Lionel Scaloni enfrentará a Bolívia em 30 de setembro, no Estádio Mario Alberto Kempes, em Córdoba, e depois receberá Burkina Faso em 3 de outubro, no Monumental. Três dias mais tarde, no mesmo estádio, será a vez de Benín, confronto escolhido para a despedida do maior artilheiro da história da seleção.

Messi não participará dos dois primeiros compromissos. Sua convocação é específica para a partida de 6 de outubro. Rodrigo De Paul e Giovani Lo Celso também se apresentarão apenas para o último amistoso, segundo a AFA.

A expectativa é de casa cheia. O Monumental tem capacidade para mais de 80 mil pessoas e, diferentemente do jogo contra a Bolívia, não estará sujeito à redução de público determinada pela Fifa em razão de incidentes envolvendo a Argentina na última Copa do Mundo.

Campeões do mundo de 2022 foram convidados

A despedida não será apenas uma partida amistosa. A AFA pretende transformar a noite em uma homenagem à trajetória de Messi.

Tapia anunciou que os jogadores campeões da Copa do Mundo de 2022 foram convidados, acompanhados de suas famílias, para participar da celebração. A programação também deve contar com vídeos e outras homenagens ao camisa 10.

A ideia é reunir no Monumental boa parte dos companheiros que participaram da fase mais vitoriosa da carreira internacional de Messi, marcada pela conquista da Copa América de 2021, da Finalíssima de 2022, do Mundial do Catar e de uma nova Copa América em 2024.

A família do atacante também deve acompanhar o último jogo. Segundo o jornal argentino Clarín, Antonela Roccuzzo, os filhos Thiago, Mateo e Ciro, a mãe de Messi, Celia, e os irmãos do jogador são esperados no estádio.

Messi havia anunciado aposentadoria após Mundial

Messi comunicou sua decisão de deixar a seleção em 31 de agosto, algumas semanas depois da final da Copa do Mundo de 2026.

A Argentina chegou novamente à decisão do Mundial, mas perdeu para a Espanha por 1 a 0 na prorrogação, em Nova Jersey. Depois do torneio, aos 39 anos, o capitão decidiu encerrar uma trajetória iniciada em 2005.

Na carta em que anunciou a aposentadoria, Messi afirmou que a decisão ainda lhe causava dor, mas que entendia ter chegado o momento de abrir espaço para uma nova geração.

“Eu me esvaziei, não tenho mais nada para dar, e também vêm garotos muito grandes atrás que merecem estar”, escreveu o argentino.

Na ocasião, não estava previsto que ele voltasse tão rapidamente à seleção. De acordo com a imprensa argentina, conversas com familiares, companheiros, Scaloni e dirigentes da AFA ajudaram a convencer Messi a aceitar uma última apresentação diante do público argentino.

Uma história de 21 anos com a Argentina

Antes do jogo de despedida, Messi soma 207 partidas e 125 gols pela seleção principal, números que fazem dele tanto o atleta com mais jogos quanto o maior artilheiro da história da Argentina.

A trajetória começou em 17 de agosto de 2005, em um amistoso contra a Hungria, em Budapeste. A estreia ficou marcada pela expulsão de Messi pouco depois de sua entrada em campo, início improvável para uma história que terminaria com ele como capitão e principal símbolo de uma das gerações mais vitoriosas do futebol argentino.

Durante muitos anos, a relação com a seleção foi marcada pelas comparações com Diego Maradona e pelas frustrações em decisões, entre elas a final da Copa do Mundo de 2014 e sucessivas derrotas em finais de Copa América.

A mudança definitiva ocorreu em 2021, quando Messi conquistou sua primeira Copa América com a seleção principal ao derrotar o Brasil no Maracanã. No ano seguinte, veio a Finalíssima contra a Itália e, meses depois, o grande título que ainda faltava: a Copa do Mundo de 2022, no Catar. Em 2024, a Argentina conquistou novamente a Copa América.

O Mundial de 2026 acabou sendo sua sexta e última Copa. Apesar da derrota na final para a Espanha, Messi encerrou o torneio ampliando uma coleção de recordes que já havia construído ao longo da carreira.

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16 set

EUA confirmam pela 1ª vez que têm armas posicionadas no espaço

EUA confirmam pela 1ª vez que têm armas posicionadas no espaço

© Shutterstock

Força Espacial dos Estados Unidos confirmou pela primeira vez a existência de armas de “controle espacial” em órbita. Washington não revelou quais sistemas foram implantados, mas afirma que eles podem proteger forças americanas contra ações hostis e atuar tanto de forma ofensiva quanto defensiva

Os Estados Unidos confirmaram pela primeira vez que possuem armas posicionadas em órbita, ampliando a transparência sobre uma área que, durante décadas, esteve cercada por sigilo militar. O anúncio foi feito pelo secretário da Força Aérea, Troy Meink, durante uma conferência realizada em Maryland.

“Os Estados Unidos têm armas de controle espacial em órbita capazes de defender a força conjunta contra ações hostis de adversários”, afirmou Meink na segunda-feira (14). O governo americano, porém, não revelou quantas armas foram colocadas no espaço, quais tecnologias utilizam nem quando começaram a operar.

A revelação representa a primeira confirmação pública do Pentágono de que os EUA mantêm esse tipo de capacidade militar em órbita. Até então, autoridades americanas falavam abertamente sobre a necessidade de desenvolver meios para enfrentar ameaças espaciais, mas não reconheciam a existência de armas já implantadas.

O que são armas de “controle espacial”?

A Força Espacial define “controle espacial” como o conjunto de operações destinadas a disputar e controlar o ambiente espacial. A doutrina americana prevê o emprego de meios cinéticos e não cinéticos para interferir, degradar ou, se necessário, destruir capacidades de um adversário. Essas ferramentas podem ser utilizadas tanto para operações ofensivas quanto defensivas.

Meink não esclareceu em qual dessas categorias se enquadram os equipamentos que já estão em órbita.

Segundo uma autoridade americana ouvida sob anonimato pelo The Washington Post, uma das possíveis funções desse tipo de sistema seria neutralizar um satélite inimigo caso ele estivesse sendo utilizado para atacar ou localizar tropas americanas ou outros satélites dos Estados Unidos. A informação não significa, porém, que o armamento atualmente em órbita tenha necessariamente essa capacidade, já que suas características permanecem secretas.

China e Rússia estão no centro da preocupação americana

A decisão de tornar pública a existência dessas armas ocorre depois de anos de alertas de Washington sobre o desenvolvimento de capacidades antissatélite pela China e pela Rússia.

Autoridades americanas afirmam que os dois países vêm ampliando tecnologias capazes de interferir em operações no espaço, inclusive por meio de bloqueio eletrônico, lasers e outras formas de ataque ou perturbação de satélites.

A doutrina da Força Espacial considera que sistemas orbitais são essenciais para comunicações, navegação, inteligência, detecção de mísseis e operações militares na Terra. Por isso, os Estados Unidos tratam a capacidade de proteger seus próprios satélites e limitar o uso do espaço por adversários como parte central de sua estratégia militar.

China e Rússia criticaram a confirmação americana e voltaram a alertar para o risco de uma corrida armamentista no espaço. Moscou afirmou que a militarização da órbita pode ter consequências graves para atividades civis que dependem de sistemas espaciais, enquanto Pequim pediu que Washington interrompa o que classifica como expansão militar no espaço.

Revelação também tem objetivo de dissuasão

Meink afirmou que tornar pública a capacidade americana também é importante do ponto de vista da dissuasão.

A lógica é que possíveis adversários saibam que um ataque contra satélites ou forças americanas pode provocar uma resposta dos Estados Unidos. “É importante do ponto de vista da dissuasão”, declarou o secretário ao comentar a decisão de divulgar a existência dos sistemas.

Ainda assim, especialistas ouvidos pela imprensa americana alertam que a revelação também pode estimular outros países a acelerar seus próprios programas militares espaciais.

Armas fazem parte do Golden Dome?

Os Estados Unidos também desenvolvem o Golden Dome, ambicioso sistema de defesa antimísseis que prevê uma combinação de sensores, interceptadores terrestres e equipamentos instalados no espaço.

O projeto inclui uma camada de interceptadores espaciais, capazes, em teoria, de detectar e atingir ameaças ainda durante o voo. A Força Espacial informou que o programa de interceptadores espaciais já avançou da contratação inicial para equipamentos preparados para testes de voo.

Não há, contudo, confirmação de que as armas cuja existência foi revelada agora façam parte do Golden Dome. O Washington Post diferencia os sistemas que já estão em órbita da futura rede de interceptadores prevista para o escudo antimísseis.

Uma estimativa divulgada em maio pelo Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos (CBO) calculou que uma arquitetura compatível com o Golden Dome poderia custar aproximadamente US$ 1,2 trilhão ao longo de 20 anos, incluindo desenvolvimento, implantação e operação. A parcela baseada no espaço responderia por grande parte do custo de aquisição estimado.

A confirmação das armas em órbita marca, assim, uma mudança significativa na forma como Washington trata publicamente suas capacidades militares espaciais, num momento em que Estados Unidos, China e Rússia ampliam investimentos e estratégias para um eventual conflito que também envolva o espaço.

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16 set

Justiça condena Edir Macedo e Record a pagar R$ 1,5 milhão por fala homofóbica

Justiça condena Edir Macedo e Record a pagar R$ 1,5 milhão por fala homofóbica

© Reprodução / Facebook

Bispo e emissora haviam sido condenados em 1ª instância a pagar R$ 800 mil; ação foi movida por entidades LGBTQIA+ e pelo Ministério Público Federal após falas em especial de Natal de 2022. Ambos não se manifestaram; no julgamento, defesa do religioso afirmou que fala fazia parte de um sermão cujo tema seria o acolhimento de pessoas excluídas

A Justiça Federal condenou o bispo Edir Macedo e a TV Record a pagar R$ 1,5 milhão por danos morais coletivos em razão de uma fala classificada como homofóbica durante um especial de Natal em 2022.

A decisão foi tomada nesta terça-feira (15) pelo TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), que julgou recursos apresentados pelas partes.

O tribunal manteve o entendimento de primeira instância de que a declaração ultrapassou os limites da liberdade de manifestação e configurou estímulo à intolerância contra a população LGBTQIA+. A decisão do TRF4 ainda pode ser questionada por meio de recursos ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Na noite de 24 de dezembro daquele ano, Macedo afirmou, durante o especial de Natal: “Você não nasceu mau. Ninguém nasce mau. Ninguém nasce ladrão, ninguém nasce bandido, ninguém nasce homossexual, lésbica ninguém nasce mau. Todo mundo nasce perfeito com a sua inocência. Porém, o mundo faz das pessoas aquilo que elas são, quando elas aderem ao mundo”.

Procurados por email e por mensagem, a Record e o bispo não se manifestaram até a publicação deste texto.

Em 13 de novembro de 2024, a 10ª Vara Federal de Porto Alegre julgou a ação parcialmente procedente. A então juíza federal substituta Ana Maria Wickert Theisen condenou Macedo a pagar R$ 500 mil e a Record, R$ 300 mil. A União foi absolvida.

À época da primeira ação, o bispo, por meio da assessoria de imprensa da Igreja Universal, disse que a instituição religiosa é contra qualquer tipo de discriminação e que, no programa da véspera de Natal de 2022, a mensagem de Macedo foi de “inclusão e respeito, totalmente fundamentada nas sagradas escrituras”.

Com o julgamento dos recursos nesta terça, a indenização de Edir Macedo foi elevada de R$ 500 mil para R$ 1 milhão, enquanto a da Record passou de R$ 300 mil para R$ 500 mil. Os valores serão destinados ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. A ação chegou a indicar inicialmente R$ 10 milhões como valor pretendido para a reparação.

A ação foi movida por Nuances (Grupo pela Livre Expressão Sexual), Aliança Nacional LGBTI+, ABRAFH (Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas) e MPF (Ministério Público Federal) contra Macedo, a Record e a União. O processo foi ajuizado em 26 de dezembro de 2022, dois dias depois da transmissão do programa.

O conteúdo foi retirado do ar após a decisão judicial.

Durante o julgamento desta terça, Alice Hertzog Resadori, que representa o Nuances, afirmou que a associação entre homossexualidade, lesbianidade e ideias de maldade e criminalidade teria potencial para normalizar a violência contra uma população historicamente discriminada.

“A fala não foi feita numa conversa privada, que por si só não afastaria sua gravidade. Ela foi transmitida pela TV Record, uma das maiores concessionárias de televisão de grande audiência com alcance nacional, na véspera de Natal, por um líder religioso que ocupa posição de enorme influência social”, afirmou Resadori.

A defesa da Record sustentou que a emissora não foi responsável pela declaração e que o programa era transmitido ao vivo, o que impediria a empresa de antecipar ou editar o conteúdo.

“A emissora não praticou a fala, não tinha elementos para prevenir a narrativa que foi exposta numa transmissão ao vivo”, disse Rogério Machado, advogado da emissora.

Machado destacou que a emissora cumpriu “tempestivamente” a determinação judicial de retirada do material depois de ser intimada.

Segundo a defesa, a Record foi intimada da existência da ação em janeiro de 2023, mas a ordem específica para retirada do programa só foi determinada posteriormente, em novembro daquele ano. A emissora pediu a exclusão de sua responsabilidade ou, caso mantida, a redução do valor da indenização.

A defesa de Edir Macedo, representada pelo advogado Renato Gugliano Herani, argumentou que a declaração não poderia ser analisada isoladamente. Segundo ele, a fala fazia parte de um sermão religioso cujo tema seria o acolhimento de pessoas excluídas e marginalizadas e estava inserida em uma referência bíblica.

“Onde está o chamado para alguém discriminar uma pessoa homossexual? Onde está a hostilidade? Onde está o estímulo à violência? Isso não está na sentença. A sentença identifica outra coisa: um significado implícito”, disse Herani, que pediu a improcedência da ação.

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA ENCAMINHADA PELA IGREJA DE EDIR MACEDO EM 2024:

“A Igreja Universal do Reino de Deus, como um dos principais alvos do preconceito no Brasil, é rigorosamente contra qualquer tipo de discriminação, a qualquer pessoa. E é essa que tem sido a base da mensagem amiga do bispo Edir Macedo ao longo desses 47 anos de existência da Universal.

Assistir à íntegra do vídeo em questão -resguardando o seu real contexto, e sem qualquer juízo de valor-, vai demonstrar exatamente isso: que naquela véspera de Natal de 2022, a mensagem do Bispo foi de inclusão e respeito, totalmente fundamentada nas Sagradas Escrituras, como tem sido todos esses anos (o que está amplamente demonstrado nos autos por meio da degravação de todo o conteúdo).

O bispo Edir Macedo e demais oficiais da Igreja respeitam as pessoas de todas as crenças, raças e orientação sexual, e ensina que todos devem fazer o mesmo. Reforçamos que a Universal sempre foi conhecida como um lugar que acolhe a todos, independentemente de seu passado ou presente, pois essa é a base da fé cristã.

Confiamos que a Justiça brasileira, mais uma vez, revelará onde está a verdade. Desta forma, os advogados do Bispo Edir Macedo recorrerão dessa decisão até as últimas instâncias para que seja restabelecida a justiça.”

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