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27 mar

Teste rápido de dengue passa a integrar tabela do SUS

Teste rápido de dengue passa a integrar tabela do SUS

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc

O Ministério da Saúde (MS) incorporou o teste rápido para o diagnóstico da dengue na tabela de procedimentos custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) .

A inclusão do Teste Rápido de Dengue NS1 está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (26).

O método pode detectar a presença no sangue da proteína específica liberada pelo vírus da dengue (antígeno NS1) logo no início da infecção, diferentemente dos exames de anticorpos (sorologia), que acusam o diagnóstico positivo para a doença somente após o corpo reagir ao vírus (geralmente após o sexto dia de infecção).

O Ministério da Saúde informou que, desde 2024, compra e distribui os testes aos estados, ofertados em ambulatórios de postos de saúde e em hospitais da rede pública de saúde .

A solicitação do teste pode ser feita por médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem para pacientes de todas as idades.

A norma já está em vigor.

Vantagens

A identificação rápida da doença pode ocorrer já nos primeiros dias após o surgimento dos sintomas característicos da infecção viral, como febre alta, dor no corpo e mal-estar.

O teste rápido da dengue não exclui a necessidade de buscar atendimento médico e poderá contribuir para o acompanhamento do profissional de saúde.

Com o resultado, o médico poderá detectar precocemente sinais de alerta, como a queda de plaquetas no sangue e o risco de evolução para a dengue hemorrágica.

O diagnóstico antecipado também garante maior precisão à vigilância epidemiológica sobre a circulação do vírus.

Como funciona

O teste funciona por imunocromatografia. O dispositivo reage à presença do antígeno do vírus e o resultado fica pronto em poucos minutos.

Para a realização do exame, é necessária uma pequena amostra de sangue da pessoa com suspeita de estar com dengue, obtida apenas por um furo na ponta do dedo para a coleta do material.

É importante destacar que o teste de dengue não identifica os sorotipos virais da dengue e, também, não é capaz de informar se a pessoa contraiu o vírus da dengue anteriormente.

Não é necessário jejum ou qualquer outro tipo de preparo para fazer o exame. 

O teste será aplicado sem custo à população nas unidades públicas do SUS, mas se comprado nas farmácias privadas, custa em média R$ 40.

Principais sintomas da dengue:

  • febre alta (39° a 40°c) e de início súbito;
  • dor de cabeça intensa, especialmente atrás dos olhos;
  • dores musculares e/ou articulares;
  • prostração, caracterizada por cansaço extremo;
  • náuseas e vômitos;
  • manchas vermelhas na pele;
  • dor abdominal.

* Título e texto alterados às 16h18 para ajuste de informação

Agência Brasil

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27 mar

Patente do Ozempic Expira; Mounjaro Tem Proteção Até 2036

Patente do Ozempic Expira; Mounjaro Tem Proteção Até 2036

A patente do princípio ativo semaglutida, presente nos medicamentos Ozempic e Wegovy, expirou em 20 de outubro, o que permite a entrada de versões nacionais dessas canetas para diabetes e obesidade, com potencial redução no custo do tratamento.

Com isso, muitas pessoas se perguntam quando a patente da tirzepatida, ingrediente ativo do Mounjaro, expirará. Estudos indicam que a tirzepatida promove maior perda de peso, chegando a 20,9% do peso corporal com a dose de 15 mg, em comparação aos 17,5% a 20,7% registrados com semaglutida, na dosagem disponível no Brasil e na maior dose fabricada, respectivamente.

Tanto a tirzepatida quanto a semaglutida são análogos do hormônio GLP-1, que regula a glicemia e a saciedade. A tirzepatida também simula a ação do hormônio GIP, ampliando seus efeitos. Essas substâncias são indicadas para tratar diabetes, obesidade e sobrepeso com comorbidades associadas.

De acordo com o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), a farmacêutica Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, mantém a patente da tirzepatida até 5 de janeiro de 2036. Até lá, nenhuma outra empresa pode produzir medicamentos com esse princípio ativo.

Enquanto isso, já estão previstas versões nacionais da semaglutida a preços mais acessíveis, como anunciado pela farmacêutica EMS, que deve lançar seu produto no segundo semestre deste ano.

No Congresso Nacional, tramita um projeto de lei que propõe a quebra da patente do Mounjaro. O projeto, com regime de urgência aprovado, poderá ser votado diretamente em plenário sem passar por comissões temáticas.

A patente garante exclusividade ao inventor para a exploração comercial da invenção, assegurando retorno financeiro e incentivando pesquisas. Já a quebra de patente é uma medida excepcional que suspende esta exclusividade, autorizando outros fabricantes a produzir o medicamento em situações específicas, como emergências nacionais ou crises de saúde pública.

Diferente da quebra, a expiração da patente ocorre automaticamente após o prazo de 20 anos, como ocorreu com o Ozempic.

Se aprovado, o projeto de lei permitiria que outros laboratórios produzissem canetas de tirzepatida, mas a medida é controversa.

O deputado Mário Heringer (PDT-MG), autor do projeto, argumenta que o uso do medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) resultaria em economia de cerca de R$ 70 bilhões para o governo, ampliando o acesso para quem hoje não pode custear o tratamento. Dados indicam que cerca de 68% dos adultos no Brasil estão com sobrepeso ou obesidade.

Entretanto, associações da indústria farmacêutica posicionam-se contra a quebra, frisando que tal medida pode gerar insegurança jurídica e afastar investimentos em inovação tecnológica no Brasil.

O advogado especialista Guilherme Takeishi, que defendeu o fim da patente do Ozempic, discorda da proposta para o Mounjaro. Ele destaca que a tirzepatida ainda possui dez anos de patente e que não há situação emergencial que justifique a quebra, além do fato de existirem alternativas terapêuticas como o Ozempic e Wegovy.

Além disso, Takeishi aponta a ausência de um plano detalhado para o período pós-quebra de patente, incluindo o desenvolvimento de concorrentes ou incentivos para laboratórios.

A Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) destaca que a licença compulsória deve ser usada excepcionalmente, defendendo o respeito às regras para manter atratividade a investimentos e ressaltando que a produção de medicamentos complexos exige cadeias tecnológicas e transferência de conhecimento que levam tempo, não ocorrendo automaticamente com a quebra de patente.

A discussão sobre a patente do Mounjaro envolve questões econômicas, legais e de saúde pública, enquanto o mercado de medicamentos para obesidade aguarda a entrada de versões nacionais do Ozempic e Wegovy ainda este ano.

Créditos: Tribuna do Norte

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27 mar

Bolsonaro terá alta nesta sexta-feira e deve deixar hospital para prisão domiciliar

Bolsonaro terá alta nesta sexta-feira e deve deixar hospital para prisão domiciliar

Antônio Augusto/STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 71, terá alta nesta sexta-feira (27) e deve deixar o hospital onde está em Brasília para continuar cumprindo em prisão domiciliar a pena por tentativa de golpe de Estado. A informação foi dada na quarta (25) pelo cardiologista Brasil Caiado em entrevista a jornalistas.

Segundo o médico, Bolsonaro está clinicamente estável e terminou na quinta (26) o ciclo de antibióticos para tratar o quadro de pneumonia bacteriana por broncoaspiração nos dois pulmões. Ele deve deixar ao DF Star entre a manhã e o início da tarde de sexta.

“Só [não terá alta hospitalar] se houver alguma intercorrência, mas, particularmente, acredito que não”, disse Caiado.

O médico afirmou que um exame de raio-X feito na terça (24) mostrou que o pulmão direito do ex-presidente está “praticamente” normal, enquanto o esquerdo ainda tem uma “lesão residual”, que já era esperada pela gravidade da doença.

De acordo com ele, a fase aguda da pneumonia passou e agora está no chamado período de convalescença, quando o organismo se recupera. Disse que a cura total da pneumonia pode levar de três a seis meses.

“Agora vão ser mecanismos de fisioterapia intensa. Nós já combinamos com o fisioterapeuta, a partir da alta, para que seja feito todo o tratamento em casa, disciplinado, com a rotina e uma prescrição precisa. Nutricionistas também. Todos já numa programação de transição para casa”, declarou.

Brasil Caiado disse que a equipe médica aproveitou a internação para avaliar na noite de segunda uma dor no manguito rotador do ombro direito relatada por Bolsonaro. Uma ressonância analisada pelo ortopedista Alexandre Firmino Paniago indicou que pode haver necessidade de cirurgia, que não será feita até a recuperação da pneumonia.

“O ortopedista acha que pode ter sido potencializado e piorado na queda. Como foi uma avaliação ontem e nós precisamos de observar a evolução, ele acha que sim, mas ainda não é certeza”, disse. Bolsonaro bateu a cabeça após cair enquanto dormia na Superintendência da PF, em janeiro.

O ex-presidente está internado desde 13 de março, quando foi levado ao DF Star após passar mal durante uma madrugada na Papudinha. Ele saiu da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na segunda (23). Quando deixar o hospital, retornará para sua casa, no condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico.

A transferência foi autorizada na terça (24) pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que concedeu a prisão domiciliar humanitária por 90 dias. Durante o período, Bolsonaro terá de usar tornozeleira eletrônica e ficará proibido de usar as redes sociais ou de gravar áudios ou vídeos.

Transcorridos os três meses, “será reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica se houver necessidade”.

Brasil Caiado classificou a domiciliar como uma “decisão de bom senso” e afirmou que Bolsonaro recebeu a notícia “com satisfação”.

Segundo o médico, a casa do ex-presidente já está sendo preparada para recebê-lo. Uma cama mais adequada para evitar o quadro de refluxo, que causou a pneumonia aspirativa, foi providenciada, por exemplo.

“Nós que conhecemos intrinsecamente as patologias das quais ele é portador percebemos que o ambiente domiciliar é um humanamente mais saudável. O ambiente domiciliar está em preparação pela família, porque a decisão [de Moraes] foi bastante recente”, declarou.

Em casa, o ex-presidente poderá receber os filhos, mas sob os mesmos horários e regras da Papudinha, que prevê visitas às quartas e sábados, entre 8h e 16h. Os advogados podem visitá-lo todos os dias, por 30 minutos por dia, mas precisam agendar previamente com o 19º Batalhão da Polícia Militar do DF. Já os médicos do ex-presidente têm acesso livre.

Michelle, a filha Laura e uma enteada terão livre acesso. As demais visitas ficam suspensas, “para resguardar o ambiente controlado necessário, principalmente para se evitar o risco de sepse e [manter o] controle de infecções”, escreveu Moraes.

Questionado se concorda com a limitação de visitas impostas pelo ministro do STF, o médico de Bolsonaro afirmou ser algo “subjetivo”. “Você teria que ter um ambiente um pouco mais contaminado. Pessoas que não se prepararam com a assepsia para encontrar o paciente.”

Em relação a um risco de fibrose (enrijecimento e a formação de cicatrizes) nos pulmões do ex-presidente, possibilidade alertada pela equipe médica na última semana, o cardiologista afirmou que será necessário acompanhar o quadro.

“Como evoluirá essa cicatrização e se vai aparecer uma fibrose pulmonar realmente a gente não sabe. Faremos controles a posteriori”, afirmou.

Santa Portal

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27 mar

CPI do INSS: após revés no STF, Viana quer votar relatório nesta sexta

CPI do INSS: após revés no STF, Viana quer votar relatório nesta sexta

© Lula Marques/ Agência Brasil.

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) pretende ler e votar o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta sexta-feira (27).

O presidente da CPMI falou da decisão nesta quinta-feira (26) depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar a prorrogação da investigação por 8 votos a 2.

“Espero que amanhã a gente consiga ler todo o relatório e que possamos votar amanhã mesmo.”

O relator da comissão, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), informou que o relatório tem cerca de 5 mil páginas e recomenda o indiciamento de 228 pessoas.

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) disse que deve apresentar um relatório alternativo.

A posição final do STF significa um revés à pretensão do presidente da CPMI, que havia decidido prorrogar os trabalhos por até 120 dias. O ministro André Mendonça, relator do caso na Corte, havia concordado com o pedido do parlamentar. 

Os votos contrários à estender os trabalhos foram dos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Além de André Mendonça, o ministro Luiz Fux foi favorável ao pedido de continuidade da CPMI.

voto favorável do relator André Mendonça teve o argumento de que foram atendidos requisitos legais, como o número mínimo de 27 assinaturas de senadores e de 171 deputados.

Em votos contrários, por exemplo, os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes criticaram o vazamento de conversas íntimas encontradas nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que também foi alvo da CPMI.

Investigação

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito começou os trabalhos em agosto de 2025 com a finalidade de investigar os descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. 

A comissão também passou a apurar as supostas ligações do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados a aposentados. 

Nas últimas semanas, a CPMI foi acusada de vazar conversas pessoais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Os dados estavam em celulares que foram apreendidos pela Polícia Federal e repassados à comissão após autorização do ministro André Mendonça. 

*com informações da Agência Senado

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27 mar

Por 8 votos a 2, STF derruba prorrogação da CPMI do INSS

Por 8 votos a 2, STF derruba prorrogação da CPMI do INSS

© Rosinei Coutinho/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta última quinta-feira (26) derrubar a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Com a decisão, os trabalhos da comissão deverão ser encerrados no próximo sábado (28).

A votação foi finalizada com placar de 8 votos a 2 contra a prorrogação.

Na última segunda-feira (23), Mendonça, que é relator do caso, deu prazo de 48 horas para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União – AP), fazer a leitura do requerimento de prorrogação dos trabalhos da CPMI. 

O ministro atendeu ao pedido de liminar feito pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Segundo o senador, há omissão de Alcolumbre e da Mesa Diretora ao não receberem o requerimento de prorrogação. 

Em seguida, Mendonça enviou o caso para referendo do plenário da Corte. 

Mais cedo, diante da inércia de Alcolumbre, Viana cumpriu a decisão individual do ministro e prorrogou a CPMI por até 120 dias. 

Votos 

O primeiro voto do julgamento foi proferido por Mendonça. O ministro reafirmou seu entendimento favorável à prorrogação pelo prazo de 60 dias.

Mendonça citou que o requerimento de prorrogação da CPMI preencheu os requisitos legais, como o número mínimo de 27 assinaturas de senadores e de 171 deputados. Dessa forma, segundo o ministro, deve ser garantido o direito da minoria política, formada pela oposição, à prorrogação da comissão.

O voto pela prorrogação foi seguido pelo ministro Luiz Fux. 

Os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes foram os primeiros a se manifestar contra a prorrogação e criticaram o vazamento de conversas íntimas encontradas nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, alvo da CPMI.

Mendes criticou o vazamento ao se dirigir ao senador Carlos Viana, que acompanhou o julgamento presencialmente. 

“Deplorável que quebrem sigilo e divulguem, vazem. Abominável”, afirmou.

Em seguida, Moraes disse que o vazamento das conversas é “criminoso”.

O entendimento contrário à prorrogação também foi seguido pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Edson Fachin. 

Investigação 

A CPMI iniciou os trabalhos em agosto de 2025 e passou a investigar os descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. 

No decorrer das sessões, a comissão também passou a apurar as supostas ligações do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados a aposentados.

Nas últimas semanas, a CPMI foi acusada de vazar conversas pessoais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Os dados estavam em celulares que foram apreendidos pela Polícia Federal e repassados à comissão após autorização do ministro André Mendonça, relator do caso no STF. 

Agência Brasil

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