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03 ago

Concursos públicos seguem previstos durante período eleitoral

Concursos públicos seguem previstos durante período eleitoral

calendário eleitoral começou a ser cumprido no Brasil com a oficialização dos primeiros candidatos em convenções partidárias. Mesmo em ano de Eleições, a legislação do país permite a realização de concursos públicos. Até o fim de 2026, há dois certames com edital publicado e outros cinco com banca definida.

O concurso da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) está com inscrições abertas até o dia 6 de agosto no site da Fundação Getulio Vargas.

Os interessados em concorrer a uma vaga para a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores (ABGF) podem se candidatar até 6 de agosto, no site da Fundação Carlos Chagas.

Também há concursos com banca definida, mas ainda sem edital publicado, para Petrobras, Indústrias Nucleares do Brasil, Conselho Federal de Enfermagem, Conselho Federal de Contabilidade e Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).

Legislação

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, é permitida a realização de concursos públicos em ano eleitoral. As restrições previstas em lei dizem respeito apenas a nomeações e provimento de cargos durante o período eleitoral.

“A realização de concursos públicos em ano eleitoral é plenamente permitida, não incidindo sobre ela qualquer restrição. No entanto, a legislação criou restrições ao provimento de cargos públicos dentro do período de campanha eleitoral”, informa o TSE em seu site.

“Nos três meses que antecedem as eleições até a posse dos eleitos, ressalvadas algumas exceções, os governantes não poderão convocar os aprovados em concursos para preencher os cargos públicos”, acrescenta o tribunal.

Estudos

Dessa forma, o ano eleitoral ou até mesmo o período das campanhas políticas não devem ser um desestímulo àqueles que pleiteiam uma vaga no serviço público.

“A necessidade está demonstrada, existe previsão orçamentária, já tem uma estrutura preparada para que isso aconteça. Então, acho que não pode desanimar. É exatamente o melhor momento”, avaliou Eduardo Cambuy, coordenador do Gran Concursos.

Ele recomenda iniciar os estudos pelas matérias básicas, essenciais para vários certames e com maior peso em cada área. “Por isso, essas matérias devem ser prestigiadas para que o candidato ganhe tempo.”
 

Agência Brasil

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Campo Forte
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03 ago

STF retoma julgamento sobre alcance da Lei Maria da Penha

STF retoma julgamento sobre alcance da Lei Maria da Penha

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta segunda-feira (3), às 14h, as sessões presenciais do plenário da Corte após o recesso de julho.

O principal processo em pauta trata do alcance das medidas protetivas da Lei Maria da Penha para casos de violência fora do contexto doméstico. 

O caso começou a ser analisado em maio deste ano, quando foram ouvidas as sustentações orais das partes envolvidas no processo. Na sessão de hoje, os ministros vão proferir os votos sobre a questão.

A Corte julga recurso do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para derrubar decisão da Justiça estadual que negou a aplicação de medidas protetivas a uma mulher que recebeu ameaças por razões de gênero em contexto comunitário (local público). Os detalhes do processo não foram divulgados porque estão em segredo de Justiça.

Para o MP, a Lei Maria da Penha pode ser aplicada de forma ampla, sempre quando ocorrer a violência de gênero contra a mulher.

A norma prevê diversas medidas protetivas, como afastamento do agressor do lar, proibição de aproximação da vítima, uso de tornozeleira eletrônica e decretação de prisão preventiva.

Reforma tributária

O plenário também deve julgar nesta segunda-feira ações que contestam o trecho da reforma tributária (Lei Complementar 214/2025) que restringiu o benefício da isenção fiscal para compra de automóveis por pessoas com deficiência ou com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para as entidades que entraram com as ações, a restrição é discriminatória e inconstitucional.

O artigo 149 da lei garantiu a redução a zero das alíquotas do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) incidentes sobre a venda de automóveis nacionais. Contudo, o benefício foi restringido a pessoas com deficiência com grau moderado ou grave.

Mandato-tampão 

No dia 19 de agosto, o plenário do STF vai retomar o julgamento que definirá como serão as eleições para mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro. 

Em abril, o julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino. 

O caso trata da ação na qual o diretório estadual do PSD defende a realização de eleições diretas (populares) para o comando interino do estado, e não votação indireta, por meio dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), como definiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No dia 23 de março, o ex-governador Cláudio Castro foi condenado à inelegibilidade pelo TSE. Em função da condenação, o tribunal determinou a realização de eleições indiretas para o mandato-tampão.

Contudo, o PSD recorreu ao Supremo e defendeu eleições diretas. No dia anterior ao julgamento, Castro renunciou ao mandato a fim de cumprir o prazo de desincompatibilização para se candidatar ao Senado. A medida foi vista como uma manobra para forçar a realização de eleições indiretas, e não diretas. O ex-governador poderia deixar o cargo até o dia 4 de abril. 

A eleição para o mandato-tampão deverá ser realizada porque a linha sucessória do estado está desfalcada. 

O ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo em 2025, para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado. Desde estão, o estado não tem vice-governador. 

O próximo na linha sucessória seria o presidente da Alerj, o ex- deputado estadual Rodrigo Bacellar. No entanto, o parlamentar foi cassado na mesma decisão do TSE que condenou Castro e já deixou o cargo.

Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o cargo de governador do estado. 

Uberização 

Está prevista para 27 de agosto a retomada do julgamento sobre a validade das ações da Justiça do Trabalho que reconheceram vínculo de emprego entre trabalhadores e as plataformas que operam aplicativos de entregas e transporte de passageiros, a chamada uberização. 

Serão julgadas duas ações relatadas pelos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes e que chegaram ao Supremo a partir de recursos protocolados pelas plataformas Rappi e Uber. As empresas contestam decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram o vínculo empregatício com os motoristas e entregadores.

A Rappi alega que as decisões trabalhistas que reconheceram o vínculo de emprego com a empresa desrespeitaram decisões da própria Corte que entendem não haver relação de emprego formal com os entregadores.

A Uber sustenta que é uma empresa de tecnologia, e não do ramo de transportes, e que o reconhecimento de vínculo trabalhista altera a finalidade do negócio da plataforma, violando o princípio constitucional da livre iniciativa de atividade econômica.

Durante a tramitação do caso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo parecer contrário ao reconhecimento de vínculo trabalhista entre motoristas de aplicativos e as plataformas digitais. 

© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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03 ago

TSE faz semana de ações para mostrar funcionamento da urna eletrônica

TSE faz semana de ações para mostrar funcionamento da urna eletrônica

© Antonio Augusto/Ascom/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promove nesta semana uma série de ações para informar os eleitores sobre segurança e transparência da urna eletrônica.

A primeira edição da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação contará com demonstrações sobre o uso da urna, palestras, exposições e ações de combate à desinformação contra o sistema eletrônico de votação. 

Nesta segunda-feira (3),  às 17h30, o TSE vai realizar uma live nas redes sociais para demonstrar o funcionamento de cada componente da urna. Durante a transmissão, o equipamento será aberto pelos técnicos do tribunal.

Também será lançada a campanha “Fato ou Boato – Viralizou” para esclarecer dúvidas sobre a veracidade de conteúdos que são publicados na internet.

A mobilização será encerrada no próximo domingo (9) na Corrida Pela Democracia, que será realizada em Brasília. A atividade esportiva pretende estimular a participação popular no processo eleitoral.

Eleições

O primeiro turno será no dia 4 de outubro, quando vão ser eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

Agência Brasil

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03 ago

Michelle Bolsonaro é internada em Brasília para investigar enxaqueca persistente

Michelle Bolsonaro é internada em Brasília para investigar enxaqueca persistente

Foto: Reprodução/Redes sociais

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) postou uma foto nas redes sociais na madrugada deste domingo, 2, mostrando que está internada em um hospital, em Brasília. Na mensagem, Michelle explicou por que não foi ontem ao lançamento da candidatura da deputada Bia Kicis (PL) ao Senado por Brasília “Infelizmente, precisei ir ao hospital para realizar exames e investigar uma enxaqueca persistente que já dura mais de dez dias”, diz a ex-primeira-dama.

Ontem, 1º, durante a oficialização da pré-candidatura ao Senado, a deputada Bia Kicis afirmou que Michelle também será candidata ao Senado pelo PL do Distrito Federal (DF). A deputada informou que Michelle não pôde comparecer ao evento porque estava realizando exames em um hospital. Inicialmente, sua presença havia sido anunciada, mas a informação foi corrigida pela deputada instantes depois.

Neste domingo, 2, acontecerá a convenção do PL no Distrito Federal que deve oficializar a candidatura de Michelle ao Senado A expectativa inicial é que Michelle e o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) irão se encontrar publicamente pela primeira vez desde uma sucessão de polêmicas que envolveu vídeos com acusações e desculpas, além de um período de indefinição sobre as candidaturas.

No entanto, ao Estadão, a deputada Bia Kicis, uma das mais envolvidas na candidatura de Michelle ao Senado, disse que ainda não é possível confirmar se a ex-primeira-dama terá condições de participar da convenção do PL marcada para este domingo. “Ela não sabe ainda (se poderá ir)”, disse a deputada.

Visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e autorizou a visita de Geovanna Kathleen Ferreira Lima, irmã da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a casa do ex-presidente. A decisão foi publicada neste sábado, 1º. Moraes levou em consideração a situação excepcional de ausência temporária de Michelle, que está internada.

A decisão de Moraes estabelece que o ingresso e permanência da cunhada na casa de Bolsonaro deve ocorrer “até a data de retorno de sua cônjuge à residência, fato que deverá ser comunicado imediatamente a este juízo”.

Segundo a defesa de Bolsonaro, Geovanna deve ficar responsável por cuidar do ex-presidente e de Laura, a filha mais nova do casal “pelo período estritamente necessário ao atendimento dessa situação excepcional”.

Restrições

Bolsonaro está em prisão domiciliar pela condenação no caso da tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 e cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão. O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), está proibido de visitar o pai.

Moraes vetou a entrada de qualquer pessoa, além de advogados e médicos, na casa do ex-presidente após Flávio divulgar uma carta nas redes sociais que teria sido escrita pelo ex-presidente, o que descumpriria as medidas cautelares.

Estadão Conteúdo

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03 ago

Propaganda eleitoral começa em 16 de agosto; confira as regras

Propaganda eleitoral começa em 16 de agosto; confira as regras

A propaganda eleitoral das Eleições 2026 começa oficialmente no dia 16 de agosto. A partir desta data, candidatos, partidos, federações e coligações poderão divulgar suas campanhas em diferentes canais, incluindo internet, redes sociais, aplicativos de mensagens e outros meios previstos pela legislação eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou as regras da propaganda para o próximo pleito, com mudanças relacionadas ao combate à desinformação, ao uso de inteligência artificial e à transparência das campanhas.

Quando começa a propaganda eleitoral?

A legislação eleitoral permite a propaganda a partir de 16 de agosto do ano da eleição. Antes desse período, os pré-candidatos podem divulgar suas ideias, propostas e projetos, participar de entrevistas, debates e encontros políticos.

No entanto, a legislação proíbe o pedido explícito de voto antes do início oficial da campanha. A prática pode ser considerada propaganda eleitoral antecipada e gerar punições.

O que pode ser feito na pré-campanha?

Durante a fase de pré-campanha, os políticos podem anunciar que são pré-candidatos, apresentar propostas e buscar apoio político. Também são permitidas participações em eventos, entrevistas e transmissões ao vivo pelas redes sociais.

A divulgação de projetos e posicionamentos políticos, por si só, não é considerada irregular, desde que não haja pedido direto de voto ou uso de estratégias proibidas pela Justiça Eleitoral.

Como funciona a propaganda na internet?

Com o início da campanha, candidatos e partidos poderão utilizar sites, blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas digitais para divulgar suas propostas.

Os endereços eletrônicos usados durante a campanha devem ser informados à Justiça Eleitoral. Caso sejam criados após o registro da candidatura, a comunicação deve ser feita em até 24 horas.

Quando começa o horário eleitoral gratuito?

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão será exibida nos 35 dias anteriores à antevéspera do primeiro turno.

O tempo de exibição será dividido entre candidatos aos cargos de presidente, governador, senador e deputados federais, estaduais e distritais, conforme as regras definidas pelo TSE.

Além dos programas em rede, as emissoras deverão reservar espaço para inserções de 30 e 60 segundos ao longo da programação.

Quais são as regras para inteligência artificial?

O TSE estabeleceu novas regras para o uso de inteligência artificial durante a campanha eleitoral. A regulamentação prevê medidas para identificar conteúdos produzidos com IA e proíbe o uso de deepfakes, que são materiais manipulados para alterar imagens, vídeos ou áudios de pessoas.

A norma também busca impedir a circulação de informações falsas ou gravemente descontextualizadas que possam afetar a disputa eleitoral.

Mensagens de campanha e carreatas têm novas regras

As mensagens eletrônicas enviadas por campanhas deverão identificar o remetente e oferecer uma opção para que o eleitor solicite o descadastramento.

Após o pedido, a exclusão do contato deverá ocorrer em até 48 horas.

Já carreatas e atos de campanha que envolvam gastos com combustível precisam ser comunicados à Justiça Eleitoral com antecedência mínima de 24 horas. A medida tem como objetivo ampliar o controle sobre despesas eleitorais.

As regras da propaganda eleitoral estão previstas na Resolução TSE nº 23.610/2019, atualizada pelas Resoluções nº 23.732/2024 e nº 23.755/2026.

98 FM

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