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Rio Grande do Norte
11 fev

Inmet emite alerta de perigo potencial para chuvas intensas em Currais Novos e mais 152 cidades do RN

Inmet emite alerta de perigo potencial para chuvas intensas em Currais Novos e mais 152 cidades do RN

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou novo aviso de chuvas intensas com grau de severidade classificado como perigo potencial para 153 municípios do Rio Grande do Norte. O alerta começou às 8h51 desta quarta-feira (11) e segue até as 23h59 da próxima sexta-feira (13). Também estão incluídas áreas do Ceará e da Paraíba.

De acordo com o Inmet, a previsão indica chuva entre 20 e 30 mm por hora ou até 50 mm por dia, acompanhada de ventos intensos que podem variar entre 40 e 60 km/h. O órgão aponta baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Entre os municípios potiguares contemplados pelo aviso estão Natal, Mossoró, Parnamirim, Caicó, Currais Novos, Assú, Ceará-Mirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Pau dos Ferros, Apodi, João Câmara, Nova Cruz, Santa Cruz e São Miguel, além de cidades do Oeste, Seridó, Agreste, Central e Leste do estado. Ao todo, são 153 cidades sob monitoramento.

O Inmet orienta que, em caso de rajadas de vento, a população evite se abrigar debaixo de árvores devido ao risco de queda e descargas elétricas, e que não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Também é recomendada a precaução com aparelhos eletrônicos ligados à tomada durante as instabilidades.

Em caso de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. O órgão segue monitorando as condições meteorológicas e pode atualizar o aviso conforme a evolução do sistema atmosférico.

TRIBUNA DO NORTE

Malagueta
Notícia
11 fev

Fim da escala 6×1 ganha força no Congresso e acende alerta no setor produtivo

Fim da escala 6×1 ganha força no Congresso e acende alerta no setor produtivo

O debate sobre o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa um — voltou a ganhar destaque no Congresso Nacional e tem mobilizado parlamentares, entidades empresariais e representantes do mercado de trabalho. A proposta, defendida por parte dos parlamentares como uma forma de ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores, levanta questionamentos sobre os impactos econômicos e operacionais para empresas de diferentes setores.

Nos últimos meses, projetos de lei, declarações públicas e discussões em comissões parlamentares intensificaram o embate entre a busca por melhores condições de trabalho e a preocupação com a sustentabilidade das empresas, especialmente no comércio e no setor de serviços, que dependem de funcionamento contínuo e escalas mais extensas.

Atualmente, quatro propostas de emenda à Constituição (PECs) tramitam no Congresso sobre o tema. Uma delas é a PEC 8/2025, que prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

Segundo o relator da Subcomissão Especial da Escala de Trabalho 6×1, deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE), o relatório final deve propor a redução da contribuição previdenciária patronal de 20% para 10% em empresas nas quais a folha de pagamento representa 30% ou mais do faturamento.

“Nós sabemos da importância do trabalhador ter mais dias de descanso, ter uma vida mais saudável, mas também sabemos que a economia precisa que as empresas estejam saudáveis e competitivas”, afirma.

Os impactos da mudança para o mercado

Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) acompanha o avanço do debate com cautela e reforça a necessidade de uma análise ampla antes de qualquer alteração no atual modelo de jornada de trabalho. A entidade alerta que o fim da escala 6×1, se implementado de forma abrupta, pode trazer efeitos significativos para o mercado.

Entre os principais pontos de atenção estão o aumento dos custos operacionais, a necessidade de contratações adicionais, a redução da margem de lucro e, em alguns casos, o risco de fechamento de vagas ou informalidade. A preocupação é maior entre micro, pequenas e médias empresas, que possuem menor capacidade de absorver mudanças repentinas na legislação trabalhista.

Segundo a CACB, setores como comércio, turismo, alimentação e serviços essenciais seriam diretamente afetados, já que operam com horários estendidos e dependem de escalas para manter o atendimento ao público.

vice-presidente da CACB, Valmir Rodrigues da Silva, avalia que países desenvolvidos conseguem adotar jornadas menores porque contam com alta produtividade — realidade ainda distante no Brasil. Segundo ele, enquanto um trabalhador brasileiro leva, em média, uma hora para produzir o que um norte-americano faz em 15 minutos, fatores como educação, infraestrutura e tecnologia ainda limitam ganhos de produtividade.

“Quando você reduz a carga horária, tendo uma produtividade baixa, naturalmente que isso vai impactar nos custos, e esse custo será repassado ao mercado”, destaca.

Ele também chama atenção para o risco enfrentado por empresas que não conseguem repassar ao mercado o aumento dos custos. No caso de negócios que atuam como fornecedores e conseguem distribuir esse reajuste ao longo da cadeia produtiva, o impacto tende a ser menor. Já para quem está na ponta, lidando diretamente com o consumidor final, a margem de manobra é reduzida: se o público não absorver a alta de preços, a empresa pode ter sua rentabilidade comprometida e, no pior cenário, ser levada ao fechamento.

Fernando Moraes, empresário do setor de telefonia e presidente do Conselho Superior da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), avalia que a possível extinção da escala 6×1 precisa ser analisada com muita cautela. 

“O comércio e os serviços dependem fortemente de mão de obra e operam com margens apertadas. Uma mudança desse porte, sem transição e sem contrapartidas como desoneração da folha e ganhos de produtividade, pode elevar custos, reduzir competitividade e afetar a geração de empregos. Defendemos diálogo e equilíbrio para que o avanço nas relações de trabalho não resulte em efeitos negativos para a economia”, ressalta.

Qualidade de vida e reflexos na economia

Defensores do fim da escala 6×1 argumentam que a mudança pode trazer ganhos à saúde física e mental dos trabalhadores, além de melhorar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. No entanto, especialistas apontam que os impactos sobre a produtividade e a economia variam conforme o setor, o porte da empresa e o modelo de implementação.

Para a CACB, é inegável que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida, mas é preciso avaliar os impactos financeiros também para o trabalhador.

O trabalhador também é comprador. Então se o preço é impactado, se o custo subir, ele vai ter que fazer um esforço maior para manter aquilo que ele já tem”, afirma Valmir Rodrigues.

A entidade defende que o caminho mais equilibrado passa pelo diálogo entre governo, Congresso, trabalhadores e empresários, além da busca por alternativas como a flexibilização de jornadas, acordos coletivos e modelos adaptáveis à realidade de cada atividade econômica.

Enquanto o tema segue em discussão no Congresso Nacional, a CACB reforça que qualquer mudança na legislação trabalhista deve ser construída com base em dados técnicos e impacto real na economia, de forma a garantir avanços sociais sem comprometer a geração de empregos e a competitividade das empresas brasileiras.

Brasil 61

potiguar-full
Policial
11 fev

Polícia Federal combate crime de exploração sexual infantojuvenil

Polícia Federal combate crime de exploração sexual infantojuvenil

A Polícia Federal faz na manhã desta quarta-feira (11) a Operação Guardiões da Esperança, na cidade de São José dos Campos, interior do estado de São Paulo.

A meta é combater crimes de exploração sexual infantojuvenil praticados pela internet.

Um homem foi preso em flagrante por armazenar material de abuso sexual de crianças e adolescentes.

Arquivos serão avaliados

Policiais apreenderam todo o conteúdo na casa do suspeito e encaminharão os arquivos para avaliação da perícia.

O Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos da Delegacia de Polícia Federal em São José dos Campos identificou, após investigações, que um criminoso baixou e compartilhou cerca de 200 arquivos com material ilícito entre março de 2022 e novembro de 2023.

Mega 20
Saúde
11 fev

Satisfação de brasileiros com SUS supera média da América Latina

Satisfação de brasileiros com SUS supera média da América Latina

A satisfação dos brasileiros com o Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 9 pontos percentuais entre 2022 e 2025, passando de 34% para 45%. Os dados são da pesquisa Confiança em Instituições Públicas na América Latina e no Caribe, divulgada esta semana pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em nota, o Ministério da Saúde reforçou que o índice brasileiro está acima da média latino-americana, que ficou em 40% em 2025.

O estudo indica ainda a percepção dos brasileiros de que o acesso e a qualidade dos serviços públicos melhoraram durante o período, com aumento de 18 pontos percentuais – o índice passou de 24% para 42%, 10 pontos percentuais acima da média da América Latina (32%).

Metodologia

Considerada padrão ouro de excelência, a pesquisa avalia cinco pilares: integridade, resposta, confiabilidade, abertura e equidade. Com uma amostra de 2 mil cidadãos, por meio de questionário, o levantamento permite comparações internacionais e oferece dados estratégicos para aprimorar a transparência e a qualidade de serviços públicos.

© Fernando Frazão/Agência Brasil

potiguar-full
Notícia
11 fev

Parcela em Dia: Receita comunica 1,2 milhão de contribuintes com parcelamentos em atraso

Parcela em Dia: Receita comunica 1,2 milhão de contribuintes com parcelamentos em atraso

A Receita Federal enviou, na terça-feira (10), 1,2 milhão de comunicados a contribuintes com ao menos uma parcela de parcelamentos em atraso. O movimento é o pontapé inicial da ação nacional de conformidadeParcela em Dia, iniciativa da Receita Federal que visa orientar os contribuintes, prevenir a exclusão de programas de parcelamento e incentivar a busca por regularidade fiscal.

A ação abrange pessoas físicas, empresas — inclusive as optantes pelo Simples Nacional — e entes públicos, como municípios. Dentre o valor total cobrado no âmbito da ação, que é de R$ 6,4 bilhões, uma parcela majoral, de R$ 5,5 bilhões, está relacionada a dívidas sobre parcelamentos do Simples Nacional.

A receita explica que a Parcela em Dia tem caráter preventivo e corretivo, pois o acúmulo de três parcelas em atraso acarreta a exclusão do parcelamento e a consequente necessidade imediata de pagamento do valor total em aberto. Além disso, em casos de parcelamentos especiais, a inadimplência pode resultar na perda de condições beneficiárias concedidas, como reduções de multas e juros.

Diante do cenário apresentado, a Receita Federal reforça a importância da regularização das parcelas em atraso, por meio do pagamento das parcelas devedoras ou da solicitação de reparcelamento, quando disponível, visando evitar a incidência de juros adicionais e preservar os benefícios originais do parcelamento.

Como regularizar seu parcelamento

A Receita Federal instrui contadores e contribuintes a acessar regularmente a Caixa Postal do e-CAC para verificar o recebimento de comunicações no âmbito do Parcela em Dia e, assim, regularizar parcelas não pagas.

A Caixa Postal do e-CAC deve ser acessada autenticando o acesso à conta gov.br relacionada aos parcelamentos que se deseja conferir.

Dados estaduais

Confira a lista de valores totais em atraso por estado e a parcela referente a empresas do Simples Nacional:

EstadoSaldo DevedorSimples Nacional (valor total)Simples Nacional (%)
AcreR$ 16.715.885,15R$ 15.062.286,8690,11%
AlagoasR$ 77.699.956,41R$ 68.800.741,0588,55%
AmazonasR$ 70.998.239,02R$ 60.325.777,1684,97%
AmapáR$ 19.182.556,12R$ 15.981.334,0083,31%
BahiaR$ 490.533.630,45R$ 449.479.607,9991,63%
CearáR$ 232.685.542,82R$ 203.423.894,7087,42%
Distrito FederalR$ 183.550.408,49R$ 162.445.375,3988,50%
Espírito SantoR$ 159.194.509,43R$ 145.932.964,8891,67%
GoiásR$ 305.341.277,50R$ 281.976.566,7892,35%
MaranhãoR$ 143.162.793,61R$ 127.808.144,7989,27%
Minas GeraisR$ 680.934.241,80R$ 591.344.415,9086,84%
Mato Grosso do SulR$ 107.798.474,50R$ 95.006.928,0088,13%
Mato GrossoR$ 210.404.545,11R$ 193.651.200,0992,04%
ParáR$ 183.177.461,19R$ 153.436.474,5783,76%
ParaíbaR$ 86.848.089,79R$ 75.558.963,2987,00%
PernambucoR$ 231.926.880,90R$ 210.082.997,0690,58%
PiauíR$ 72.421.807,50R$ 63.744.471,3588,02%
ParanáR$ 409.592.115,89R$ 353.600.077,7886,33%
Rio de JaneiroR$ 635.484.741,34R$ 566.580.548,0089,16%
Rio Grande do NorteR$ 102.909.930,85R$ 93.376.254,8190,74%
RondôniaR$ 64.349.648,16R$ 60.763.646,0694,43%
RoraimaR$ 17.278.032,87R$ 14.707.484,1885,12%
Rio Grande do SulR$ 297.654.350,60R$ 243.558.717,7481,83%
Santa CatarinaR$ 426.218.810,26R$ 373.338.579,9987,59%
SergipeR$ 43.591.206,88R$ 39.225.833,8989,99%
São PauloR$ 1.046.106.188,39R$ 716.060.212,0368,45%
TocantinsR$ 53.774.119,88R$ 46.169.716,3885,86%

Os dados são da Receita Federal.

Fonte: Brasil 61

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