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31 out

Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008

Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro encerrou outubro sob forte pressão, com disparada do dólar e queda acentuada da bolsa de valores. Nesta sexta-feira 30, a moeda estadunidense avançou cerca de 1% e fechou perto de R$ 5,45, enquanto o Ibovespa recuou 0,75%, aos 167,9 mil pontos.Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008

Na semana, o dólar acumulou valorização superior a 9%, a maior desde a crise financeira de 2008. O principal índice da B3 registrou a pior queda semanal desde março de 2020, no início da pandemia de covid-19.

No plano nacional, o desempenho dos ativos foi marcado pelos ajustes do mercado após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelas incertezas sobre a política fiscal brasileira. No cenário internacional, a forte queda de ações de empresas tecnológicas e de inteligência artificial pressionou o dólar e as bolsas de outros países.

Números do dia

  • Dólar à vista: R$ 5,446 (+1,09%);
  • Máxima do dólar no dia: R$ 5,463, por volta das 16h;
  • Ibovespa: 167.921,80 pontos (-0,75%);
  • Dólar na semana: +9,15%;
  • Ibovespa na semana: -18,12%;
  • Dólar em outubro: +5,27%;
  • Ibovespa em outubro: -9,88%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sexta-feira em alta de 1,09%, cotado a R$ 5,446, no maior valor de fechamento de 2026. Durante a sessão, a moeda chegou a R$ 5,463, antes de reduzir parte dos ganhos.

Na semana posterior ao segundo turno das eleições presidenciais, o dólar acumulou alta de 9,15%, movimento que representa a maior valorização semanal desde outubro de 2008, durante a crise financeira internacional.

Em outubro, a moeda estadunidense avançou 5,27%. Com isso, passou a acumular valorização de 0,81% no ano.

Parte da volatilidade registrada na primeira metade do pregão esteve relacionada à formação da Ptax de fim de mês, taxa calculada pelo Banco Central e utilizada como referência para a liquidação de contratos futuros de câmbio.

A pressão sobre o real também foi influenciada pela reavaliação das posições dos investidores após o resultado eleitoral. A expectativa pela definição da equipe econômica do próximo governo e pela apresentação de medidas relacionadas às contas públicas manteve o mercado atento aos rumos da política fiscal brasileira.

Outro fator foi a procura por proteção cambial antes do fim de semana prolongado pelo feriado de Finados, na segunda-feira (2). No mercado internacional, a moeda estadunidense voltou a subir, perante moedas de países emergentes, num dia marcado por turbulências ligadas a empresas de tecnologia.

Bolsa acumula perdas

O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira com queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos. O resultado representou o quinto pregão consecutivo de baixa do principal índice da Bolsa brasileira.

Na semana, o indicador acumulou desvalorização de 18,12%, a maior desde março de 2020, quando havia recuado 18,88% em meio aos impactos iniciais da pandemia de covid-19.

O desempenho mensal também foi negativo. Em outubro, o Ibovespa caiu 9,88%, o pior resultado desde junho de 2022, quando a perda havia sido de 11,5%.

A pressão sobre as ações brasileiras ganhou força após a reeleição de Lula. No primeiro pregão depois do resultado eleitoral, na segunda-feira (26), a queda do índice acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações diante de perdas expressivas.

Ao longo da semana, a saída de recursos estrangeiros também contribuiu para a pressão sobre os ativos. Dados da B3 apontaram retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações nos três primeiros pregões da semana.

Cenário externo

Além das incertezas domésticas, o mercado brasileiro acompanhou um ambiente internacional desfavorável, marcado pela cautela dos investidores em relação às empresas de tecnologia dos Estados Unidos e às perspectivas para a inflação e os juros globais.

Em Nova York, o índice S&P 500 encerrou a sessão com queda de 1,82%, refletindo parte das preocupações relacionadas aos resultados de grandes empresas de tecnologia e aos investimentos em inteligência artificial.

No mercado de câmbio, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda estadunidense diante de uma cesta de seis divisas fortes, registrava alta de 0,01%, aos 101,890 pontos, às 17h31.

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31 out

Senado vota PEC da Segurança na terça sob disputa por redução da maioridade penal

Senado vota PEC da Segurança na terça sob disputa por redução da maioridade penal

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para terça-feira 3 a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que prevê o endurecimento penal contra integrantes de facções criminosas, a possibilidade de criação de polícias municipais e mudanças nas competências da União e dos Estados. A votação ocorre em meio a uma disputa entre governo e oposição sobre a tentativa de reduzir a maioridade penal de 18 para 14 anos em casos de crimes hediondos.

A proposta é uma das prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste fim de ano. Lula tem afirmado que pretende criar o Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC. O texto também amplia as atribuições das forças policiais e altera a organização das políticas de segurança no país.

O principal impasse envolve a tentativa da oposição de incluir na proposta a redução da idade de imputabilidade penal, atualmente fixada em 18 anos. A articulação começou ainda durante a tramitação da matéria na Câmara dos Deputados e voltou a provocar divergências no Senado.

No dia 15 de outubro, Alcolumbre retirou a PEC da pauta após um impasse dentro do próprio governo. O Palácio do Planalto negociava uma alternativa para impedir o avanço da proposta apoiada por parlamentares bolsonaristas, mas integrantes do PT não chegaram a um acordo sobre o texto.

A preocupação do governo é que, sem uma alternativa, a oposição consiga aprovar a redução da maioridade penal para 14 anos em crimes hediondos. A medida conta com apoio popular, mas enfrenta resistência de partidos de esquerda e de setores religiosos.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota criticando a negociação sobre o tema. Dentro do PT, também há divergências. O senador Camilo Santana (PT) apresentou uma proposta própria para tentar impedir a aprovação da emenda da oposição, mas não conseguiu consenso entre os integrantes do partido.

Discussão começou na Câmara

A redução da maioridade penal já havia provocado impasse durante a tramitação da PEC na Câmara dos Deputados. Em março, um acordo entre o relator, Mendonça Filho (União-PE), e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), retirou do texto a possibilidade de diminuir a idade penal de 18 para 16 anos.

A previsão de um referendo sobre o assunto não fazia parte da proposta original do governo federal e havia sido acrescentada pelo relator em seu parecer. Após a pressão das bancadas de esquerda, que ameaçavam impedir a votação, Motta negociou a retirada do dispositivo.

Mudanças nas forças policiais

Além das regras penais, a PEC prevê ampliação das competências da Polícia Federal e autoriza a Polícia Rodoviária Federal a atuar em rodovias, ferrovias e hidrovias federais.

O texto também permite a criação de polícias municipais e inclui o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição Federal.

Outra medida é o endurecimento penal contra integrantes e líderes de organizações criminosas, facções, milícias privadas e grupos paramilitares.

Autonomia dos Estados

A redação em discussão no Senado apresenta diferenças em relação à proposta original elaborada pelo então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski.

Enquanto a versão inicial buscava ampliar o papel da União na segurança pública, o texto atual preserva a autonomia dos Estados na definição das políticas do setor e retira da União a competência privativa sobre segurança pública e defesa social.

O governo federal mantém essa exclusividade apenas para legislar sobre atividades de inteligência. A PEC também substitui a atribuição de manter a segurança pública pela responsabilidade de prover os meios necessários à sua manutenção, direcionando a atuação federal para o financiamento.

Pela proposta, cada ente federativo terá seus próprios conselhos e políticas de segurança pública. Os Estados também poderão criar forças-tarefas e organizar seus sistemas socioeducativos sem a participação da União.

O texto ainda amplia a participação dos parlamentares nas decisões relacionadas ao setor em comparação com os demais Poderes. A votação está prevista para terça-feira 3, com a disputa sobre a maioridade penal ainda no centro das negociações.

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30 out

Motoentregador de 29 anos morre após colisão com carro na Avenida Jaguarari, em Natal

Motoentregador de 29 anos morre após colisão com carro na Avenida Jaguarari, em Natal

Foto: Reprodução/Inter TV

Um motoentregador de 29 anos morreu após uma colisão entre a motocicleta que conduzia e um carro na noite desta quinta-feira 29, na Avenida Jaguarari, na Zona Sul de Natal. O acidente aconteceu por volta das 19h50, e o motorista do automóvel foi levado à Delegacia de Plantão da Zona Sul para prestar esclarecimentos.

Identificado por amigos como Pedro, o motociclista seguia pela avenida no mesmo sentido do carro. Segundo relatos de testemunhas, o automóvel tentou fazer uma conversão, e a motocicleta atingiu sua lateral. A moto ficou presa sob o veículo.

Após a colisão, houve tentativas de reanimação do motoentregador, mas ele não resistiu. As circunstâncias do acidente serão investigadas.

O motorista entrou em uma padaria nas proximidades após a colisão. Testemunhas relataram que outros motociclistas tentaram acessar o estabelecimento depois da confirmação da morte, mas foram contidos por policiais militares.

Equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica estiveram no local para iniciar os procedimentos de investigação. A dinâmica da colisão e a responsabilidade dos envolvidos ainda precisam ser esclarecidas.

Pedro trabalhava com entregas e transporte por aplicativo. Segundo um amigo, ele deixa esposa e três filhos pequenos.

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30 out

PRF registra sinistro de trânsito com vítima morta na BR-405, em José da Penha/RN

PRF registra sinistro de trânsito com vítima morta na BR-405, em José da Penha/RN

Uma passageira morreu e outras duas pessoas ficaram levemente feridas após um veículo sair da pista e capotar. O atendimento às vítimas foi realizado pelo Corpo de Bombeiros.

A Polícia Rodoviária Federal registrou, por volta das 17h desta quinta-feira (29), um sinistro de trânsito com vítima morta no km 173 da BR-405, em José da Penha/RN.

O sinistro envolveu um Ford Ka, de cor preta, que saiu da pista e capotou. Uma passageira, de 52 anos, morreu no local. O condutor e outra passageira foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros.

De acordo com informações preliminares, o condutor teria cochilado antes de perder o controle do veículo. A passageira que morreu não estaria utilizando o cinto de segurança.

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30 out

Trump ajuda Flávio a entrar nos EUA, mas não pretende reconhecê-lo como líder do Brasil, diz Reuters

Trump ajuda Flávio a entrar nos EUA, mas não pretende reconhecê-lo como líder do Brasil, diz Reuters

Foto: Daniel Ramalho/AFP

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não pretende reconhecer Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como líder legítimo do Brasil, apesar de ter autorizado sua entrada no país após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais. A informação foi divulgada pela agência Reuters nesta sexta-feira (30), com base em fontes do governo norte-americano.

Segundo uma autoridade dos EUA e outra pessoa a par das negociações, Trump não tem planos de apoiar as pretensões políticas do senador neste momento, embora possa mudar de posição. A decisão ocorre em meio à tentativa de evitar uma nova crise diplomática com o Brasil.

Flávio deixou o território brasileiro após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a apreensão de seus passaportes, atendendo a um pedido da Polícia Federal. O senador é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

De acordo com a Reuters, Flávio atravessou a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira (27), acompanhado da mulher e das duas filhas. A família embarcou em um avião fretado com destino a Miami, fazendo escala no Equador.

A reportagem revela que Jason Miller, assessor de Trump próximo à família Bolsonaro, ajudou a organizar o voo. Durante a viagem, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, recomendou ao presidente que autorizasse a entrada do senador, o que foi aprovado.

Autoridades dos Estados Unidos concederam a Flávio e à família uma autorização temporária de entrada por razões humanitárias, conhecida como parole humanitária.

Após chegar aos EUA, Flávio publicou uma carta em que se declarou “presidente eleito” do Brasil. Posteriormente, apagou a publicação e divulgou uma nova versão, apresentando-se como “líder” legítimo do país, sem reconhecer a vitória de Lula.

Apesar de ter questionado a condução das eleições brasileiras, Trump evitou criticar diretamente o presidente reeleito. “Gosto do Lula, me dou muito bem com ele. Só acho que a eleição deixou uma péssima impressão”, afirmou.

Segundo a Reuters, autoridades norte-americanas avaliam que a saída de Flávio do Brasil reduziu seu capital político. Integrantes do governo brasileiro também consideram que o episódio pode enfraquecer a oposição no Congresso Nacional.

BG

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