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04 nov

Endividamento de famílias no Brasil atinge 50% e bate novo recorde

Endividamento de famílias no Brasil atinge 50% e bate novo recorde

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro alcançou a marca histórica de 50%, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O índice reflete um cenário de pressão crescente sobre o orçamento doméstico, impulsionado pela facilidade de acesso ao crédito rápido, aumento constante dos preços e taxas elevadas de juros.

O efeito “bola de neve” nas contas domésticas

Para os trabalhadores e pequenos empreendedores, o descompasso entre o custo de vida e os rendimentos mensais transforma parcelas e cartões de crédito em armadilhas difíceis de conter. Casos de dívidas acumuladas que chegam a R$ 25 mil ilustram a dificuldade de manter os pagamentos em dia.

A combinação de fatores costuma seguir um roteiro comum: o valor dos produtos essenciais sobe, os juros rotativos de cartões encarecem os saldos pendentes e as parcelas passam a superar a renda disponível. Quando a receita cai — seja por queda nas vendas ou perda de renda formal —, equilibrar o caixa torna-se um desafio contínuo.

Mapeamento de despesas e novos caminhos

Diante do endividamento recorde, especialistas em finanças recomendam um diagnóstico minucioso das contas para identificar gargalos e retomar o equilíbrio:

  • Diagnóstico detalhado: Mapear rigorosamente todas as saídas financeiras para entender para onde vai o dinheiro e identificar gastos supérfluos.
  • Corte de despesas: Adequar o padrão de consumo à realidade atual por meio de cortes imediatos no que não for essencial.
  • Busca por qualificação e novas rendas: Buscar orientação especializada, aulas de educação financeira e alternativas para diversificar ou gerar novas fontes de renda.

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04 nov

Com 113 mil inscritos no RN, Enem vai ter operação com 1 mil policiais

Com 113 mil inscritos no RN, Enem vai ter operação com 1 mil policiais

A Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte, Sesed, vai mobilizar aproximadamente mil policiais militares para atuar durante a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio, Enem 2026, nos dias 8 e 15 de novembro. A operação será realizada em 41 municípios potiguares, onde 113.912 candidatos estão inscritos para fazer as provas em 359 locais de aplicação.

Do total de municípios que receberão o exame, dez estão localizados na Região Metropolitana de Natal e 31 no interior do estado. O planejamento prevê policiamento nos locais de prova, acompanhamento do transporte dos materiais e segurança dos candidatos e profissionais envolvidos na aplicação.

Coordenada pela Polícia Militar, a operação também será responsável pela guarda e escolta dos malotes que contêm as provas. Os policiais acompanharão o transporte do material desde as agências dos Correios até as unidades onde o exame será realizado, com o objetivo de preservar a segurança durante o deslocamento e a distribuição.

A mobilização contará com a participação de diferentes órgãos de segurança e instituições públicas. Além da Polícia Militar, estarão envolvidos a Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Científica, guardas municipais, Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal, STTU, Correios, Agência Brasileira de Inteligência, Abin, e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, Inep.

A atuação conjunta também prevê medidas de organização do trânsito e acompanhamento das atividades relacionadas à aplicação das provas, buscando garantir o deslocamento dos participantes e a segurança dos procedimentos em todo o território potiguar.

A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer, SEEC, definiu que 124 escolas estaduais serão utilizadas como locais de aplicação do Enem 2026. As unidades estão distribuídas pelos 41 municípios que receberão o exame e atenderão, prioritariamente, estudantes da rede pública que farão as provas nas próprias escolas onde estudam.

Para organizar o funcionamento das unidades, a secretaria designou um interlocutor para cada escola. Os profissionais foram indicados pelos diretores e participaram de uma formação online voltada às orientações necessárias para os dias de aplicação.

Entre as atribuições dos interlocutores estão o acompanhamento da realização das provas, a organização dos espaços escolares, o auxílio no controle e na disciplina dos estudantes e a articulação com as equipes responsáveis pelo exame.

Os profissionais também deverão acompanhar o cumprimento das orientações estabelecidas pelo Inep, órgão responsável pela organização do Enem em todo o país.

As provas do Enem 2026 serão realizadas nos domingos, 8 e 15 de novembro. Nos dois dias, os portões dos locais de aplicação serão abertos às 12h e fechados às 13h, pelo horário de Brasília. O início das provas está marcado para as 13h30.

No primeiro domingo, os participantes responderão às questões de Linguagens e Ciências Humanas, além de produzir a redação. O encerramento da aplicação está previsto para as 19h.

No segundo domingo, serão aplicadas as provas de Matemática e Ciências da Natureza, com término às 18h30.

Os candidatos devem observar os horários de abertura e fechamento dos portões e verificar antecipadamente o local onde realizarão o exame, para evitar atrasos nos dias de aplicação.

Para realizar o exame, os participantes deverão apresentar um documento oficial de identificação com foto e utilizar caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente. O Inep também recomenda levar o Cartão de Confirmação da Inscrição.

Agora RN

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Lojão do Real
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04 nov

Correios e Serasa dão início a nova edição do Feirão Limpa Nome em mais 7 mil agências

Correios e Serasa dão início a nova edição do Feirão Limpa Nome em mais 7 mil agências

Os Correios e a Serasa iniciam nesta terça-feira (3/11), mais uma edição do Feirão Limpa Nome, iniciativa que amplia o acesso da população brasileira a oportunidades de negociação de débitos com condições diferenciadas. Neste ano, mais de 3,3 mil empresas participam da ação, disponibilizando milhões de ofertas de renegociação com descontos que podem chegar a 99%.

Até 6 de dezembro, consumidores poderão consultar e negociar débitos por meio dos canais digitais da Serasa ou presencialmente nas mais de 7 mil agências dos Correios em todo o país, sem cobrança de taxa pelo atendimento.

A edição deste ano conta com mais de 750 milhões de ofertas de negociação, volume 14% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A expectativa é ampliar o número de pessoas atendidas e oferecer mais alternativas para quem busca reorganizar sua vida financeira. Na última edição do Feirão, mais de 10,2 milhões de acordos foram formalizados em todo o Brasil.

Segundo a diretora da Serasa, Aline Maciel, o Feirão se consolidou como uma das principais iniciativas de negociação financeira do país. “Ampliar o acesso à renegociação é fundamental para que milhões de pessoas tenham a oportunidade de reorganizar suas finanças. Esta edição histórica reúne o maior volume de ofertas já disponibilizado pela Serasa, com condições que buscam facilitar a quitação das dívidas e permitir que mais brasileiros comecem um novo capítulo de suas vidas financeiras”, destaca.

Atendimento presencial nos Correios

Além dos canais digitais da Serasa, os consumidores que preferirem atendimento presencial poderão procurar qualquer agência habilitada dos Correios para consultar as ofertas e negociar seus débitos. Para ser atendido, basta apresentar um documento oficial com foto.

As condições disponíveis nas agências são as mesmas ofertadas nos canais digitais da Serasa, permitindo que os cidadãos escolham a forma de atendimento mais conveniente.Como participar

As negociações estarão disponíveis até as 23h59 do dia 6 de dezembro pelos seguintes canais:

Site: www.serasa.com.br
Aplicativo Serasa (Google Play e App Store)
WhatsApp oficial: (11) 99575-2096
Agências dos Correios participantes em todo o país

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04 nov

SUS terá histórico clínico integrado e ampliação de serviços digitais

SUS terá histórico clínico integrado e ampliação de serviços digitais

O atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) deve avançar na integração de informações dos pacientes e na oferta de serviços digitais com a instituição da Política Nacional de Informação e Saúde Digital (PNISD). Anunciada pelo Ministério da Saúde em 29 de outubro, a medida estabelece diretrizes para ampliar o uso da tecnologia na rede pública, fortalecer a telessaúde e facilitar o acesso da população aos serviços de saúde.

A política foi instituída pela Portaria GM/MS nº 12.301, de 27 de outubro de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 28 de outubro. Entre os principais eixos estão a unificação do histórico clínico dos pacientes, o uso prioritário do CPFcomo identificador nos sistemas de informação em saúde e o fortalecimento da proteção de dados pessoais.

Na prática, a proposta é permitir que as informações de saúde acompanhemo cidadão ao longo de sua jornada de atendimento. A integração dos registros deve contribuir para a continuidade do cuidado e facilitar a comunicação entre os diferentes serviços da rede pública.

Outro ponto previsto é a ampliação da telessaúde, modalidade que utiliza tecnologias digitais para oferecer serviços e apoiar o atendimento em saúde a distância. A iniciativa busca reduzir barreiras de acesso, especialmente em regiões com dificuldades de infraestrutura ou oferta de profissionais especializados.

CPF e proteção de dados

A nova política estabelece o CPF como identificador prioritário dos usuários nos sistemas de informação em saúde. A medida integra a estratégia de organização e interoperabilidade dos dados do SUS, permitindo que diferentes sistemas compartilhem informações de maneira mais integrada.

A proteção dos dados pessoais também está entre os princípios da Política Nacional de Informação e Saúde Digital. O documento prevê o uso seguro e responsável das tecnologias, além da soberania digital, que envolve o fortalecimento da capacidade nacional de desenvolver, administrar e proteger as próprias estruturas e informações digitais.

Serviços digitais já estão em funcionamento

A instituição da política não representa o início da digitalização do SUS, mas a consolidação de iniciativas que já estão em andamento. Entre elas está o Meu SUS Digital, que ampliou os serviços e as funcionalidades disponíveis diretamente à população.

Segundo o Ministério da Saúde, a plataforma incorporou mais de 30 novas funcionalidades. A telessaúde também avançou: o SUS conta com 63 Núcleos de Telessaúde distribuídos pelas 27 unidades da Federação e já registrou mais de 12 milhões de atendimentos entre janeiro de 2025 e outubro de 2026.

A transformação digital também integra o programa Agora Tem Especialistas, por meio do Componente SUS Digital. A ferramenta apoia a organização e o acompanhamento da jornada dos pacientes, a comunicação com os usuários, a gestão das filas de espera e o monitoramento dos serviços.

Com isso, os recursos digitais passam a apoiar tanto o atendimento à população quanto o trabalho dos gestores na identificação de demandas e na organização da rede de assistência.

Próximos passos

A implementação da Política Nacional de Informação e Saúde Digital será orientada por um Plano de Ação de Transformaçãopara a Saúde Digital do SUS. De acordo com a portaria, o documento deverá ser pactuado na Comissão Intergestores Tripartite em até 180 dias após a publicação da medida.

A comissão reúne representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

A expectativa é que as diretrizes orientem a expansão da infraestrutura digital, a integração dos serviços e o aprimoramento da gestão do SUS em todo o território nacional.

Brasil 61

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04 nov

El Niño muito forte aumenta risco de seca no Norte e Nordeste até 2027

El Niño muito forte aumenta risco de seca no Norte e Nordeste até 2027

A previsão de um El Niño muito forte até o início de 2027 aumenta a preocupação com a ocorrência de seca nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. O alerta consta no boletim do Painel El Niño, divulgado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) em 29 de outubro, que apresenta perspectivas climáticas e possíveis impactos do fenômeno no país.

De acordo com o documento, para o trimestre de novembro a janeiro, a tendência é de chuvas abaixo da média na Região Norte e acima da média na Região Sul. O cenário climático exige atenção, principalmente diante dos possíveis efeitos sobre a disponibilidade de água, a produção agrícola e as atividades econômicas que dependem das condições meteorológicas.

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração influencia a circulação atmosférica e modifica os padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do mundo, incluindo o Brasil.

No país, os efeitos podem variar conforme a região. Enquanto o Norte e parte do Nordeste podem enfrentar períodos de redução das chuvas e maior preocupação com a seca, o Sul tende a registrar volumes de precipitação acima da média, o que também exige atenção diante da possibilidade de impactos associados ao excesso de chuva.

Impactos para o setor agropecuário

A irregularidade das chuvas representa um desafio para o planejamento da produção agropecuária. Nas regiões com previsão de precipitação abaixo da média, a redução da disponibilidade de água pode afetar o desenvolvimento das lavouras, as pastagens e a atividade pecuária.

O cenário também reforça a importância do acompanhamento das condições climáticas por produtores rurais e gestores públicos, especialmente para o planejamento do calendário agrícola, o manejo dos recursos hídricos e a adoção de medidas preventivas diante de possíveis períodos de estiagem.

No Sul, a perspectiva de chuvas acima da média também demanda monitoramento, uma vez que volumes elevados de precipitação podem interferir nas atividades do campo e nas condições de infraestrutura rural.

O boletim do Cemaden reúne informações de monitoramento e orientações sobre os potenciais impactos do fenômeno. A evolução das condições climáticas deve ser acompanhada nos próximos meses para auxiliar na preparação de medidas de prevenção e adaptação.

Brasil 61

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