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23 set

Tesouro Nacional: Governo descumpriu metas fiscais e pode perder recursos

Tesouro Nacional: Governo descumpriu metas fiscais e pode perder recursos

 Foto: Arquivo TN

A análise da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) apontou que o Rio Grande do Norte não cumpriu, em 2025, as três metas previstas no Programa de Equilíbrio Fiscal (PEF). O resultado também impacta a operação de crédito adicional de até 3% da Receita Corrente Líquida (RCL) prevista no acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal, que depende da comprovação de avanços nos indicadores fiscais e do cumprimento das obrigações assumidas pelo Estado. Segundo a Sefaz, ainda há R$ 427 milhões previstos para 2027, caso as metas do acordo sejam cumpridas. O Estado ainda pode apresentar recurso contra as conclusões da STN.


Segundo a análise preliminar da STN, o Estado descumpriu as três metas avaliadas. A Poupança Corrente ficou em 96,77%, acima do limite de 95% estabelecido pelo programa. A Disponibilidade de Caixa Líquida apresentou resultado negativo de R$ 3,65 bilhões, enquanto a meta previa valor superior a zero. Já a Despesa com Pessoal correspondeu a 67,61% da Receita Corrente Líquida, acima do limite de 60%.

A operação de crédito adicional de até 3% da RCL, prevista no acordo, não é automática. Segundo parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), a autorização depende da comprovação técnica de avanço nos indicadores fiscais e do cumprimento das obrigações estabelecidas na composição homologada pelo STF.

O parecer da procuradoria estabelece ainda que o Estado deve apresentar à STN a comprovação do avanço nos indicadores fiscais previstos no acordo.

O acordo estabelece como referências para o avanço fiscal a redução da despesa com pessoal para abaixo de 54% da RCL, a obtenção de disponibilidade de caixa líquida positiva para recursos não vinculados e a redução da relação entre despesas correntes e receitas correntes para abaixo de 90%.

Entre as condições está a realização de um leilão para pagamento de dívidas. Na análise, a STN informou que o Estado ainda não havia apresentado um documento que comprovasse a realização dessa medida, que foi incluída no acordo firmado no STF.

Para comprovar o cumprimento da obrigação, o Estado precisa enviar o documento à STN e também anexá-lo ao processo que tramita no STF.

A STN, então, deve acompanhar o cumprimento das condições e informar, em relatório anual, se houve avanço nos indicadores fiscais previstos no acordo.

Os resultados da análise fiscal ainda podem ser alterados caso o Estado apresente recurso administrativo. O prazo para contestação é de 10 dias a partir do recebimento da análise. Caso não haja recurso, ou depois da análise de eventual contestação, a avaliação fiscal será considerada válida.

O descumprimento das metas do PEF também foi registrado nos exercícios anteriores. Segundo parecer da PGFN, o Rio Grande do Norte não cumpriu as metas referentes a 2023 e 2024. Com a análise preliminar de 2025, o Estado acumula três exercícios consecutivos sem atingir as metas previstas no programa.

Capacidade de pagamento

A análise fiscal preliminar também classificou a capacidade de pagamento do Rio Grande do Norte como C. A chamada Capag é uma avaliação feita pelo Tesouro Nacional para medir a situação financeira dos estados e sua capacidade de cumprir compromissos, considerando indicadores de endividamento, poupança corrente e liquidez.

Na prática, a classificação C coloca o Estado fora das faixas que, pelas regras gerais, são consideradas aptas a receber garantia da União em novas operações de crédito. Isso dificulta a contratação de novos financiamentos com aval federal, embora não signifique que o Estado esteja impedido de contratar qualquer operação de crédito.

A própria Nota Técnica ressalva, no entanto, que a classificação ainda pode ser modificada em razão de recurso administrativo. No caso do Rio Grande do Norte, a autorização específica prevista no acordo judicial para operações de crédito permanece condicionada às exigências estabelecidas na composição homologada pelo STF.

Metas serão cumpridas, diz Sefaz

Em resposta à Tribuna do Norte, a Sefaz informou que trabalha para cumprir o acordo e ter acesso aos recursos restantes do PEF. Segundo a pasta, o acesso à parcela prevista para 2027 está condicionado ao cumprimento do acordo, e “a previsão é o cumprimento de todos os termos firmados ao final do exercício de 2026”.

A secretaria informou ainda que o programa não se encerra ao fim de 2026 e que há uma parcela prevista para 2027. Ao todo, o Estado já acessou R$ 1,28 bilhão entre 2023 e 2026, recursos que, segundo a Sefaz, foram destinados ao programa de recuperação de rodovias. Para 2027, ainda estão previstos R$ 427 milhões, caso as metas do acordo sejam cumpridas.

A Sefaz afirmou que a Nota Técnica faz parte do acompanhamento contínuo realizado pela STN por meio do Programa de Acompanhamento da Transparência Fiscal (PATF), cujo objetivo é promover o reequilíbrio fiscal do Estado.

Conforme a pasta, o cumprimento das metas previstas no programa é uma realidade possível apenas no médio prazo.

Descumprimento pressiona ajuste fiscal

Para o economista Arthur Néo, os resultados mostram que a dificuldade fiscal do Rio Grande do Norte não está concentrada em um único indicador.

“Em termos simples, isso revela que o Estado ainda apresenta dificuldades estruturais de equilíbrio entre receitas e despesas correntes, de geração de caixa e de controle das despesas com pessoal”, comenta.

Néo ressalta, porém, que os números não significam que o Estado esteja insolvente ou sem condições de cumprir suas obrigações. “O que os indicadores mostram é uma situação fiscal pressionada, especialmente porque três dimensões importantes do equilíbrio fiscal apresentam resultados desfavoráveis simultaneamente”, explicou.

Na avaliação de Néo, a classificação C atribuída preliminarmente ao Estado dificulta o acesso a novas operações de crédito. Nesse contexto, a autorização específica prevista no acordo homologado pelo STF não elimina a necessidade de ajuste das contas públicas.

Segundo Néo, novas operações podem dar fôlego financeiro no curto prazo, mas não resolvem o desequilíbrio fiscal. “Crédito pode ser um instrumento importante para financiar investimentos e reorganizar passivos, mas não substitui o ajuste estrutural das contas públicas”, afirmou.

Tribuna do Norte

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23 set

Guia do Enem reúne orientações e métodos de estudo para provas

Guia do Enem reúne orientações e métodos de estudo para provas

A 47 dias para aplicação das provas do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, em 8 de novembro, os inscritos podem conferir orientações oficiais sobre as provas, tutoriais de preparação para o exame e cronogramas de todo o processo em um único site – o Guia do Enem – lançado pelo Ministério da Educação (MEC) na segunda-feira (21).

Na ferramenta, o material pedagógico produzido pelo MEC estão no formato de textos e de vídeos.

A iniciativa tem o objetivo de ajudar o participante a se preparar melhor para as provas e a compreender melhor o Enem, com vídeos sobre funcionamento do exame e suas etapas, desde a solicitação da isenção da taxa de inscrição, passando pela consulta dos resultados pós-prova, até o passo final que é o acesso à educação superior.

Tudo em um só lugar

Com o conteúdo organizado, os estudantes podem acessar no Guia do Enem o material de apoio que contribui para sua rotina de estudos, conforme as necessidades individuais.

De acordo com o MEC, os destaques da nova página são as dicas de professores, orientações sobre métodos de estudo e vídeos com orientações sobre os procedimentos e a aplicação das provas.

Aplicativos gratuitos

Há também uma área de acesso gratuitos a aplicativos da pasta para dispositivos móveis, a partir do cadastro no portal Gov.br. São eles:

  • MEC Enem – aplicativo de estudos com simulados de questões alternativas, correção automatizada de redação, materiais de reforço e assistente virtual, com inteligência artificial;
  • MEC Idiomas – aplicativo de aprendizagem bilíngue autoinstrucional, que oferece ensino autoinstrucional de inglês e espanhol. A plataforma conta com cerca de 800 aulas distribuídas do nível básico ao avançado, divididas em módulos com 10 a 15 aulas cada; 
  • MEC Livros – a biblioteca digital reúne mais de 25 mil obras literárias em domínio público e títulos com direitos autorais licenciados em português, inglês e espanhol.

O catálogo digital está estruturado em 26 temas, voltados a democratizar o acesso à leitura.

Gente que faz Enem

Além das dicas de professores, o novo documento ainda abre espaço para os chamados enemzeiros, que são os participantes do exame de diversas partes do país que compartilham a rotina de estudos, desafios, sonhos e expectativas sobre o exame.

Outro espaço é o Alunos Nota Mil, que traz as trajetórias de participantes que alcançaram a nota máxima na prova de redação em edições anteriores do Enem.

As engrenagens

Para entender melhor o funcionamento do concurso e esclarecer dúvidas, o MEC compartilha a série Bastidores do Enem, com episódios sobre a organização e a para o exame nos meses que antecedem as provas.

Entre os temas, estão a elaboração das 180 questões; a produção dos cadernos de prova com o nome do estudante impresso; e a distribuição dos inscritos por local de aplicação das provas.

Além disso, a série também direciona os inscritos para a Página do Participante, no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia responsável pela realização do Enem.

Notícias oficiais do Enem

Pelo Guia do Enem, os internautas também podem acompanhar as notícias oficiais do Ministério da Educação (MEC) somente sobre o Enem.

O guia redireciona o participante ao site para ficar por dentro de novidades, orientações, prazos do exame e demais informações para esclarecer dúvidas.

Para que serve o Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições de ensino de Portugal que têm convênio com o Inep.

Os estudantes que ainda não concluirão o ensino médio neste ano podem fazer as provas na condição de “treineiros” para testar seus conhecimentos e ver como o exame funciona.

Desde a edição de 2025, o Enem também voltou a certificar a conclusão do ensino médio para os candidatos com 18 anos de idade completos que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Pela primeira vez, em 2026, o Enem também será adotado como instrumento para avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro, o que amplia seu papel no acompanhamento das políticas educacionais.

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Lojão do Real
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23 set

Fux vai relatar ação sobre idas da esposa de Moraes ao Senado

Fux vai relatar ação sobre idas da esposa de Moraes ao Senado

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado nesta última terça-feira (22) para relatar a ação que pede acesso a eventuais registros de entrada e saída no Senado da advogada Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O sorteio da relatoria foi determinado pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, após Moraes se declarar impedido de analisar o caso.

Na decisão, que foi proferida na segunda-feira (21), Moraes citou a regra do Código de Processo Civil (CPC) que proíbe um magistrado de analisar um caso quando há um parente como parte.

“Com fundamento no art. 144, IV, do CPC, declaro-me impedido de atuar no presente feito”, decidiu. 

O caso chegou ao Supremo por meio de uma ação protocolada pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo).

O parlamentar quer obrigar o Senado a fornecer eventuais registros de entrada e saída de Viviane Barci, de Vorcaro, do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas dependências da Casa.

Segundo o vereador, os pedidos de acesso aos dados foram negados pelo Senado por envolverem “informações de caráter pessoal”.

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Lojão do Real
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23 set

Lei que amplia cargos da diretoria da OAB é sancionada

Lei que amplia cargos da diretoria da OAB é sancionada

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, sancionou nesta terça-feira (22) a lei que amplia a composição da Diretoria do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), modifica a nomenclatura do secretário-geral adjunto e faculta aos Conselhos Seccionais a criação de diretorias regimentais temporárias.

A nova norma altera o Estatuto da Advocacia (Lei 8.906, de 1994) para criar novos cargos na diretoria do Conselho Federal da entidade.

O núcleo executivo da OAB Nacional passa a ter sete cargos. Agora, conta com corregedor-geral, diretor tesoureiro, diretor administrativo e diretor executivo. Esses dois últimos cargos substituem o cargo de secretário-geral adjunto.

Ficam mantidos os cargos de presidente, vice-presidente e secretário-geral. As funções de direção da OAB são exercidas de forma voluntária, sem remuneração.

A mudança nos cargos de diretoria da OAB começou a ser discutida no Congresso Nacional, com o Projeto de Lei 1.743/2024. O projeto nasceu na Câmara, onde foi aprovado, e seguiu para o Senado. A aprovação no Senado ocorreu em 2 de setembro. De lá, seguiu para sanção presidencial.

A OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil é a entidade máxima de representação dos advogados no país. Ela regulamenta o exercício da advocacia, fiscaliza e seleciona, através de um exame próprio, os profissionais em atuação no Brasil.

Presidente interino

Geraldo Alckmin assinou a sanção como presidente da República em exercício, uma vez que Luiz Inácio Lula da Silva estava em Nova York.

Nesta terça, Lula discursou na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU. Ele deve desembarcar no Brasil ainda na noite de hoje.

© Valter Campanato/Agência Brasil

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23 set

Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial recebe contribuições

Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial recebe contribuições

A consulta pública para colaborar com os objetivos estratégicos do 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir) está aberta até o dia 16 de outubro, por meio da plataforma digital Brasil Participativo.

O objetivo do plano é orientar a atuação do Estado brasileiro no enfrentamento do racismo estrutural, na reparação histórica, na redução das desigualdades e na efetivação de direitos.

O 2º Planapir conta com 16 eixos, e cada um deles traz uma série de objetivos estratégicos subsidiados pelas discussões da 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir), realizada em 2025.

Por meio dos objetivos, se dará a definição e o aperfeiçoamento de ações, metas, responsabilidades institucionais, indicadores e mecanismos para acompanhar a promoção da igualdade racial no país.

A sociedade é convidada a colaborar aprimorando a redação desses objetivos, propondo alterações ou até mesmo sugerindo novos objetivos que enfrentem os problemas tratados em cada eixo.

Após o encerramento da consulta pública, as contribuições recebidas serão sistematizadas e analisadas para subsidiar ajustes de redação, ampliação ou reorganização dos objetivos na versão final do Planapir.

Conheça os 16 eixos do 2º Planapir:

  • Trabalho e inclusão produtiva
  • Educação
  • Saúde Integral e Enfrentamento ao Racismo no SUS
  • Desenvolvimento Social, Assistência Social e Segurança Alimentar
  • Cultura, Memória e Reparação Simbólica
  • Justiça, Segurança Pública e Defesa de Direitos
  • Comunidades Quilombolas
  • Povos de Terreiro e de Matriz Africana
  • Povos Ciganos
  • Mulheres Negras
  • Crianças, Adolescentes e Juventude Negra
  • População LGBTQIAPN+ negra
  • Justiça Climática e Enfrentamento ao Racismo Ambiental
  • Comunicação Antirracista, Justiça Digital
  • Política Internacional
  • Fortalecimento do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial – SINAPIR e Conselhos de Promoção da Igualdade Racial

Agência Brasil

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