bannner-geraldo
Brasil
06 mar

Polícia avalia ampliar segurança para esposa e filhos do ministro André Mendonça

Polícia avalia ampliar segurança para esposa e filhos do ministro André Mendonça

A Polícia Judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) consultou o gabinete do ministro André Mendonça sobre a possibilidade de ampliar o esquema de segurança para incluir também a família do magistrado. A proposta prevê que a proteção, hoje concentrada apenas no ministro, passe a abranger a esposa e os filhos dele.

A ideia é que agentes acompanhem todos os deslocamentos dos familiares, garantindo proteção integral diante do cenário de tensão envolvendo investigações em curso na Corte. Auxiliares do ministro indicam que Mendonça tende a concordar com a medida caso a ampliação seja considerada viável.

O reforço na segurança ocorre em meio à relatoria de casos considerados sensíveis no STF, como as investigações envolvendo o Banco Master e o escândalo do INSS. Em algumas ocasiões públicas, como pregações na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, Mendonça já chegou a utilizar colete à prova de balas.

Na decisão que determinou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, o ministro descreveu a existência de uma suposta organização criminosa que atuaria como uma espécie de “milícia privada”, acusada de monitorar ilegalmente autoridades, jornalistas e adversários.

Diante desse cenário e das suspeitas de ameaças e tentativas de intimidação, a Polícia Judicial do STF considera necessário reforçar a proteção ao relator e também aos familiares mais próximos.

Com informações do G1

Foto: Luiz Roberto/TSE

Lojão do Real
Notícia
06 mar

RN ocupa 3ª posição entre estados do NE com mais educação profissional

O Rio Grande do Norte ocupa a terceira posição entre os estados da região Nordeste com maior integração entre ensino médio e educação profissional, com 28,2% das matrículas articuladas na rede pública. No recorte nacional, cuja média foi de 20,1%, o estado aparece na sexta colocação. Os dados são da primeira etapa do Censo Escolar 2025, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), sobre o crescimento das matrículas na Educação Profissional e Tecnológica (EPT).

De acordo com o levantamento, entre os estados da região Nordeste, o percentual de matrículas integradas no Rio Grande do Norte perde apenas para o registrado pelo Piauí (68,8%), líder no ranking nacional, e pela Paraíba (34,7%). Em todo o país, houve um salto de 68,4% no número de estudantes nessa modalidade nos últimos cinco anos. Em 2021, eram 1,8 milhão de matrículas registradas nacionalmente, enquanto em 2025 o total chegou a 3,1 milhões de alunos.

Para o professor Dante Henrique Moura, do Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (PPGED/IFRN), o percentual de matrículas da educação profissional no estado indica a continuidade da política pública de expansão da modalidade.

“Um marco importante dessa expansão foi, inicialmente, a criação dos Centros Estaduais de Educação Profissional (CEEPs) há alguns anos e, posteriormente, já no governo atual, a criação do Instituto Estadual de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação do Rio Grande do Norte (IERN). É um avanço porque traz a possibilidade de os filhos e filhas da classe trabalhadora terem acesso a um ensino médio que garante toda a formação necessária ao prosseguimento de estudos, mas também uma profissionalização”, destaca o docente.

Em resposta à reportagem da TRIBUNA DO NORTE, a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC-RN) também destacou que o percentual de 28,2% demonstra avanço nas políticas públicas voltadas à formação técnica. É o caso da efetivação das sete unidades do IERN em funcionamento.

Entre as áreas técnicas com maior procura na rede estadual, de acordo com a pasta, estão cursos ligados aos eixos tecnológicos de Administração, Logística, Planejamento e Controle da Produção, Redes de Computadores, Informática e Manutenção de Computadores. A secretaria informou ainda que mantém um planejamento contínuo de ampliação da oferta, considerando tanto a demanda dos estudantes quanto as necessidades produtivas e econômicas das diferentes regiões do estado.

Para o ano letivo de 2026, segundo dados da Subcoordenadoria de Educação Profissional (SUEP) cedidos pela SEEC-RN, a rede estadual registra 21,5 mil matrículas na educação profissional. No total, são 144 unidades escolares da rede estadual ofertando cursos técnicos, o que representa cerca de 45% das escolas estaduais de ensino médio que disponibilizam formação técnica.

Especialista aponta desafios

Apesar da expansão no ensino técnico, Dante Henrique Moura afirma que alguns desafios precisam ser superados. Entre eles, o professor cita a necessidade de melhorar a infraestrutura das escolas para receber os estudantes e a falta de professores efetivos na educação profissional em diversos cursos técnicos.

“O Rio Grande do Norte nomeou professores efetivos para a educação profissional, mas apenas em dois cursos técnicos: administração e informática. Existe uma quantidade grande de outros cursos técnicos que não têm quadro de professor efetivo e funcionam com professores com contrato temporário e sob condições de trabalho que não são as mais adequadas”, destaca o docente.

“Entre as principais estratégias adotadas estão a ampliação da rede de escolas que ofertam cursos técnicos, a implantação dos Institutos Estaduais de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação (IERN), além da adequação de laboratórios e ambientes de aprendizagem nas unidades que passaram a ofertar cursos técnicos integrados ao ensino médio”, aponta a secretaria em nota.

De acordo com a SEEC-RN, foram convocados 194 professores efetivos no início deste ano para sustentar a expansão do ensino médio técnico. A pasta não cita a possibilidade de aumento desse quantitativo, mas destaca que tem investido na formação continuada de professores e equipes pedagógicas que atuam na modalidade para garantir a qualidade da oferta e promover a atualização curricular alinhada às demandas do mundo do trabalho e às novas tecnologias.

assembleia-adolescencia-full
Notícia
06 mar

Carreata vai recepcionar médico currais-novense e ex-BBB Marcelinho nesta sexta-feira em Currais Novos

Carreata vai recepcionar médico currais-novense e ex-BBB Marcelinho nesta sexta-feira em Currais Novos


Uma carreata está sendo organizada para recepcionar o médico currais-novense Marcelinho, que ganhou visibilidade nacional após participação no reality show Big Brother Brasil. A mobilização acontecerá nesta sexta-feira, 06 de março, em Currais Novos.


De acordo com os organizadores, a concentração está marcada para 18h30, no letreiro localizado na entrada da cidade. A expectativa é reunir amigos, familiares e admiradores do médico para acompanhar o trajeto em carros e motocicletas.


A iniciativa tem como objetivo dar as boas-vindas ao conterrâneo e celebrar o destaque alcançado durante sua participação no programa, reunindo a população em um momento de confraternização e reconhecimento.

PAX
Notícia
06 mar

CDL Currais Novos lança Caravana “Mulheres que Constroem o Varejo 2026” e homenageia empresária Loura Gás

CDL Currais Novos lança Caravana “Mulheres que Constroem o Varejo 2026” e homenageia empresária Loura Gás


Foi lançado na noite desta quinta-feira (05), na sede da CDL de Currais Novos, o projeto Caravana Mulheres que Constroem o Varejo 2026, iniciativa que destaca o protagonismo feminino no empreendedorismo e no fortalecimento do comércio local. O encontro reuniu empresárias, lideranças e mulheres que atuam diretamente no desenvolvimento do varejo no município.


Com o tema “Mulheres múltiplas, negócios extraordinários”, o evento foi marcado por momentos de integração, troca de experiências e incentivo ao crescimento dos negócios liderados por mulheres. A proposta da caravana é fortalecer a rede de apoio entre empresárias e incentivar cada vez mais a participação feminina no setor empresarial.


Nossa reportagem conversou com Raiani Guimarães, coordenadora estadual da FCDL Mulher, cargo ligado à Federação das CDLs do Rio Grande do Norte e reconhecido pelo sistema nacional da CNDL. Ela destacou a importância da iniciativa para valorizar o empreendedorismo feminino e fortalecer a atuação das mulheres no comércio potiguar.


Também conversamos com Rafaela, coordenadora de eventos da CDL Currais Novos, que ressaltou o papel cada vez mais relevante da mulher no empreendedorismo local e destacou que ações como essa contribuem para inspirar novas lideranças femininas no varejo.


A presidente da CDL Currais Novos, Nathalia Lissa, também destacou a importância do evento e reforçou o compromisso da instituição em continuar apoiando iniciativas que valorizem o protagonismo feminino no comércio e no empreendedorismo.


Durante o lançamento, também foi lembrada a trajetória da empresária Loura Gás, que em anos anteriores esteve à frente da CDL de Currais Novos e foi uma das grandes protagonistas na abertura de espaço para a participação feminina dentro da instituição. Sua atuação ajudou a fortalecer a presença das mulheres na entidade e contribuiu para importantes conquistas, como a construção da nova sede da CDL, além do engajamento em pautas relevantes para o município, como a luta pela adutora de Currais Novos, entre outras ações que marcaram sua gestão.


A Caravana “Mulheres que Constroem o Varejo” busca valorizar histórias de liderança, incentivar o empreendedorismo feminino e mostrar que, quando mulheres se unem, fortalecem seus negócios e contribuem para o crescimento de toda a comunidade.

PAX
Notícia
06 mar

Sete em cada dez mulheres relatam já terem sofrido assédio, diz estudo

Sete em cada dez mulheres relatam já terem sofrido assédio, diz estudo

Sete em cada dez mulheres dizem já ter sofrido assédio moral ou sexual, principalmente em ruas e espaços públicos. Os dados fazem parte da pesquisa Viver nas Cidades: Mulheres, lançada nesta quinta-feira (5).

O levantamento é de autoria do Instituto Cidades Sustentáveis e da Ipsos-Ipec, empresa especializada em pesquisa sociais e de mercado. Foram entrevistadas 3,5 mil pessoas, em dezembro de 2025, nas cidades de Belém, Belo Horizonte, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

“A insegurança é uma regra na nossa vida, não é uma exceção. Há uma proporção alta de mulheres que seguem dizendo que já sofreram assédio”, alertou Patrícia Pavanelli, diretora de Opinião Pública e Política da Ipsos-Ipec, durante o lançamento da pesquisa, no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc SP.

Considerando o total de mulheres da amostra (2.066), 71% delas disseram já ter sofrido algum tipo de assédio em pelo menos um dos seis locais pesquisados: ruas e espaços públicos, transporte público, ambiente de trabalho, ambiente doméstico, bares/casas noturnas ou transporte particular.

“O espaço público e o transporte público se destacam como os lugares mais hostis para as mulheres, sendo esse um problema recorrente e que limita a nossa liberdade, o nosso direito à cidade”, ressaltou Patrícia.

Apesar da queda em relação a 2014, quando o índice ficou em 74%, e das variações de acordo com as capitais, as entidades realizadoras do estudo consideram que a proporção de mulheres que sofreram assédio permanece elevada e persistente nas dez cidades.

Assédio nas ruas

Ruas e espaços públicos – como praças, parques e praias – são os lugares onde mais ocorrem assédios, sendo citados por 54% das mulheres. Em seguida, aparece o transporte público (citado em 50% das respostas) e, em outro patamar, o ambiente de trabalho (citado por 36% mulheres).

Bares e casas noturnas foram citados por 32%; o ambiente familiar aparece em 26% das menções; e transporte particular como táxi e ou por aplicativo, em 19% das respostas.

A parcela de 5% das mulheres relatou que já sofreu assédio em todos os seis espaços mensurados na pesquisa. 

“Embora pareça pouco, a gente está falando de mulheres que vivem em 10 capitais que [concentram] 33 milhões de habitantes, e 5% delas dizem que já sofreram algum tipo de assédio em todos os locais [mencionados]”, acrescentou.

Punição e rede de apoio

Aumentar as penas contra os agressores aparece em primeiro lugar, com 55% das menções, seguida da ampliação dos serviços de proteção às vítimas, com 48%. Agilizar o andamento da investigação das denúncias foi uma ação citada por 37% das pessoas.

“A pesquisa aponta para gente um caminho que combina esse desejo da punição e da justiça, mas há necessidade de uma rede de apoio mais robusta”, explicou Patrícia Pavanelli, da Ipsos-Ipec.

Para ela, é preciso aproximar a população dos agentes de segurança e promover treinamento dos funcionários para que possam acolher melhor as mulheres. 

“Vale a pena destacar que a gente tem quase três em cada 10 homens hoje dizendo que é prioritário criar políticas de segurança comunitária, aproximando a população dos agentes de segurança.”

Debate com especialistas

A promotora Fabíola Sucasas, titular da Promotoria de Enfrentamento à Violência Doméstica do Ministério Público de SP, avalia que o combate à violência contra mulheres não se resolverá pela “via punitivista”.

“Essa ideia de que o direito penal vai dar conta de tudo, de que o homem precisa ser preso, ele precisa ser punido, é uma visão que é patriarcal.” 

Ela ressaltou que, embora haja uma demanda por aumento de penas, conforme mostrou a pesquisa, o feminicídio já tem a maior pena prevista no código penal – 40 anos – e isso não tem se refletido na redução desse tipo de crime.

“Isso não tem intimidado [os agressores], muito pelo contrário, o feminicídio tem aumentado e tem aumentado também o descumprimento das medidas protetivas de urgência.”

Para Naiza Bezerra, coordenadora de Políticas para Mulheres da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, é essencial repensar, a partir de dados como os apresentados na pesquisa, intervenções públicas e mecanismos de proteção para mulheres. 

“Muitas mulheres não estão seguras no lar e, quando ela vai para o espaço público, para a rua, o transporte público, ela enfrenta uma insegurança ainda maior.”

A coordenadora destacou o quanto as mulheres estão desprotegidas, apesar das ferramentas já existentes para o combate à violência de gênero. 

“Sair de casa tendo que observar que horas que eu estou saindo, que horas que eu vou chegar. Eu saio do meu trabalho pensando nisso: não posso chegar muito mais que dez da noite na minha região. É inseguro para mim, é inseguro para muitas mulheres.”

Tarefas domésticas

O levantamento apurou ainda como homens e mulheres percebem a divisão de tarefas domésticas. No total da amostra, quatro em cada dez entrevistados (39%) disseram que os afazeres de casa são responsabilidade de todos, mas as mulheres fazem a maior parte. Para parcela semelhante (37%), as atividades são divididas igualmente entre homens e mulheres.

Os números variam pouco entre as capitais, mas a percepção muda de forma significativa quando se observa o recorte por gênero: 47% dos homens acham que as atividades domésticas são divididas igualmente, percentual que cai para 28% entre as mulheres.

Além disso, 32% dos homens reconhecem que as mulheres fazem a maior parte das tarefas, embora a responsabilidade seja de ambos, enquanto, entre as mulheres, esse percentual sobe para 44%.

© Rede Nossa São Paulo/Divulgação
Agência Brasil

CURRAIS-NOVOS-BLOG-NOVEMBRO-JEAN-SOUZA
WhatsApp