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13 abr

PIS/Pasep 2026: liberação do abono de até R$ 1.621 começa nesta semana

PIS/Pasep 2026: liberação do abono de até R$ 1.621 começa nesta semana

(Crédito: Reprodução)

Milhões de trabalhadores que atuaram com carteira assinada em 2024 podem ter direito a um valor extra neste ano. O abono salarial oferece pagamento proporcional ao tempo trabalhado, com regras e calendários definidos e valores que podem chegar até R$ 1.621.

Descubra agora quem se enquadra, como receber e o que fazer para garantir esse benefício que pode fazer diferença no orçamento.

O que é o abono salarial PIS/Pasep

O abono salarial PIS/Pasep é um benefício anual previsto no artigo 239 da Constituição Federal, concedido aos trabalhadores que receberam remuneração média mensal de até dois salários mínimos em 2024, pagos por empresas que recolhem ao Programa de Integração Social (PIS) ou ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).

O valor corresponde a até um salário mínimo vigente no ano do pagamento e serve como um reforço na renda do trabalhador formal.

Quem tem direito ao abono em 2026?

Tem direito ao abono salarial quem:

  • Recebeu até R$ 2.766,00/mês em média durante 2024.
  • Trabalhou com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias em 2024, consecutivos ou não.
  • Está inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, contando a partir do primeiro registro formal do empregador contribuinte.
  • Teve as informações trabalhistas corretamente declaradas pelo empregador ao eSocial, até 13/10/2025.
  • Prestou serviço para empresa que contribui para o PIS (iniciativa privada) ou para o Pasep (servidor/empresa pública).

Como é calculado o valor do abono salarial?

O valor do abono em 2026 tem como base o salário mínimo, que passou para R$ 1.621,00, e é proporcional aos meses trabalhados em 2024. Veja como fica o cálculo:

  • O valor do benefício é: (R$ 1.621,00 ÷ 12) × nº de meses trabalhados.
Meses trabalhados em 2024Valor do abono (R$)
1136,00
2271,00
3406,00
4541,00
5675,00
6811,00
7946,00
81.081,00
91.216,00
101.351,00
111.486,00
121.621,00

O valor máximo é pago a quem trabalhou todos os 12 meses do ano-base.

Quais documentos são necessários

Para consultar, sacar ou contestar o pagamento do abono PIS/Pasep é necessário apresentar:

  • Documento oficial de identificação com foto (RG, CNH, carteira de trabalho, etc.).
  • CPF.
  • Número do PIS ou Pasep (encontrado na carteira de trabalho, cartão do cidadão, contracheque ou consulta digital).

Esses dados também são exigidos quando o trabalhador solicita informações em agências bancárias, lotéricas ou pelo atendimento digital.

Como solicitar o abono: passo a passo

O processo para acessar o benefício ocorre de forma automática para quem cumpre todos os requisitos, mas é possível consultar e sacar o valor pelos seguintes canais:

  • Carteira de Trabalho Digital ou portal Gov.br: disponível para consulta a partir de 05/02/2026.
  • Aplicativo Caixa Tem, caixas eletrônicos, lotéricas e Correspondentes CAIXA Aqui (para PIS).
  • Agências da Caixa Econômica Federal (iniciativa privada) e do Banco do Brasil para servidores públicos (Pasep).
  • Central de Atendimento Alô Trabalho 158: atendimento gratuito das 7h às 22h, de segunda a sábado.

O trabalhador deve garantir que os dados estejam atualizados no sistema eSocial pela empresa empregadora até o prazo estipulado.

Prazos e calendário de pagamento do abono salarial

O pagamento segue calendário unificado, de acordo com o mês de nascimento do beneficiário. Os valores ficam disponíveis até 30/12/2026:

Nascidos em:Recebem a partir de:
Janeiro16/02/2026
Fevereiro16/03/2026
Março15/04/2026
Abril15/04/2026
Maio15/05/2026
Junho15/05/2026
Julho15/06/2026
Agosto15/06/2026
Setembro15/07/2026
Outubro15/07/2026
Novembro17/08/2026
Dezembro17/08/2026

Beneficiários que não sacarem até a data final perdem o direito ao valor.

Como receber o abono: canais e bancos responsáveis

O valor do PIS é pago pela Caixa Econômica Federal, enquanto o Pasep fica sob responsabilidade do Banco do Brasil. As formas de recebimento são:

  • Crédito em conta corrente, poupança ou Conta Digital da Caixa.
  • Via aplicativo Caixa Tem (poupança social digital aberta automaticamente).
  • Nos caixas eletrônicos, lotéricas e Correspondentes CAIXA Aqui, usando Cartão Social e senha.
  • Para funcionários públicos: crédito pelo Banco do Brasil, via conta, TED, PIX ou direto no caixa.

Consulte informações atualizadas na agência bancária ou canais digitais do banco responsável.

Situações especiais e o que fazer em caso de problemas

Se houver divergências nos dados do trabalhador ou ausência de pagamento, recomenda-se:

  • Verificar informações junto ao empregador, garantindo que o cadastro no eSocial foi realizado corretamente até 13/10/2025.
  • Entrar em contato pelo telefone 158 (Alô Trabalho) ou nas Superintendências Regionais do Trabalho.
  • Apresentar documentação pessoal e comprovantes de vínculo empregatício, caso precise abrir contestação.

O atendimento presencial pode ser feito em agências da Caixa (PIS) e Banco do Brasil (Pasep).

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13 abr

Diagnóstico de autismo depende do bolso; só 20% são realizados pelo SUS

Diagnóstico de autismo depende do bolso; só 20% são realizados pelo SUS

Apenas 20,4% das pessoas autistas revelam ter recebdo o diagnóstico pelo SUS – (crédito: Mapa Autismo Brasil/Divulgação)

O primeiro levantamento nacional do Mapa Autismo Brasil (MAB) revela um cenário de fragilidade estrutural no atendimento a pessoas autistas no país, com gargalos no diagnóstico, acesso restrito a terapias e forte dependência do setor privado. Os dados, divulgados nesta última sexta-feira (10/4), pelo Instituto Autismos, apontam que o cuidado ainda é marcado por desigualdades econômicas e regionais, além de sobrecarga significativa para as famílias.

Entre os 23.632 questionários válidos analisados, apenas 20,4% dos participantes informaram ter recebido diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Já a maior parte recorreu à rede particular (55,2%) ou a planos de saúde (23%), evidenciando que o acesso ao diagnóstico ainda depende, em grande medida, da capacidade financeira das famílias. 

A desigualdade se acentua quando observadas as diferenças regionais. No Norte e no Nordeste, o SUS tem papel mais relevante na confirmação diagnóstica, com 33,48% e 24,11% dos casos, respectivamente. Ainda assim, o levantamento indica que a presença de especialistas e serviços continua limitada, o que impacta diretamente o tempo e a qualidade do diagnóstico.

Apesar de a maior parte dos diagnósticos ocorrer na infância  (51,7% entre 0 e 4 anos), a média de idade ao diagnóstico chega a 11 anos, o que indica a existência de um contingente significativo de diagnósticos tardios. Esse atraso pode comprometer o início de intervenções precoces, consideradas fundamentais para o desenvolvimento.

O estudo também revela falhas no reconhecimento dos primeiros sinais. Em 55,9% dos casos, foram familiares próximos que perceberam alterações no desenvolvimento, enquanto médicos e professores aparecem com participação bem menor, de 7,3% e 9,4%, respectivamente. O dado sugere fragilidade no rastreio institucional e na identificação precoce do autismo. 

No acesso a terapias, o cenário é igualmente preocupante. Apenas 15,5% dos entrevistados afirmaram realizar acompanhamento pela rede pública de saúde, enquanto mais de 60% dependem de planos de saúde ou pagamento particular. Mesmo entre aqueles que conseguem acesso, a carga horária está aquém do recomendado: 56,5% relataram fazer até duas horas semanais de terapia, volume considerado insuficiente diante das diretrizes internacionais. 

Além da limitação de horas, há desigualdade no tipo de atendimento oferecido. Terapias como análise do comportamento aplicada (ABA), fonoaudiologia e terapia ocupacional são mais frequentes entre usuários de planos de saúde do que na rede pública, indicando diferenças na qualidade e diversidade dos serviços disponíveis.

O impacto financeiro do cuidado também aparece com força nos dados. Parte significativa das famílias relata gastos mensais elevados com terapias, frequentemente superiores a R$ 1 mil. Esse cenário ajuda a explicar outro achado relevante: cerca de 30,47% dos cuidadores declararam não possuir renda ou estarem fora do mercado de trabalho, o que aponta para a sobrecarga do cuidado e suas consequências econômicas. 

A responsabilidade recai majoritariamente sobre as mulheres. Entre os responsáveis por pessoas autistas, 92,4% são mães, o que reforça a dimensão de gênero no cuidado e evidencia a necessidade de políticas públicas que considerem essa realidade.

Na educação, embora 83,7% das pessoas autistas frequentem instituições de ensino, a inclusão ainda é limitada. Cerca de 39,9% afirmaram não receber qualquer tipo de apoio pedagógico ou recurso de acessibilidade, o que indica que a presença na escola não garante, necessariamente, participação plena no processo educacional.

O perfil traçado pelo levantamento também ajuda a compreender quem é o autista brasileiro. A maioria é do sexo masculino (65,3%), está na faixa etária de até 17 anos (72,1%) e se declara branca (60,8%), seguida por pessoas pardas (32%) e pretas (5,2%). Em relação ao nível de suporte, 53,7% estão no nível 1, 33,7% no nível 2 e 12,6% no nível 3, que exige maior apoio no dia a dia. 

As comorbidades também são frequentes. Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), ansiedade e distúrbios do sono aparecem entre as condições mais relatadas, reforçando a necessidade de abordagens multidisciplinares no cuidado.

Para especialistas envolvidos no projeto, o levantamento representa um avanço ao oferecer um retrato mais detalhado da realidade do autismo no país, mas também evidencia lacunas históricas. “O mapa não é apenas um retrato, mas uma ferramenta para orientar políticas públicas e melhorar a organização dos serviços”, destaca a fundadora do Instituto Autismos, Ana Carolina Steinkopf. 

Correio Braziliense

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13 abr

Datafolha: maioria dos brasileiros apoia prisão domiciliar de Bolsonaro

Datafolha: maioria dos brasileiros apoia prisão domiciliar de Bolsonaro

O ex-presidente está há seis dias sem soluços, diz a ex-primeira-dama – (crédito: Wilton Junio/Estadão Conteúdo)

A maioria dos brasileiros é favorável à manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo (12/4). O levantamento indica que 59% dos entrevistados apoiam o regime atual, enquanto 37% defendem que ele volte à prisão em regime fechado. Outros 5% não souberam responder.

Os dados mostram que a preferência pela prisão domiciliar atravessa diferentes espectros políticos. Entre eleitores de centro, 53% são favoráveis à manutenção do regime domiciliar, enquanto 41% preferem o retorno ao regime fechado. Já entre apoiadores do ex-presidente, o apoio ao cumprimento da pena em casa é quase unânime: 94% defendem a medida.

Entre eleitores alinhados ao PT, o cenário se inverte. Nesse grupo, 68% avaliam que Bolsonaro deveria cumprir pena em regime fechado, enquanto 28% concordam com a prisão domiciliar. Outros 4% não opinaram. O resultado evidencia uma divisão mais acentuada conforme a orientação política dos entrevistados.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 134 cidades brasileiras entre os dias 7 e 9 de abril. O levantamento ocorre em meio às repercussões da condenação do ex-presidente pelo Supremo Tribunal Federal, que determinou pena de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em articulações golpistas após as eleições de 2022.

Bolsonaro chegou a cumprir 125 dias em regime fechado, passando por unidades da Polícia Federal e pelo Complexo da Papuda, em Brasília. Durante o período, também ficou internado por duas semanas após ser diagnosticado com broncopneumonia bilateral.

A transferência para o regime domiciliar foi autorizada em 27 de março pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou o uso de tornozeleira eletrônica. O ex-presidente já havia passado anteriormente por prisão domiciliar, entre agosto e novembro de 2025, após descumprir medidas cautelares e ser considerado risco de fuga.

Correio Brasiliense

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13 abr

Mais da metade dos brasileiros vê dificuldade em conseguir emprego no Brasil, segundo FGV IBRE

Mais da metade dos brasileiros vê dificuldade em conseguir emprego no Brasil, segundo FGV IBRE

Mais da metade dos brasileiros sente que está difícil ou muito difícil conseguir trabalho no país. O número é resultado da 9ª edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho do FGV IBRE, com dados do trimestre finalizado em fevereiro de 2026, que mostrou que 53,6% dos respondentes percebem a dificuldade em encontrar emprego.

O número mostra uma piora em relação ao trimestre finalizado em janeiro, mas o FGV IBRE explica que, devido à falta de ajuste por sazonalidade nas séries, é possível que isso se deva ao período do ano

Em relação às perspectivas para o mercado de trabalho nos próximos meses, 34,3% dos respondentes acreditam que a tendência é que fique pior ou muito pior, enquanto 33% acreditam na tendência de que melhore ou melhore muito. Os 32,7% restantes acreditam na manutenção da estabilidade. O resultado majoritariamente negativo é o maior desde o trimestre móvel de outubro de 2025.

Segundo o economista do FGV IBRE Rodolpho Tobler, enquanto os primeiros resultados da sondagem de 2026 indicavam uma continuidade do aquecimento da economia visto em 2025, mas com uma tendência de estabilidade, os resultados do último mês mostram uma maior parcela da população acreditando na desaceleração do ritmo do mercado de trabalho na primeira metade do ano. Ele espera que, dado o cenário macroeconômico desafiador e a desaceleração da economia, a tendência seja a de um número de vagas menor do que o de 2025, ainda que haja uma possibilidade de ajuste nos indicadores caso a atividade econômica indique um ano mais aquecido.

“Os primeiros resultados do mercado de trabalho em 2026 indicam continuidade do aquecimento visto no ano passado, mas agora com uma tendência maior de estabilidade. O resultado desse mês, mesmo que com cautela pela ausência de ajuste sazonal, já indica um percentual mais elevado de pessoas acreditando que o ritmo do mercado de trabalho tende a diminuir nessa primeira metade do ano. Dado o cenário macroeconômico desafiador e a desaceleração da economia, é esperado que o número de vagas abertas seja inferior ao que foi observado ao longo de 2025. Caso a atividade econômica indique um ano mais aquecido, os dados de mercado de trabalho tendem a se ajustar para cima também”, afirma.

Divulgados mensalmente desde julho de 2025, os indicadores sobre a qualidade de emprego no país do FGV IBRE buscam complementar as informações existentes sobre o tema com dados exclusivos, derivados, principalmente, da percepção do trabalhador brasileiro sobre as condições de trabalho no momento. As pesquisas consultam pessoas em todo o território nacional, em idade para trabalhar, sobre os temas: satisfação com trabalho; chance de perder emprego e/ou fonte de renda; proteção social; renda suficiente; percepção geral sobre o mercado de trabalho; e expectativa para os próximos 6 meses do mercado de trabalho em geral.

Com informações do FGV IBRE.

Fonte: Brasil 61

PAX
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13 abr

Governo amplia prazo para uso obrigatório da biometria da CIN em benefícios do INSS

Governo amplia prazo para uso obrigatório da biometria da CIN em benefícios do INSS

O Governo Federal anunciou, na última terça-feira (7), a prorrogação do prazo para que a biometria da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) se torne obrigatória no acesso a benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e outros programas sociais. Com a nova diretriz, a exigência passará a vigorar apenas a partir de 1º de janeiro de 2027.

A decisão, articulada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), visa garantir uma transição suave e assegurar que os cidadãos tenham tempo suficiente para emitir o novo documento sem o risco de suspensão de pagamentos. Até a nova data, os atuais métodos de identificação e prova de vida permanecem válidos.

A integração da biometria da CIN é vista como um passo fundamental para reforçar a segurança do sistema previdenciário, reduzindo as possibilidades de fraude e facilitando a vida do beneficiário, que passará a ter uma identificação digital unificada e mais robusta.

Com informações do Instituto Nacional do Seguro Social.

Fonte: Brasil 61

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