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03 nov

Novas regras obrigam empresas a oferecer atendimento humano no SAC

Novas regras obrigam empresas a oferecer atendimento humano no SAC

Entraram em vigor nesta última segunda-feira (2) novas regras para o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). A partir de agora, empresas de setores regulados pelo governo federal deverão garantir atendimento humano por telefone e canais eletrônicos, das 8h às 20h, todos os dias, inclusive feriados e finais de semana.

A medida vale para bancos, operadoras de telefonia, planos de saúde, companhias aéreas, concessionárias de energia, fintechs e plataformas de transporte e entrega. As empresas também deverão manter pelo menos um canal eletrônico disponível 24 horas por dia.

Entre as mudanças, o consumidor deverá conseguir falar com um atendente humano sem ficar preso exclusivamente a sistemas automatizados. O contato telefônico deverá ocorrer em até 20 segundos em pelo menos 80% dos atendimentos. Além disso, reclamações não urgentes terão prazo máximo de sete dias corridos para resposta.

Outra novidade é a obrigatoriedade de oferecer a opção de cancelamento em todos os níveis de atendimento, inclusive no primeiro menu eletrônico. O consumidor também terá direito de consultar gratuitamente o histórico de solicitações, que deverá ser disponibilizado em até cinco dias úteis.

As novas regras também proíbem publicidade durante o atendimento e a espera, garantem prioridade às demandas urgentes e estabelecem medidas de acessibilidade para pessoas com deficiência e atendimento adequado às pessoas idosas.

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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03 nov

A menos de uma semana para o Enem 2026, MEC dá dicas aos participantes

A menos de uma semana para o Enem 2026, MEC dá dicas aos participantes

A primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026 está marcada para o próximo domingo (8) e o Ministério da Educação (MEC) elaborou uma lista para facilitar a preparação dos mais de 5 milhões de inscritos com itens que devem estar prontos antes da data do exame.

Segundo o MEC, nesta última semana o corpo e a cabeça precisam de previsibilidade e por isso os últimos dias servem para consolidar o que foi estudado e resolver problemas que ainda são possíveis. 

O primeiro passo é abrir o Cartão de Confirmação, na Página do Participante, salvar as informações e imprimir uma cópia para levar.

 “Esse documento reúne número de inscrição, data, hora, local, língua estrangeira e, quando for o caso, atendimento especializado ou tratamento pelo nome social”. 

O ideal é não esperar a véspera para descobrir o local da prova. Clique aqui e saiba como conferir.

O Cartão de Confirmação não serve como identificação para acessar o local da prova. É preciso levar um documento oficial com foto para apresentá-lo no portão.

Se for um documento físico, deve-se conferir se é original e se tem foto e a identificação. Se for digital, abra o documento no aplicativo oficial ou no aplicativo Gov.br; atualize o aplicativo, faça login e teste o acesso antes de cada domingo de prova. 

“Não dependa de fotografia, captura de tela, cópia autenticada, carteira de estudante, boletim de ocorrência ou protocolo: esses itens não substituem um documento válido. Levar também um documento físico aceito reduz a sua dependência de bateria, senha e conexão”, orienta o MEC.  

Os portões abrem às 12h e fecham às 13h. Depois do fechamento, a entrada é proibida, e a prova começa às 13h30. Por isso é importante ajuste a sua saída ao fuso e às condições da sua cidade. Outra recomendação é testar a rota até o local da prova: digite o endereço no mapa, veja onde é o portão do local de aplicação, quanto tempo de viagem até chegar antes do horário de fechamento dos portões e onde você irá desembarcar. O ideal é salvar o endereço e a rota, para o caso de a conexão falhar.  

“Se puder, faça o trajeto antes e procure imagens, pontos de referência e informações de transporte. Se não puder, simule a saída, calcule trânsito, espera e caminhada. Depois, defina uma saída com margem de tempo, sem usar 13h como horário de chegada”. 

Para ir ao local da prova é melhor montar uma bolsa ou mochila simples e leve. Só é permitido usar caneta esferográfica, com tinta preta e corpo transparente.

Não deixe a compra para o caminho da prova. Separe mais de uma, teste todas e guarde com o documento e com o Cartão de Confirmação impresso. Leve ainda lanche, água, e medicamentos necessários e um saco simples para lixo. 

“Menos objetos, menos decisões: relógio, lápis, borracha, anotações e eletrônicos não podem ficar com você. Tire da bolsa o que não vai usar e siga a orientação do chefe de sala. Escolha uma refeição habitual fácil de abrir e consumir e evite depender de compra perto do local de prova. O lanche e os medicamentos podem ser vistoriados pela equipe de aplicação”, ressalta o MEC. 

Revisão e véspera  

De acordo com o MEC, a última semana antes da prova é o momento de revisar pontos onde há erros recorrentes, fórmulas já usadas, conceitos centrais, repertórios já compreendidos e decisões de estratégia.

O ideal é selecionar de três a cinco erros que se repetem, revisar fichas, mapas, fórmulas e flashcards já produzidos. 

“Faça blocos curtos de questões e pare a tempo de corrigir, releia sua estratégia de redação e uma proposta já trabalhada e diminua o volume conforme o domingo se aproxima. A revisão deve terminar com uma sensação de fechamento, não com uma lista ainda maior de dívidas”. 

Na véspera, a revisão deve encerrar mais cedo e se um tema ainda gerar receio, use uma explicação curta e algumas questões representativas, mas se não for possível, é necessário aceitar o limite, que também faz parte de toda a preparação.

“A véspera serve ainda para conferir documentos, caneta, alimentação, rota, horário de saída, separar roupa confortável e adequada ao clima e descansar respeitando o horário que definiu para ter uma boa noite de sono”, destaca o MEC. 

A véspera serve para fechar pontas, não para medir coragem. Defina um horário para encerrar a revisão, confira a bolsa e volte à rotina que costuma ajudar você a desacelerar.

Se o sono não vier perfeito, não acrescente pânico ao cansaço: uma noite imperfeita não apaga a sua preparação. 

Agência Brasil

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03 nov

STF pode reduzir a pena de Bolsonaro em regime fechado para dois anos e quatro meses

STF pode reduzir a pena de Bolsonaro em regime fechado para dois anos e quatro meses

 Arquivo/Agora RN

A pena do ex-presidente Jair Bolsonaro em regime fechado pode cair para cerca de dois anos e quatro meses se o Supremo Tribunal Federal (STF) validar a lei da dosimetria aprovada pelo Congresso Nacional. A estimativa é de advogados, especialistas e parlamentares que acompanham o caso, conforme divulgado na imprensa.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes ligados à tentativa de golpe de Estado. A pena é a soma das condenações por cada crime, e o processo transitou em julgado em novembro de 2025

O STF ainda não pautou a ação que discute se a lei da dosimetria é constitucional. Sem data marcada, não há previsão de quando os ministros vão decidir.

Se a lei for validada, o relator dos processos do 8 de janeiro, ministro Alexandre de Moraes, terá de recalcular as penas uma a uma. A revisão alcança Bolsonaro e também generais, delegados e os demais condenados pelos atos.

Depois do recálculo, as novas penas devem passar pelo plenário do STF ou pela Primeira Turma, que dá a palavra final.

Com os atenuantes e as regras de progressão de regime, como o cumprimento de um sexto da pena em regime fechado, a projeção é que Bolsonaro chegue ao menos à liberdade parcial no fim de 2027 ou no início de 2028.

Se o Supremo considerar a lei inconstitucional, a dosimetria cai e a pena original de 27 anos e três meses fica mantida.

O tema também entra na disputa política no Senado, que tem o poder de fiscalizar o STF. A partir de 2027, a Casa deve ter uma bancada de pelo menos 30 senadores alinhados ao bolsonarismo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), busca a reeleição para o comando da Casa e disputa votos da direita com o senador Rogério Marinho (PL-RN).

Agora RN

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03 nov

Governo Lula ‘censurou’ desenhos bíblicos da Record? Entenda a polêmica

Governo Lula ‘censurou’ desenhos bíblicos da Record? Entenda a polêmica

© Reprodução / TV Record

O programa “Record Kids: Desenhos Bíblicos”, exibido nas manhãs de domingo pela Record, teve sua classificação indicativa alterada de livre para não recomendado para menores de 12 anos. A decisão foi publicada pelo Ministério da Justiça no Diário Oficial da União (DOU), na última sexta-feira (29), e gerou questionamentos sobre os critérios utilizados pelo governo federal para avaliar o conteúdo da atração.

De acordo com a justificativa apresentada pela pasta, os desenhos exibem situações relacionadas a “atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito”. Com a nova classificação, a recomendação é que o programa seja transmitido a partir das 20h na televisão aberta.

Antes da mudança, a atração tinha classificação livre, o que permitia sua exibição em qualquer horário e indicava que o conteúdo era apropriado para todas as idades. A reclassificação foi assinada por Eduardo de Araújo Nepomuceno, coordenador-geral de Políticas de Classificação Indicativa.

O que é o Record Kids?

Produzido pela Rede Record de Televisão, o “Record Kids” estreou em 2003 como um bloco dedicado à programação infantil. Atualmente, a atração é exibida aos domingos, das 9h às 10h30, reunindo desenhos animados com temática bíblica.

A produção tem direção de Richard Rich e faz parte da programação matinal da emissora. Com a alteração determinada pelo Ministério da Justiça, o conteúdo deixa de ser classificado como adequado para todas as faixas etárias.

Por que a classificação mudou?

A decisão do governo foi fundamentada na identificação de elementos que, segundo o Ministério da Justiça, justificam a recomendação para maiores de 12 anos. Entre os critérios mencionados estão a presença de violência, atos criminosos, drogas lícitas e situações que podem envolver estigma ou preconceito.

A mudança, portanto, diz respeito à classificação indicativa da programação e estabelece uma orientação sobre a faixa etária e o horário de exibição. A medida não significa que os desenhos tenham sido proibidos, mas altera a recomendação que acompanha o conteúdo na televisão aberta.

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03 nov

Brasil registra 945 mil casos de violência doméstica entre janeiro e setembro de 2026 e supera números de anos anteriores

Brasil registra 945 mil casos de violência doméstica entre janeiro e setembro de 2026 e supera números de anos anteriores

Foto: ISD

O Brasil registrou 945.015 casos de violência doméstica entre janeiro e setembro de 2026, número que já supera os totais anuais de 2020 a 2023. Os dados são do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com base no painel de violência contra a mulher do DataJud.

O volume representa um recorde para os primeiros nove meses do ano. Em 2025, foram registrados 842.927 casos no mesmo período. Em 2024, o total havia sido de 755.126.

Na série histórica, os registros passaram de 597.824 em 2020 para 692.620 em 2021, 755.098 em 2022, 916.790 em 2023, 1.014.792 em 2024 e 1.133.894 em 2025.

Os dados incluem ocorrências de violência física e psicológica, lesões cometidas em razão da condição de mulher e crimes previstos na Lei Maria da Penha. Os casos de feminicídio são contabilizados separadamente e não entram nesse levantamento.

São Paulo lidera o ranking estadual, com 158.178 registros até 30 de setembro. Na sequência aparecem Paraná, com 94.690 casos, e Minas Gerais, com 83.762.

BG

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