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25 jun

Polícia prende 3º suspeito de envolvimento em atentado contra Cabo Deyvison

Polícia prende 3º suspeito de envolvimento em atentado contra Cabo Deyvison

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) prendeu, nesta quarta-feira 24, mais um suspeito de envolvimento no atentado que matou o assessor parlamentar Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos, e deixou ferido o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL), também de 37 anos.

O novo investigado foi identificado pelas autoridades como Wilson Mariano da Silva Filho. A prisão foi efetuada em Mossoró.

Segundo a Polícia Civil, elementos reunidos ao longo das investigações indicaram a participação de Wilson no crime. Com base nas provas colhidas, a corporação representou pela prisão preventiva do investigado, medida que foi autorizada pelo Poder Judiciário. Após ser localizado, ele foi detido e agora será colocado à disposição da Justiça.

O atentado ocorreu na noite de 15 de junho em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, em Mossoró. Na ocasião, Cabo Deyvison realizava uma transmissão ao vivo pelas redes sociais quando foi surpreendido pelos disparos. O vereador foi atingido nas pernas e sobreviveu após receber atendimento médico, tendo recebido alta no dia 18. Já Alyson Dyego, que o acompanhava no momento da ação, foi baleado nas costas e morreu ainda no local.

A prisão do terceiro suspeito representa mais um desdobramento de uma investigação que mobiliza forças de segurança de dois estados. Logo após o crime, a Polícia Civil identificou e localizou José Antônio da Costa e Vinícius Gabriel da Silva Freitas, presos no dia 16 de junho no distrito de Parajuru, em Beberibe, no Ceará. Depois da prisão em flagrante, os dois tiveram a prisão preventiva decretada e passaram a responder por homicídio qualificado consumado, tentativa de homicídio qualificado e sequestro e cárcere privado.

De acordo com as investigações, após os disparos, os criminosos fugiram em um Toyota Corolla utilizado na ação. O veículo apresentou problemas mecânicos durante a fuga e foi abandonado, forçando os suspeitos a entrarem em uma área de mata. No dia seguinte, segundo a polícia, eles invadiram a residência de um casal, roubaram um automóvel e mantiveram um dos moradores em cárcere privado sob ameaça, libertando a vítima posteriormente nas proximidades da comunidade da Maísa.

Depois da prisão dos dois primeiros suspeitos, as apurações também resultaram na descoberta de um esconderijo utilizado pelos investigados na região da Maísa, em Mossoró. No local, foram apreendidos um fuzil calibre 5.56, uma pistola calibre .40 e munições compatíveis com os armamentos empregados no atentado. Exames periciais ainda identificaram vestígios dos dois primeiros suspeitos no Corolla usado na fuga, fortalecendo os indícios de autoria.

A Polícia Civil informou que a investigação permanece em andamento para esclarecer completamente a dinâmica do atentado, identificar possíveis coautores e eventuais mandantes do crime.

O trabalho envolve equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, da Polícia Militar e da Polícia Civil do Ceará, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Científica, entre outros órgãos de segurança.

Motivação do crime
Em coletiva de imprensa no dia 19, a Polícia Civil informou que a principal linha de investigação sobre o atentado contra Cabo Deyvison aponta para uma possível retaliação de uma facção criminosa à atuação política do parlamentar contra o crime organizado.

Segundo o diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Mossoró, delegado Márcio Lemos, os elementos reunidos até o momento sustentam a linha investigativa que relaciona o atentado à atuação pública do vereador contra organizações criminosas.

“O conjunto probatório que até então foi alicerçado para comprovar e decretar a prisão preventiva dos membros aponta que a motivação foi a retaliação da organização criminosa que o vereador combate. Então, vem em função da atuação política dele de combater essa organização criminosa”, declarou, na ocasião.

Embora Cabo Deyvison já realizasse há anos publicações e vídeos com críticas às facções criminosas, investigadores avaliam que a exposição mais recente de lideranças desses grupos pode ter contribuído para o ataque.

“Recentemente, ele endureceu essas críticas e acabou nominando alguns líderes. E esses líderes, a gente sabe que realmente têm poder de mando suficiente para determinar um crime dessa magnitude”, afirmou o delegado regional de Mossoró, Caio Fábio.

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25 jun

13º BPM divulga ocorrências registradas entre os dias 24 e 25 de junho de 2026

13º BPM divulga ocorrências registradas entre os dias 24 e 25 de junho de 2026

A Polícia Militar divulgou o balanço das ocorrências atendidas na área do 13º Batalhão de Polícia Militar (13º BPM) entre os dias 24 e 25 de junho de 2026.

Na área da 1ª Companhia de Polícia Militar, em Currais Novos, foram registradas uma ocorrência de agressão física, uma de violência contra a mulher por ameaça, duas ocorrências de assistência a mulher, criança ou idoso na condição de vítima e uma mediação de conflito.

Na 2ª Companhia, o município de Florânia registrou um sinistro de trânsito sem vítima. Já nas cidades de Acari e São Vicente não houve alterações no período.

Na área da 3ª Companhia, o destaque foi para o município de Cerro Corá, onde foram registradas 10 ocorrências de assistência a mulher, criança ou idoso na condição de vítima. Em Lagoa Nova não foram informadas ocorrências, enquanto Bodó permaneceu sem alterações.

A Polícia Militar reforça seu compromisso com a segurança da população por meio do trabalho preventivo e ostensivo desenvolvido em toda a região.

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25 jun

Mais de 13,5 mil contribuintes do RN entregaram IR fora do prazo

Mais de 13,5 mil contribuintes do RN entregaram IR fora do prazo

Foto: Arquivo TN

Mais de 13,5 mil contribuintes do Rio Grande do Norte entregaram a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF 2026) fora do prazo neste ano. Dados da Receita Federal apontam que até 24 de junho foram recebidas 473.475 declarações no estado. Desse total, 459.951 foram enviadas dentro do prazo e 13.524 chegaram após o encerramento do período regular, que foi até 29 de maio.

Quem perdeu o prazo, mas estava obrigado a declarar, deve regularizar a situação o quanto antes. A entrega em atraso é feita pelos mesmos canais utilizados durante o prazo oficial: o programa da Receita Federal, o portal e-CAC ou o aplicativo Meu Imposto de Renda.

Após o envio, o próprio sistema emite a notificação da multa e o Documento de Arrecadação de Receitas Federais, o DARF, para pagamento por parte do contribuinte retardatário. A multa mínima é de R$ 165,74. Quando há imposto devido, a cobrança é de 1% ao mês ou fração de mês sobre o valor do imposto, limitada a 20%.

O contribuinte dispõe de um prazo de 20 dias úteis para pagar a multa. Caso não quite o valor nesse prazo, passam a incidir juros de mora. Se houver restituição a receber, a multa poderá ser descontada do valor restituído.

Além do prejuízo financeiro, a falta de regularização pode trazer restrições. O contribuinte obrigado a declarar e que permanece omisso pode ficar com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) pendente de regularização. Essa situação pode dificultar o acesso a crédito, financiamentos, emissão de certidões, abertura de contas e outros serviços que exigem situação fiscal regular.

A pendência também pode atrasar eventual restituição. Neste mês, a Receita liberou a consulta ao segundo lote do Imposto de Renda, que inclui 101.308 contribuintes do Rio Grande do Norte e deve injetar R$ 193,8 milhões na economia potiguar. O pagamento está previsto para o dia 30 de junho.

A Receita Federal orienta que o contribuinte não deixe a regularização para depois. A pressa, no entanto, exige atenção. Entre os erros mais comuns estão a omissão de rendimentos, informações incorretas sobre dependentes, despesas médicas sem comprovação, dados bancários errados e ausência de informes de investimentos, aluguel, aposentadoria ou trabalho autônomo.

Também é preciso lembrar que nem todo contribuinte está obrigado a declarar. A obrigação depende de critérios previamente definidos pela Receita Federal, como renda tributável, patrimônio, atividade rural, operações em bolsa, ganho de capital e rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte.

Quem não se enquadra em nenhuma regra de obrigatoriedade não precisa entregar a declaração. Já quem constou como dependente em declaração de outra pessoa também fica dispensado, desde que seus rendimentos, bens e direitos tenham sido informados pelo titular. A recomendação é verificar todos os anos as regras da Receita, reunir os documentos com antecedência e, em caso de dúvida, procurar orientação profissional para evitar multa, malha fina e problemas fiscais futuros.

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25 jun

RN tem menor crescimento de postos formais do Nordeste em fevereiro

RN tem menor crescimento de postos formais do Nordeste em fevereiro

Foto: Magnus Nascimento

O Rio Grande do Norte teve o menor crescimento no estoque de empregos formais do Nordeste, em fevereiro de 2026, frente ao mesmo mês do ano anterior: 2,91%, abaixo da média nacional de 3,62%. O estado registrou estoque de 764.141 postos formais em fevereiro deste ano, e 742.513 em 2025. Os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) Mensal foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quarta-feira (24), abrangendo tanto o setor privado quanto o público.

Depois do RN, vêm os estados de Alagoas (5,24%), Pernambuco (5,37%), Bahia (5,82%), Maranhão (6,54%), Paraíba (6,69%), Sergipe (7,50%), Ceará (7,60%) e Piauí (7,96%). No mercado de trabalho potiguar, a remuneração real média em dezembro de 2025 foi de R$ 3.613,58.

Na avaliação do economista Helder Cavalcanti, os dados mostram que o mercado formal de trabalho do RN continua em trajetória de crescimento, ainda que em ritmo moderado. “Esse resultado demonstra resiliência da economia potiguar, especialmente em um ambiente nacional ainda marcado por juros elevados, crédito restrito e desaceleração de alguns setores produtivos”, diz

Segundo ele, o desempenho inferior do RN ante demais estados nordestinos está relacionado a fatores estruturais da economia potiguar e à falta de grandes investimentos.

“O RN possui uma base produtiva menos diversificada do que estados como Bahia, Pernambuco e Ceará, que contam com parques industriais maiores, logística mais robusta e mercados consumidores mais amplos. Setores importantes para o estado, como petróleo, comércio e parte dos serviços, apresentaram crescimento mais moderado ao longo do período”, explica o economista.

Em fevereiro, o estado fechou 2.221 postos de trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Três dos cinco grupamentos de atividades econômicas tiveram resultado negativo no mês: agropecuária (-2.152), indústria (-1.012) e construção (-92). Por outro lado, comércio criou 175 novas vagas, e serviços criou 861 postos de trabalho.

Regionalmente, o estoque de emprego formal entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026 cresceu no Norte (6,51%), Nordeste (6,15%), Centro-Oeste (4,39%), Sudeste (2,57%) e Sul (2,15%). Os estados com maior crescimento em suas regiões foram Amazonas (7,52%), Piauí, Distrito Federal (7,71%), Minas Gerais (4,00%) e Paraná (2,51%).

O mercado de trabalho formal brasileiro registrou crescimento de 3,6% em um ano e alcançou 62,2 milhões de vínculos ativos em fevereiro de 2026, segundo dados da nova Rais Mensalizada. O avanço foi impulsionado pelo aumento do número de servidores públicos.

Os dados revelam ainda forte concentração de empregos formais em algumas cidades. Natal detinha cerca de 44,9% de todos os empregos formais do estado em fevereiro de 2026 (343.192). Somados, os estoques de Natal, Mossoró e Parnamirim totalizaram 479.355 postos – cerca de 62,7% do estoque total do RN.
Por outro lado, entre as cidades com atividades econômicas mais limitadas em termos de vínculos formais, destacam-se Jundiá (219), Viçosa (218) e Paraná (212).

As cidades com mais empregos formais reúnem empresas, indústrias, serviços especializados, comércio estruturado e órgãos públicos. Em cidades menores, o resultado “não significa necessariamente ausência de atividade econômica, mas evidencia uma forte dependência do setor público, da agricultura familiar, da informalidade e de pequenos negócios locais”, explica Helder Cavalcanti.

“Do ponto de vista social, quanto maior a concentração dos empregos formais, maior tende a ser a concentração de renda e de oportunidades”, acrescenta.

A capital potiguar exerce o papel de centro administrativo, econômico, financeiro e de serviços do estado. “É natural que uma capital concentre empregos, mas o percentual de 44,9% mostra que o desenvolvimento econômico do RN ainda é excessivamente centralizado”, avalia Helder Cavalcanti.

“O desafio para os próximos anos é fortalecer polos regionais como Mossoró, Caicó, Assú, Currais Novos, São Gonçalo do Amarante e Macaíba, criando condições para que empresas se instalem e gerem empregos de qualidade fora da capital”, diz o economista e educador financeiro comportamental.

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25 jun

Brasil é 5º no ranking de energia solar

Brasil é 5º no ranking de energia solar

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

O Brasil perdeu uma posição no ranking global e caiu para a quinta posição entre os maiores mercados fotovoltaicos do mundo, ficando atrás da China, Índia, Estados Unidos e Alemanha, informa a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), de acordo com o recente relatório “Global Market Outlook For Solar Power 2026 – 2030”, elaborado pela SolarPower Europe.

Pelo relatório, divulgado nesta semana na Intersolar Europe, em Munique, na Alemanha -, o Brasil adicionou, em 2025, 14,5 gigawatts-pico (GWp) de potência da fonte solar, uma queda de 23% ante aos 18,9 GWp que entraram no ano anterior.

Os dados consideram a somatória das grandes usinas fotovoltaicas e dos sistemas de geração própria solar de pequeno e médio portes, em telhados e fachadas de edifícios e em pequenos terrenos, com base na potência total adicionada ao longo de 2025.

Segundo a Absolar, o estudo está padronizado para a unidade de potência pico (GWp) e não para potência nominal instalada (GWac), que é o modelo mais utilizado nos dados divulgados publicamente pelos órgãos oficiais brasileiros.

Além da queda brasileira no ranking, o relatório mostrou que a Índia ultrapassou de forma inédita os Estados Unidos em termos de potência adicionada no ano. Outro destaque é a penetração per capita da tecnologia fotovoltaica na Austrália, com cerca de 1,7 kilowatt (kW) de energia solar para cada cidadão australiano.
De acordo com a entidade, a Austrália continua sendo, de longe, a líder global, ampliando ainda mais sua vantagem de capacidade solar instalada por habitante em 2025. Os Países Baixos aparecem em seguida, agora acima da marca de 1,5 kW por habitante, enquanto a Alemanha consolida sua posição no terceiro lugar, tendo superado com folga o patamar de 1 kW per capita nos últimos dois anos.

No caso brasileiro, a perda de posição no ranking global, de quarto para quinto colocado entre os maiores mercados na tecnologia, está diretamente relacionada com os cortes de geração renovável (curtailment) sem o devido ressarcimento aos empreendedores prejudicados, e aos obstáculos de conexão na geração própria dos consumidores, sob a alegação de incapacidade das redes e inversão de fluxo de potência.
Adicionalmente, o mercado solar enfrentou um cenário macroeconômico desfavorável, como alto custo de capital, volatilidade do dólar e alíquotas elevadas no imposto de importação de equipamentos fotovoltaicos, listou a Absolar.

Atualmente, a fonte solar é a segunda maior na matriz elétrica nacional, com 70 GWac em operação no Brasil, que representam 26,2% de toda a capacidade instalada. O setor fotovoltaico brasileiro é responsável por mais de R$ 305 bilhões em investimentos acumulados, que geraram mais de 2,1 milhão de empregos verdes no País desde 2012.

Para Rodrigo Sauaia, CEO da Absolar, o Brasil precisa, urgentemente, caminhar no aprimoramento dos mecanismos de reconhecimento de receitas às baterias, na modernização tarifária, tema discutido sem avanços desde dezembro de 2018, e na regulação dos sistemas de armazenamento de energia elétrica também junto aos consumidores, atrás do medidor, como já ocorre em diversos países do mundo.

“Neste sentido, defendemos uma agenda setorial urgente, coordenada entre Ministério de Minas e Energia (MME), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em diálogo e colaboração permanente com as associações representativas do setor, que inclua a realização de leilões anuais de armazenamento de energia elétrica, com escala robusta e previsibilidade, a redução imediata da carga tributária sobre as baterias, seus componentes, partes e peças, e o desenvolvimento de mecanismos técnicos e regulatórios para gestão dos excedentes de energia elétrica que respeitem os investimentos já realizados pela sociedade”, conclui Sauaia.

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