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10 jul

IPCA de junho faz Brasil estourar novo modelo de metas de inflação

IPCA de junho faz Brasil estourar novo modelo de metas de inflação

Os dados da inflação oficial, divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o país estourou o teto da meta de inflação pela primeira vez desde que a forma de apuração do resultado acumulado foi modificada pelo Conselho Monetário Nacional, no início deste ano.

Antes dessa mudança, que passou a valer neste ano, a meta de inflação já havia sido estourada oito vezes.

A meta de inflação determinada pelo CMN é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos. O teto, portanto, é de 4,5%, e a inflação acumulada não pode superar esse patamar por seis meses consecutivos.

Como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) marcou 0,24% em junho, a soma de 5,35% em 12 meses foi a sexta consecutiva acima de 4,5%. 

Janeiro4,56%
Fevereiro5,06%
Março5,48%
Abril5,53%
Maio5,32%
Junho5,35%

Dentro do IPCA de 12 meses apurado em junho, o grupo de produtos e serviços que mais se destacou na alta foi o de alimentos e bebidas, com elevação de 6,66%.

Mudança no regime de metas

Instaurado no país em 1999, o regime de metas de inflação funcionava, até 2024, considerando apenas o resultado fechado de cada ano, de janeiro a dezembro. Desse modo, a meta só era estourada se o IPCA chegasse em dezembro fora do intervalo de tolerância.

Em 2023, uma resolução do CMN determinou que, de 2025 em diante, a meta deve ser apurada por um padrão que segue exemplos internacionais e é conhecido como “meta contínua”.

Assim, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao mês de dezembro de cada ano.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) é composto pelos ministros da Fazenda, do Planejamento e o presidente do Banco Central (BC), e cabe ao Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central perseguir a meta.

Segundo o BC, a utilização da meta contínua evita a caracterização de descumprimento em situações de variações temporárias na inflação. Esse é o caso, por exemplo, de um choque em preços de alimentos ou do petróleo, que façam com que a inflação fique fora do intervalo de tolerância por apenas alguns meses.

Carta aberta

Cada vez que o país estoura a meta de inflação, o presidente do BC tem que divulgar, por meio de carta aberta ao ministro da Fazenda, que preside o CMN, a descrição detalhada das causas do descumprimento, as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito.

No site do BC, estão o histórico de cumprimento ou não da meta e as cartas abertas redigidas.

Além do primeiro semestre de 2025, a inflação ficou fora do intervalo de tolerância nos seguintes anos: 2001, 2002, 2003, 2015, 2017, 2021, 2022 e 2024.

Dos nove episódios de estouro, apenas 2017 ficou abaixo do piso, quando o IPCA terminou o ano em 2,95%. O piso determinado era de 3%.

Em 2002, quando o teto da meta era 5,5%, o IPCA alcançou 12,53%, o maior desde a implantação do regime monetário. Em 2021, ano com efeitos da pandemia, chegou a 10,06%.

Por que perseguir a meta?

De acordo com o BC, o regime de metas de inflação é o conjunto de procedimentos para garantir a estabilidade de preços nos país.

Brasília (DF), 27/03/2025 - O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo participa da apresentação do Relatório de Política Monetária, que substitui o Relatório Trimestral de Inflação. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo Antônio Cruz/Agência Brasil

“A meta confere maior segurança sobre os rumos da política monetária, mostrando para a sociedade, de forma transparente, o compromisso do BC com a estabilidade de preços”, diz o BC.

Ainda de acordo com o Banco Central, a previsibilidade “melhora o planejamento das famílias, empresas e governo”.

Se, por um lado, a meta aponta um teto para a subida de preços, por outro, ela também determina que não seja muito baixa.

Inflação muito baixa ou deflação (queda de preços) também pode ser ruim para a economia, uma vez que, se constante, cria um círculo vicioso que afasta o consumo ─ as pessoas podem evitar fazer compras na expectativa de os preços caírem mais ainda ─ e impacta negativamente o crescimento da economia e a geração de emprego.

Efeito dos juros

A principal forma de o BC perseguir a inflação é por meio da taxa básica de juros da economia, a Selic. A elevação da taxa faz com que empréstimos fiquem mais caros – seja para pessoa física ou empresas ─ e haja um freio na atividade econômica, o que tem potencial de conter aumento de preços. Por outro lado, desestimula investimentos e a criação de emprego e renda.

A Selic é determinada pelo Copom em reuniões que acontecem a cada 45 dias aproximadamente.

Atualmente, a Selic está em 15% ao ano – o maior ponto da trajetória de alta iniciada em setembro de 2024. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, tem dito que a Selic deve ficar alta por tempo prolongado, até conseguir empurrar a inflação para dentro da meta.

© Joédson Alves/Agência Brasil

Campo Forte
Currais Novos
10 jul

Milena Galvão reafirma apoio à cultura local durante ensaio do Auto de Sant’Ana em Currais Novos

Milena Galvão reafirma apoio à cultura local durante ensaio do Auto de Sant’Ana em Currais Novos

Na noite desta última quarta-feira (9), a vice-prefeita de Currais Novos, Milena Galvão, visitou o Teatro Municipal Ubirajara Galvão para acompanhar de perto os ensaios do Auto de Sant’Ana, espetáculo que integra a programação do festejo da padroeira local. Milena foi recebida pelo secretário municipal de Cultura, Adriano Nunes, e assistiu a parte do ensaio ao lado de familiares dos artistas que acompanharam mais uma oportunidade do elenco se preparar para subir no palco pra valer nas próximas semanas.

Durante a visita, a vice-prefeita destacou a importância de manter viva a tradição cultural da cidade, algo que está nas raízes do município.

“O Auto de Sant’Ana é um espetáculo que une fé, história e emoção. É emocionante ver como nossos artistas se empenham e perceber que a cultura pulsa forte em Currais Novos. Nossa gestão tem um olhar sensível nesse sentido e não faltarão formas de incentivar nossa arte, como no caso do espetáculo”, afirmou Milena.

A atriz Carla Iara, que integra o elenco do Auto de Sant’Ana, fez questão de agradecer o apoio institucional. “Gostaria de agradecer mesmo o apoio de Milena. A gente sente que não estamos sozinhos. Ter o respaldo da gestão fortalece nosso trabalho, nos motiva e mostra que a cultura está sendo, de fato, valorizada”, declarou a artista.

Cidade com legado cultural de gerações, Currais Novos vive a expectativa de mais um Auto de Sant’Ana. O espetáculo representa a força da identidade e da memória do povo de Currais Novos. O auto deve ser exibido nos dias 16 e 17 de julho, entre as praças Cristo Rei e Tomáz Salustino.

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Policial
10 jul

Policia Militar registra ocorrências diversas na área do 13º BPM entre os dias 09 e 10 julho

Policia Militar registra ocorrências diversas na área do 13º BPM entre os dias 09 e 10 julho

O 13º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Currais Novos, divulgou nesta quinta-feira (10) o balanço das ocorrências registradas no período entre os dias 09 e 10 de julho de 2025. As ações policiais abrangeram diversos municípios da região do Seridó potiguar, reforçando o compromisso da PM com a segurança pública.

Na cidade de Currais Novos, sede do batalhão, foram registradas três ocorrências de apoio a outros órgãos, uma averiguação de chamada para atendimento e um caso de lesão corporal, demonstrando o trabalho constante de patrulhamento e resposta rápida a situações emergenciais.

Já nas cidades que compõem a 2ª Companhia de Polícia Militar, a cidade de São Vicente destacou-se com uma ocorrência de apoio à mulher em situação de violência doméstica e familiar, com a realização de visita preventiva. Nos demais municípios – Acari e Florânia – não foram registradas ocorrências no período.

Na área da 3ª Companhia, o município de Cerro Corá teve dois registros significativos: um cumprimento de mandado de prisão e um caso de adulteração de sinal identificador de veículo automotor, evidenciando ações eficazes de combate ao crime. A cidade de Tenente Laurentino Cruz também teve destaque, com uma visita de apoio a mulher vítima de violência doméstica. Nos municípios de Lagoa Nova e Bodó, não houve registro de ocorrências.

O 13º BPM reforça que permanece atuando de forma preventiva e ostensiva em toda a sua área de abrangência, contribuindo para a manutenção da ordem pública e a proteção dos cidadãos.

Lojão do Real
Economia
10 jul

Salário mínimo deve subir para R$ 1.630 em 2026, confirma Simone Tebet

Salário mínimo deve subir para R$ 1.630 em 2026, confirma Simone Tebet

O governo federal projeta um salário mínimo de R$ 1.630 para o ano de 2026. A informação foi confirmada nesta terça-feira, 8 de julho, pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, durante audiência na Comissão Mista de Orçamento, no Senado Federal.

O valor integra o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviado ao Congresso em abril, e representa um reajuste de 7,37% em relação ao piso atual. Desse total, cerca de 2,5% correspondem a ganho real, acima da inflação. Se confirmado, esse será o maior salário mínimo do país em cinco décadas.

Simone Tebet explicou que a proposta considera a inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores.

O cálculo segue a política permanente de valorização do salário mínimo, estabelecida em 2023. Conforme consta na LDO, o objetivo do reajuste é promover “reposição e ganhos reais”, garantindo distribuição de benefícios mais justos para trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais.

Desde 2023, a política de reajuste tem como base a inflação do ano anterior somada ao crescimento do PIB de dois anos antes.

A estimativa de R$ 1.630 para 2026 segue essa metodologia, compondo uma estratégia mais ampla de valorização dos trabalhadores e preservação da responsabilidade fiscal.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Agora RN

Campo Forte
Rio Grande do Norte
10 jul

Lei autoriza vistoria de veículos virtual e gera preocupação com possibilidades de golpes

Lei autoriza vistoria de veículos virtual e gera preocupação com possibilidades de golpes

Publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 27 de junho passado, a nova Lei nº 15.153/2025 altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e permite que cada Detran estadual e do Distrito Federal defina o formato da vistoria obrigatória para transferência de veículos. O texto fala em “vistoria eletrônica”, mas não detalha como esta será feita, o que pode abrir margem para abusos e dificultar investigações. Isso gerou alerta entre autoridades de segurança pública e servidores dos Detrans, que apontam brechas para fraudes e falsificações.

A Federação dos Sindicatos de Servidores dos Detrans (Fetran) interpreta que a legislação deixa a cargo dos órgãos estaduais a exigência ou não da presença física do veículo para vistoria no processo de transferência de propriedade, abrindo margem para que compradores e vendedores formalizem a operação por meio de assinaturas eletrônicas e com vistoria remota, sem a necessidade de um vistoriador profissional credenciado e da apresentação presencial do veículo.

Para o delegado Matheus Favilla, titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos do RN, o avanço digital é bem-vindo, mas precisa vir acompanhado de filtros e salvaguardas. “A vistoria virtual é célere e sem custos, mas a presencial, com um vistoriador qualificado, reduz os riscos de fraude. No atual cenário, com inteligência artificial sendo usada para manipular imagens, é essencial que os meios de checagem sejam robustos”, falou.

Ele admitiu que, se fosse adquirir um veículo usado, se sentiria mais seguro com uma vistoria presencial certificada. “Assinaturas de próprio punho e a presença física do veículo fornecem elementos que ajudam em futuras investigações, se necessárias”, alertou.

Já o delegado Breno Arruda, da Delegacia Especializada em Falsificações e Defraudações, é categórico ao apontar os riscos da nova medida. “Sou contra. Recebemos muitos casos envolvendo assinaturas eletrônicas fraudadas. E investigar crimes sem uma assinatura de próprio punho se torna muito mais complicado”, afirmo. Segundo ele, o ambiente digital facilita tanto a vida dos cidadãos quanto a de golpistas.

Breno compara a falta de vistoria presencial com a flexibilização da prova de vida do INSS, e conta o caso recente que recebeu na delegacia, de uma prova de vida digital usada por um dos filhos de uma senhora falecida em 2017 para seguir recebendo indevidamente o benefício da mãe até este ano. Para o delegado, o paralelo com a vistoria eletrônica é direto.

“Você abre brechas quando tira a obrigatoriedade da presença. Acredito que vai aumentar a ocorrência de golpes. Já vimos isso antes”, ressalta. Ele recomenda, mesmo com a nova lei, que comprador e vendedor estejam presentes no ato da vistoria, como forma de se resguardarem.

A nova legislação não obriga os Detrans a aderirem à vistoria eletrônica, apenas deixa a critério de cada estado normatizar o procedimento. No Rio Grande do Norte, a expectativa agora é acompanhar qual será a postura do Detran-RN diante da mudança. Para especialistas, o alerta está dado: a conveniência não pode atropelar a segurança jurídica e patrimonial do cidadão.

Foto: Divulgação

Agora RN

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