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07 set

PRF prende condutor por embriaguez e recupera motocicleta com sinal de identificação adulterado

PRF prende condutor por embriaguez e recupera motocicleta com sinal de identificação adulterado

Abordagem ocorreu durante fiscalização na BR-427, em Jardim do Seridó/RN

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu, na tarde deste domingo (6), um homem de 45 anos por embriaguez ao volante e identificou adulteração no sinal de identificação de uma motocicleta, em Jardim do Seridó, no Rio Grande do Norte.

A ocorrência foi registrada por volta das 15h, no km 56 da BR-427, durante fiscalização. Os policiais abordaram uma motocicleta de cor preta, conduzida pelo homem, e realizaram o teste do etilômetro, que apresentou resultado de 1,11 miligramas de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões (mg/L).

Durante a fiscalização, a equipe também constatou que a placa de identificação ostentada pelo veículo não correspondia à numeração do chassi.

Diante dos fatos, o condutor e a motocicleta foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil em Caicó/RN, para os procedimentos cabíveis.

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07 set

13º BPM registra ocorrências em municípios do Seridó entre os dias 6 e 7 de setembro

13º BPM registra ocorrências em municípios do Seridó entre os dias 6 e 7 de setembro

O 13º Batalhão de Polícia Militar (13º BPM) registrou diversas ocorrências na área de atuação da unidade entre os dias 6 e 7 de setembro de 2026. Os registros foram distribuídos entre municípios da região do Seridó.

Em Currais Novos, área da 1ª Companhia de Polícia Militar, foi registrada uma ocorrência de averiguação.

Na área da 2ª Companhia, o município de Acari concentrou o maior número de registros, com dois fatos atípicos, além de ocorrências relacionadas a entrega da direção de veículo automotor a pessoa não habilitada, tráfego com velocidade incompatível com a segurança e perturbação do trabalho ou sossego alheio.

Os municípios de Florânia, São Vicente e Tenente Laurentino Cruz não registraram ocorrências no período informado.

Já na área da 3ª Companhia, em Lagoa Nova, a Polícia Militar registrou um apoio a outro órgão, relacionado à área da Saúde.

Em Bodó, não houve ocorrência registrada no período.

No município de Cerro Corá, foram contabilizadas três ocorrências: averiguação de veículo, perturbação do trabalho ou sossego alheio e veículo abandonado em via pública.

Os dados fazem parte do relatório de ocorrências do 13º BPM, responsável pelo policiamento em diversos municípios da região.

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07 set

Cármen Lúcia vê erros tanto de Moraes quanto de Mendonça e vira peça-chave na disputa no STF

Cármen Lúcia vê erros tanto de Moraes quanto de Mendonça e vira peça-chave na disputa no STF

A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), vê erros tanto do ministro André Mendonça quanto do ministro Alexandre de Moraes nas medidas que levaram a corte ao epicentro de uma crise institucional, e ainda não definiu qual deles vai ganhar o seu apoio.

Moraes e Mendonça disputam o voto de Cármen em busca da hegemonia de seus respectivos grupos no Supremo, e a posição da magistrada é considerada decisiva nas deliberações que o plenário deve fazer sobre as condutas dos dois ministros.

A corte vai discutir, de um lado, se houve arbitrariedade nos métodos utilizados por Mendonça nas apurações sobre o Banco Master e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), e que resultaram no relatório em que a PF (Polícia Federal) aponta Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De outro, o STF vai avaliar a regularidade do ato de Moraes ao se utilizar do inquérito das fake news para pedir uma investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
Antes de Moraes decidir partir para o contra-ataque, na quinta-feira (3), Cármen chegou a telefonar para ele e indicou se solidarizar com a situação de exposição pública. Na terça (1º), Mendonça tirou sigilo de relatório da PF que mostrava diálogos de Vorcaro com o ministro, incluindo uma mensagem na qual o banqueiro pergunta se deveria deixar o país, às vésperas de ser preso, em 2025.

Moraes, segundo um auxiliar, compreendeu o telefonema da colega como um aceno, embora Cármen não tenha garantido a ele o seu apoio em votações futuras.

O que veio depois -o uso do inquérito das fake news para contra-atacar Mendonça- também não a agradou. A ministra relatou a uma pessoa próxima uma sensação de perplexidade com os dois colegas e com o ponto a que chegou a erosão interna do Supremo.

Ela tem dito a auxiliares que está ciente de que seu voto está sob disputa e que há até mesmo apostas informais no mundo jurídico sobre a qual corrente ela se alinharia. A ministra, entretanto, diz que vai decidir exclusivamente com base nos autos, cuja íntegra ainda não acessou.

Moraes tem o apoio dos ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Já Mendonça calcula contar com Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Edson Fachin. Segundo um assessor da cúpula do STF, o ministro Dias Toffoli fica de fora das votações, pois se declarou suspeito de atuar nos casos do Master.

Tanto Mendonça quanto Moraes afirmam a interlocutores que confiam na adesão de Cármen aos seus respectivos grupos, o que pode reconfigurar a correlação das forças e alianças que hoje existem no Supremo.

Aliados de Mendonça dizem acreditar na sensibilização da ministra quanto ao recado ruim que será passado à sociedade caso a corte feche os olhos para a gravidade de haver um ministro do Supremo sob suspeita de integrar a rede de influência de Vorcaro.

Uma pessoa próxima ao relator do Master disse que Cármen construiu uma reputação de absoluta integridade ao longo dos anos de magistratura e que votar para aliviar para um colega seria colocar tudo isso a perder.

O entorno de Moraes afirma que Cármen já demonstrou ser contra a adoção de procedimentos arbitrários a pretexto de atender aos clamores da sociedade, como na ocasião em que ela votou para reconhecer a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro em casos envolvendo o presidente Lula (PT), em 2021.

“Todo mundo tem direito de ter um julgamento justo diante de um juiz ou de um tribunal imparcial”, disse ela na ocasião. “Isso não significa que não queiramos, sejamos contra ou estejamos emitindo juízo de valor sobre o combate à corrupção, que é obrigatório e precisa ser feito.”

Para um interlocutor de Moraes, se o plenário confirmar o entendimento de Mendonça, haverá margem para que qualquer magistrado investigue um colega, fazendo do Supremo ringue para um “vale-tudo”. Mendonça entende que o colega pode fazer o mesmo no âmbito do inquérito das fake news.

A leitura do grupo pró-Moraes é a de que Mendonça agiu deliberadamente para expô-lo, mandando que a PF apurasse suspeitas contra o ministro à revelia de decisão prévia do plenário, em violação ao regimento interno do Supremo.

Na divisão atual da corte, Cármen é alinhada a Mendonça, por exemplo, na defesa da implementação de um código de conduta para o STF, proposta da qual é relatora. Por outro lado, ela acompanhou Moraes em todos os votos da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado.

Interlocutores da ministra afirmam que ela não tem alinhamento irrestrito com nenhuma das duas alas e que seus votos se pautam pela Constituição. A ministra tem manifestado preocupação com o peso institucional da crise, diante de um potencial impacto catastrófico para o STF.

LUÍSA MARTINS E ANA POMPEU
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) –

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07 set

Justiça condena pais a indenizar filho expulso por orientação sexual

Justiça condena pais a indenizar filho expulso por orientação sexual

A Justiça de Santa Catarina condenou os pais de um adolescente por abandono afetivo, depois de ele revelar sua orientação sexual. Eles terão de pagar uma indenização de R$ 100 mil por danos morais.

O jovem foi ameaçado e expulso de casa, tendo sua vida privada exposta pelo pai nas redes sociais.

Segundo o Ministério Público (MP) catarinense, o Conselho Tutelar interferiu e acolheu o jovem em agosto de 2025. Em seguida, o MP obteve liminar que determinou a retirada dos conteúdos discriminatórios postados pelo pai da vítima e estabeleceu uma multa diária de R$ 2 mil, caso voltasse a veiculá-los.

Uma perícia psicológica, realizada enquanto a ação do MP tramitava, apontou para a existência de práticas autoritárias, negligência afetiva, violência psicológica e rejeição relacionada à orientação do jovem em sua casa. O laudo destacou sentimentos de abandono e insegurança afetiva como consequências do tratamento dado pelos pais a ele.

O promotor Tito Gabriel Cosato Barreiro, da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Jaguaruna, afirmou no processo que “a responsabilização reconhecida pela Justiça não decorre da ausência de amor, algo que não pode ser exigido pelo Estado, mas do descumprimento dos deveres jurídicos de cuidado, proteção e acolhimento impostos aos pais.

Conforme acrescentou, todo jovem tem o direito a proteção e a respeito assegurado pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Diversas organizações não governamentais elaboram anualmente relatórios que documentam como o preconceito atinge a vida de membros da comunidade LGBTQIA+.

Segundo o Grupo Gay da Bahia, em 2023, foram registrados o homicídio de 204 e 20 suicídios. Estima-se que os números podem ser superiores, já que a maioria dos casos é conhecida por meio dos veículos de comunicação.

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT), em colaboração interinstitucional, identificou, de janeiro a março de 2026, 50 casos de violência, sendo 30 (60%) motivados por LGBTIfobia. Quanto aos outros 20 (40%), não há confirmação que sejam atrelados a esse tipo de ódio, devido à falta de informações.

Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou a homofobia e transfobia ao crime de racismo, por conta da inexistência de uma lei específica definida pelo Congresso Nacional. Em 2023, a Corte igualou ofensas contra os LGBTQIA+ a injúria racial.

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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07 set

Unicef: 15 milhões de crianças foram expostas a conteúdo sexual online

Unicef: 15 milhões de crianças foram expostas a conteúdo sexual online

Cerca de 20 milhões de crianças e adolescentes de 21 países já sofreram, no período de um ano, algum tipo de exploração ou abuso sexual facilitado pela tecnologia. Acredita-se, ainda, que 9 milhões tenham sido induzidas a manter conversas de teor sexual ou compartilhar imagens desse cunho contra sua vontade e que 4 milhões tiveram imagens delas vazadas. O quantitativo de crianças expostas a conteúdo sexual indesejado é estimado em 15 milhões.

Os dados fazem parte do relatório Pelos Olhos das Crianças: Como as Tecnologias Digitais Facilitam o Abuso Sexual Infantil  lançado nesta semana pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). 

Na avaliação dos especialistas do Unicef, contudo, os números devem ser ainda maiores. A explicação é a de que muitas vítimas não chegam a comunicar a ninguém o que aconteceu a elas. 

Mais de 40% das ocorrências informadas durante a coleta de informações não foram reveladas pelas vítimas. O principal motivo para deixarem de contar é não saber aonde ir ou a quem recorrer. 

Redes sociais

Quanto às plataformas digitais com maior número de violações, os dados revelam que, em média, cerca de 60% aconteceu em redes como o Facebook, Instagram, Snapchat, TikTok e WhatsApp.

Cerca de 14% dos crimes ocorreram enquanto as vítimas se divertiam em jogos online. O relatório assinala que o ambiente de jogos online é especialmente propício para o cometimento dessas formas de abuso porque a dinâmica nas relações se baseia em um jogador explorar a confiança do outro.

Mais da metade (57%) dos casos declarados aos pesquisadores envolviam alguém do convívio da criança e do adolescente, incluindo familiares, conhecidos, amigos, namorados e namoradas. O dado contraria o imaginário de que a violência online é perpetrada principalmente por estranhos.

Ao mesmo tempo, ressalta o relatório, 38% das vítimas encontraram seus agressores pela primeira vez na internet, indicativo de que contas fake e o envio de mensagens privadas facilitam as violações. 

“Essas experiências causam profundo desgaste emocional e mental. Muitas crianças sofrem em silêncio, sem saber ao certo onde procurar ajuda. Nós não podemos ignorar isso”, afirmou a diretora-executiva do Unicef Catherine Russell.

Coerção

O relatório foi produzido a partir das percepções de 21 mil crianças e adolescentes com idade entre 12 e 17 anos, provenientes de 21 países, entre 2020 e 2025. Nas entrevistas realizadas com os participantes, observou-se como agressores exercem poder sobre as vítimas não somente as convencendo a agir de determinadas maneiras mediante presentes, dinheiro e atenção, mas também por meio da coerção. 

Uma jovem brasileira relatou como seu agressor a chantageou, ameaçando encaminhar à mãe dela mensagens anteriores trocadas entre os dois, caso ela não mandasse a ele mais uma foto. Outra entrevistada comentou que, por anos, vasculhou a internet para garantir que nenhuma imagem sua, inclusive criada como montagem, estivesse circulando sem seu consentimento. O Brasil teve 19% dos entrevistados marcados por este tipo de violência, o equivalente a quase 3 milhões de crianças e adolescentes, e uma parcela de menos de 1% de ocorrências denunciadas. 

A internet respondeu por 55,5% dos casos brasileiros e a escola por 24,5%. Como os canais mais perigosos apareceram os aplicativos de mensagens e as redes sociais (66,5%), com destaque para Instagram (57,2%) e WhatsApp (52,1%). Os jogos online responderam por 12,3%. 

© Bruno Peres/Agência Brasil

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