bannner-geraldo
Política
12 fev

Fátima Bezerra admite ‘outras opções’ para eleição indireta se houver resistência a Cadu na AL

Fátima Bezerra admite ‘outras opções’ para eleição indireta se houver resistência a Cadu na AL

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), admitiu que considera “outras opções” para a eleição indireta além do secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT). Em café da manhã com jornalistas nesta quarta-feira 11, a governadora disse que o secretário é o seu nome preferencial para a disputa, mas afirmou que poderá apresentar outro nome se houver resistência a Cadu Xavier.

“Acho que vocês consideram que é mais do que legítimo que o PT possa indicar esse nome, visto que quem foi eleito nas urnas em 2018 e 2022 foi o Partido dos Trabalhadores. Então, é legítimo que o PT reivindique esse nome. O nome de Cadu Xavier foi colocado, mas Cadu desde o início sabe que nós trabalhamos com outras opções. Ele tem clareza exatamente disso”, afirmou Fátima Bezerra.

A governadora não citou quais são os outros nomes cogitados, mas, nos bastidores, é especulado o nome do deputado estadual Francisco do PT, atual líder do governo na Assembleia Legislativa. O deputado estadual Vivaldo Costa (PV) também vinha sendo lembrado, mas descartou a possibilidade nesta semana.

Durante o café da manhã — que foi realizado no Complexo Cultural da Rampa, em Natal —, Fátima reafirmou que pretende disputar o Senado nas eleições de outubro. Com isso, ela terá de renunciar ao governo estadual até 4 de abril, para cumprir a regra de desincompatibilização prevista na legislação eleitoral. O vice-governador Walter Alves (MDB) seria o sucessor natural, mas ele já afirmou que também não ficará no cargo pois pretende ser candidato a deputado estadual.

Neste caso, a Assembleia Legislativa teria de realizar uma eleição indireta para eleger um governador e um vice-governador para encerrarem o mandato até 5 de janeiro de 2027.

Em meio a resistências da oposição em escolher um nome ligado ao governo para o mandato tampão, a governadora reconheceu que, atualmente, não tem votos suficientes para eleger o sucessor (são necessários 13 dos 24 deputados estaduais). Ela disse, entretanto, que está trabalhando para reverter a situação. “O campo está em aberto. Os dados estão na mesa. E nós estamos intensificando as conversas. Nós temos conversado muito e essas conversas têm tido a participação direta da governadora junto ao núcleo político do nosso governo. É o que vamos continuar fazendo nas próximas semanas”, enfatizou Fátima.

Ela registou ainda que, depois do Carnaval, uma reunião entre partidos aliados vai tratar da tática eleitoral do grupo governista para o pleito de 2026. “Agora após o Carnaval, estamos realizando uma reunião com os partidos que compõem a nossa aliança. Não só os partidos da federação, mas os que compõem a nossa aliança”, destacou.

‘Walter jogou fora a maior chance da vida’, diz governadora sobre rompimento

A governadora Fátima Bezerra também falou sobre a decisão do vice-governador Walter Alves de romper com o PT e declarar apoio à pré-candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), ao Governo do Estado. Segundo ela, Walter “cometeu um equívoco, se precipitou”.

Governadora prestou contas da gestão durante evento no Complexo Cultural da Rampa – Foto: Carmem Felix/Assecom

Segundo a chefe do Executivo estadual, havia um acordo para que Walter assumisse o Governo do Estado após sua renúncia e apoiasse a candidatura do PT. Ela disse que foi “totalmente surpreendida” com a decisão do vice-governador. “Ele nunca tinha admitido para mim que poderia não assumir o governo. Isso veio acontecer agora”, disse ela.

De acordo com a governadora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha o desejo de que Walter assumisse o governo estadual e fosse candidato à reeleição com apoio do PT.

Aos jornalistas, Fátima Bezerra disse ainda que o “sentimento” da direção nacional do PT com relação à decisão de Walter Alves é de “muita decepção”. “Não era o que estava pactuado, não estava combinado. Não era de maneira nenhuma. Cada um é responsável pelas escolhas que faz. Quando eu falei que nós fomos surpreendidos, inclusive vocês, é porque isso não estava no desenho, de maneira nenhuma. Era não ir para a eleição. Mas assumiu o governo estava pactuado”, declarou.

“Isso já estava tudo organizado. Walter mudou, de forma abrupta, o conteúdo. E ainda chegar para mim para dizer que ia apoiar o candidato adversário, que detona com o governo do qual exatamente você faz parte. Eu lamento. Tenho respeito, mas acho que ele cometeu um equívoco, se precipitou. Talvez ele tenha jogado fora a chance mais especial que ele tinha na vida dele de ser eleito governador do estado do Rio Grande do Norte”, declarou a petista.

A governadora do RN disse ainda que o rompimento de Walter com o PT se deu em um contexto no qual ela estava auxiliando o MDB na montagem de uma nominata para a disputa da Assembleia Legislativa, a pedido do presidente nacional do partido, Baleia Rossi, e do deputado federal Isnaldo Bulhões (AL), líder do MDB na Câmara.

“Eu fui para um encontro, um jantar. Walter comigo. Foi uma conversa maravilhosa. A gente alinhando todos os pontos. No final, tanto o Baleia como o Isnaldo me fizeram um pedido, que era ajudar Walter a recompor a presença do MDB na Assembleia Legislativa e principalmente na Câmara Federal. Eu disse ‘eu já estou fazendo isso’. A nominata do MDB já estava toda arrumada”, declarou.

Nesse contexto, Fátima citou que passou por ela a articulação para que o presidente da Assembleia, deputado estadual Ezequiel Ferreira, migrasse do PSDB para o MDB — o que acabou não se concretizando após a decisão de Walter de disputar mandato de deputado estadual.

Foto: Carmem Felix/Assecom

Agora RN

Lojão do Real

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

WhatsApp