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Brasil
06 dez

Padilha doa sangue e marca início da vacinação contra vírus sincicial

Padilha doa sangue e marca início da vacinação contra vírus sincicial

Com o objetivo de incentivar a doação voluntária de sangue e marcar o início da vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR) no estado, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou neste sábado (6), em São Paulo, do projeto Sangue Corinthiano, na Neo Química Arena.

O movimento é realizado voluntariamente pelo Corinthians e voltada à doação de sangue e ao fortalecimento das ações de cuidado à saúde.

É a terceira participação de Padilha na mobilização. Em anos anteriores, ele esteve presente como ministro e médico infectologista, destacando a doação voluntária como gesto permanente de solidariedade. Ele integrou mutirões no Parque São Jorge e em unidades da hemorrede paulista, sempre defendendo a ampliação da doação de sangue e do acesso à vacinação como políticas complementares.

VSR

Ao participar pela terceira vez do movimento, Padilha reforçou a vacinação de gestantes contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em recém-nascidos, marcando o início da vacinação contra a bronquiolite no estado de São Paulo.

Segundo o Ministério da Saúde, do primeiro lote nacional, com 673 mil doses, 134,5 mil foram destinadas ao estado de São Paulo, sendo 34 mil à capital. A aquisição integra a campanha que prevê inicialmente 1,8 milhão de doses e investimento de R$ 1,17 bilhão.

“A vacina contra a bronquiolite protege a gestante e o seu filho que está nascendo. É muito importante vacinar durante a gravidez para que o bebê já nasça protegido. 

O ministro ressaltou que o Sistema ùnico de Saúde (SUS), é o maior sistema de saúde pública do mundo, garantindo que as mães tenham acesso gratuito à proteção para o seu filho contra uma das principais causas de internação de crianças.

A oferta no SUS, que na rede privada pode custar até R$ 1,5 mil, foi viabilizada por meio de uma parceria com o Instituto Butantan e o laboratório produtor, que inclui a transferência de tecnologia para o Brasil.

Com isso, o país passará a fabricar o imunizante, ampliando a autonomia nacional e garantindo acesso equitativo para toda a população.

Importância da vacina

O VSR é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos. A vacina oferece proteção imediata aos recém-nascidos, reduzindo hospitalizações.

Em 2025, até 15 de novembro, o Brasil registrou 43,1 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo VSR. Desse total, mais de 35,5 mil hospitalizações ocorreram em crianças com menos de dois anos, o que representa 82,5 por cento dos casos no período.

Como a maioria das ocorrências é causada por infecções virais, não há tratamento específico para a bronquiolite.

O manejo clínico inclui terapia de suporte, suplementação de oxigênio conforme necessário, hidratação e uso de broncodilatadores, substâncias que dilatam as pequenas vias aéreas, especialmente quando há chiado evidente.

Quem deve se vacinar?

O grupo prioritário é composto por todas as gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, sem restrição de idade. A recomendação é de dose única a cada nova gestação.

Com a chegada das doses às Unidades Básicas de Saúde (UBS) e postos de vacinação, o Ministério orienta as equipes a atualizarem a situação vacinal das gestantes, incluindo influenza e covid-19. A vacina contra o VSR pode ser administrada simultaneamente a esses imunizantes.

A eficácia da estratégia foi demonstrada em estudos clínicos, como o Estudo Matisse, que revelou eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves causadas pelo VSR nos primeiros 90 dias de vida dos bebês.

© Frame Ministério da Saúde

Agência Brasil

PAX
Notícia
06 dez

Mais de 22 mil agentes garantem segurança de provas discursivas do CNU

Mais de 22 mil agentes garantem segurança de provas discursivas do CNU

As provas discursivas da edição de 2025 do Concurso Público Nacional Unificado (CNU), que será aplicado neste domingo (7), estão sob custódia das forças de segurança e, em várias regiões do país, armazenadas em unidades da Polícia Rodoviária Federal. O material, que começou a ser distribuído nesta semana, integra uma operação nacional que mobiliza mais de 22 mil profissionais responsáveis pela segurança, vigilância, transporte e aplicação do exame.

A logística é coordenada pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP), pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A operação tem apoio direto da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Força Nacional, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e das forças estaduais de segurança dos 26 estados e do Distrito Federal.

Dos 22 mil profissionais envolvidos na segurança do exame em todo o país, 11 mil pertencem a forças de segurança.

Vigilância 24h

A maior parte das provas já está armazenada em bases da PRF, que mantêm vigilância ininterrupta de 24 horas até o envio dos malotes a 228 municípios onde a avaliação será aplicada. No domingo (7) pela manhã, os materiais seguem para os 290 polos de aplicação; no mesmo dia, começa o recolhimento para digitalização e correção.

Segundo o governo, o modelo de armazenamento em estruturas de segurança federal tem como objetivo reforçar a integridade da etapa discursiva e reduzir riscos durante o fluxo de transporte.

Candidatos isolados

A megaoperação também busca garantir que todos os participantes classificados cheguem à prova, mesmo em áreas remotas. No Amapá, malotes seguirão com escolta da PRF até Oiapoque para atender duas candidatas. Situação semelhante ocorre em Uruguaiana (RS), Breves (PA) — na Ilha do Marajó — e em outros 26 municípios com até dez candidatos.

De acordo com o governo, a diretriz é garantir inclusão total: mesmo que haja apenas um inscrito em um município distante, a prova será levada até ele.

Segurança como eixo central

A etapa discursiva mantém a mesma lógica de governança integrada da primeira edição do CNU. A FGV, responsável pela aplicação, trabalha em conjunto com órgãos de segurança pública federais e estaduais para monitoramento constante do processo.

Todo o trabalho será acompanhado em tempo real, neste domingo, pelo Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), em Brasília, que reunirá representantes de todas as instituições envolvidas.

42 mil candidatos na disputa

Ao todo, cerca de 42 mil candidatos classificados farão a prova discursiva simultaneamente em polos distribuídos por todas as 27 unidades da Federação. A escolha dos locais priorizou acessibilidade e redução de longos deslocamentos.

A segunda edição do CNU busca consolidar o modelo unificado de concursos públicos federais, considerado pelo governo uma ferramenta para ampliar eficiência, diversidade e representatividade na seleção de servidores.

Campo Forte
Policial
06 dez

Descumprimento de medida protetiva

Descumprimento  de medida  protetiva

Às 13h18 da sexta-feira (05/12/2025), um senhor compareceu ao 13º Batalhão de Polícia Militar para relatar o descumprimento de uma medida protetiva envolvendo um familiar. Segundo o denunciante, o acusado havia retornado à residência da vítima (familiar do denunciante) naquele momento, violando a determinação judicial.

Diante das informações, a guarnição deslocou-se imediatamente ao endereço indicado, em Currais Novos/RN, onde localizou o acusado no interior da residência. Após identificação, o homem foi conduzido à Delegacia de Polícia para a adoção dos procedimentos cabíveis.

O comandante do 13º BPM, Tenente-Coronel Mycael Silva, destacou a pronta resposta da equipe e reforçou o compromisso da Polícia Militar em atuar com firmeza na proteção das vítimas e no enfrentamento à violência doméstica.

POLÍCIA MILITAR DO RIO GRANDE DO NORTE
Servir e Proteger!

foto: Reprodução

Campo Forte
Notícia
06 dez

Polícia Militar atende ocorrência de violência doméstica e prende agressor em flagrante

Polícia Militar atende ocorrência de violência doméstica e prende agressor em flagrante

Na madrugada deste sábado (06/12/2025), por volta das 05h40min, a guarnição de serviço da cidade de Lagoa Nova/RN foi acionada para atender uma ocorrência de suposta violência doméstica contra a mulher.

Ao chegar ao local, os policiais se depararam com a vítima em estado de choro, acompanhada de duas crianças pequenas. A mulher informou estar grávida e relatou que, nesta data, o acusado chegou à residência após ingerir bebidas alcoólicas, apresentando comportamento agressivo e passando a ameaçá-la de violência física repetidas vezes. A vítima acrescentou que teve seus cabelos puxados pelo companheiro.

Temendo por sua integridade e a de seus filhos, a vítima afirmou que deixou a casa levando as crianças. Ela relatou também que o acusado arremessou um pedaço de madeira em sua direção, embora não tenha a atingido.

Diante dos fatos, as partes foram conduzidas à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis. O acusado foi autuado e preso em flagrante delito.

O comandante do 13º BPM, Tenente-Coronel Mycael Silva, destacou a pronta resposta da guarnição e reforçou o compromisso da Polícia Militar no enfrentamento à violência contra a mulher.

POLÍCIA MILITAR DO RIO GRANDE DO NORTE
Servir e Proteger!

foto: Reprodução

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Brasil
06 dez

Saiba mais sobre autocuratela e testamento vital

Saiba mais sobre autocuratela e testamento vital

Pessoas a partir dos 18 anos podem se valer de instrumentos de planejamento pessoal e patrimonial para ter garantidos seus direitos em vida ou após a morte. Atos como escrituras de autocuratela, escrituras declaratórias de manifestação de vontade, também conhecida como testamento vital, e de planejamento sucessório podem ser aliados de quem tem doença grave ou idosos para se protegerem de pessoas indesejadas gerindo suas questões de saúde e seus bens.

A professora e procuradora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e presidente da Comissão de Órfãos e Sucessões da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ), Rose Melo Vencelau Meireles, explica que a escritura de autocuratela é um documento público feito no cartório de notas, no qual uma pessoa capaz decide quem será seu curador em caso de futura incapacidade, que tomará as decisões de saúde e patrimoniais em nome do curatelado.

Com a autocuratela, o juiz nomeará a pessoa indicada para ser o curador. Na ausência desse documento, o curador é nomeado pelo juiz seguindo uma ordem legal, “que muitas vezes não atende a vontade do curatelado, ou gera conflitos entre familiares que podem disputar quem será o curador”, diz a advogada. Para Rose, a principal vantagem é a tranquilidade de que as decisões em eventual incapacidade serão tomadas por alguém de confiança.

“É possível fazer a escritura de autocuratela sem qualquer diagnóstico, mas no início de diagnóstico de doenças incapacitantes, como Alzheimer, é ainda mais importante. 

Com o Provimento 206/2025 do CNJ [Conselho Nacional de Justiça], os juízes de Direito, para o processamento de interdição, deverão acessar a Central Notarial de Serviços Compartilhados, para buscar a existência de escritura de autocuratela ou de escrituras declaratórias que veiculem diretivas de curatela, resultado que deve ser juntado aos autos”, diz a professora.

A diretora da OAB/RJ destaca que o testamento vital, também chamado de diretivas antecipadas de vontade, é uma escritura pública em que a pessoa registra quais tratamentos médicos deseja ou não receber quando estiver em fase terminal ou incapaz de manifestar sua vontade.

“Por exemplo, por esse documento é possível determinar que a pessoa não deseja se submeter a tratamento para prolongamento da vida de modo artificial, às custas de sofrimento, ou ainda, deixar claro que se recusa a receber transfusão de sangue em caso de acidente ou cirurgia. 

A participação da equipe médica é fundamental para a identificação dos tratamentos e disposição sobre eles”, afirmou Rose. Ela acrescenta que este documento não é propriamente um testamento, porque seus efeitos são produzidos ainda em vida, mas quando a pessoa não consegue participar ativamente das decisões de saúde em virtude do avanço de uma doença. As diretivas antecipadas de vontade também podem ser consultadas na Central Notarial de Serviços Compartilhados (Censec).

A advogada lembra que ainda existem as procurações de saúde, nas quais a pessoa nomeia um procurador para ser o responsável por decisões da sua saúde, como um familiar ou um médico, ou ambos.

“É comum inclusive que a tradicional procuração de plenos poderes seja feita em conjunto com os poderes para representação em situações de saúde”.

Para Rose, os atos de planejamento do envelhecimento garantem maior dignidade no final de vida, com escolhas mais adequadas aos cuidados que a própria pessoa teria, por exemplo sobre o local de moradia, a contratação de cuidadores. “Nesse ponto vislumbra-se um instrumento contra a violência patrimonial, na medida em que o uso do patrimônio da pessoa tende a estar direcionado ao seu bem-estar”.

cartório
Planejamento sucessório permite organização patrimonial após a morte. Foto: Arquivo/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O planejamento sucessório tem por objetivo a organização patrimonial após a morte. Os principais instrumentos são o testamento, os seguros de vida, as doações dos bens em vida e o Vida gerador de benefício livre (VGBL), uma das modalidades de plano da previdência privada adotada no Brasil.

O testamento pode ser particular ou público. Se houver herdeiros necessários, como ascendentes, descendentes ou cônjuges, 50% dos bens são destinados a eles. Ou outros 50% podem ser deixados para outras pessoas ou instituições como de caridade, religiosas ou de ensino.

No Rio de Janeiro, atualmente, o testamento público considera o valor dos bens declarado para definição do preço do documento, o que o torna inviável em muitos casos, o que faz o testador recorrer ao testamento particular.

O seguro de vida é uma ferramenta que dá liquidez aos herdeiros para realização do inventário, com os custos com impostos, cartório e honorários advocatícios, assim como para efetivar despesas imediatas, que não podem aguardar a finalização do inventário. Outros instrumentos são o VGBL, considerado um seguro, que não entra no inventário, e a doação de bens em vida com usufruto de pelo menos um imóvel.

A presidente do Colégio Notarial do Brasil – seção Rio de Janeiro (CNB/RJ), Edyanne Moura da Frota Cordeiro, explica que pessoas com histórico familiar de doenças neurológicas e degenerativas ou pessoas com muitos bens devem se programar para utilizar esses instrumentos para se proteger no futuro.

“Outro exemplo é o de uma pessoa que pratica esportes de alto risco, que pode sofrer um acidente e ficar com alguma sequela. Esses atos cartoriais contemplam um público muito extenso”, disse a tabeliã.

Para Edyanne, os benefícios desses atos são trazer tranquilidade para o futuro e afastar, por exemplo, parentes indesejados de administrar bens e questões de saúde, principalmente para o público que não tem filhos nem netos. “O testamento, por exemplo, é a manifestação da última vontade. Se a pessoa não tiver parentes em até quarto grau, os bens vão para o município do Rio”, acrescenta a tabeliã.

No último dia 29, em várias capitais e cidades do país, os cartórios promoveram a Jornada Notarial 2025 – Proteger o Futuro é Planejar o Presente, uma ação nacional de cidadania voltada à proteção das pessoas idosas e à conscientização sobre a importância do planejamento pessoal e patrimonial. A iniciativa foi do Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF) e suas seccionais estaduais. Durante a jornada, tabeliães de todo o país estiveram em locais públicos oferecendo orientação jurídica gratuita.

Agência Brasil

Lojão do Real
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