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07 jan

Organizações manifestam preocupação com vazamento na Foz do Amazonas

Organizações manifestam preocupação com vazamento na Foz do Amazonas

Organizações indígenas e ambientalistas manifestaram preocupação com o vazamento de fluido na Foz do Amazonas, durante processo de perfuração feito pela Petrobras. A estatal confirmou que o vazamento foi identificado no domingo (4), a 175 quilômetros do Amapá e que as atividades foram paralisadas.

Segundo a Petrobras, o fluido de perfuração atende aos limites de toxicidade permitidos pela lei, é biodegradável e não oferece danos ao meio ambiente ou às pessoas.

O Instituto Internacional Arayara disse que, apesar das alegações da empresa sobre ausência de impactos ambientais, “incidentes desse tipo evidenciam os riscos estruturais da exploração de petróleo em uma das regiões mais sensíveis do planeta, marcada por alta biodiversidade e pela dependência direta de comunidades costeiras e tradicionais”.

O comunicado do instituto alerta sobre os perigos da exploração de petróleo na região.

“As incertezas sobre o fluxo das intensas correntes mais profundas ainda não são totalmente conhecidas, tornando essa atividade mais insegura, e sujeita a outros acidentes como esse ou piores, inclusive em dimensões transfronteiriças”, diz trecho da nota.

A Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará (Apoianp) e o Conselho dos Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque (CCPIO) disse que o acidente confirma os “piores temores” das populações tradicionais.

“A atividade petrolífera na nossa costa é uma ameaça aos ecossistemas marinhos e costeiros dos quais nossos povos, especialmente os do Oiapoque, dependem para sua subsistência física e cultural. Este incidente, ainda em fase de pesquisa, evidencia os riscos inaceitáveis do projeto”, diz trecho da nota.

As organizações indígenas afirmam que há uma “tragédia anunciada” em curso e que a exploração de petróleo na Foz do Amazonas desrespeita a obrigação de Consulta Prévia, Livre e Informada (Convenção 169 da OIT) aos povos “cujos territórios e modos de vida estão diretamente ameaçados”.

Petrobras

Em nota à imprensa na terça-feira (6), a Petrobras garantiu que “adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes”. A estatal disse que houve perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, no bloco exploratório (FZA-M-059).

O fluido de perfuração é usado para limpar e lubrificar a broca durante a perfuração de poços de petróleo e gás. A substância mistura água, argila e produtos químicos. O composto ajuda a controlar a pressão do poço e prevenir o colapso das paredes.

A empresa disse ainda que “não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança”. 

“A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração”, afirma a estatal.

Ação judicial

Em outubro de 2025, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) concedeu uma licença para a Petrobras fazer perfurações de pesquisa exploratória em um bloco específico (FZA-M-59) na bacia sedimentar da Foz do Amazonas.

Imediatamente, oito organizações entraram com uma ação na Justiça Federal do Pará contra o Ibama, a Petrobras e a União, em que pedem a anulação do licenciamento e a suspensão das atividades de exploração de petróleo na região.

A ação alerta que há três vícios fundamentais de licença de operação: direitos de indígenas e comunidades tradicionais foram desrespeitados; licenciamento tem falhas graves de modelagem que põem em risco a biodiversidade e impactos climáticos do projeto foram ignorados.

Assinam a ação a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Comissão Nacional para o Fortalecimento das Reservas Extrativistas e dos Povos Extrativistas Costeiros e Marinhos (Confrem), Greenpeace Brasil, Instituto Arayara, Observatório do Clima e WWF-Brasil.

No início de dezembro, foi a vez do Ministério Público Federal (MPF) entrar com ação na Justiça Federal do Pará com pedido de nulidade ou suspensão da licença de operação da Petrobras no bloco FZA-M-59.

A ação do MPF indica falhas estruturais nos estudos ambientais apresentados pela estatal e argumenta que não foi apresentado um Plano de Compensação da Atividade Pesqueira (PCAP) para a fase exploratória. Segundo os procuradores, isso deixa milhares de famílias de pescadores e extrativistas desprotegidas, porque terão seus territórios atravessados pela logística do empreendimento.

Na época, o Ibama afirmou que a licença ambiental foi emitida depois de rigoroso processo técnico e que, desde o indeferimento da licença em 2023, houve “aprimoramento do projeto, sobretudo no que se refere à estrutura de resposta à emergência”.

A Petrobras disse que atendeu a todos os requisitos estabelecidos pelo Ibama e defendeu a exploração de novas fronteiras de petróleo para assegurar “recursos para a transição energética justa”.

A Advocacia-Geral da União (AGU) disse que daria tratamento prioritário à ação judicial, para garantir a preservação de todos os aspectos ambientais, sociais e econômicos que permeiam o caso.

© Arte Petrobras/Divulgação

Agência Brasil

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07 jan

Médico de Bolsonaro confirma traumatismo craniano leve

Médico de Bolsonaro confirma traumatismo craniano leve

O ex-presidente Jair Bolsonaro caiu ao caminhar e teve um traumatismo craniano leve, informou nesta quarta-feira (7) o médico Brasil Caiado. Ele é um dos profissionais que atende o ex-presidente. Bolsonaro retornou ao Hospital DF Star, em Brasília, após autorização concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, para que ele deixasse a cela na Superintendência da Polícia Federal (PF) onde cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

“Na madrugada de ontem[terça-feira], o presidente apresentou uma queda dentro de seu quarto da superintendência. Inicialmente, nós pensamos que fosse uma queda da cama, mas, posteriormente, conversando com ele, relembrando fatos, isso nos leva a crer que ele levantou, tentou caminhar e caiu”, informou o médico a jornalistas. 

Bolsonaro fez exames e já retornou à Superintendência da PF, que fica a poucos quilômetros do hospital particular. 

Um boletim divulgado pelo DF Star confirmou o traumatismo craniano leve, sem indicação de nenhuma intervenção mais complexa.

“Foi evidenciado nos exames de imagem leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita, decorrente do trauma, sem necessidade de intervenção terapêutica. Deverá seguir cuidados clínicos conforme definição da equipe médica assistente”, diz o texto assinado pelo cirurgião geral Claudio Birolini.

De acordo com o médico Brasil Caiado, a queda de Bolsonaro no quarto pode ser decorrente de quadros de desorientação causados pela interação entre diferentes medicamentos. 

“Há uma suspeita inicial e nós já havíamos imaginado, que possa ser a interação de medicamentos. O presidente faz uso de vários medicamentos para tratamento da crise de soluços. Se esses quadros forem recorrentes, colocam o presidente em uma zona de maior risco”, explicou.

Há menos de uma semana, Bolsonaro havia tido alta do mesmo hospital, onde ficou internado por 8 dias, onde foi submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, seguida de outros procedimentos para conter o quadro de soluços.

© Bruno Peres/Agência Brasil

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07 jan

Anvisa libera novo medicamento para fase inicial do Alzheimer

Anvisa libera novo medicamento para fase inicial do Alzheimer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou um novo medicamento, o Leqembi, para tratamento de pacientes diagnosticados na fase inicial da doença de Alzheimer. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União no dia 22 do mês passado.

O remédio, produzido com o anticorpo lecanemabe, é indicado para retardar o declínio cognitivo das pessoas que já apresentam demência leve causada pela doença. 

Segundo o registro da Anvisa, o lecanemabe reduz as placas beta-amiloides no cérebro. O acúmulo dessas placas é uma característica definidora da doença de Alzheimer. O produto é uma solução para diluição para infusão.

Estudo 

A Anvisa divulgou que o medicamento teve a eficácia clínica avaliada em um estudo principal que envolveu 1.795 pessoas com doença de Alzheimer em estágio inicial, que apresentavam placas betaamiloides no cérebro e receberam o Leqembi ou placebo. 

“A principal medida de eficácia foi a mudança nos sintomas após 18 meses”, apontou a Anvisa. A avaliação ocorreu a partir de uma escala de demência denominada CDR-SB, utilizada para testar a gravidade da doença de Alzheimer em pacientes. 

A escala inclui questões que ajudam a determinar o quanto a vida diária do paciente foi afetada pelo comprometimento cognitivo. Segundo o estudo, no subgrupo de 1.521 pessoas, os pacientes tratados com o novo medicamento apresentaram um aumento menor na pontuação CDR-SB do que aqueles que receberam placebo.

© Eisai/Divulgação

Agência Brasil

Campo Forte
Currais Novos
07 jan

Prefeitura atende reivindicação da comunidade São Luiz e entrega pavimentação e passagem molhada

Prefeitura atende reivindicação da comunidade São Luiz e entrega pavimentação e passagem molhada

Obra foi realizada com apoio da Aura Minerals e garante mais segurança, mobilidade e dignidade para os moradores da zona rural

A Prefeitura atendeu a um antigo pedido dos moradores da Comunidade São Luiz e concluiu uma importante obra de infraestrutura que já está beneficiando diretamente a população local. Com o apoio da empresa de mineração Aura Minerals, foi realizada a pavimentação de um trecho crítico do acesso à comunidade, além da construção de uma passagem molhada, garantindo melhores condições de tráfego, não só no período das chuvas, mas durante todo o ano.

Na manhã desta quarta-feira (07), o prefeito Lucas Galvão esteve no local para conferir de perto a obra já concluída e entregue à comunidade. A intervenção resolve um problema histórico enfrentado pelos moradores, principalmente nos períodos chuvosos, quando o acesso ficava comprometido, dificultando o deslocamento de veículos, o transporte escolar e o acesso a serviços essenciais.

De acordo com o prefeito, a obra, que era uma reivindicação da comunidade, por meio de sua associação, representa o compromisso da gestão municipal com as comunidades rurais e demonstra a importância do diálogo com a população.
“Essa é uma obra que nasceu da escuta. A comunidade pediu, a prefeitura buscou os parceiros e hoje estamos aqui entregando um benefício concreto, que melhora a vida das pessoas. A pavimentação e a passagem molhada trazem mais segurança, mobilidade e dignidade para quem vive aqui”, destacou Lucas.

O gestor também ressaltou a parceria com a iniciativa privada como fundamental para viabilizar ações estruturantes no município.
“O apoio da Aura Minerals foi essencial para que essa obra saísse do papel. Quando o poder público e a iniciativa privada caminham juntos, quem ganha é a população”, afirmou.

Moradores da Comunidade São Luiz comemoram a entrega da obra, que além de facilitar o acesso, valoriza a região e fortalece o desenvolvimento local. A Prefeitura segue com o compromisso de investir em infraestrutura, especialmente nas áreas rurais, promovendo melhorias que impactam diretamente na qualidade de vida da população.

Lojão do Real
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07 jan

Gasolina chega a R$ 7,29 em Currais Novos e provoca indignação da população

Gasolina chega a R$ 7,29 em Currais Novos e provoca indignação da população

Abastecer em Currais Novos virou motivo de indignação. Em alguns postos da cidade, o litro da gasolina já chega a R$ 7,29, conforme mostra o painel de preços registrado pela reportagem. O etanol custa R$ 4,99 e o diesel S10 aparece a R$ 6,99, valores considerados altos para a realidade econômica do município.
Para o trabalhador comum, o impacto é imediato. Quem depende do carro ou da moto para trabalhar sente o peso no bolso logo na primeira parada no posto. “É um absurdo. A gente trabalha o mês inteiro e uma parte grande do salário fica só no combustível”, desabafa um motorista.
O problema vai além do abastecimento. O aumento do combustível encarece o frete, o transporte público, os serviços e, consequentemente, os alimentos e produtos básicos. No fim das contas, toda a população paga a conta, até quem não tem veículo.
Outro ponto que chama atenção é a falta de explicações claras para o consumidor. Muitos questionam por que o preço segue tão alto mesmo quando há anúncios de redução nas refinarias. A sensação é de que o interior sempre paga mais caro.
Enquanto isso, o cidadão segue apertando o cinto, reduzindo deslocamentos e buscando alternativas para economizar. A pergunta que fica nas ruas de Currais Novos é simples e direta: até quando o povo vai aguentar pagar quase R$ 7,30 por um litro de gasolina?

Portal juninho brito

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