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03 nov

Governo Lula ‘censurou’ desenhos bíblicos da Record? Entenda a polêmica

Governo Lula ‘censurou’ desenhos bíblicos da Record? Entenda a polêmica

© Reprodução / TV Record

O programa “Record Kids: Desenhos Bíblicos”, exibido nas manhãs de domingo pela Record, teve sua classificação indicativa alterada de livre para não recomendado para menores de 12 anos. A decisão foi publicada pelo Ministério da Justiça no Diário Oficial da União (DOU), na última sexta-feira (29), e gerou questionamentos sobre os critérios utilizados pelo governo federal para avaliar o conteúdo da atração.

De acordo com a justificativa apresentada pela pasta, os desenhos exibem situações relacionadas a “atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito”. Com a nova classificação, a recomendação é que o programa seja transmitido a partir das 20h na televisão aberta.

Antes da mudança, a atração tinha classificação livre, o que permitia sua exibição em qualquer horário e indicava que o conteúdo era apropriado para todas as idades. A reclassificação foi assinada por Eduardo de Araújo Nepomuceno, coordenador-geral de Políticas de Classificação Indicativa.

O que é o Record Kids?

Produzido pela Rede Record de Televisão, o “Record Kids” estreou em 2003 como um bloco dedicado à programação infantil. Atualmente, a atração é exibida aos domingos, das 9h às 10h30, reunindo desenhos animados com temática bíblica.

A produção tem direção de Richard Rich e faz parte da programação matinal da emissora. Com a alteração determinada pelo Ministério da Justiça, o conteúdo deixa de ser classificado como adequado para todas as faixas etárias.

Por que a classificação mudou?

A decisão do governo foi fundamentada na identificação de elementos que, segundo o Ministério da Justiça, justificam a recomendação para maiores de 12 anos. Entre os critérios mencionados estão a presença de violência, atos criminosos, drogas lícitas e situações que podem envolver estigma ou preconceito.

A mudança, portanto, diz respeito à classificação indicativa da programação e estabelece uma orientação sobre a faixa etária e o horário de exibição. A medida não significa que os desenhos tenham sido proibidos, mas altera a recomendação que acompanha o conteúdo na televisão aberta.

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03 nov

Brasil registra 945 mil casos de violência doméstica entre janeiro e setembro de 2026 e supera números de anos anteriores

Brasil registra 945 mil casos de violência doméstica entre janeiro e setembro de 2026 e supera números de anos anteriores

Foto: ISD

O Brasil registrou 945.015 casos de violência doméstica entre janeiro e setembro de 2026, número que já supera os totais anuais de 2020 a 2023. Os dados são do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com base no painel de violência contra a mulher do DataJud.

O volume representa um recorde para os primeiros nove meses do ano. Em 2025, foram registrados 842.927 casos no mesmo período. Em 2024, o total havia sido de 755.126.

Na série histórica, os registros passaram de 597.824 em 2020 para 692.620 em 2021, 755.098 em 2022, 916.790 em 2023, 1.014.792 em 2024 e 1.133.894 em 2025.

Os dados incluem ocorrências de violência física e psicológica, lesões cometidas em razão da condição de mulher e crimes previstos na Lei Maria da Penha. Os casos de feminicídio são contabilizados separadamente e não entram nesse levantamento.

São Paulo lidera o ranking estadual, com 158.178 registros até 30 de setembro. Na sequência aparecem Paraná, com 94.690 casos, e Minas Gerais, com 83.762.

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03 nov

STF discute impactos da proibição das bets em audiência pública na terça-feira (3)

STF discute impactos da proibição das bets em audiência pública na terça-feira (3)

Foto: Alejandro Zambrana/STF

O futuro das apostas esportivas no Brasil será debatido nesta terça-feira (3), em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF). Convocado pelo ministro Luiz Fux, o encontro vai discutir os impactos da Medida Provisória assinada pelo presidente Lula, que proibiu a exploração das chamadas bets no país e prevê o encerramento das autorizações concedidas às empresas do setor.

A audiência começa às 10h, na sala de sessões da Segunda Turma, com transmissão pela TV e Rádio Justiça e pelo canal do STF no YouTube.

Ao todo, 34 entidades, órgãos e associações participarão do debate, com dez minutos cada para apresentar suas considerações.

Entre os participantes estão clubes como Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo e Corinthians, além da CBF, do Comitê Olímpico do Brasil e de representantes dos ministérios da Saúde e da Justiça. Também foram incluídos órgãos públicos, entidades esportivas e representantes dos setores empresarial e industrial.

O debate ocorre no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 8027), apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que questiona a constitucionalidade da medida provisória e pede a suspensão de seus efeitos. A mesma MP é alvo de outras três ações no STF.

Relator dos processos, Fux também conduz ações que questionam a Lei das Bets, de 2023. Em novembro de 2024, o Supremo já havia realizado uma audiência pública sobre a regulamentação do setor, com a participação de mais de 50 especialistas e representantes da sociedade civil.

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03 nov

Entenda como o tamanho das bancadas define o poder dos partidos no Senado

Entenda como o tamanho das bancadas define o poder dos partidos no Senado

A partir de fevereiro de 2027, as 81 cadeiras do Senado Federal serão distribuídas entre as bancadas de 13 partidos políticos e um senador sem filiação partidária. O Partido Liberal (PL) será a maior legenda da Casa, com 29 senadores. Trata-se da maior bancada de um único partido desde a promulgação da Constituição Federal de 1988, que definiu as regras eleitorais modernas.

Na sequência, aparecem:

  • Partido dos Trabalhadores (PT): 10 senadores;
  • Movimento Democrático Brasileiro (MDB): 8 senadores;
  • Progressistas (PP): 6 senadores;
  • Republicanos: 5 senadores;
  • União Brasil: 5 senadores;
  • Partido Socialista Brasileiro (PSB): 4 senadores;
  • Partido Social Democrático (PSD): 4 senadores;
  • Novo: 3 senadores;
  • Podemos: 2 senadores;
  • Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB): 2 senadores;
  • Rede Sustentabilidade (Rede): 1 senador;
  • Partido Democrático Trabalhista (PDT): 1 senador.

O senador Romário, eleito em 2022 pelo Rio de Janeiro, é o único parlamentar sem partido na atual composição do Senado. Ele está sem filiação partidária desde que deixou o PL, em agosto deste ano.

Como o tamanho das bancadas influencia o Senado?

O tamanho das bancadas e a correlação de forças entre os partidos exercem influência direta sobre o funcionamento do Senado. A distribuição de parlamentares afeta desde a definição da pauta legislativa até a ocupação dos principais cargos de comando da Casa.

Entre as atribuições influenciadas pelo peso das bancadas estão:

  • Definição da pauta legislativa, ou seja, dos projetos que serão votados e do momento das votações;
  • Aprovação ou rejeição de projetos;
  • Apresentação de destaques para modificar ou votar separadamente trechos de propostas;
  • Eleição do presidente do Senado e dos demais integrantes da Mesa Diretora;
  • Escolha dos presidentes das comissões;
  • Indicação de relatores nas comissões;
  • Formação e liderança de blocos parlamentares;
  • Aprovação ou rejeição de indicações do presidente da República para o Supremo Tribunal Federal (STF) e outros cargos públicos;
  • Convocação de ministros de Estado para prestar esclarecimentos;
  • Criação de comissões parlamentares de inquérito (CPIs);
  • Processos de impeachment de autoridades;
  • Manutenção ou derrubada de vetos presidenciais.

Apesar de alcançar uma dimensão que lhe garante peso expressivo nas atividades legislativas, o PL não terá maioria absoluta no Senado. Para isso, precisará formar blocos parlamentares ou construir acordos com outras legendas.

Quantos votos são necessários no Senado?

  • 27 votos: para apresentar requerimento de criação de uma CPI;
  • 41 votos: para aprovar um projeto de lei complementar;
  • 49 votos: para aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC);
  • 54 votos: para aprovar a condenação de uma autoridade em processo de impeachment.

Já a aprovação de projetos de lei ordinária exige maioria simples, calculada sobre o número de senadores presentes à votação, desde que haja quórum para deliberar.

Maior bancada amplia espaço na Mesa Diretora e nas comissões

O tamanho de uma bancada também influencia a composição da Mesa Diretora do Senado. A Presidência, atualmente ocupada por Davi Alcolumbre (União-AP), é um dos postos mais estratégicos da Casa. Cabe ao presidente conduzir os trabalhos legislativos, organizar as sessões e exercer papel central na definição da pauta de votações. Na prática, sua atuação influencia quais temas ganham prioridade no plenário e o ritmo de tramitação das propostas.

Os demais cargos da Mesa costumam ser distribuídos por meio de acordos entre os partidos e blocos parlamentares. Em geral, quanto maior a bancada, maior o espaço da legenda na composição do colegiado e seu poder de escolha sobre os postos que pretende ocupar.

A mesma lógica se aplica às comissões permanentes. Os partidos têm direito a ocupar as presidências desses colegiados de acordo com a proporcionalidade de suas bancadas e, conforme a ordem de escolha, podem optar primeiro pelas comissões consideradas mais estratégicas.

Entre as mais disputadas estão a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). 

Destaques ampliam o poder de negociação dos grandes partidos

As maiores bancadas também dispõem de mais espaço para utilizar os chamados destaques, um dos instrumentos de negociação mais importantes durante a tramitação de projetos no Senado. O mecanismo permite separar trechos específicos de uma proposta para que sejam votados individualmente, em vez de integrarem a votação do texto principal.

Diferentemente dos destaques apresentados individualmente por senadores, que dependem das regras de deliberação do Plenário, os destaques de bancada têm tratamento regimental próprio e garantem aos partidos maior capacidade de interferir na votação. A quantidade de destaques a que cada legenda tem direito varia conforme o tamanho de sua representação, o que amplia o poder de negociação das maiores bancadas para propor alterações e influenciar a redação final dos projetos.

Se estiver na oposição, o maior partido do Senado também terá mais instrumentos para fiscalizar as ações do governo. O tamanho da bancada pode facilitar a mobilização necessária para requerer a criação de CPIs e convocar ministros de Estado para prestar esclarecimentos.

A força numérica também amplia a capacidade de articulação para derrubar vetos presidenciais e rejeitar indicações feitas pelo chefe do Executivo para cargos estratégicos, como embaixadores, diretores de agências reguladoras, procurador-geral da República, integrantes da diretoria do Banco Central e ministros do STF.

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03 nov

Projeto facilita recusa de contribuição sindical pelos trabalhadores

Projeto facilita recusa de contribuição sindical pelos trabalhadores

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A recusa da contribuição sindical pelos trabalhadores poderá ser simplificada, como prevê o projeto de lei (PL 2.830/2019). Pela proposta, os trabalhadores poderão se opor ao pagamento por e-mail ou por aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. O texto aguarda conclusão de análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal.

A redação original, apresentada pelo senador Styvenson Valentim (Pode-RN) em 2019, previa redução do prazo para execução de dívidas trabalhistas de 45 para 15 dias. Porém, na CCJ, a proposta ganhou do relator, senador Rogério Marinho (PL-RN), dispositivos para regulamentar a possibilidade de recusa da contribuição assistencial devida a sindicatos.

No parecer, Marinho destacou que a oposição ao pagamento será simplificada, podendo ocorrer até mesmo via e-mail ou mensagem instantânea, como por WhatsApp, além de pessoalmente, desde que por escrito.

O senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou um pedido para suprimir as regras sobre a recusa à contribuição assistencial e manter apenas a parte processual das execuções trabalhistas. A emenda apresentada por Paim foi rejeitada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e agora a CCJ precisa votar o relatório relacionado à emenda para retornar a proposta à pauta do Plenário.

Em Plenário, em votação final, os senadores decidirão o texto que seguirá para a Câmara dos Deputados. 

Ausência de regras claras sobre o direito de recusa

No voto, Marinho ressaltou que o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu como constitucional a cobrança até mesmo de não sindicalizados, desde que assegurado o direito de oposição. Apesar disso, o parlamentar salientou no relatório a ausência de regras claras de como exercer esse direito.

O senador tambpem defendeu que as normas propostas no projeto devem propiciar segurança jurídica para que os trabalhadores, inclusive os membros não associados, tenham o direito individual de oposição respeitado.

O texto está pronto para integrar a pauta na CCJ.

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