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07 fev

Laudo da PF aponta risco de morte súbita em Bolsonaro

Laudo da PF aponta risco de morte súbita em Bolsonaro

Um laudo médico produzido por profissionais da Polícia Federal (PF) e apresentado nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) descreve um conjunto de sinais clínicos e fatores de risco observados no ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, que, segundo o documento, exigem acompanhamento contínuo e medidas preventivas específicas. 

O relatório pericial, solicitado pela defesa e requisitado pelo ministro Alexandre de Moraes, detalha uma série de alterações neurológicas detectadas nos exames físicos e avaliações neurológicas realizadas pela equipe da PF. 

Parte dessas alterações se manifestou após episódios de quedas e desequilíbrio ao caminhar, fato que motivou a extensão da avaliação médica. 

Além das alterações neurológicas, os peritos destacaram a possível deficiência de micronutrientes, especialmente do complexo B (com foco na vitamina B12 e no ácido fólico) que, segundo o laudo, pode estar associada ao estado clínico observado. 

Também são citados no documento fatores como a idade do ex-presidente e condições como doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), que, em conjunto com uma dieta considerada pouco variada pelos peritos, compõem um quadro de atenção médica continuada. 

O laudo técnico observa ainda o fenômeno conhecido como polifarmácia (uso simultâneo de múltiplos medicamentos) como um elemento que pode aumentar o risco de interações farmacológicas com efeitos indesejados. 

Segundo a perícia, a combinação de remédios atuando no sistema nervoso central e cardiovascular pode provocar sedação, tontura e redução do equilíbrio psicomotor, fatores que, segundo o documento, elevam a probabilidade de quedas e complicações associadas. 

Em trecho citado no relatório, os peritos afirmam que “a não observância das medidas médicas descritas pode acarretar risco de complicações graves como pneumonia aspirativa, insuficiência respiratória, AVC, insuficiência renal, quedas com traumatismo craniano, ou morte súbita”, respondendo afirmativamente à possibilidade em contexto de risco clínico. 

O documento também ressalta que, apesar de tais riscos, não há, no momento, indicação formal para transferência de Bolsonaro para cuidados em nível hospitalar, e que o ex-presidente continua recebendo tratamento médico na Papuda, onde cumpre a pena decorrente da sentença de 27 anos e três meses imposta no âmbito de processo judicial. 

O ministro Alexandre de Moraes determinou que tanto a defesa quanto a Procuradoria-Geral da República se manifestem sobre o laudo no prazo de cinco dias, com possibilidade de requerer complementações às informações apresentadas. 

O despacho também ressalta que não há necessidade de manter sigilo sobre a documentação já juntada aos autos.

Diário do Poder

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