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10 maio

Dívidas pressionam famílias e renda para consumo é a menor em 15 anos

Dívidas pressionam famílias e renda para consumo é a menor em 15 anos

juros endividamento dívidas empréstimos crédito  • Ilustração gerada por IA

Com o endividamento recorde no país, as famílias brasileiras têm observado menos dinheiro para o consumo além dos itens básicos, pagamento de impostos e dívidas.

A renda que sobra após o pagamento desses itens essenciais está no menor patamar desde 2011, quando começou a série histórica elaborada pela Tendências Consultoria.

Em fevereiro, o montante restante da massa de renda ampliada das famílias depois de honrar essas despesas era de 21%. No mesmo mês de 2025, esse indicador contabilizava 23%.

Os períodos de maior “sobra” no bolso dos brasileiros foram registrados em março de 2011, com 27,2%, e em junho de 2020, com 27%.

Para o cálculo, a consultoria considera massa de renda ampliada, que soma renda do trabalho, benefícios sociais, previdência e outras fontes. Desse total, é descontado o gasto com itens essenciais (habitação, transporte, comunicação, saúde e cuidados pessoais, educação e alimentação no domicílio), os compromissos financeiros (pagamento do crédito e juros) e os impostos (imposto de renda e contribuição previdenciária).

O levantamento mostra que ao longo de 2025, ocorre um constante recuo da renda disponível.

A avaliação é de que, desde o ano passado, tem aumentado o peso do serviço financeiro na renda das famílias, decorrente da piora da qualidade da carteira de crédito – com aumento da busca por linhas de crédito emergenciais. Essas opções de crédito são justamente aquelas caracterizadas por juros mais altos e prazos menores.

O tema do endividamento tornou o centro do debate público e obrigou o governo a lançar uma nova versão do Desenrola, o programa para renegociação de dívidas. A expectativa do Planalto é de que a medida diminua o volume de dívidas e a inadimplência da população, dados que não param de crescer.

Segundo o mais recente levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os brasileiros ficaram mais endividados na passagem de março para abril.

proporção de famílias com dívidas subiu de 80,4% em março para um novo recorde de 80,9% em abril. Foi o quarto mês seguido de recorde.

Dados do Banco Central (BC) mostram ainda que o comprometimento de renda das famílias com o pagamento de dívidas subiu e alcançou 29,7% em fevereiro. O resultado considera o valor médio para o pagamento da dívida no mês e a renda. Esse dado renova ainda o recorde de 29,5% registrado em janeiro.

A elevada taxa de juros é um dos principais fatores que explicam o endividamento. A Selic segue operando em níveis historicamente altos, mesmo após o último corte feito pelo BC, de 0,25 ponto percentual.

Especialistas no entanto defendem que a queda do juro depende também de uma melhora das contas públicas e do problema fiscal. Muitos defendem que será necessária uma nova reforma fiscal em 2027, dado que o orçamento público está engessado e o crescimento da dívida pública pode alcançar 100% do PIB até 2030, segundo projeções da IFI (Instituição Fiscal Independente).

Críticas ao Desenrola

Mesmo visando a queda do endividamento, especialistas e entidades têm alertado para a possibilidade de um efeito reverso com o novo Desenrola.

Entre as opções, o programa permite que o beneficiário utilize 20% do saldo do FGTS ou R$ 1.000, o que for maior, para abater parte da dívida ou quitá-la integralmente. 

A Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) avalia que a medida pode desvirtuar a finalidade do fundo e impactar o setor habitacional, uma vez que o trabalhador pode usar recursos do FGTS para comprar um imóvel.

avaliação é de que a medida apenas posterga um problema estrutural na sociedade brasileira: o endividamento da população. Os especialistas alertam que o uso do FGTS por si só não garante que os beneficiados do programa não voltarão para o mapa de endividados no futuro.

CNN

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10 maio

Fim da escala 6×1 poderá custar até R$ 811 milhões aos municípios do RN

Fim da escala 6×1 poderá custar até R$ 811 milhões aos municípios do RN

Foto: Signature/Getty Images

A redução da jornada de trabalho pode gerar impacto de até R$ 811 milhões para os municípios do Rio Grande do Norte, além da necessidade de contratar mais de 15 mil trabalhadores. É o que aponta um estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CMN).

Em nível nacional, a CNM estima que as PECs podem gerar impacto superior a R$ 48 bilhões aos municípios brasileiros, com necessidade de contratação de até 770 mil servidores.

O maior impacto seria provocado pela PEC 8/2025, de autoria da deputada Erika Hilton, que propõe reduzir a jornada semanal de 44 para 36 horas e substituir a escala 6×1 pelo modelo 4×3.

Segundo a CNM, a proposta exigiria reposição de 15.222 vagas no estado e teria efeito um ano após a promulgação.

Outras propostas em tramitação também apresentam impactos semelhantes. A PEC 148/2015, do senador Paulo Paim, prevê redução gradual para 36 horas semanais e teria custo estimado em R$ 779 milhões no RN.

Já a PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes, também fixa jornada máxima de 36 horas e geraria impacto próximo de R$ 779 milhões.

Em contraste, o Projeto de Lei 1.838/2026, enviado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, teria efeito bem menor sobre as contas municipais. O texto reduz a jornada para 40 horas semanais e altera a escala para 5×2, com impacto estimado em apenas R$ 75 mil no RN.

A CNM destaca que as PECs têm impacto mais amplo porque alteram a Constituição e atingem também servidores públicos estatutários. Hoje, cerca de 60% dos servidores públicos do país estão nos municípios.

Segundo a entidade, a rigidez da estrutura administrativa local dificulta adaptações rápidas e pode elevar custos operacionais das prefeituras.

As propostas seguem em tramitação no Congresso Nacional. A PEC de Reginaldo Lopes, à qual foi anexado o texto de Erika Hilton, está em análise em comissão especial da Câmara. Já a proposta de Paulo Paim aguarda votação no plenário do Senado.

Impacto da redução da jornada de trabalho para os municípios potiguares

PEC 148/2015
Financeiro – R$ 779.279.374
Reposição contratual – 14.624

PEC 221/2019
Financeiro – R$ 779.221.738
Reposição contratual – 14.623

PEC 8/2025
Financeiro – R$ 811.141.813
Reposição contratual – 15.222

PL 1838/2026
Financeiro – R$ 75.171
Reposição contratual – 2

Fonte – CNM

Com informações da Tribuna do Norte

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09 maio

Zenaide recebe apoio da prefeita Professora Nilda.

Zenaide recebe apoio da prefeita Professora Nilda.


Parnamirim é o terceiro maior colégio eleitoral do estado

A prefeita de Parnamirim, Professora Nilda (Solidariedade), declarou apoio a pré-campanha da senadora Zenaide Maia (PSD) à reeleição. O gesto amplia a base de sustentação da parlamentar no terceiro maior colégio eleitoral do estado.

O apoio de Nilda fortalece ainda mais o espaço político de Zenaide, que vem ampliando alianças e construindo uma rede de apoios entre prefeitos, vereadores e lideranças municipais.

A declaração de apoio ocorreu em meio às articulações para as eleições de 2026 e também incluiu o ex-prefeito de Mossoró Alysson Bezerra (União Brasil), pré-candidato ao Governo do Estado. A movimentação aproxima lideranças de municípios estratégicos, como Parnamirim e Mossoró, em torno de um projeto político comum.

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09 maio

Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria para condenada por atos de 8 de janeiro

Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria para condenada por atos de 8 de janeiro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão da aplicação da Lei da Dosimetria (15.402/2026) na execução penal de Nara Faustino de Menezes, condenada por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

A suspensão permanece até o julgamento, pelo plenário do STF, das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7.966 e 7.967, que questionam a Lei da Dosimetria.

Na decisão, Moraes ressaltou que a execução da pena deverá continuar integralmente, mantendo as medidas já impostas.

Segundo o ministro, a existência das ADIs representa um “fato processual novo e relevante” que pode influenciar no julgamento dos pedidos feitos pela defesa de Nara Faustino. Por isso, recomendou a suspensão da aplicação da lei, garantindo segurança jurídica.

A defesa de Nara Faustino havia solicitado a aplicação imediata da Lei da Dosimetria, que altera dispositivos da Lei de Execução Penal e do Código Penal para criar novas regras de progressão de regime e remição de pena para condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito. A lei também instituiu uma causa especial de diminuição de pena para delitos praticados em “contexto de multidão”. Essas mudanças impactam os condenados por tentativa de golpe de Estado e atos antidemocráticos de 2023.

No despacho, Moraes pediu que, no âmbito das ADIs, sejam solicitadas informações ao Presidente da República e ao Congresso Nacional no prazo de cinco dias, e posteriormente enviadas para manifestação da AGU e da PGR, cada uma em três dias.

Nara Faustino de Menezes foi condenada a 16 anos e 6 meses de prisão (15 anos de reclusão e 1 ano e 6 meses de detenção) e 100 dias-multa, em regime inicial fechado, pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.

A decisão também inclui a condenação ao pagamento solidário de R$ 30 milhões como valor mínimo indenizatório por danos morais coletivos, junto a outros condenados.

Créditos: Tribuna do Norte

Lojão do Real
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09 maio

Zenaide consolida frente ampla e fortalece caminho para reeleição

Zenaide consolida frente ampla e fortalece caminho para reeleição

Dois movimentos políticos registrados nos últimos dias ajudaram a consolidar um cenário cada vez mais evidente nos bastidores da política potiguar: o fortalecimento da base municipalista da senadora Zenaide Maia (PSD) no caminho para a disputa de 2026.

O primeiro gesto veio em Brasília, durante a Marcha dos Gestores e Legislativos Municipais, quando cerca de 200 vereadores do Rio Grande do Norte passaram pelo gabinete da senadora em busca de investimentos para os municípios. Em uma agenda intensa, marcada por atendimentos individualizados, Zenaide reforçou a imagem de ponte entre as demandas das cidades potiguares e os recursos federais.

O segundo movimento ocorreu em Natal. Com o apoio de 20 vereadores e de 10 suplentes que declararam apoio à pré-candidatura de reeleição da parlamentar. O encontro teve forte simbolismo político por reunir lideranças de diferentes campos ideológicos, evidenciando a capacidade de articulação da senadora.

A soma dos dois episódios fortalece a leitura de que Zenaide vem cada vez mais aliando o discurso municipalista com ativo político concreto. Ao longo do mandato, a senadora construiu relação próxima com prefeitos, vereadores e lideranças locais, especialmente por meio da destinação de recursos para áreas consideradas estratégicas, como saúde pública, infraestrutura e assistência social.

Os números ajudam a explicar esse protagonismo. Ao longo da trajetória no Congresso Nacional, Zenaide já destinou mais de R$ 500 milhões em recursos para o Rio Grande do Norte, alcançando todos os 167 municípios potiguares. Em Natal, os investimentos ultrapassam R$ 32 milhões desde 2016, ainda no período em que exercia mandato de deputada federal.

A saúde concentra a maior parte das emendas enviadas pela parlamentar — cerca de 70% do total — contemplando desde custeio de atendimentos até aquisição de equipamentos e ampliação da rede pública. A escolha dialoga diretamente com uma das principais demandas da população e fortalece a presença da senadora junto às bases.

Nos bastidores, a avaliação é de que a interlocução direta com vereadores tem se tornado um diferencial político importante para Zenaide. Tanto em Brasília quanto em Natal, os encontros reforçaram uma estratégia baseada na aproximação com os municípios e na construção de uma rede de apoios pulverizada.

Em um cenário pré-eleitoral ainda em formação, os movimentos recentes indicam que a senadora amplia sua presença política na capital e no interior ao mesmo tempo. Uma combinação que fortalece seu projeto de reeleição e consolida uma base sustentada não apenas pelo discurso, mas também pela capacidade de entrega e articulação institucional.

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