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03 ago

PT oficializa candidatura de Lula à Presidência

PT oficializa candidatura de Lula à Presidência

O PT formalizou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, em convenção neste último domingo (2) no Expo Center Norte, na zona norte de São Paulo. Geraldo Alckmin, do PSB, compõe a chapa como candidato à Vice-Presidência da República. Os dois repetem a chapa que foi vitoriosa em 2022. Se for eleito, Lula cumprirá o quarto mandato.

Em 2026, o PT terá como aliados o PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede. O evento começou por volta das 11h e teve a presença de lideranças e aliados de Lula.

No discurso de abertura da Convenção Nacional do PT, o presidente do partido, Edinho Silva, ressaltou que as próximas eleições brasileiras terão impacto importante na América Latina e no mundo. E que vai definir a soberania nacional frente a possíveis “intervencionismos”.

Depois dele, o ex-ministro Fernando Haddad, o vice-presidente Geraldo Alckmin e a primeira-dama Janja Silva discursaram.

Para fechar o evento, o presidente Lula falou por mais de uma hora. “O que motiva um governo a ganhar as eleições é se o legado dele for merecedor de confiança e de respeito. Quem fez pode prometer mais. Quem não fez não tem o que prometer. Essa é a lógica da nossa campanha”, afirmou.

Caso seja eleito, aos 81 anos, Lula vai ser o presidente mais velho a ocupar o cargo.

Agência Brasil

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03 ago

Homens são mais influenciáveis do que mulheres na hora de votar, aponta Datafolha

Homens são mais influenciáveis do que mulheres na hora de votar, aponta Datafolha

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Pesquisa Datafolha mostra que as mulheres brasileiras declaram sofrer menos influência de pessoas próximas na decisão de voto do que os homens. Segundo o levantamento, 31% das eleitoras dizem que a opinião de amigos exerce algum grau de influência sobre seu voto. Entre os homens, o percentual é de 40%. 

Considerando o eleitorado brasileiro como um todo, 36% afirmam que a opinião de outras pessoas influencia sua decisão nas urnas. Desse total, 16% dizem sofrer muita influência e 20%, pouca influência. A maioria, porém, 62%, afirma que a opinião de amigos próximos não interfere no voto. 

A influência dos amigos é maior entre os eleitores mais jovens. Na faixa de 16 a 24 anos, 44% afirmam sofrer algum grau de influência. O índice cai para 31% entre aqueles de 35 a 44 anos e fica em 33% entre os eleitores com 60 anos ou mais. 

Companheiros, filhos e escolaridade

A opinião de companheiros de relacionamento — como maridos, esposas, namorados e namoradas — exerce algum grau de influência sobre o voto de 38% dos eleitores. Para 20%, a influência é alta; para 18%, é baixa. Entre os homens, 40% afirmam que o voto é influenciado pelo companheiro ou companheira. Entre as mulheres, o percentual é de 36%. 

Entre os eleitores que têm filhos com 16 anos ou mais, 36% dizem que os filhos exercem algum grau de influência sobre sua decisão de voto. O percentual inclui 21% que relatam muita influência e 15% pouca influência. Novamente, a taxa é maior entre homens (40%) do que entre mulheres (33%). 

A influência também varia conforme a escolaridade: chega a 44% entre eleitores que estudaram até o ensino fundamental, 39% entre aqueles com ensino médio e 30% entre os que têm ensino superior. 

Influência de jornalistas e pessoas das redes sociais

Jornalistas e outras pessoas da imprensa exercem influência sobre o voto de 38% dos eleitores. Para 17%, a influência é muita; para 21%, é pouca. 

O efeito é mais significativo entre os jovens. Entre eleitores de 16 a 24 anos, 54% dizem sofrer algum grau de influência de jornalistas e pessoas da imprensa. O percentual cai para 45% na faixa de 25 a 34 anos e fica entre 32% e 35% nas faixas etárias mais avançadas. 

Também há diferenças de acordo com o posicionamento político declarado. Entre os eleitores que se identificam como bolsonaristas, 33% afirmam sofrer algum grau de influência de jornalistas e pessoas da imprensa. O índice sobe para 41% entre os petistas e chega a 44% entre os eleitores que não se identificam com nenhum dos dois polos. 

Pessoas que os eleitores acompanham nas redes sociais influenciam o voto de 32% dos entrevistados — 15% relatam muita influência e 17% pouca influência. Nesse caso, o percentual é maior entre homens (36%) do que entre mulheres (29%). 

A influência das redes também é mais expressiva entre os jovens: chega a 39% nas faixas de 16 a 24 anos e de 25 a 34 anos. 

Líderes religiosos

Líderes de igrejas apresentam o menor nível de influência entre os fatores analisados pela pesquisa. Ao todo, 23% dos eleitores dizem sofrer algum grau de influência dessas lideranças: 13% apontam muita influência e 10% pouca influência. 

A escolaridade é um dos fatores que mais diferenciam os resultados. Entre eleitores que estudaram até o ensino fundamental, 30% afirmam que líderes religiosos influenciam sua decisão de voto. O percentual cai para 22% entre aqueles com ensino médio e para 15% entre os que têm ensino superior. 

A diferença também é pequena entre católicos e evangélicos: 24% dos católicos dizem sofrer influência de líderes religiosos, ante 28% dos evangélicos. 

Fonte: Brasil 61

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03 ago

Multivacinação 2026 mobiliza municípios para atualizar caderneta de crianças e adolescentes

Multivacinação 2026 mobiliza municípios para atualizar caderneta de crianças e adolescentes

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 começa na próxima segunda-feira (3) em todos os municípios brasileiros com o objetivo de atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A mobilização segue até 1º de setembro, com o Dia D de vacinação marcado para 22 de agosto, quando estados e municípios promoverão ações para ampliar o acesso aos imunizantes.

A estratégia do Ministério da Saúde busca identificar e aplicar as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação que estejam em atraso. Para participar, pais e responsáveis devem levar a criança ou o adolescente a uma unidade de saúde com a caderneta de vacinação e um documento de identificação. Após a avaliação do histórico vacinal, serão aplicadas as doses necessárias para regularizar o esquema de imunização.

A campanha ocorre em um momento em que o país busca recuperar as coberturas vacinais e reduzir o risco de reintrodução de doenças imunopreveníveis. Em São Paulo, por exemplo, a mobilização será realizada nos 645 municípios e contará com a atualização das cadernetas de vacinação. O estado também reforçará a imunização contra o sarampo, seguindo orientações do Ministério da Saúde para ampliar a proteção da população.

Mobilização nos estados

A campanha será realizada em todo o país, com ações organizadas pelas secretarias estaduais e municipais de saúde.

Em Mato Grosso do Sul, a mobilização envolverá os 79 municípios, com foco na atualização das cadernetas vacinais e na ampliação da cobertura entre crianças e adolescentes. A estratégia prevê ações nas unidades de saúde e atividades de mobilização para facilitar o acesso da população aos imunizantes.

Em Foz do Iguaçu (PR), a campanha será realizada nas 28 unidades básicas de saúde (UBSs) do município. Durante a mobilização, as equipes vão intensificar a avaliação das cadernetas de vacinação para identificar esquemas vacinais incompletos e aplicar as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Segundo a coordenadora do Programa Municipal de Imunização, Adriana Izuka, a campanha é uma oportunidade para que pais e responsáveis regularizem a situação vacinal de crianças e adolescentes.

“A Campanha de Multivacinação é uma oportunidade para que pais e responsáveis atualizem a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Muitas vezes, uma dose fica em atraso sem que a família perceba. Por isso, orientamos que todos procurem a unidade de saúde mais próxima com a caderneta de vacinação. Manter a vacinação em dia é uma das formas mais eficazes de prevenir doenças e proteger não apenas cada criança e adolescente, mas toda a comunidade.”

Quem deve se vacinar

A campanha é destinada a crianças e adolescentes com menos de 15 anos (até 14 anos, 11 meses e 29 dias). O objetivo não é aplicar uma vacina específica, mas verificar a situação vacinal de cada pessoa e administrar as doses que estiverem em atraso, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

Além da atualização da caderneta, a mobilização busca ampliar a cobertura vacinal e prevenir o retorno de doenças imunopreveníveis, reforçando a importância da vacinação como uma das principais estratégias de proteção da saúde pública.

Fonte: Brasil 61

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03 ago

Exigência de CNPJ para autônomos e outros contribuintes fica para 2027

Exigência de CNPJ para autônomos e outros contribuintes fica para 2027

Foto: Freepik

A obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para pessoas físicas que exercem determinadas atividades econômicas e precisam emitir documentos fiscais foi adiada para 1º de janeiro de 2027. A decisão, já anunciada pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS), foi oficializada pelo Decreto nº 13.075/2026. 

A exigência faz parte das mudanças previstas pela reforma tributária sobre o consumo (Lei Complementar nº 214/2025) e inicialmente entraria em vigor em 1º de julho de 2026. Com o adiamento, os contribuintes terão mais tempo para se adaptar, enquanto a Receita Federal desenvolve um sistema simplificado de inscrição no CNPJ, inspirado no modelo utilizado pelo Microempreendedor Individual (MEI). 

No entanto, a mudança não significa que toda pessoa física será obrigada a abrir um CNPJ. A exigência se aplica apenas aos contribuintes que exerçam determinadas atividades econômicas e que, pelas regras da reforma tributária, estejam sujeitos à emissão de documentos fiscais para recolhimento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). 

Entre os grupos que podem ser alcançados pela medida estão: 

  • profissionais autônomos e liberais que ganham mais de R$ 40,5 mil por ano;
  • prestadores de serviços que ganham mais de R$ 40,5 mil por ano;
  • produtores rurais com renda bruta acima de R$ 3,6 milhões por ano;
  • pessoas que atuam como fornecedores de bens ou serviços.

Até 31 de dezembro de 2026, permanecem válidos os mecanismos atualmente utilizados para a identificação fiscal das pessoas físicas nas situações abrangidas pela regulamentação da CBS. 

Cronograma para emissão de documentos fiscais eletrônicos

A Receita Federal e o CGIBS também divulgaram, por meio do Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4/2026, o cronograma para o início da obrigatoriedade de emissão dos documentos fiscais eletrônicos com destaque do IBS e da CBS.

O calendário orienta contribuintes, profissionais da área fiscal e desenvolvedores de sistemas sobre os prazos para adequação às novas exigências da reforma tributária. 

Além de definir as datas em que cada documento fiscal eletrônico passará a ser obrigatório, o ato também informa quando serão disponibilizados os leiautes técnicos dos documentos que ainda não tiveram os padrões técnicos publicados. 

Segundo a Receita Federal e o CGIBS, determinadas datas poderão sofrer ajustes pontuais em razão de necessidades técnicas ou operacionais que surjam durante a implementação. A previsão, no entanto, é manter o cronograma de implantação da reforma tributária. 

O calendário leva em consideração as particularidades dos diferentes setores da economia, o prazo necessário para adequação dos sistemas emissores e a realização de testes prévios pelos contribuintes. 

Ainda na primeira quinzena de agosto, será divulgado o cronograma de disponibilização dos ambientes para emissão dos documentos fiscais. 

O ato também prevê a criação de um programa de conformidade para 2026, com caráter prioritariamente orientador durante a implantação da reforma. A ferramenta deve incluir medidas de autorregularização para que os contribuintes possam corrigir informações durante a fase de adaptação, respeitados os limites e as condições estabelecidos na legislação. 

O cronograma completo para a emissão dos documentos fiscais eletrônicos pode ser consultado neste link.

Fonte: Brasil 61

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03 ago

RN registra alta de 154% nas mortes violentas de crianças e adolescentes em 2025, segundo Anuário Brasileiro de Segurança Pública

RN registra alta de 154% nas mortes violentas de crianças e adolescentes em 2025, segundo Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Foto: reprodução/Mossoró Patrulha

O Rio Grande do Norte registrou aumento de 153,9% nas mortes violentas de crianças e adolescentes em 2025, na comparação com o ano anterior. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o número de vítimas de até 17 anos passou de 24 para 60, enquanto o Brasil teve redução de 10,8% nesse tipo de crime. Os dados são destaque em reportagem da Tribuna do Norte deste domingo (2).

O crescimento ocorreu principalmente na faixa de adolescentes de 12 a 17 anos, com os casos saltando de 20 para 56. Com isso, o RN passou a ter a sexta maior taxa do país, com 7,4 mortes por 100 mil habitantes, acima da média nacional de 4,1.

O avanço das facções criminosas e o recrutamento de adolescentes em áreas socialmente vulneráveis estão entre os principais fatores para o aumento da violência. Também são citados problemas como evasão escolar, pobreza, uso de drogas, dificuldades familiares e falta de oportunidades.

A Defensoria Pública afirma que tem observado maior vulnerabilidade de jovens expostos ao crime organizado, enquanto pesquisadores defendem investimentos em educação, esporte, cultura, saúde mental e fortalecimento dos vínculos familiares para reduzir o aliciamento de adolescentes.

A Secretaria de Segurança Pública reconheceu o aumento dos casos, mas ressaltou que o estado ainda registra menos mortes violentas do que nos anos mais críticos da última década. Segundo a pasta, operações contra facções, ampliação da Ronda Escolar, fortalecimento do Proerd e ações integradas de combate ao crime organizado fazem parte das estratégias de enfrentamento.

A Polícia Civil informou que também ampliou a estrutura de investigação de homicídios, com a expansão do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a criação de novos núcleos especializados no interior do estado.

BG

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