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Brasil
19 nov

Zerar déficit de 202 mil vagas em presídios custaria R$ 14 bilhões

Zerar déficit de 202 mil vagas em presídios custaria R$ 14 bilhões

Para zerar o déficit de vagas em presídios no Brasil seriam necessários R$ 14 bilhões para a construção de novas unidades com 202 mil vagas. O cálculo é da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

“[São] recursos para investimento e construção de unidades para suprir esse déficit de 200 mil vagas. E aí, por óbvio, precisaria de mais um tanto de recursos para custeio dessas unidades, porque vamos precisar de policiais penais, de contratos, pagar energia, alimentação”, destacou o diretor de inteligência da Senappen Antônio Glautter.

O diretor da Senappen foi ouvido nesta quarta-feira (19) pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga o crime organizado, criada após a repercussão da operação policial no Rio de Janeiro que matou 121 pessoas.

Ao todo, o Brasil tem 702 mil pessoas privadas de liberdade, em 1.375 unidades prisionais, que somam um déficit de 40% de vagas. É a terceira maior população carcerária do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (EUA) e da China.

A nível de comparação, o valor de R$ 14 bilhões para a construção de presídios se aproxima dos R$ 12 bilhões que a Polícia Federal (PF) estima que foram desviados na suposta fraude do Banco Master revelada nesta terça-feira

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ponderou que o Congresso Nacional tem aumentado penas contra os mais diversos crimes, o que levará a um aumento do encarceramento no Brasil.

“É preciso fazer o passo seguinte. [Essa política de aumento do encarceramento] Tem um custo, e esse custo não é pequeno. Nós temos uma decisão política tomada que vai levar a um aumento de encarceramento”, disse o relator.

Vieira tem defendido que a CPI defina de onde sairão os recursos para custear a segurança pública no Brasil.

Ontem, a Câmara aprovou o Projeto de Lei (PL) Antifacção, que aumenta penas para membros de facção criminosas para 20 a 40 anos de prisão, com ao menos 85% da pena cumprida em regime fechado.

As facções no Brasil

O diretor Antônio Glautter informou ainda à CPI que a inteligência da secretaria de políticas penais calcula que existem hoje no Brasil 90 facções criminosas, sendo duas com atuação internacional, 14 com atuação regional e 74 com abrangência apenas local.

A forma de distribuição desses presos faccionados nas penitenciárias é desigual, muda de estado para estado. Algumas unidades da federação, como Espírito Santo (ES) e Goiás (GO), não fazem qualquer separação entre os membros de facções e outros presos.

“A regra nos estados é separar os presos por facção. Temos algumas exceções. O estado do Espírito Santo, por exemplo, é um estado que não faz divisão. O preso comum fica alocado com o preso faccionado”, disse Glautter.

Falta de dados

Senadores reclamaram da fragilidade nos dados da inteligência sobre os presídios brasileiros e, em especial, de estudos que indiquem qual a melhor forma de alocar os presos de facções, como destacou o presidente da Comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES).

“Nós não temos dados de qual é o impacto se você separa os presos por facção ou não separa por facção. Nós não temos dados de que o percentual de reincidência ou dessa interlocução entre os presídios”.

“Um Estado que não tem informação e não tem dados é um Estado com os olhos vedados. É um Estado que está tateando, cego. Então, como que você fala em política penitenciária?”, questionou Contarato.

Para o relator, Alessandro Vieira, o trabalho de inteligência em presídios “ainda está no início”.

“Existe uma dedicação, um esforço, mas nós não temos os dados que a gente entende serem fundamentais para uma boa gestão do sistema.  A gente vai, ao longo da CPI, buscar esses dados e buscar também como fortalecer a instituição para que ela tenha, naturalmente, esse tipo de informação”, explicou à Agência Brasil.

Brasília - 04/11/2025 -  A comissão parlamentar de inquérito (CPI) que vai investigar o crime organizado no país  foi instalada e o Presidente eleito foi o  Senador, Fabiano Contarato e o relator o Senador, Alessandro Vieira. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
Presidente da CPI, senador Fabiano Contarato, e o relator, senador Alessandro Vieira. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Problema histórico

O diretor de inteligência da Secretaria Nacional de Políticas Penais afirmou que o trabalho dele é interligar as inteligências de todos os estados, mas reclamou da alta rotatividade entre os responsáveis pela inteligência nas unidades da federação

“Temos um problema, na Inteligência Penal, de uma rotatividade considerável. E, daí, a importância de sempre ter os pontos focais nos estados e dos eventos de integração, para que essas pessoas se conheçam, porque, embora seja [um trabalho] institucional, mas o conhecer é muito importante, o networking é muito importante”, disse Antônio Glautter.

Glautter avaliou ainda, na CPI, que o problema do sistema penitenciário brasileiro é estrutural e histórico, atravessando todos os governos há décadas.

“A questão prisional brasileira é uma questão com problemas históricos, problemas orgânicos, problemas que não são desde o governo anterior, mas de longa data”, avaliou.

Glautter lembrou que as duas principais facções criminosas do Brasil, Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC), nasceram dentro dos presídios no Rio de Janeiro e em São Paulo, contra o Estado, tendo em vista os massacres e torturas dentro das penitenciárias.

“Uma, na década de 70, no Rio de Janeiro [Comando Vermelho], e a outra, na década de 90, em São Paulo [PCC]. Foi um ambiente propício, ali, para que esses presos se associassem e se unissem. E essas uniões, que ocorreram, inicialmente, ali, no momento de prisional, tomaram as ruas, e, hoje, a gente tem esse problema, que, como digo, surgiu no ambiente prisional, dentro desse contexto histórico”, afirmou.

© Luiz Silveira/Agência CNJ

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Rio Grande do Norte
19 nov

APER acompanha tratativas sobre ICMS na geração distribuída e discute impactos com COSERN e Procon

APER acompanha tratativas sobre ICMS na geração distribuída e discute impactos com COSERN e Procon

A Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER) realizou uma agenda dupla nesta última terça-feira (18), marcando importantes avanços no debate sobre a cobrança de ICMS para clientes de Geração Distribuída (GD) no Rio Grande do Norte (RN). A mobilização da APER resultou na suspensão temporária da polêmica cobrança e destacou o limbo jurídico que paira sobre o tema.


À tarde, a diretoria da APER, conduzida pelo seu presidente Williman Oliveira, se reuniu com a presidência da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (COSERN), sendo recebida por Julio Giraldi, Polyanna Alves, Priscilla Simonetti e Tâmara. O principal ponto de pauta foi a recente e inesperada cobrança de ICMS para clientes dos grupos GD2 e GD3.


Na ocasião, a COSERN informou que o faturamento referente a essa cobrança está temporariamente suspenso. A distribuidora esclareceu que a medida não partiu de sua iniciativa, mas sim do Governo do Estado. A suspensão será mantida até que ocorra uma reunião entre a concessionária e o Governo para definir o procedimento.
O Diretor Jurídico da APER, Dr. Diego Mendonça, apresentou o entendimento técnico-jurídico da Associação: “A cobrança, neste momento, é inviável por falta de embasamento na legislação estadual vigente. O decreto de 2022, que regulamenta o ICMS, não reproduz o tratamento legal que existia na legislação anterior. A questão gera uma grave insegurança jurídica.”


Ainda na tarde de ontem, a diretoria da APER se reuniu com a diretora-geral do Procon Natal/RN, Dina Pérez, para discutir o impacto da insegurança jurídica aos consumidores que investiram na Geração Distribuída.
O mesmo entendimento sobre a falta de clareza e a necessidade urgente de um posicionamento do Governo do Estado, em especial sobre a aplicação do Convênio 16/2015, que isenta a energia compensada, foi reforçado ao órgão de defesa do consumidor.

A APER enfatizou que essa isenção é fundamental para beneficiar a Geração Distribuída no RN e estava prevista na legislação desde 2015.


A reunião com o Procon também abordou a cobrança de Iluminação Pública (CIP/COSIP) nas faturas. O Jurídico da APER destacou: “É imperativo que haja clareza na forma como essas cobranças estão sendo realizadas.

Muitos municípios não possuem uma regulamentação que reflita corretamente a compensação da energia consumida por quem utiliza a energia solar.”, afirma o presidente Williman Oliveira, que também ressalta: “ A APER também buscou uma audiência com o Governo do Estado para essa tratativa, mas ainda não teve retorno para essa agenda”, argumenta.

Malagueta
Brasil
19 nov

Brasil Antenado: famílias de 77 municípios do Norte e Nordeste podem solicitar antena digital gratuita até 13 dezembro

Brasil Antenado: famílias de 77 municípios do Norte e Nordeste podem solicitar antena digital gratuita até 13 dezembro

Famílias de 77 municípios do Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí e do Rio Grande do Norte têm até o dia 13 de dezembro para solicitar a instalação gratuita de nova parabólica digital pelo Programa Brasil Antenado. Nesta primeira fase do programa, a Fase A, mais de 220 mil famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) podem receber o kit.

Voltada a cidades com acesso limitado ao sinal de TV ou que enfrentam instabilidade na recepção, a iniciativa é coordenada pelo Ministério das Comunicações (MCom) e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com execução da Entidade Administradora da Faixa (EAF).

O prazo inicial para o agendamento, previsto para outubro, foi prorrogado até dezembro. A medida, segundo a EAF, tem o objetivo de ampliar o atendimento e garantir que mais famílias de baixa renda possam solicitar o benefício.

Com a nova antena parabólica digital, os beneficiários passam a contar com uma programação de TV aberta com imagem e som em alta definição, maior estabilidade de sinal e acesso a mais de 100 canais gratuitos.

O CEO da EAF, Leandro Guerra, ressalta que a instalação da nova parabólica digital traz benefícios diretos para as famílias de baixa renda. “Mais acesso à informação, educação, cultura e entretenimento, fortalecendo a cidadania e reduzindo desigualdades”, afirma.

Segundo Guerra, para muitas famílias, o equipamento representa também uma forma de inclusão. “A TV continua sendo o principal meio de informação em diversas regiões do país”, completa.

Nilcir Domingos, morador de São Miguel do Gostoso (RN) — município com cerca de 10 mil habitantes, segundo o IBGE — é um dos contemplados pelo programa Brasil Antenado. Para ele, a chegada do equipamento representa um ganho importante no dia a dia da família.

“Uma oportunidade dessas a gente não pode perder, né? Se deixar, a gente fica 24 horas conectado na televisão. Ah, isso aí é bom demais. Maravilha”, comemora.

Brasil Antenado: como solicitar a antena digital?

Para receber o equipamento, o beneficiário deve estar inscrito no CadÚnico, possuir um aparelho de televisão e residir em um dos municípios contemplados pelo programa.

A instalação pode ser agendada pelo site ou pelo telefone 0800 729 2404, que também recebe mensagens via WhatsApp. Todo o processo é gratuito e inclui o fornecimento e a configuração da nova antena digital.

Não é necessário ter uma parabólica antiga para solicitar o agendamento, o programa instala antenas novas nas residências.

Acesse a lista completa de cidades beneficiadas em brasilantenado.org.br.

Brasil Antenado: caravana 

Com a prorrogação do prazo da Fase A até dezembro, a Caravana Brasil Antenado continua percorrendo os estados participantes. A iniciativa oferece atendimento presencial sobre o programa. O veículo permanece um dia em cada município, promovendo demonstrações práticas do funcionamento da parabólica digital e orientando as famílias sobre como agendar a instalação do equipamento.

Até o momento, a caravana já percorreu os estados do Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Pará e Pernambuco e seguirá visitando as cidades da Fase A até dezembro. A caravana conta com o apoio das prefeituras, dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e de lideranças locais para alcançar as famílias aptas.

Brasil Antenado: cronograma

O programa Brasil Antenado será implementado em 323 municípios de 16 estados brasileiros. A execução ocorre em três etapas, sendo duas já em andamento:

Fase A (14/07/2025 – 13/12/25): 77 municípios, em 6 estados (MA, PI, PA, CE, RN e PE) mais de 220 mil famílias aptas.
Fase B (13/10/2025 – 13/03/2026): 138 municípios, em 5 estados (TO, PA, RR, PI, MA) – mais de 229 mil famílias aptas.
Fase C (12/01/2026 – 13/06/2026): 108 cidades, em 8 estados (ES, MG, GO, BA, MT, MS, RO, RS), sendo mais de 222 mil famílias aptas.

Fonte: Brasil 61

PAX
Policial
19 nov

PRF prende homem por adulteração de motocicleta em Currais Novos/RN

PRF prende homem por adulteração de motocicleta em Currais Novos/RN

Na tarde desta terça-feira (18), no km 175 da BR-226, em Currais Novos/RN, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu um homem de 34 anos por conduzir uma motocicleta adulterada.

O motociclista foi abordado durante um procedimento de fiscalização. Durante a verificação, os policiais constataram que o veículo apresentava sinais de adulteração nos elementos de identificação.

O Art. 311 do Código Penal, prevê pena de 4 a 8 anos de reclusão e multa para quem comete esse tipo de delito. É importante frisar que incorre na mesma pena aquele que adquire, recebe, transporta, oculta ou até mesmo conduz o veículo.

Diante do flagrante, o condutor foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Currais Novos para os procedimentos cabíveis.

Motocicleta apreendida na fiscalização/Foto: NUCOM-RN

fonte: PRF

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Policial
19 nov

Operação Rede: ação do MPRN combate tráfico de drogas no Seridó potiguar

Operação Rede: ação do MPRN combate tráfico de drogas no Seridó potiguar

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), com o apoio das Polícias Civil e Militar, deflagrou nesta quarta-feira (19) a fase II da operação Rede, de combate ao tráfico de drogas na região Seridó potiguar. Ao todo, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão em cidades do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Os alvos são suspeitos de integrarem uma organização criminosa que atua na região.

A fase II da operação Rede é resultado da análise de dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos em diligências anteriores. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão simultaneamente nas cidades potiguares de Natal, Caicó, Mossoró, Parnamirim, Extremoz, Currais Novos, Acari, Cruzeta e São João do Sabugi. Na Paraíba, o mandado foi cumprido na cidade de São Bento.

O trabalho foi coordenado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Seridó (Gaeco Seridó) , do MPRN. Ao todo, participaram 03 Promotores de Justiça do MPRN, 22 servidores do MPRN e 172 Policiais Civil e Militar.

As buscas tiveram como objetivo a apreensão de documentos, computadores, telefones celulares, smartphones e outros dispositivos eletrônicos que possam revelar a extensão das participações nos crimes investigados e a obtenção de elementos probatórios. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidas drogas e dinheiro. O material apreendido será analisado pelo Gaeco/MPRN.

Lojão do Real
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