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27 jul

IBS pode gerar nova onda de disputas tributárias entre estados e municípios

IBS pode gerar nova onda de disputas tributárias entre estados e municípios

Foto: Pedro França/Agência Senado

Tributaristas avaliam que a repartição do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) entre estados e municípios, prevista na Reforma Tributária, pode desencadear disputas bilionárias entre entes federativos. O tributo substituirá gradualmente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de competência estadual, e o Imposto sobre Serviços (ISS), de âmbito municipal.

No modelo atual, a arrecadação do ICMS segue uma lógica híbrida, dividida entre:

  • o estado de origem da mercadoria 
  • e, em parte, o estado de destino. 

Para reduzir a concentração de arrecadação nos estados produtores, foi criado o DIFAL (Diferencial de Alíquota), mecanismo que transfere parte da receita ao estado de destino da operação. 

Por exemplo, em uma venda de São Paulo para Minas Gerais, aplica-se uma alíquota interestadual de 12%. Se a alíquota interna mineira for de 18%, São Paulo fica com os 12% da operação interestadual, enquanto Minas Gerais recebe a diferença de 6%. 

Com a Reforma Tributária, essa lógica será substituída por um modelo integralmente baseado no destino. No novo sistema, a arrecadação do IBS pertencerá ao estado e ao município onde ocorrer o consumo do bem ou serviço. Especialistas avaliam que essa mudança pode intensificar disputas entre estados e municípios consumidores pela divisão da arrecadação. 

O especialista em direito tributário da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), Carlos Crosara, afirma que o novo modelo tende a ampliar tensões federativas devido às desigualdades econômicas e demográficas do país. 

“Vai haver assimetria na arrecadação, porque o Brasil, geograficamente, economicamente e demograficamente, é extremamente diverso. Tem pouquíssimas cidades com muita população e muita renda. Para se ter uma ideia, a quantidade de municípios brasileiros que tem população acima de 100 mil habitantes é por volta de 400 municípios, levando em consideração o total de 5.570. E o restante é 100 mil para baixo. Então estados e municípios vão ficar incomodados”, afirma.

Segundo o tributarista, ainda é impossível prever estatisticamente quais entes federativos ganharão ou perderão arrecadação em relação ao modelo atual do ICMS e do ISS. 

“O que se pode dizer é que vai ser muito difícil — com base no destino e na ponderação populacional — dividir de forma justa mais de R$ 1 trilhão entre 26 estados, um Distrito Federal e 5.570 municípios completamente diferentes em população, renda, desenvolvimento urbano, consumo e nível de emprego e escolaridade”, avalia.

Fim da guerra fiscal

O advogado tributarista formado pela Universidade de São Paulo e especialista em Governança e Compliance, Luís Garcia, afirma que a nova lógica de arrecadação do IBS — concentrada no estado e no município de consumo — tende a enfraquecer a chamada guerra fiscal entre os entes federativos. 

No modelo anterior, parte relevante da arrecadação permanecia no estado ou município de origem da operação, o que incentivava governos locais a conceder benefícios fiscais para atrair empresas e investimentos. Com a Reforma Tributária e a adoção do princípio do destino, essa estratégia perde força, já que a arrecadação passará a pertencer majoritariamente ao local onde ocorre o consumo. 

“Nós vamos ter um impacto considerável em empresas que, buscando essas vantagens, se estabeleceram em determinados municípios e estados e que agora verão essa realidade mudar totalmente. Elas terão de se reinventar, buscar soluções para compensar a perda dos benefícios fiscais com uma melhoria operacional. Mas isso nem sempre será possível, o que, eventualmente, pode levar empresas a tomar decisões drásticas, inclusive de mudança de localização”, afirma. 

Serviços digitais e e-commerce

Outro desafio relevante da Reforma Tributária será a definição do destino das operações, especialmente em transações digitais e no comércio eletrônico. Em muitos casos, a mercadoria pode ser entregue em um estado diferente daquele em que o comprador reside. Já em serviços digitais, a complexidade aumenta: um usuário pode contratar uma plataforma de streaming, software ou serviço online enquanto está em constante deslocamento entre cidades, estados ou até países. 

Nesse cenário, a identificação do local efetivo de consumo — critério que determinará quem ficará com a arrecadação do IBS — ainda gera dúvidas entre especialistas e empresas. 

“A definição do local de consumo, nesses casos, pode ser extremamente subjetiva. Existe uma série de complicações que preocupam as empresas e, ao mesmo tempo, os estados e municípios que dependiam desses benefícios para terem uma arrecadação considerável. É uma mudança muito grande e complexa, que traz insegurança jurídica”, afirma Garcia. 

Segundo o tributarista, diversos pontos ainda deverão ser esclarecidos na regulamentação e, futuramente, pelo Poder Judiciário.

Tendência de aumento da judicialização 

Crosara avalia que a implementação do novo sistema da Reforma Tributária deverá provocar um aumento significativo de disputas legais e administrativas entre contribuintes e o Fisco. Como o IBS e a CBS formarão um modelo inédito no país, a expectativa é de crescimento de dúvidas interpretativas, autuações fiscais e disputas sobre incidência, créditos tributários e definição do local de destino das operações. 

Para ele, embora o IBS e a CBS tenham praticamente as mesmas normas gerais, cada um terá estruturas diferentes de julgamento administrativo. Enquanto a CBS seguirá o modelo federal tradicional, com órgãos como o CARF, o IBS será administrado e julgado pelo Comitê Gestor do IBS. 

Na avaliação do especialista, isso pode gerar interpretações divergentes para tributos estruturalmente semelhantes. 

Outro ponto criticado é a composição dos órgãos responsáveis por uniformizar entendimentos e harmonizar precedentes. Segundo Crosara, esses colegiados terão predominância de representantes do Fisco, o que pode favorecer interpretações mais arrecadatórias. 

A consequência, segundo ele, tende a ser o aumento da judicialização. Como IBS e CBS serão regulamentados por leis complementares nacionais, o Superior Tribunal de Justiça deverá assumir papel central na uniformização da interpretação das novas regras tributárias. 

Fonte: Brasil 61

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27 jul

Bolsa Família: CAIXA inicia o pagamento para beneficiários com NIS terminado em 6

Bolsa Família: CAIXA inicia o pagamento para beneficiários com NIS terminado em 6

A CAIXA inicia nesta segunda-feira (27), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de junho para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 6. 

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular. 

O valor também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA. 

Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito. 

O que é Bolsa Família

O Programa Bolsa Família é a transferência mensal de renda do maior programa social do Brasil, reconhecido por tirar milhões de famílias da fome. O modelo atual considera tamanho e características do núcleo familiar: lares com três ou mais pessoas tendem a receber valores maiores do que famílias unipessoais, reforçando a proteção social.

Pagamento do Bolsa Família: objetivos do programa

Além da renda, o Bolsa Família integra políticas públicas para ampliar acesso a saúde, educação e assistência social. O foco é promover dignidade e cidadania, articulando ações complementares (esporte, ciência, trabalho) para a superação da pobreza e a transformação social.

Quem tem direito ao pagamento do Bolsa Família

Para ter direito ao pagamento do Bolsa Família, a renda por pessoa da família deve ser de até R$ 218/mês.

Exemplo: 1 pessoa com salário mínimo (R$ 1.518) em família de 7 integrantes → renda per capita de R$ 216,85. Como está abaixo de R$ 218, a família é elegível ao benefício.

Como receber o pagamento do Bolsa Família (passo a passo)

  1. Inscrição no CadÚnico: mantenha dados corretos e atualizados.
  2. Onde se cadastrar: procure o CRAS ou postos municipais de assistência social.
  3. Documentos: CPF ou título de eleitor.
  4. Seleção mensal automatizada: estar no CadÚnico não garante entrada imediata. Todos os meses o programa identifica e inclui novas famílias que passam a receber o pagamento Bolsa Família.

Quando começa o pagamento Bolsa Família após o cadastro?

Mesmo inscrita no CadÚnico, a família só recebe quando for selecionada pelo sistema do programa. A inclusão é contínua e mensal, de forma automatizada, conforme os critérios de elegibilidade e a atualização cadastral.

Dicas para manter o pagamento do Bolsa Família em dia

  • Atualize o CadÚnico sempre que houver mudança (endereço, renda, composição familiar).
  • Acompanhe o calendário oficial de pagamento e as comunicações do município/CRAS.
  • Guarde seus comprovantes e verifique regularmente a situação do benefício nos canais oficiais.

Bolsa Família: perguntas rápidas (FAQ)

Preciso estar no CadÚnico? Sim, é obrigatório para concorrer ao pagamento do Bolsa Família.

O valor é igual para todos? Não. O modelo considera o tamanho e o perfil familiar, podendo variar.

Cadastro feito = pagamento imediato? Não. A seleção é mensal e automatizada; a família começa a receber quando é incluída.

Onde tirar dúvidas? Procure o CRAS do seu município ou os canais oficiais do programa.

Fonte: Brasil 61

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Lojão do Real
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26 jul

Cadu Xavier é oficializado candidato ao Governo do RN em convenção do PT

Cadu Xavier é oficializado candidato ao Governo do RN em convenção do PT

Foto: José Aldenir / Agora RN

O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou neste último sábado 25 a candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Rio Grande do Norte durante convenção estadual realizada no Ginásio do DED, na Zona Sul de Natal. Após ter o nome homologado, o candidato afirmou acreditar que a chapa governista chegará ao segundo turno das eleições, mesmo sem reunir, neste primeiro momento, parte das legendas de centro e da esquerda na coligação.

Durante a chegada ao evento, o candidato afirmou que as divergências entre os partidos da base governista foram superadas e que a campanha será conduzida de forma unificada. “O Partido dos Trabalhadores tem essa característica. A gente faz as discussões internas, mas, quando toma a decisão, vai todo mundo de mãos dadas para as ruas.”

Segundo Cadu Xavier, a chapa majoritária inicia oficialmente a campanha com sua candidatura ao Governo do Estado e com Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT) na disputa pelas vagas ao Senado Federal. O candidato afirmou ainda que o grupo pretende ampliar a representação da base na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN).

Ao ser questionado sobre a ausência, no primeiro turno, de uma composição com partidos como PSOL, Rede e PSTU, o petista afirmou que a existência de candidaturas próprias faz parte do processo democrático e defendeu que a aproximação entre as legendas poderá ocorrer durante a campanha.

“O PSOL tem um projeto, uma pré-candidatura ao Governo e ao Senado, e isso faz parte da democracia. O que a gente não pode abrir mão são das bandeiras que nós defendemos. Na hora certa vai chegar todo mundo junto.”

Cadu Xavier também afirmou que pretende concentrar a campanha na comparação entre a atual gestão estadual e administrações anteriores, defendendo a continuidade do projeto político liderado pela governadora Fátima Bezerra (PT).

Agora RN

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26 jul

PSOL-Rede oficializa Robério Paulino ao Governo do RN e Sandro Pimentel e Sônia Godeiro ao Senado

PSOL-Rede oficializa Robério Paulino ao Governo do RN e Sandro Pimentel e Sônia Godeiro ao Senado

Foto: Divulgação

A Federação PSOL-Rede oficializou, neste domingo 26, durante convenção realizada no auditório da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em Natal, a candidatura de Robério Paulino (PSOL) ao Governo do Estado e de Lenny Grilo (Rede) ao cargo de vice-governadora.

O evento também homologou as candidaturas de Sandro Pimentel (PSOL) e Sônia Godeiro (PSOL) ao Senado, além dos nomes que disputarão vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa.

Além da chapa majoritária, a federação homologou mais de 20 candidaturas para deputado federal e deputado estadual. A convenção reuniu dirigentes partidários, militantes, apoiadores e candidatos.

Durante o evento, dirigentes da Federação PSOL-Rede afirmaram que a campanha será voltada às demandas da classe trabalhadora, às pautas progressistas e ao enfrentamento da extrema direita. Segundo a federação, a candidatura pretende apresentar uma alternativa política para o Rio Grande do Norte nas eleições deste ano.

Agora RN

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26 jul

Procissão de Sant’Ana reúne fiéis e encerra festejos neste domingo em Currais Novos

Procissão de Sant’Ana reúne fiéis e encerra festejos neste domingo em Currais Novos

A tradicional Procissão de Sant’Ana será realizada na tarde deste domingo (26), marcando o encerramento da Festa de Sant’Ana 2026, em Currais Novos. O momento é considerado um dos mais importantes da programação religiosa, reunindo milhares de fiéis em um grande ato de fé e devoção à padroeira do município.

A procissão percorrerá as principais ruas da cidade, levando a imagem de Sant’Ana e proporcionando aos devotos um momento de oração, agradecimento e renovação da fé. Durante todo o trajeto, a expectativa é de forte participação da comunidade currais-novense e de peregrinos que visitam a cidade para participar das festividades.

Após dias de intensa programação religiosa, cultural e social, a procissão representa o ponto alto dos festejos, encerrando mais uma edição da Festa de Sant’Ana com demonstrações de religiosidade, tradição e união entre os fiéis. A celebração reforça a importância da padroeira para Currais Novos e mantém viva uma das manifestações religiosas mais tradicionais do Seridó.

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