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07 jun

Flávio Bolsonaro pede ao STF que Moraes seja declarado suspeito em caso envolvendo Banco Master

Flávio Bolsonaro pede ao STF que Moraes seja declarado suspeito em caso envolvendo Banco Master

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para analisar um requerimento relacionado ao empresário Daniel Vorcaro e ao Banco Master. As informações são da CNN Brasil.

O pedido foi apresentado no âmbito de uma solicitação feita pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que busca ampliar o escopo de uma investigação envolvendo o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para incluir também o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro.

A controvérsia gira em torno do filme Dark Horse, cinebiografia inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro. No requerimento encaminhado ao STF, Lindbergh pede a apuração de possíveis irregularidades no financiamento da produção audiovisual, levantando suspeitas sobre eventual utilização de recursos do Banco Master para viabilizar o projeto.

Diante desse cenário, a defesa de Flávio Bolsonaro solicitou que eventuais procedimentos relacionados ao Banco Master e a Daniel Vorcaro sejam redistribuídos ao ministro André Mendonça, que já é relator de investigação envolvendo a instituição financeira.

Defesa cita relação entre Banco Master e escritório da esposa de Moraes

No documento enviado ao Supremo, os advogados do senador sustentam que Alexandre de Moraes não teria a imparcialidade necessária para conduzir análises relacionadas ao Banco Master.

A argumentação menciona a contratação do escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci, pela instituição financeira. A defesa também cita mensagens atribuídas a Moraes que teriam sido encontradas no celular de Daniel Vorcaro.

Segundo os advogados, esses elementos levantariam questionamentos sobre a equidistância exigida de um magistrado em relação às partes envolvidas.

“De toda forma, o que se aponta aqui é que existe uma relação contratual estabelecida entre o Banco Master e o escritório da esposa do Exmo. Min. Alexandre de Moraes, fato que concretiza proximidade entre Sua Excelência, o Banco Master e Daniel Vorcaro. Essa proximidade pode retirar do magistrado a equidistância que deve manter em relação às partes”, afirma a defesa de Flávio Bolsonaro na petição apresentada ao STF.

Pedido busca afastar Moraes da análise

No requerimento, a defesa pede que Alexandre de Moraes não participe da análise de questões relacionadas ao Banco Master e a Daniel Vorcaro, defendendo que os casos sejam encaminhados ao ministro André Mendonça.

O pedido ainda deverá ser apreciado pelo Supremo Tribunal Federal.

A ação ocorre em meio às discussões sobre a ampliação do alcance da investigação relacionada ao filme Dark Horse e ao financiamento da obra, tema que passou a ser objeto de questionamentos apresentados ao STF por parlamentares da oposição e da base governista.

Agora RN

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07 jun

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

© CNA/Wenderson Araujo/Trilux

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial  publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor. 

A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec

Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade 

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

*texto ampliado às 14h27 para incluir posicionamento da ABPA

Agência Brasil

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07 jun

Fachin cria grupo de trabalho para revisar penduricalhos de juízes

Fachin cria grupo de trabalho para revisar penduricalhos de juízes

© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, decidiu criar um grupo de trabalho para revisar todos os penduricalhos pagos aos magistrados do país.

Penduricalho é o nome pelo qual ficou conhecido o pagamento de variados tipos de verbas indenizatórias, criadas pelos tribunais sob diferentes justificativas, mas sem previsão expressa em lei.  

De acordo com o plano de trabalho assinado por Fachin na noite de sexta-feira (5), o grupo vai “realizar estudos sobre propostas legislativas acerca da remuneração da magistratura e seus reflexos no aperfeiçoamento do sistema remuneratório do serviço público nacional”.

O grupo terá 180 dias para apresentar um relatório completo sobre a situação atual dos penduricalhos e apresentar uma minuta de projeto de lei para regulamentar o pagamento das verbas indenizatórias a juízas e juízes.

A iniciativa de Fachin ocorre depois de o CNJ ter aprovado, no fim de maio, a criação de um contracheque único para os magistrados. Isso significa que os tribunais ficam proibidos de abrir folhas de pagamentos extras para os pagamentos de verbas, além das folhas regulares por meio das quais são pagos os vencimentos normais.

A nova norma também obriga os tribunais a unificaram a nomenclatura das verbas indenizatórias legais que são pagas aos magistrados. A medida foi tomada após o CNJ tentar e não conseguir descobrir quantos nomes diferentes eram utilizados por todo o país, tamanha a diversidade da natureza dos pagamentos.

A discussão sobre os penduricalhos dos magistrados, que acarretam pagamentos muito acima do teto do funcionalismo público, tomou impulso em março, quando o Supremo referendou uma liminar do ministro Flávio Dino e suspendeu de imediato o pagamento de diversas verbas não previstas em lei.

Agência Brasil

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07 jun

Em virada relâmpago, seleção brasileira feminina vence Estados Unidos

Em virada relâmpago, seleção brasileira feminina vence Estados Unidos

 Paulo Pinto/Agência Brasil

O Brasil levou a melhor no primeiro de dois amistosos em casa diante da seleção mais tradicional e vitoriosa do futebol feminino. Neste sábado (6), as brasileiras derrotaram os Estados Unidos, tetracampeões mundiais e donos de cinco ouros olímpicos, por 2 a 1, de virada, na Neo Química Arena, em São Paulo.

Esta foi apenas a quinta vitória da equipe canarinho sobre as norte-americanas, em 44 jogos entre os países na história. Curiosamente, o segundo triunfo seguido. No último embate, em 8 de abril de 2025, as brasileiras ganharam por 2 a 1 no PayPal Park, em San José, alcançando o primeiro resultado positivo diante das rivais na casa delas.

Considerando o histórico de confrontos entre as seleções em solo brasileiro, o Brasil chegou a três triunfos em sete partidas, com dois empates e duas derrotas. Os times se reencontram nesta terça-feira (9), às 21h30 (horário de Brasília), na Arena Castelão, em Fortaleza.

O técnico Arthur Elias mandou o Brasil a campo com a goleira Lelê, as zagueiras Mariza, Isa Haas e Thais Ferreira; a lateral Isabela pelo lado direito e Taina Maranhão na ala esquerda; as volantes Angelina e Duda Sampaio e as atacantes Kerolin, Dudinha e Bia Zaneratto. A craque Marta, em transição após se recuperar de um edema na coxa esquerda, ficou no banco de reservas, mas sabendo que não iria entrar em campo.

O duelo começou eletrizante. Pressionando a saída de bola do Brasil, as norte-americanas saíram na frente com apenas um minuto de jogo. A meia Lily Yohannes desarmou Mariza na intermediária e a atacante Sophie Wilson aproveitou a sobra para se aproximar da área e chutar rasteiro, no canto direito de Lelê, que não chegou a tempo para efetuar a defesa.

As brasileiras não se intimidaram e se lançaram ao ataque. Aos seis minutos, Bia Zaneratto avançou pela direita, encarou a marcação e tentou a batida cruzada. O chute não saiu forte e sobrou com Dudinha, que finalizou de primeira, quase da marca do pênalti, mas por cima da meta adversária.

Não demorou para o empate sair. Aos dez minutos, Isabela cruzou pela direita e Taina Maranhão, de cabeça, escorou no contrapé da goleira Mandy McGlynn, para deixar tudo igual. Três minutos depois, Bia Zaneratto virou o placar. Ela arrancou desde o círculo central, entrou na área e rolou para Dudinha, que retribuiu a gentileza. A Imperatriz teve tempo de dominar e mandar para as redes.

Apesar de não terem saído mais gols no primeiro tempo, as equipes mantiveram a postura ofensiva. O Brasil conseguiu ocupar o campo de ataque por mais tempo e dar bastante trabalho à marcação adversária. As norte-americanas, com dificuldades, assustaram aos 44 minutos, quando Wilson ficou frente a frente com Lelê, dentro da área, mas parou duas vezes na goleira do Corinthians.

Na volta do intervalo, os Estados Unidos adotaram uma posição mais agressiva, dificultando a saída de bola do Brasil. Aos 12 minutos, a pressão norte-americana quase surtiu efeito, com um bate-rebate que terminou em chute rasteiro da lateral Avery Patterson que Isa Haas conseguiu antecipar e desviar para escanteio com a ponta do pé.

Para dar sangue novo à equipe brasileira, Arthur trocou, inicialmente, Angelina e Taina Maranhão por Yaya e Ludmila, respectivamente. Depois, promoveu quatro alterações, com Lorena, Rafaelle, Aline Gomes e Gio Garbelini nos lugares de Lelê (que deixou o campo com dores), Thais Ferreira, Kerolin e Bia Zaneratto.

O Brasil conseguiu equilibrar as ações e teve alguns contra-ataques, mas não teve êxito. Aos 45, Gio Garbelini teve grande chance, cara a cara com McGlynn, mas o chute por cobertura saiu fraco e a goleira conseguiu a defesa.

Nos acréscimos, a meia Jaedyn Shaw, após outro bate-rebate, desperdiçou a oportunidade do empate quase na pequena área, chutando por cima da meta. Apito final e festa dos mais de 31 mil torcedores presentes na Neo Química Arena.

Agência Brasil

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07 jun

Cadu e Álvaro empatam na rejeição para o Governo do RN, e Allyson tem o menor índice, mostra Exatus

Cadu e Álvaro empatam na rejeição para o Governo do RN, e Allyson tem o menor índice, mostra Exatus

Nova pesquisa do Instituto Exatus, contratada pelo Grupo Agora RN, mostra que o ex-secretário estadual da Fazenda Cadu Xavier (PT) e o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL) aparecem tecnicamente empatados na liderança da rejeição para o Governo do Rio Grande do Norte.

Cadu registra 20,68% de rejeição, enquanto Álvaro soma 20,46%. A diferença entre os dois é de apenas 0,22 ponto percentual, muito inferior à margem de erro da pesquisa, de 2,53 pontos percentuais.

Já o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União) mantém o menor índice entre os principais pré-candidatos ao governo, com 7,26%.

Também aparecem no levantamento Robério Paulino (Psol), com 4,19%, e Dário Barbosa (PSTU), com 4,96%. Entre os entrevistados, 26,75% afirmaram não rejeitar nenhum dos candidatos apresentados. Outros 7,94% disseram rejeitar todos os nomes, enquanto 7,76% não souberam ou preferiram não responder.

Na comparação com a pesquisa anterior da Exatus, divulgada em abril, Cadu Xavier foi o único dos três principais pré-candidatos a reduzir sua rejeição. O petista caiu de 23,37% para 20,68%, recuo de 2,69 pontos percentuais, embora continue numericamente na liderança do indicador.

Álvaro Dias apresentou o maior crescimento no período, passando de 16,93% para 20,46%, alta de 3,53 pontos percentuais. Já Allyson Bezerra oscilou de 7,62% para 7,26%, permanecendo estável e com a menor rejeição entre os nomes mais competitivos da disputa.

Rejeição para o Governo
Cadu Xavier (PT): 20,68%
Álvaro Dias (PL): 20,46%
Allyson Bezerra (União Brasil): 7,26%
Dário Barbosa (PSTU): 4,96%
Robério Paulino (PSOL): 4,19%
Não rejeita nenhum: 26,75%
Rejeita todos: 7,94%
Sem opinião/Não respondeu: 7,76%

Metodologia
A pesquisa Exatus/Agora RN ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do Rio Grande do Norte entre os dias 26 e 29 de maio de 2026. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número RN-01045/2026.

agora rn

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