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10 jun

Só 14% dos brasileiros votam com base em ideologia, aponta pesquisa

Só 14% dos brasileiros votam com base em ideologia, aponta pesquisa

Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Apesar do ambiente de forte polarização política observado no Brasil nos últimos anos, a identificação ideológica tem peso reduzido na decisão de voto da maioria dos eleitores. É o que aponta uma pesquisa apresentada no livro A Vida Antes do Voto – Reputação, bem-estar e decisão eleitoral no Brasil, do sociólogo Fábio Gomes, presidente do Instituto Informa, segundo a qual apenas 14,5% dos brasileiros afirmam escolher seus candidatos principalmente pelo posicionamento ideológico.

O levantamento mostra que 55,6% dos entrevistados afirmam votar em candidatos que apresentem boas propostas, independentemente de estarem alinhados à esquerda ou à direita do espectro político. O resultado reforça a percepção de que fatores ligados à vida cotidiana tendem a exercer influência maior sobre o comportamento eleitoral do que a identificação partidária ou ideológica.

Na obra, Fábio Gomes identifica oito aspectos considerados centrais na avaliação que os brasileiros fazem de governos e candidatos: geração de emprego e estabilidade econômica, educação pública de qualidade, saúde eficiente e humanizada, infraestrutura e serviços básicos, qualidade de vida, planejamento de longo prazo, segurança pública e combate à corrupção. Para o pesquisador, esses elementos ajudam a compreender mudanças recentes no comportamento do eleitorado e a oscilação do apoio político a diferentes governos.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o sociólogo afirma que o desgaste enfrentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em regiões e segmentos que historicamente lhe deram sustentação política não deve ser interpretado necessariamente como uma mudança ideológica do eleitorado.

“Isso não necessariamente representa uma mudança ideológica do eleitorado, mas uma transformação de expectativas. À medida que determinadas demandas foram atendidas, outras passaram a ganhar prioridade”, explica.

Na avaliação do pesquisador, essa dinâmica ajuda a entender por que governos que desfrutam de ampla popularidade podem perder apoio entre seus próprios eleitores e por que crises políticas nem sempre produzem os efeitos esperados por situação ou oposição. Segundo ele, a decisão de voto está cada vez mais ligada às experiências concretas vividas pela população do que às narrativas construídas no debate político.

Fábio Gomes também relaciona essa lógica a episódios recentes da política nacional. Para ele, discussões envolvendo o caso do Banco Master e as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros ilustram uma disputa entre governo e oposição pela responsabilização dos problemas, mas não necessariamente determinam o comportamento do eleitor.

Nesse cenário, o pesquisador avalia que a principal disputa eleitoral tende a ocorrer menos entre campos ideológicos tradicionais e mais entre candidatos capazes de convencer a população de que compreendem e apresentam respostas para os problemas concretos enfrentados no dia a dia dos brasileiros.

Agora RN

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09 jun

Governo prevê aumento de etanol na gasolina de 30% para até 32%

Governo prevê aumento de etanol na gasolina de 30% para até 32%

© Ricardo Stuckert/PR

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou, nesta terça-feira (9), que submeterá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) uma proposta para elevar a mistura de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% (E30) para até 32% (E32). A medida atende a uma demanda do setor de biocombustíveis e deve ser avaliada nos próximos 15 dias.

A declaração ocorreu após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outros ministros de Estado e líderes de associações e empresários do setor, no Palácio do Planalto.

“Sabemos que podemos ir até E35, mas os estudos técnicos necessários para se avançar na mistura nos permitem ir até o E32. Foi uma reivindicação trazida hoje pelo setor”, disse Silveira.

De acordo com o ministro, a iniciativa faz parte da agenda de descarbonização e fortalecimento da segurança energética do país, impulsionada pela Lei Combustível do Futuro, que incentiva a produção e uso de combustíveis sustentáveis. Ele destacou que o aumento da mistura reduzirá a dependência externa do país, estimando uma economia de 450 milhões de litros de gasolina importada.

“É segurança energética, é modicidade no preço do combustível, é descarbonização, é desenvolvimento nacional, é mais plantio, é mais emprego, é mais renda. São políticas públicas focadas no desenvolvimento do país”, afirmou Silveira, reforçando que a medida ainda minimiza as oscilações de preço dos combustíveis causadas por conflitos internacionais.

Representantes da indústria de biocombustíveis que participaram do encontro classificaram a reunião como muito produtiva e reforçaram o papel do etanol na segurança energética do país e na redução de preços ao consumidor.

“Hoje, o litro do etanol custa em média R$ 2,40 menos do que o litro da gasolina. Ou seja, um aumento da mistura de 2% vai trazer uma redução equivalente a essa para o consumidor”, explicou o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi.

Ele acrescentou que, nos últimos três meses, desde o início do conflito no Irã, a diferença de preço entre etanol e gasolina gerou uma economia de cerca de R$ 2 bilhões aos consumidores brasileiros e evitou o gasto de R$ 8 bilhões do país com importações de gasolina.

Sobre os debates em torno do comportamento dos motores com a nova composição do combustível, Gussi garante a viabilidade técnica da mudança e destacou que a mistura de 32% já foi testada com sucesso quando houve o aumento para 30%, em junho do ano passado.

Ainda, sobre a permanente demanda por etanol anidro no país e os impactos na produção agrícola, o presidente da Bioenergia Brasil, Mário Campos, afirmou que as políticas públicas estruturadas nos últimos anos impulsionaram o setor. Para este ano, ele projeta um acréscimo de mais de 4 bilhões de litros de etanol na produção.

“Então, é uma oportunidade para o Brasil, para descarbonizar ainda mais a nossa matriz de transporte, e para o consumidor brasileiro é um excelente momento de, realmente, utilizar a tecnologia que ele tem no veículo e optar por etanol, que está mais barato do que a gasolina em diversas regiões”, disse Campos.

Agência Brasil

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09 jun

Prefeitura de Currais Novos inicia mais duas obras de pavimentação no bairro Paizinho Maria

Prefeitura de Currais Novos inicia mais duas obras de pavimentação no bairro Paizinho Maria

A Prefeitura de Currais Novos continua investindo em infraestrutura urbana e iniciou mais duas obras de pavimentação no bairro Paizinho Maria, beneficiando diretamente os moradores das ruas Kerginaldo Ferreira e Braga Brandão.

Na Rua Kerginaldo Ferreira, serão executados 880 m² de pavimentação, por meio de recursos provenientes de emenda parlamentar do Deputado Federal Sargento Gonçalves. Já na Rua Braga Brandão, a obra contempla 1.054,10 m² de pavimentação, realizada com recursos próprios do município.

As obras, além de facilitarem o deslocamento de moradores e veículos, contribuem para a valorização dos imóveis e para o desenvolvimento do bairro. O prefeito Lucas Galvão destacou que o trabalho de pavimentação tem sido uma das prioridades da administração municipal. “Estamos levando mais infraestrutura para os bairros e atendendo demandas da população. Seguimos avançando e levando mais qualidade de vida para os moradores”, afirmou.

As obras são acompanhadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Urbanos e integram o planejamento contínuo da Prefeitura para ampliar a infraestrutura urbana em diferentes áreas da cidade.

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09 jun

Deputados votam redução da maioridade penal em comissão 

Deputados votam redução da maioridade penal em comissão 

© Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Após dois adiamentos, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal no Brasil de 18 para 16 anos (PEC 32/15 e apensadas) deve ser votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados na tarde desta terça-feira (9). O texto está na pauta do colegiado, que se reúne a partir das 14h30.

O relator da matéria, deputado Coronel Assis (PL-MT), concluiu a leitura do seu relatório, que é favorável à mudança, em sessão ocorrida no dia 27 de maio, quando a votação foi adiada por um pedido de vista coletivo. Na ocasião, ele tirou do relatório a emenda que previa que jovens com 16 anos poderiam se casar, celebrar contratos, tirar carteira de habilitação e votar obrigatoriamente. O autor defende que 90% da população são a favor da redução da maioridade penal, conforme pesquisa recente.

Atualmente, no Brasil, jovens maiores de 16 anos que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas de internação por, no máximo, três anos. O tema vem dividindo parlamentares na comissão. A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ), contrária à redução, argumentou, durante a última sessão, que apenas 8% dos atos cometidos por jovens são considerados graves e que esses jovens podem acabar sendo aliciados pelo crime organizado se ingressarem no sistema prisional.

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que o país registra cerca de 12 mil adolescentes em unidades de internação ou em privação de liberdade – menos de 1% dos 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Caso a PEC da redução da maioridade penal avance na CCJ, uma comissão especial será criada para seguir com a discussão do tema antes de ir a plenário.

Regulação da IA

Outro assunto que pode movimentar a Câmara dos Deputados nesta semana é a expectativa em torno da apresentação do relatório do projeto de lei da regulação de sistemas de inteligência artificial (IA) no país. A matéria está sob relatoria do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que deve apresentar seu parecer nesta terça-feira (9), segundo antecipou o próprio presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em conversa com jornalistas nos últimos dias.

De acordo com o texto aprovado pelo Senado no ano passado, o projeto estabelece os princípios fundamentais para o desenvolvimento e uso de IA. Ele define que a tecnologia deve ser transparente, segura, confiável, ética, livre de vieses discriminatórios, respeitando os direitos humanos e valores democráticos. O projeto exige também que sejam contemplados o desenvolvimento tecnológico, a inovação, a livre iniciativa e a livre concorrência.

Além de enumerar os sistemas de IA considerados de alto risco, o projeto proíbe o desenvolvimento de alguns tipos de tecnologias de IA que causem danos à saúde, à segurança ou a outros direitos fundamentais.

Agência Brasil

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09 jun

Estagiário do MP cobrava R$ 500 mil para “blindar” traficante do PCC

Estagiário do MP cobrava R$ 500 mil para “blindar” traficante do PCC

Foto: Reprodução

A Operação Infiltrados, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo nesta terça-feira (9/6), resultou na prisão do investigador da Polícia Civil Maurício Aparecido de Oliveira, de um ex-estagiário do próprio MP, Gabriel Lira de Jesus (foto em destaque), e de um policial civil aposentado suspeitos de integrar um esquema ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

As investigações apontam que o grupo atuava em duas frentes distintas. Enquanto uma linha apura o possível repasse de informações estratégicas relacionadas a um plano para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, integrante do Gaeco de Campinas, outra mira um esquema de extorsão que teria utilizado informações sigilosas obtidas dentro do próprio Ministério Público.

Segundo os investigadores, o então estagiário teria se aproveitado do acesso a sistemas internos para identificar criminosos ligados à facção com elevado poder financeiro. A partir dessas consultas, ele passou a ser suspeito de participar de cobranças em troca de suposta proteção e da promessa de evitar o avanço de investigações.

A apuração indica que os dados utilizados nas abordagens eram obtidos em bancos de informações restritos e posteriormente compartilhados com outros integrantes do grupo.

O policial civil aposentado preso na operação também é apontado como integrante do esquema. As investigações indicam que ele teria auxiliado na obtenção de informações e no contato com possíveis vítimas das extorsões.

Já Maurício Aparecido de Oliveira, que ocupava cargo de chefia na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas, é investigado por suposta ligação com pessoas envolvidas no plano para matar o promotor do Gaeco. O Ministério Público apura se informações sensíveis sobre a atuação do integrante do Gaeco foram compartilhadas com integrantes da organização criminosa.

Metrópoles

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