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Brasil
19 dez

Brasil tem 1.942 municípios em risco de desastres durante o período chuvoso, confira lista das cidades

Brasil tem 1.942 municípios em risco de desastres durante o período chuvoso, confira lista das cidades

No Brasil, 1.942 municípios apresentam risco de ocorrência de incidentes durante o período de chuvas, como deslizamentos, enxurradas e inundações. Minas Gerais se destaca como a unidade da federação com o maior número de cidades nessas condições, somando 283 municípios.

No estado mineiro, mais de 1,4 milhão de pessoas vivem em áreas mapeadas como de risco geohidrológico. Entre os municípios listados estão Abadia dos Dourados, Barra Longa, Buritizeiro e Belo Horizonte. Os dados constam na Nota Técnica nº 1/2023/SADJ‐VI/SAM/CC/PR, divulgada pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Na capital mineira, por exemplo, a prefeitura já iniciou ações de prevenção para o período chuvoso previsto entre o fim de 2025 e o início de 2026. Segundo a administração municipal, neste ano foram instaladas placas de alerta para risco de alagamento, reforçando a sinalização destinada aos condutores.

Também foram executados serviços de microdrenagem, totalizando cerca de 100 mil limpezas de bocas de lobo. Já as ações de macrodrenagem incluem a desobstrução de cursos d’água, como a limpeza do Ribeirão Arrudas — uma operação de alta complexidade que remove grandes volumes de sedimentos e detritos para restaurar a capacidade de vazão do rio.

Atualmente, Belo Horizonte conta com cerca de 120 agentes da Defesa Civil e 14 viaturas. “Além das vistorias, a equipe pode adotar medidas como o encaminhamento de famílias para abrigos e a distribuição de cestas básicas, colchões e cobertores”, informou a prefeitura.

Santa Catarina também preocupa

Outro estado em destaque é Santa Catarina, com 207 municípios classificados como suscetíveis a esse tipo de risco. Para o verão, a Secretaria de Estado da Proteção informou que, na região do Grande Oeste, os acumulados de chuva tendem a diminuir. Já nas áreas litorâneas, a expectativa é de um período mais chuvoso.

“As chuvas se tornam mais frequentes e, por vezes, intensas em janeiro, quando a circulação marítima passa a ser mais ativa. As áreas mais afetadas estão entre a Grande Florianópolis e o Norte catarinense, onde não são descartados eventos extremos. Em fevereiro, a chuva volta a ser irregular, enquanto a circulação marítima continua ativa no litoral catarinense”, informou o governo do estado.

O trimestre entre dezembro e fevereiro concentra o maior número de ocorrências de desastres em Santa Catarina. Segundo o Perfil Histórico de Desastres do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil (PPDC-SC), que reúne dados de 1995 a 2019, foram registradas 5.540 ocorrências no período analisado.

Outros estados e ocorrências recentes

Também aparecem entre os estados com maior número de municípios em risco:

  • São Paulo (172 cidades)
  • Rio Grande do Sul (142)
  • Bahia (137)
  • Maranhão (110)

No estado paulista, entre os municípios listados estão Avaré, Barretos, Cotia, Itapevi e Mauá. No início do mês, uma forte chuva atingiu o município de Ilha Solteira, com rajadas de vento de aproximadamente 80 km/h. O evento provocou quedas de árvores, destelhamentos e o colapso de uma torre de comunicação instalada na Guarda Civil Municipal.

Segundo a Defesa Civil estadual, o incidente comprometeu a comunicação via rádio das guarnições e evidenciou a importância da REER-SP (Rede Estadual de Emergência de Radioamadores de São Paulo) no apoio às ações de resposta.

Impacto nacional

Em todo o país, a população dos municípios classificados como suscetíveis chega a 148,9 milhões de pessoas, sendo que 8,9 milhões vivem em áreas com perigo potencial de desastres naturais.

Recentemente, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional promoveu uma reunião com defesas civis estaduais e órgãos federais. A coordenadora-geral de Gerenciamento de Riscos do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), Talime Teleska, afirmou que o objetivo é alinhar informações sobre o prognóstico climático e fortalecer as ações de preparação e resposta.

“Essa articulação é fundamental para que estejamos em prontidão e com a comunicação alinhada, garantindo que, na ocorrência de um desastre, a população seja atendida com rapidez e qualidade”, afirmou.

De acordo com o ministério, o período entre novembro e fevereiro concentra um dos maiores volumes de chuva no país. Alertas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam previsão de tempestades em áreas das regiões Norte, Centro-Oeste e Sul da Bahia, com volumes que podem chegar a 100 milímetros por dia.

Prejuízos de R$ 732 bilhões em 12 anos

Entre 2013 e 2024, o Brasil acumulou mais de R$ 732 bilhões em prejuízos relacionados a desastres naturais. Os dados constam no relatório “Panorama dos Desastres no Brasil – 2013 a 2024”, divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

No período, 5.279 municípios — o equivalente a 94% do total do país — decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública, somando 70.361 registros.

Os desastres afetaram mais de 418 milhões de pessoas, resultaram em 2.978 mortes e obrigaram mais de 6 milhões a deixarem suas casas. Desse total, 1 milhão ficou desabrigada e 5,1 milhões desalojadas.

A Região Sul lidera os prejuízos econômicos, concentrando 37,5% das perdas, principalmente nos setores de infraestrutura pública, agricultura, pecuária e habitação. Em seguida aparecem o Nordeste (35,5%), o Sudeste (16,3%), o Centro-Oeste (7,9%) e o Norte (2,8%).

Entre os principais eventos, a seca e a estiagem foram responsáveis por 27.900 registros, seguidas pelos desastres relacionados ao excesso de chuvas, com 20.400 decretos. Juntos, esses fenômenos motivaram 48.400 pedidos de apoio ao governo federal, representando 68,9% dos decretos emitidos no período.
 

Fonte: Brasil 61

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Brasil
19 dez

Verão começa neste domingo (21) com calor intenso e chuvas irregulares pelo país

Verão começa neste domingo (21) com calor intenso e chuvas irregulares pelo país

No próximo domingo (21), às 12h03 (horário de Brasília), começa oficialmente o verão no Hemisfério Sul. A estação, que vai durar até o dia 20 de março de 2026, será marcada pelo aumento das temperaturas em todo o Brasil, além de rápidas mudanças nas condições do tempo. Esse cenário deve favorecer a ocorrência de chuvas intensas, queda de granizo, ventos de moderados a fortes e descargas elétricas. As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Durante o verão, as chuvas são frequentes em praticamente todo o país, com volumes que podem ultrapassar os 400 milímetros (mm). As exceções ficam por conta do extremo sul do Rio Grande do Sul, do nordeste de Roraima e do leste da Região Nordeste, onde, em geral, os acumulados ficam abaixo desse valor.

Fonte: Inmet

Confira a previsão para as regiões do país:

Região Norte

Entre janeiro e março de 2026, a previsão aponta condições favoráveis para o predomínio de chuvas acima da média climatológica em grande parte da Região Norte. No entanto, no sudeste do Pará e em todo o estado do Tocantins, os volumes de chuva podem ficar abaixo da média histórica.

Em relação às temperaturas, são esperados valores acima da média climatológica no Amazonas, no centro-sul do Pará, no Acre e em Rondônia. No Tocantins, os desvios podem chegar a 0,5 °C ou mais acima da média do período. Já nos estados mais ao norte da região — Amapá, Roraima e norte do Pará — as temperaturas devem ficar próximas da média histórica.

Região Nordeste

A previsão indica predomínio de chuvas abaixo da média climatológica em praticamente toda a região, especialmente na Bahia, no centro-sul do Piauí e na maior parte dos estados de Sergipe, Alagoas e Pernambuco. Nessas áreas, os volumes podem ficar até 100 milímetros abaixo da média histórica do primeiro trimestre de 2026.

Por outro lado, são esperados volumes de chuva próximos ou acima da média no centro-norte do Maranhão, no norte do Piauí e no noroeste do Ceará.

As temperaturas devem ficar acima da média histórica em toda a região nos próximos meses, com destaque para a Bahia e o sul do Maranhão e do Piauí, onde os desvios podem superar 1 °C. Nos demais estados, as temperaturas tendem a ficar até 0,5 °C acima da média.

Região Centro-Oeste

Na Região Centro-Oeste, a previsão indica condições favoráveis para volumes de chuva acima da média histórica no oeste de Mato Grosso. Em Goiás, por outro lado, deve predominar chuva abaixo da média do período. Para as demais áreas da região, os volumes previstos são próximos da média histórica.

Quanto às temperaturas, o cenário aponta predomínio de valores acima da média nos próximos meses, com desvios que podem chegar a 1 °C acima da climatologia na faixa central da região.

Região Sudeste

No Sudeste, a previsão indica predomínio de chuvas abaixo da média climatológica, com volumes até 100 mm inferiores à média histórica do primeiro trimestre. Os déficits mais significativos são esperados para algumas mesorregiões de Minas Gerais, entre elas a Zona da Mata, Vale do Rio Doce, Região Metropolitana de Belo Horizonte e Central Mineira.

Em relação às temperaturas, os valores devem ficar acima da média, com variação de até 1 °C.

Região Sul

Na Região Sul, a previsão aponta condições favoráveis para chuvas acima da média histórica em todos os estados. Os maiores volumes são esperados nas mesorregiões Sudeste e Sudoeste do Rio Grande do Sul, com acumulados que podem chegar a 50 mm acima da média do trimestre.

As temperaturas devem permanecer predominantemente acima da média durante os meses de verão, com destaque para o oeste do Rio Grande do Sul, onde os desvios podem atingir até 1 °C acima da climatologia.

Para mais informações, confira o Prognóstico Climático do Verão 2025/2026 no site no Inmet.

Fonte: Brasil 61

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Brasil
19 dez

Pacote de modernização de trânsito de máquinas agrícolas em vias públicas avança na Câmara

Pacote de modernização de trânsito de máquinas agrícolas em vias públicas avança na Câmara

Após mais de 20 anos de discussões, a Câmara dos Deputados fica mais perto de modernizar as regras para circulação de máquinas agrícolas no país. Foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), na quarta-feira (17), o substitutivo ao PL 724/2003.

A proposta flexibiliza as exigências do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para que tratores e similares possam trafegar por vias públicas. A autora do novo texto, a deputada Marussa Boldrin (MDB-GO) e vice-presidente da Região Centro-Oeste da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), acolheu integralmente diferentes projetos no pacote para atender à demanda crescente por circulação segura, técnica e eficiente das máquinas agrícolas em vias públicas.

Ao todo, são 5 as novidades: 

  • Autorização Especial de Trânsito (AET) para circulação de tratores e máquinas agrícolas, com validade de seis meses, para viagens de até 10 km;
  • Inclusão de colhedeira no rol de veículos de tração e definição de requisitos para a condução dessas máquinas;
  • Permissão do trânsito diurno de tratores e máquinas agrícolas em rodovias, sem necessidade de AET, quando acompanhados de batedores, com limites de trajeto;
  • Permissão da circulação de tratores e máquinas agrícolas mediante AET, nas mesmas condições aplicadas a veículos de carga;
  • Libera a circulação de máquinas pesadas por até 5 km, desde que acompanhadas por dois batedores equipados com sinalização adequada.

Com a aprovação, as medidas agora estão prontas para serem votadas no Plenário da Câmara. No entanto, ainda não há data marcada.

Fonte: Brasil 61

PAX
Rio Grande do Norte
19 dez

SESED apresenta planejamento da Operação Verão 2026 com reforço em diárias operacionais e novos equipamentos

SESED apresenta planejamento da Operação Verão 2026 com reforço em diárias operacionais e novos equipamentos

Com investimento de aproximadamente R$ 15 milhões do Governo do Estado, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED) apresentou na manhã da última quarta-feira (17), em coletiva de imprensa, o planejamento para a OPERAÇÃO VERÃO 2026, que se inicia logo nos primeiros dias de janeiro e vai até o final do carnaval.

Com o maior valor investido em diárias operacionais, maior número de efetivo empregado e maior quantidade de equipamentos e viaturas de prevenção, salvamento e resgate e de patrulhamento, a expectativa é de que esta seja a maior Operação Verão já realizada no estado.

As atividades a serem desenvolvidas em todo o litoral potiguar devem envolver, diariamente, aproximadamente 2.000 agentes de segurança pública da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Penal e do Detran-RN, além do apoio de equipes da Polícia Rodoviária Federal e das guardas municipais.

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Notícia
18 dez

PRF lança Operação Rodovida 2025/2026 no Rio Grande do Norte

PRF lança Operação Rodovida 2025/2026 no Rio Grande do Norte

Ações integradas com outros órgãos vão até o Carnaval

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio Grande do Norte realizou o lançamento estadual da Operação Rodovida 2025/2026, que intensificará as ações de fiscalização e educação para o trânsito nas rodovias federais potiguares até o dia 22 de fevereiro de 2026.

A iniciativa integra o programa nacional de segurança viária e tem como objetivo reduzir a violência no trânsito durante o período de maior fluxo de veículos no estado, impulsionado pelas festas de fim de ano, o veraneio e o Carnaval. A abertura nacional da operação ocorreu na última terça-feira (16), em Maceió (AL).

Durante a Rodovida, a PRF ampliará a presença operacional em trechos e horários identificados por inteligência como de maior risco de sinistros/Foto: NUCOM-RN

Atuação Integrada e Foco Estratégico
No Rio Grande do Norte, a operação será desenvolvida de forma integrada com órgãos de segurança pública e de trânsito estaduais e municipais, fortalecendo a atuação conjunta em prol da preservação de vidas.

Durante a Rodovida, a PRF ampliará a presença operacional em trechos e horários identificados por inteligência como de maior risco de sinistros. A fiscalização será rigorosa sobre as condutas que historicamente causam acidentes graves nas BRs que cortam o estado (como a BR-101 e a BR-304), incluindo:

Ultrapassagens indevidas;

Embriaguez ao volante;

Excesso de velocidade;

Uso do celular ao dirigir;

Falta de itens de segurança (cinto de segurança, capacete e cadeirinha para crianças).

A Operação Rodovida 2025/2026 seguirá com atividades contínuas em todas as rodovias federais do Rio Grande do Norte/Foto: NUCOM-RN

Educação para o Trânsito
Além do policiamento, a operação contará com o projeto Cinema Rodoviário, promovendo ações educativas em pontos estratégicos para sensibilizar condutores e passageiros sobre a importância da responsabilidade no trânsito.

A Operação Rodovida 2025/2026 seguirá com atividades contínuas em todas as rodovias federais do Rio Grande do Norte até o encerramento do período de Carnaval, buscando garantir uma viagem segura para potiguares e turistas.

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