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19 jan

Bolsa Família: pagamentos começam nesta segunda-feira (19)

Bolsa Família: pagamentos começam nesta segunda-feira (19)

A CAIXA inicia nesta segunda-feira (19), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de janeiro para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1. 

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.

O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.

No aplicativo Bolsa Família é possível acompanhar as informações dos benefícios, além de receber atualizações e novidades sobre o programa.

Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.  

O que é Bolsa Família

O Programa Bolsa Família é a transferência mensal de renda do maior programa social do Brasil, reconhecido por tirar milhões de famílias da fome. O modelo atual considera tamanho e características do núcleo familiar: lares com três ou mais pessoas tendem a receber valores maiores do que famílias unipessoais, reforçando a proteção social.

Pagamento do Bolsa Família: objetivos do programa

Além da renda, o Bolsa Família integra políticas públicas para ampliar acesso a saúde, educação e assistência social. O foco é promover dignidade e cidadania, articulando ações complementares (esporte, ciência, trabalho) para a superação da pobreza e a transformação social.

Quem tem direito ao pagamento do Bolsa Família

Para ter direito ao pagamento do Bolsa Família, a renda por pessoa da família deve ser de até R$ 218/mês.

Exemplo: 1 pessoa com salário mínimo (R$ 1.518) em família de 7 integrantes → renda per capita de R$ 216,85. Como está abaixo de R$ 218, a família é elegível ao benefício.

Como receber o pagamento do Bolsa Família (passo a passo)

  1. Inscrição no CadÚnico: mantenha dados corretos e atualizados.
  2. Onde se cadastrar: procure o CRAS ou postos municipais de assistência social.
  3. Documentos: CPF ou título de eleitor.
  4. Seleção mensal automatizada: estar no CadÚnico não garante entrada imediata. Todos os meses o programa identifica e inclui novas famílias que passam a receber o pagamento Bolsa Família.

Quando começa o pagamento Bolsa Família após o cadastro?

Mesmo inscrita no CadÚnico, a família só recebe quando for selecionada pelo sistema do programa. A inclusão é contínua e mensal, de forma automatizada, conforme os critérios de elegibilidade e a atualização cadastral.

Dicas para manter o pagamento do Bolsa Família em dia

  • Atualize o CadÚnico sempre que houver mudança (endereço, renda, composição familiar).
  • Acompanhe o calendário oficial de pagamento e as comunicações do município/CRAS.
  • Guarde seus comprovantes e verifique regularmente a situação do benefício nos canais oficiais.

Bolsa Família: perguntas rápidas (FAQ)

Preciso estar no CadÚnico? Sim, é obrigatório para concorrer ao pagamento do Bolsa Família.

O valor é igual para todos? Não. O modelo considera o tamanho e o perfil familiar, podendo variar.

Cadastro feito = pagamento imediato? Não. A seleção é mensal e automatizada; a família come

Fonte: Brasil 61

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18 jan

Crime brutal no Seridó motivado por dinheiro: encapuzadas invadem imóvel rural e matam morador de 68 anos

Crime brutal no Seridó motivado por dinheiro: encapuzadas invadem imóvel rural e matam morador de 68 anos

Era por volta das 23 horas quando um morador do sítio Bom Jesus, zona rural de Florânia teve sua casa invadida por dois criminosos armados. A vítima de 68 anos reagiu e foi baleado.

Ao lado de familiares, Ivo Silva realizava uma confraternização no alpendre de casa quando foi abordado pelos dois meliantes e seu filho chegou ser amarrado pelos impiedosos criminosos.

Ivo reagiu à iminente agressão e foi baleado, mesmo assim, a dupla de encapuzadas não deu chance para o socorro, e ficou no imóvel por cerca de 30 minutos, levando o que pode.

Os bandidos fugiram pela vegetação seca da região em direção e podem ter seguido sentido Laginhas (Caicó), município de São Vicente e na própria região onde o crime se deu.

Não ficou claro se a vítima faleceu logo após ser atingida pelos tiros e/ou chegou ser socorrida para alguma unidade hospitalar da região. A PM está em diligências em toda a região.

Jair Sampaio

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18 jan

Gilmar Mendes nega pedido de prisão domiciliar a Bolsonaro

Gilmar Mendes nega pedido de prisão domiciliar a Bolsonaro

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido de prisão domiciliar em favor de Jair Bolsonaro feito pelo advogado Paulo Emendabili Barros de Carvalhosa, que não compõe a banca oficial de defesa do ex-presidente. A decisão é desta sexta-feira (16). 

habeas corpus (HC) com pedido de prisão domiciliar foi apresentado no dia 10 de janeiro e alegava não existirem condições adequadas de atendimento médico continuado a Bolsonaro na cela onde cumpria pena, na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. Há dois dias, no entanto, o ex-presidente foi transferido, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, para a Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), no Complexo Penitenciário da Papuda, também no DF, onde deverá seguir cumprindo, em regime fechado, a pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar tentativa de golpe de Estado.

Inicialmente, o pedido de prisão domiciliar foi distribuído por sorteio à ministra Carmen Lúcia, mas, como o Judiciário está de recesso, o processo foi redistribuído a Moraes, vice-presidente do STF, que responde pelo plantão durante o recesso forense. Como o HC questionava uma decisão do próprio Moraes, relator da ação penal da trama golpista, o ministro redistribuiu o processo para Gilmar Mendes, decano da Corte, conforme previsão do Regimento Interno que determina o encaminhamento de ações por ordem decrescente de antiguidade no tribunal.

“Considerando as peculiaridades do caso concreto, não é cabível o manejo da via do habeas corpus por terceiro, mormente se considerado que há defesa técnica constituída e atuante em favor do paciente. Compreensão diversa, além de possibilitar eventual desvio de finalidade do writ [remédio] constitucional, poderia propiciar o atropelo da estratégia defensiva, consequência que não se compatibiliza com a protetiva destinação constitucional do remédio processual”, escreveu o ministro Gilmar Mendes, em sua decisão.

O ministro ponderou ainda que, embora exercendo competência legítima na análise do pedido, uma decisão divergente significaria uma “indevida substituição da competência previamente estabelecida” pelo STF em relação ao princípio do juiz natural, já que Alexandre de Moraes é o magistrado relator da ação penal envolvendo o ex-presidente Bolsonaro.

habeas corpus é um dispositivo previsto na Constituição Federal que pode ser apresentado por qualquer pessoa, seja em favor próprio ou de terceiros, e não requer proposição assinada por um advogado. Além disso, por se tratar de um remédio jurídico que busca garantir liberdade de locomoção a pessoas presas, sua tramitação é gratuita, e a análise é considerada de urgência.

Agência Brasil

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18 jan

Cidades do CE e MG iniciam vacinação contra dengue com dose única

Cidades do CE e MG iniciam vacinação contra dengue com dose única

As cidades de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) iniciaram a vacinação-piloto com o imunizante de dose única contra a dengue desenvolvido pelo Instituto Butantan. Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre Maranguape (60,1 mil), Nova Lima (64 mil) e também Botucatu, em São Paulo (80 mil). O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades, composta por cidadãos com idade entre 15 e 59 anos. Em Botucatu, a vacinação começa no domingo (18).

Os resultados da imunização serão acompanhados durante um ano. As análises serão conduzidas com apoio de especialistas, que irão avaliar a incidência da dengue nos municípios selecionados, além de monitorar eventuais efeitos adversos raros após a imunização. Metodologia semelhante já foi adotada em Botucatu na avaliação da efetividade da vacina contra a covid-19.

Se os resultados forem positivos, será iniciada a produção em massa para atender todo o país. Até o momento, o Butantan fabricou 1,3 milhão de doses. Antes dos resultados, porém, será realizada a imunização de públicos prioritários com a chegada de mais doses da Butantan DV. A imunização de profissionais da atenção primária à saúde está prevista para o início de fevereiro. Esse grupo, composto por  médicos, enfermeiros e agentes comunitários, deve receber as cerca de 1,1 milhão de doses que não foram usadas nesta fase prioritária.

Segundo o Ministério da Saúde, com a transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacinação será gradualmente ampliada para todo o país, começando pela população de 59 anos e avançando até o público de 15 anos. A expectativa é de ampliação da produção em até 30 vezes.

No lançamento da vacinação em Maranguape, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, destacou os critérios adotados para a escolha dos municípios. “Cidades [que foram] escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde estruturada, que permite implementar a vacina e avaliar seu impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade”, afirmou. Massuda destacou, ainda, que a vacina é a primeira contra a dengue aplicado em dose única, o que permite imunização mais rápida e eficaz.

Os estudos clínicos indicaram eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves. Entre os vacinados, nenhum precisou de hospitalização por conta da dengue. A vacina foi desenvolvida em um processo de 20 anos, juntando tecnologias de diversos centros de pesquisa nacionais e apoio de pesquisadores estrangeiros. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apoiou com um financiamento de R$ 32 milhões, ainda em 2008. Um segundo aporte, para financiar a fábrica de vacinas, colocou R$ 97 milhões do banco à disposição, em 2017. Até o momento, o imunizante recebeu investimentos de R$ 305,5 milhões.

A rede de saúde das cidades que atuam nesta fase atenderá moradores com documento oficial, com foto, e a orientação é que se leve também o Cartão SUS. Mesmo com a imunização, o cuidado com essa e outras arboviroses permanece. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Nova Lima, “mesmo com a ampliação da cobertura vacinal, as ações de prevenção seguem fundamentais, especialmente o combate ao mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de água parada”.

Agência Brasil

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18 jan

Entenda como sanção dos EUA fragiliza economias como a do Irã

Entenda como sanção dos EUA fragiliza economias como a do Irã

Alvos recentes de ações militares dos Estados Unidos, Irã e Venezuela também têm em comum as sanções econômicas aplicadas pela Casa Branca aos dois países. Estudos apontam que cercos econômicos prolongados têm sido cada vez mais utilizados como arma de política externa para pressionar ou derrubar determinados governos. 

No caso do Irã, há também sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU contra o programa nuclear de Teerã. Na raiz dos protestos que sacudiram o país persa nas últimas semanas está a desvalorização de 50% da moeda iraniana e uma inflação oficial de 42% em 2025. 

Para entender como essas sanções fragilizam as economias dos dois países, a Agência Brasil  conversou com especialistas e analisou estudos científicos e relatórios das Nações Unidas (ONU) sobre o tema. 

São Paulo (SP), 11/02/2025 - Lendro Demori entrevista a economista Juliane Furno no DR com Demori . Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Economista Juliane Furno – Paulo Pinto/Agência Brasil

A economista e socióloga Juliane Furno, professora adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), lembra que as sanções contra o Irã foram aprofundadas pela ONU em setembro de 2025, após a guerra de 12 dias iniciada por Israel.  

“O agravamento das sanções, basicamente, impede ou dificulta a entrada de dólares no país. Tanto pelas sanções diretas, quanto pela dificuldade operacional do Irã em acessar o sistema financeiro internacional”, diz a economista. 

As sanções ao Irã são diversas e bloqueiam ativos do país no exterior; dificultam as transações financeiras internacionais; proíbem quase todo o comércio do Irã com EUA e punem empresas de qualquer país que fazem investimentos acima de US$ 20 milhões no setor energético da nação. 

Juliane lembra que o bloqueio econômico tem origem anterior: começou em 1979, logo após a Revolução Iraniana que tirou um governo aliado de Washington do poder. As medidas causam uma expressiva desvalorização do rial, a moeda iraniana. 

“Se a moeda se desvalorizava, um dos principais e imediatos efeitos é a inflação. Por isso há, de fato, uma deterioração das condições de vida dos iranianos”, completou a economista.   

Dono da terceira maior reserva de petróleo comprovada do planeta e quinto maior produtor de hidrocarbonetos do mundo, o Irã ainda é dependente das exportações de petróleo, apesar de ter uma economia bem mais diversificada que a venezuelana. 

Documentos do próprio Congresso norte-americano, classificam as medidas contra o Irã como “o conjunto de sanções mais extenso e abrangente que os Estados Unidos mantêm contra qualquer país”.  

Impactos sobre a indústria petroleira 

A relatora especial da ONU sobre os impactos das sanções para os direitos humanos, Alena Douhan, publicou em julho de 2024 relatório sobre as consequências econômicas e sociais do bloqueio econômico ao Irã.   

A especialista afirma que existe correlação entre a imposição de sanções e o desempenho econômico do país, “devido, em particular, às restrições comerciais e financeiras ao setor energético iraniano, que é a fonte de renda mais significativa do país”.  

“Cerca de metade do orçamento fiscal do governo depende exclusivamente das exportações de petróleo e outros líquidos”, aponta. 

Douhan destaca que, com a suspensão parcial das sanções em 2015, o país conseguiu aumentar as exportações de 700 mil a 1,4 milhão, na média entre 2010 a 2015, para 2,5 milhões de barris por dia entre 2016 e 2018. 

“Com a reimposição das sanções dos Estados Unidos [em 2019], as exportações caíram para menos de 500 mil barris por dia em julho de 2020. Somente em 2018 e 2019, as exportações de petróleo diminuíram 57%”, afirmou a relatora da ONU. 

Douhan pede à suspensão – total ou parcial – das sanções devido aos efeitos sociais e nos direitos humanos dos iranianos. 

“[O embargo econômico] levou à redução das receitas do Estado e ao aumento da pobreza e exacerbou as desigualdades socioeconômicas existentes, resultando em recursos insuficientes para garantir as necessidades básicas das pessoas de baixa renda e de outros grupos vulneráveis”, afirmou. 

Inflação e impactos na saúde

Vista de Teerã após explosões
 26/10/2024   Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

Vista de Teerã – Majid Asgaripour/Wana via Reuters/proibida a reprodução

A especialista Alena Douhan demonstra que o nível dos preços oscila de acordo com a imposição ou relaxamento das sanções econômicas. Depois de apresentar uma média de 23,8% entre 2011 e 2015, a inflação caiu para 7,2% e 8% em 2016 e 2017, após acordo que reduziu a intensidade do bloqueio. Segundo ela, desde o retorno das sanções em 2018, os preços gerais no país subiram 85% e o custo dos dos alimentos dobrou. 

A classe média vem encolhendo nos últimos anos, em parte, devido à política de sanções. Estudo da Revista Europeia de Economia Política El Sevier, de dezembro de 2025, calculou que as sanções levaram a uma redução média anual de 17 pontos percentuais no tamanho da classe média iraniana entre 2012 e 2019.   

Já outra pesquisa da revista inglesa The Lancet apontou que as sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU interromperam as importações de medicamentos essenciais, causando aumentos de preços de até 300% em alguns antiepilépticos.  

“[Houve] reduções consideráveis na disponibilidade de 13 dos 26 medicamentos essenciais para doenças não transmissíveis e mais de 6 milhões de pacientes com doenças não transmissíveis ficaram sem acesso a tratamento de alta qualidade”, diz a publicação. 

Os Estados Unidos e a ONU 

A Casa Branca sustenta que as sanções contra o regime de Teerã são necessárias devido a violações de direitos humanos e suposto apoio ao “terrorismo”. O objetivo seria forçar o Irã a desmantelar seu programa nuclear, que Teerã alega ser para fins pacíficos. 

No caso da ONU, as sanções são justificadas como forma de pressionar o governo a adotar medidas que impeçam o desenvolvimento de armas nucleares.  Para os críticos, as justificativas são pretextos para mudar um regime político que se contrapõe à hegemonia de Israel e do Ocidente no Oriente Médio. 

ENTENDA O IRÃ 1 - Professor Bruno Lima Rocha. Foto: Arquivo Pessoal

Professor Bruno Lima Rocha. Foto: Arquivo Pessoal – Arquivo pessoal

O cientista político, professor de relações internacionais e jornalista da HispanTV Brasil, Bruno Lima Rocha, avalia que os Estados Unidos não têm compromisso com a democracia. 

“Se assim fosse se colocariam contra monarquias absolutistas, como a da dinastia destronada dos Pahlavi (no próprio Irã) ou os monarcas da Península Arábica. O tema de fundo é a posição do Irã contra o imperialismo e em defesa da Palestina”, destacou. 

Para o especialista, a justificativa de barrar o programa nuclear é uma falácia. “O país é signatário do Tratado de Não Proliferação (TNP) de Armas Nucleares e não tem ogiva alguma. Israel não assinou o TNP e tem um arsenal que não se sabe nem o tamanho nem o alcance”, completou.   

Impactos das sanções no mundo 

Estudos recentes demonstram que os impactos econômicos e sociais das sanções equivalem a guerras tradicionais. 

Artigo publicado na influente revista científica The Lancet Global Health calculou que as sanções unilaterais estão associadas a cerca de 560 mil mortes por ano, “semelhante à carga global de mortalidade associada a conflitos armados”.  

A revista Estudos de Desenvolvimento, da editora acadêmica Taylor & Francis, do Reino Unido, calculou que as sanções podem reduzir a expectativa de vida em cerca de 0,4 a 1,4 anos, a depender da sua intensidade. 

“Além disso, encontramos evidências de que as mulheres são afetadas mais severamente pela imposição de sanções” A publicação cita ainda o  aumento da mortalidade infantil e das mortes por cólera, bem como a diminuição dos gastos públicos com saúde. 

Agência Brasil

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