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08 jun

Brasileiro trabalhou 150 dias em 2026 apenas para pagar tributos, aponta estudo do IBPT

Brasileiro trabalhou 150 dias em 2026 apenas para pagar tributos, aponta estudo do IBPT

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

Os brasileiros precisaram trabalhar até o dia 30 de maio de 2026 apenas para pagar impostos, taxas e contribuições cobrados pelos governos federal, estaduais e municipais. É o que revela um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Pelo estudo, a carga tributária efetiva sobre a renda, o consumo e o patrimônio da população neste ano está em 41,10%.

Na prática, o percentual representa 150 dias do calendário dedicados exclusivamente ao pagamento de tributos. O resultado mantém o Brasil em um dos mais altos patamares de carga tributária das últimas décadas, conforme os dados do IBPT.

Os dados mostram que a tributação sobre os brasileiros cresceu de forma gradual desde o início dos anos 2000. Em 2003, a carga tributária efetiva era de 36,98%. Em 2007, passou para 40,01% e, desde então, permaneceu próxima ou acima da faixa dos 40%, atingindo 40,80% em 2021, 2022 e 2025.

Em nota, o Instituto destaca que o presidente-executivo do IBPT e um dos autores do estudo, João Eloi Olenike, avalia que o cenário é preocupante já que a elevada arrecadação não tem sido acompanhada pela percepção de melhorias nos serviços públicos.

“Apesar da alta arrecadação, a população ainda não percebe um retorno proporcional em serviços públicos de qualidade”, salienta Olenike.

O estudo mostra, ainda, que a quantidade de dias trabalhados para pagar tributos praticamente dobrou nas últimas décadas. Em 1986, eram necessários 82 dias de trabalho para quitar a carga tributária. Em 1988, o número caiu para 73 dias, em contrapartida voltou a crescer e alcançou 130 dias em 2001. Segundo os dados, nos últimos 20 anos, os dias de trabalho para custear impostos permaneceram entre 140 e 150 dias.

Segundo o IBPT, hoje o brasileiro trabalha quase o dobro do que trabalhava na década de 1970 para cumprir suas obrigações tributárias.

Para chegar aos resultados por meio da análise comparativa, o estudo foi utilizado, para fins tributários, a faixa mensal de rendimento de até R$ 3.000,00 (classe baixa), de R$ 3.000,00 a R$ 10.000,00 (classe média) e acima de R$ 10.000,00 (classe alta).

Aumentos de impostos influenciaram resultado

A base de cálculo do levantamento abarca o período entre maio de 2025 e abril de 2026. O estudo inclui tributos federais, estaduais e municipais, como IRPF, INSS, ICMS, IPI, ISS, IPVA, IPTU, taxas diversas e contribuições.

Entre os fatores que contribuíram para a manutenção da elevada carga tributária, o Instituto destaca mudanças como aumentos das alíquotas do ICMS em estados como Maranhão, Rio Grande do Norte e Piauí, além da ampliação da cobrança do ICMS sobre importações realizadas por meio do Programa Remessa Conforme, da Receita Federal.

O estudo também cita os efeitos da chamada “taxa das blusinhas”, que manteve a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50.

Outro destaque entre os principais aumentos de tributação no período do estudo foi o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que impactou as operações de crédito empresarial, câmbio, previdência privada e seguros.

Também pesaram no cálculo a ampliação da tributação sobre apostas esportivas e jogos online, o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para fintechs e instituições financeiras, a elevação da alíquota do Imposto de Renda sobre Juros sobre Capital Próprio (JCP) e o aumento do Imposto de Importação para alguns produtos de tecnologia.

IBPT

Fundado em 1992, o IBPT é uma entidade especializada em estudos sobre o sistema tributário brasileiro e atua na produção de pesquisas relacionadas à arrecadação e transparência fiscal.

Fonte: Brasil 61

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08 jun

Brasileiros preferem bons salários e estabilidade do que home office e jornada reduzida, aponta CNI

Brasileiros preferem bons salários e estabilidade do que home office e jornada reduzida, aponta CNI

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Profissionais brasileiros valorizam mais salários altos, estabilidade e perspectivas de crescimento na carreira do que trabalho remoto e jornada reduzida. É o que revela a 69ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: futuro profissional, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)

O levantamento investigou quais características os trabalhadores consideram mais importantes para a ocupação que desejam exercer nos próximos cinco anos. Entre os principais diferenciais apontados estão: 

  • salário mais alto (28,7%);
  • estabilidade no emprego (22,4%);
  • perspectiva de crescimento profissional (20,1%);
  • flexibilidade de horário (19,3%);
  • possibilidade de trabalhar de casa/home office (15,9%);
  • jornada reduzida (9,8%).

Segundo a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Claudia Perdigão, fatores tradicionalmente associados à segurança profissional continuam orientando as escolhas dos trabalhadores

“Apesar do crescimento da discussão sobre benefícios não pecuniários — como home office e teletrabalho —, os elementos mais tradicionais continuam sendo valorizados e orientando o trabalhador na consolidação de seus planos de carreira a médio e longo prazo”, afirma.

Principais obstáculos

A pesquisa também identificou as principais barreiras percebidas pelos brasileiros para alcançar a profissão desejada. Entre elas, destacam-se: 

  • necessidade de cuidar de familiares (16,1%);
  • falta de formação ou qualificação exigida pelo mercado (12,7%);
  • falta de informação sobre vagas disponíveis (11,9%);
  • discriminação por parte dos empregadores (8,3%).

Para Perdigão, esses fatores contribuem para aumentar a insegurança em relação ao futuro profissional. “Esses elementos fazem com que o trabalhador tenha dúvidas sobre a concretização de seus sonhos e aspirações, o que acaba levando o trabalhador a se ver em uma situação de incerteza, quando pensa no médio e longo prazo”, ressalta.

Futuro profissional incerto

De acordo com o levantamento, 43% dos brasileiros não sabem dizer em qual profissão estarão trabalhando daqui a cinco anos. A insegurança é ainda maior entre os trabalhadores mais velhos

Segundo a especialista da CNI, as rápidas transformações tecnológicas — especialmente o avanço da inteligência artificial — ajudam a explicar esse cenário

“Existe uma grande incerteza sobre como as profissões vão responder a essas mudanças. Essa percepção de mudança iminente leva o trabalhador a olhar para a sua trajetória profissional e questionar como ele deve prosseguir”, avalia. 

Entre os entrevistados que conseguiram projetar o futuro, 13,9% afirmaram que pretendem ter o próprio negócio, principalmente em atividades ligadas ao comércio varejista e ao setor de serviços, como salões de beleza, bares e restaurantes. 

Emprego formal continua sendo preferência 

A pesquisa integra uma série de três levantamentos realizados pela CNI para compreender como os brasileiros avaliam sua situação profissional atual, sua capacidade de adaptação às transformações do mercado de trabalho e suas expectativas para o futuro. Os resultados anteriores da série Retratos da Sociedade Brasileira também foram divulgados no Brasil61.com.

Um dos estudos mostra que mais de um terço dos trabalhadores ocupados que procuraram emprego no mês anterior à pesquisa consideram o emprego formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a opção mais atrativa. 

A preferência é ainda mais forte entre os jovens de 25 a 34 anos, faixa em que 41,4% dos entrevistados apontaram a carteira assinada como a modalidade mais desejada.

A brasiliense Gabriela Vale, de 29 anos, representa esse perfil identificado pela pesquisa. Em 2024, ela trabalhava remotamente em uma assessoria de comunicação. Em maio deste ano, porém, decidiu trocar o home office por uma vaga presencial com carteira assinada. 

“O salário seria pouca coisa maior do que eu estava recebendo, mas teria os benefícios da CLT, que, para mim, são atrativos maravilhosos. Apesar de ser um trabalho 100% presencial, só pelo fato de ter os benefícios da CLT e ganhar um pouco a mais, eu optei por aceitar essa oportunidade”, relata.

Para Claudia Perdigão, o resultado demonstra que o modelo formal de contratação continua sendo altamente valorizado pelos brasileiros. “Mesmo em um cenário de novas modalidades de trabalho, em que a flexibilidade também se torna uma moeda de troca, o conjunto de benefícios tradicionais são valorizados e acabam sendo associados ao emprego com carteira assinada”, afirma.

Habilidades digitais ainda são desafio 

Em relação à maturidade digital da população, a pesquisa aponta que 54% dos brasileiros apresentam domínio alto ou médio-alto de habilidades digitais. No entanto, esse percentual cai para 44,5% quando consideradas competências mais complexas, como o uso de inteligência artificial, planilhas eletrônicas e configurações de computadores, aplicativos e programas

“Os resultados revelam um cenário marcado por contrastes: de um lado, trabalhadores satisfeitos com suas ocupações e pouco dispostos a mudar de emprego; de outro, um ambiente de rápidas mudanças tecnológicas que gera incertezas sobre os próximos passos da trajetória profissional”, conclui a economista.

Fonte: Brasil 61

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08 jun

STM marca julgamento de recurso de Bolsonaro em ação que pode cassar patente militar

STM marca julgamento de recurso de Bolsonaro em ação que pode cassar patente militar

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

STM (Superior Tribunal Militar) agendou para o dia 24 de junho o julgamento de recurso da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que o ministro tenente-brigadeiro do ar Joseli Parente seja afastado do processo de perda de patente.

Nesse caso, os ministros do STM avaliarão decisão da presidente do tribunal, Maria Elizabeth Rocha, que, em março, negou pedido de suspeição de Parente nesse julgamento.

O recurso apresentado pela defesa de Bolsonaro alega que o ministro é suspeito no caso depois de, em entrevistas dadas em 2023, defender punição aos militares envolvidos nos atos golpistas do 8 de Janeiro.

Em parecer, a presidente do STM negou as alegações. “Os fundamentos empregados são demasiadamente vazios e insuficientes para atribuir parcialidade ao Magistrado”, disse Rocha.

“As declarações do ministro não fizeram menção individualizada a determinado sujeito, com indicação nominal de investigado ou acusado relacionado aos fatos de 8/1/2023.”

O STM analisa processo que discute se Bolsonaro deve ser declarado indigno ou incompatível com o oficialato, o que significa a perda de sua patente militar de capitão reformado do Exército.

Bolsonaro foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Militares condenados a penas superiores a dois anos podem ser submetidos à avaliação de indignidade ou incompatibilidade com o oficialato.

Segundo o Ministério Público Militar, Bolsonaro violou oito regras éticas básicas da caserna ao organizar um golpe contra as instituições:

  • Dever de probidade e de proceder de maneira ilibada na vida pública;
  • Respeito à dignidade humana;
  • Cumprimento das leis e das ordens das autoridades competentes;
  • Zelo pelo preparo moral próprio;
  • Prática da camaradagem e do espírito de cooperação;
  • Discrição em suas atitudes, maneiras e linguagem escrita e falada, além da observância das normas de boa educação;
  • Acatamento das autoridades civis;
  • Cumprimento de seus deveres de cidadão.

O STM é composto por 15 ministros — 10 deles são militares e 5 deles são civis.

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08 jun

Israel bombardeia alvos militares no Irã e ignora apelo de Trump para evitar retaliação

Israel bombardeia alvos militares no Irã e ignora apelo de Trump para evitar retaliação

Mussa Qawasma/Reuters

Israelrealizou nesta segunda-feira (8) uma série de ataques aéreos contra instalações militares no Irã, em resposta ao lançamento de mísseis iranianos contra território israelense. A ofensiva ocorreu apesar dos apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o governo israelense evitasse uma nova escalada militar que pudesse comprometer as negociações diplomáticas em curso com Teerã.

Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), os bombardeios atingiram estruturas ligadas ao programa de mísseis iraniano, centros militares e posições estratégicas utilizadas pelas forças armadas do país. Explosões foram registradas em diferentes regiões iranianas, incluindo áreas próximas à capital, Teerã.

A ação foi desencadeada após o Irã lançar uma série de mísseis balísticos contra Israel no fim de semana. A maior parte dos projéteis foi interceptada pelos sistemas de defesa israelenses, mas o episódio representou a mais grave troca direta de ataques entre os dois países desde a trégua alcançada no início deste ano.

Antes da operação israelense, Trump havia defendido publicamente uma resposta moderada. Em declarações à imprensa e nas redes sociais, o presidente americano afirmou que buscaria diálogo com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para evitar uma ampliação do conflito e preservar os esforços diplomáticos voltados para a estabilidade regional.

Apesar da pressão de Washington, Israel decidiu prosseguir com a retaliação. Autoridades israelenses argumentaram que a resposta era necessária para restaurar a capacidade de dissuasão do país diante das ameaças iranianas.

O governo do Irã condenou os ataques e advertiu que poderá responder caso novas ações militares sejam realizadas. Autoridades iranianas acusaram Israel de colocar em risco a segurança regional e indicaram que mantêm o direito de reagir a qualquer agressão contra seu território.

A nova escalada aumenta as preocupações da comunidade internacional sobre a possibilidade de um conflito mais amplo no Oriente Médio. Analistas avaliam que os confrontos entre Israel e Irã podem afetar não apenas a segurança regional, mas também os mercados globais de energia e os esforços diplomáticos conduzidos pelos Estados Unidos e aliados europeus.

Até o momento, não há informações oficiais sobre o número de vítimas ou a extensão total dos danos causados pelos bombardeios.

Histórico do conflito

As forças americanas e israelenses começaram a atacar o Irã em 28 de fevereiro. O governo Trump vem tentando negociar um possível acordo de paz há semanas.

Neste domingo, o Irã lançou mísseis contra Israel, mesmo dia em que as forças israelenses bombardearam a periferia de Beirute, capital do Líbano, quebrando o acordo de cessar-fogo assinado em Washington, nos Estados Unidos.

exército israelense afirmou ter interceptado mísseis disparados pelo Irã, o primeiro desse tipo desde que um acordo de não agressão entrou em vigor em abril.

O ataque ocorre após o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, ter afirmado em sua conta oficial no X que o país daria uma resposta “firme e dolorosa” ao ataque realizado pelas forças militares de Israel contra os subúrbios de Beirute neste domingo.

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08 jun

PCC, CV e tarifaço: Congresso abre semana de discussões sobre ações dos EUA contra o Brasil

PCC, CV e tarifaço: Congresso abre semana de discussões sobre ações dos EUA contra o Brasil

Waldemir Barreto/Agência Senado

Congresso Nacional abre nesta semana uma rodada de discussões sobre duas medidas recentes adotadas pelos Estados Unidos que geraram preocupação no Brasil: a classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas e as propostas de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

As iniciativas serão analisadas por parlamentares em diferentes comissões, que pretendem avaliar os impactos políticos, econômicos e diplomáticos das decisões americanas.

Está marcada para esta quarta-feira (10) uma reunião da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência para discutir sobre a classificação de “terrorismo” adotada pelos Estados Unidos.

Segundo o presidente da comissão, Nelsinho Trad (PSD-MS), o objetivo é ouvir especialistas, governo e representantes da diplomacia americana para discutir os impactos da decisão.

Foram convidados os ministros Dario Durigan (Fazenda), Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública) e José Mucio (Defesa), além da nova encarregada de negócios da Embaixada dos Estados Unidos, Natasha Franceschi.

Representantes da Polícia Federal, da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) também devem participar.

O que muda com PCC e CV como terroristas?

O anúncio da classificação foi feito pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, que passou a enquadrar o CV e PCC como “Terroristas Globais Especialmente Designados” e “Organizações Terroristas Estrangeiras”.

O governo de Donald Trump alega que os grupos figuram entre as organizações criminosas mais violentas da América Latina e possuem capacidade de impactar os interesses dos Estados Unidos.

Segundo a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, o objetivo é proteger comunidades, restaurar a estabilidade e apoiar o Estado de Direito, tanto nos EUA quanto em países de todo o hemisfério.

Uma das estratégias é o congelamento de ativos e a interrupção financeira de líderes de cartéis e empresas afiliadas, além de indiciamento de acusados de fornecer apoio material às organizações criminosas, sendo passível a proposição de penas de regime fechado.

Também estão previstas ações de deportação e recusa de entrada ao país por meio da negação de um visto ou da revogação, caso o suspeito esteja envolvido com um grupo criminoso enquadrado como terrorista.

A decisão pode comprometer a soberania nacional e, na prática, prejudicar a economia do país, com impactos sobre o turismo, investimentos e comércio exterior.

Diante da situação, Trad não descarta a possibilidade de uma missão oficial aos Estados Unidos, como a que ocorreu em meados de 2025, quando parlamentares viajaram ao país para negociar a redução e o adiamento do tarifaço de 50% imposto ao Brasil pelo governo americano.

Tarifaço

Outra frente que deve avançar nesta semana é a análise feita pela Comissão de Relações Exteriores do Senado após os Estados Unidos concluírem duas investigações comerciais sobre o Brasil e sugerirem sobretaxas a produtos do país que podem chegar a 37,5%.

Nesta fase, Trad, que também preside o colegiado, ouve representantes de setores produtivos que podem ser atingidos economicamente pelas tarifas. O senador também está em contato com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o Itamaraty.

Na semana passada, os EUA impuseram uma taxa punitiva de 25% sobre diversas importações do Brasilapós concluir que as práticas do país eram desleais em uma série de questões.

As medidas, previstas na Seção 301 da legislação comercial americana, abrangem áreas como o Pix, tarifas preferenciais, proteção à propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol.

Depois, o USTR (Escritório de Comércio dos Estados Unidos, em português) propôs uma nova sobretaxa de 12,5% a uma série de produtos brasileiros sob alegação de falha no combate ao trabalho forçado.

A economia brasileira faz parte de uma lista de 60 economias que, supostamente, não conseguiram proibir práticas “inaceitáveis” na produção.

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