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14 jan

Após outubro histórico, volume de serviços no Brasil cai 0,1% em novembro, segundo IBGE

Após outubro histórico, volume de serviços no Brasil cai 0,1% em novembro, segundo IBGE

O volume de serviços no Brasil caiu 0,1% entre outubro e novembro de 2025, na série com ajuste sazonal. Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de novembro, divulgada nesta terça-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume do setor de serviços ficou 0,1% abaixo do recorde da série histórica — alcançado em outubro —, mas se manteve 20% acima do nível de fevereiro de 2020 (período pré-pandêmico).

O resultado mostrou crescimento de 2,5% em relação a novembro de 2024 na série sem ajuste sazonal, 20º resultado positivo consecutivo. Além disso, o acumulado de 2025 chegou a 2,7% de crescimento frente a 2024, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses repetiu o ritmo de outubro, alcançando os mesmos 2,7% do mês anterior.

Dentre as cinco atividades de divulgação analisadas pela pesquisa, somente duas acompanharam a variação negativa do volume total — transportes (-1,4%) e informação e comunicação (-0,7%). Por outro lado, as atividades de profissionais e administrativos (+1,3%) e outros serviços (+0,5%) mostraram variação positiva. Somente os serviços prestados às famílias (+0,0%) se mantiveram estáveis.

Segundo o gerente da PMS do IBGE, Rodrigo Lobo, o resultado de novembro, apesar de mostrar retração de 0,1%, “reflete uma certa manutenção do setor de serviços em patamares elevados, já que, no mês anterior, o setor havia alcançado o topo da sua série histórica, iniciada em janeiro de 2011”. O gerente explicou, ainda, que o volume de novembro reflete um equilíbrio entre taxas negativas e positivas, e que o setor de transportes foi destaque no campo negativo, “pressionado pelo transporte aéreo, transporte rodoviário coletivo de passageiros, transporte dutoviário e logística de cargas”.

Comparação anual

Em comparação a novembro de 2024, o setor de serviços apresentou crescimento de 2,5%, o vigésimo resultado positivo consecutivo. Quatro das cinco atividades de divulgação acompanharam a alta — informação e comunicação (3,4%); transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,5%), profissionais, administrativos e complementares (3,2%) e outros serviços (1,9%) —, assim como 47,6% dos 166 serviços analisados.

Os serviços prestados às famílias (-1,0%) demonstraram a única influência negativa para o volume no período de comparação. Segundo o IBGE, o setor foi afetado pela redução das receitas vindas de restaurantes, hotéis e espetáculos teatrais e musicais.

Volume recua em 17 estados

O volume de serviços mostrou retração em 17 das 27 unidades da federação em novembro de 2025 frente a outubro, acompanhando o resultado do Brasil (-0,1%). Os destaques negativos vieram do Rio de Janeiro (-1,4%), Distrito Federal (-3,4%), Bahia (-1,5%) e Amazonas (-3,0%). Por outro lado, São Paulo (+0,3%), Minas Gerais (+1,1%), Pará (+2,6%) e Pernambuco (+1,3%) exerceram as principais contribuições positivas do mês.

Na comparação com novembro de 2024, 18 das 27 unidades federativas acompanharam o avanço do volume de serviços no Brasil (+2,5%) em novembro de 2025. São Paulo (+3,4%), Rio de Janeiro (+2,8%), Paraná (+3,0%), Distrito Federal (+5,1%) e Pará (+10,9%) foram os estados com as mais importantes contribuições positivas, enquanto Amazonas (-10,6%), Bahia (-3,4%), Rio Grande do Sul (-1,2%) e Tocantins (-10,3%) lideraram as perdas no intervalo de comparação.

Fonte: Brasil 61

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14 jan

Brasil entre os 10 piores do mundo em impostos, admite Haddad

Brasil entre os 10 piores do mundo em impostos, admite Haddad

O sistema tributário brasileiro é um dos piores do mundo. É o que diz o próprio ministro da Fazenda, Fernando Haddad: o país ocupa a 184ª posição em ranking de 190 nações do Banco Mundial. A declaração veio junto ao lançamento da plataforma digital da reforma tributária, em Brasília, ao lado do presidente Lula.

Segundo Haddad, a nova estrutura vai “pular degraus” e dar ao governo uma visão completa da economia em tempo real, incluindo preços, arrecadação e impactos de alíquotas. A ideia é centralizar tudo na Receita Federal com apoio do Serpro e começar testes em 1º de janeiro de 2027, estendendo a adaptação total até 2032.

O ministro defende que a reforma simplifica um sistema “complexo e caro”, liberando mão de obra e recursos para atividades produtivas. Também afirma que o modelo terá caráter distributivo, com cashback para famílias de baixa renda, desoneração da cesta básica e isenção de remédios essenciais.

A lei sancionada cria dois impostos principais, CBS e IBS, substituindo ICMS e ISS, e institui um Comitê Gestor paritário com 54 integrantes de Estados e municípios. O governo promete que o novo modelo reduz litígios, aumenta competitividade e prepara o país para exportações e investimentos.

BG

Foto: Reprodução

Lojão do Real
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14 jan

Brasil amplia exportação de carne bovina ao Vietnã

Brasil amplia exportação de carne bovina ao Vietnã

O Vietnã ampliou a lista de frigoríficos brasileiros autorizados a exportar carne bovina com osso e desossada, após avaliação técnica das autoridades sanitárias. Foram habilitados quatro novos estabelecimentos em:

  • Rondônia (2); 
  • Mato Grosso do Sul (1); e 
  • Tocantins (1).

A autorização foi concedida com base nos dossiês técnicos apresentados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que comprovaram o cumprimento dos requisitos sanitários e de qualidade exigidos pelo Vietnã.

Com a nova habilitação, o Brasil soma oito plantas credenciadas para exportar ao país asiático. Além das quatro recém-incluídas, já estavam autorizadas três em Goiás e uma em Mato Grosso.

Abertura de mercado

Após décadas de negociação, o mercado vietnamita para carne bovina brasileira foi aberto em 2025, durante a missão oficial do Presidente da República a Hanói. A visita fortaleceu o diálogo bilateral e ampliou as oportunidades de inserção de novos produtos nacionais.

Fonte: Brasil 61

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13 jan

MEC fará pesquisa sobre impacto da restrição de celular nas escolas

MEC fará pesquisa sobre impacto da restrição de celular nas escolas

Neste dia 13 de janeiro de 2026, completa-se um ano da vigência da lei federal que restringiu o uso de celulares nas escolas (Lei nº 15.100/2025). A legislação visa reduzir distrações no ambiente escolar, priorizar o engajamento em atividades pedagógicas e coibir o uso inadequado de dispositivos eletrônicos por parte dos alunos.

O Ministério da Educação (MEC) fará uma pesquisa nacional no primeiro semestre de 2026 para analisar os desdobramentos da lei. O objetivo é compreender como a norma vem sendo adotada nos diferentes sistemas de ensino e quais são os seus efeitos no ambiente escolar.

O ministro da Educação, Camilo Santana, avalia que a restrição do uso de celulares tem sido benéfica para os alunos.

“O brasileiro passa, em média, nove horas e 13 minutos em frente a uma tela. Nós somos o segundo país do mundo que fica o maior tempo na frente de uma tela. isso é um prejuízo muito grande para crianças e adolescentes, causa ansiedade, causa déficit de atenção, causa transtornos, distúrbios mentais”, destaca o ministro.

A lei foi instituída em um contexto de crescente preocupação com os efeitos do uso excessivo e desregulado de celulares no ambiente escolar. Dados do Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (Pisa) 2022 mostram que 80% dos estudantes brasileiros disseram se distrair e ter dificuldades de concentração nas aulas de matemática por causa do celular.

Aluno do ensino médio, Nicolas Lima, de 15 anos, teve um pouco de resistência à mudança, mas viu as vantagens de uma vida com menos telas.

“Percebi que não foi tão ruim assim. Logo no primeiro dia de aula, consegui fazer um amigo, porque eu me aproximei. Também percebi que a minha concentração melhorou muito durante as aulas. Eu não usava o celular durante a aula, mas sempre no final de cada aula em que os professores estavam fazendo a troca eu pegava o celular”, conta o estudante.

“Também, quando foi proibido o celular no intervalo, além de ficar conversando com os meus amigos, nós ficávamos jogando vários jogos, jogos de tabuleiro, conversando, um olhando para o outro, interagindo”, completa.

como vídeos e comentários postados na internet podem influenciar os interesses e comportamentos individuais
Lei que restringe uso de celular nas escolas completa um ano de vigência nesta terça-feira (13) – Foto: Arquivo/EBC

Para a empreendedora digital e mãe de Nicolas, Cibele Lima, a adaptação foi desafiadora no início, mas recompensadora.

“Estava acostumada a poder conversar com meus filhos no WhatsApp na escola, mas hoje eu vejo que melhorou muito, foi bom pra ele perceber que ele pode fazer amizades, que essa timidez não é uma condição fixa. Mas é algo que pode ser mudado quando a gente tem outro olhar e quando sai das telas. Isso ficou bem claro para mim neste um ano, essa transformação, de novas amizades por meio dessa proibição.”

Especialistas relatam que, após a restrição do uso dos aparelhos, os professores perceberam alunos mais atentos, participativos e focados nas atividades. O hábito de apenas “fotografar o quadro” ficou inviável, e os estudantes passaram a escrever, registrar e interagir mais. A mestre em saúde pública e psicóloga Karen Scavacini avalia que o celular pode ser um importante aliado na aprendizagem.

“O celular pode ser uma ferramenta muito educativa e potente quando ele é utilizado de forma transdisciplinar. Ele vai permitir que tenha produção de conteúdo, leitura crítica de informações, e é um recurso importante para trabalhar educação midiática, ajudar estudantes a avaliar fontes, a ter um raciocínio crítico, a compreender os algoritmos, identificar desinformação e usar as redes de forma ética”, diz a psicóloga. 

O MEC desenvolveu e disponibilizou ferramentas para apoiar a implementação da norma, incluindo guias práticos, planos de aula e material de apoio a campanhas de conscientização sobre o uso responsável de celulares.

© Tomaz Silva/Agência Brasil

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13 jan

Ministério da Saúde decide não incorporar vacina herpes-zóster ao SUS

Ministério da Saúde decide não incorporar vacina herpes-zóster ao SUS

O Ministério da Saúde decidiu não incorporar a vacina para a prevenção de herpes-zóster ao Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão está em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).

De acordo com relatório divulgado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), disponível onlinea vacina foi considerada cara diante do impacto que poderia ter em relação ao combate a doença.

A vacina recombinante adjuvada para prevenção do herpes-zóster é voltada para idosos com idade maior ou igual a 80 anos e indivíduos imunocomprometidos com idade maior ou igual a 18 anos.

“O Comitê de Medicamentos reconheceu a importância da vacina para a prevenção do herpes-zóster, mas destacou que considerações adicionais sobre a oferta de preço precisam ser negociadas, de modo a alcançar um valor com impacto orçamentário sustentável para o SUS”, afirma o relatório.

O relatório apresenta também um cálculo dos custos em relação a população que seria beneficiada pelo imunizante. “Ao vacinar 1,5 milhão de pacientes por ano, o custo seria de R$ 1,2 bilhão por ano e, no quinto ano, a vacinação dos 471 mil pacientes restantes com um custo de R$ 380 milhões. Ao final de cinco anos, o investimento total seria de R$ 5,2 bilhões. Dessa forma, a vacina foi considerada não custoefetiva”, diz o texto publicado.

Segundo a portaria publicada nesta semana, a matéria poderá ser submetida a novo processo de avaliação pela Conitec, caso sejam apresentados fatos novos que possam alterar o resultado da análise efetuada.

Herpes-zóster

O herpes-zóster é uma condição de saúde causada pelo vírus varicela-zóster, o mesmo que causa a catapora. Quando a pessoa tem catapora, o vírus permanece no organismo e pode ser reativado ao longo da vida, ocasionando o herpes-zóster. Essa reativação é mais comum em pessoas idosas ou com a imunidade baixa.

Os primeiros sintomas são queimação, coceira, sensibilidade na pele, febre baixa e cansaço. Depois de um ou dois dias, surgem manchas vermelhas que evoluem para pequenas bolhas cheias de líquido. Essas bolhas podem secar e formar crostas. As lesões aparecem em apenas um lado do corpo e seguem o caminho de um nervo, o que dá ao herpes-zóster seu aspecto característico. As áreas mais afetadas costumam ser o tronco, a face, a lombar e o pescoço. Esse processo dura cerca de duas a três semanas.

Segundo informações do relatório divulgado pela Conitec, o herpes-zóster geralmente melhora sozinho, mas em alguns casos pode causar complicações graves, como alterações na pele, no sistema nervoso, nos olhos e nos ouvidos.

Tratamento no SUS

Nos casos leves e sem risco de agravamento, o SUS oferece tratamento sintomático com remédios para aliviar a dor, febre e coceira, além de orientações de higiene e cuidados com a peleQuando o risco é maior, como em pessoas idosas, imunocomprometidas ou com doença grave, recomenda-se o uso do antiviral aciclovir.

De acordo com dados dos Sistemas de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS) e hospitalares (SIH/SUS), entre 2008 a 2024, foram registrados 85.888 atendimentos ambulatoriais e 30.801 internações de pacientes com herpes-zóster no Brasil.

Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do SUS, entre os anos de 2007 e 2023, 1.567 pessoas morreram por herpes-zóster no país, o que representou uma taxa de mortalidade pela doença de 0,05 óbitos por 100 mil habitantes no período. Do total de óbitos registrados, 90% foram de pessoas com idade maior ou igual a 50 anos, sendo 53,4% em idosos mais de 80 anos de idade.

© Paulo Pinto/Agência Brasil

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