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30 mar

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 9

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 9

A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (30) a parcela de março do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 683,75. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 18,73 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,77 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Pagamento unificado

Os beneficiários de 171 cidades de nove estados receberam o pagamento no último dia 18, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 126 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca, e os moradores de Juiz de Fora, Ubá, Patrocínio do Muriaé e Formiga, em Minas Gerais, afetados por enchentes. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Amazonas (3), Bahia (17), Paraná (1), Piauí (1), Rio de Janeiro (4), Roraima (6) e Sergipe (9).

Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 2,35 milhões de famílias estão na regra de proteção em março. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Neste mês, o benefício médio para elas está em R$ 368,97.

Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

Calendário de pagamento do Bolsa Família 2026

Arte EBC

Agência Brasil

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30 mar

PCC e CV ampliam poder com falhas no controle de fronteiras, diz TCU

PCC e CV ampliam poder com falhas no controle de fronteiras, diz TCU

Joédson Alves/Agência Brasil

Uma auditoria feita pelo TCU (Tribunal de Contas da União) em um programa do governo federal voltado à segurança nas fronteiras do Brasil apontou falhas que contribuem para o fortalecimento de facções criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho).

Segundo o relatório, deficiências na governança, na coordenação e na execução do PPIF (Programa de Proteção Integrada de Fronteiras) criaram um ambiente favorável à expansão do crime organizado transnacional.

De acordo com o TCU, essas organizações passaram a atuar como verdadeiras “holdings do crime”, ampliando sua presença em regiões de fronteira terrestre e marítima. A baixa execução dos planos de ação do programa — apenas 54% — e a falta de integração entre órgãos federais, estados e municípios aumentaram a vulnerabilidade dessas áreas, permitindo que PCC e CV explorem brechas operacionais e institucionais.

Ao R7, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), responsável pelo programa, informou que recebeu a auditoria como “subsídio valioso” para o aprimoramento da iniciativa e destacou que medidas já vinham sendo adotadas antes mesmo da conclusão do relatório (leia mais abaixo). “O controle externo exercido pelo TCU é parte essencial do Estado democrático de Direito, e suas recomendações são acolhidas com espírito construtivo e compromisso institucional.”

O relatório do TCU, concluído em dezembro do ano passado, aponta que a permeabilidade das fronteiras brasileiras é um dos principais fatores que beneficiam diretamente as facções. Com fiscalização insuficiente e coordenação falha, há maior facilidade para a entrada de drogas, especialmente cocaína, e de armas ilegais — bases do financiamento dessas organizações.

Essa fragilidade, segundo o TCU, é agravada pela baixa efetividade dos mecanismos de monitoramento do programa, que não conseguiu estabelecer indicadores claros nem metas objetivas para suas ações. Na prática, isso reduziu a capacidade do Estado de medir resultados e corrigir falhas, permitindo a continuidade de rotas ilegais.

Os resultados da auditoria levaram os ministros do TCU a aprovarem uma série de determinações ao governo para reverter o quadro. Relator do julgamento, Jorge Oliveira destacou que “a complexidade dessa rede evidencia que a segurança fronteiriça exige resposta coordenada e articulada, baseada em cooperação interinstitucional em diferentes níveis, capaz de superar a fragmentação setorial e refletir a interdependência dos desafios que caracterizam o território fronteiriço”.

“Quando cada órgão atua isoladamente, o resultado é a multiplicação de esforços, a sobreposição de iniciativas e a criação de espaços vazios justamente onde o crime organizado se fortalece.”

Fortalecimento financeiro e infiltração na economia

A análise feita pelo TCU também destaca que a fragilidade no controle das fronteiras tem impacto direto no caixa das facções. Com maior facilidade para exportar drogas e abastecer o mercado interno, PCC e CV acumulam recursos ilícitos que são reinvestidos em suas operações.

Segundo o tribunal, “esse enriquecimento do crime organizado aumenta a capacidade dos criminosos de adquirirem armamentos, recrutar novos membros, expandir suas redes de influência, subverter a economia formal em favor da lavagem de dinheiro, corromper instituições públicas e financiar a prática de novos crimes”.

Segundo a auditoria, o fortalecimento dessas facções nas fronteiras tem reflexos diretos nas principais cidades brasileiras, visto que “as facções que se fortalecem nas fronteiras são as mesmas que alimentam os índices de homicídios, roubos e conflitos armados nos grandes centros do país”.

Recomendações e tentativa de correção

O TCU determinou uma série de medidas para reverter o quadro, como o fortalecimento jurídico do programa por meio de normativos interministeriais, a criação de indicadores claros, a retomada da articulação com estados e municípios e a reativação de Gabinetes de Gestão Integrada de Fronteiras, inclusive em fronteiras marítimas.

Também foi recomendada a criação de um plano orçamentário específico e o aumento do engajamento político para dar prioridade ao tema.

Em nota enviada ao R7, o GSI destacou a criação de um grupo de trabalho para reestruturar o planejamento estratégico do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras, além de iniciativas para fortalecer os Gabinetes de Gestão Integrada de Fronteiras e estruturar um novo plano orçamentário para 2026-2027.

“Os trabalhos do grupo de trabalho estão orientados por vetores normativos, estratégicos e de mudança (prospectivos) e considera o planejamento estratégico vigente, os planos de ação pretéritos e os arranjos de governança anteriores. Assim, estarão ancorados na política pública nacional vigente e orientadora, alinhados às ações estratégicas para o eixo segurança que estarão concebidas na Estratégia Nacional de Fronteiras. Adicionalmente, poderão ser incorporadas recomendações do TCU, antecipando-se, ainda, à evolução do cenário.”

O GSI também ressaltou iniciativas anteriores à auditoria do TCU, como a criação da Política Nacional de Fronteiras, em 2024, e o desenvolvimento da Estratégia Nacional de Fronteiras, que deve reforçar a coordenação entre órgãos e ampliar a presença do Estado nessas regiões.

R7

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30 mar

O Evangelista Geraldo Carneiro assume a direção da Noite Especial Gospel do Seridó

O Evangelista Geraldo Carneiro assume a direção da Noite Especial Gospel do Seridó

Na tarde do último sábado (28), foi realizada uma reunião importante para os rumos da Noite Especial Gospel do Seridó. O encontro contou com a presença de lideranças da Ordem dos Pastores Evangélicos do Seridó (OPES), incluindo o presidente, pastor Geazi Felipe, e o vice-presidente, pastor João Batista.

A reunião também teve a participação do evangelista Jacinto Moreira, um dos principais nomes à frente da organização do evento ao longo dos anos. O principal tema debatido foi a realização da 22ª edição da Noite Especial Gospel do Seridó, prevista para 2026.

Na oportunidade, o evangelista Jacinto destacou o trabalho desenvolvido durante décadas, relembrando sua trajetória à frente do evento, construída com dedicação ao lado de Sônia Vieira (in memoriam), figura importante na história da iniciativa.

Durante o encontro, ficou definido que o evangelista Geraldo Carneiro assume a direção da Noite Especial Gospel do Seridó, após 21 anos acompanhando e contribuindo com a realização do evento, marcando um novo momento na história da iniciativa.

Realizado anualmente em Currais Novos e em outras cidades da região do Seridó, o evento conta com o apoio de diversas denominações evangélicas, além do suporte do poder público municipal. Ao longo dos anos, a Noite Gospel do Seridó se consolidou como um dos maiores encontros evangélicos da região, reunindo fiéis, igrejas e lideranças em uma grande celebração de fé e louvor.

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30 mar

Governo muda regras do FGTS e saque-aniversário pode chegar ao fim em breve

Governo muda regras do FGTS e saque-aniversário pode chegar ao fim em breve

Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) está passando por uma das maiores discussões dos últimos anos. A grande novidade gira em torno do possível fim do saque-aniversário, aquela modalidade que permite retirar uma parte do saldo todo ano, mas que impede o saque total se o trabalhador for demitido.

Muitas pessoas aderiram ao sistema sem perceber que, em uma eventual saída da empresa, ficariam com o dinheiro “preso” no fundo, podendo retirar apenas a multa rescisória. O objetivo agora é corrigir essa trava, permitindo que quem optou pelo saque anual também tenha direito ao valor integral em caso de demissão.

Essa mudança é muito esperada por quem precisa de liquidez em momentos difíceis. Afinal, o dinheiro do FGTS é uma segurança para o trabalhador e a impossibilidade de usá-lo justamente quando se perde o emprego gera muita frustração e dificuldades financeiras.

Além disso, o debate inclui formas de tornar o fundo mais rentável. Com a economia em constante mudança, garantir que o dinheiro guardado não perca o poder de compra é essencial para que o trabalhador tenha um suporte real no futuro ou na hora de realizar o sonho da casa própria.

Como funciona a transição para o novo modelo

Se você hoje está no saque-aniversário e se arrependeu, sabe que existe uma carência de dois anos para voltar ao modelo tradicional. A nova proposta quer eliminar essa espera, permitindo que a migração seja feita de forma muito mais rápida e sem burocracia excessiva.

O foco é devolver ao trabalhador a liberdade de escolha sobre o seu próprio dinheiro. No entanto, é preciso ter cautela: antes de qualquer mudança definitiva, o projeto precisa passar por votações e ser sancionado, por isso o ideal é continuar acompanhando as atualizações oficiais.

Para quem já usou o saldo do aniversário como garantia de empréstimos, a situação exige um pouco mais de cuidado. Nesses casos, o banco mantém uma reserva do valor para garantir o pagamento das parcelas, e essa parte do saldo continua bloqueada até que a dívida seja quitada.

É fundamental ler as entrelinhas dos contratos de crédito antes de comprometer o fundo. O FGTS é um patrimônio que cresce com o tempo de serviço e usá-lo com inteligência pode ser o diferencial entre ter uma reserva de emergência ou ficar sem apoio em um momento de desemprego.

Novas formas de usar o saldo do fundo

Além das mudanças no saque, o governo estuda ampliar as possibilidades de uso do FGTS para além da habitação e da aposentadoria. O uso do saldo como garantia para crédito consignado no setor privado é uma das apostas para reduzir os juros dos empréstimos pessoais.

Isso permitiria que o trabalhador tivesse acesso a dinheiro mais barato, usando o fundo apenas como um “respaldo” para o banco. É uma alternativa interessante para quem precisa quitar dívidas caras, como o rotativo do cartão de crédito ou o cheque especial, que possuem juros muito mais altos.

Outro ponto importante é a digitalização completa do serviço. Pelo aplicativo oficial, hoje é possível fazer quase tudo: consultar o saldo, solicitar saques e até enviar documentos para a compra da casa própria. Não é mais necessário enfrentar filas em agências para resolver questões básicas.

Manter o aplicativo atualizado e os dados cadastrais em dia é o primeiro passo para não ter problemas. Lembre-se que o governo nunca pede senhas ou dados por e-mail ou mensagens de texto; qualquer procedimento deve ser feito exclusivamente dentro das plataformas oficiais da Caixa Econômica.

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Lojão do Real
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30 mar

Novo RG digital passa a ser obrigatório e substitui modelo antigo em todo o país

Novo RG digital passa a ser obrigatório e substitui modelo antigo em todo o país

A carteira de identidade nacional unifica os dados pelo cpf e traz novos recursos de segurança para os cidadãos. Documento de identidade moderno com QR Code sobre uma mesa de escritório.

A troca do antigo RG pela nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) já é uma realidade para milhões de brasileiros. O objetivo do Governo Federal com essa mudança é acabar com a bagunça dos números de identificação, já que, no modelo antigo, uma pessoa podia ter um número de RG diferente em cada estado do país.

Agora, o número principal e único passa a ser o CPF. Isso simplifica muito a vida de quem precisa apresentar documentos em órgãos públicos ou empresas privadas, pois centraliza todas as informações em um só lugar. Além disso, o novo documento é muito mais seguro contra falsificações.

Muita gente ainda tem dúvida se precisa correr para o posto de identificação agora mesmo. A boa notícia é que o RG antigo ainda terá validade por alguns anos, mas o processo de transição já começou e é importa.

O novo documento físico vem com um QR Code impresso, que permite a validação rápida por qualquer autoridade. Além disso, após emitir o papel ou o cartão, o cidadão também tem acesso à versão digital pelo aplicativo, facilitando o uso no dia a dia através do celular.

O que muda no visual e na segurança do documento

A grande novidade da CIN é a sua tecnologia. Ela segue padrões internacionais e possui um código chamado MRZ, o mesmo utilizado em passaportes. Isso significa que, em viagens para países do Mercosul, ela facilita muito o processo de entrada e saída nas fronteiras.

O visual também mudou. O novo documento é mais moderno e resistente. Na versão digital, é possível incluir outros dados, como o tipo sanguíneo e informações sobre doação de órgãos. É uma forma de ter um prontuário básico de identificação sempre à mão em caso de emergências.

Para quem se preocupa com a privacidade, o novo sistema garante que apenas as informações necessárias sejam exibidas. O QR Code, por exemplo, serve para confirmar que aquele documento é original e não foi clonado, protegendo o cidadão contra o uso indevido de seus dados por terceiros.

Vale lembrar que a primeira via da nova carteira é gratuita para todos os brasileiros. Se você for renovar o documento porque o antigo está danificado ou fora do prazo, não haverá cobrança de taxa, o que é um incentivo extra para manter a documentação em dia.

Prazos e quem precisa renovar agora

O prazo de validade da nova carteira varia de acordo com a idade do titular. Para crianças de até 12 anos, o documento vale por 5 anos. Para quem tem entre 12 e 60 anos, a validade sobe para 10 anos. Já para os idosos acima de 60 anos, a validade é indeterminada, ou seja, não precisa mais trocar.

Se o seu RG atual ainda está dentro da validade e em bom estado, você não precisa se desesperar. O modelo antigo continuará sendo aceito até 2032. No entanto, se você precisa emitir uma segunda via ou se o seu documento tem mais de dez anos de emissão, já vale a pena solicitar o modelo novo.

Para fazer a emissão, o primeiro passo é garantir que o seu CPF esteja regular junto à Receita Federal. Como ele será o número único do documento, qualquer pendência no CPF pode travar a emissão da nova identidade. Resolvido isso, basta agendar o atendimento no órgão de identificação da sua cidade.

Manter o documento atualizado é essencial para garantir acesso a serviços bancários, viagens e benefícios sociais. Com a unificação, o Brasil dá um passo importante para diminuir a burocracia e aumentar a segurança de todos os cidadãos no ambiente físico e digital.

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