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09 jan

Governo implementa renovação automática de CNH sem infrações; 370 mil devem ser contemplados

Governo implementa renovação automática de CNH sem infrações; 370 mil devem ser contemplados

O ministro dos Transportes, Renan Filho, assinou nesta sexta-feira a medida administrativa que autoriza a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para condutores classificados como bons motoristas. Parte do programa CNH do Brasil, lançado no ano passado.

Motoristas cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), ou seja, que não possuem infrações registradas nos últimos 12 meses, terão a CNH atualizada diretamente no sistema quando o documento vencer. O público apto será notificado diretamente pelo governo.

A estimativa do Ministério dos Transportes é que a renovação automática deve contemplar, de imediato, 370 mil motoristas. Sem as taxas que seriam pagas aos Detrans e eventuais exames médicos, esse público somará estimados R$ 120 milhões em economia.

“É separar o bom do mau condutor. Para o bom condutor, não será preciso pagar novas taxas do Detran ou novos exames”, afirmou Renan Filho durante o evento de assinatura. “Isso afeta a vida real do cidadão. Atualmente, milhões de brasileiros atrasam a renovação da CNH, andam com documento vencido ou atrasam a obtenção da primeira CNH para evitar os preços e burocracias.”

O processo será totalmente automático e digital, pelo sistema da Senatran, com a atualização disponível no aplicativo da CNH do Brasil. A automatização das renovações é viabilizada por sistema criado com apoio do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

“Com isso, será possível também olhar de forma mais atenta ao mau condutor. Será possível nos comunicar com esse mau condutor, mostrando que ele marcou muitos pontos”, disse o ministro dos Transportes, avaliando que haverá um incentivo para que esse público busque também evitar infrações para que tenham direito à renovação sem custos.

As renovações automáticas são aplicáveis aos motoristas de até 70 anos, quando voltam a ser obrigados a fazer exames periódicos

CNH do Brasil

Além da renovação automática, a nova política muda várias regras para baratear a obtenção da carteira de habilitação. Entre os dispositivos, acaba com a obrigatoriedade de aulas em autoescolas e passam a disponibilizar gratuitamente, no aplicativo do governo, todo o conteúdo teórico, sem exigência de carga horária mínima.

“Havia um desincentivo à produção geral da população sobre educação de trânsito. Por que vou ensinar o filho as placas, as regras de trânsito, se inevitavelmente vou ter que fazer um curso para tirar a habilitação? A bibliografia e a produção de conhecimento sobre o setor eram escassas justamente por isso”, comentou Renan Filho.

Estadão Conteudo

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09 jan

Há 94 anos nascia Geraldo Gomes, um nome que marcou a história de Currais Novos

Há 94 anos nascia Geraldo Gomes, um nome que marcou a história de Currais Novos

Há 94 anos, no dia 9 de janeiro de 1932, nascia em Currais Novos Geraldo Gomes de Oliveira, personagem que viria a se tornar um dos nomes mais marcantes da história política do município. Agrônomo de formação e político por vocação, Geraldo construiu uma trajetória pública que atravessou décadas e deixou marcas profundas na administração e na memória da cidade.

Filho da terra, Geraldo Gomes sempre manteve forte ligação com Currais Novos e com as demandas do povo, especialmente das zonas urbana e rural. Essa proximidade com a população foi um dos fatores que impulsionaram sua entrada na vida pública e consolidaram sua liderança política no Seridó potiguar.

Sua carreira política ganhou destaque em 1976, quando foi eleito prefeito de Currais Novos pela primeira vez, assumindo o cargo em 1977. A partir dali, iniciou-se uma trajetória singular: Geraldo Gomes seria eleito quatro vezes prefeito, algo raro na história do município. Além do mandato entre 1977 e 1983, retornou ao comando do Executivo municipal nos períodos de 1997 a 20002001 a 2004 e, novamente, em 2009, quando assumiu seu quarto mandato.

Durante suas gestões, Geraldo Gomes esteve à frente de importantes ações administrativas, com obras e intervenções que contribuíram para a infraestrutura urbana, o fortalecimento de serviços públicos e o desenvolvimento de Currais Novos em diferentes momentos históricos. Sua atuação fez dele uma figura central no cenário político local, exercendo influência que ultrapassou os limites do município.

Na vida pessoal, Geraldo Gomes foi casado com Maria Coeli, com quem construiu uma família e criou cinco filhos. Mesmo após deixar a vida pública, continuou sendo uma referência política em Currais Novos, acompanhando os rumos da cidade que governou por tantos anos.

Geraldo Gomes faleceu em 31 de janeiro de 2016, aos 84 anos, em Natal, onde estava internado para tratamento de saúde. Sua morte gerou comoção e levou o município a decretar luto oficial, em reconhecimento à relevância de sua trajetória.

Passados 94 anos de seu nascimento, Geraldo Gomes segue lembrado como um personagem central da história de Currais Novos, ajudou a escrever capítulos importantes da política e da administração pública do município.

Portal juninho brito

Mundo
09 jan

Novo comando na Venezuela acena aos EUA e abre negociações sobre petróleo e direitos humanos

Novo comando na Venezuela acena aos EUA e abre negociações sobre petróleo e direitos humanos

Poucos dias após a queda de Nicolás Maduro, o novo governo da Venezuela, liderado por Delcy Rodríguez, começou a emitir sinais de aproximação com os Estados Unidos. As primeiras movimentações envolvem negociações sobre o petróleo venezuelano, mudanças na relação comercial entre os países e gestos no campo dos direitos humanos.

O primeiro anúncio feito pelo presidente norte-americano Donald Trump após a captura de Maduro teve como foco o petróleo — principal interesse estratégico dos EUA no país sul-americano, que detém as maiores reservas do mundo. Na última terça-feira (6), Trump afirmou que o governo interino venezuelano concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos. Segundo ele, os recursos obtidos com a venda seriam administrados diretamente por Washington, com a promessa de uso em benefício “do povo venezuelano e dos Estados Unidos”.

Apesar da declaração, autoridades em Caracas não se manifestaram de imediato. A resposta oficial veio no dia seguinte, por meio da estatal PDVSA, que confirmou estar em negociações com os EUA para a venda de petróleo, classificando o diálogo como “estritamente comercial”. A empresa citou como precedente a continuidade das operações da petroleira americana Chevron no país, mesmo sob sanções internacionais.

Além da pauta energética, Trump anunciou, de forma unilateral, um novo marco comercial. Segundo o presidente dos EUA, o governo liderado por Delcy Rodríguez teria concordado em adquirir exclusivamente produtos norte-americanos com recursos provenientes do petróleo, incluindo alimentos, medicamentos, equipamentos médicos e itens para recuperação da rede elétrica. Paralelamente, houve um gesto na área de direitos humanos: o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou a libertação de presos políticos, embora persistam denúncias de censura, novas prisões e perseguição a jornalistas no país.

Com informações do Metrópoles

Foto: Jesus Vargas/Getty Images

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09 jan

Pornografia falsa criada por IA cresce e desafia o combate aos crimes digitais

Pornografia falsa criada por IA cresce e desafia o combate aos crimes digitais

O avanço das tecnologias de Inteligência Artificial (IA) trouxe inovações, mas também novas modalidades de crimes digitais. Um dos mais recorrentes é a criação das deepfakes, imagens ou vídeos fabricados de forma extremamente realista que mostram as vítimas em situações que nunca existiram. Frequentemente usada para produzir pornografia falsa, a prática tende a se intensificar durante o verão quando a aplicação de nudez pode acontecer em materiais roubados das redes sociais.

Um estudo do Home Security Heroes identificou que, em 2023, 98% das deepfakes online já retratavam cenas pornográficas, e esse uso ilícito cresce à medida que essas ferramentas se popularizam e se tornam cada vez mais acessíveis. Hoje, 1 em cada 3 ferramentas de deepfake permite criar pornografia falsa. Com o crescimento do uso criminoso de inteligência artificial para criar conteúdos manipulados e íntimos, o professor Vinicius Cipriano, advogado criminalista e docente de Direito Penal da Estácio, explica como as vítimas podem agir diante da criação e compartilhamento do conteúdo.

O primeiro passo é garantir provas digitais antes de qualquer ação. Cipriano destaca: “É importantíssimo utilizar um procedimento ou software apropriado de coleta, validação e registro, resguardando metadados e garantindo a integridade do arquivo.” Após reunir as evidências, a vítima deve procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) e buscar assistência jurídica.

O advogado acrescenta que, com a Lei Federal n° 15.123/2025, esse conteúdo de caráter fraudulento também pode ser caracterizado como uma forma de violência psicológica contra a mulher, com pena elevada por envolver manipulações feitas por IA.

Já a exclusão do conteúdo pode ser solicitada por notificação judicial, uma medida com maior probabilidade de eficácia, especialmente com pedido de tutela de urgência, que possibilita a retirada imediata, conforme orienta o jurista.

Deepfakes íntimas e a prática da sextorsão

Segundo o especialista, ameaçar divulgação de deepfakes ou de outros conteúdos ofensivos para conseguir vantagens das vítimas é caracterizado como extorsão, crime previsto no artigo 158 do Código Penal, com condenação de quatro a 10 anos de reclusão.

O advogado reforça que “as medidas que a vítima pode se valer, por intermédio de assessoria jurídica especializada, é buscar meios de preservação adequada das provas da materialidade do crime”. Desta forma, será possível a quebra de sigilo e o bloqueio das contas envolvidas na prática.

Entretanto, apesar da cobertura pela legislação, ainda existem lacunas importantes na proteção às vítimas. Para o docente, enfrentar essa nova geração de crimes digitais exige não apenas avanços legais, mas também a criação de normas técnicas que permitam identificar rapidamente conteúdos falsos e garantir respostas mais ágeis.

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Saúde
09 jan

Demanda por saúde mental cresce, mas acesso segue restrito no Brasil

Demanda por saúde mental cresce, mas acesso segue restrito no Brasil

A busca por apoio psicológico cresceu no Brasil nos últimos anos, segundo o Ministério da Saúde, mas o acesso ao cuidado com a saúde mental ainda é marcado pela desigualdade social. Uma pesquisa online do Instituto Locomotiva mostra que apenas 3% dos brasileiros têm condições financeiras de investir regularmente no próprio bem-estar emocional. Entre pessoas das classes D e E, somente 35% conseguem investir em autocuidados de forma ocasional, enquanto 25% afirmam não ter qualquer possibilidade de arcar com esse tipo de cuidado. O levantamento ouviu mais de 1.500 brasileiros de todas as regiões do país.

Um levantamento da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), divulgado em 2025, mostra que 54,1% dos brasileiros sabem indicar onde procurar ajuda em momentos de crise emocional. O dado sinaliza um avanço importante na alfabetização em saúde mental no país. A mesma pesquisa também aponta que 50,9% da população já passou por atendimento com psicólogo ou psiquiatra ao menos uma vez, o que reforça a normalização da terapia como parte do cuidado com a saúde integral.

Ao mesmo tempo, o estudo revela um cenário que exige atenção contínua. Cerca de 25,2% dos entrevistados afirmaram não se sentir bem emocionalmente, e quase 31% relataram sentimentos frequentes de tristeza ou decepção, ainda que mantenham expectativa de melhora. Esses números evidenciam a importância de estratégias preventivas e de acesso qualificado ao cuidado, sem reduzir a discussão a diagnósticos ou condições específicas.

O crescimento da demanda por apoio psicológico traz à tona uma distinção essencial: a diferença entre escuta informal e suporte profissional. Conversas com amigos, familiares ou grupos de apoio podem ter papel importante no cotidiano, mas não substituem o acompanhamento realizado por profissionais capacitados, formados para lidar com questões emocionais de maneira ética, técnica e responsável.

A atuação em saúde mental exige preparo específico, atualização constante e compromisso com princípios científicos e éticos. Sem essa base, há riscos como orientações inadequadas, interpretações equivocadas e violação de limites profissionais. Por isso, a qualificação é um requisito para garantir a segurança de quem busca ajuda.

Para atuar na área de saúde mental e oferecer o suporte necessário à população, é fundamental que o profissional tenha uma formação sólida, obtida em uma faculdade de psicologia reconhecida. Esse percurso formativo é o que habilita o futuro profissional a compreender o cuidado emocional de forma ampla, preventiva e contextualizada.

Onde buscar ajuda: garantindo um atendimento ético e eficaz

Um dos principais critérios na hora de buscar um atendimento seguro é verificar se o profissional possui registro ativo no Conselho Regional de Psicologia (CRP), órgão responsável por fiscalizar e normatizar a prática da psicologia no Brasil. O registro assegura que o profissional cumpriu as exigências legais e está submetido a um código de ética.

Além do atendimento individual, o SUS segue como porta de entrada fundamental para milhões de brasileiros. O fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) ampliou o acesso a serviços comunitários e multiprofissionais, o que contribui para reduzir barreiras históricas no cuidado emocional.

O avanço da conscientização sobre saúde mental representa um passo importante para o país, mas ele só se sustenta com investimento contínuo em formação, regulação e informação de qualidade.

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