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11 jun

INSS acelera adaptação de segurados com entrega de próteses e reabilitação profissional

INSS acelera adaptação de segurados com entrega de próteses e reabilitação profissional

A vida do segurado mineiro Wanderlei Junio Egidio Pereira vem sendo transformada com o processo de Reabilitação Profissional do INSS. Depois de perder as duas pernas em um acidente de carro, em 2014, no Anel Rodoviário de Belo Horizonte (MG), Wanderlei vem conquistando progressos desde que recebeu as próteses, e se prepara para retomar as atividades profissionais, além de sua rotina com a esposa e dois filhos.

Wanderlei é um dos segurados da Reabilitação Profissional que tem acompanhamento do curso de Fisioterapia da PUC Minas, na capital mineira, resultado de uma parceria com o programa de Reabilitação da Regional do INSS Sudeste II (MG e ES). Em vigor desde o segundo semestre de 2025, o Acordo de Cooperação Técnica (ACT), que tem vigência até 2030, possibilita o atendimento especializado em fisioterapia para beneficiários amputados que estão em fase de reabilitação. São dez segurados ingressos, por semestre, atendidos pelo programa na abrangência das Gerências Executivas do INSS em BH e Contagem.

Conforme descreve a professora da Fisioterapia da PUC Minas, Magda Rocha, o segurado tem sido acompanhado em exercícios específicos voltados para que possa ‘reprender a andar’ com segurança, usando a prótese bilateral, fornecida pelo INSS. “A gente acredita que, depois da fisioterapia, recebendo alta, o Wanderlei vai ter muitos retornos”, afirma Magda, com expectativas positivas. Uma das ações da parceria é proporcionar o aprendizado prático para os alunos do curso. A estudante de Fisioterapia da PUC, Gabrielle Lessa, reforça a importância dos exercícios de equilíbrio, de fortalecimento de membros inferiores e superiores, alongamentos e treino de marcha.

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11 jun

PEC do Trabalho Flexível pode ampliar emprego formal e impulsionar a economia, avaliam analistas

PEC do Trabalho Flexível pode ampliar emprego formal e impulsionar a economia, avaliam analistas

Valter Campanato/Agência Brasil

Enquanto avançam as discussões sobre o fim da escala 6×1, o senador Rogério Marinho (PL-RN) defende uma alternativa: a PEC do Trabalho Flexível. A proposta mantém o limite constitucional de 44 horas semanais, mas permite que empregados e empregadores firmem acordos para jornadas menores. Economistas ouvidos pelo R7 avaliam que a medida pode contribuir para reduzir a informalidade e ampliar a oferta de empregos formais.

Pelo texto, trabalhadores e empregadores poderão pactuar jornadas inferiores ao limite atual. Nesse caso, a remuneração seria calculada de forma proporcional ao salário mínimo ou ao piso da categoria, tendo como referência a carga máxima de 44 horas semanais. Benefícios como FGTS, férias e 13º salário também seriam pagos proporcionalmente.

Para o economista Renan Silva, do Ibmec Brasília, a proposta aproxima a legislação trabalhista das novas dinâmicas do mercado de trabalho. “O mercado informal brasileiro abriga milhões de trabalhadores não por falta de interesse na formalização, mas porque a rigidez do modelo atual é incompatível com atividades intermitentes, sazonais ou ligadas à economia digital. Ao permitir contratos baseados nas horas efetivamente trabalhadas, a PEC cria uma porta de entrada para a formalização, garantindo proteção legal e direitos proporcionais a quem hoje atua à margem do sistema”, afirma.

“A proposta reduz a insegurança jurídica e o passivo trabalhista. Muitas empresas recorrem à informalidade porque a legislação atual não atende adequadamente demandas de curta duração ou de intensidade variável. Com regras mais flexíveis, seria possível contratar formalmente para períodos de maior demanda, mantendo direitos trabalhistas e segurança jurídica para ambas as partes”, explica.

O economista Willian Baghdassarian, também do Ibmec Brasília, avalia que a proposta pode beneficiar empregadores e trabalhadores.

“Em determinadas atividades, a necessidade de mão de obra é limitada a poucas horas por dia. O modelo atual muitas vezes não acompanha essa realidade, o que leva empresas a buscar alternativas mais caras ou informais. Uma jornada flexível permitiria adequar a contratação à demanda real do serviço”, afirma.

Para ele, a mudança também ampliaria a autonomia dos trabalhadores.

“Uma mãe solo, por exemplo, poderia adequar sua jornada ao período em que os filhos estão na escola. A flexibilidade beneficia tanto empresas quanto trabalhadores e pode contribuir para reduzir custos, ampliar a produção e aumentar o poder de compra da população”, argumenta.

Ganhos econômicos

Renan Silva afirma que a proposta estabelece uma relação de ganhos mútuos entre empresas e trabalhadores.

“Para as empresas, há redução do custo associado a períodos de ociosidade, maior previsibilidade financeira e mais capacidade de adaptação a oscilações da economia. Para os trabalhadores, abre-se a possibilidade de combinar diferentes contratos, ampliando a renda sem perder direitos como férias, 13º salário e FGTS”, diz.

Na avaliação de Baghdassarian, os principais benefícios para os trabalhadores seriam a ampliação das oportunidades de emprego, maior flexibilidade de jornada e aumento da formalização.

“Para as empresas, a medida permitiria uma melhor alocação da mão de obra, redução de custos e menor risco jurídico. Já para a sociedade, os efeitos poderiam incluir queda nos preços, aumento da renda e maior dinamismo econômico”, afirma.

Relações de trabalho mais atrativas

Para Renan Silva, as transformações do mercado de trabalho exigem modelos mais flexíveis de contratação.

“O trabalhador contemporâneo valoriza cada vez mais o controle sobre o próprio tempo. A proposta torna o emprego formal mais atrativo para estudantes, cuidadores e profissionais que buscam conciliar diferentes atividades. Ao permitir jornadas personalizadas, o Brasil se aproxima de modelos adotados em outras economias e amplia as possibilidades de formalização”, afirma.

Baghdassarian destaca que as relações de trabalho mudaram significativamente nas últimas décadas.

“A geração atual valoriza mais a flexibilidade e, muitas vezes, prefere alternativas como aplicativos de transporte e prestação de serviços autônomos. A proposta busca justamente acomodar as necessidades de empresas e trabalhadores, permitindo maior liberdade para definir a jornada de trabalho”, conclui.

R7

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11 jun

Copa do Mundo 2026 começa com ameaça climática e política e com sonho pelo hexa

Copa do Mundo 2026 começa com ameaça climática e política e com sonho pelo hexa

Divulgação/fifa.com

Copa do Mundo de 2026 começa nesta quarta-feira (11) com a maior edição da história do torneio. São 48 seleções, divididas em 12 grupos e uma fase de mata-mata a mais para deixar o Mundial ainda mais desafiador. Essa é a primeira vez que a competição vai ter 104 jogos no total.

Além disso, o Mundial será disputado em três países: Estados Unidos, Canadá e México. O jogo de abertura acontece hoje, às 16h, entre México e África do Sul. Os outros dois anfitriões entram em campo nesta sexta-feira (13): os canadenses enfrentam a Bósnia e Herzegovina às 16h, e os norte-americanos encaram o Paraguai às 22h.

Brasil busca o hexa após 24 anos de jejum

Argentina (atual campeã), França, Espanha, Portugal, Inglaterra e Brasil entram como as equipes favoritas para vencer o Mundial. No Grupo C, a seleção brasileira começa a fase de grupos contra Marrocos, Haiti e Escócia e tenta acabar com um jejum de 24 anos sem conquistar uma Copa.

Em busca do hexa, Carlo Ancelotti comanda uma equipe pela primeira vez no Mundial e aposta em nomes como Vini Jr. e Endrick, além do retorno de Neymar, que disputa o quarto Mundial da carreira.

O camisa 10 da seleção brasileira, porém, não estará no jogo de estreia do Brasil. Ele se recupera de uma lesão de grau 2 na panturrilha, e a expectativa da equipe médica brasileira é que ele continue evoluindo nos próximos dias.

Terror climático, insegurança e crise política

Fora dos gramados, muitas questões preocupam a Fifa. A partida de abertura, por exemplo, entre México e África do Sul, às 16h de hoje, no Estádio da Cidade do México, sofre com ameaças de cancelamento ou adiamento devido a tempestades previstas para o horário da partida.

Além das fortes chuvas, o calor extremo é outra preocupação, que já foi uma pauta durante o Mundial de Clubes de 2025.

O jogo também está ameaçado por conta da greve de professores no México. Uma ala radical do sindicato tem como principal alvo o início da Copa do Mundo. No início do mês, confrontos entre os manifestantes e a polícia mexicana saíram do controle e levaram ao bloqueio de rodovias e ao incêndio de estátuas da Copa do Mundo.

O México vive uma onda de violência desde a morte do líder do cartel Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, em fevereiro. A insegurança virou parte da rotina de cidades como Guadalajara, uma das sedes da Copa do Mundo.

Os Estados Unidos também vivem um contexto político complicado devido ao conflito com o Irã. O presidente Donald Trump havia dito que os dois países estavam próximos de um acordo de cessar-fogo. Na noite de ontem, porém, os EUA voltaram a atacar o Irã, que reagiu.

seleção do Irã só poderá entrar nos Estados Unidos na véspera dos jogos na fase de grupos da Copa do Mundo, não mais no dia dos jogos. A equipe está treinando em Tijuana, no México. E o conflito pode se estender para dentro dos gramados, já que as duas seleções têm grandes chances de se enfrentar nos mata-matas.

O excesso de rigor com vistos e entradas de estrangeiros nos Estados Unidos tem gerado um impasse para torcedores, membros da comissão técnica e até juízes.

R7

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11 jun

Festival Miaêro de Cinema e Literatura movimenta Seridó potiguar em junho

Festival Miaêro de Cinema e Literatura movimenta Seridó potiguar em junho

Com o intuito de promover o acesso ao cinema e à cultura, além do incentivo à leitura no interior do Rio Grande do Norte, o Miaêro – Festival de Cinema e Literatura José Bezerra Gomes, chega à sua terceira edição em 2026 com programação inovadora e apresentações diversificadas em Currais Novos e em Acari, nos próximos dias 15 a 19 de junho. As atividades são todas gratuitas.

O projeto foi idealizado em 2023 pelo Grupo Casarão de Poesia e tem como principal objetivo homenagear o escritor e romancista currais-novense José Bezerra Gomes (1911-1982), autor de vários livros e que abordava a temática regionalista do Nordeste. O Miaêro, que tem esse nome em referência a um poema do autor, tem patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, através do Edital Transformando Energia em Cultura, por meio da Lei Câmara Cascudo do Governo do Estado.

A programação deste ano inclui oficinas em escolas públicas de Currais Novos e Acari, além de saraus de poesia, apresentações culturais, mostras de curtas-metragens e um concurso literário. Entre os destaques estão as apresentações e oficina de Teatro de João Redondo, manifestação da cultura popular que foi objeto de pesquisa constante do escritor José Bezerra Gomes. A programação inclui ainda aulas de confecção de bonecos.

Espaços como escolas, praças, teatro, bibliotecas serão ocupados pelo Festival Miaêro, que também terá programação voltada para a comunidade quilombola Negros do Riacho, localizada em Currais Novos. Também estão previstas atividades no Teatro Municipal Ubirajara Galvão e na Biblioteca Municipal Othon Filho.

Em relação aos filmes, a curadoria do festival selecionou uma série de produções audiovisuais de vários estados do Nordeste, com temas voltados para o público infantil, além de filmes que abordam o Seridó, o meio ambiente e a diversidade de pessoas, culturas e características do Brasil. Também estão previstas oficinas de linguagem audiovisual com o cineasta potiguar Buca Dantas.

“O Festival Miaêro nasceu com a perspectiva de ampliar os horizontes da cultura, da literatura e do cinema brasileiro nos interiores, permitindo que estudantes, professores e artistas locais possam dialogar entre si e construir uma verdadeira cadeia de promoção à disseminação da cultura potiguar, que tem em suas raízes nomes de relevância regional e nacional. Nesse aspecto, chegar à terceira edição do Miaêro é motivo de alegria. Preparamos uma programação especial para que o público sinta a essência do projeto”, destaca Iara Carvalho, produtora cultural responsável pelo Festival.

Serviço
Miaêro – III Festival de Cinema e Literatura José Bezerra Gomes
Quando: 15 e 19 de junho
Onde: Currais Novos e Acari
Programação completa: instagram.com/miaero.cn

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11 jun

Currais Novos marca presença com duas quadrilhas na 30ª edição do Forronovos

Currais Novos marca presença com duas quadrilhas na 30ª edição do Forronovos

Currais Novos será destaque no Festival de Quadrilhas Juninas da 30ª edição do Forronovos, um dos mais tradicionais eventos juninos do Rio Grande do Norte. O município estará representado por duas agremiações que levam para a arena toda a força da cultura popular e o talento dos artistas locais.

As quadrilhas Arraiá Princesa do Seridó e Cia Junina Ô Vai Ô Racha foram confirmadas na programação do festival e prometem encantar o público com apresentações repletas de cores, emoção, criatividade e valorização das tradições nordestinas.

Realizado entre os dias 11 e 14 de junho, o Forronovos reúne grupos de várias regiões do estado e se consolidou como uma importante vitrine para a cultura junina potiguar. Em 2026, o evento celebra três décadas de história, fortalecendo ainda mais sua relevância no calendário cultural do RN.

A participação das duas quadrilhas evidencia o protagonismo de Currais Novos no movimento junino estadual e reconhece o empenho de dançarinos, marcadores, coreógrafos, costureiras e equipes de apoio que trabalham durante meses para levar grandes espetáculos ao público.

A expectativa é de apresentações marcantes e da torcida dos currais-novenses, que terão a oportunidade de acompanhar de perto o talento das representantes da cidade em uma edição especial do Forronovos, que celebra 30 anos de tradição, cultura e orgulho nordestino.

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