bannner-geraldo
Mundo
17 dez

Trump afima que Venezuela “está cercada”, endurece contra Maduro e ordena bloqueio total de petroleiros venezuelanos

Trump afima que Venezuela “está cercada”, endurece contra Maduro e ordena bloqueio total de petroleiros venezuelanos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou ainda mais a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro ao determinar o bloqueio “total e completo” de todos os petroleiros sancionados que circulam na rota de entrada e saída da Venezuela. A ordem foi anunciada nesta terça-feira, em publicação nas redes sociais, e reforça o cerco militar da Casa Branca sobre o país vizinho.

Trump declarou que a Venezuela está “cercada” pela maior operação naval já formada na América do Sul e voltou a acusar Maduro de sustentar o regime com petróleo obtido de forma ilegal. Segundo ele, o recurso energético venezuelano estaria ligado ao financiamento de tráfico de drogas, tráfico humano, assassinatos e sequestros. O republicano afirmou ainda que não permitirá que um “regime hostil” mantenha o controle de petróleo e terras que, segundo ele, pertenceriam aos Estados Unidos.

A escalada ocorre dias após Washington ampliar as sanções contra familiares do ditador venezuelano e seis embarcações envolvidas no transporte de petróleo. Na semana passada, tropas americanas apreenderam o petroleiro Skipper, próximo à costa venezuelana — episódio que marcou a primeira captura de carga de petróleo do país em meio à nova onda de tensões. Caracas reagiu chamando a operação de “pirataria internacional” e acusou os EUA de roubo.

Desde o início do mandato, Trump aponta o governo venezuelano como organização terrorista e mantém operações militares no Caribe e no Pacífico sob o argumento de combater cartéis de drogas. O regime de Maduro, porém, afirma que os Estados Unidos usam o discurso antidrogas como pretexto para tentar promover uma mudança de governo e retomar o controle dos recursos naturais do país.

Com informações da CNN

Foto: nald Trump

banner-dengue-post
Geral
17 dez

Carne feita em impressora 3D: projeto cria proteína sem abate animal

Carne feita em impressora 3D: projeto cria proteína sem abate animal

Já imaginou comer uma carne produzida em uma impressora 3D? Essa é a proposta de pesquisadores do SENAI CIMATEC, em Salvador (BA), que há dois anos desenvolvem a CELLMEAT 3D, uma carne cultivada em laboratório. O projeto venceu o Prêmio Finep Nordeste de Inovação 2025, na categoria Agroindústrias Sustentáveis, e agora concorre à etapa nacional da premiação.

Diferentemente da carne convencional, a CELLMEAT 3D é produzida a partir de células animais coletadas por biópsia, sem a necessidade de abate ou sofrimento do animal. A pesquisadora das atividades científicas do Projeto CELLMEAT 3D, Keina Dourado, explica como funciona o processo.

“Uma vez coletada, essa célula é colocada em um ambiente controlado, onde vai receber todos os nutrientes para se multiplicar. Então, vamos conseguir uma quantidade suficiente dessa célula e depois elas vão ser estimuladas a virar um tecido, que pode ser, por exemplo, músculo ou gordura”, explica.

A impressora 3D entra em cena para dar forma e textura semelhantes às da carne tradicional. Depois da impressão, o produto ainda passa por um período de maturação.

Alternativa para a produção de proteínas

Segundo Keina Dourado, o objetivo do projeto não é substituir a carne convencional, mas ampliar as alternativas de produção de proteínas. “Sabemos que a demanda por proteínas vai aumentar significativamente nos próximos anos e, por isso, vamos ampliar essas opções com menor impacto ambiental e maior respeito ao bem-estar animal”, afirma. 

Ela ressalta ainda que a tecnologia tem potencial para, no futuro, ajustar a composição nutricional da carne, tornando o produto mais saudável e adaptado a necessidades alimentares específicas.

Apesar dos avanços e do reconhecimento, o produto ainda não está pronto para o mercado. A pesquisadora ressalta que o projeto segue em fase de desenvolvimento. “Ainda não temos dados consolidados sobre perfil nutricional ou sobre a parte sensorial, como sabor e textura deste produto. Essas análises fazem parte das próximas etapas do projeto”, explica.

Estudos conduzidos por grupos internacionais, no entanto, já indicam que a carne cultivada pode ter composição nutricional semelhante à convencional e boa aceitação do público em termos de sabor. “Em alguns países, inclusive, esse produto já está sendo comercializado em pequena escala”, observa Dourado.

Alto custo ainda é desafio

Hoje, um dos maiores obstáculos para a produção da carne cultivada em laboratório é o alto custo da tecnologia, justamente por ainda estar em fase de desenvolvimento.

“Os nutrientes, os equipamentos e muitos desses insumos utilizados para produção ainda vêm da indústria farmacêutica. Então, ainda precisamos trabalhar no desenvolvimento de insumos mais acessíveis em termos de custo, para que o custo do produto final também seja mais compatível com o que a indústria alimentícia precisa”, explica a pesquisadora do CIMATEC.

Regulamentação no Brasil

No campo regulatório, o Brasil já deu passos importantes. Em 2024, entrou em vigor a Resolução RDC 839/2023, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que moderniza as regras para a avaliação de segurança e autorização de novos alimentos e ingredientes.

Apesar disso, Dourado afirma que ainda é necessário fazer algumas definições e ajustes na norma para regulamentar a produção e comercialização de carne cultivada em laboratório. “Existe um diálogo entre pesquisadores e órgãos reguladores para que possamos estar juntos nesse processo de construção de tudo que precisa para regulamentar a comercialização e a pesquisa da carne cultivada”, afirma.

Incentivo à ciência e à inovação

Para a pesquisadora, o prêmio Finep Nordeste de Inovação 2025 reforça a importância do projeto. “Esse reconhecimento mostra que a ciência desenvolvida aqui está alinhada com os grandes desafios globais e que temos a capacidade de desenvolver tecnologias de ponta dentro do nosso próprio ecossistema”, afirma. “Isso fortalece a confiança, tanto dos nossos parceiros, quanto da indústria e da sociedade em geral no trabalho que estamos fazendo”, conclui.

Fonte: Brasil 61

Lojão do Real
Rio Grande do Norte
17 dez

Auditoria do TCE identifica falhas estruturais em centros da Fundase

Auditoria do TCE identifica falhas estruturais em centros da Fundase

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte (TCE/RN) constatou precarização da limpeza, infraestrutura e atendimento em quatro centros de atendimento socioeducativo (Case’s) da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Estado (Fundase/RN). As fotos divulgadas no documento mostram buracos e rachaduras nas paredes, portões enferrujados, além da falta de equipamentos adequados nos banheiros e quartos.

A análise foi realizada no período de janeiro de 2023 a junho de 2025 nos cases Pitimbu, Mossoró, Caicó e Padre João Maria, sendo este último localizado em Natal. O resultado foi um relatório com diversas recomendações voltadas ao Estado. O prazo para que os órgãos acionados elaborem um plano de ação conjunto é de 60 dias. O documento foi assinado no último 10 de dezembro.

De acordo com a auditoria, foram identificados nove achados principais que resultaram em demandas que deverão ser seguidas pela Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (Seec/RN), Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas/RN) e pela Fundase/RN. As conclusões dos auditores agora também seguem para análise no plenário da Corte de Contas.

De acordo com o TCE/RN, a situação dos centros descaracteriza o caráter pedagógico da medida de internação. Os problemas se estendem, ainda, à falta de utilização adequada dos recursos da Fundação. De acordo com o documento do TCE/RN, nos últimos três exercícios (2023–2025), o orçamento da entidade ultrapassou R$ 170 milhões, conforme os dados obtidos no Sistema Integrado de Planejamento e Gestão Fiscal (SIGEF).

Embora a tabela de desempenho orçamentário aponte para percentuais altos de execução do orçamento em 2023, 2024 e 2025, com, respectivamente, 91,5%, 87,8% e 46,1% (até junho deste ano), a auditoria constatou baixa prioridade de investimentos estruturantes.

O empenho de recursos para ações de recuperação, reforma e ampliação das unidades, por exemplo, foi nulo em 2023 e 2025 (até junho). Já em 2024, foi empenhado apenas R$ 354, 7 mil, valor que o TCE/RN descreve como “irrisório frente à necessidade de revitalização das unidades visitadas”.

No documento, o TCE/RN lembra que o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que é dever das entidades que desenvolvem programas de internação zelar pela higiene, salubridade e segurança do ambiente. “Esse comando legal evidencia que a manutenção de condições sanitárias adequadas nas unidades socioeducativas não é apenas uma boa prática administrativa, mas uma obrigação legal diretamente vinculada à proteção dos direitos”, destaca o Tribunal em nota.

O relatório conclui, portanto, que a Fundase/RN, Seec/RN e Sethas/RN devem adotar uma série de medidas para resolver os problemas encontrados nos centros. Entre elas, está a reestruturação dos programas de atendimento, a melhora na gestão da manutenção predial e o fortalecimento dos mecanismos de monitoramento da gestão.

A reportagem procurou a Fundase/RN para entender em qual etapa está o plano de ação que deve ser enviado ao TCE/RN, além de entender os motivos que levaram à falta de empenho dos recursos para recuperação das unidades em 2023 e no primeiro semestre deste ano.

Em nota, a Fundação se limitou a destacar os acordos firmados recentemente para profissionalização dos internos, e disse que foi iniciado um processo de construção de um projeto piloto para a educação das unidades. Sobre a infraestrutura, citou a a manutenção da limpeza apenas do Case Caicó e outros centros que estão fora do escopo analisado pelo TCE/RN.

“A Fundase recentemente contratou empresas para manutenção de unidades. Os serviços foram iniciados em Natal (Casemi Nazaré), Mossoró (Casemi Santa Delmira) e Caicó (Case Caicó e Casep Seridó), e o Plano de Manutenção Preventiva e Corretiva está em estudo”, diz a Fundase/RN.

A Seec/RN, por sua vez, informou que ainda não recebeu notificação oficial do Tribunal de Contas do Estado referente ao Sistema Socioeducativo. A pasta é citada duas vezes nas recomendações finais e foi orientada, dentre outros pontos, a realizar a reestruturação da proposta educacional socioeducativa.

“Assim que houver a notificação oficial, a SEEC analisará o conteúdo e se manifestará dentro de suas atribuições e em consonância com os órgãos competentes”, diz a pasta em nota.

Já a Sethas/RN informou que não conseguiria enviar as respostas até o fechamento da edição nessa terça-feira (16) e poderia se manifestar nesta quarta-feira (17). O espaço segue aberto.

Tribuna do Norte

Foto: Cedida

banner-dengue-post
Rio Grande do Norte
17 dez

Mesa Brasil doa 26 toneladas de alimentos a entidades potiguares

Mesa Brasil doa 26 toneladas de alimentos a entidades potiguares

O projeto Sesc Mesa Brasil doou 26 toneladas de alimentos a cerca de 46 entidades do Rio Grande do Norte, resultado de uma parceria com três grandes eventos realizados na capital: Carnatal, Baile do Rogerinho e Ribeira Boêmia. A solenidade de entrega ocorreu nesta terça-feira (16), no Sesc da Cidade Alta, no Centro, com a participação de representantes de cada evento e também das instituições atendidas. O volume arrecadado é o recorde do projeto em 2025. Ao todo, a estimativa é de que 6 mil famílias serão beneficiadas pela iniciativa.

O Sesc é uma das entidades que compõe a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do RN (Fecomércio-RN). Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio-RN, ressaltou que este ano, a Federação, que já mantinha parcerias com fazendas e supermercados, inovou ao firmar também parcerias com grandes eventos com foco no projeto. “O Mesa Brasil já tem mais de 20 anos no RN, então, em 2026, decidimos inovar. Estamos entregando hoje os alimentos para instituições sérias, cadastradas e acompanhadas pelo Mesa Brasil”, frisou.

“São instituições acompanhadas pelo Sesc por meio de nutricionistas, que orientam como usar os alimentos, além de assistentes sociais e toda uma auditoria para garantir que esses produtos chegam na ponta, às pessoas necessitadas”, acrescentou Queiroz, ao destacar que, além dos três eventos, a arrecadação do Brilha Natal, evento da própria Fecomércio-RN, destinou mais de uma tonelada para as instituições.

O Carnatal, uma das principais micaretas do Brasil, destinou 21,5 toneladas ao projeto. Fred Queiroz, da Clap Entretenimento, organizadora da festa, ressaltou a importância da iniciativa. “O Carnatal arrecadou cerca de 70 toneladas de alimentos, dos quais 21,5 foram entregues ao Mesa Brasil. Estamos cada dia mais conscientes de que promovemos uma festa que impacta o comércio e também o social. E as pessoas, cada vez mais cientes de que a doação gera descontos, fazem a doação. O fato de elas não deixarem de doar é fundamental para ajudar a iniciativa”, afirmou Fred Queiroz.

Outras 3,5 toneladas foram adquiridas em parceria com o Baile do Rogerinho. Joab Madruga, organizador da festa, diz que o foco, para além da arrecadação, é a qualidade dos alimentos doados. “É uma forma de ajudar e que, no final das contas, a gente chama de lucro social”, disse Madruga. O Ribeira Boêmia, por sua vez, arrecadou 1,2 tonelada para o Mesa Brasil. Leonardo Galvão, coordenador do Ribeira, ressaltou o impacto social que a iniciativa provoca.

“É muito justo e lógico oferecer o ingresso social para obter a doação dos alimentos e gerar consciência de que, apesar de uma festa, a gente pode ajudar a quem precisa. E é uma obrigação nossa dar esse retorno para a sociedade, ao mesmo tempo em que o Ribeira Boêmia é uma alegria em termos de evento artístico”, disse Galvão. Uma das instituições atendidas pelo Mesa Brasil, o Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC), celebrou a arrecadação recorde.

“Oferecemos cerca de 3 mil refeições por mês para nossas crianças, então, essa iniciativa é importante para que possamos ter qualidade na alimentação ofertada. Certamente, o que estamos recebendo aqui vai ajudar a suprir nossa necessidade por um bom tempo”, falou Sibelly Fontenelle, vice-presidente e advogada voluntária do GACC. O recorde anterior de alimentos arrecadados (21 toneladas) tinha sido atingido em outubro de 2025, durante parceria do projeto com o Garota Vip.

Em mais de 20 anos do projeto no RN, já foram redistribuídos mais de 26 milhões de quilos de alimentos, que beneficiaram mais de 3,5 milhões de pessoas. Somente no ano de 2024, o projeto arrecadou e distribuiu mais de 1,5 milhão de quilos de alimentos no estado, beneficiando 376.372 pessoas, número 25% maior do que o previsto. Em 2025, a previsão era de que fossem arrecadados cerca de 1.379,5 kg, mas até o momento, esse número já é 13% maior.

Tribuna do Norte

Foto: Magnus Nascimento

olisun-full
Currais Novos
17 dez

Faculdade Três Marias promove júri histórico simulado sobre Lampião em Currais Novos

Faculdade Três Marias promove júri histórico simulado sobre Lampião em Currais Novos

A Faculdade Três Marias realizou, na noite desta última terça-feira (16), um júri histórico simulado no plenário do Fórum Desembargador Tomaz Salustino, em Currais Novos. A atividade integrou a avaliação da disciplina História do Direito e teve como réu simbólico o cangaceiro Lampião, figura marcante da história nordestina.

Durante o júri, os alunos foram divididos entre acusação e defesa, assumindo os papéis tradicionais do Tribunal do Júri, como promotores, advogados, jurados e magistrados. A simulação permitiu aos estudantes aplicar, de forma prática, os conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula.

O evento proporcionou uma rica experiência acadêmica ao aliar teoria, história e prática jurídica, além de oportunizar aos participantes a vivência do funcionamento do Tribunal do Júri em um ambiente real do Poder Judiciário, contribuindo significativamente para a formação profissional dos futuros operadores do Direito.

Lojão do Real
WhatsApp