Terceirizada anuncia suspensão na saúde em Natal; Sesap diz que débitos estão em trâmite
Serviços de média e alta complexidade prestados pela Justiz Terceirização à rede municipal de saúde de Natal podem ser suspensos a partir da próxima terça-feira (5). A empresa afirmou, nesta quarta-feira (5), que a medida ocorre por falta de repasses referentes a dezembro de 2025, fevereiro e maio de 2026 e que deveriam ser pagos em orçamento do Estado.
Em nota de esclarecimento, a terceirizada afirma que, embora o contrato seja destinado ao atendimento da rede municipal de saúde da capital, os recursos financeiros para a execução dos serviços são oriundos do Orçamento Geral do Estado. Segundo a empresa, caberia à Sesap repassar os valores previstos contratualmente. “A ausência desses pagamentos inviabiliza a continuidade da operação”, afirmou a Justiz na nota.
A empresa informou ainda que a decisão foi adotada após sucessivas tentativas de solução administrativa e que busca preservar a sustentabilidade dos serviços, além do cumprimento das obrigações assumidas com profissionais, fornecedores e demais envolvidos na execução contratual.
“A Justiz reafirma seu compromisso com a assistência à população e permanece à disposição das autoridades competentes para que a situação seja solucionada o mais breve possível, permitindo o restabelecimento integral dos serviços”, diz a nota.
Procurada, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) diz que os débitos são ligados a contratos antigos e que os pagamentos estão trâmites. “Esses contratos anteriores que são indenizatórios, ou seja, eles não estão protegidos por um contrato, mas se faz um trâmite especial para poder fazer o pagamento, é um trâmite mais lento”, explicou o secretário Alexandre Motta.
Segundo o titular da pasta, a Sesap já havia feito um acordo com a empresa e que há uma diligência interna em andamento para viabilizar o pagamento. “Nós já tínhamos feito esse acordo com elas, com ela, a empresa, e há uma diligência interna para que o trâmite se dê e, obviamente, ocorra o pagamento”, declarou.
Tribuna do Norte


