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20 mar

Unicef: taxa de mortalidade infantil é a menor em 34 anos

Unicef: taxa de mortalidade infantil é a menor em 34 anos

O relatório Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil, divulgado na terça-feira (17) pelas Nações Unidas, aponta que o Brasil alcançou as menores taxas de mortalidade neonatal e em crianças abaixo dos cinco anos dos últimos 34 anos.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), um conjunto de políticas adotadas pelo país têm diminuído as mortes preveníveis de crianças, em consonância com a tendência global.

Em 1990, a cada mil crianças nascidas, 25 morriam ainda recém-nascidas, antes de completar 28 dias de vida. Em 2024, o número caiu para sete a cada mil.

O mesmo aconteceu com a probabilidade de morrer antes dos cinco anos de idade. No Brasil, em 1990, a cada mil crianças que nasciam, 63 faleciam antes do quinto aniversário. Nos anos 2000, a taxa caiu para 34 a cada mil e, em 2024, chegou a 14,2 mortes.

Entre as políticas públicas citadas para este resultado, está o Programa Saúde da Família, o Programa de Agentes Comunitários de Saúde, a Política Nacional de Atenção Básica e a expansão da rede pública de saúde. Juntas, essas iniciativas que ajudaram a promover a saúde de mães, bebês e crianças desde os anos 1990 e foram operacionalizadas com o apoio da sociedade brasileira e de organizações internacionais, como o próprio Unicef.

“Estamos falando de milhares de bebês e crianças que não sobreviveriam, e hoje podem crescer, se desenvolver com saúde e chegar até a vida adulta”, explica Luciana Phebo, chefe de Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil.

“E essa mudança foi possível porque o Brasil escolheu investir em políticas que funcionam, como a vacinação e o incentivo à amamentação. Agora, precisamos voltar a acelerar esses esforços, mantendo e ampliando os avanços históricos das últimas décadas e alcançando aqueles nos quais essas políticas ainda não chegam como deveriam”, enfatiza.

Apesar dos avanços, o Brasil também viu uma desaceleração na queda da mortalidade de crianças na última década, em linha com a tendência global.

Entre 2000 e 2009, por exemplo, o país diminuía a mortalidade de recém-nascidos em 4,9%, todos os anos. Já entre 2010 e 2024, a redução passou a ser de 3,16% ao ano.

O levantamento mostra que as mortes de crianças menores de cinco anos no mundo caíram em mais da metade, globalmente, desde 2000, mas desde 2015, há pouco mais de uma década, o ritmo de redução da mortalidade infantil desacelerou mais de 60%.

Adolescentes e jovens

O relatório da ONU sobre mortalidade também revela que aproximadamente 2,1 milhões de crianças, adolescentes e jovens entre cinco e 24 anos morreram em 2024 no planeta.

No Brasil, no mesmo ano, a violência foi responsável por quase metade (49%) das mortes de meninos de 15 a 19 anos, com doenças não transmissíveis ocupando o segundo lugar (18%). Acidentes de trânsito foram a terceira causa mais comum (14% das mortes).

Entre meninas na mesma faixa etária, doenças não transmissíveis foram a principal causa de morte (37%), seguidas por doenças transmissíveis (17%), pela violência (12%) e pelo suicídio (10%).

Recomendações

Citando apontamentos do relatório, o Unicef reforça que as evidências mostram que investimentos em saúde infantil estão entre as medidas de desenvolvimento com melhor custo efetivo.

Intervenções comprovadas e de baixo custo, como vacinas, tratamento da desnutrição e profissionais de saúde qualificados na gestação, parto e pós-parto, dão alguns dos maiores retornos em saúde global, aumentando a produtividade, fortalecendo economias e reduzindo gastos públicos futuros.

Cada US$ 1 investido na sobrevivência infantil pode gerar até US$ 20 em benefícios sociais e econômicos, aponta a entidade.

O relatório global foi feito pelo Grupo Interagencial das Organizações Nações Unidas (ONU) para Estimativas de Mortalidade Infantil (UN IGME), em parceria com Banco Mundial, Organização Mundial da Saúde (ONU) e Departamento Assuntos Econômicos e Sociais (Desa/ONU).

Tribuna do Norte

Campo Forte
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20 mar

Vorcaro é transferido para superintendência da PF em Brasília

Vorcaro é transferido para superintendência da PF em Brasília

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido de helicóptero na noite de hoje (19) da Penitenciária Federal em Brasília para a superintendência da Polícia Federal, também na capital federal

A transferência foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações sobre as fraudes no Master.

A mudança do local de prisão foi o primeiro passo das tratativas para o fechamento de um acordo de delação premiada com os delegados responsáveis pela investigação.

Com a transferência, os investigadores poderão ter acesso direto ao banqueiro e a seus advogados sem precisar passar pelas barreiras de segurança da penitenciária federal, que é um presídio de segurança máxima.  

Vorcaro deverá ficar preso na mesma sala em que o ex-presidente Jair Bolsonaro ficou custodiado antes de ser transferido para a Papudinha.

Sigilo

Os próximos passos do processo de negociação de delação seguirão em sigilo. O banqueiro aceitou assinar um compromisso de confidencialidade com a PF e com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na semana passada, após o Supremo formar maioria de votos para manter sua prisão, Vorcaro decidiu mudar de advogado e passou a cogitar delatar políticos e juízes que tiveram relações pessoais com ele nos últimos anos.

Prisão

No dia 4 deste mês, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF).

Mendonça atendeu pedido de prisão feito pela PF após novos dados da investigação apontarem que Vorcaro deu ordens diretas para os outros acusados para intimidarem jornalistas, ex-empregados e empresários, além de ter acesso prévio ao conteúdo das investigações.

© Valter Campanato/Agência Brasil

PAX
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20 mar

RN é o 13º do país em internações relacionadas ao consumo de álcool

RN é o 13º do país em internações relacionadas ao consumo de álcool

Foto: Divulgação

O Rio Grande do Norte ocupa a 13ª posição entre os estados brasileiros com maiores taxas de internações atribuíveis ao consumo de álcool, considerando o número de casos por 100 mil habitantes. Em 2024, o estado registrou 193,4 internações, segundo dados do estudo “Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2025”, divulgado pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA).

O levantamento reúne tanto as internações totalmente atribuíveis ao álcool, como transtornos relacionados ao uso da substância e doença alcoólica do fígado, quanto aquelas parcialmente atribuíveis, em que o consumo aparece como fator associado, a exemplo de acidentes e outros tipos de lesões.

No ranking nacional, as maiores taxas foram registradas no Paraná, com 282,1 internações por 100 mil habitantes, seguido pelo Espírito Santo (267,3) e pelo Mato Grosso do Sul (256,3). Também aparecem com índices elevados Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás e Ceará. Já estados nordestinos como Alagoas e Maranhão apresentaram taxas mais baixas.

O estudo também aponta uma mudança no perfil etário das internações associadas ao álcool no Brasil. Entre 2010 e 2024, a população com 55 anos ou mais foi a que apresentou o crescimento mais expressivo, passando de 86.439 para 157.223 internações anuais, um aumento de 81,9%. Em 2024, esse grupo passou a representar 37,6% do total de internações atribuíveis ao álcool, consolidando-se como o segmento mais impactado. Entre jovens de 18 a 34 anos, o crescimento foi mais moderado, passando de 81.043 para 91.589 internações, o que representa aumento de 13% no período.

Para a psicóloga da Hapvida Verônica Lima, os números reforçam a necessidade de ampliar ações de prevenção e acompanhamento de saúde. Segundo ela, o crescimento das internações entre pessoas mais velhas indica que os efeitos do consumo de álcool tendem a se acumular ao longo da vida. “Muitas doenças relacionadas ao álcool surgem após anos de consumo. Por isso, quando observamos o aumento das internações entre idosos, estamos vendo o resultado de um processo que começou décadas antes”, afirma.

Entre as causas totalmente atribuíveis ao álcool, predominam os transtornos relacionados ao uso da substância, seguidos pela doença alcoólica do fígado. Já nas internações parcialmente atribuíveis, os acidentes de trânsito lideram as ocorrências, seguidos por outras lesões não intencionais e quedas, que somaram 59.496 internações em 2024.

Apesar da posição relativamente elevada nas internações, o Rio Grande do Norte apresenta uma situação diferente quando se analisam os óbitos associados ao consumo de álcool. Em 2023, o estado registrou 33,1 mortes por 100 mil habitantes, uma das menores taxas do Nordeste, ao lado do Maranhão, que apresentou índice de 31. No país, os maiores índices de mortalidade foram observados no Espírito Santo (47,0), Piauí (41,7), Tocantins (41,9) e Paraná (40,7).

Para a psicóloga Verônica Lima, os dados reforçam a importância de atenção aos sinais de consumo abusivo e da busca por acompanhamento especializado. De acordo com ela, muitas pessoas só procuram ajuda quando as consequências já se tornaram graves. “O álcool pode causar uma série de problemas físicos e mentais ao longo do tempo, e o tratamento precoce faz diferença no prognóstico. Hoje existem abordagens médicas e terapêuticas capazes de ajudar o paciente a reduzir ou interromper o consumo e recuperar qualidade de vida”, explica.

A especialista destaca ainda que familiares e amigos também têm papel importante nesse processo. “Quando há sinais de dependência ou de prejuízos à saúde, o ideal é procurar orientação de um profissional, como médico ou psicólogo, para avaliar cada caso e indicar o tratamento mais adequado”, orienta.

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20 mar

TN/Consult: Álvaro Dias lidera a disputa pelo Governo do RN

TN/Consult: Álvaro Dias lidera a disputa pelo Governo do RN

Pesquisa TRIBUNA DO NORTE/ Instituto Consult feita no começo da semana (15 – 18 de março) indica um empate técnico nas duas primeiras colocações na disputa para governo do Estado. Praticamente dois meses depois de ter anunciado sua pré-candidatura ao governo estadual ao pleito de 4 de outubro, o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, que está de saída do Republicanos para o Partido Liberal (PL), aparece na liderança, com 31,18% das intenções de votos, seguido pelo prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), com 29,24.

Mais atrás aparecem o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), o secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, o Cadú, com 6,35% e Robério Paulino, do PSOL, 1,65%.

O número de indecisos (17,65%) e eleitores que não escolheriam nenhum dos nomes (13,94%) chama atenção e indica um cenário ainda em aberto.

Pelos números, a disputa de votos dos 2.618.377 eleitores do RN, segundo dados de março do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), será acirrada no primeiro turno das eleições majoritárias, principalmente para para o cargo de governador do Estado.

Álvaro Dias lidera com quase dois meses de pré-campanha | Foto: Divulgação/Consult

Rejeição

O Instituto Consult também perguntou aos eleitores potiguares em que não votariam de maneira alguma este ano para governador do Rio Grande do Norte.

Mesmo tendo o apoio da governadora Fátima Bezerra para sucedê-la, o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, surge com maior índice de rejeição, 17,0%, à frente do ex-prefeito Álvaro Dias, com 11,7%. Depois se seguem Robério Paulino, 9.6% e Allyson Bezerra, 8,1%.

Não souberam dizer, 3,44% e nenhum, 8,4%. Já 15,4% dos eleitores afirmaram rejeitar todos esses nomes para o governo do Estado.

Metodologia

A pesquisa foi realizada com 1.700 eleitores em 55 municípios do Rio Grande do Norte. O levantamento tem margem de erro de 2,37 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa tem o registro de número: RN-03877/2026.

Tribuna do Norte

Lojão do Real
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20 mar

Bolsa Família: pagamentos começam nesta sexta-feira (20)

Bolsa Família: pagamentos começam nesta sexta-feira (20)

A CAIXA inicia nesta sexta-feira (20), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de março para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 3. 

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.

O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.

No aplicativo Bolsa Família é possível acompanhar as informações dos benefícios, além de receber atualizações e novidades sobre o programa.

Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.  

O que é Bolsa Família

O Programa Bolsa Família é a transferência mensal de renda do maior programa social do Brasil, reconhecido por tirar milhões de famílias da fome. O modelo atual considera tamanho e características do núcleo familiar: lares com três ou mais pessoas tendem a receber valores maiores do que famílias unipessoais, reforçando a proteção social.

Pagamento do Bolsa Família: objetivos do programa

Além da renda, o Bolsa Família integra políticas públicas para ampliar acesso a saúde, educação e assistência social. O foco é promover dignidade e cidadania, articulando ações complementares (esporte, ciência, trabalho) para a superação da pobreza e a transformação social.

Quem tem direito ao pagamento do Bolsa Família

Para ter direito ao pagamento do Bolsa Família, a renda por pessoa da família deve ser de até R$ 218/mês.

Exemplo: 1 pessoa com salário mínimo (R$ 1.518) em família de 7 integrantes → renda per capita de R$ 216,85. Como está abaixo de R$ 218, a família é elegível ao benefício.

Como receber o pagamento do Bolsa Família (passo a passo)

  1. Inscrição no CadÚnico: mantenha dados corretos e atualizados.
  2. Onde se cadastrar: procure o CRAS ou postos municipais de assistência social.
  3. Documentos: CPF ou título de eleitor.
  4. Seleção mensal automatizada: estar no CadÚnico não garante entrada imediata. Todos os meses o programa identifica e inclui novas famílias que passam a receber o pagamento Bolsa Família.

Quando começa o pagamento Bolsa Família após o cadastro?

Mesmo inscrita no CadÚnico, a família só recebe quando for selecionada pelo sistema do programa. A inclusão é contínua e mensal, de forma automatizada, conforme os critérios de elegibilidade e a atualização cadastral.

Dicas para manter o pagamento do Bolsa Família em dia

  • Atualize o CadÚnico sempre que houver mudança (endereço, renda, composição familiar).
  • Acompanhe o calendário oficial de pagamento e as comunicações do município/CRAS.
  • Guarde seus comprovantes e verifique regularmente a situação do benefício nos canais oficiais.

Bolsa Família: perguntas rápidas (FAQ)

Preciso estar no CadÚnico? Sim, é obrigatório para concorrer ao pagamento do Bolsa Família.

O valor é igual para todos? Não. O modelo considera o tamanho e o perfil familiar, podendo variar.

Cadastro feito = pagamento imediato? Não. A seleção é mensal e automatizada; a família come

Fonte: Brasil 61

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