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09 jul

RN sanciona lei que institui política estadual de incentivo à ciência, tecnologia e inovação

RN sanciona lei que institui política estadual de incentivo à ciência, tecnologia e inovação

O Rio Grande do Norte passou a contar com uma nova política voltada ao fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação. A Lei nº 12.812 criou o Programa PopCiência Potiguar, que tem como objetivo ampliar o acesso da população ao conhecimento científico, incentivar a inovação e fortalecer a educação científica em todo o estado.

A iniciativa prevê ações voltadas à inclusão social, ao desenvolvimento de competências cidadãs e ao estímulo de vocações locais, além de incentivar parcerias entre instituições de ensino, pesquisa e o poder público. A legislação também prioriza a participação de grupos historicamente sub-representados na ciência, como mulheres, pessoas com deficiência, povos originários, pessoas negras, comunidades tradicionais e pessoas LGBTQIAPN+.

O programa está estruturado em cinco eixos, incluindo a interiorização da ciência, a formação de profissionais e o financiamento de projetos. Entre as ações previstas estão a criação de museus e observatórios científicos, a realização de feiras e olimpíadas de ciência, além do incentivo à tecnologia assistiva e à inclusão social. A lei entrou em vigor na data de sua publicação.

Juninho Brito

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09 jul

Seu Desejo agita o sábado da Vaquejada de Currais Novos; Nota Potiguar libera novos vouchers

Seu Desejo agita o sábado da Vaquejada de Currais Novos; Nota Potiguar libera novos vouchers

O Programa Nota Potiguar disponibilizou nesta quinta-feira (9) um novo lote de vouchers para acesso ao Frontstage da 53ª Vaquejada de Currais Novos. O benefício é limitado a um voucher por CPF e pode ser resgatado mediante a troca de quatro pontos acumulados no aplicativo. Após o resgate, os participantes devem retirar o ingresso na Loja Calle, em Currais Novos, das 8h às 18h.

A programação da vaquejada segue com grandes atrações ao longo do fim de semana. Na sexta-feira (10), sobem ao palco Forró de Griff, Willy Vaqueiro, Edyr Vaqueiro e Neném Pessoa.

Já no sábado (11), a principal atração será a banda Seu Desejo, um dos shows mais aguardados da 53ª edição da Vaquejada de Currais Novos. A noite no Parque da Folia também contará com apresentações de Jotapê, Assum Preto, Arnaldinho Netto e Aline Reis, prometendo reunir um grande público no evento.

Ismael Medeiros

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09 jul

Investigação aponta vínculo entre administrador de perfil e grupo político de Allyson Bezerra

Investigação aponta vínculo entre administrador de perfil e grupo político de Allyson Bezerra

A investigação envolvendo o perfil @rncomallyson, em andamento no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), ganhou novos desdobramentos após entrevista concedida por João Carlos Medeiros ao Diário do RN. Apontado como administrador da página, ele afirmou que criou e gerenciava o perfil por iniciativa própria, sem participação ou conhecimento do pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra.

Apesar da declaração, João Carlos possui vínculos com o grupo político de Allyson. Ele é vice-presidente do União Brasil Jovem no Rio Grande do Norte, ocupa cargo comissionado na Câmara Municipal de Mossoró desde 2021 e declara apoio ao prefeito desde sua atuação como deputado estadual. Sua noiva, Valéria Persali, ex-secretária de Comunicação de Mossoró, também exerce cargo comissionado no gabinete de Allyson.

A ação foi proposta pelo Partido Liberal (PL), que acusa o perfil de promover propaganda eleitoral antecipada em favor de Allyson Bezerra e de divulgar conteúdos contra adversários políticos. O processo segue em tramitação no TRE-RN e ainda não possui decisão definitiva. João Carlos informou que aguardará eventual intimação da Justiça Eleitoral para apresentar sua defesa.

Mazilton Galvão

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09 jul

Procon registra alta nos preços da gasolina e do diesel em Natal durante o mês de julho

Procon registra alta nos preços da gasolina e do diesel em Natal durante o mês de julho

Levantamento realizado pelo Procon Natal em 86 postos de combustíveis da capital apontou aumento nos preços da gasolina comum e do diesel S-10 em julho. Em comparação com o mês anterior, a gasolina teve alta média de 2,24%, enquanto o diesel S-10 subiu 1,35%. Já o etanol e o gás natural veicular (GNV) apresentaram redução nos valores.

De acordo com a pesquisa, 86% dos postos reajustaram o preço da gasolina e 49% elevaram o valor do diesel S-10, com aumentos que variaram entre R$ 0,24 e R$ 0,29 por litro. A maior alta da gasolina foi registrada na Zona Leste, seguida pelas zonas Sul, Oeste e Norte.

O estudo também identificou diferenças nos preços praticados entre as regiões da cidade. A Zona Norte apresentou o menor preço médio da gasolina comum, de R$ 6,88 por litro, enquanto o etanol teve o menor valor médio na Zona Oeste, onde também foi encontrado o diesel comum mais barato.

Entre os combustíveis pesquisados, o etanol registrou a maior variação de preços, com o litro sendo comercializado entre R$ 4,69 e R$ 5,99. Já a gasolina comum variou de R$ 6,79 a R$ 7,09, o que pode representar economia para os consumidores que pesquisarem antes de abastecer.

Segundo o levantamento, o preço médio da gasolina em Natal ficou em R$ 6,91 por litro, acima do observado em capitais como João Pessoa, Fortaleza e Recife. O Procon orienta os consumidores a compararem os preços antes de abastecer e informa que denúncias sobre valores considerados abusivos podem ser feitas mediante apresentação do cupom fiscal pelos canais oficiais do órgão.

Blog Jair Sampaio

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09 jul

Governo pede à União para adiar bloqueio de R$ 80 milhões no FPE; valor é referente a parcela de empréstimo

Governo pede à União para adiar bloqueio de R$ 80 milhões no FPE; valor é referente a parcela de empréstimo

A governadora Fátima Bezerra pediu ao Ministério da Fazenda que adie para outubro a execução da contragarantia referente a uma parcela de US$ 14,54 milhões, ou R$ 80 milhões, do empréstimo contratado junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), instituição do Banco Mundial. O valor venceu em 15 de junho, não foi pago pelo Estado e acabou sendo quitado pela União, que atuou como garantidora da operação. Como consequência, o Tesouro Nacional passa a ter o direito de reter recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) para ressarcir o desembolso feito, o que pode agravar a crise financeira que o governo enfrenta.

No ofício nº 348/2026, encaminhado ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, e recebido na última terça (07), a governadora Fátima Bezerra alerta que a execução imediata da contragarantia poderá afetar “o pagamento da folha de pessoal, os repasses constitucionais aos Poderes e órgãos autônomos, os encargos gerais do Estado, os contratos essenciais e a manutenção dos serviços públicos nas áreas de saúde, educação, segurança pública e assistência social”.


Nesse sentido, a gestora solicitou que essa retenção ocorra apenas em outubro, preferencialmente no repasse previsto para o dia 10 daquele mês. O principal argumento do governo é que uma retenção entre julho e setembro comprometeria o fluxo de caixa justamente no período em que o Estado registra menor ingresso de recursos do FPE.

O documento que Fátima enviou a Dario Durigan sustenta que a dificuldade decorre de um problema temporário de fluxo de caixa, agravado por frustração de arrecadação no primeiro quadrimestre de 2026. A Receita Líquida do Tesouro ficou R$ 497,4 milhões abaixo da meta prevista para o período. O governo atribui parte desse resultado à redução da arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), após a ampliação da faixa de isenção para rendimentos de até R$ 5 mil, promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aprovada pelo Congresso Nacional, e que passa a vigorar em 2027, tendo 2026 como ano-base.

O Estado diz ainda que não pretende deixar de quitar a obrigação nem questiona o direito da União de ser ressarcida. O pedido, segundo a governadora, limita-se a uma reprogramação do momento da retenção para evitar um impacto maior sobre as finanças estaduais. O ofício acrescenta que a postergação permitirá reorganizar o caixa e preservar a continuidade dos serviços públicos, ao mesmo tempo em que mantém o compromisso de ressarcir a União pela garantia honrada junto ao Banco Mundial.


Thales Penha avalia que o episódio revela um problema estrutural. “Isso é mais um sintoma do colapso fiscal que o Rio Grande do Norte vem vivendo”, diz. Ele afirma que as dificuldades fiscais são anteriores e que o Rio Grande do Norte tem dois problemas crônicos que se agravaram nas últimas duas décadas: “o crescimento das despesas com pessoal e previdência e a deterioração das receitas”.


Para o economista Thales Penha, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a tendência é que o governo consiga negociar o adiamento com a União. “O Ministério da Fazenda deve fazer o que faz com outros entes federativos em dificuldade: negociar um prazo, mediante o compromisso de quitação por parte do Estado. Provavelmente, não haverá uma consequência direta com a retenção imediata do FPE”, afirma.


Procurada pela reportagem da Tribuna do Norte, a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) não se manifestou sobre o assunto.

Receitas extraordinárias


Para justificar o adiamento da cobrança, o Governo do Estado afirma que espera reforçar o caixa nos próximos meses com receitas extraordinárias que poderão melhorar a situação financeira antes da retenção dos recursos do FPE.


Entre elas está o recebimento de valores do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS). O fundo foi criado para cobrir saldos residuais de financiamentos habitacionais antigos e, nos últimos anos, diversos estados e instituições públicas passaram a buscar judicial e administrativamente o ressarcimento de créditos reconhecidos pela União. O governo potiguar informa que existem valores vinculados ao FCVS cuja liberação está em andamento.


Outra expectativa é a recuperação de recursos provenientes de carteiras de crédito já auditadas e ainda pendentes de recebimento. O documento também menciona a expectativa de ingresso de recursos decorrentes da compensação previdenciária. Esse mecanismo permite que regimes próprios de previdência sejam ressarcidos pelo INSS quando servidores contribuíram para diferentes regimes ao longo da carreira. Nos últimos anos, o Rio Grande do Norte vem trabalhando para ampliar esses ressarcimentos, considerados uma importante fonte extraordinária de receita para aliviar o caixa estadual.


Embora reconheça que esses recursos podem ajudar momentaneamente, o economista Thales Penha avalia que eles não atacam a origem do problema. “O Estado precisa enfrentar duas questões estruturais: revisar as renúncias fiscais e fazer uma reforma administrativa planejada. Receitas extraordinárias aliviam o caixa, mas não resolvem o desequilíbrio fiscal permanente”, afirma.

Crise de caixa reflete pendências financeiras do RN

O pedido encaminhado ao Ministério da Fazenda ocorre em meio a uma sequência de dificuldades financeiras enfrentadas pelo Governo do Estado. Uma das principais diz respeito aos empréstimos consignados dos servidores públicos. O Executivo vem sendo alvo de críticas e cobranças por atrasos nos repasses às instituições financeiras de valores descontados diretamente na folha de pagamento. Segundo estimativas do Sinsp-RN, divulgadas na última semana, desde julho de 2025 o passivo supera R$ 500 milhões e, por isso, novos contratos estão suspensos.


Outra frente de pressão envolve os repasses aos municípios. A Femurn denunciou nesta semana que, até o momento, a dívida do governo estadual com as 167 prefeituras ultrapassa R$ 100 milhões, sendo R$ 43 milhões referentes aos repasses do IPVA, R$ 35 milhões da cota-parte do ICMS e R$ 21 milhões relativos às transferências do Fundeb. Na ocasião, a Sefaz informou que concluiria a transferência da cota-parte do ICMS aos municípios até o final desta semana.


Na avaliação de Thales Penha, o atraso no pagamento da parcela do empréstimo ao Banco Mundial se soma a uma sequência de dificuldades financeiras observadas nos últimos anos. “Ao longo desse período vimos atraso de salários, atraso no pagamento de empresas prestadoras de serviço, problemas com o fundo previdenciário e, agora, o não pagamento desse empréstimo. São manifestações de um mesmo quadro de desequilíbrio fiscal”, afirma o economista.


Para ele, a saída passa por reformas estruturais. “A reforma administrativa precisa ser feita com planejamento, reequilibrando carreiras e reajustes salariais dentro da capacidade financeira do Estado, e não simplesmente cortando cargos ou salários”, conclui.

Pressão sobre as finanças do RN


R$ 80 milhões
É a parcela do empréstimo do Banco Mundial não paga pelo Estado e quitada pela União.

R$ 497,4 milhões
É a frustração de receita do RN em 2026 no primeiro quadrimestre.

R$ 95 milhões
É a frustração de receitas referente apenas ao imposto de renda retido na fonte no primeiro quadrimestre.

Mais de R$ 500 milhões
É o valor do passivo que o sindicato dos servidores (Sinsp-RN) estima em relação aos repasses de empréstimos consignados.

Mais de R$ 100 milhões
É a dívida do governo com os municípios por atraso nos repasses do ICMS, IPVA e Fundeb.

Tribuna do Norte

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