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10 jul

Kelps desiste da Câmara Federal e denuncia boicote

Kelps desiste da Câmara Federal e denuncia boicote

Kelps: “Boicote partiu dos federais; Benes, Robinson e João”. Foto: Eduardo Maia

O ex-deputado estadual Kelps Lima retirou sua pré-candidatura a deputado federal às eleições de outubro por quebra de compromissos dos dirigentes estadual e nacional do seu partido União Brasil em apoiá-lo com infraestrutura partidária e política, que incluem tempo de TV na propaganda eleitoral, fundo de financiamento de campanha e ajuda eleitoral de pelo menos dez prefeitos.

Kelps Lima adiantou que o boicote, inicialmente, partiu dos deputados federais Benes Leocádio (União), Robinson Faria e João Maia (PP), que em reunião com o pré-candidato a governador, o ex-prefeito Allyson Bezerra em meados de junho, comunicou que “todos os compromissos assumidos políticos comigo não iam ser cumpridos e que ele (Allyson) podia tirar minha candidatura que não tinha problema nenhum”.

Segundo Kelps Lima, os deputados diziam que sua permanência ou não na chapa liderada pelo ex-prefeito de Mossoró não faria muita diferença, porque “se eu fosse candidato eu tomava uma vaga e só elegia dois, e se eu saísse também só elegia dois”.

Depois de se desligar do partido Solidariedade, Kelps Lima filiou-se ao União Brasil no fim de março, “quando ninguém queria ir para o União, foi prometida uma serie de coisas, não foi cumprida nenhuma”.

A decisão de Kelps Lima de não mais concorrer ao pleito proporcional ocorreu na noite de quarta-feira (9), depois que os presidentes estadual e nacional do União, o ex-senador José Agripino e Antonio Rueda, negaram-lhe apoio partidário, mesmo depois de prometerem “o céu, a terra e as estrelas”.

Kelps Lima admite que o racha na chapa proporcional termina comprometendo a campanha eleitoral do pré-candidato a governador Allyson Bezerra, porque os três deputados federais Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria “não construíram uma candidatura sequer e ficou no final, Allyson desesperado para montar candidaturas a deputado federal que até hoje também não se constituíram”.

Para Kelps Lima, o desmanche da chapa proporcional da Federação União/PP não pode ser condicionada às críticas que fez a atuação da bancada federal do Rio Grande do Norte em Brasilia: “Eu não assinei nenhum papel que ia mudar de opinião, eu não assinei nenhum documento, que eu ia ter que desdizer o que eu disse lá trás, que a bancada federal do Rio Grande do Norte é fraca, é de baixo clero”.

O ex-deputado afirmou que, no início, fazia suas críticas sem nominar nenhum deputado, pois conforme divulga o Diap: “O Rio Grande do Norte só sai em ranking, em primeiro lugar, o que saiu ontem (quarta, 9), Benes, João Maia e Robinson quando estão entre os 10 que mais gastam verba Indenizatório no Brasil. Nos últimos quatro anos nenhum deputado do Rio Grande do Norte saiu entre os 100 mais influentes”.

Tratamento

Em relação ao projeto político do ex-prefeito de Mossoró, o ex-deputado disse que participa dessa construção desde 2017, quando ambos se elegeram deputado estadual pelo Solidariedade, mas admite que Allyson Bezerra “está sendo bombardeado internamente, mas não vai servir também de instrumento para prejudicar a candidatura dele, não vou cumprir esse papel”.

Kelps Lima disse, ainda, que não cobrou nada dele, assim como não cobrou de ninguém. “Eu não boto conta para ninguém. A decisão de ir para lá foi minha. Os deputados chantagearam Alysson para não passar apoio para mim e disse a ele que não se sacrificasse por mim, a decisão foi minha, os erros eram meus, e eu comprava as brigas. Eu não tenho um problema. Eu não tenho um medinho. Nem de Robinson, João Maia e Benes, mas não tenho nada pessoal contra eles”.

Tribuna do Norte

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