Mundo
10 mar

Dólar cai para R$ 5,16 após Trump indicar possível fim da guerra

Dólar cai para R$ 5,16 após Trump indicar possível fim da guerra

Em dia de reviravoltas no mercado financeiro, o dólar teve forte queda e praticamente compensou a alta acumulada desde o início da guerra no Oriente Médio. A bolsa subiu quase 1%, aproximando-se dos 181 mil pontos. O petróleo, que se aproximou dos US$ 120 durante a madrugada, recuou após declarações do presidente Donald Trump de que o conflito está perto do fim.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (9) vendido a R$ 5,165, com queda de R$ 0,079 (-1,52%). A cotação teve um dia volátil, abrindo em R$ 5,28, mas desacelerando com investidores vendendo dólares para embolsar lucros. Com a redução das tensões internacionais, a cotação estava em torno de R$ 5,20, quando intensificou o recuo após a fala de Trump.

A moeda estadunidense está no menor nível desde 27 de fevereiro, véspera do início dos bombardeios ao Irã. A divisa acumula queda de 5,89% em relação ao real em 2026. O euro comercial fechou a R$ 5,99, fechando abaixo de R$ 6 pela primeira vez desde 21 de fevereiro do ano passado.

O mercado de ações teve um dia de recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 180.915 pontos, com alta de 0,86%.

O indicador operava com leve alta de 0,2% até as 16h, quando disparou após Trump dizer, em entrevista à rede de televisão CBS, acreditar que ‌a guerra contra o Irã “está ‌praticamente concluída” e que os Estados Unidos estão “muito à frente” do prazo de quatro a ⁠cinco semanas de conflito estimado inicialmente.

Antes da declaração de Trump, o petróleo do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, subia cerca de 7% e estava em torno de US$ 97 o barril. Minutos após a fala, a cotação caiu para US$ 88.

Além da mudança de postura de Trump, fatores externos tinham ajudado a segurar a alta do petróleo tipo Brent, que chegou a US$ 119,50 durante a madrugada. Primeiramente, os países do G7, grupo das sete democracias mais industrializadas do planeta, anunciaram uma ajuda para o setor petroleiro.

Também nesta segunda, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que o país poderia enviar fragatas para defender navios que passassem pelo Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã. Isso também ajudou a aliviar os preços do petróleo.

* com informações da Reuters

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Mundo
03 mar

Conflito no Oriente Médio pode ter efeitos indiretos sobre a economia brasileira, aponta professora

Conflito no Oriente Médio pode ter efeitos indiretos sobre a economia brasileira, aponta professora

Mais de 550 mortos, 700 feridos e uma fissura no regime. Esse é o resultado de momento do ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Além das vidas diretamente afetadas, há também impactos indiretos, com pessoas presas nas zonas de conflito no Oriente Médio, impedimento de deslocamento e impossibilidade de comunicação com parentes, devido ao bloqueio de internet e sinal telefônico.

Brasileiros que estavam na região durante os ataques relatam momentos de tensão. Enquanto alguns contam receber constantes avisos sobre o disparo de novos mísseis, outros dizem ter perdido contato com parentes que vivem nos países envolvidos. Cerca de 52 mil brasileiros moram em áreas consideradas de risco, segundo levantamento do Ministério de Relações Exteriores, que recomenda aos cidadãos ficarem em casa e evitar aglomerações.

Diplomacia

Se a posição geográfica desses brasileiros é arriscada, a posição diplomática do Brasil se mostra vantajosa. Para a professora de Relações Internacionais do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Fernanda Medeiros, o país pode assumir papel central como mediador do impasse. “O Brasil tem bom trânsito com os americanos e com os iranianos, só não tem um trânsito muito bom com Israel por causa da nossa posição em relação à Palestina. Mas o Brasil tem também bom trânsito com os europeus, Rússia e China. Então, se destaca imediatamente como um ator de relevância por não estar diretamente envolvido no conflito e por ter uma visão mais objetiva do que está acontecendo”, avalia.

O governo brasileiro condenou o ataque que resultou na morte do ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do regime muçulmano iraniano, em meio a negociações para o fim do programa nuclear do país. “O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”, ressalta a nota divulgada pelo Itamaraty.

Medeiro pontua que a posição pacifista e crítica ao uso da violência é uma posição histórica da representação internacional brasileira, e que não significa assumir lados no conflito. “Para nós é fundamental que o conflito não se alargue, não só por questões econômicas, não só pela questão do petróleo – que é muito importante também –, mas porque esses conflitos todos significam, na verdade, um aumento da insegurança no mundo todo”, alerta.

Comércio

A balança comercial entre Brasil e Irã não é muito relevante. Em 2025, os países movimentaram US$ 3 bilhões, sendo US$ 2,9 bilhões em compras iranianas de produtos agrícolas brasileiros, o que representa menos de 1% de todas as exportações nacionais. Mas as repercussões econômicas do conflito vão muito além disso.

“O Irã é um produtor de petróleo muito relevante, mas os outros países que ele atacou também são: Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. O Estreito de Ormuz é muito importante para a passagem do petróleo extraído ali na região, então fechar aquela parte do Golfo causaria danos imediatos à economia global”, analisa Medeiros.

Foi justamente o que ocorreu. Como controlador do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, o Irã fechou a passagem após os ataques. Ali passam cerca de 25% da produção de petróleo bruto do mundo, por isso o preço do combustível disparou nesta última segunda-feira (2).

Fonte: Brasil 61

Campo Forte
Mundo
02 mar

Exército dos EUA anuncia morte de quarto militar americano em operação no Irã

Exército dos EUA anuncia morte de quarto militar americano em operação no Irã

O Exército dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (2) a morte de um quarto militar americano na guerra contra o Irã.

Às 11h30 GMT (8h30 em Braília) de 2 de março, “quatro membros das forças armadas americanas haviam morrido em combate”, afirmou o Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom), que no domingo havia relatado a morte de três militares.

“O quarto militar, que foi gravemente ferido durante os ataques iniciais do Irã, acabou sucumbindo aos ferimentos“, escreveu o Centcom, sem revelar detalhes sobre a localização ou a identidade do militar.

Irã diz que não negociará com os EUA

Após os ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o Irã, o poderoso chefe do Conselho de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, negou qualquer negociação com o governo americano. “Não negociaremos com os EUA”, declarou Larijani nesta segunda-feira (2), em publicação nas redes sociais. Ele desmentiu as notícias veiculadas pela imprensa de que representantes iranianos teriam tentado iniciar conversas com Washington.

Larijani também acusou o presidente americano Donald Trump de ter “mergulhado a região no caos com seus ‘sonhos ilusórios’”. Ele acrescentou que Trump agora está preocupado com as perdas entre as forças americanas.

Desde o início dos ataques dos EUA e de Israel, 555 pessoas foram mortas no Irã, segundo dados oficiais. “Como resultado dos ataques terroristas EUA-Sionismo em várias regiões do nosso país, 131 cidades foram afetadas até o momento e, lamentavelmente, 555 de nossos compatriotas foram mortos”, declarou a Cruz Vermelha Iraniana nesta segunda-feira (2), por meio das redes sociais.

*com informações da AFP

Lojão do Real
Mundo
02 mar

Exército israelense diz ter matado o chefe de inteligência do Hezbollah

Exército israelense diz ter matado o chefe de inteligência do Hezbollah

O exército israelense anunciou nesta segunda-feira (2) que matou o chefe da inteligência do Hezbollah, Hussein Moukalled, em um ataque em Beirute no domingo (1º), em meio à retomada das hostilidades com o grupo armado libanês.

“Em um ataque preciso em Beirute na noite passada (domingo), o terrorista Hussein Moukalled, que chefiava o quartel-general da inteligência do Hezbollah, foi eliminado”, afirmou o exército em um comunicado.

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Mundo
11 fev

Ataque a tiros em escola no Canadá deixa 10 mortos

Ataque a tiros em escola no Canadá deixa 10 mortos

Dez pessoas, incluindo a suspeita de praticar o crime, morreram depois que uma mulher abriu fogo em uma escola secundária no oeste do Canadá nessa terça-feira (9), em um dos eventos com maior número de vítimas da história recente do país.

O incidente levou ao Canadá o tipo de tiroteio em massa mais comum nos Estados Unidos, e foi realizado por um atirador do sexo feminino, informou a polícia.

Seis pessoas foram encontradas mortas dentro de uma escola secundária na cidade de Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica, duas em uma residência que se acredita estar relacionada ao incidente, e outra pessoa morreu a caminho do hospital, segundo a Polícia Montada Real Canadense.

Pelo menos mais duas pessoas foram hospitalizadas com ferimentos graves ou com risco de vida, e cerca de 25 estão sendo tratadas por ferimentos sem risco de vida.

A suposta atiradora também foi encontrada morta, aparentemente por ferimento autoinfligido, informou a polícia, acrescentando que não acredita haver mais suspeitos ou ameaças contínuas ao público.

“É difícil saber o que dizer em uma noite como essa. É o tipo de coisa que parece ocorrer em outros lugares e não perto de casa”, disse o primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, aos repórteres.

A polícia não divulgou detalhes sobre a atiradora, exceto para dizer que a pessoa foi descrita como uma mulher — desenvolvimento potencialmente incomum, já que os tiroteios em massa na América do Norte são quase sempre realizados por homens.

Um alerta da polícia sobre um atirador ativo disse que a suspeita foi descrita como “uma mulher vestida com um vestido e cabelos castanhos”. O superintendente da polícia, Ken Floyd, confirmou mais tarde, em entrevista, que a suspeita descrita no alerta era a mesma pessoa encontrada morta na escola. A polícia não informou quantas vítimas são menores de idade.

Comunidade unida

Tumbler Ridge é um pequeno município com uma população de 2.400 pessoas no norte da Colúmbia Britânica, aproximadamente a 1.150 km a nordeste de Vancouver. Imagens da cidade mostram uma paisagem coberta de neve e repleta de pinheiros.

A Tumbler Ridge Secondary School tem 160 alunos do 7º ao 12º ano, com idades entre 12 e 18 anos, de acordo com seu site. A escola foi fechada pelo resto da semana e mais informações são disponibilizadas para aqueles que precisarem, disseram afministradores da escola.

A pequena força policial da cidade chegou ao local dois minutos após receber a chamada e as vítimas ainda estavam sendo avaliadas horas após o incidente.

“Esta é uma comunidade pequena e unida, com pequeno destacamento da RCMP (Polícia Montada Real Canadense), que respondeu em dois minutos, sem dúvida salvando vidas”, disse Nina Krieger, ministra da Segurança Pública da Colúmbia Britânica, aos repórteres.

O tiroteio está entre os mais mortais da história do Canadá.

Campo Forte
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