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13 jul

Aquecimento global pode custar até R$ 5,6 bilhões ao Brasil a cada 0,1°C mais quente, alerta CNI

Aquecimento global pode custar até R$ 5,6 bilhões ao Brasil a cada 0,1°C mais quente, alerta CNI

O aumento de cada 0,1°C na temperatura média global pode provocar prejuízos de até R$ 5,6 bilhões para a economia brasileira em razão dos desastres naturais. A estimativa consta no Guia da Indústria para Adaptação à Mudança do Clima, lançado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na quinta-feira (9), durante o evento Indústria Resiliente: Estratégias de Adaptação à Mudança do Clima

A publicação analisa os impactos da crise climática sobre as cadeias produtivas e apresenta estratégias para reduzir os riscos físicos e os desafios da transição para uma economia de baixo carbono, considerados fatores que podem comprometer a competitividade da indústria

Dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), reunidos pela CNI, mostram que o Brasil registrou mais de 16 mil eventos extremos entre 2020 e 2023 — uma média de 4 mil ocorrências por ano. As secas responderam por metade dos registros (50%), enquanto inundações, enxurradas e enchentes representaram 27%, e tempestades, 19%.

O gerente de Recursos Naturais da CNI, Mario Augusto Cardoso, afirma que a crescente frequência dos eventos climáticos extremos exige que as empresas incorporem a adaptação às mudanças do clima às suas estratégias de negócio. Segundo ele, a gestão dos riscos climáticos deve fazer parte do planejamento corporativo para reduzir impactos sobre a produção e a competitividade

“Como a empresa vai lidar, por exemplo, com o corte na cadeia de suprimentos? Como ela vai lidar com o corte no fornecimento de água causado por um evento extremo? E quando há pouca água, há muitas vezes problema de fornecimento de energia. Como a empresa lida com isso? É preciso analisar cada uma das possibilidades de eventos, pensar se a empresa está preparada e ver qual seria o impacto para a atividade”, avalia. 

Adaptação dos setores mais expostos

Considerando a exposição geográfica e a dependência de recursos naturais, o guia dedica recomendações específicas aos setores de óleo e gás, alimentos e têxtil.

Óleo e gás

O setor concentra ativos de alto valor em áreas costeiras e marítimas, como plataformas offshore, refinarias, dutos e terminais portuários. Segundo o estudo, tempestades, ressacas e a elevação do nível do mar podem comprometer estruturas, interromper operações e aumentar os custos de manutenção, seguros e adaptação

Entre as principais recomendações estão: 

  • reforço da infraestrutura;
  • revisão dos critérios de engenharia para eventos climáticos extremos; 
  • reúso e dessalinização de água nas operações marítimas e de refino;
  • diversificação dos investimentos em fontes renováveis, como a energia eólica offshore.

Alimentos

A indústria de alimentos está entre as mais vulneráveis às mudanças climáticas por depender diretamente do regime de chuvas, da disponibilidade hídrica, da temperatura e da estabilidade da produção agropecuária. Secas prolongadas, enchentes, ondas de calor e geadas fora de época podem reduzir as safras, elevar o custo de insumos, comprometer o transporte de perecíveis e afetar tanto o abastecimento interno quanto as exportações

O guia recomenda ampliar práticas de:

  • agricultura regenerativa;
  • conservação do solo e da água; 
  • adoção de tecnologias capazes de aumentar a previsibilidade da produção e apoiar decisões sobre plantio, irrigação, colheita e logística. 

A publicação também defende a modernização da infraestrutura de armazenagem e distribuição, como silos, armazéns e centros logísticos mais preparados para enfrentar variações de temperatura e interrupções no transporte

Na pecuária, medidas como sombreamento, manejo do estresse térmico e garantia de acesso à água limpa contribuem para preservar a produtividade em um cenário climático mais instável. 

Têxtil

Na indústria têxtil e de confecção, os riscos climáticos afetam diferentes etapas da cadeia produtiva. A produção de fibras naturais, como o algodão, depende de condições climáticas favoráveis e da disponibilidade de água, enquanto os processos de beneficiamento, tingimento, lavagem e acabamento exigem elevado consumo de recursos hídricos e energia

Entre as recomendações estão: 

  • adoção de sistemas de reúso de água e tratamento de efluentes; 
  • modernização de equipamentos para aumentar a eficiência energética; 
  • ampliação do uso de fontes renováveis, como energia solar e biomassa; 
  • digitalização dos processos para monitorar, em tempo real, o consumo de recursos e antecipar riscos operacionais. 

O documento também destaca a economia circular como estratégia para aumentar a competitividade do setor. A reutilização de resíduos têxteis, a reciclagem de peças pós-consumo, a rastreabilidade das fibras e a certificação ambiental de fornecedores reduzem a dependência de matérias-primas e atendem às exigências de consumidores e mercados internacionais.

Mario Augusto Cardoso explica que a indústria precisa atuar em duas frentes complementares para enfrentar os impactos das mudanças climáticas: reduzir as emissões de gases de efeito estufa e fortalecer a adaptação aos eventos extremos. 

“Os eventos climáticos vão continuar acontecendo. O que queremos é reduzir sua frequência e intensidade. Por isso, temos que estar preparados para garantir a manutenção da atividade produtiva, dos empregos, da arrecadação e das vidas que estão em risco diante desses eventos climáticos”, ressalta. 

Desafios da transição regulatória

Além dos impactos físicos da mudança do clima, o guia alerta para os riscos da transição regulatória e comercial. Um dos principais marcos desse processo é a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), instituído pela  Lei nº 15.042/24

A norma estabelece diretrizes para a entrada de instalações produtivas no mercado regulado de carbono. Na prática, empresas que ultrapassarem os limites de emissões a serem definidos pelo governo terão de adquirir créditos de compensação, enquanto aquelas que emitirem menos do que o permitido poderão comercializar créditos excedentes.

Diante desse cenário, a CNI recomenda que as empresas antecipem a elaboração de inventários de emissões de gases de efeito estufa e incorporem estratégias de mitigação e adaptação ao planejamento dos negócios

Competitividade dependerá da adaptação

O estudo também destaca que consumidores, investidores e cadeias globais de suprimentos exigem cada vez mais transparência ambiental ao longo do ciclo de vida dos produtos

Empresas incapazes de demonstrar práticas sustentáveis poderão perder mercado, enfrentar restrições ao acesso a financiamentos e encontrar barreiras comerciais em economias com legislação ambiental mais rigorosa, como a União Europeia. 

A publicação também identifica oportunidades competitivas para o país, como o powershoring — estratégia de atração de investimentos industriais baseada na ampla oferta de energia limpa no Brasil — e incentiva o uso de instrumentos financeiros verdes, como títulos vinculados a metas de sustentabilidade, para apoiar a modernização tecnológica do parque industrial nacional. 

A íntegra do Guia da Indústria para Adaptação à Mudança do Clima está disponível no portal da CNI.

Encontro reúne governo e indústria para discutir adaptação climática

Na última quinta-feira (9), a CNI promoveu o evento Indústria Resiliente: Estratégias de Adaptação à Mudança do Clima. O encontro reuniu representantes do governo, da indústria, de associações setoriais, empresas e instituições parceiras para debater como incorporar a adaptação climática às estratégias de negócios. A iniciativa contou com o apoio do Ministério do Meio Ambiente da Alemanha e da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ).

Ao longo dos debates, especialistas destacaram que o custo da inação tende a superar os investimentos necessários para adaptação e mitigação dos impactos climáticos. Segundo o coordenador-geral de Ciência do Clima do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Márcio Rojas, a falta de medidas para enfrentar os efeitos das mudanças no clima pode provocar, até 2050, perdas de R$ 17,1 trilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e a eliminação de cerca de 4,4 milhões de empregos

Os participantes também ressaltaram que a cooperação entre o setor produtivo e o poder público é essencial para ampliar a capacidade de resposta do país aos eventos climáticos extremos. Entre os instrumentos apresentados está o Plano Clima Adaptação, estratégia nacional que estabelece diretrizes e ações para preparar setores econômicos, cidades e territórios para enfrentar secas, enchentes, ondas de calor e episódios de escassez hídrica

Fonte: Brasil 61

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13 jul

Atleta de Currais Novos conquista título da Meia Maratona Internacional New Balance 2026 em Porto Alegre

Atleta de Currais Novos conquista título da Meia Maratona Internacional New Balance 2026 em Porto Alegre

A atleta Ana Catarina, natural do Sítio Totoró, na zona rural de Currais Novos (RN), conquistou um importante resultado para o esporte potiguar ao vencer a Meia Maratona Internacional New Balance 2026, realizada em Porto Alegre (RS).

Com uma atuação de destaque, Ana Catarina cruzou a linha de chegada em primeiro lugar na prova dos 21 quilômetros, confirmando sua excelente fase no atletismo de alto rendimento.

Além da vitória, a atleta estabeleceu um novo recorde pessoal, completando o percurso em 1h16min55s, marca que reflete a dedicação, o intenso treinamento e a disciplina mantidos ao longo de sua preparação.

A conquista reforça o talento da corredora seridoense no cenário nacional e evidencia o potencial dos atletas de Currais Novos nas competições de longa distância.

Em mensagem de agradecimento, Ana Catarina destacou que o resultado é fruto do apoio recebido durante toda a sua trajetória, reconhecendo a importância dos treinadores, familiares, amigos, patrocinadores e parceiros, que contribuíram para a realização desse grande feito.

A vitória na capital gaúcha representa mais um marco na carreira da atleta e enche de orgulho Currais Novos e toda a região do Seridó, servindo de inspiração para jovens esportistas que sonham em alcançar grandes conquistas no atletismo.

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13 jul

Vaqueiros brilham na categoria Profissional da 53ª Vaquejada de Currais Novos

Vaqueiros brilham na categoria Profissional da 53ª Vaquejada de Currais Novos

A categoria Profissional da 53ª Vaquejada do Parque Silvio Bezerra de Melo, em Currais Novos (RN), encerrou a competição com disputas emocionantes e um elevado nível técnico, reunindo alguns dos principais vaqueiros do Nordeste e de outras regiões do país.

Com grande presença de público, a arena foi palco de apresentações que demonstraram habilidade, técnica e tradição, consolidando mais uma edição da vaquejada como uma das maiores do Rio Grande do Norte.

Confira a classificação final da categoria Profissional:

🥇 1º Lugar
Roxinho × Faguinho
Haras Show – São Paulo (SP)

🥈 2º Lugar
Ricardinho Morais × Paulinho Peba
Parque Manoel Januário – Montanhas (RN)

🥉 3º Lugar (empatados)

  • Valtércio Afonso × Comp – MB Corretora de Seguros – Acari (RN);
  • Marcinho de Marção × Roxinho – Nelore e Arena Cruzeiro – Canguaretama (RN);
  • Emanuel Messias × Flávio Silva – F5 Seminovos – Ceará-Mirim (RN);
  • Cláudio Arapuá × Davi Bua – Parque José Barbosa de Menezes – Pendências (RN).

A 53ª Vaquejada de Currais Novos reafirmou sua importância no calendário nordestino, reunindo competidores de diversos estados, movimentando a economia local e fortalecendo a cultura da vaquejada, uma das mais tradicionais manifestações esportivas e culturais da região.

A organização parabenizou todos os competidores pelo alto nível das disputas e agradeceu ao público que prestigiou mais uma edição do evento, contribuindo para o sucesso da festa no Parque Silvio Bezerra de Melo.

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13 jul

Cruzeta: manejo de animais é alvo de recomendação do MPRN

Cruzeta: manejo de animais é alvo de recomendação do MPRN

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) expediu recomendação para a implementação de políticas públicas voltadas ao manejo de animais em Cruzeta. A iniciativa foi motivada pelo crescimento descontrolado da população de cães abandonados na região. A recomendação, publicada no Diário Oficial do MPRN (DOMP) desta segunda-feira (13), aponta aumento nos relatos de ataques contra cidadãos em vias públicas.

A Promotoria de Cruzeta conduziu um procedimento sobre a questão e identificou que matilhas circulam livremente pelo centro e por áreas residenciais da cidade. Desse modo, a integridade física de crianças e idosos ficou vulnerável. Além disso, a localidade não possui uma política pública para o acolhimento desses animais em situação de rua.

Medidas
Nesse sentido, a prefeitura local recebeu o prazo de 90 dias para elaborar um Plano Municipal de Manejo Ético desses animais. O projeto deve conter metas claras e previsão orçamentária própria. Além disso, o município deve ainda:

Providenciar a criação e manutenção de abrigo público municipal no prazo de 60 dias;
Implementar o controle reprodutivo massivo, podendo valer-se da aquisição ou locação de unidade móvel tipo “Castramóvel”;
Aderir a programas de suporte financeiro federais, como o “Pró-Patinhas” do Governo Federal;
Realizar ações de educação ambiental e campanhas de conscientização com encaminhamento de cronograma, no prazo de 30 dias, das ações projetadas para os próximos 6 meses;
Garantir a presença de médico veterinário responsável pelas ações de política animal do município;
Apresentar relatórios semestrais ao MPRN, contendo os dados de animais castrados, recolhidos ou adotados, além das denúncias registradas e providências adotadas.

O prefeito tem 30 dias para informar o acolhimento dos termos. O descumprimento pode gerar responsabilização civil.

Confira a íntegra da recomendação.

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13 jul

EUA decidem na quarta sobre tarifaço ao Brasil; governo Lula aguarda ‘dimensão da decisão’ para calibrar reação

EUA decidem na quarta sobre tarifaço ao Brasil; governo Lula aguarda ‘dimensão da decisão’ para calibrar reação

O governo brasileiro vai aguardar a dimensão da decisão dos Estados Unidos sobre aplicação de novas tarifas de 25% e 12,5% nas exportações de produtos brasileiros para calibrar a reação ao governo de Donald Trump.

Termina na quarta-feira (15) o prazo para a Casa Branca decidir se coloca em prática ou não a nova ofensiva contra o Brasil.

Em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre diferentes temas, como desmatamento ilegal, pirataria e PIX.

No dia seguinte, ele anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil. Em ambos os casos, uma longa lista de exceções foi apresentada para evitar uma alta de preços no mercado americano.

A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha como cenário mais provável a confirmação das novas tarifas.

A hipótese foi reforçada após a declaração recente do representante do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, de que os dois países ainda estão distantes de um acordo.

No entanto, negociadores brasileiros avaliam que, neste cenário, existe a possibilidade de o Departamento de Estado norte-americano incluir um anexo modificado na decisão sobre os 25%, aumentando a lista de exceções ao tarifaço, por exemplo.

Os cenários foram discutidos com o presidente Lula em reunião na última sexta-feira (10) com os ministros Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa, no Palácio do Planalto. Segundo relatos, Lula reafirmou aos seus auxiliares que o Brasil tem obrigação de manter a negociação até o último momento, mas seguirá na posição de entender que as tarifas não têm justificativa.

Reação do governo

Até mesmo empresas americanas que dependem de importações brasileiras passaram a pressionar Washington para retirar alguns produtos do Brasil da lista de sobretaxas.

O Ministério das Relações Exteriores mapeou 43 empresas e associações comerciais americanas que pedem que produtos brasileiros não sejam tarifados. Os pedidos foram apresentados sob o argumento de que não há substitutos produzidos no mercado doméstico para esses produtos.

Caso haja a confirmação da taxação, interlocutores do presidente Lula afirmam que a reação imediata do governo brasileiro deverá ser manifestar oficialmente “indignação” sobre a decisão da Casa Branca.

A declaração deve seguir a mesma linha de discursos públicos do petista e das respostas oficiais assinadas pelo Ministério das Relações Exteriores à investigação dos Estados Unidos — que, no caso dos 25%, afirmam que a taxação não se justifica porque “a estrutura tarifária aplicada pelo Brasil já é altamente favorável às exportações norte-americanas”.

G1

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