Grupo planejava explodir o Palácio do Planalto e mirava o debate do 2º turno
Entre os planos discutidos, estava o de “explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater” — Foto: Reprodução/TV Globo
Investigação identificou grupos com centenas de integrantes e mensagens sobre ataques, explosivos e violência contra instituições. Oito cidades foram alvo de buscas.
Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal revelou um grupo que planejava, pela internet, atentados contra políticos e prédios públicos em Brasília.
Eram homens que nunca tinham se encontrado pessoalmente. Nas conversas, monitoradas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, eles falavam em fabricar explosivos e disseminavam discursos de ódio pela rede.
“Vocês deveriam listar os principais alvos para garantir o sucesso da revolução”, dizia uma das mensagens. Outras afirmavam: “Muito dificilmente nossos inimigos estão concentrados em um único lugar”.
As comunicações ocorriam em dois grupos do aplicativo Telegram, sendo que um deles utilizava a foto de Hitler como imagem de perfil. Entre os planos discutidos, estava o de “explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater”.
O monitoramento das autoridades revelou que as condutas não eram inofensivas. “Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios”, disse Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública.
O ministro ressaltou a relevância do caso, afirmando que a sociedade deve atentar para o fato de que tais comportamentos não podem ser minimizados ou normalizados.
Um relatório do Ciberlab, laboratório especializado em crimes cibernéticos, concluiu que o conteúdo compartilhado apresentava elevado grau de periculosidade, planejamento de atos violentos mediante utilização de artefatos explosivos, disseminação de ideologia neonazista, misoginia e incentivo à violência.
O acesso aos grupos era restrito, exigindo links específicos ou buscas por nomes exatos.
G1



