Notícia
07 ago

Petrobras tem lucro líquido de R$ 52,4 bi no segundo trimestre

Petrobras tem lucro líquido de R$ 52,4 bi no segundo trimestre

A Petrobras teve lucro líquido de R$ 52,4 bilhões (US$ 10,4 bilhões) no segundo trimestre de 2026, 97% a mais em comparação ao mesmo período de 2025. Esse é um dos maiores resultados trimestrais da série histórica.

Segundo a empresa, o resultado foi marcado por recordes na produção de óleo, que atingiu 2,7 milhões de barris por dia; ao fator de utilização do parque de refino de 101%; e crescimento das exportações, que chegaram a quase um milhão de barris por dia.

A elevada utilização do parque de refino levou a produção de 509 mil barris de petróleo por dia de diesel S10 e 109 mil de querosene de aviação.

Já a produção de derivados atingiu 1,9 milhão de barris por dia, que representa um crescimento de 5,6% comparada ao primeiro trimestre de 2026.

Com o aumento da produção de derivados, houve redução das importações em 40% em relação ao trimestre anterior.

“Os recordes operacionais que alcançamos neste segundo trimestre nos levaram a um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da Petrobras. O aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao Brent mais alto, fortaleceu nossa geração de caixa”, avaliou o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Fernando Melgarejo

Investimentos

Foram investidos R$ 26,7 bilhões (US$ 5,3 bilhões) no segundo trimestre de 2026. Deste valor, 82% foram destinados para o segmento de exploração e produção.

Neste trimestre, destacam-se os investimentos na construção das unidades P-80, P-82 e P-83, com entrada em operação prevista para 2027.

© Fernando Frazão/Agência Brasil

Clique no banner

Lojão do Real
Notícia
07 ago

Apesar da alta no Ideb, aprendizagem no Estado está entre as piores do Brasil

Apesar da alta no Ideb, aprendizagem no Estado está entre as piores do Brasil

Foto: Arquivo TN

Se, por um lado, o Rio Grande do Norte comemorou o maior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de sua série histórica, por outro, os dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que mede a aprendizagem dos estudantes, mostram uma evolução discreta e mantêm o estado entre os estados com pior desempenho do país. O índice em 2025 ficou em 4,0 considerando todas as modalidades do ensino médio e 3,9 no ensino médio regular.

Considerando apenas o desempenho dos estudantes no Saeb, a rede estadual potiguar ficou na 23ª posição entre as 27 redes estaduais, à frente apenas de Amapá, Maranhão, Bahia e Rio de Janeiro. A nota padronizada utilizada no cálculo do Ideb passou de 4,11 para 4,17. Em Língua Portuguesa, a média subiu de 257,71 para 260,73 pontos, avanço de 3,02 pontos. Em Matemática, disciplina em que historicamente os resultados são mais baixos, a nota passou de 253,69 para 254,60, alta de apenas 0,91 ponto.

Contudo, o fluxo escolar, teve peso decisivo no resultado, isso porque, além do Saeb, o Ideb considera o rendimento escolar, calculado a partir das taxas de aprovação. Nesse indicador, entre 2023 e 2025, a taxa no ensino médio da rede estadual passou de 75,8%, então a melhor da série histórica, para 93,4%. O índice é o 22º melhor entre as 27 unidades da Federação, à frente de Maranhão, Paraíba, Bahia, Santa Catarina e Distrito Federal.

A melhora ocorreu após a ampliação da progressão parcial para estudantes reprovados em até seis componentes curriculares. A medida passou a permitir que esses alunos avancem para a série seguinte, mantendo dependências a serem cursadas posteriormente. A Secretaria de Educação de Estado afirma que a mudança no modelo de reprovação não teve influência no avanço do Ideb.

Para a doutora em Educação Cláudia Santa Rosa, o Ideb revela um avanço importante, mas não pode substituir a análise sobre a aprendizagem efetiva. “O estado conseguiu avançar no número, mas em um contexto de questionamentos sobre a estratégia. O desafio de garantir aprendizagem que resulte em aprovações no curso natural do ano letivo permanece.”

Segundo ela, a evolução observada nas notas do Saeb não acompanha o crescimento registrado pelo Ideb. “Como se explicam percentuais altos de aprovação nas escolas se os mesmos estudantes não deram conta de mostrar proficiência na prova do Saeb? O Ideb precisa servir para comunicar a necessidade de corrigir rotas de aprendizagem, e não como um número que precisa crescer para ser estampado.”

Para Denise Bortoletto, doutora em Educação e diretora do Núcleo de Educação da Infância (NEI-CAp/UFRN), os resultados ainda estão aquém do necessário para uma mudança consistente na qualidade da educação. “Eu vejo como um avanço muito discreto essa pontuação, que foi considerada levemente superior ao índice anterior.”

Embora reconheça o avanço obtido pelo estado, ela lembra que o Ideb deve ser interpretado como um indicador de todo o percurso formativo do estudante. “O índice mede não apenas a aprendizagem de uma turma, mas a evolução do processo que o estudante vivenciou ao longo do ensino médio.”
“Não há segredos: os estudantes precisam aprender. A educação do RN precisa de um tratamento sem gambiarras. Falo de gestão, escolas que funcionem, bem acompanhadas, formação com foco na prática pedagógica”, destaca Cláudia Santa Rosa.

Apesar da avaliação crítica sobre os indicadores estaduais, ela afirma que experiências exitosas demonstram ser possível alcançar resultados mais consistentes. “A minha escola alcançou o maior Ideb entre as estaduais e o segundo maior de todo o Rio Grande do Norte. O segredo foi um projeto consistente, liderança pedagógica, envolvimento das famílias e uma equipe comprometida”, frisou.

Na avaliação de Denise Bortoletto, o estado precisa intensificar investimentos voltados ao ensino médio. “Ainda precisamos avançar muito e corrigir as rotas, principalmente nas questões relacionadas ao ensino médio em tempo integral, à formação integral dos estudantes e ao fortalecimento de políticas públicas educacionais voltadas especificamente para esse segmento.”

Progressão parcial

A secretária de Educação, Socorro Batista, destacou, durante a divulgação dos resultados na quarta-feira (5), que a melhora do índice não pode ser atribuída apenas ao fluxo escolar, pois a evolução da proficiência dos estudantes também contribuiu para o resultado. “O Ideb é um somatório em que a proficiência tem seu peso. À medida que os alunos melhoram a aprendizagem, que a proficiência aumenta, a gente tem um resultado que se reflete na média do Ideb”, afirmou.

Ela ressaltou que a nota padronizada do Saeb também cresceu em relação à edição anterior e atribuiu o desempenho ao monitoramento permanente das escolas e às ações de recomposição das aprendizagens.
Segundo a secretária, a progressão parcial representa uma parcela reduzida dos concluintes do ensino médio: 377 estudantes avançaram com dependência em seis disciplinas e 520 em cinco, o equivalente a cerca de 0,35% dos alunos que concluíram essa etapa em 2025. “Quando você calcula isso sobre o quantitativo de estudantes que concluíram o ensino médio em 2025, o impacto é praticamente zero.”

Socorro Batista acrescentou que a progressão parcial não foi criada para elevar indicadores educacionais, mas para reduzir a evasão e o abandono escolar. “O maior quantitativo de estudantes ficou com dependência em até duas disciplinas, e isso já acontecia desde 2016.”

Embora haja divergências sobre o peso do aumento da aprovação no resultado final do Ideb, governo e especialistas convergem quanto à necessidade de ampliar a recomposição das aprendizagens, fortalecer a formação de professores, melhorar as condições das escolas e consolidar políticas capazes de transformar o avanço do indicador em melhoria efetiva da qualidade da educação.

Natal melhora, mas tem pior índice entre as capitais

A rede municipal de Natal alcançou nota 4,8 nos anos iniciais do ensino fundamental, abaixo da média nacional (6,1), embora tenha evoluído em relação aos 4,5 registrados em 2023. Isso coloca a capital na última posição entre as capitais brasileiras.

O índice ficou apenas 0,1 ponto abaixo do melhor resultado da série histórica do município, registrado em 2017 e repetido em 2019 (4,9). Nos anos finais do ensino fundamental, a nota passou de 3,3 para 3,7, alta de 0,4 ponto. “É assustadora a dificuldade de avançar na aprendizagem de forma consistente. Natal é uma rede que precisa evoluir porque responde por uma fatia importante das matrículas e gera impactos também na rede estadual”, avalia a doutora em Educação Cláudia Santa Rosa.

A secretária adjunta de Gestão Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de Natal, Naire Jane Capistrano, afirmou que a evolução da aprendizagem tem ocorrido de forma consistente na maior parte das escolas da rede e que isso se reflete nos resultados do Saeb. Segundo ela, o desempenho é resultado de ações como o fortalecimento do planejamento estratégico, a ampliação da formação continuada e do assessoramento pedagógico, além da contratação de professores, investimentos na infraestrutura das escolas, aquisição de material didático e avaliações diagnósticas.

Naire acrescentou que a secretaria pretende intensificar e consolidar essas estratégias para ampliar os resultados da rede municipal. “Recebemos a missão de transformar a educação pública em uma política baseada em planejamento, método, acompanhamento e valorização das pessoas. Os resultados do Ideb mostram que estamos no caminho certo”, declarou o secretário, Aldo Fernandes.

Para a doutora em Educação Denise Bortoletto, o desempenho da capital reforça a necessidade de investimentos permanentes na área. “É preciso pensar em políticas públicas que valorizem a infância, a formação continuada dos professores, a carreira docente e melhores condições de trabalho. Também são necessários mais recursos para a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental.”

Tribuna do Norte

Clique no banner

olisun-full
Notícia
07 ago

Sobrecarga doméstica expõe mulheres à violência, dizem especialistas

Sobrecarga doméstica expõe mulheres à violência, dizem especialistas

A responsabilidade de cuidar de filhos, familiares e do lar, que historicamente pesa mais em cima das mulheres, é um dos fatores que as tornam mais vulneráveis a violência de gênero.

A avaliação é de especialistas ouvidos pela Agência Brasil, no cenário em que a Lei Maria da Penha, criada para prevenir agressões, punir os perpetradores e proteger mulheres da violência doméstica e familiar, completa 20 anos, exatamente nesta sexta-feira (7).

A sobrecarga com o bem-estar de familiares e organização da casa, o chamado trabalho de cuidado, aliada às dependências financeira, psicológica e emocional são elementos que criam espaço para agressões e outras formas de violência contra a mulher.

Especialista em políticas de cuidado, a professora Thamires da Silva Ribeiro, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), aponta uma relação direta entre política de cuidado e enfrentamento à violência contra a mulher.

 Brasília - -6/08/2026 - Thamires da Silva Ribeiro, Doutora em Serviço Social, Especialista em Políticas de Cuidado - crédito: Arquivo pessoal.
Thamires da Silva Ribeiro, Doutora em Serviço Social, Especialista em Políticas de Cuidado –  Foto- Arquivo pessoal.

Ela considera que mulheres sobrecarregadas com o trabalho de cuidado “estão no âmbito principalmente privado dentro das suas casas, sem autonomia econômica”.

“Fica mais difícil de sair das situações de violência”, pontua.

A professora ressalta que as condições são ainda mais críticas para as mulheres negras.

“A mulher negra, no Brasil, é o próprio sistema de cuidados. Ela está mais suscetível às expressões da questão social, às desigualdades, também pela nossa formação sócio-histórica”, avalia.

O dobro dos homens

A percepção de Thamires encontra eco em dados.

Enquanto elas gastam 21,3 horas semanais nessas atividades, em média, eles passam 11,7 horas com esses afazeres. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua 2022.

Thamires Ribeiro considera que a Política Nacional de Cuidados, criada por lei (Lei 5.069/2024) em dezembro de 2024, é uma forma de avanço na promoção da corresponsabilização social entre homens e mulheres.

Para ela, com política de cuidado que reduza a sobrecarga e a “remuneração desviada” de mulheres, fazendo com que elas consigam ter acesso à renda, a espaços de acolhimento e de sociabilidade com outras mulheres, elas “vão construir mais ferramentas e estratégias para conseguirem sair dessas situações de violência”.

Para a especialista em geriatria e gerontologia Christine Silveira Abdalla, fundadora da organização não governamental (ONG) Associação Cuidadosa, a própria sobrecarga com o trabalho de cuidado já é uma violência contra as mulheres.

Brasília - 6/8/2026 - Christine Silveira Abdalla, Coordenadora de Relações Institucionais e internacionais ONG Associação Cuidadosa - Foto: Arquivo pessoal.
Christine Silveira Abdalla, Coordenadora de Relações Institucionais e internacionais ONG Associação Cuidadosa – Foto: Arquivo pessoal. – .

“As mulheres deixam de trabalhar [fora], de estudar, saem da vida social, cuidam dos seus filhos, dos filhos dos outros, da casa, sem que exista uma rede de proteção”, constata.

Violência em números

A violência sofrida pela mulher é uma realidade comprovada pelos números. Em 2025, o Brasil registrou 1.571 vítimas de feminicídio, alta de 4% em relação ao ano anterior e média superior a quatro por dia. Oito em cada dez casos foram cometidos por parceiro ou ex-parceiro.

Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento realizado pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta ainda:

  • 286,3 mil registros de agressão doméstica (alta de 2,6%)
  • 788,6 mil casos de ameaças (+0,5%)
  • 132 mil episódios de Descumprimento de Medida Protetiva de Urgência (+16,7%), um dos mecanismos da Lei Maria da Penha para proteger mulheres.

Ilusão de dependência

A dependência financeira da mulher é outro elemento que a faz ter receio de romper um relacionamento onde a violência de gênero está presente. A advogada e professora universitária Marilha Boldt vai além e acrescenta outra forma de dependência, a psicológica, que faz a mulher ter a ilusão de que não pode interromper o ciclo abusivo.

“Uma mulher pode ganhar R$ 20 mil, mas ficar totalmente dependente da administração financeira do homem”, exemplifica a presidente da Comissão de Combate à Violência contra a Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção RJ.

“O que a aprisiona é a noção de que ela depende financeiramente, mas, na verdade, ela tem uma dependência emocional”, completa Marilha.

Elas têm muita potencialidade, mas não se enxergam como potenciais por conta da violência psicológica que acabaram sofrendo”, disse a advogada, que já sofreu violência doméstica e criou um grupo de acolhimento a vítimas.

Patriarcado

A superintendente de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da Secretaria Estadual e de Políticas Inclusivas do Rio de Janeiro, Claudia Araujo, aponta mais um motivo que dificulta o rompimento do ciclo de agressão: o sistema patriarcal.

 Brasília - 06/08/2026 - Claudia Araújo, superintendente de Enfrentamento à Violência contra a Mulher - Secretaria de Estado e de Políticas Inclusivas, RJ - crédito: Arquivo pessoal.
 Cláudia Araújo, superintendente de enfrentamento contra a mulher no Rio – Foto-  Arquivo pessoal

Segundo ela, a mulher ainda é vista como “aquela que tem que cuidar da casa, do marido, dos filhos e ainda trabalhar”.

“Quando a mulher consegue quebrar esse ciclo de violência familiar, muitas vezes ela também recebe o preconceito da sociedade porque rompeu com aquela estrutura que a sociedade acredita que é a mais é natural”, constata.

Claudia enfatiza que a Lei Maria da Penha fortalece o entendimento de que as mulheres não podem permanecer sozinhas no enfrentamento à violência.

“Elas têm instrumentos eficazes de legislação, de delegacias que podem atuar de forma imediata quando elas quiserem e tiverem a coragem de pedir ajuda”, diz.

“Não podemos nos calar, porque quando nos calamos, a efetividade desse arcabouço jurídico e desses equipamentos fica fragilizado”, complementa ela, ressaltando que o problema não é particular.

“Se o vizinho ou um familiar tenta amenizar, essa mulher pode sofrer o feminicídio”, alerta.

Canais de denúncia

Instituições em várias instâncias atuam no enfrentamento à violência doméstica contra as mulheres.

Um dos principais canais de denúncia é a Central de Atendimento à Mulher Ligue 180, ligada ao Ministério das Mulheres. A ligação é gratuita, e o serviço funciona todos os dias, 24 horas.

Há ainda o canal via chat no WhatsApp (61) 9610-0180 ou pelo e-mail [email protected].

Em casos de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada, por meio do número 190.

Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mantém uma página com a forma de contato de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher em todo o país e de Defensorias Públicas, que podem, por exemplo, ajudar a vítima em pedidos de medida protetiva na Justiça.

© Tomaz Silva/Agência Brasil

Clique no banner

Lojão do Real
Notícia
07 ago

Atuação estrutural e Resolutividade da IA marcam primeiro dia do IV Congresso de Inovação do MPRN

Atuação estrutural e Resolutividade da IA marcam primeiro dia do IV Congresso de Inovação do MPRN

O IV Congresso de Inovação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) encerrou o seu primeiro dia com grandes discussões. O evento, realizado no Praiamar Arena Hotel, em Natal, debateu a atuação estrutural e a inteligência artificial e sua resolutividade. A programação segue até esta sexta-feira (7) reunindo especialistas das esferas pública e privada.

Com o propósito de discutir eficiência, transformação institucional e tecnologia na atuação jurídica nacional, o evento é realizado pela Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) através da Diretoria de Planejamento Estratégico (DPGE) e pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf). “A inovação e resolutividade deixaram de ser conceitos abstratos para se tornarem deveres institucionais. Mas, para nós, inovar não significa substituir pessoas por tecnologia. Significa potencializar o talento humano, eliminar barreiras burocráticas, qualificar decisões e permitir que nossos membros e servidores dediquem seu tempo ao que verdadeiramente importa: a defesa dos direitos da sociedade”, declarou o procurador-geral de Justiça do RN, Glaucio Garcia, durante a abertura do evento.

A programação acadêmica do primeiro dia trouxe abordagens sobre novos modelos de intervenção jurídica e o papel das novas tecnologias no sistema de Justiça. Na palestra inaugural, o promotor de Justiça Joaquim Ribeiro, do MP do Maranhão, abordou a atuação estrutural na perspectiva ministerial. O debate teve a participação das promotoras de Justiça Hellen Maciel e Leila Andrade, e mediação do promotora de Justiça e coordenadora do Ceaf, Érica Canuto.

“Eu vejo que o debate está muito no plano teórico e tem se conseguido pouco trazer a atuação estrutural para o dia-a-dia das Promotorias de Justiça. E eu gosto de pensar a solução, esse caminho, dentro de uma realidade prática. Então, trouxe hoje para nossa conversa orientações sobre conduzir processos estruturais e provocar a necessidade de institucionalizá-los”, registrou o promotor de Justiça Joaquim Ribeiro.

Em seguida, a promotora de Justiça Fernanda Soares (MPPR), coordenadora da Escola Superior do MPPR e especialista na área criminal, comandou o painel sobre Inteligência Artificial e resolutividade estratégica. Este debate contou com o promotor de Justiça Romero Marinho e a mediação do procurador de Justiça Manoel Onofre.

“Foi uma honra participar desse congresso, onde eu pude falar sobre as estratégias e resolutividade no âmbito do Ministério Público com o uso da inteligência artificial. Essas são questões nos interessam demais para uma atuação cada vez mais resolutiva em prol da sociedade brasileira”, registrou Fernanda Soares.

Com presença de mais de 250 participantes, o evento foi celebrado pela procuradora-geral de Justiça adjunta Juliana Limeira. “Nesse evento, a pudemos trazer experiências de outros Estados sobre atuação estruturante, na área do patrimônio público, na área da inteligência artificial e contribuir com a atuação dos nossos membros e de servidores”, registrou Juliana Limeira.
A celebração foi endossada pela corregedora-geral do MPRN, Sayonara Café. “Estamos enxergando o futuro nesse evento e a Corregedoria também tem o interesse de se alinhar à política da Procuradoria-Geral de Justiça na implementação da inteligência artificial. Entender o novo momento, as novas formas de atuar, sempre pensando no melhor para nossa instituição e para a população que tanto precisa de Promotorias atuantes”, declarou.

Segundo dia

A programação do Congresso segue nesta sexta-feira (7), com o promotor de Justiça Adriano Marcus Brito Assis (MPBA) que apresentará novos caminhos para a defesa do patrimônio público para além das ações tradicionais de improbidade administrativa. O painel terá a promotora de Justiça Uliana Paiva como debatedora e a mediação da procuradora-geral de Justiça adjunta (PGJ-A), Juliana Limeira.

O encerramento do congresso trará uma apresentação focada nos resultados práticos obtidos a partir da união entre o ecossistema do MPRN e gigantes da tecnologia. A executiva do Google Cloud Roberta Jezler junta-se ao chefe de gabinete do MPRN, Leonardo Nagashima, para abordar o uso da IA no sistema e-MP.

Clique no banner

Notícia
07 ago

Malta: operação do MPRN combate contrabando e agiotagem no Rio Grande do Norte e na Paraíba

Malta: operação do MPRN combate contrabando e agiotagem no Rio Grande do Norte e na Paraíba

O Ministério Público do Rio Grande do Norte, juntamente com as Polícias Civil e Militar, deflagrou nesta sexta-feira (7) a operação Malta. A ação cumpriu oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Caicó e Currais Novos, no Rio Grande do Norte, e em Patos, na Paraíba. O trabalho ocorreu simultaneamente nos dois Estados. Quatro homens foram presos em flagrante.
A operação apura a prática dos crimes de contrabando, agiotagem e associação criminosa. Os investigados atuavam na comercialização e distribuição de cigarros e remédios contrabandeados. O grupo também realizava empréstimos informais com a cobrança de juros e retenção de cheques como garantia.

Estrutura da organização

A estrutura da organização criminosa contava com divisão de tarefas entre seus integrantes. O grupo tinha responsáveis pelo fornecimento, transporte, armazenamento e distribuição dos produtos. Para a logística das atividades, os investigados utilizavam estabelecimentos comerciais depósitos e veículos. As entregas eram organizadas em horários de menor fiscalização, com o uso de linguagem cifrada para tratar dos materiais.

As negociações envolviam a definição de preços, quantidades, fornecedores e rotas para municípios como Caicó, Cruzeta, São José do Seridó, Laginhas e Jucurutu.

Prisões e apreensões

Ao todo, 10 integrantes do Ministério Público do Rio Grande do Norte e do Ministério Público da Paraíba participaram da ação. O trabalho de campo contou ainda com o apoio de 60 policiais civis e militares nos dois Estados. O cumprimento dos oito mandados teve o apoio operacional do Ministério Público da Paraíba, da Polícia Militar e da Polícia Civil. As equipes realizaram buscas pessoais, em imóveis e veículos.

A ação apreendeu maços de cigarro sem notas fiscais, munições de armas de grosso calibre e aparelhos de telefonia celular. Quatro homens foram presos em flagrante. Três deles foram presos pelo contrabando e outro, pela posse ilegal da munição de uso restrito. Os quatro foram conduzidos para uma Delegacia de Polícia Civil e ficarão presos à disposição da Justiça. O material apreendido será analisado pelo MPRN para tentar identificar o envolvimento de outas pessoas e o cometimento de outros crimes.

Fonte: MPRN

Clique no banner

Lojão do Real
WhatsApp