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Brasil
25 jun

PCC tem mais de 2 mil integrantes espalhados pelo mundo, a maioria em presídios; veja países

PCC tem mais de 2 mil integrantes espalhados pelo mundo, a maioria em presídios; veja países

A facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) tem ao menos 2.078 integrantes espalhados por 28 países pelo mundo. Mais da metade, 1.092 estão dentro de presídios fora do Brasil.

O Paraguai é o país que concentra o maior número de integrantes: 699, sendo 341 presos e 358 soltos. Já há integrantes da facção dentro de presídios europeus: Espanha, França, Holanda e Irlanda.

No total, incluindo o Brasil, o PCC tem cerca de 40 mil integrantes.

Os números constam em um mapeamento do Ministério Público de São Paulo obtido com exclusividade pela GloboNews e g1. O relatório tem sido apresentado a embaixadas e consulados fora do país para cooperação internacional no combate a crimes transnacionais em pelo menos quatro continentes.

O mapeamento é fruto de um cruzamento de informações de inteligência, coletadas por meio do monitoramento de integrantes do PCC que fazem parte das chamadas “Sintonia dos Estados” e “Sintonia dos Países”, setor do PCC cujos membros são responsáveis pelo acompanhamento do desenvolvimento da facção fora do estado de São Paulo e fora do Brasil, além da análise de dados a partir da quebra do sigilo telefônico e telemático de investigados e da troca de informações com autoridades estrangeiras.

Além da expansão para diferentes territórios, o que tem chamado a atenção das autoridades e investigadores brasileiros e também estrangeiros é o fato de os integrantes do PCC terem buscados outros países não só para viagens temporárias, mas também como moradia fixa infiltração em cadeias, uma espécie de “marca registrada” da facção criminosa paulista.

“O maior perigo do PCC é a sua origem prisional, onde eles têm poder de organização e de ideologia, uma disciplina muito rígida e que se dissemina muito fácil no sistema prisional. Esse é o maior perigo para os países europeus da presença do PCC, mas eles estão também aprendendo com os europeus, sobretudo com os italianos: na distribuição de drogas, no envio do dinheiro sem que ele circule em termos formais”, explica o promotor de justiça do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya.

G1

PAX

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