bannner-geraldo
Notícia
14 abr

Acordo entre Brasil e EUA pode reforçar pressão por classificação de PCC e CV como terroristas

Acordo entre Brasil e EUA pode reforçar pressão por classificação de PCC e CV como terroristas

A troca de informações entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado pode trazer desdobramentos relevantespara a forma como facções brasileiras são tratadas no cenário internacional.

Na sexta-feira (10), o governo federal anunciou, por meio do Ministério da Fazenda, um acordo de cooperação mútua entre a Receita Federal e a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA para enfrentar o tráfico internacional de armas e drogas.

A iniciativa acende um alerta porque ocorre em meio a discussões, nos Estados Unidos, sobre a possível classificação de PCC e CV como grupos terroristas.

Especialistas ouvidos pelo R7 avaliam que o acordo pode influenciar esse debate ao ampliar a produção e o compartilhamento de informações sobre a atuação internacional dessas facções.

Segundo o internacionalista João Alfredo Nyegray, a cooperação tende a alterar a percepção norte-americana, menos por mudar a natureza dos grupos e mais por fortalecer as evidências sobre sua atuação transnacional.

“Com troca de informações em tempo real e operações coordenadas, aumenta-se a densidade probatória sobre essas organizações. O ponto central, para Washington, não é apenas a violência interna, mas a capacidade de demonstrar conexões com tráfico de armas, drogas, lavagem de dinheiro e logística internacional”, afirma.

Nyegray lembra que, em maio de 2025, autoridades brasileiras reconheceram que o Departamento de Estado dos EUA pressionou o Brasil a classificar essas facções como terroristas, citando a presença delas em território americano e vínculos com crimes transnacionais. Para ele, o novo acordo fortalece essa possibilidade.

“Com um arranjo institucional mais robusto, os EUA passam a ter condições de sustentar essa leitura de forma menos especulativa e mais documental”, diz. “A cooperação Brasil-EUA não é causa suficiente, mas aumenta a plausibilidade dessa classificação ao ajudar a construir um dossiê consistente.”

O especialista aponta ainda uma possível contradição na posição do governo brasileiro. “Ao rejeitar a classificação como terrorismo, mas aprofundar a integração de inteligência com Washington, o Brasil ajuda a produzir a base informacional que pode sustentar essa narrativa”, completa.

Na mesma linha, o jurista Murilo Borsio Bataglia avalia que a iniciativa reforça a percepção internacional de que essas organizações extrapolam o território nacional. “O Brasil passa a influenciar, ainda que de forma indireta, a maneira como essas organizações são compreendidas globalmente”, afirma.

Compartilhamento de inteligência

Um dos pontos centrais do acordo é o compartilhamento de informações em tempo real, considerado decisivo nesse tipo de análise.

Segundo Nyegray, esse mecanismo permite conectar eventos antes isolados, como envio de peças de armas, remessas suspeitas e fluxos financeiros, a uma mesma estrutura criminosa. “É esse salto, da ocorrência isolada para a atribuição estruturada, que pesa em processos de sanção e designação”, afirma.

Ele alerta, porém, que esse tipo de cooperação vai além do campo técnico. “Em Washington, informações compartilhadas podem alimentar decisões de política externa, como sanções e reclassificações estratégicas”, diz.

Murilo Borsio também destaca os desafios envolvidos. Para ele, o intercâmbio de dados exige equilíbrio entre cooperação internacional e soberania nacional. “Trata-se de um processo que envolve informações sensíveis e depende de confiança mútua entre os países”, afirma.

Precedentes internacionais

Nyegray ressalta que há precedentes recentes desse tipo de movimento nos Estados Unidos, especialmente a partir de 2025, quando organizações criminosas transnacionais passaram a ser tratadas como grupos terroristas.

Segundo ele, o processo costuma seguir um padrão: cooperação gera evidências; evidências sustentam uma narrativa de ameaça; e, em um ambiente político favorável, essa narrativa pode levar à designação formal.

“No caso do PCC e do Comando Vermelho, o precedente não é um espelho perfeito, mas um alerta de que esse tipo de classificação passou a fazer parte do repertório americano”, afirma.

Como funciona a cooperação

A iniciativa firmada entre Brasil e Estados Unidos, chamada Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), prevê integração de inteligência e operações conjuntas para interceptar remessas ilegais de armas e drogas.

Um dos pilares da cooperação é o Programa DESARMA, sistema da Receita Federal voltado ao rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis.

A ferramenta permite o compartilhamento estruturado, em tempo real, de dados sobre apreensões, incluindo origem, logística e identificação de produtos.

O sistema também possibilita o envio de alertas a autoridades estrangeiras e o mapeamento de redes ilícitas, ampliando a capacidade de resposta do Estado brasileiro.

Além disso, a Portaria n.º 663/26, da Receita Federal, autoriza formalmente o compartilhamento de informações e a realização de ações conjuntas com autoridades americanas, consolidando a base legal da cooperação.

R7

PAX
Notícia
14 abr

Polícia Militar divulga ocorrências registradas na área do 13º BPM entre os dias 13 e 14 de abril

Polícia Militar divulga ocorrências registradas na área do 13º BPM entre os dias 13 e 14 de abril

A Polícia Militar do Rio Grande do Norte divulgou o balanço das ocorrências registradas entre os dias 13 e 14 de abril de 2026 na área do 13º Batalhão de Polícia Militar (13º BPM), que atende municípios da região do Seridó.

De acordo com o relatório, na área da 1ª Companhia de Polícia Militar (1ª CPM), sediada em Currais Novos, foram contabilizadas diversas ações. Entre elas, um caso de agressão, além de 13 visitas de apoio a mulheres em situação de violência doméstica e familiar, reforçando o trabalho preventivo e de acompanhamento realizado pela corporação. Também foi registrado o cumprimento de um mandado de prisão.

Na área da 2ª CPM, o município de Acari registrou uma ocorrência de dano ao patrimônio público. Já nas cidades de Florânia e São Vicente, não houve registro de ocorrências relevantes no período.

Pela 3ª CPM, em Lagoa Nova, foram registradas duas ocorrências: um furto de motocicleta e um caso de adulteração de sinal identificador de veículo automotor, também envolvendo motocicleta. Nos municípios de Bodó, Cerro Corá e Tenente Laurentino Cruz, não houve registros.

A Polícia Militar reforça que segue atuando de forma contínua na prevenção e combate à criminalidade, além de prestar apoio à população, especialmente em casos de maior vulnerabilidade social.

POLÍCIA MILITAR – SERVIR E PROTEGER!

Notícia
14 abr

Moraes marca audiência com Eduardo Bolsonaro para esta terça-feira (14)

Moraes marca audiência com Eduardo Bolsonaro para esta terça-feira (14)

No Supremo Tribunal Federal (STF), está marcado para esta terça-feira (14) o interrogatório, por videoconferência, do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes quer ouvir o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo em que ele é acusado de coação à Justiça na trama golpista.

Nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, Eduardo foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por sua atuação em favor de sanções financeiras contra o Brasil, como forma de pressionar a Justiça a não condenar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado.

A denúncia contra Eduardo foi recebida por unanimidade pela Primeira Turma do STF, em novembro de 2025, no âmbito das investigações sobre a trama golpista. Ao aceitar a acusação, os ministros entenderam haver indícios suficientes para a abertura do processo.

O STF tentou intimar Eduardo Bolsonaro quando marcou a audiência para que a sessão fosse presencial, mas não teve sucesso. Com isso, o interrogatório será feito via videoconferência.

BAND

assembleia-adolescencia-full
Notícia
14 abr

Dólar cai abaixo de R$ 5 pela 1ª vez em 2 anos e Ibovespa renova recorde

Dólar cai abaixo de R$ 5 pela 1ª vez em 2 anos e Ibovespa renova recorde

Dólar vai a R$ 5,71 – (crédito: Steven Depolo)

O dólar fechou em R$ 4,996 nesta segunda-feira(13/4), sendo negociado abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos. A moeda americana registrou queda de 0,29% frente ao real. No mesmo dia, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, ultrapassou os 198 mil pontos por volta das 17h40, alcançando um novo recorde histórico.

O movimento ocorreu em um cenário de volatilidade internacional. No início do pregão, a moeda americana operou em alta, influenciada pela piora do ambiente externo após o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã e pela elevação das tensões no Estreito de Ormuz, o que levou o preço do petróleo a superar novamente o patamar de US$ 100 por barril.

Ao longo do dia, no entanto, o comportamento do mercado mudou com sinais de possível retomada das negociações e recuperação das bolsas em Nova York, reduzindo a pressão sobre o câmbio. Segundo o especialista em investimentos da Nomad Bruno Shahini, o real apresentou resistência mesmo diante da instabilidade externa.

“No Brasil, apesar da pressão inicial, o real mostrou resiliência, sustentado pelo diferencial de juros elevado, pelo fluxo externo e pelo patamar ainda alto do petróleo — que favorece os termos de troca — o que limitou uma alta mais expressiva da moeda americana,” afirmou Shahini.

Correio Braziliense

Notícia
14 abr

Covid-19: nova variante detectada em 23 países possui maior escape imunológico

Covid-19: nova variante detectada em 23 países possui maior escape imunológico

Foto: Freepik

A variante BA.3.2 do coronavírus — também chamada de “Cicada” — já foi identificada em pelo menos 23 países. O principal diferencial dessa linhagem é a maior capacidade de escapar dos anticorpos, em comparação com variantes predominantes atualmente e que são alvo das vacinas, como a JN.1 e a LP.8.1. Os dados são do recente relatório dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), principal agência federal de saúde pública dos Estados Unidos.

Desde o início da pandemia de Covid-19, novas variantes do SARS-CoV-2 surgem regularmente devido a mutações na chamada proteína spike, estrutura usada pelo vírus para entrar nas células humanas. Quando essas mutações ocorrem, o vírus pode se tornar mais transmissível ou reduzir a eficácia dos anticorpos gerados por vacinas ou infecções anteriores. Por isso, as vacinas precisam ser atualizadas periodicamente para acompanhar as variantes mais recentes em circulação.

Segundo o relatório, a BA.3.2 descende da linhagem BA.3, que circulou brevemente junto com variantes como BA.1 e BA.2 entre o final de 2021 e 2022. Essa nova linhagem apresenta aproximadamente 70 a 75 mutações na proteína spike, o que explica sua maior capacidade de escapar da resposta imunológica.

Especialistas dizem que não há motivo para alarme

Apesar da maior capacidade de escape imunológico, a Rede Global de Vírus (GVN, na sigla em inglês) afirma que não há evidências, até o momento, de que a BA.3.2 cause doença mais grave e que os dados disponíveis não justificam estado de alerta ou maior preocupação.

Em nota, a entidade explica que, embora o escape imunológico possa aumentar a probabilidade de infecção ou reinfecção, isso não significa redução da proteção contra casos graves

Segundo a GVN, as mudanças observadas são compatíveis com a evolução natural esperada do coronavírus e de outros vírus respiratórios. Em vez de indicar uma nova ameaça imediata, a BA.3.2 reforça a importância da vigilância constante.

Detecções globais

A variante BA.3.2 foi identificada pela primeira vez em 22 de novembro de 2024, na África do Sul, em uma amostra coletada por swab nasal de um menino de 5 anos.

O segundo registro ocorreu em 17 de março de 2025, em Moçambique, seguido por detecções em:

  • Países Baixos, em 12 de abril
  • Alemanha, em 29 de abril

Após esses primeiros registros, outros casos foram poucos frequentes até setembro de 2025, quando começaram a aumentar. O maior número de detecções ocorreu na primeira semana de dezembro de 2025.

Até 11 de fevereiro de 2026, a variante havia sido identificada em 23 países, incluindo casos nos Estados Unidos em viajantes vindos do Japão, Quênia, Países Baixos e Reino Unido.

Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, a variante chegou a representar cerca de 30% das sequências analisadas em três países europeus: Dinamarca, Alemanha e Países Baixos. Mesmo assim, a incidência geral de Covid-19 nesses locais não foi maior do que em anos anteriores.

Até o momento, o Brasil não registrou casos da linhagem BA.3.2.

Vacinas podem ser atualizadas em 2026

A próxima reunião da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a composição das vacinas contra Covid-19 está programada para maio de 2026. O encontro será conduzido por grupo técnico responsável por avaliar se a fórmula das vacinas precisa ser atualizada.

Durante a reunião, serão analisados:

  • os dados epidemiológicos mais recentes
  • a duração da proteção oferecida pelas vacinas
  • o tempo necessário para atualizar novas versões das vacinas

Durante a reunião, também serão apresentados resultados de testes com diferentes variantes do vírus, com o objetivo de avaliar quais vacinas oferecem melhor proteção e se novas linhagens, como a BA.3.2, conseguem escapar dos anticorpos.

Fonte: Brasil 61

PAX
WhatsApp