prefeitura setembro
Notícia
25 set

Polícia Civil investiga se três mortes com granadas em Assú têm ligação com facção

Polícia Civil investiga se três mortes com granadas em Assú têm ligação com facção

As mortes com granadas em Assú viraram uma só investigação. A Polícia Civil apura se os três homicídios ocorridos neste mês na cidade da Região Oeste potiguar, a cerca de 200 quilômetros de Natal, foram cometidos pelo mesmo grupo — o que aproxima os casos é o explosivo encontrado em todos eles. Nenhuma prisão havia sido feita até esta quinta-feira 24.

Uma das linhas de apuração trabalha com a hipótese de que o uso de granada esteja ligado ao jeito de agir de uma facção que atua no município. O explosivo em cena de homicídio não é comum no interior do Estado, e é justamente essa repetição que chamou a atenção dos investigadores. Os investigadores também querem saber se havia relação entre as vítimas.

São três os mortos: Rafael Dantas da Silva; Francisco Ray Martins do Nascimento, 21 anos; e Darlan Gladson Nascimento Silva, 40 anos. Em cada uma das cenas apareceu explosivo ou vestígio de granada. Circunstância e motivação de cada um dos casos continuam em apuração.

O caso mais recente

O crime mais recente vitimou Darlan Gladson. Ele foi atingido por vários disparos de arma de fogo na terça-feira 22. A perícia no local encontrou uma granada de fragmentação perto do corpo, e por causa dela o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) teve de ser acionado. Coube ao esquadrão antibombas neutralizar e retirar o artefato. É o procedimento padrão quando a perícia encontra explosivo em cena de crime, porque a granada intacta representa risco para quem trabalha no local.Publicidade

No dia 11 de setembro, Francisco Ray foi morto a tiros na Rua Professor João Jacinto. O corpo apareceu nos fundos de uma residência, e ali os policiais também acharam vestígio de explosivo.

O primeiro caso é de 10 de setembro. Rafael Dantas foi baleado dentro de um apartamento. Segundo o que a polícia levantou, dois homens entraram no imóvel, onde ele estava com a companheira — ela não foi alvo. Havia duas granadas no local: uma explodiu e feriu o braço da vítima, a outra ficou intacta. A Polícia Científica recolheu os fragmentos do artefato que estourou para análise.

A sequência de três assassinatos em menos de duas semanas, todos com explosivo em cena, é o que sustenta a suspeita de autoria comum. A polícia não informou prazo para concluir a apuração nem detalhou qual facção estaria no radar da investigação. Também não há informação sobre suspeito identificado até aqui.

Jair Sampaio

Clique no banner

Lojão do Real

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

WhatsApp ⌃