Notícia
15 jul

EUA decidem nesta quarta (15) sobre novas tarifas ao Brasil

EUA decidem nesta quarta (15) sobre novas tarifas ao Brasil

Os Estados Unidos têm até esta quarta-feira (15) para decidir sobre a aplicação da taxa de 25% sobre os produtos brasileiros. O prazo termina uma semana após a audiência pública sobre o tema, realizada em Washington.

nova tarifa foi proposta em junho pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), que acusou o Brasil de promover práticas desleais e prejudiciais ao comércio norte-americano. Ao todo, o órgão citou seis pontos principais de questionamento na investigação:

  • Comércio digital e serviços de pagamento: alega que decisões da Justiça brasileira contra plataformas norte-americanas de redes sociais restringem atividades dessas empresas e afetam a liberdade de operação no país. Também critica políticas que, segundo o governo, favorecem concorrentes locais em serviços de pagamento eletrônico, como o Pix.
  • Tarifas preferenciais: afirma que acordos comerciais do Brasil com México e Índia concedem vantagens tarifárias a produtos desses países em setores considerados estratégicos.
  • Combate à corrupção: sustenta que o Brasil não adota medidas suficientes para prevenir e combater casos de suborno e corrupção.
  • Propriedade intelectual: aponta falhas no combate à pirataria e à falsificação de produtos, além de demora na análise de pedidos de patentes, especialmente no setor biofarmacêutico.
  • Mercado de etanol: afirma que o Brasil deixou de oferecer tratamento tarifário equivalente ao etanol americano desde 2017, o que teria reduzido o acesso do produto dos Estados Unidos ao mercado brasileiro.
  • Desmatamento ilegal: reconhece que o Brasil possui legislação para combater o desmatamento ilegal, mas afirma que a aplicação das normas não tem sido suficientemente eficaz para conter o problema.

A avaliação foi feita com base na Seção 301 da Lei de Comércio, de 1974. O trecho permite ao governo norte-americano investigar e retaliar, com sobretaxas e sanções, países cujas práticas comerciais sejam consideradas injustas, discriminatórias ou prejudiciais aos interesses dos Estados Unidos.

A medida representa uma nova tentativa do governo Trump de impor tarifas adicionais após a Suprema Corte invalidar, em fevereiro, a base jurídica usada nas sobretaxas anunciadas no ano passado. Segundo os ministros, a gestão abusou da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) de 1977 ao usá-la como base para impor a maior parte das cobranças.

Taxa adicional
O USTR também trabalha com a possibilidade de taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil. A pasta ressalta que tal prática cria concorrência desleal e impõe restrições ao comércio norte-americano, conforme a legislação federal.

Caso as duas investigações tenham conclusões desfavoráveis ao Brasil, o resultado pode servir de base para a aplicação das novas tarifas, que, somadas, chegam a 37,5% sobre produtos brasileiros.

Brasil negocia
O governo brasileiro vem negociando com os Estados Unidos para evitar que haja a imposição das sobretaxas. Na última semana, a gestão apresentou um pacote de medidas que pretende adotar para contemplar os seis temas apontados pelo USTR, visando demonstrar que as políticas investigadas não configuram práticas desleais ou discriminam empresas norte-americanas.

Nos bastidores, no entanto, interlocutores afirmam que a decisão final sobre o tarifaço pode ser influenciada por setores do governo norte-americano que priorizam objetivos políticos. A expectativa do Palácio do Planalto é de que a tarifa seja confirmada em 15 de julho, com eventual retomada das negociações em um segundo momento – que pode, inclusive, ser posterior às eleições de outubro.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou ainda que o governo não descarta aplicar a lei de reciprocidade caso o tarifaço se concretize. “Acho provável que a gente, uma vez consultado o presidente Lula, retome o processo de reciprocidade. Mas nós temos que fazer tudo isso dentro de um cenário de avaliação com calma”, disse.

sbt

Clique no banner

Notícia
15 jul

Falta de controle financeiro em tempo real atinge 12,6 milhões de empresas no Brasil

Falta de controle financeiro em tempo real atinge 12,6 milhões de empresas no Brasil

Foto: Freepik

Quase dois terços das empresas brasileiras enfrentam dificuldades para controlar as finanças em tempo real. O problema afeta 63% dos negócios — o equivalente a 12,6 milhões de pequenas e médias empresas —, segundo a 2ª edição do Panorama da Gestão de Despesas Corporativas, levantamento realizado pela Conta Simples em parceria com a Visa.

O estudo mostra que, embora o dinheiro entre e saia diariamente do caixa de 45% das empresas, a falta de visibilidade e previsibilidade sobre as finanças continua sendo um desafio. Em relação a 2024, o percentual de empresas sem acompanhamento financeiro em tempo real aumentou oito pontos percentuais, passando de 55% para 63% ao fim de 2025. 

De acordo com a pesquisa, o modelo tradicional de fechamento mensal perdeu espaço em um cenário marcado por pagamentos instantâneos. Atualmente, 86% das empresas utilizam o Pix e 71% adotam cartões corporativos

Para o CEO e cofundador da Conta Simples, Rodrigo Tognini, a digitalização transformou a dinâmica da gestão financeira, mas exige mecanismos mais sofisticados de controle

“A velocidade não justifica a perda de governança. Hoje, a maturidade financeira é definida pela capacidade de orquestrar e gerenciar transações em larga escala, independentemente de quão descentralizadas elas sejam”, afirma.

Controle ainda ocorre com atraso

A pesquisa também revela que 60% das empresas não acompanham nem aprovam despesas em tempo real, alta de cinco pontos percentuais em relação a 2024. 

Na avaliação do estudo, a digitalização resolveu o problema do “como pagar”, mas ampliou o desafio do “como acompanhar”. Quando o controle é feito apenas no fechamento do mês, o retrato financeiro já chega defasado, aumentando o risco de decisões baseadas em informações desatualizadas

Segundo a vice-presidente da Visa, Marcela Pinori, a expansão dos meios de pagamento digitais elevou o nível de governança exigido das empresas

A tecnologia precisa funcionar como ferramenta de antecipação, não apenas digitalizar a transação, mas estruturar o fluxo e conectar pagamentos a regras claras de acompanhamento e controle para apoiar decisões estratégicas de crescimento”, afirma.

Tognini ressalta que o impacto da falta de controle vai além da rotina operacional. “A empresa passa a reagir em vez de decidir. Visibilidade devolve tempo e gestão, fatores que potencializam o crescimento com estabilidade”, diz o executivo da Conta Simples.

Cartões corporativos ainda são pouco estruturados 

O levantamento também aponta que o avanço dos meios digitais ainda convive com fragilidades na gestão das despesas. Embora o uso de cartões corporativos tenha crescido, 58% das empresas concentram as operações em apenas um ou dois cartões. Além disso, 51% não estabelecem limites de gastos por área ou finalidade, o que reduz a previsibilidade e enfraquece a governança financeira

Segundo Tognini, a fragmentação das despesas entre diferentes bancos e meios de pagamento dificulta a consolidação das informações e mantém processos excessivamente dependentes de planilhas

“No tempo real, esse modelo simplesmente não se sustenta. É impossível manter processos manuais atualizados diariamente em um cenário de operação cada vez mais dinâmica”, ressalta. 

Para Marcela Pinori, os cartões virtuais surgem como alternativa para aprimorar o controle financeiro. Emitidos instantaneamente para diferentes áreas, equipes ou projetos, eles permitem acompanhar os gastos com maior precisão e transparência

“Não basta digitalizar a transação. É preciso estruturar o fluxo. Empresas que conectam pagamento, limites e leitura contínua reduzem fricção e ganham previsibilidade operacional”, enfatiza a vice-presidente da Visa.

Crédito ganha função estratégica

O estudo mostra ainda um papel estratégico do crédito dentro das empresas. Atualmente, 37% dos negócios já associam o uso de crédito a investimentos planejados, indicando que a gestão financeira deixa de cumprir apenas funções operacionais para apoiar decisões de crescimento

Para Tognini, o diferencial competitivo está na integração entre meios de pagamento e mecanismos de governança. “Transformar o fluxo financeiro em leitura contínua permite antecipação. Quem enxerga antes decide melhor — e isso se traduz em vantagem operacional”, conclui.

Fonte: Brasil 61

Clique no banner

Campo Forte
Notícia
15 jul

Anvisa aprova registro de nova vacina contra a influenza para pessoas a partir dos 6 meses de idade

Anvisa aprova registro de nova vacina contra a influenza para pessoas a partir dos 6 meses de idade

Foto: Magnific/Reprodução MD Mais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou a vacina Fluprevli, destinada à imunização ativa contra a influenza em pessoas a partir dos 6 meses de idade. A decisão foi publicada na segunda-feira (13) e autoriza o uso do imunizante trivalente (fragmentado e inativado), que protege contra os subtipos influenza A e B.

Segundo a Anvisa, estudos clínicos apontaram elevadas taxas de soroproteção e soroconversão, indicadores da resposta do organismo à vacinação. Os resultados também mostraram eficácia de até 73% na prevenção da influenza em adultos e de até 65% em crianças.

A influenza é uma infecção viral que afeta o sistema respiratório e representa um importante desafio para a saúde pública. A doença pode provocar surtos sazonais, hospitalizações e mortes, principalmente entre crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.

O registro da vacina foi oficializado por meio da Resolução RE nº 2.743/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Fonte: Brasil 61

Clique no banner

Campo Forte
Notícia
15 jul

Estado contabiliza 148 casos de intoxicação por ciguatera em 6 meses

Estado contabiliza 148 casos de intoxicação por ciguatera em 6 meses

Foto: ALEX RÉGIS

O aumento de mais de 60% nos casos de ciguatera registrados no primeiro semestre deste ano levou a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN) a intensificar as ações de vigilância epidemiológica, ampliar a orientação aos profissionais de saúde e fortalecer o monitoramento da doença em parceria com universidades e órgãos ligados à pesca. Até junho, o Rio Grande do Norte contabilizou 148 casos confirmados da intoxicação alimentar causada pela ciguatoxina, superando em mais de 60% os 88 registros de todo o ano de 2025.

Embora os números acendam um alerta, a coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap, Diana Rego, avalia que a elevação dos registros está diretamente relacionada à inclusão da ciguatera na lista estadual de doenças de notificação compulsória.

“Isso significa que todos os casos suspeitos precisam ser notificados pelos profissionais de saúde. Esse, para mim, talvez seja hoje o principal motivo para justificar esse aumento”, afirma.

A doença começou a ser monitorada oficialmente no Rio Grande do Norte apenas em 2022, quando foram registrados dez casos. Desde então, já são 259 casos notificados, com 46 surtos e dois óbitos. Para a Vigilância em Saúde, o período de monitoramento faz com que a série histórica ainda seja considerada curta.

A intoxicação ocorre após o consumo de peixes marinhos contaminados pela ciguatoxina, substância produzida por microalgas e acumulada ao longo da cadeia alimentar, principalmente em espécies de grande porte. No Rio Grande do Norte, análises identificaram a toxina com mais frequência na espécie bicuda ou barracuda, responsável por 51 casos (45,13%). Contudo, a toxina também foi encontrada nos peixes arabaiana (28 ocorrências), dourado (13 casos), cioba (5 casos), pescada-branca e galo-do-alto (4 casos cada), pargo (3 casos) e sirigado ou robalo (2 casos).

Como os sintomas são semelhantes aos de outras intoxicações alimentares — náuseas, vômitos, diarreia, dor de cabeça, coceira e manifestações neurológicas —, muitos casos podem passar despercebidos se o histórico de consumo de peixe não for investigado.

Diante do avanço das notificações, a principal estratégia adotada pela Vigilância em Saúde é ampliar a capacidade de identificação da doença pelos serviços de saúde.

“É importante que os profissionais de saúde saibam que existe a ciguatera, caso as pessoas cheguem às unidades com esses sintomas. Muitas vezes eles são inespecíficos e podem ser confundidos com outras intoxicações”, explica Diana.

A orientação da Sesap é que pacientes que apresentem sintomas gastrointestinais ou neurológicos após consumir peixe marinho procurem atendimento médico para investigação e notificação do caso. Outra frente de atuação é o aperfeiçoamento do conhecimento epidemiológico sobre a doença. Há cerca de duas semanas, a Secretaria reuniu pesquisadores das áreas de Biologia Marinha e Oceanografia e representantes da Secretaria de Agricultura e Pesca para discutir estudos que possam explicar o comportamento da ciguatera no litoral potiguar.

Segundo Diana Rego, ainda existem muitas lacunas científicas sobre a presença da toxina na costa brasileira.

“Estamos analisando todas as informações e buscando entender esse cenário para construir a melhor política pública de proteção à população. Ainda é uma doença muito recente para fazermos afirmações definitivas.”

Casos se concentram no primeiro semestre

Os dados disponíveis desde 2022 indicam que os registros costumam se concentrar nos primeiros meses do ano. Embora ainda não exista comprovação científica para esse comportamento, a Vigilância investiga possíveis fatores ambientais e climáticos envolvidos.

Entre as hipóteses levantadas estão o aumento da temperatura do mar, alterações na biodiversidade marinha e até mudanças no comportamento humano durante o período de veraneio, quando há maior circulação de embarcações e aumento do consumo de pescado.

Paralelamente ao monitoramento, a Sesap mantém ações educativas com as comunidades pesqueiras e o setor produtivo. A principal recomendação continua sendo evitar o consumo das espécies que já apresentaram confirmação laboratorial da presença da ciguatoxina, uma vez que não existe forma de identificar visualmente um peixe contaminado.

“Ela é uma toxina termorresistente. Mesmo com o peixe cozido ou frito, continua presente. Por isso, nossa nota técnica recomenda evitar o consumo dessas espécies, principalmente da bicuda ou barracuda.”

Clique no banner

Lojão do Real
Notícia
15 jul

PF indicia ex-presidente do INSS, “Careca” e outras 46 pessoas em inquérito

PF indicia ex-presidente do INSS, “Careca” e outras 46 pessoas em inquérito

Foto: Agência Brasil/Carlos Moura

A Polícia Federal (PF) concluiu a primeira investigação da Operação Sem Desconto, que mira um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

O relatório, de 265 páginas, foi apresentado pela PF ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator das investigações.

Agora, as conclusões serão encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR), que é quem cabe apresentar a denúncia, pedir o arquivamento do caso, ou solicitar novas diligências.

Ao todo, foram indiciadas 48 pessoas

Entre elas estão o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral do órgão, Virgílio de Oliveira Filho, o ex-diretor de benefícios da autarquia, André Fidelis e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca. Esses indiciados estão presos preventivamente desde o ano passado.

Também foi indiciado o presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes. Ele está foragido.

O relatório entregue pela PF na sexta-feira (10) ao ministro André Mendonça, do STF, não tem relação com os fatos em investigação sobre o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o empresário Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha.

Lulinha se tornou alvo da PF e da CPMI do INSS e teve os sigilos bancários, fiscais e telemáticos (mensagens e e-mails) quebrados por suposto vínculo com o Careca. Os dados sobre ele ainda estão em análise.

Crimes

Segundo a PF, o ex-presidente, o ex-procurador-geral e o ex-diretor do INSS foram indiciados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca, foi indiciado por lavagem de dinheiro e participação em corrupção passiva.

Já Carlos Roberto Ferreira Lopes responderá por organização criminosa, lavagem de dinheiro em caráter majorado e reiterado e corrupção ativa majorada.

A defesa de Stefanutto e do Careca informaram que ainda não irão se manifestar porque não tiveram acesso aos autos da investigação. A assessoria da Conafer também foi procurada, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.

Como funcionava o esquema de fraudes do INSS?

De acordo com as investigações, o esquema consistia em descontar de aposentados e pensionistas do INSS valores mensais, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos.

A investigação começou em 2023 na CGU, no âmbito administrativo. Em 2024, após a CGU encontrar indícios de crimes, a PF foi acionada. Os descontos indevidos nas pensões e aposentadorias pagas pelo INSS podem chegar a R$ 6,3 bilhões, de acordo com os investigadores.

Atuação de Stefanutto

Alessandro Stefanutto assumiu a presidência do INSS em julho de 2023, indicado pelo então ministro da Previdência, Carlos Lupi, que deixou o cargo após a revelação do esquema de fraudes e desvios de recursos de aposentadorias e pensões.

Antes de ser nomeado presidente do INSS, foi diretor de Orçamento, Finanças e Logística da autarquia. Ele também foi procurador-federal especializado junto ao INSS, de 2011 a 2017. Antes disso, atuou no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e foi técnico da Receita Federal.

As investigações da PF chegaram a apontar que Stefanutto recebia até R$ 250 mil por mês em propinas pagas pela Conafer, uma das que operacionalizavam os descontos indevidos por meio de fraudes em cadastros de aposentado e cujo presidente foi indiciado.

Tribuna do Norte

Clique no banner

WhatsApp