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17 jul

Relíquia da Seleção Brasileira: Camisa de Pelé da final da Copa de 1958 é vendida por R$ 25 milhões em leilão

Relíquia da Seleção Brasileira: Camisa de Pelé da final da Copa de 1958 é vendida por R$ 25 milhões em leilão

Enquanto a Copa do Mundo movimenta os torcedores, uma relíquia da história do futebol brasileiro acaba de ganhar destaque fora dos gramados.

A camisa usada por Pelé na final da Copa do Mundo de 1958, quando o Brasil conquistou seu primeiro título mundial, foi vendida em um leilão realizado em Nova York por quase US$ 5 milhões — o equivalente a cerca de R$ 25 milhões.

O uniforme se tornou o item de Pelé mais valioso já vendido em leilão e também a segunda camisa de futebol mais cara da história.

O recorde segue com a camisa usada por Diego Maradona na partida da “Mão de Deus”, na Copa do Mundo de 1986, arrematada por cerca de US$ 9 milhões em 2022.

G1

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17 jul

Servidores técnicos da UFRN encerram greve após quase 5 meses de mobilização

Servidores técnicos da UFRN encerram greve após quase 5 meses de mobilização

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) encerraram a greve e retomaram as atividades nesta quinta-feira 16, após quase cinco meses de paralisação. O movimento havia sido iniciado no fim de fevereiro em protesto contra o descumprimento do acordo de greve firmado com o Governo Federal em 2024.

A greve acabou após a assinatura, na quarta-feira 15, de um termo de acordo entre o Ministério da Educação (MEC) e a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), que oficializa o encerramento da paralisação nacional e reúne os compromissos assumidos pelo governo durante as negociações. Antes, uma assembleia geral do Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior (Sintest) aprovou o fim da mobilização.

Entre os principais avanços apontados pelos servidores, está a regulamentação do benefício Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), uma das principais reivindicações desde a greve de 2024. O benefício foi regulamentado pelo Decreto nº 13.048/2026, permitindo sua implantação nas instituições federais de ensino.

Na UFRN, o Conselho de Administração (Consad) já aprovou a resolução que regulamenta o RSC para os técnico-administrativos. A comissão responsável pela análise dos pedidos iniciou os trabalhos, e os servidores poderão solicitar o benefício por meio do portal da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp).

Outro ponto destacado foi a regulamentação da chamada “hora ficta”, destinada aos servidores que trabalham em plantões ou escalas. A medida já foi normatizada pelo Governo Federal e ainda receberá orientações complementares do MEC para uniformizar sua aplicação nas instituições federais.

O acordo também alterou regras da carreira. O intervalo para progressão por mérito foi reduzido de 18 para 12 meses, e passou a ser permitida a concessão de até três acelerações por capacitação a cada cinco anos, mediante apresentação de certificações.

Apesar do fim da greve, parte das reivindicações continua em negociação. Entre os temas pendentes, estão a regulamentação da jornada de 30 horas semanais sem redução salarial, a revisão da política de capacitação das instituições federais e a reabertura do prazo para migração de servidores do antigo PUCRCE para o Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE).

A pauta também inclui o reposicionamento de aposentados, a revisão das atribuições dos cargos, a regulamentação do afastamento para cursos de pós-graduação, mudanças nas regras para concessão dos adicionais de insalubridade e periculosidade e o reconhecimento de títulos obtidos no exterior.

Segundo a Fasubra, esses temas deverão ser debatidos em grupos de trabalho a serem instalados pelo MEC. A entidade afirma, porém, que continuará acompanhando a implementação dos compromissos assumidos pelo governo.

O termo de acordo prevê ainda que a compensação das atividades acumuladas durante a greve será feita por meio de um plano de trabalho elaborado em conjunto pelas entidades representativas dos servidores e cada instituição federal de ensino. A reposição deverá priorizar a recuperação das demandas represadas, e não apenas a compensação das horas não trabalhadas. Um termo específico ainda será elaborado em conjunto com o Ministério da Gestão e da Inovação para regulamentar esse processo.

Agora RN

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17 jul

‘Deu tempo de viver cada segundo’, diz filha de Renato Machado em homenagem

‘Deu tempo de viver cada segundo’, diz filha de Renato Machado em homenagem

Maria Eduarda Machado, filha do jornalista Renato Machado, que morreu nesta quinta-feira (16), prestou uma homenagem ao pai em uma publicação nas redes sociais. A atriz compartilhou diversas fotos e vídeos de diferentes momentos da vida dos dois, como o jornalista levando a atriz ao altar e o primeiro encontro dele com a neta.

Na legenda, ela escreveu que celebra e relembra não apenas a carreira e as conquistas do pai, mas também sua presença marcante em sua vida. Ela destacou ainda como alguns de seus gostos pessoais, como apreciar vinhos, a influenciaram.

“Te amo para sempre. Foram 40 anos trabalhando no lugar que você amava, vivendo em casas que você sempre decorou com maestria. Deu tempo de viver cada segundo”, escreveu. “Viva Renato Machado. Hoje, todos os champanhes serão em sua homenagem.”

Maria Eduarda Machado é atriz e ficou conhecida principalmente por protagonizar “Malhação” em 2007, interpretando Cecília (Ciça). Ela também participou de “Queridos Amigos” e “Cúmplices de um Resgate”.

Renato Machado morreu aos 83 anos, na Clínica São Vicente, no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro. O jornalista fez carreira na TV Globo trabalhando por 40 anos na emissora.

Notícias ao Minuto

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17 jul

Vendas crescem no RN, apesar de retração em maio

Vendas crescem no RN, apesar de retração em maio

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE, revela um cenário de contrastes para o varejo potiguar. Embora o setor mantenha desempenho positivo no acumulado do ano, os dados de maio apontam sinais de desaceleração. O Rio Grande do Norte registrou a maior retração mensal do Nordeste, com queda de 1,3% frente a abril. Na comparação com maio de 2025, porém, o comércio avançou 1,4%, desempenho que coloca o estado na terceira melhor posição da região.

O desempenho é ainda mais expressivo no acumulado de 2026, com alta de 5%, colocando o RN na quinta posição nacional, enquanto o avanço de 6,1% nos últimos 12 meses representa o melhor resultado do país. “O comércio do RN continua crescendo pelo 14º mês consecutivo. Isso demonstra que a economia do Estado continua crescendo, estimulando a geração de emprego e renda e, por consequência, o comércio”, avalia o consultor de Economia da Fecomércio RN, William Figueiredo.

Segundo ele, a expectativa é de que esse movimento continue no segundo semestre, acompanhando a projeção de crescimento da economia potiguar. Ele observa, porém, que o comportamento do consumidor mudou. “As pessoas continuam consumindo, mas estão priorizando bens de uso cotidiano, como alimentos e combustíveis. Os produtos de maior valor, que dependem de crédito, continuam sendo menos procurados por causa dos juros elevados”, explica.

Essa percepção é compartilhada por empresários do varejo. “A gente percebe abril, maio e junho bem diferentes do ano passado, infelizmente no sentido negativo. Houve enfraquecimento da procura pelos produtos e isso reflete diretamente no dia a dia das empresas”, relata o empresário Derneval Júnior.

Segundo ele, a queda no faturamento tem variado entre 15% e 20%, levando os comerciantes a intensificar promoções e ações para estimular o consumo. “A expectativa é que o aquecimento aconteça apenas no fim do ano, com a Black Friday e o Natal.”

Enquanto parte do varejo relata dificuldades, segmentos específicos apresentam desempenho diferente. É o caso do setor de eletrodomésticos. Leandro Alexandre, gerente de uma loja do segmento, afirma que as vendas da empresa já cresceram cerca de 20% em relação ao ano passado. “Tivemos um aumento significativo este ano. Geladeiras, fogões e televisores foram os produtos mais procurados, principalmente nos períodos promocionais”, disse o gerente, destacando que mantém expectativa positiva para os próximos meses.

Tribuna do Norte

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Campo Forte
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17 jul

Pesca industrial do RN inicia retomada de fôlego após alívio tarifário dos EUA

Pesca industrial do RN inicia retomada de fôlego após alívio tarifário dos EUA

A indústria da pesca oceânica do Rio Grande do Norte voltou a enxergar perspectiva de recuperação após quase um ano marcado por incertezas, paralisações e perda de competitividade no principal mercado consumidor de seus produtos. Com a exclusão de atum, lagosta e outros pescados da lista de produtos atingidos pela nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos, o setor espera retomar as exportações aos padrões anteriores ao tarifaço imposto pelo governo do presidente Donald Trump. A expectativa do Sindicato da Indústria da Pesca do Rio Grande do Norte (Sindipesca-RN) é embarcar cerca de US$ 30 milhões em pescado para o mercado americano ainda em 2026, recuperando parte das perdas acumuladas desde o início da disputa comercial entre os dois países.

Para o presidente do Sindipesca-RN, Arimar França Filho, o alívio representa a possibilidade de reconstrução de uma cadeia produtiva que sofreu uma das maiores crises de sua história recente. Segundo ele, a sequência de tarifas elevadas tornou inviável boa parte das operações voltadas aos Estados Unidos, principal destino do atum fresco produzido no Estado. “Depois de um longo período de negociações, voltaremos praticamente ao cenário anterior ao tarifaço. É um alívio para toda a cadeia produtiva. Nossa expectativa é exportar cerca de US$ 30 milhões este ano e iniciar um processo de recuperação da atividade”, afirma. Hoje, a indústria da pesca gera aproximadamente 1.500 empregos formais no Rio Grande do Norte, além de milhares de ocupações indiretas ligadas à captura, beneficiamento, transporte e logística.

A crise começou em abril de 2025, quando o governo Trump instituiu uma tarifa adicional de 10% sobre produtos brasileiros. Nos meses seguintes, a escalada comercial levou à aplicação de sobretaxas que chegaram a elevar a carga tarifária para 50% sobre diversos produtos exportados pelo Brasil. Embora parte dos setores tenha sido posteriormente contemplada com exceções, a pesca oceânica permaneceu entre as atividades mais afetadas durante boa parte do período. O resultado foi imediato: embarcações deixaram de sair para o mar, contratos de exportação foram cancelados e empresas passaram a reduzir suas operações diante da perda de competitividade frente a fornecedores de outros países.

O impacto foi particularmente severo sobre a pesca do atum, produto cuja cadeia exportadora depende quase integralmente do mercado norte-americano. Sem alternativa comercial de curto prazo — já que o mercado europeu permanece restrito por questões sanitárias desde 2018 e o transporte de pescado fresco para a Ásia é economicamente mais complexo —, empresários foram obrigados a interromper parte da frota. Segundo Arimar França Filho, aproximadamente 30% das embarcações deixaram de operar durante o período mais crítico da crise, provocando redução da atividade econômica e perda de centenas de postos de trabalho. Em determinados momentos, apenas oito dos cerca de 30 barcos que tradicionalmente saíam para o mar permaneceram em operação.

“A pesca oceânica praticamente perdeu sua competitividade nos Estados Unidos. Tivemos embarcações paradas, redução de produção e um ambiente de enorme insegurança para empresários e trabalhadores. Muitos empregos foram perdidos ao longo desse período”, afirma Arimar. Segundo ele, a retomada das exportações permitirá que parte da frota volte gradualmente à atividade. “Ainda não voltaremos imediatamente ao nível máximo de operação, mas agora temos condições de reconstruir essa capacidade.”

Durante o período mais difícil da crise, a indústria buscou alternativas para manter parte da produção. Empresas intensificaram negociações com compradores no Reino Unido, Ásia e outros mercados, enquanto entidades representativas passaram a defender linhas emergenciais de crédito, apoio financeiro às exportações e a eliminação de barreiras sanitárias que impedem o retorno do pescado brasileiro ao mercado europeu. O setor também contou com apoio institucional da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Ministério da Pesca e Aquicultura e do Governo Federal, que incluiu a cadeia pesqueira entre os segmentos contemplados pelo Plano Brasil Soberano, voltado à mitigação dos efeitos do tarifaço americano.

No âmbito estadual, o Governo do Rio Grande do Norte participou das articulações com representantes do setor produtivo e do governo federal, buscando preservar uma atividade considerada estratégica para a economia potiguar. As discussões envolveram medidas de apoio financeiro, manutenção da atividade industrial e preservação dos empregos, além de iniciativas voltadas à abertura de novos mercados internacionais. Paralelamente, o Ministério da Pesca também estruturou mecanismos para facilitar a emissão de certificações exigidas pelas autoridades norte-americanas, adequando o setor às novas exigências sanitárias impostas pelos Estados Unidos.

A retirada dos pescados da nova lista de produtos submetidos à sobretaxa de 25% representa uma mudança significativa para a indústria potiguar. Embora outros segmentos brasileiros continuem sujeitos às novas tarifas americanas, atum, lagosta e diversos pescados permaneceram entre as exceções anunciadas pelo governo dos Estados Unidos, preservando a competitividade da produção nacional no principal mercado consumidor. Para o Sindipesca-RN, essa decisão elimina um dos principais obstáculos enfrentados pelas empresas desde o início da guerra comercial.

Segundo Arimar França Filho, o momento agora é de reorganização da cadeia produtiva. “Vamos trabalhar para recuperar clientes, recompor parte da frota e retomar investimentos que precisaram ser adiados. O mercado americano continua sendo fundamental para a pesca oceânica do Rio Grande do Norte.” O dirigente ressalta, contudo, que a experiência recente reforçou a necessidade de ampliar a diversificação dos destinos das exportações para reduzir a dependência de um único comprador internacional.

A expectativa do setor é que a normalização das exportações permita uma recuperação gradual do faturamento ao longo dos próximos meses. Antes do início da crise tarifária, os Estados Unidos concentravam a maior parte das vendas externas do atum potiguar, produto que figura entre as principais exportações da indústria pesqueira do Estado. Com a retomada desse fluxo comercial, empresários esperam recuperar parte dos investimentos interrompidos e iniciar um novo ciclo de crescimento, agora sustentado tanto pela reabertura do mercado americano quanto pelo esforço de ampliação de novos destinos para o pescado produzido no Rio Grande do Norte.

Agora RN

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