Quaest sinaliza recuperação de Flávio Bolsonaro e estabilidade em ganho político de Lula por medidas do governo, diz Felipe Nunes
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (5) sinaliza uma recuperação de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial e uma perda de impulso na melhora da imagem do governo Lula, segundo análise do diretor do instituto, Felipe Nunes.
No primeiro turno, Lula (PT) oscilou de 40% para 39%, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 28% para 30%. A diferença entre eles caiu de 12 para 9 pontos percentuais.
No segundo turno, Lula tem 44%, e Flávio Bolsonaro, 39%. Na pesquisa anterior, eram 45% e 37%, respectivamente. A vantagem do presidente diminuiu de 8 para 5 pontos.
Lula ainda lidera os cenários de primeiro e de segundo turno, e as variações da pesquisa de agosto estão dentro da margem de erro. Ainda assim, Nunes avalia que o conjunto dos indicadores, como intenção de voto, rejeição, potencial de voto e convicção, aponta uma recuperação do senador.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.
Além de avançar nas intenções de voto, Flávio Bolsonaro ampliou de 38% para 41% o percentual dos entrevistados que o conhecem e poderiam votar nele de julho para agosto. A rejeição oscilou de 57% para 54% no mesmo período, e a parcela de seus eleitores que considera o voto definitivo subiu de 62% para 68%.
Para Nunes, a primeira peça da reorganização da direita foi a reconciliação pública com Michelle Bolsonaro. As pazes foram consideradas positivas por 59% e negativas por 25%. A avaliação positiva chega a 88% na direita não bolsonarista e a 90% entre os bolsonaristas.
Também aumentou de 38% para 46% a parcela que considera que o apoio de Michelle eleva as chances de vitória de Flávio Bolsonaro. Entre os bolsonaristas, o percentual passou de 45% para 79%; na direita não bolsonarista, de 53% para 70%.
Outro fator foi a reação à proibição de Flávio Bolsonaro visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para 52%, a decisão foi errada; 41% a consideraram correta. Entre os independentes, 50% viram a medida como errada, percentual que chega a 83% na direita não bolsonarista e a 92% entre os bolsonaristas.
Segundo a pesquisa, 54% dizem que as declarações de Flávio Bolsonaro sobre as urnas em uma reunião com embaixadores não alteram a intenção de voto.


