Defesa de Bolsonaro volta a pedir prisão domiciliar após laudo de peritos da Polícia Federal
Após a PF (Polícia Federal) encaminhar ao STF (Supremo Tribunal Federal) um laudo sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a defesa pediu novamente o direito à prisão domiciliar para o político.
Bolsonaro está preso no 19º BPM (Batalhão da Polícia Militar) do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A defesa dele argumenta que o laudo elaborado pelos peritos oficiais apontou ser “inegável a presença de comorbidades crônicas que ensejam controle e acompanhamento” do preso.
“O quadro de multimorbidade grave, composto por doenças crônicas múltiplas, sequelas cirúrgicas relevantes, alterações funcionais e a interação dos medicamentos necessários foi corroborado por todos os laudos apresentados. Assim como a potencialização de riscos clínicos de elevada gravidade”, destacaram os advogados do ex-presidente.
O documento da PF mencionado pela defesa analisou diagnósticos, riscos clínicos e as condições necessárias para que Bolsonaro cumpra a pena à qual foi condenado em ambiente prisional.
Os peritos apontaram estabilidade clínica e que as doenças crônicas do ex-presidente estão sob controle, com uso de remédios e acompanhamento médico. Assim, a Polícia Federal concluiu que o quadro atual do preso não exige internação hospitalar nem transferência para hospital penitenciário.
- Obesidade clínica;
- Aterosclerose, com placas nas artérias carótidas;
- Histórico de lesões de pele tratadas cirurgicamente;
- Hipertensão arterial, controlada com remédios, com registros de tontura ao se levantar;
- Apneia obstrutiva do sono em grau grave, com uso de aparelho CPAP (equipamento para manter vias aéreas abertas durante o descanso);
- Doença do refluxo gastroesofágico, com inflamação no esôfago;
- Sequelas de múltiplas cirurgias abdominais, com risco de dor e obstrução intestinal.
Condições descartadas
Os peritos não encontraram elementos suficientes para confirmar:
- Anemia;
- Depressão;
- Perda severa de massa muscular;
- Pneumonia bacteriana recorrente.
R7
Ton Molina/STF – Arquivo
