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12 jun

Como a Copa do Mundo influencia o comportamento do brasileiro em ano eleitoral

Como a Copa do Mundo influencia o comportamento do brasileiro em ano eleitoral

A neutralidade tem sido a marca política da seleção brasileira desde a década de 1990, apesar de a Copa do Mundo coincidir com os anos de eleições presidenciais. Por outro lado, o Mundial de futebol protela o debate sobre o futuro do país, adia o engajamento dos eleitores sobre o papel decisivo das urnas e tem potencial para tirar de campo os escândalos políticos. A informação é da Gazeta do Povo.

É possível que o mais recente deles, o caso Master, que sacudiu o país, fique em segundo plano na opinião de grande parte dos brasileiros enquanto a seleção verde e amarela disputa o torneio, que começa nesta quinta-feira (11). Segundo pesquisa Meio/Ideia, 45% dos entrevistados afirmam que a Copa do Mundo vai fazer com que a opinião pública esqueça o escândalo do Banco Master durante o período do Mundial. Por outro lado, 41% discordam da afirmação e 14% não souberam ou não responderam ao levantamento.

Mesmo sem cair no esquecimento, a tendência é que as investigações sobre as “jogadas” de Daniel Vorcaro nos Três Poderes sejam arrastadas durante a Copa e que os pré-candidatos adotem uma estratégia mais defensiva, com os holofotes voltados para a seleção brasileira. “O período da Copa é o tempo de organização interna das campanhas, quando o eleitor está com a atenção nos jogos, nos churrascos, nas confraternizações. Pouco se fala de política. É tempo também de esfriar as crises anteriores da pré-campanha. O caso Master entra nessa lógica”, analisa a diretora-executiva do instituto de pesquisa Ideia, Cila Schulman.

De acordo com o professor e consultor de marketing político Marcelo Vitorino, para entender o comportamento do eleitor brasileiro é preciso “separar a agenda da memória”. Na avaliação dele, o caso Master pode até sair das capas dos jornais durante a Copa do Mundo, mas voltará ao centro do campo político com o início da campanha eleitoral no mês de agosto.

“O assunto não precisa sobreviver à Copa, basta esperar que ela acabe. Por isso, quem está devendo explicação não deveria tratar o futebol como borracha. O caminho é enfrentar o tema antes da campanha, enquanto ainda há tempo de construir a própria versão e vacinar a candidatura”, aconselha.

Brasileiro mostra mais entusiasmo com a Copa do que com as eleições

Vitorino acredita que a torcida brasileira demonstra um menor interesse pelo Mundial deste ano do que em edições anteriores, o que é um agravante para os pré-candidatos que apostam no futebol como uma solução eleitoral. “Uma Copa morna desloca menos atenção e, por consequência, adia menos o debate do que muita gente imagina. Não adianta montar estratégia esperando o futebol resolver alguma coisa”, comenta o consultor.

Mesmo assim, o brasileiro ainda demonstra mais interesse no futebol do que em participar do processo eleitoral. A pesquisa Meio/Ideia mediu o entusiasmo do brasileiro em torcer pela seleção verde e amarela na Copa do Mundo e o interesse em votar nas eleições de outubro.

O levantamento mostra que 21,3% dos entrevistados afirmam que estão “totalmente empolgados” com o time brasileiro, e 35,3% responderam que estão “parcialmente animados” para torcer pelos comandados de Carlo Ancelotti.

Animação para torcer pela seleção na Copa do Mundo

  • Parcialmente animado: 35,3%
  • Totalmente animado: 21,3%
  • Nem animado, nem desanimado: 17,5%
  • Parcialmente desanimado: 14,2%
  • Totalmente desanimado: 8,7%
  • Não sabe: 3%

Animação para votar na eleição de 2026

  • Parcialmente desanimado: 24%
  • Parcialmente animado: 22,7%
  • Nem animado, nem desanimado: 19%
  • Totalmente animado: 18,8%
  • Totalmente desanimado: 13%
  • Não sabe: 2,5%

A diretora-executiva do instituto de pesquisa, Cila Schulman, afirma que o resultado reflete o baixo envolvimento do brasileiro com o processo eleitoral, que tende a aumentar a partir do início oficial das campanhas na segunda quinzena de agosto. “A eleição está mais longe do que a Copa do Mundo no calendário. Além disso, é uma eleição, até aqui, com a repetição de um quadro de polarização que tem demonstrado cansaço no eleitor”, comenta.

“Por último, futebol é paixão nacional. Mesmo em ciclos nos quais possa não haver entusiasmo com a seleção convocada, o brasileiro vai entrar no clima, torcer e festejar igual”, completa.

  • Metodologia: Pesquisa Meio/Ideia realizada entre 23 e 27 de maio, com 1,5 mil entrevistas telefônicas em todo o país. Margem de erro de 2,5 pontos percentuais e 95% de nível de confiança. Registro no TSE: BR-02918/2026.

Desempenho na Copa do Mundo não impacta resultado das urnas

Segundo o professor e consultor de marketing político Marcelo Vitorino, a história mostra que a Copa adia o debate eleitoral no Brasil, mas não muda o resultado das urnas. Ele recorda que, em 2002, quando o Brasil foi pentacampeão, o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) levantou a taça na rampa do Planalto e, meses depois, a oposição venceu o tucano José Serra. Foi a primeira vitória presidencial de Lula (PT).

Já em 2014, o Brasil sediou a Copa do Mundo e foi desclassificado na semifinal após sofrer a goleada de 7 a 1 para a seleção alemã. Nas urnas, a petista Dilma Rousseff foi reeleita a presidente, poucos meses depois da humilhante derrota no estádio do Mineirão.

“A emoção do futebol é real, mas dura pouco, e o eleitor sabe separar a alegria do estádio dos problemas da vida dele. Quem decide voto é a economia, a segurança e a percepção sobre o próprio dia a dia, e nada disso muda com um gol”, ressalta Vitorino.

A diretora-executiva do Ideia recorda o uso do futebol por governos autoritários, como a Rússia e o Catar, países-sede dos últimos Mundiais. Neste ano, a política migratória dos Estados Unidos e os protestos da população mexicana trouxeram elementos geopolíticos para a Copa do Mundo, antes da abertura do evento na América do Norte.

Mas o país do futebol mantém uma distância segura entre o placar dos jogos da seleção e o resultado das urnas. “Na democracia brasileira não se teve até hoje uma correlação entre resultados da Copa e humor do eleitor. O custo de vida e a corrupção continuam sendo os motivos do voto na urna, não o futebol”, reforça Schulman.

Portal 96

Lojão do Real
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12 jun

Figurinhas da Copa do Mundo geram onda de furtos de rótulos de Coca-Cola

Figurinhas da Copa do Mundo geram onda de furtos de rótulos de Coca-Cola

Diante de uma onda de violações de embalagens para furto de figurinhas da Copa do Mundo que vem anexadas em alguns de seus produtos, a Coca-Cola fechou acordo com redes de varejo para substituir as garrafas danificadas sem prejuízo aos lojistas. A informação é da Gazeta do Povo.

Como os itens não podem ser comercializados sem os rótulos, a responsabilidade passou a ser assumida pela fabricante por ter criado a ação promocional. A informação é de representantes de grupos varejistas ouvidos pelo jornal Valor Econômico.

Na ação promocional, que teve início no dia 15 de abril e vai até a próxima segunda-feira (15), a fabricante inclui 14 diferentes figurinhas especiais do álbum da Copa do Mundo Fifa. Elas são encontradas sob os rótulos plásticos que envolvem embalagens da Coca-Cola Original e Zero, de 600ml e de 2,5 litros.

De acordo com o Valor, a devolução e a entrega de novos lotes passaram a ser feitas em razão do grande volume de produtos afetados. “Isso entra para a varejista como produto danificado, e o fabricante precisa fazer a indenização. É uma chatice, gera uma logística e um custo, mas eles trocam”, disse um ex-vice-presidente comercial de uma rede de atacado.

“Perto do volume que vendemos de Coca, que é muito grande, não faz sentido o custo de logística da devolução, então eles bonificam a mercadoria avariada”, explicou outra fonte. “Tem que tirar de venda o produto, fazer um relatório e a Coca reembolsa, mas não vai para a venda”, afirmou o superintendente de uma cadeia de supermercados de São Paulo.

Algumas redes interromperam o envio de lotes do refrigerante com figurinhas para lojas de autosserviço, como as que atendem condomínios residenciais, uma vez que nesses locais os furtos são ainda mais frequentes.

Outras lojas têm buscado solucionar o problema com outras medidas, como passar fita adesiva sobre os rótulos, ao redor da embalagem, o que não é viável para grandes redes, que comercializam milhares de bebidas diariamente.

Há ainda pontos de venda que instalaram avisos nas prateleiras, lembrando que há câmeras de vigilância, para inibir os furtos. Nas redes sociais, há fotos de cartazes ao lado de gôndolas com alertas que a retirada de rótulos de Coca-Cola gerará cobrança do produto com a embalagem danificada.

Nas redes sociais, há diversas outras publicações com fotos e vídeos de embalagens do refrigerante com os rótulos danificados em prateleiras de diversas redes varejistas.

Fabricante diz que ação com figurinhas da Copa tem resultados positivos

A Coca-Cola Brasil, no entanto, nega que a iniciativa de incluir figurinhas da Copa do Mundo no interior dos rótulos das embalagens represente preocupação ou gere impactos negativos para a companhia.

À Gazeta do Povo, a empresa informou que a promoção “tem registrado resultados positivos e elevada adesão dos consumidores, conforme o previsto”.

Questionada pela reportagem, a companhia não respondeu sobre o acordo com redes varejistas para reembolso de produtos com embalagens violadas.

Disse apenas que “não compactua com práticas inadequadas, como a retirada indevida de materiais promocionais” e que “eventuais situações pontuais identificadas ao longo da ação são prontamente endereçadas e tratadas de forma individual, de acordo com os procedimentos adequados”.

portal 96

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12 jun

Crença no hexa cresce, mas maioria dos brasileiros não aposta no título da Seleção

Crença no hexa cresce, mas maioria dos brasileiros não aposta no título da Seleção

Jogadores da Seleção Brasileira. Foto: Sam Robles.

A confiança dos brasileiros na conquista do hexacampeonato mundial voltou a crescer às vésperas da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (11) aponta que 35% dos entrevistados acreditam que o Brasil conquistará o título, um aumento de 10 pontos percentuais em relação ao levantamento realizado em abril, quando o índice era de 25%.

Apesar do avanço no otimismo, a maioria dos brasileiros ainda não acredita no hexa. Segundo a pesquisa, 56% dos entrevistados afirmaram que a Seleção não será campeã do mundo, contra 68% registrados no levantamento anterior. Outros 9% não souberam ou preferiram não responder.

Entre aqueles que não apostam no título, 23% acreditam que o Brasil será eliminado nas quartas de final, enquanto 8% projetam uma queda na semifinal. Apenas 3% acreditam que a equipe chegará à decisão e terminará com o vice-campeonato. Outros 10% veem a Seleção sendo eliminada nas oitavas de final e 7% apostam em uma despedida ainda na fase de grupos.

O levantamento também mostra crescimento na aprovação do trabalho do técnico Carlo Ancelotti. Atualmente, 58% dos entrevistados aprovam o comandante italiano, contra 41% registrados em abril. A desaprovação caiu de 29% para 14%. Já a convocação de Neymar também recebeu avaliação positiva da maioria dos brasileiros. Segundo a pesquisa, 53% aprovam a presença do camisa 10 na Copa do Mundo, enquanto 38% desaprovam sua convocação.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre os dias 5 e 8 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi realizado às vésperas do início da Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.

Anota Bahia

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12 jun

Especialistas dizem que El Niño pode elevar sensação térmica em até 1,5ºC no RN

Especialistas dizem que El Niño pode elevar sensação térmica em até 1,5ºC no RN

Foto: Alex Régis

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos divulgou um relatório nesta quinta-feira (11) informando que o El Niño já começou. A expectativa de especialistas é de que o fenômeno possa se intensificar até o final do ano. O meteorologista Gilmar Bristot, da Emparn, avalia que, por enquanto, não existem impactos do fenômeno no RN, mas eles poderão ser sentidos a partir de setembro, com aumento da sensação térmica em até 1,5ºC.

No início desta semana, o Inmet emitiu uma nota alertando para o fortalecimento do El Niño no país, uma vez que as “condições para o desenvolvimento de um novo episódio” do fenômeno estão se desenvolvendo. As condições dizem respeito à manutenção da chamada anomalia mensal média da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) na região do Niño 3.4 (a área que mais pode provocar influências no Nordeste), que segue acima de 0,5ºC nas últimas quatro semanas. De acordo com o Inmet, um evento de El Niño é definido quando o Índice Oceânico Niño Relativo (RONI) permanece igual ou superior a 0,5 °C por, pelo menos, cinco trimestres.


O meteorologista Gilmar Bristot afirma que a expectativa é de que o El Niño eleve em até 2ºC a temperatura do Oceano Pacífico. De acordo com ele, o fenômeno deverá ter como principal efeito no Rio Grande do Norte a diminuição dos ventos e a elevação das temperaturas, o que, por enquanto, não tem ocorrido por aqui. “Esses efeitos ainda não são observados no estado. Temos atualmente a ocorrência de chuvas na região Leste com presença de ventos fortes, inclusive. Então, por ora, o El Niño não vai ter influência no RN. Ele só deverá chegar ao estado entre setembro e novembro”, pontua.

“O impacto será na diminuição desses ventos e, consequentemente, na sensação térmica, que poderá registrar aumento de algo em torno de 1,5ºC. Lembrando que, no período em que esses efeitos chegarão ao estado, as temperaturas giram, historicamente, em torno de 38ºC a 39ºC em algumas regiões do interior. E, embora o El Niño tenha como característica a escassez de chuvas no Nordeste, o Rio Grande do Norte não será afetado nesse sentido, uma vez que entre setembro e novembro praticamente não chove por aqui”, detalha o meteorologista.


No entanto, aponta, se após esse período o Pacífico continuar quente, pode haver bons índices de chuvas em janeiro e fevereiro de 2027, mas com o comprometimento do inverno de um modo geral ao longo do próximo ano. De acordo com a nota do Inmet publicada esta semana, com base nos dados observados no mês de maio e as projeções dos modelos de previsão, é possível inferir que o primeiro trimestre a atingir o limiar característico do El Niño será abril-maio-junho.


“A anomalia mensal média da Temperatura da Superfície do Mar na região do Niño 3.4 ficou próxima de superar as condições de neutralidade, revertendo o sinal negativo registrado em abril (–0,03 °C) para um patamar positivo de 0,49 °C em maio”, informou o Inmet na nota divulgada esta semana. Gilmar Bristot explica que a região do Niño 3.4 a que se refere o texto do Instituto de Meteorologia é a área que mais influencia o clima no Nordeste brasileiro.

“O Niño 3.4 é uma região que fica na parte central do Pacífico, por isso, tem uma correlação com o Nordeste e com a América do Sul de um modo geral. Os dados do Inmet divulgados na última nota mostram que essa região está 0,7ºC mais quente do que a média para a época analisada”, afirma o meteorologista. Segundo o Instituto de Meteorologia, esse cenário sinaliza condições altamente favoráveis ao desenvolvimento e consolidação de um episódio de El Niño, com a persistência da tendência de aquecimento.


A TRIBUNA DO NORTE procurou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para comentar o início do fenômeno, mas o órgão informou apenas que divulgará, nos próximos dias, uma nota técnica atualizada sobre o assunto.

Tribuan do Norte

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12 jun

Enem 2026: prazo de inscrições termina nesta sexta-feira

Enem 2026: prazo de inscrições termina nesta sexta-feira

Foto: Divulgação

O prazo prorrogado de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 termina às 23 horas e 59 minutos desta sexta-feira (12), no horário de Brasília.

Os interessados em participar do exame devem fazer a inscrição exclusivamente na internet no link da Página do Participante no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O prazo vale para todos os participantes. Os candidatos isentos da taxa de inscrição também devem se inscrever no exame.


Para os concluintes do ensino médio de escolas públicas, a inscrição é automática, pela primeira vez. Nesse caso, o estudante precisará apenas confirmar sua participação no sistema de inscrição, fazer a opção de prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol) e indicar, se for o caso, a necessidade de recursos de acessibilidade ou se quer ser tratado pelo nome social.

A solicitação de tratamento pelo nome social em todas as fases do exame também teve o prazo alterado, podendo ser feita até esta sexta-feira (12).


A opção é destinada às pessoas trans, que se identificam e querem ser reconhecidos socialmente pela sua identidade de gênero. A sinalização deve ser marcada no momento da inscrição.


O prazo de 12 de junho vale também para os candidatos que necessitam de atendimento especializado.
Neste ano do Enem 2026 novas condições de pessoas com fibromialgia e transtornos mentais, como ansiedade, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), estão entre as situações possíveis para solicitar atendimento especializado.

Entre outras condições específicas para pedir o atendimento especializado estão: baixa visão, cegueira, deficiência física, auditiva, intelectual, dislexia, transtorno do espectro autista (TEA), gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e estudantes em classe hospitalar, entre outras condições.


A resposta preliminar à solicitação de atendimento especializado e ao tratamento pelo nome social sairá em 26 de junho.

Taxa de inscrição

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