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10 jun

Comissão de Constituição e Justiça aprova PEC que reduz maioridade penal

Comissão de Constituição e Justiça aprova PEC que reduz maioridade penal

Fonte: Agência Câmara de Notícias

O deputado Coronel Assis é o relator da PEC na CCJ

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10), por 44 votos a 18, a admissibilidade da proposta de emenda à Constituição (PEC 32 e apensadas) que reduz a maioridade penal dos atuais 18 para 16 anos de idade.

A análise da admissibilidade pela CCJ é apenas o primeiro passo na tramitação do tema na Câmara. Se aprovada, a proposta ainda precisa passar por uma comissão especial e pelo Plenário, em dois turnos de votação.

Proposta original
A proposta principal (PEC 32/15), do ex-deputado Gonzaga Patriota (PE), previa originalmente a plena maioridade civil e penal aos 16 anos. Isso significa que, além de responderem por crimes como adultos, os jovens passariam a ter todos os direitos da vida adulta: poderiam casar, celebrar contratos e obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O texto tornava ainda o voto obrigatório aos 16 anos e reduzia a idade mínima para se candidatar a cargos como o de vereador.

Mudanças no texto original
Mas o parecer do relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), retirou as modificações na esfera civil, prevendo exclusivamente a punição criminal de jovens com mais de 16 anos.

Assis explicou que retirou a parte dos direitos civis para garantir que a PEC tratasse apenas de um assunto, evitando “confusão jurídica”.

Outras propostas
Além da proposta principal, Assis também recomenda, no parecer, a admissibilidade de duas outras PECs apensadas.

Uma delas (PEC 8/26) sugere a redução da maioridade penal apenas em casos excepcionais, como crimes hediondos ou crueldade extrema, após avaliação técnica do jovem.

Já a outra (PEC 9/26) propõe a redução geral para 16 anos em todos os crimes e estabelece que adolescentes de 12 a 16 anos também respondam criminalmente se cometerem crimes com violência, grave ameaça ou contra a vida.

Vontade popular
Segundo o Coronel Assis, a aprovação da proposta atende à vontade da população. “Aqui existem representantes do povo que não querem fazer a vontade do povo”, criticou.

“Qual é a diferença no clamor por justiça da pessoa que tem um ente querido vítima de homicídio por uma pessoa de 18 ou 19 anos ou de uma pessoa de 17 ou 16 anos?”, indagou o relator. 

Crítica às mudanças
A deputada Samia Bomfim (Psol-SP) criticou as mudanças feitas por Coronel Assis. Segundo ela, o texto original era “menos pior”. “Porque, ao menos nele, havia uma redução da maioridade não só do ponto de vista penal, mas também do ponto de vista eleitoral. Nessa ele restringiu somente para penal.”

Ela classificou a mudança como “aberração”. “Porque ele [o adolescente] vai ser tratado como adulto do ponto de vista penal, mas do ponto de vista cível, vai seguir sendo lido, tratado pela justiça brasileira como um adolescente, que ele é”, explicou. 

Levantamento nacional
O deputado Tadeu Veneri (PT-PR) citou dados de um levantamento nacional de 2023 para explicar que a minoria dos jovens infratores, 12%, comete assassinatos.

Segundo ele, a justificativa de que é a população que pede a mudança não é suficiente. “A população pede, muitas vezes, que o Congresso e aqueles que roubam aqui dentro também sejam presos, e nem por isso são presos. A população pede que não tenhamos mais emendas parlamentares. O que o povo quer nessa hora não vale”, criticou.

Crescimento da violência
O deputado Mendonça Filho (PL-PE) lembrou que outra proposta do mesmo teor já foi aprovada na Câmara, mas acabou arquivada no Senado. “E eu, mais uma vez, defendo a PEC da redução da maioridade penal. A sociedade brasileira hoje se vê sitiada, ilhada pelo crescimento da violência”, afirmou.

Segundo ele, hoje, 25% da população brasileira vive sob a influência direta de milícias, do tráfico de drogas e de organizações criminosas que dominam territórios. “Infelizmente, boa parte do exercício do comando dessas organizações criminosas se faz inclusive com aliciamento de menores de 18 anos”, disse.

O que diz o ECA
Atualmente, jovens que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas de internação por, no máximo, três anos. Essas medidas estão previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e funcionam como ferramentas de responsabilização e reinserção social para jovens de 12 a 18 anos.

O ECA estabelece seis medidas principais, que progridem conforme a gravidade da conduta: advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade e liberdade assistida — executadas em regime aberto —, além dos regimes de semiliberdade e internação, este último restrito a crimes com violência ou reiteração grave.

Reportagem – Paula Bittar
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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10 jun

PM prende três suspeitos e apreende quatro espingardas durante patrulhamento rural em Cerro Corá

PM prende três suspeitos e apreende quatro espingardas durante patrulhamento rural em Cerro Corá

No final da manhã desta quarta-feira (10), policiais militares de Cerro Corá realizaram a prisão em flagrante de três indivíduos durante uma ação de patrulhamento rural no município.

De acordo com informações da Polícia Militar, os suspeitos foram abordados enquanto praticavam atividade de caça em área rural. Durante a ocorrência, os policiais apreenderam quatro espingardas utilizadas pelos indivíduos.

Os três homens receberam voz de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e prática de caça proibida. Após a detenção, os suspeitos e todo o material apreendido foram conduzidos e apresentados na Delegacia de Polícia Civil de Cerro Corá, onde foram adotados os procedimentos cabíveis.

A Polícia Militar segue intensificando as ações de patrulhamento na zona rural com o objetivo de combater crimes ambientais e garantir a segurança da população.

Repórter Seridó

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10 jun

Milena Galvão conquista junto ao senador Rogério Marinho mais R$ 400 mil para investimentos na saúde de Currais Novos

Milena Galvão conquista junto ao senador Rogério Marinho mais R$ 400 mil para investimentos na saúde de Currais Novos

A vice-prefeita de Currais Novos, Milena Galvão, anunciou a chegada de uma emenda parlamentar no valor de R$ 400 mil destinada ao fortalecimento da saúde do município.

O recurso foi viabilizado junto ao senador Rogério Marinho e já está disponível na conta da Prefeitura de Currais Novos, devendo ser aplicado em ações e serviços que contribuam para melhorar o atendimento à população.

Milena destacou que a conquista é resultado do trabalho permanente de articulação em Brasília e da busca constante por investimentos para o município.

“Nosso compromisso é continuar batendo às portas dos parlamentares e buscando recursos que tragam benefícios concretos para a população. Esse investimento representa mais um avanço para a saúde de Currais Novos”, afirmou.

A vice-prefeita ressaltou ainda que seguirá atuando em defesa dos interesses do município, fortalecendo parcerias e buscando novas oportunidades para garantir melhorias na qualidade de vida da população.

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Campo Forte
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10 jun

Junho chega com alerta: fogos de artifício com estampido estão proibidos em Currais Novos

Junho chega com alerta: fogos de artifício com estampido estão proibidos em Currais Novos

foto:Reprodução

Com o início dos festejos juninos, a Prefeitura de Currais Novos reforça a proibição da queima, soltura e manuseio de fogos de artifício com alto impacto sonoro no município. A medida está prevista na Lei Municipal Nº 3.858, de 21 de junho de 2023, que veta o uso de artefatos pirotécnicos do tipo “fogos de estampido”.

De acordo com a legislação, está proibida qualquer atividade que envolva fogos que produzam grande emissão sonora, visando à preservação da saúde e do bem-estar de crianças, idosos, pessoas com sensibilidade auditiva — como indivíduos no espectro autista — e animais.

A norma também busca reduzir riscos de acidentes, minimizar impactos ambientais e promover um ambiente mais seguro e inclusivo durante o período de festas tradicionais.

Penalidades

O descumprimento da lei implica em sanções e multas, conforme os critérios estabelecidos pelo poder público municipal. A fiscalização será intensificada durante o período junino, com apoio de órgãos competentes.

Festejos conscientes

A Prefeitura orienta que a população celebre as tradições juninas com responsabilidade, priorizando o uso de fogos luminosos e silenciosos, que não geram estampido e não causam danos à saúde coletiva e ao meio ambiente.

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10 jun

Decreto regulamenta Lei da Segurança Privada no país

Decreto regulamenta Lei da Segurança Privada no país

O governo federal definiu regras para autorizar, controlar e fiscalizar serviços de segurança privada em todo o país. Decreto publicado nesta quarta-feira (10) no Diário Oficial da União regulamenta a Lei da Segurança Privada e define procedimentos específicos para o caso de instituições financeiras, com maior rigor na atuação e supervisão do setor.

O texto consolida as atribuições da Polícia Federal como órgão responsável por acompanhar as atividades do setor, incluindo empresas, profissionais e sistemas eletrônicos de monitoramento.

De acordo com o decreto, empresas de segurança privada só poderão operar após autorização da Polícia Federal e deverão cumprir requisitos como comprovação de capital, origem lícita dos recursos, instalações adequadas e contratação de seguro. 

A norma detalha as atividades consideradas de segurança privada, como:

  • vigilância patrimonial;
  • transporte e escolta de valores;
  • segurança pessoal;
  • monitoramento eletrônico;
  • gerenciamento de riscos.

Cada serviço exige requisitos específicos, como número mínimo de profissionais, veículos padronizados e equipamentos de segurança.

Atuação de profissionais

O decreto estabelece regras para formação, registro e atuação dos profissionais do setor, como vigilantes, supervisores, gestores e operadores de sistemas eletrônicos. Todos deverão passar por cursos específicos autorizados pela Polícia Federal, com atualização periódica.

Além disso, os profissionais deverão apresentar certidões negativas de antecedentes criminais para exercer a função, e o registro terá validade de dois anos. O uso de uniforme será obrigatório, com exceção de algumas funções específicas, e não poderá se confundir com o de forças de segurança pública.

Instituições financeiras

As instituições financeiras passam a ter exigências mais detalhadas para garantir a segurança de suas dependências. O decreto determina que agências com atendimento ao público e circulação de valores só poderão funcionar com plano de segurança previamente aprovado pela Polícia Federal.

Entre os requisitos mínimos estão a presença de vigilantes armados, instalação de sistemas de alarme e monitoramento por câmeras, além de cofres com dispositivos de segurança. 

Controle 

A nova regulamentação define regras rígidas para aquisição, uso, transporte e armazenamento de armas, munições, coletes balísticos e outros equipamentos utilizados na segurança privada. A autorização para compra continuará centralizada na Polícia Federal, com exigência de origem legal dos produtos e controle sobre sua destinação.

O decreto prevê penalidades para a prestação de serviços de segurança privada sem autorização. As multas variam de R$ 1 mil a R$ 30 mil, conforme o infrator seja pessoa física ou jurídica. Além disso, materiais utilizados em atividades clandestinas poderão ser apreendidos e destruídos.

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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