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10 jun

Governo regulamenta subvenção ao diesel e regras para desconto de R$ 1,12 por litro comercializado

Governo regulamenta subvenção ao diesel e regras para desconto de R$ 1,12 por litro comercializado

Em meio ao cenário de instabilidade internacional e às pressões sobre os preços da energia decorrentes dos conflitos no Oriente Médio, o Governo do Brasil publicou nesta terça-feira (9/6), no Diário Oficial da União, o Decreto 12.995 que regulamenta a concessão de subvenção econômica aos produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário no País, no valor de R$ 1,12 por litro comercializado, conforme previsto na Medida Provisória nº 1.363/2026.

A medida estabelece as regras para operacionalização do benefício, voltado às refinarias nacionais e aos importadores habilitados, com o objetivo de garantir previsibilidade no abastecimento de diesel no País e contribuir para mitigar os impactos da volatilidade internacional dos preços do combustível sobre o mercado interno.

Lembrando
No dia 29 de maio, o governo brasileiro publicou novas medidas para renovar as ações de contenção da alta dos preços dos combustíveis . As ações substituem as medidas emergenciais adotas pelo governo diante da volatilidade do mercado mundial de petróleo, já que a primeira fase dessas iniciativas tinha vigência prevista até 31 de maio.

Acesso

Para ter acesso à subvenção, produtores e importadores deverão aderir formalmente ao programa junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), por meio de termo de adesão, e comprovar que o valor correspondente ao benefício foi integralmente descontado no preço de venda do diesel rodoviário. O desconto deverá constar de forma expressa na Nota Fiscal Eletrônica, no campo de informações complementares.

O decreto também estabelece que a subvenção será apurada em períodos quinzenais, entre 1º de junho e 31 de dezembro de 2026, com envio obrigatório à ANP de informações sobre preços e volumes comercializados até cinco dias úteis após o encerramento de cada período de apuração. Caberá à Agência verificar a conformidade das operações, solicitar eventuais correções e efetuar o pagamento aos beneficiários habilitados.

O pagamento da subvenção deverá ocorrer em até 30 dias após o recebimento da declaração, podendo haver atualização pela taxa Selic em caso de atraso. O decreto também prevê mecanismos de controle e fiscalização, incluindo a obrigatoriedade de manutenção dos registros financeiros e fiscais por cinco anos e a possibilidade de restituição de valores pagos indevidamente.

Além disso, enquanto não houver regulamentação conjunta da Receita Federal e da ANP sobre a verificação de adimplência tributária, o recebimento da subvenção ficará condicionado à apresentação de certidões de regularidade fiscal e do FGTS.

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10 jun

MEC libera consulta a vagas no ensino superior pelo Sisu+

MEC libera consulta a vagas no ensino superior pelo Sisu+

© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os estudantes interessados em participar do Sisu+ (a etapa complementar e inédita do Sistema de Seleção Unificada) já podem consultar as vagas disponíveis no programa, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Sisu.

A plataforma permite consultar antecipadamente as vagas e filtrar cursos, instituições, estados e municípios, além de apresentar detalhes sobre modalidades de concorrência e ações afirmativas próprias das instituições de ensino.

 Ao todo, aderiram ao programa 34 instituições públicas de educação superior.

O Sisu, coordenado pelo Ministério da Educação (MEC), tem como objetivo democratizar o acesso ao ensino superior de instituições públicas que aderiram ao processo seletivo. 

A etapa do Sisu+ oferece eventuais vagas disponíveis para ingresso no segundo semestre.

Inscrições

Os candidatos que participaram de pelo menos uma edição do Enem nos últimos três anos precisam ter concorrido a vagas na etapa regular do Sisu 2026 para poderem se inscrever no Sisu+ no período de 15 a 19 de junho.

A inscrição no Sisu+ também ocorre pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Sisu.

Após concluir essa etapa da inscrição, o candidato poderá escolher até duas opções de curso indicadas como primeira e segunda opção.

Em cada uma delas, o estudante poderá visualizar o curso escolhido, o local de oferta, a instituição de ensino, o turno, o grau, eventuais ações afirmativas próprias da instituição (quando houver) e as modalidades de concorrência nas quais estará inscrito.

Seleção

O MEC explica que será usada a edição do Enem que resulte na melhor média ponderada, de acordo com a opção de curso e com os critérios para inscrição, classificação e seleção dos estudantes.

Para a seleção, o sistema do Sisu considerará diferentes modalidades de concorrência, que levam em conta o perfil socioeconômico dos candidatos, de acordo com a Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012), e também de acordo com as ações afirmativas definidas por cada instituição.

Cronograma do Sisu+

As inscrições ficam abertas de 15 a 19 de junho. No dia 24 de junho, ocorrerá a divulgação da única chamada regular com os nomes dos pré-selecionados, na página eletrônica do Sisu.

Para quem precisar recorrer à lista de espera porque não está entre os pré-selecionados, o prazo para manifestação de interesse será de 24 a 26 de junho.

O processo de matrícula para os selecionados na chamada regular começará a partir de 25 de junho, seguindo o edital de cada instituição pública de ensino.

Por fim, a matrícula dos convocados por meio da lista de espera terá início a partir de 1º de julho.

O que é o Sisu+

O Sisu+ foi desenhado pelo MEC para ser uma ferramenta mais eficiente para aperfeiçoar a seleção de candidatos para vagas no ensino superior.

O MEC projeta que o Sisu+ seja usado em cursos tradicionalmente com alta rotatividade, nos quais o estudante é admitido mas desiste da vaga ou muda de curso, o que gera para as universidades públicas a necessidade da organização de sucessivas chamadas para preenchimento de vagas. 

Com o Sisu+, a instituição pode adotar a estrutura automatizada do Sisu para rodar as listas de espera de forma mais rápida, garantindo que a vaga não fique ociosa.

Outra vantagem apontada pelo MEC é a economia. As instituições de ensino que, paralelamente, realizam processos seletivos próprios, como vestibulares, para vagas com ingresso no segundo semestre, podem reduzir os custos administrativos e usar o sistema do Sisu para seleção dos candidatos.

Nos cursos em que sobram vagas, como licenciatura, engenharias e demais áreas estratégicas que o país precisa desenvolver, o Sisu+ pode ampliar o acesso a essas vagas porque centraliza o que antes ficava disperso em dezenas de sites de universidades diferentes.

Dessa forma, o processo seletivo complementar padroniza a disponibilização de vagas pelas instituições e facilita a consulta das oportunidades pelos estudantes.

Agência Brasil

Lojão do Real
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10 jun

CFM lança sistema de IA para ampliar fiscalização do ato médico

CFM lança sistema de IA para ampliar fiscalização do ato médico

© Rawpick/Freepick

O Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou, nesta terça-feira (9), o sistema de inteligência artificial (IA) para fiscalização de atos médicos pelos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) em todo o país.

A expectativa do colegiado federal é que o novo módulo de inteligência artificial da Plataforma Nacional de Fiscalização aumente em 30% o volume de fiscalizações anuais, nos próximos dois anos, em todo o território nacional de forma mais efetiva, com a supervisão das atividades médicas e ampliação da capacidade de identificação, monitoramento e análise de situações que exigem atuação dos órgãos de fiscalização.

Em entrevista coletiva, em Brasília, o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, defendeu que a tecnologia irá instrumentalizar os médicos fiscais com subsídios para a tomada de decisões e para dar celeridade às soluções necessárias. Para Gallo, o investimento fortalece a governança, reduz a burocracia e aprimora a defesa da saúde pública.

“Estamos colocando a tecnologia a serviço da fiscalização para aumentar a eficiência, ampliar o alcance das ações e oferecer respostas mais rápidas às demandas da sociedade. É uma ferramenta de grande importância, mas que jamais irá substituir o médico”, garantiu o presidente da instituição.

O terceiro vice-presidente e diretor responsável pelo Departamento de Inteligência Artificial do Conselho Federal de Medicina, Jeancarlo Cavalcante, detalhou que os avanços nos últimos anos com a migração dos dados para a nuvem e a transição para um sistema ambiente digital que proporciona mais transparência permite o acompanhamento das fiscalizações pelos responsáveis técnicos e gestores dos estabelecimentos de saúde.

Nesta nova fase, Jeancarlo Cavalcante relata, ainda, que a solução de fiscalização automatizada a partir do uso de IA representa uma mudança pioneira no mundo.

“O fato de termos mais de 600 mil médicos e usarmos uma plataforma de inteligência artificial para a fiscalização, nos torna pioneiros no mundo no quesito de colegiatura médica e de fiscalização.

O responsável pelo lançamento relatou que o objetivo do aprimoramento é proteger a sociedade, mesmo quando a fiscalização é percebida como uma atitude antipática para quem a recebe.

“Quando fiscalizamos o exercício da medicina, protegemos a sociedade de maus profissionais e de falsos médicos. O diferencial dessa nova plataforma é proteger não apenas a sociedade, não apenas o paciente do mau atendimento, da insegurança, mas também os médicos, das condições inadequadas de saúde e da falta de segurança para exercer o seu trabalho médico”

Tecnologia

A plataforma integra dados processados do CFM e dos CRMs, como históricos de vistorias, cadastros profissionais, como o Cadastro Nacional de Médicos, e informações públicas de estabelecimentos de saúde, com o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

O CFM aponta que essa plataforma também vai interagir e cruzar informações da base de dados da Receita Federal e fará o rastreio de conteúdos disponibilizados em redes sociais e em outros ambientes digitais.

O diretor Jeancarlo Cavalcante ressalta que o diferencial da ferramenta é relacionar e monitorar denúncias sobre precariedade estrutural em hospitais e notificar publicações suspeitas de exercício ilegal da medicina.

“Essa plataforma buscará nas redes sociais o exercício do falso médico, o risco iminente à saúde da população brasileira. Aquilo que está nas redes sociais poderá, agora, ser buscado e homologado por um [profissional] humano do setor de fiscalização [do CFM].”

Como consequência, o diretor do CFM destaca que a versão 4.0 da Plataforma Nacional de Fiscalização deixa para trás o modelo tradicional de fiscalização, antes baseado em denúncias da sociedade e que passa a se antecipar aos problemas.

“Agora, também trabalharemos com dados e com predição, ou seja, com aquilo que poderá acontecer e levar a risco à saúde da população brasileira e ao exercício da profissão médica. Nós poderemos, sim, em algumas situações, antecipar o dano e fiscalizarmos, em tempo real, antes que isto aconteça”, disse Jeancarlo Cavalcante.

A autarquia garante que todo o tratamento das informações observa os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo segurança e privacidade dos dados.

Agência Brasil

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10 jun

Toffoli toma posse no TSE e diz que Justiça não decide eleição

Toffoli toma posse no TSE e diz que Justiça não decide eleição

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Dias Toffoli tomou posse nesta terça-feira (9) no cargo de ministro efetivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão responsável pela organização das eleições de outubro. 

Toffoli ocupará a vaga de Cármen Lúcia, que deixou o tribunal após completar mandato de dois anos no comando da Corte.  

Em um breve discurso, o ministro disse que terá o compromisso de garantir a soberania do voto do eleitor nas eleições.

“Quem decide o processo eleitoral é o povo, não é a Justiça. Quem decide o voto é o senhor do voto. O efetivo momento em que todos brasileiros são efetivamente iguais é no momento de depositar o voto na urna eletrônica”, afirmou. 

Composição

O TSE é composto por sete ministros, sendo três do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados indicados pelo presidente da República, além dos respectivos substitutos.

A partir de agora, a nova composição de ministros será:

  • Kassio Nunes Marques (presidente) 
  • André Mendonça (vice-presidente), 
  • Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira (STJ), 
  • Ricardo Villas Boas Cueva (STJ), 
  • Floriano Azevedo Marques (jurista) e 
  • Estela Aranha (jurista).

Agência Brasil

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10 jun

Caso Flávio Bolsonaro: especialistas alertam para ‘judicialização permanente’ das pesquisas eleitorais

Caso Flávio Bolsonaro: especialistas alertam para ‘judicialização permanente’ das pesquisas eleitorais

A decisão do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, de suspender a divulgação da mais recente pesquisa AtlasIntel, que apontou queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acendeu um debate sobre os limites da atuação da Justiça Eleitoral sobre os levantamentos de opinião.

Especialistas ouvidos pelo R7 avaliam que a medida pode abrir precedente para que candidatos recorram com mais frequência aos tribunais para contestar pesquisas desfavoráveis, ampliando a judicialização do processo eleitoral e levantando questionamentos sobre os impactos para a transparência e o acesso à informação.

O cientista político Marcio Coimbra alerta para o risco de ‘judicialização permanente’ dos levantamentos eleitorais: “A consolidação desse cenário desenha um quadro de judicialização permanente que passa a figurar como tática formal de marketing político, convertendo a incerteza jurídica em uma constante que desestabiliza as regras do jogo.”

Segundo o especialista, “a busca por liminares contra pesquisas assumirá um caráter endêmico, gerando um ambiente de profunda desconfiança, em que o eleitor nunca saberá se os dados disponíveis representam a realidade do momento ou apenas o saldo provisório de uma batalha de liminares.”

Para o cientista político Gabriel Amaral, a controvérsia representa uma mudança importante no foco das disputas envolvendo pesquisas eleitorais. “Se antes as campanhas contestavam os resultados das pesquisas, agora podem passar a contestar a própria forma como esses resultados são produzidos. Tradicionalmente, as disputas se concentravam em aspectos objetivos, como amostragem, registro e metodologia estatística. O caso atual desloca a atenção para uma dimensão mais subjetiva: a forma como as perguntas são construídas e apresentadas ao entrevistado”, afirma.

Na visão de Gabriel Amaral, a discussão ultrapassa a esfera jurídica e alcança o campo da psicologia política. “Toda pesquisa busca captar percepções existentes na sociedade, mas a ordem das perguntas, o contexto informacional e os estímulos apresentados podem influenciar a forma como as pessoas organizam suas opiniões. Se esse entendimento ganhar força nos tribunais, a judicialização poderá migrar da estatística para a psicologia política”, avalia.

Na mesma linha, Marcio Coimbra considera que a intervenção judicial em pesquisas pode estimular novas contestações durante campanhas eleitorais. “Ao acolher questionamentos metodológicos complexos em decisões liminares, a Justiça abre espaço para que candidatos que se sintam prejudicados por pesquisas desfavoráveis busquem no Judiciário uma forma de conter desgastes políticos. Isso pode transformar o litígio em uma extensão da disputa eleitoral”, afirma.

Transparência em risco

Para Amaral, as pesquisas eleitorais desempenham papel importante na compreensão do cenário político e das percepções do eleitorado. Por isso, a suspensão recorrente de levantamentos pode gerar incertezas sobre quais informações estarão disponíveis ao público durante a campanha. “Quando a divulgação das pesquisas passa a depender de disputas judiciais frequentes, surge o risco de reduzir a previsibilidade sobre as informações disponíveis para o debate público”, diz.

O especialista ressalta, porém, que o desafio está em equilibrar transparência e rigor metodológico. “O desafio institucional é evitar dois extremos: permitir a circulação de levantamentos metodologicamente questionáveis ou criar um ambiente em que a controvérsia judicial se transforme em um mecanismo indireto de restrição à informação.”

Para Coimbra, o principal risco é a erosão do direito à informação. “Quando o Judiciário passa a definir quais pesquisas podem ou não ser divulgadas, cria-se um vácuo informativo que tende a ser preenchido por especulações, vazamentos seletivos e campanhas de desinformação. A transparência eleitoral pressupõe que métodos e resultados estejam sujeitos ao escrutínio público, e não restritos a disputas judiciais”, afirma.

Impacto sobre institutos de pesquisa

Na avaliação de Amaral, a decisão pode levar os institutos a ampliar os cuidados com a elaboração dos questionários e a apresentação dos resultados. “Durante muito tempo, a credibilidade das pesquisas esteve associada principalmente à robustez estatística das amostras. Agora, o escrutínio pode alcançar também a construção das perguntas e os efeitos de contexto”, afirma.

Segundo ele, isso pode gerar avanços na transparência metodológica, mas também aumentar a cautela dos institutos diante de pesquisas mais inovadoras ou que busquem medir os efeitos eleitorais de acontecimentos recentes.

Coimbra vê o risco de um efeito ainda mais amplo. Para ele, a insegurança jurídica pode estimular a autocensura metodológica e reduzir a inovação no setor. “Os institutos tendem a adotar modelos cada vez mais conservadores para evitar litígios e danos reputacionais. Isso pode limitar o desenvolvimento de novas metodologias e reduzir a oferta de diagnósticos independentes justamente nos momentos mais importantes da disputa eleitoral”, afirma.

Judicialização da disputa

Os especialistas concordam que a tendência é de aumento da judicialização caso não haja critérios claros para definir os limites entre uma pesquisa legítima e uma pesquisa considerada potencialmente indutora. “Em ambientes eleitorais competitivos, os atores políticos costumam incorporar rapidamente novos instrumentos de disputa. Sempre que uma decisão judicial demonstra capacidade de interferir na circulação de informações estratégicas, é natural que campanhas passem a considerar esse caminho”, afirma Amaral.

Para ele, o ponto central será a definição de parâmetros objetivos pela Justiça Eleitoral. “Quanto mais claros forem os critérios, menor será o espaço para disputas oportunistas. Caso contrário, o debate tende a migrar cada vez mais do campo político para o campo judicial.”

Coimbra avalia que, se esse tipo de contestação se tornar recorrente, a busca por liminares poderá ser incorporada às estratégias eleitorais. “O risco é criar um ambiente em que o eleitor nunca saiba se os dados disponíveis refletem a realidade do momento ou apenas o resultado provisório de uma batalha judicial. Isso compromete a previsibilidade do processo eleitoral e amplia a desconfiança sobre as informações que chegam ao público”, conclui.

R7

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