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17 jul

Após aumento de casos de ciguatera no RN, Sesap destaca 10 peixes que devem ser evitados

Após aumento de casos de ciguatera no RN, Sesap destaca 10 peixes que devem ser evitados

Após o aumento dos casos de intoxicação por ciguatera registrados no Rio Grande do Norte em 2026, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou orientações à população sobre o consumo de pescados. Em vídeo, o secretário de saúde do RN, Alexandre Motta, destaca espécies que a população deve evitar o consumo.

De acordo com o secretário, as espécies que não devem ser consumidas são arabaiana, bicuda, barracuda, cioba, dourado, galo-do-alto, pargo preto, pescada branca, robalo e sirigado/badejo, por serem espécies em que foram identificados casos de intoxicação pela toxina após o consumo.

Apesar o alerta, Alexandre destaca que todas as outras espécies de pescados ainda são consideradas seguras para o consumo, e que devem ser consumidos para a manutenção do comércio dos pescados. “É uma cadeira produtiva importante para os pescadores, que precisa ser mantida”, disse Motta.

Segundo dados da Sesap, o estado contabilizou 148 casos confirmados de ciguatera até junho deste ano, número que supera em mais de 60% os 88 registros de todo o ano de 2025. De acordo com a pasta, o aumento das notificações está relacionado, principalmente, à inclusão da doença na lista estadual de notificação compulsória, o que ampliou a identificação e o registro dos casos pelos serviços de saúde.

Também no vídeo, o secretário de saúde explica que a ciguatera se dá por casos de intoxicação após o consumo de peixe que incorporaram a toxina. De acordo com nota divulgada anteriormente pela Sesap, a ciguatoxina, toxina responsável pelo quadro de intoxicação, é resistente ao cozimento e ao congelamento e não altera o sabor nem o cheiro do pescado.

Os sintomas da intoxicação podem surgir em poucos minutos a até 48 horas, e variam entre diarreia, vômitos, dormência nas mãos e nos pés, coceira intensa e inversão da sensação térmica, quando o quente é percebido como frio e vice-versa.

Em caso de suspeita de intoxicação, a pasta alerta que a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente, informar o consumo de peixe nas últimas 48h aos profissionais de saúde, se possível, guardar o restante do alimento para eventual análise, e notificar o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) de Natal pelo telefone (84) 3232-9435.

Tribuna do Norte

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