Sindifern cobra calendário de pagamento dos servidores
Foto: Aldecy Júnior
O Sindicato dos Auditores Fiscais do Rio Grande do Norte (Sindifern) está cobrando do Governo do Estado a divulgação de um calendário de pagamento dos servidores e a garantia de isonomia na quitação do 13º salário de 2026. O presidente do Sindifern, Márcio Medeiros, afirmou que não houve, por parte do Executivo, um retorno quanto ao calendário, embora. Segundo ele, “o Estado tenha informado que vai manter a política adotada nos últimos anos, que é pagar no último dia útil do mês trabalhado”.
Questionado se o Governo teria condições financeiras de antecipar o pagamento do 13º salário dos servidores, Márcio respondeu que a Sefaz é quem deveria responder a essa pergunta. “O que a gente sabe é que é preciso [o Governo] melhorar a estrutura de arrecadação, investindo em tecnologia e pessoal, buscando diminuir a sonegação e reavaliar todos os incentivos fiscais”, disse o presidente do Sindifern. “O Governo disse que busca atender todas as categorias no mesmo dia de pagamento, contudo essa é uma questão que depende do fluxo financeiro do Estado. A expectativa é de que haja isonomia quanto a isso”, frisa Medeiros.
Procurada, a Secretaria de Fazenda do RN (Sefaz) afirmou que, “independentemente da divulgação do calendário, o Governo do Estado continuará efetuando o pagamento dos servidores em dia, mantendo o compromisso que vem sendo cumprido de forma regular ao longo dos últimos anos”.
No último mês, o pagamento de aposentados e pensionistas foi realizado com atraso, o que causou críticas nas redes sociais Quanto ao pagamento do 13º, a Secretaria explicou que, há alguns anos, o Estado não realiza o pagamento antecipado, mas que o calendário de quitação desse benefício será divulgado no momento oportuno, após a definição das datas pelo Governo”.
Até o momento, o Estado não definiu se haverá antecipação do décimo. Em janeiro deste ano, uma reportagem da TRIBUNA DO NORTE mostrou que o Governo do RN não paga integralmente o benefício dentro do prazo estipulado em lei (até 20 de dezembro) desde 2016. Ao longo deste período, o pagamento tem sido escalonado, com registro de atrasos consecutivos. Em alguns casos, como em 2017, o décimo só foi quitado integralmente anos depois, em 2021.
Tribuna do Norte



