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29 set

Governo e clubes discutem fim das bets e devem negociar crédito e período de transição

Governo e clubes discutem fim das bets e devem negociar crédito e período de transição

Ricardo Stuckert/Flickr 

A criação de uma linha de crédito para ajudar clubes de futebol a compensar a perda de receitas provocada pela proibição das bets e um período de transição para a suspensão das casas de apostas no país devem ser os principais pontos da reunião entre representantes do governo federal e dos clubes, nesta terça-feira (29), em Brasília.

O encontro, marcado para as 15h, deve abrir uma negociação sobre alternativas financeiras para o setor após a medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última sexta-feira (25).

A reunião será conduzida pelo Ministério do Esporte. Um convite foi enviado à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para que representantes dos clubes e das federações filiadas participem da discussão. Segundo o documento, a intenção é construir conjuntamente iniciativas voltadas ao desenvolvimento e ao fortalecimento do futebol nacional.

O presidente Lula, que tem agenda de campanha prevista no Nordeste na terça, não deve participar do encontro.

A possibilidade de uma linha de crédito surge como alternativa à perda de recursos provenientes de contratos de patrocínio com empresas de apostas. O formato da medida, os critérios para acesso dos clubes e a eventual fonte dos recursos ainda devem ser discutidos.

O encontro ocorre em meio à reação dos clubes à decisão do governo de interromper o funcionamento do mercado regulado de apostas. Diretorias de alguns dos principais clubes do país têm manifestado preocupação com os efeitos imediatos da mudança, principalmente em relação a contratos já firmados e receitas previstas para os próximos anos.

Clubes querem discutir transição

Após a confirmação da medida, o Flamengo criticou a falta de debate prévio e argumentou que uma mudança nas regras não deveria romper de forma imediata compromissos assumidos durante o período em que o setor estava regulamentado.

O clube afirmou que eventuais problemas no mercado de apostas podem levar ao aperfeiçoamento das regras, mas defendeu previsibilidade para empresas e instituições que fizeram investimentos e firmaram contratos com base na legislação vigente até então.

Na avaliação do Flamengo, o impacto não ficaria restrito às agremiações de maior receita. O clube cita categorias de base, futebol feminino, esportes olímpicos, campeonatos, fornecedores, empresas de comunicação, marketing e tecnologia, arenas e outros prestadores de serviços como setores que também podem ser afetados pela redução dos recursos provenientes das apostas.

O Fluminense também defendeu a adoção de um período de transição caso o governo mantenha a mudança. O clube chamou atenção para os compromissos assumidos com patrocinadores e deu como exemplo as próprias lojas oficiais: segundo nota divulgada pelo tricolor carioca, há cerca de seis meses de estoque de camisas com a marca do patrocinador principal.

Para o Fluminense, uma alteração abrupta poderia gerar prejuízos não apenas para o clube, mas para empresas e trabalhadores envolvidos na cadeia de produção e comercialização dos produtos.

Os dois clubes cariocas também questionam a efetividade da proibição como forma de combater os problemas relacionados às apostas. O argumento é de que o encerramento das operações autorizadas pode aumentar a participação de plataformas clandestinas, que não estão submetidas às mesmas regras de fiscalização, tributação e proteção ao consumidor.

O que diz a medida provisória

Na última sexta-feira (25), Lula assinou a MP que proíbe o funcionamento de plataformas de apostas online no Brasil. A medida ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para se tornar lei.

A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online, em ambientes físicos e virtuais, e também as autorizações concedidas por estados e pelo Distrito Federal. A medida não atinge outras modalidades de loteria com autorização prevista em lei.

Com a publicação da MP, as empresas que operavam legalmente no país deixam de poder oferecer apostas ou fazer publicidade da atividade.

A medida estabelece ainda um calendário para o encerramento das plataformas e a devolução dos valores que permanecerem nas contas dos apostadores.

Ao anunciar a medida, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo tomou a decisão após analisar os dados do setor e concluir que as apostas passaram a representar um problema para a renda das famílias e para a saúde pública.

Contrários à decisão do governo, os principais clubes de futebol do país chegaram a assinar um manifesto conjunto com o título “fim do futebol brasileiro” há cerca de duas semanas, antes mesmo da proibição das bets.

R7

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29 set

Eleitores do RN votaram no presidente eleito em oito das últimas nove eleições gerais

Eleitores do RN votaram no presidente eleito em oito das últimas nove eleições gerais

Foto: BRASIL EM MAPAS

A seis dias de mais uma eleição presidencial, um levantamento sobre o comportamento das urnas brasileiras nas últimas décadas mostra que o Rio Grande do Norte esteve quase sempre alinhado ao resultado nacional das disputas presidenciais realizadas desde 1989. Em oito dos nove pleitos, o candidato a presidente mais votado no RN foi também o vencedor. A exceção foi 2018, quando Jair Bolsonaro venceu nacionalmente, mas Fernando Haddad foi o mais votado no segundo turno no Estado. O número, porém, não significa que o eleitorado potiguar tenha mantido uma preferência política constante. O indicador mede apenas a frequência com que o mais votado no Estado coincidiu com o vencedor da eleição nacional.

O percentual coloca o Rio Grande do Norte na faixa de maior coincidência entre os estados brasileiros, atrás apenas de Amazonas e Minas Gerais, que registraram 100%, e no mesmo patamar de outros nove estados que também chegaram a 89%. No Nordeste, o RN está entre os seis estados com esse índice, ao lado de Bahia, Maranhão, Paraíba, Piauí e Sergipe.

O levantamento foi elaborado pelo projeto digital “Brasil em Mapas”, que analisa dados e divulga informações estatísticas, históricas, demográficas e eleitorais do país por meio de representações visuais e cartográficas.
A pesquisa considera as eleições presidenciais realizadas entre 1989 e 2022 e, quando houve segundo turno, utiliza o resultado dessa etapa para definir se o desempenho do Estado coincidiu com o vencedor nacional.

Em 1994 e 1998, quando a eleição foi decidida no primeiro turno, é considerado o resultado daquela votação. Os resultados não seguem a mesma lógica e nem indicam uma relação direta com a vitória. Partidos, candidatos e posições políticas mudaram ao longo dos anos, assim como o comportamento do eleitorado.

A trajetória do RN acompanhou quase sempre o vencedor nacional. Na primeira eleição presidencial direta após o período da ditadura militar, Fernando Collor venceu nacionalmente e também foi o candidato mais votado no Rio Grande do Norte. No segundo turno daquele ano, Collor recebeu 52,59% dos votos válidos no Estado, contra 47,41% de Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso venceu as duas eleições já no primeiro turno e também foi o mais votado no RN com 64,29% e 50,71, respectivamente. Em 2002 e 2006, o Estado acompanhou Luiz Inácio Lula da Silva (58,6% e 60,16%). O mesmo ocorreu com Dilma Rousseff em 2010 (59,54%) e 2014 (77,28%).

Em 2018, entretanto, houve a quebra do padrão. Jair Bolsonaro foi eleito presidente no segundo turno, mas no Rio Grande do Norte o candidato mais votado foi Fernando Haddad, que obteve 63,41% dos votos válidos no segundo turno, enquanto Bolsonaro ficou com 36,59%.

Quatro anos depois, o alinhamento voltou a ocorrer. Em 2022, Lula venceu a eleição nacional no segundo turno e também foi o candidato mais votado no Rio Grande do Norte (65,10%). Assim, a sequência potiguar não corresponde a uma mesma corrente política ao longo do período. O Estado acompanhou Collor, FHC, Lula, Dilma e, posteriormente, voltou a acompanhar Lula, em eleições marcadas por disputas e contextos políticos diferentes.

RN está acima da média do Nordeste
O índice de 89% também coloca o Rio Grande do Norte acima da média regional apresentada pelo levantamento. Considerando os nove estados nordestinos, a coincidência média é de aproximadamente 85%. Seis estados — Bahia, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe — registraram 89%, o equivalente a oito das nove eleições. Alagoas, Ceará e Pernambuco ficaram em 78%, correspondentes a sete coincidências em nove disputas.

O Nordeste, portanto, apresenta o maior percentual médio entre as cinco grandes regiões brasileiras, com 85%.

O Norte aparece com 80%, seguido pelo Sudeste, com 73%; Centro-Oeste, com 59%; e Sul, com 45%.
No conjunto do país, Minas Gerais e Amazonas são os dois únicos estados que aparecem com 100% no levantamento. Nos nove pleitos analisados, o candidato mais votado em cada um deles também foi o vencedor nacional. Logo abaixo estão nove estados na faixa de 89%, entre eles o Rio Grande do Norte. Na outra ponta está o Rio Grande do Sul. O Estado coincidiu com o resultado nacional em apenas duas das nove eleições, ou 22%.

A comparação precisa ser feita com uma ressalva: 89% não é uma medida de força eleitoral, fidelidade partidária ou capacidade de um Estado de “decidir” uma eleição. O indicador também não considera o tamanho do eleitorado. Cada unidade da Federação entra na comparação como uma observação: oito coincidências em nove eleições produzem os mesmos 89% para o Rio Grande do Norte que para qualquer outro estado com a mesma trajetória, independentemente da quantidade de eleitores.

O levantamento ganha interesse adicional porque o país se aproxima de uma nova eleição presidencial. O primeiro turno de 2026 está marcado para 4 de outubro, e eventual segundo turno ocorrerá em 25 de outubro, conforme o calendário oficial do TSE. Mais de 158,7 milhões de eleitoras e eleitores estão aptos a votar neste ano, segundo os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Tribuna do Norte

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29 set

Move Brasil amplia lista de carros para motoristas de aplicativo

Move Brasil amplia lista de carros para motoristas de aplicativo

Foto: MARCELO CASAL JR / AGÊNCIA BRASIL

O Move Brasil ampliou a relação de carros que podem ser financiados por taxistas e motoristas de aplicativos após o governo elevar de R$ 150 mil para R$ 200 mil o limite de preço dos veículos. A lista atualizada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) reúne mais de 200 combinações de modelos, versões, carrocerias e tecnologias, incluindo automóveis flex, híbridos e elétricos.

Com o novo teto, passaram a integrar a relação mais SUVs, sedãs e modelos híbridos. Entre os veículos incluídos estão o Volkswagen T-Cross Extreme, o BYD King, versões híbridas flex do Toyota Yaris Cross, o Peugeot 2008 GT Hybrid e os Leapmotor C10 e B10. Também aparecem na relação automóveis de fabricantes como GAC e Chevrolet, com diferentes configurações de motorização.

Segundo o MDIC, a elevação do preço máximo aumentou de cerca de 63% para 88% a parcela do mercado brasileiro potencialmente alcançada pelo critério econômico do programa, considerando os emplacamentos registrados pela Fenabrave em 2025. O valor de R$ 200 mil considera o preço informado na nota fiscal, após eventuais descontos, e não apenas o preço sugerido pelas montadoras.

A atualização também ampliou as configurações híbridas aceitas pelo programa. Podem ser enquadrados veículos que combinam motor elétrico com propulsor a combustão abastecido com etanol, gasolina ou ambos. A quantidade de automóveis disponíveis pode variar conforme a contabilização das diferentes versões, carrocerias e tecnologias de cada modelo incluído pelo governo.

Além da ampliação da lista, taxistas e motoristas de aplicativos contam com prazo de financiamento de até 84 meses e carência de até seis meses para começar a pagar o principal. A ampliação foi oficializada em agosto por portaria conjunta do MDIC e do Ministério da Fazenda e, posteriormente, confirmada pelo Conselho Monetário Nacional, que elevou o prazo máximo de pagamento de 72 para 84 meses.

O Move Brasil contempla outras modalidades destinadas à renovação de veículos utilizados por profissionais, mas a relação voltada a taxistas e motoristas de aplicativos concentra automóveis novos enquadrados nos critérios do programa. Antes da compra, os interessados devem consultar a lista oficial do MDIC, que informa fabricante, modelo, versão e tipo de propulsão para verificar se o veículo pode receber o financiamento.

Agora RN

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29 set

Cosern escala 450 profissionais para atender ocorrências do dia das eleições

Cosern escala 450 profissionais para atender ocorrências do dia das eleições

Reunião entre representantes da Neoenergia Cosern e do TRE-RN

A Neoenergia Cosern ampliará em 30% sua estrutura operacional nos dias de votação das eleições de 2026. Cerca de 450 profissionais, entre operadores e equipes técnicas, ficarão de plantão no primeiro turno, no próximo domingo 4, e em um eventual segundo turno, em 25 de outubro. A distribuidora posicionará equipes extras em pontos estratégicos do Rio Grande do Norte e nas proximidades da sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), em Natal, para atender ocorrências durante a votação e a apuração.

O plano prevê o acompanhamento em tempo real dos locais de votação, uma escala de sobreaviso técnico em todo o estado e um profissional exclusivo no Centro de Operações Integradas da empresa para receber demandas encaminhadas pelo CIOSP. A Cosern também poderá utilizar quatro subestações móveis, distribuídas estrategicamente, e manterá uma estrutura de contingência para seu Centro de Operações, responsável pelo monitoramento do sistema elétrico e pela coordenação das equipes em campo.

Antes da votação, a distribuidora inspecionou 21 mil quilômetros de redes de distribuição e os 44 transformadores que atendem às sedes das 60 zonas eleitorais potiguares. As medidas fazem parte de um planejamento de prevenção, monitoramento e resposta a possíveis falhas no fornecimento de energia.

O plano foi apresentado ao TRE-RN nesta segunda-feira 28, durante visita da presidente do tribunal, desembargadora Martha Danyelle, ao Centro de Operações Integradas. Ela e sua equipe foram recebidas pela diretora-presidente da Neoenergia Cosern, Fabíola Almeida. “Planejamos cada ação para contribuir para que a votação e a apuração transcorram com a maior tranquilidade possível”, afirmou Fabíola. Martha Danyelle disse ter saído da visita certa de que os locais de votação contarão com reforço no fornecimento de energia, “assegurando ao eleitor o legítimo exercício do voto”.

A Cosern ressalta que as instalações elétricas internas das escolas, dos cartórios e dos demais imóveis usados para votação ou apuração são de responsabilidade de seus administradores. A empresa recomenda verificar o estado e a capacidade de fios, disjuntores e fusíveis; a existência de condutores desencapados ou emendas inadequadas; o aterramento conforme as normas da ABNT; a qualidade dos componentes; e o equilíbrio dos circuitos entre as fases.

Se houver necessidade de ampliar a carga elétrica, as instalações deverão ser readequadas previamente, e a distribuidora deverá ser comunicada pelo telefone 116.

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29 set

Seis em cada dez famílias recusam doar órgão de parente falecido no RN

Seis em cada dez famílias recusam doar órgão de parente falecido no RN

Foto: SESAP

A cada dez famílias consultadas no Rio Grande do Norte sobre a possibilidade de doação de órgãos, cerca de seis recusam a autorização. A taxa de negativa chega a 63% no Estado, acima da média nacional de 42%. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira 28 por Rogéria Medeiros, coordenadora da Central de Transplantes do Rio Grande do Norte.

Segundo Rogéria, dois fatores aparecem entre os principais motivos apresentados pelas famílias: o desejo de manter o corpo íntegro e o tempo necessário para concluir o processo de doação. Após a autorização, a Central pode precisar de aproximadamente 24 horas para realizar exames, verificar a compatibilidade, localizar os receptores e organizar a retirada e o transplante dos órgãos.

A coordenadora explicou que o período pode ser difícil para familiares que já enfrentam o luto e desejam realizar o sepultamento. A preocupação com a aparência do corpo também interfere na decisão, embora a retirada dos órgãos seja realizada por procedimento cirúrgico e seguida de sutura. “Na hora do velório, você não percebe, não tem a diferença”, afirmou.

Enquanto a maioria das famílias consultadas recusa a doação, mais de 1 mil pessoas estão atualmente nas filas de transplantes no Rio Grande do Norte. A maior demanda é por córneas, com 620 pacientes aguardando. Outros 370 esperam por um transplante renal, e 30 estão na fila para transplante de medula óssea.

A fila para transplante de coração, por outro lado, está zerada. Segundo Rogéria, o único paciente que aguardava pelo órgão foi transplantado em julho. No Estado, são realizados transplantes de córnea, rim, coração e medula óssea. Pacientes que necessitam de transplante de fígado são encaminhados para outros estados, como Pernambuco e Ceará, porque o RN não possui equipe ou hospital credenciado para o procedimento.

O transplante de córnea é o procedimento com maior demanda no Estado. Segundo a coordenadora, o paciente pode receber alta e recuperar a visão no mesmo dia, mas a doação do tecido depende de um doador falecido.

A autorização dos familiares permanece necessária para a doação de órgãos após a morte. Conforme explicou Rogéria, a legislação exige a autorização de parentes de primeiro grau, como pai, mãe, irmãos ou cônjuge. No caso de crianças, pai e mãe precisam autorizar. Mesmo quando uma pessoa registra previamente o desejo de ser doadora, a validação da família continua necessária.

Por isso, a coordenadora orienta que as pessoas comuniquem aos familiares, ainda em vida, o desejo de doar órgãos. Segundo ela, conhecer previamente a vontade do parente facilita a decisão no momento da abordagem. Um único doador pode beneficiar entre seis e dez pessoas, dependendo dos órgãos que possam ser aproveitados.

O processo de doação começa quando a equipe médica identifica a possibilidade de morte encefálica. A confirmação depende de um protocolo com avaliações realizadas por profissionais diferentes e exame complementar para verificar atividade ou fluxo cerebral. Depois da confirmação, são avaliados os órgãos que podem ser doados e a compatibilidade com possíveis receptores.

O tempo é determinante. No caso do coração, por exemplo, Rogéria explicou que há uma janela de quatro horas entre a retirada do órgão e o transplante no receptor. Caso um órgão não seja utilizado no Rio Grande do Norte, a oferta é encaminhada inicialmente para outros estados do Nordeste e, posteriormente, pode ser ampliada para o restante do país.

A coordenadora também afirmou que a Central de Transplantes enfrenta déficit de pessoal e precisa ampliar a estrutura física. Apesar das limitações, houve crescimento nos transplantes de córnea e rim na comparação entre o mesmo período de 2025 e 2026.

Um acordo de cooperação técnica firmado neste ano entre a Central de Transplantes e o Serviço de Verificação de Óbitos também ampliou a captação de córneas no Estado, segundo Rogéria.

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