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17 ago

Enquetes eleitorais estão proibidas; entenda a diferença para pesquisas

Enquetes eleitorais estão proibidas; entenda a diferença para pesquisas

foto:reprodução

Com o início do período oficial de propaganda das Eleições 2026, as enquetes eleitorais estão proibidas em todo o país. A regra passou a valer desde este último domingo (16) e alcança consultas informais realizadas em redes sociais, sites, aplicativos, programas de rádio e outros meios de comunicação.

A medida, porém, não impede a realização e a divulgação de pesquisas eleitorais. Os levantamentos que seguem critérios técnicos e metodologia científica continuam permitidos, desde que cumpram as exigências da Justiça Eleitoral.

Enquete não é pesquisa

A enquete é uma consulta informal, geralmente aberta à participação de qualquer pessoa e sem critérios científicos para definir quem será ouvido. Por isso, o resultado não pode ser considerado uma representação da opinião de todo o eleitorado.

Mesmo que uma enquete reúna milhares de votos, isso não transforma a consulta em pesquisa. A participação espontânea pode favorecer determinados grupos e comprometer o resultado.

Já a pesquisa eleitoral utiliza metodologia previamente definida, com critérios para composição da amostra e coleta das entrevistas. Entre as informações que devem constar no registro estão o contratante, valor, período de realização, questionário, tamanho da amostra, margem de erro, nível de confiança e responsável técnico.

Pesquisas precisam ser registradas

Para ser divulgada, a pesquisa eleitoral precisa ser registrada no PesqEle, sistema da Justiça Eleitoral, com pelo menos cinco dias de antecedência da publicação.

O registro permite consultar informações sobre a metodologia utilizada e outros dados do levantamento. É importante destacar que o registro não significa que o TSE aprovou previamente o resultado da pesquisa.

Cuidado com enquetes nas redes sociais

Durante a campanha, páginas, veículos de comunicação e influenciadores devem evitar consultas como “em quem você votaria?”, “quem vencerá a eleição?” ou “qual candidato é o favorito?”, quando utilizadas para medir preferência eleitoral.

Também não é recomendável publicar percentuais obtidos apenas entre seguidores como se representassem a opinião dos eleitores do município, do estado ou do país.

Como verificar uma pesquisa

Antes de compartilhar uma pesquisa eleitoral, o eleitor deve conferir o número de registro, quem contratou e realizou o levantamento, o período das entrevistas, a abrangência, o tamanho da amostra, a margem de erro e o nível de confiança.

As informações podem ser consultadas no sistema PesqEle da Justiça Eleitoral.

A regra reforça a necessidade de atenção durante o período eleitoral: enquete informal não pode ser apresentada como pesquisa, e resultados de intenção de voto só devem ser divulgados quando o levantamento estiver de acordo com as normas eleitorais.

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