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20 maio

Rio Grande do Norte realizará primeira cirurgia de redesignação de gênero

Rio Grande do Norte realizará primeira cirurgia de redesignação de gênero

Foto: FreePik

O Rio Grande do Norte vai realizar, pela primeira vez, cirurgias de redesignação de gênero. A informação foi confirmada por Rebeca de França, coordenadora da Diversidade Sexual e de Gênero da Secretaria de Mulheres, Juventude, Igualdade Racial e Direitos Humanos do RN (SEMJIDH).

Os procedimentos serão realizados em Natal em duas mulheres trans e marcam um avanço no atendimento especializado à população trans no estado. Atualmente, apenas Rio Grande do Sul, Goiás, Rio de Janeiro, Pernambuco e São Paulo realizam esse tipo de cirurgia.

Segundo Rebeca de França, o RN passa a integrar o grupo de estados que possuem profissionais capacitados para atender pessoas trans que buscam adequação corporal e melhor qualidade de vida.

“Essas cirurgias colocam o RN como um estado que possui profissionais sensíveis e comprometidos com a verdadeira medicina. A ciência é utilizada para melhorar a vida, o psicológico, a anatomia e a convivência dessas pessoas nas relações sociais”, afirmou.

A coordenadora destacou ainda que o procedimento representa dignidade e inclusão social para os pacientes, permitindo maior conforto e identificação com a própria identidade de gênero.

Apesar do avanço, as cirurgias ainda não são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde no estado. De acordo com Rebeca, alguns planos de saúde já cobrem o procedimento em situações específicas. Ela defende que a realização das primeiras cirurgias possa estimular o poder público estadual a ampliar o atendimento especializado na rede pública.

“O objetivo é chamar a atenção do estado para habilitar ambulatórios e iniciar esse atendimento pelo SUS. Existem contrapartidas do Ministério da Saúde e isso não impactaria diretamente o orçamento estadual”, explicou.

Os procedimentos variam de acordo com a necessidade de cada paciente. Para mulheres trans, podem incluir neovaginoplastia, clitoroplastia e implante de próteses mamárias. Já para homens trans, estão entre as possibilidades a mastectomia masculinizadora e cirurgias de reconstrução genital, como metoidioplastia ou faloplastia.

A expectativa é que a iniciativa fortaleça a assistência especializada e amplie o debate sobre saúde e inclusão da população trans no Rio Grande do Norte.

Agora RN

Campo Forte

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