Brasil
27 nov

Alcolumbre e Motta faltam a cerimônia de Lula para sancionar isenção do IR

Alcolumbre e Motta faltam a cerimônia de Lula para sancionar isenção do IR

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), não participaram da cerimônia promovida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para sancionar a lei que isenta de Imposto de Renda quem recebe até R$ 5.000 mensais. O evento ocorreu na manhã de quarta-feira (26.nov.2025) no Palácio do Planalto.

A ausência dos dois parlamentares evidencia o momento difícil na relação entre o Legislativo e o Executivo. Alcolumbre demonstrou descontentamento depois que Lula indicou o ministro da AGU (Advocacia Geral da União), Jorge Messias, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), enquanto o senador defendia o nome de Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Desde então, Alcolumbre interrompeu o diálogo com o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e mencionou a interlocutores o desejo de colocar em votação pautas que prejudiquem o Planalto.

A promessa de Alcolumbre se concretizou na terça-feira (25.nov), quando o Senado aprovou o PLP (Projeto de Lei Complementar) 185 de 2024, que regulamenta a aposentadoria especial dos agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, com impacto financeiro de R$ 24,7 bilhões. O projeto segue para análise na Câmara dos Deputados.

Na Câmara, a situação também não está favorável. Hugo Motta rompeu relações com o líder do Governo na Casa, Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmando que não deseja manter contato com o petista. Lindbergh rebateu dizendo que “se há uma crise de confiança na relação entre o governo e o presidente da Câmara, isso tem mais a ver com as escolhas que o próprio Hugo Motta tem feito”.

O desgaste entre Executivo e Motta teve início quando Lula declarou, junto ao deputado paraibano, no dia 15 de outubro durante evento pelo Dia dos Professores no Rio, que “o Congresso nunca teve a qualidade de baixo nível como até agora”.

Posteriormente, durante a tramitação do PL Antifacção, Motta escolheu Guilherme Derrite (PP-SP) como relator da proposta. Derrite, que havia deixado o cargo de secretário de Segurança Pública de Tarcísio de Freitas (Republicanos), cotado para disputar a Presidência em 2026, conduziu a matéria. Após diversas modificações, a proposta foi aprovada na Câmara.

O deputado afirmou que o governo Lula optou pelo caminho errado em relação ao projeto e que deveria explicar por que sua base votou contra. Ele ainda declarou que o Legislativo “melhorou” a proposta enviada pelo Executivo.

Lindbergh classificou a ausência de Motta na cerimônia como uma “questão menor”.

Créditos: Poder360

Brasil
27 nov

Criminosos armados fogem em trilha durante operação da PM no Rio

Criminosos armados fogem em trilha durante operação da PM no Rio

Na manhã desta quinta-feira, 27, criminosos armados foram flagrados subindo o Morro do Fubá, na Zona Norte do Rio de Janeiro, enquanto a Polícia Militar realizava uma nova fase da Operação Barricada Zero. A ação visa à remoção de barricadas em comunidades da capital fluminense.

O helicóptero da TV Globo registrou a fuga do grupo, mostrando os homens caminhando em fila indiana por trilhas entre a vegetação, alguns carregando fuzis.

Segundo a emissora, esses homens tentavam escapar da operação da PM deflagrada em comunidades da Zona Norte. O objetivo é retirar as barreiras erguidas por bandidos em diversos pontos do estado.

Durante a ação na comunidade Cidade Alta, criminosos atearam fogo em pneus e objetos para impedir o avanço policial, resultando em confronto. Ainda não há dados sobre feridos ou mortos.

Além da capital, a operação ocorre simultaneamente nos municípios de São Gonçalo, Caxias, Nova Iguaçu, Japeri, Mesquita e Queimados.

Também na manhã desta quinta, a Avenida Brasil foi fechada por causa de tiroteios entre policiais e criminosos durante a Operação Barricada Zero na Zona Norte do Rio. A circulação de trens e do BRT foi paralisada por conta dos confrontos, porém os serviços já foram normalizados.

A operação conta com participação de policiais do 16º BPM e do Comando de Operações Especiais (COE), concentrando-se nas comunidades alvo. Não há ainda balanço oficial dos resultados desta quinta.

Desde o começo da ação, na segunda-feira, já foram removidas 1.168 toneladas de barricadas. As equipes continuam trabalhando em pavimentação, remoção de obstáculos e recuperação viária nas áreas afetadas pelos bloqueios criminosos.

Coordenada pelo Gabinete de Segurança Institucional e com apoio de retroescavadeiras, rompedores hidráulicos e outras forças de segurança, a operação é contínua. O objetivo é impedir a reinstalação dos bloqueios e garantir o pleno direito de ir e vir da população, conforme informa o Governo do Estado.

Créditos: Terra

Geral
27 nov

Dois guardas nacionais são baleados em ataque próximo à Casa Branca

Dois guardas nacionais são baleados em ataque próximo à Casa Branca

Dois membros da Guarda Nacional foram baleados nesta quarta-feira, 26, em Washington, perto da Casa Branca, e estão em estado crítico. A prefeita da capital dos Estados Unidos classificou o ocorrido como um “ataque a tiros direcionado”.

O diretor do FBI, Kash Patel, informou que os dois soldados ficaram gravemente feridos, afastando rumores errados de que teriam morrido. “Dois dos nossos valentes integrantes da Guarda Nacional foram atacados em um ato horrível de violência. Eles foram atingidos por disparos e estão em estado crítico”, declarou Patel durante entrevista coletiva.

Este é o incidente mais grave envolvendo a Guarda Nacional desde que o então presidente Donald Trump começou a enviar tropas às ruas de cidades governadas por democratas, logo após iniciar seu segundo mandato, em janeiro.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou em visita à República Dominicana que enviará mais 500 militares a Washington, aumentando para mais de 2.500 o número total de agentes da Guarda Nacional destacados na cidade. Segundo ele, o reforço fortalecerá a determinação em garantir que Washington, DC, seja uma cidade segura.

A prefeita Muriel Bowser reafirmou que o ataque foi direcionado contra os guardas. A porta-voz do governo, Karoline Leavitt, também avaliou o ocorrido como uma “situação trágica” e informou que Donald Trump continua acompanhando os desdobramentos.

A polícia de Washington prendeu um suspeito, um homem afegão que trabalhou por 10 anos com as forças de Washington no Afeganistão e foi levado aos Estados Unidos em agosto de 2021. Segundo a imprensa americana, ele foi identificado como Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos.

Fontes policiais e o diretor da CIA, John Ratcliffe, relataram que o suspeito colaborou com várias agências dos Estados Unidos, incluindo serviços de inteligência.

De acordo com a CNN, com base em dados do FBI, o homem solicitou asilo em 2024 e teve o pedido concedido no início do ano.

Em um breve vídeo, Trump comentou que o suspeito chegou aos EUA em 2021 “naqueles voos infames”, em referência à evacuação de afegãos após o avanço dos talibãs.

Antes da divulgação do estado de saúde dos militares, o presidente afirmou em sua rede social Truth Social que o agressor, que feriu gravemente os dois guardas e também ficou ferido, “pagará um preço muito alto”.

Em seguida, o Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) anunciou a suspensão imediata e por tempo indeterminado do processamento de pedidos de imigração de cidadãos afegãos para revisão de protocolos de segurança.

Shawn VanDriver, presidente do AfghanEvac, grupo que auxiliou na realocação de afegãos nos EUA após a retirada das forças americanas, destacou que “o ato isolado deste indivíduo não deve servir para julgar toda a comunidade”.

Jornalistas da AFP registraram a evacuação de uma pessoa vestida com uniforme militar em uma maca, a poucas quadras da Casa Branca.

Três pessoas feridas por arma de fogo foram atendidas pelas equipes de emergência, segundo os serviços de resgate.

Uma testemunha relatou ouvir disparos enquanto esperava no semáforo e viu membros da Guarda Nacional correndo em direção ao metrô com armas em punho.

O ataque ocorreu na estação de metrô Farragut West no começo da tarde, em área normalmente movimentada.

O chefe adjunto da polícia local, Jeffery Carroll, afirmou que o agressor emboscou os membros da Guarda Nacional, atirando ao virar a esquina, mas foi rapidamente detido por outros guardas e forças da ordem.

No local, um repórter da AFP ouviu várias detonações e viu pessoas fugindo, enquanto a área foi isolada e dezenas de viaturas foram mobilizadas.

Militares da Guarda Nacional estão destacados em Washington desde agosto a pedido de Trump, embora o governo local tenha acusado o Executivo federal de extrapolar seus poderes.

Desde junho, o presidente enviou tropas para Los Angeles, Washington e Memphis, contrariando líderes locais democratas, alegando que a ação é necessária para combater a criminalidade e apoiar o órgão federal de imigração ICE.

Créditos: CartaCapital

Geral
27 nov

Afegão suspeito de ataque em Washington trabalhou para CIA e Exército dos EUA

Afegão suspeito de ataque em Washington trabalhou para CIA e Exército dos EUA

O afegão suspeito de disparar contra dois membros da Guarda Nacional dos EUA perto da Casa Branca, em 26 de abril, teria atuado para a Agência Central de Inteligência (CIA) e para o Exército americano em Cabul, conforme informações da Fox News.

O Departamento de Segurança Interna identificou o suspeito como Rahmanulah Lakanwal, de 29 anos, que teria agido sozinho no incidente.

John Ratcliffe, diretor da CIA, declarou à Fox News que Lakanwal teve seu pedido de asilo aprovado devido à sua colaboração como integrante de uma força parceira dos EUA no Afeganistão. Lakanwal chegou aos Estados Unidos em setembro de 2021, quando as tropas americanas deixaram Cabul, solicitou asilo em 2024 e teve o processo concluído em abril deste ano.

Em resposta ao ataque, o governo norte-americano determinou a suspensão por tempo indeterminado do processamento dos pedidos de imigração de cidadãos afegãos.

No contexto das tensões crescentes, o então presidente Trump ordenou o envio adicional de 500 membros da Guarda Nacional para Washington DC, visando garantir a segurança da capital, conforme afirmou o secretário de Defesa, Pete Hegseth.

Atualmente, centenas de soldados da Guarda Nacional da capital e de vários estados americanos patrulham a cidade, após a federalização da polícia local por ordem de emergência emitida em agosto. Até a quarta-feira do incidente, aproximadamente 2.200 soldados estavam destacados em Washington, incluindo tropas da Louisiana, Mississippi, Ohio, Carolina do Sul, Virgínia Ocidental, Geórgia e Alabama.

Créditos: veja abril

Geral
27 nov

Dois militares da Guarda Nacional baleados perto da Casa Branca sobrevivem a cirurgia

Dois militares da Guarda Nacional baleados perto da Casa Branca sobrevivem a cirurgia

Dois integrantes da Guarda Nacional dos EUA foram baleados em um ataque ocorrido na tarde de quarta-feira (26) próximo à Casa Branca, em Washington, D.C. A presença da Guarda Nacional na capital foi determinada pelo presidente Donald Trump.

Em entrevista nesta quinta-feira (27), a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, afirmou que os dois militares passaram por cirurgia e sobreviveram ao procedimento, sem revelar detalhes sobre o estado deles. Ela acrescentou que, caso não resistam, o acusado enfrentará acusações de terrorismo, com pena mínima de prisão perpétua e busca pela pena de morte.

Na coletiva de imprensa seguinte, Jeanine Pirro, procuradora do Distrito de Columbia, identificou os soldados feridos como Sarah Beckstrom, 20 anos, e Andrew Wolfe, 24 anos, informando que estão em estado crítico. Ela também relatou que o atirador usou um revólver e permanece hospitalizado.

O diretor do FBI, Kash Patel, destacou que a investigação de terrorismo contra Rahmanullah Lakanwal, um cidadão afegão preso pelo ataque, está em andamento. Lakanwal chegou aos Estados Unidos em 2021. John Ratcliffe, diretor da CIA, informou que ele trabalhou para o governo dos EUA, incluindo a CIA, na força parceira em Kandahar, durante a guerra do Afeganistão.

Pam Bondi ainda disse que Sarah Beckstrom se voluntariou para trabalhar no feriado de Ação de Graças para que colegas pudessem estar com suas famílias, que agora acompanham suas lutas nos hospitais.

Após o ataque, a sede do governo dos EUA entrou em lockdown. Trump, que não estava em Washington no momento, classificou o atirador como um “animal” que pagará caro pelo ataque. Mais de 2 mil soldados da Guarda Nacional foram enviados à capital em agosto, após Trump assumir o comando federal da polícia da cidade, iniciativa contestada pela prefeita Muriel Bowser, que qualificou a intervenção como “alarmante e sem precedentes”.

A Guarda Nacional, composta por militares da reserva convocados para emergências, foi mobilizada em Washington por ordem executiva de Trump em 11 de agosto de 2025, para apoiar forças locais, proteger prédios federais e reforçar a segurança da cidade durante o período de emergência criminal.

A proteção diária da Casa Branca é responsabilidade do Serviço Secreto, e a Guarda Nacional não desempenha essa função rotineiramente, mas durante a mobilização tem atuado no entorno, reforçando a vigilância e o patrulhamento das vias próximas.

Os militares baleados estavam em patrulhamento quando foram atacados. A área foi isolada e as investigações continuam para esclarecer motivações e circunstâncias do crime.

Trump deixou Washington na noite de terça-feira e está na Flórida, onde passou o feriado. O vice-presidente J.D. Vance também estava fora da cidade. Trump afirmou nas redes sociais que os militares foram feridos gravemente, que o autor também está gravemente ferido e que pagará um preço alto pelo ataque.

Créditos: g1

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