Lula sobre investigação de Lulinha: “Não vou utilizar o cargo para proteger”
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (30/7), que não usará o cargo para proteger o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, alvo de inquérito da Polícia Federal. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o petista afirmou que “não haverá nenhum privilégio” no julgamento do filho.
“Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas”, afirmou o presidente. “Se for julgado, ele virá para cá, não vai ficar escondido não. Não vou utilizar o cargo para proteger”, disse.
Nesta quinta, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a abrir um inquérito para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por supostos crimes de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Saúde. A suspeita estaria relacionada a negócios de cannabis medicinal.
Conforme mostrou o Metrópoles, na coluna Tácio Lorran, o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, fez lobby no Ministério da Saúde junto à empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.
Eles estiveram no mesmo dia e no mesmo horário na secretaria-executiva da pasta, então comandada por Swedenberger Barbosa, o Berger, que atualmente é chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do Presidente da República.
A Polícia Federal também identificou pagamentos do Careca do INSS para Roberta Luchsinger que somam R$ 1,5 milhão. Em uma das transferências, o lobista descreveu a um interlocutor que o repasse tinha como destinatário o “filho do rapaz”, possivelmente se referindo ao filho do presidente Lula.
Com informações de Metrópoles



